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Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica

Prof. Gustavo Pozza Silveira

CURSO: QUÍMICA

QUIMICA ORGÂNICA TEÓRICA 1

SUBSTITUIÇÕES
NUCLEOFÍLICAS SN1 e SN2
Prof. Gustavo Pozza Silveira
gustavo.silveira@iq.ufrgs.br

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1
Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica

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SN1 e SN2

Como foi visto, reações de substituição nucleofílica podem seguir a
dois mecanismos distintos. Como prever a qual deles a reação
seguirá?
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2
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SN1 e SN2
Álcoois terciários reagem rápido na presença de HBr

Álcoois primários reagem lentamente na presença de HBr, porém são
convertidos aos respectivos haletos na presenção de PBr3.

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3
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Reações SN1
Todos os álcoois que reagem rápidamente com HBr formam
carbocátions muito estáveis.

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Reações SN1

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Aspectos Mecanísticos para
SN2

A velocidade da reação depende apenas desta etapa

Onde K é a constante de velocidade. Esta reação mostrou ser de segunda
ordem, ou seja, dependente da concentração de ambos os reagentes.

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6
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Como determinar se a reação abaixo
realmente segue um mecanismo SN2?

[NaSMe] é mantida e varia-se
a [MeI]

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[MeI] é mantida e varia-se a
[NaSMe]

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Utilidade da equação de velocidade
SN2
A tabela nos indica nucleófilos oxigenados que poderiam ser utilizados com
MeI.

Portanto, NaOH é muito mais indicado do que, digamos, Na2SO4 como
fonte nucleofílica nesta reação.
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Utilidade da equação de
velocidade SN2

Portanto, iodeto é o melhor grupo de saída dentre os haletos numa reação
SN2. Assim, a reação de formação de metanol abaixo será mais rápida
utilizando-se NaOH e MeI.

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CONCLUSÕES PARA SN2
Portanto, reações SN2 dependem da natureza do carbono
eletrofílico, bem como do nucleófilo. Solvente e temperatura
também alteram a velocidade reacional.

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Exercício: Indique, nos pares abaixo, qual o
melhor nucleófilo. Justifique sua resposta.

a) Me2N- ou Me2NH
b) Me3B ou Me3N
c) H2O ou H2S
d) EtOH ou EtO-

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Cinética para reações SN1

Portanto, a velocidade da reação está somente relacionada com a
concentração do álcool tert-butílico

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Como determinar se a reação segue
mecanismo SN1?

[NaOH] é mantida e varia-se
a [t-BuOH]

[t-BuOH] é mantida e variase a [NaOH]

O coeficiente angular da segunda curva é zero. Assim, esta é uma reação
de primeira ordem.
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SN1 vs SN2

Perceba que nos três primeiros casos os nucleófilos reagem praticamente
com a mesma velocidade. Reação do tipo SN1. Por que?
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SN1 vs SN2

Utilizando-se MeBr como substrato para os mesmos nucleófilos, as
reações são muito mais rápidas. Por que?

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SN1 vs SN2
Como decidir se uma reação segue SN1 ou SN2?

A primeira pergunta que se faz é que tipo de carbono eletrofílico temos:
primário, secundário ou terciário?
A segunda pergunta seria: quão estável é o carbocátion a ser formado?
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Estabilidade de carbocátions
terciários

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Estabilidade de carbocátions
terciários

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Estabilidade de carbocátions
terciários

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Estabilidade de carbocátions
primário

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Estabilidade de carbocátions
(relembrando)

Benzílico

Alílico

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Reações de cátions alílicos

Nucleófilo ataca o orbital antiligante

O mesmo pode ser observado
pelas setas curvas

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Cátion alílico simétrico resulta em
único produto por SN1

Formação do cátion alílico

Duas reações idênticas o cátion alílico pelo tratamento com HBr

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Regiosseletividade
Regiosseletividade determina em que região o nucleófilo irá atacar. No
exemplo abaixo, não interessa qual dos dois álcoois será utilizado, pois
serão formados os mesmos carbocátios.

As vezes pode ser complexo desenhar mecanismos reacionais para
estruturas deslocalizadas

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Regiosseletividade
Porém, as vezes essa ambiguidade pode ser útil. O álcool 2-metil-but3-en-2-ol reage facilmente via SN1, pois é terciário e alílico. O
subsequente ataque do nucleófillo ocorre pela região de menor
impedimento estérico.

Brometo de prenila
– precursor de
terpenos

2-metil-but-3-en-2-ol

Cátion benzílico é também bastante estável, porém o ataque do
nucleófilo é específico.

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Tritil – carbocátion super
estável

Mecanismo

Piridina é uma base fraca (pKa 5,5). Não é capaz de deprotonar álcoois primários
(pka 16). Assim, piridina, além de ser um solvente polar, evita que o meio torne-se
muito ácido por conta do HCl a ser formado em solução.
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Solvólise – Solvente é também o nucleóflilo
(Álcoois)

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Caso Especial – Carbocátion
primário estável
Existe ainda um carbocátion que precisa ser discutido: carbonos contendo
grupo doador de elétrons e grupo de saída (GS). Exemplo clássico dessas
espécies é o MOMCl.
Método de Olah

Mais estável

MOM é um grupo protetor de álcoois
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Mecanismo se assemelha muito ao de hidrólise de acetais

acetal

hemicetal
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Exercício: Sugira se a seguinte reação
ocorre via SN1 ou SN2.

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Perceba que o mecanismo SN1 é bastante geral e é
utilizado na formação de inúmeras classes de
compostos.

Quando a reação envolve a saída de um bom GS como os halogênios,
não há necessidadede catálise ácida. Porém, GS contendo N, O, S
precisam da presença de uma fonte protônica.

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Resumo – Carbocátions em SN1

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Exercícios: desenhe o mecanismo para as
seguintes reações (SN2 ou SN1) e diga o porquê da
utilização de meio básico em (a) e ácido em (b).

Py

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A reação SN2
Grupos metila e grupamentos alquílicos primários (sem hetereoátomos
vizinhos) sempre reagem via SN2, não somente pela impossibilidade de
formarem carbocárions, mas também pela facilidade que o nucleófilo encontra
em transpor hidrogênios.

Metodologia comum para preparação de éteres

NaH: Base
suficientemente forte
para deprotonar álcoois
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pKa H2 = 36
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A reação SN2
Éteres aromáticos podem ser preparados exatamente pelo mesmo
mecanismo.

Neste caso NaOH é uma base suficientemente forte para remover o
proton do fenol ( pKa 10).

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Exercício: sugira um mecanismo para as seguintes
reações e comente sua escolha entre SN1 ou SN2.

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A reação SN2

Em termos de orbitais moleculares

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Estereoquímica da Substituição
Quando o (S)-sec-butanol é tratado nas condições de Olah tem-se a
formação de um carbocátion estável.

O ataque nucleofílico pode ocorrer por ambas as faces do carbocátion
formado. Assim, a quiralidade do reagente é perdida.
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Estereoquímica da Substituição
Porém, ao transformar o (S)-sec-butanol em seu respectivo tosilato criase um bom grupo de saída.

Portanto, tem-se o ataque nucleofílico com inversão de configuração
pelo mecanismo SN2.

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Conclusão Estereoquímica

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Variações estruturais e Mecanismos
SN2
Brometos de alila também podem reagir via SN2, pois o estado de
transição é estabilizado pela conjugação p com a dupla.

De modo semelhante ocorre com grupos benzílicos onde a fenila
estabiliza o ET.

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Compostos a-bromo
carbonílicos
Elétrons no orbital p podem conjugar com o centro eletrofílico a fim de estabilizálo. Como consequência, há uma diminuição da energia dos respectivos LUMOs
(p* e s*) facilitando o ataque nucleofílico.

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O ataque nucleofílico pode ocorrer tanto na carbonila,
quanto no carbono a. Porém, o ataque a carbonila é
reverensível.

Síntese de amino-cetonas as quais são bastante utilizadas
em síntese de drogas.

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Exercício: explique se a presente reação deve
ocorrer via SN1 ou SN2.

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Obs.: os dados dessa tabela mostram apenas uma tendência! Há uma
diferençã de 10 milhões de vezes nela!
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Resumo SN1 vs SN2

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Cloreto benzílico que favorece um mecanismo SN1

Cloreto benzílico que desfavorece um mecanismo SN1

Cloreto benzílico que favorece um mecanismo SN2

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Impedimento Estérico
Para o mecanismo SN2

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48
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Impedimento Estérico
Para o mecanismo SN1

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SN1 vs SN2
Comparação entre uma reação seguir um mecanismo SN1 ou SN2. Perceba que o
brometo-t-butílico (até) poderia seguir o mecanismo SN2, porém o mecanismo SN1
é tão mais rápido que a reação via SN2 não tem chance de acontecer.

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Efeito do Solvente
Na solvatação de compostos polares, ou do estado de transição,
três fatores são importantes:

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Efeito do Solvente
Numa SN1 solventes polares irão ajudar a solvatar o
intermediário a ser formado deslocando o equilíbrio para
sua formação.
Para uma SN2 nem sempre é tão fácil perceber o porquê
que um solvente polar pode acelerar a reação.

Por que acetona foi escolhido como solvente para esta reação?
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A maioria das reação SN2 utilizam um ânion como nucleófilo. Solvente
polares solvatam o ânion formado diminuindo a velocidade reacional.

Solventes apolares podem ajudar a estabilizar o ET, porém
desestabilizam o reagente nucleofílico a ser formado.

E ainda, nesta reação específica o emprego de acetona como solvente
ajuda a deslocar o equilíbrio para o produto, pois o NaBr é insolúvel neste
solvente.
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Quando os reagentes são neutros e o produto a ser
formado é iônico, DMF passa a ser uma excelente escolha
como solvente em reações SN2.

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Solventes polares (a)próticos
Solventes polares apróticos solvatam apenas o cátion, porém o ânion
permanece livre para agir como nucleófilo. Solvente polares próticos
solvatam ambos cátion e ânion.

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Grupo de Saída
Tanto em reação SN1 quanto em reações SN2 a etapa limitante da
reação envolve a quedra de ligação para respectiva saída do GS.
Perceba que a força desta ligação esta diretamente relacionada com os
valores de pKa.

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SN em Álcoois
A substituição nucleofílica em álcoois não é possível, pois OH− não é
um bom grupo de saída.

Um nucleófilo pode ser visto também como uma base. Ao se utilizar
nucleófilos mais fortes para substituição do OH−, tem-se a deprotoção
do álcool formando o alcolato.

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SN em Álcoois
Assim, a alternativa é transformar o grupo OH− num melhor grupo de
saída, como por exemplo H2O+

Álcoois primarios reagiram via SN1 geralmente produtos com excelente
rendimentos.

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SN em Álcoois

Existem inúmeras maneiras de transformar a hidroxila em um melhor
grpo de saída, uma delas é utilizar um ácido de Lewis como PBr3

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Reação de Mitsunobu
A reação de Mitsunobu é um exemplo de reação moderna de SN2 a
qual utliza DEAD e trifenilfosfina como reagente.

Nesta reação, tem-se uma competição entre a acidez do álcool e do
nucleófilo, bem como a necessidade de quebrar uma ligação C−O forte.
Solução, utilização de um azo-dicarboxilato:

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Reação de Mitsunobu
A primeira etapa mostra o ataque nucleofílico do fósforo no nitrogênio
do diazo via SN2.

O nitrogênio negativo é nucleofílico o suficiente para deprotonar o álcool
e gerar um alcóxido.

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Alcóxido formado ataca o fosforo positivo através de SN2 formando um
novo nitrogênio negativo.

Novamente, nitrogênio negativo é básico o suficiente para deprotonar um
nucleófilo gerando um ligação N−H estável

Finalmente, um nucleófilo genérico pode atacar o carbono eletrofílico a
partir de uma reação SN2.

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Reação de Mitsunobu

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Normalmente, o ataque nucleofílico de um álcool secundário quiral a
uma carbonila leva a um éster onde a confiração do carbono a ao
oxigênio é mantida.

A grande vantagem da reação de Mitsunobu é que, como esta reação
segue um mecanismo SN2, álcoois podem ser obtidos com a
configuração invertida (usando um álcool como Nu – slide 62).

Reação de Mitsunobu é utilizada para substituir a
hidroxila de álcoois com inversão de configuração.
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Sulfonatos
Os GS mais importantes dentre estes utilizados com álcoois são os
sulfonatos. Geralmente, os intermediários das reações com PBr3 são
instáveis. No entanto, os derivados de álcoois com de p-tolueno
sulfonatos são cristalinos.

Cloreto de tosila

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Alquil p-toluenosulfonatos

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Organometálicos
n-BuLi facilmente desprotona o derivado alcino para geral um bom
nucleófilo.
pKa ~ 45

pKa ~ 25

Reagentes organométálicos podem ser utilizados para promover a
extensão de cadeia.

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Éteres como Eletrófilos
Éteres e THF são utilizados como solventes em reações orgânicas. Portanto, são
considerados compostos inertes. No entanto, pode-se torná-los reativos utilizandose um ácido com contra-íon nucleofílico como HI e HBr.

Note que a substituição ocorre somente na parte alquílica do éter.
Por que?
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Éteres como Eletrófilos
Além da clivagem por ácidos próticos, ácidos de Lewis também
funcionam na clivagem de éteres com BBr3.

Boro possui um orbital vazio e é atacado pelo oxigênio do éter. Em
seguida, o brometo ataca ao íon oxônio formado através de uma SN2.

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Epóxidos
Apesar das propriedades físicas de éteres e epóxidos ser semelhante,
epóxidos apresentam grande tensão anelar. Assim, ataque nucleofílico
é facilitado a fim de liberar tal tensão.

Aminas reagem com epóxidos para gerar aminoálcoois

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Epóxidos
Neste exemplo percebe-se facilmente que o mecanismo segue SN2
com inversão de configuração.

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Exercício: Identifique os intermediários para
a seguinte reação

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Exercício: explique se as presentes reações
devem ocorrer via SN1 ou SN2.

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Aminas
Substituição nucleofílica em aminas leva a mistura de produtos.

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Aminas

A fim de evitar esse problema, utiliza-se N3− como fonte nucleofílica (a
partir de NaN3, por exemplo).

A azida formada pode ser posteriormente reduzida a respectiva amina
por inúmeros métodos.

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Enxonfre como Nucleófilo
Tio fenol pode ser facilmente desprotonado por NaOH e sulfetos
podem ser facilmente preparados por essa metodologia.

pKa 6,4

pKa 15,7 (H2O)

Enxofre é muito mais nucleofílico do que oxigênio na substituição de
carbonos saturados!

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Enxenfre como Nucleófilo
O pKa de RSH é em torno de 9-10. A reação abaixo funciona muita
bem via SN2, porém, de modo semelhante ao visto com aminas,
mercaptanas são novamente deprotonadas para gerar sulfetos.

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Enxenfre como Nucleófilo
A fim de evitar esse problema, pode-se utilizar um tio-éster e então
proceder a reação de SN2 com o respectivo haleto de alquila.

A segunda etapa desta rota sintética consiste numa hidrólise básica de
um tio-éster. Ainda não foi visto o mecanismo de hidrólise básica de
ésteres, porem você seria capaz de propor algo?

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Uma substituição diferente
Aqui a hidroxila é o nucleófilo o qual atacará o centro eletrofílico
(carbonila) formando um intermediário tetraédrico o qual ira
rapidamente colapsar expusando o grupo metoxi e regenerando a
carboxila.

Como o meio está básico, o próton do ácido é rapidamente retirado e o
equilíbrio deslocado para o lado do ânion carboxilato.

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78
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Oxigênio vs Enxofre como nucleófilo
Perceba que tanto oxigênio quanto o enxofre são excelentes nucleófilos para
carbonila. Porém, enxofre é muito melhor nucleófilo para substitução em carbono
saturado.

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79
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Conclusão Nucleófilos
Assim, elementos da parte superior da tabela reagirão com maior
dificuldade numa substituição a carbonos saturados, enquanto os
elementos da parte inferior levam vantagem.

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Dureza e Moleza
Nucleófilos que reagemvia intereção eletrostática são considerados
duros. Nucleófilos moles reagem por intereção do tipo HOMO-LUMO
(orbital).

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Comparação entre Nucleófilos e
GS
Considerando a adição de nucleófilos à carboxila. Quanto mais forte for
o nucleófilo, pior ele será como GS.

A diferença para substituição em carbonos assimétricos é a formação
do intermediário tetraédrio o qual colapsa apidamente para formação
de C=O.
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Comparação entre Nucleófilos e
GS
O melhor nucleófilo da série é o iodeto. Interações serão entre HOMO
e LUMO são muito próximas em energia (slide 79).

MeBr + Nu em EtOH

Porém, precisa-se de um excelente GS para que haja
substituição por iodeto!
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Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica

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Preparação de Iodetos de
Alquila
Iodetos de alquila são preparados pela substituição de cloretos ou
tosilatos.

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84
Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica

Prof. Gustavo Pozza Silveira

Preparação de Iodetos de
Alquila
Iodetos são geralmente caros. Uma alternativa sintética é a utilização
de quantidades catalíticas de iodeto de lítio com brometos de alquila.

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85
Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica

Prof. Gustavo Pozza Silveira

Preparação de Iodetos de
Alquila

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86
Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica

Prof. Gustavo Pozza Silveira

Rearranjos de Carbocátions
Carbocátions secundários formados também podem rearranjar a fim
de formar carbocátions mais estáveis.

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Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica

Prof. Gustavo Pozza Silveira

Reação competitiva a SN:
Eliminação
Além de uma substituição, devemos lembrar que um nucleófilo é
também uma base se esta espécie atacar um próton. Assim, sempre
existe uma competição com eliminacões.

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  • 2. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira SN1 e SN2 Como foi visto, reações de substituição nucleofílica podem seguir a dois mecanismos distintos. Como prever a qual deles a reação seguirá? www.iq.ufrgs.br/biolab 2
  • 3. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira SN1 e SN2 Álcoois terciários reagem rápido na presença de HBr Álcoois primários reagem lentamente na presença de HBr, porém são convertidos aos respectivos haletos na presenção de PBr3. www.iq.ufrgs.br/biolab 3
  • 4. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Reações SN1 Todos os álcoois que reagem rápidamente com HBr formam carbocátions muito estáveis. www.iq.ufrgs.br/biolab 4
  • 5. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Reações SN1 www.iq.ufrgs.br/biolab 5
  • 6. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Aspectos Mecanísticos para SN2 A velocidade da reação depende apenas desta etapa Onde K é a constante de velocidade. Esta reação mostrou ser de segunda ordem, ou seja, dependente da concentração de ambos os reagentes. www.iq.ufrgs.br/biolab 6
  • 7. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Como determinar se a reação abaixo realmente segue um mecanismo SN2? [NaSMe] é mantida e varia-se a [MeI] www.iq.ufrgs.br/biolab [MeI] é mantida e varia-se a [NaSMe] 7
  • 8. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Utilidade da equação de velocidade SN2 A tabela nos indica nucleófilos oxigenados que poderiam ser utilizados com MeI. Portanto, NaOH é muito mais indicado do que, digamos, Na2SO4 como fonte nucleofílica nesta reação. www.iq.ufrgs.br/biolab 8
  • 9. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Utilidade da equação de velocidade SN2 Portanto, iodeto é o melhor grupo de saída dentre os haletos numa reação SN2. Assim, a reação de formação de metanol abaixo será mais rápida utilizando-se NaOH e MeI. www.iq.ufrgs.br/biolab 9
  • 10. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira CONCLUSÕES PARA SN2 Portanto, reações SN2 dependem da natureza do carbono eletrofílico, bem como do nucleófilo. Solvente e temperatura também alteram a velocidade reacional. www.iq.ufrgs.br/biolab 10
  • 11. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Exercício: Indique, nos pares abaixo, qual o melhor nucleófilo. Justifique sua resposta. a) Me2N- ou Me2NH b) Me3B ou Me3N c) H2O ou H2S d) EtOH ou EtO- www.iq.ufrgs.br/biolab 11
  • 12. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Cinética para reações SN1 Portanto, a velocidade da reação está somente relacionada com a concentração do álcool tert-butílico www.iq.ufrgs.br/biolab 12
  • 13. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Como determinar se a reação segue mecanismo SN1? [NaOH] é mantida e varia-se a [t-BuOH] [t-BuOH] é mantida e variase a [NaOH] O coeficiente angular da segunda curva é zero. Assim, esta é uma reação de primeira ordem. www.iq.ufrgs.br/biolab 13
  • 14. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira SN1 vs SN2 Perceba que nos três primeiros casos os nucleófilos reagem praticamente com a mesma velocidade. Reação do tipo SN1. Por que? www.iq.ufrgs.br/biolab 14
  • 15. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira SN1 vs SN2 Utilizando-se MeBr como substrato para os mesmos nucleófilos, as reações são muito mais rápidas. Por que? www.iq.ufrgs.br/biolab 15
  • 16. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira SN1 vs SN2 Como decidir se uma reação segue SN1 ou SN2? A primeira pergunta que se faz é que tipo de carbono eletrofílico temos: primário, secundário ou terciário? A segunda pergunta seria: quão estável é o carbocátion a ser formado? www.iq.ufrgs.br/biolab 16
  • 17. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Estabilidade de carbocátions terciários www.iq.ufrgs.br/biolab 17
  • 18. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Estabilidade de carbocátions terciários www.iq.ufrgs.br/biolab 18
  • 19. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Estabilidade de carbocátions terciários www.iq.ufrgs.br/biolab 19
  • 20. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Estabilidade de carbocátions primário www.iq.ufrgs.br/biolab 20
  • 21. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Estabilidade de carbocátions (relembrando) Benzílico Alílico www.iq.ufrgs.br/biolab 21
  • 22. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Reações de cátions alílicos Nucleófilo ataca o orbital antiligante O mesmo pode ser observado pelas setas curvas www.iq.ufrgs.br/biolab 22
  • 23. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Cátion alílico simétrico resulta em único produto por SN1 Formação do cátion alílico Duas reações idênticas o cátion alílico pelo tratamento com HBr www.iq.ufrgs.br/biolab 23
  • 24. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Regiosseletividade Regiosseletividade determina em que região o nucleófilo irá atacar. No exemplo abaixo, não interessa qual dos dois álcoois será utilizado, pois serão formados os mesmos carbocátios. As vezes pode ser complexo desenhar mecanismos reacionais para estruturas deslocalizadas www.iq.ufrgs.br/biolab 24
  • 25. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Regiosseletividade Porém, as vezes essa ambiguidade pode ser útil. O álcool 2-metil-but3-en-2-ol reage facilmente via SN1, pois é terciário e alílico. O subsequente ataque do nucleófillo ocorre pela região de menor impedimento estérico. Brometo de prenila – precursor de terpenos 2-metil-but-3-en-2-ol Cátion benzílico é também bastante estável, porém o ataque do nucleófilo é específico. www.iq.ufrgs.br/biolab 25
  • 26. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Tritil – carbocátion super estável Mecanismo Piridina é uma base fraca (pKa 5,5). Não é capaz de deprotonar álcoois primários (pka 16). Assim, piridina, além de ser um solvente polar, evita que o meio torne-se muito ácido por conta do HCl a ser formado em solução. www.iq.ufrgs.br/biolab 26
  • 27. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Solvólise – Solvente é também o nucleóflilo (Álcoois) www.iq.ufrgs.br/biolab 27
  • 28. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Caso Especial – Carbocátion primário estável Existe ainda um carbocátion que precisa ser discutido: carbonos contendo grupo doador de elétrons e grupo de saída (GS). Exemplo clássico dessas espécies é o MOMCl. Método de Olah Mais estável MOM é um grupo protetor de álcoois www.iq.ufrgs.br/biolab 28
  • 29. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Mecanismo se assemelha muito ao de hidrólise de acetais acetal hemicetal www.iq.ufrgs.br/biolab 29
  • 30. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Exercício: Sugira se a seguinte reação ocorre via SN1 ou SN2. www.iq.ufrgs.br/biolab 30
  • 31. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Perceba que o mecanismo SN1 é bastante geral e é utilizado na formação de inúmeras classes de compostos. Quando a reação envolve a saída de um bom GS como os halogênios, não há necessidadede catálise ácida. Porém, GS contendo N, O, S precisam da presença de uma fonte protônica. www.iq.ufrgs.br/biolab 31
  • 32. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Resumo – Carbocátions em SN1 www.iq.ufrgs.br/biolab 32
  • 33. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Exercícios: desenhe o mecanismo para as seguintes reações (SN2 ou SN1) e diga o porquê da utilização de meio básico em (a) e ácido em (b). Py www.iq.ufrgs.br/biolab 33
  • 34. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira A reação SN2 Grupos metila e grupamentos alquílicos primários (sem hetereoátomos vizinhos) sempre reagem via SN2, não somente pela impossibilidade de formarem carbocárions, mas também pela facilidade que o nucleófilo encontra em transpor hidrogênios. Metodologia comum para preparação de éteres NaH: Base suficientemente forte para deprotonar álcoois www.iq.ufrgs.br/biolab pKa H2 = 36 34
  • 35. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira A reação SN2 Éteres aromáticos podem ser preparados exatamente pelo mesmo mecanismo. Neste caso NaOH é uma base suficientemente forte para remover o proton do fenol ( pKa 10). www.iq.ufrgs.br/biolab 35
  • 36. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Exercício: sugira um mecanismo para as seguintes reações e comente sua escolha entre SN1 ou SN2. www.iq.ufrgs.br/biolab 36
  • 37. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira A reação SN2 Em termos de orbitais moleculares www.iq.ufrgs.br/biolab 37
  • 38. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Estereoquímica da Substituição Quando o (S)-sec-butanol é tratado nas condições de Olah tem-se a formação de um carbocátion estável. O ataque nucleofílico pode ocorrer por ambas as faces do carbocátion formado. Assim, a quiralidade do reagente é perdida. www.iq.ufrgs.br/biolab 38
  • 39. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Estereoquímica da Substituição Porém, ao transformar o (S)-sec-butanol em seu respectivo tosilato criase um bom grupo de saída. Portanto, tem-se o ataque nucleofílico com inversão de configuração pelo mecanismo SN2. www.iq.ufrgs.br/biolab 39
  • 40. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Conclusão Estereoquímica www.iq.ufrgs.br/biolab 40
  • 41. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Variações estruturais e Mecanismos SN2 Brometos de alila também podem reagir via SN2, pois o estado de transição é estabilizado pela conjugação p com a dupla. De modo semelhante ocorre com grupos benzílicos onde a fenila estabiliza o ET. www.iq.ufrgs.br/biolab 41
  • 42. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Compostos a-bromo carbonílicos Elétrons no orbital p podem conjugar com o centro eletrofílico a fim de estabilizálo. Como consequência, há uma diminuição da energia dos respectivos LUMOs (p* e s*) facilitando o ataque nucleofílico. www.iq.ufrgs.br/biolab 42
  • 43. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira O ataque nucleofílico pode ocorrer tanto na carbonila, quanto no carbono a. Porém, o ataque a carbonila é reverensível. Síntese de amino-cetonas as quais são bastante utilizadas em síntese de drogas. www.iq.ufrgs.br/biolab 43
  • 44. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Exercício: explique se a presente reação deve ocorrer via SN1 ou SN2. www.iq.ufrgs.br/biolab 44
  • 45. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Obs.: os dados dessa tabela mostram apenas uma tendência! Há uma diferençã de 10 milhões de vezes nela! www.iq.ufrgs.br/biolab 45
  • 46. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Resumo SN1 vs SN2 www.iq.ufrgs.br/biolab 46
  • 47. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Cloreto benzílico que favorece um mecanismo SN1 Cloreto benzílico que desfavorece um mecanismo SN1 Cloreto benzílico que favorece um mecanismo SN2 www.iq.ufrgs.br/biolab 47
  • 48. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Impedimento Estérico Para o mecanismo SN2 www.iq.ufrgs.br/biolab 48
  • 49. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Impedimento Estérico Para o mecanismo SN1 www.iq.ufrgs.br/biolab 49
  • 50. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira SN1 vs SN2 Comparação entre uma reação seguir um mecanismo SN1 ou SN2. Perceba que o brometo-t-butílico (até) poderia seguir o mecanismo SN2, porém o mecanismo SN1 é tão mais rápido que a reação via SN2 não tem chance de acontecer. www.iq.ufrgs.br/biolab 50
  • 51. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Efeito do Solvente Na solvatação de compostos polares, ou do estado de transição, três fatores são importantes: www.iq.ufrgs.br/biolab 51
  • 52. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Efeito do Solvente Numa SN1 solventes polares irão ajudar a solvatar o intermediário a ser formado deslocando o equilíbrio para sua formação. Para uma SN2 nem sempre é tão fácil perceber o porquê que um solvente polar pode acelerar a reação. Por que acetona foi escolhido como solvente para esta reação? www.iq.ufrgs.br/biolab 52
  • 53. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira A maioria das reação SN2 utilizam um ânion como nucleófilo. Solvente polares solvatam o ânion formado diminuindo a velocidade reacional. Solventes apolares podem ajudar a estabilizar o ET, porém desestabilizam o reagente nucleofílico a ser formado. E ainda, nesta reação específica o emprego de acetona como solvente ajuda a deslocar o equilíbrio para o produto, pois o NaBr é insolúvel neste solvente. www.iq.ufrgs.br/biolab 53
  • 54. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Quando os reagentes são neutros e o produto a ser formado é iônico, DMF passa a ser uma excelente escolha como solvente em reações SN2. www.iq.ufrgs.br/biolab 54
  • 55. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Solventes polares (a)próticos Solventes polares apróticos solvatam apenas o cátion, porém o ânion permanece livre para agir como nucleófilo. Solvente polares próticos solvatam ambos cátion e ânion. www.iq.ufrgs.br/biolab 55
  • 56. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Grupo de Saída Tanto em reação SN1 quanto em reações SN2 a etapa limitante da reação envolve a quedra de ligação para respectiva saída do GS. Perceba que a força desta ligação esta diretamente relacionada com os valores de pKa. www.iq.ufrgs.br/biolab 56
  • 57. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira SN em Álcoois A substituição nucleofílica em álcoois não é possível, pois OH− não é um bom grupo de saída. Um nucleófilo pode ser visto também como uma base. Ao se utilizar nucleófilos mais fortes para substituição do OH−, tem-se a deprotoção do álcool formando o alcolato. www.iq.ufrgs.br/biolab 57
  • 58. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira SN em Álcoois Assim, a alternativa é transformar o grupo OH− num melhor grupo de saída, como por exemplo H2O+ Álcoois primarios reagiram via SN1 geralmente produtos com excelente rendimentos. www.iq.ufrgs.br/biolab 58
  • 59. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira SN em Álcoois Existem inúmeras maneiras de transformar a hidroxila em um melhor grpo de saída, uma delas é utilizar um ácido de Lewis como PBr3 www.iq.ufrgs.br/biolab 59
  • 60. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Reação de Mitsunobu A reação de Mitsunobu é um exemplo de reação moderna de SN2 a qual utliza DEAD e trifenilfosfina como reagente. Nesta reação, tem-se uma competição entre a acidez do álcool e do nucleófilo, bem como a necessidade de quebrar uma ligação C−O forte. Solução, utilização de um azo-dicarboxilato: www.iq.ufrgs.br/biolab 60
  • 61. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Reação de Mitsunobu A primeira etapa mostra o ataque nucleofílico do fósforo no nitrogênio do diazo via SN2. O nitrogênio negativo é nucleofílico o suficiente para deprotonar o álcool e gerar um alcóxido. www.iq.ufrgs.br/biolab 61
  • 62. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Alcóxido formado ataca o fosforo positivo através de SN2 formando um novo nitrogênio negativo. Novamente, nitrogênio negativo é básico o suficiente para deprotonar um nucleófilo gerando um ligação N−H estável Finalmente, um nucleófilo genérico pode atacar o carbono eletrofílico a partir de uma reação SN2. www.iq.ufrgs.br/biolab 62
  • 63. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Reação de Mitsunobu www.iq.ufrgs.br/biolab 63
  • 64. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Normalmente, o ataque nucleofílico de um álcool secundário quiral a uma carbonila leva a um éster onde a confiração do carbono a ao oxigênio é mantida. A grande vantagem da reação de Mitsunobu é que, como esta reação segue um mecanismo SN2, álcoois podem ser obtidos com a configuração invertida (usando um álcool como Nu – slide 62). Reação de Mitsunobu é utilizada para substituir a hidroxila de álcoois com inversão de configuração. www.iq.ufrgs.br/biolab 64
  • 65. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Sulfonatos Os GS mais importantes dentre estes utilizados com álcoois são os sulfonatos. Geralmente, os intermediários das reações com PBr3 são instáveis. No entanto, os derivados de álcoois com de p-tolueno sulfonatos são cristalinos. Cloreto de tosila www.iq.ufrgs.br/biolab Alquil p-toluenosulfonatos 65
  • 66. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Organometálicos n-BuLi facilmente desprotona o derivado alcino para geral um bom nucleófilo. pKa ~ 45 pKa ~ 25 Reagentes organométálicos podem ser utilizados para promover a extensão de cadeia. www.iq.ufrgs.br/biolab 66
  • 67. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Éteres como Eletrófilos Éteres e THF são utilizados como solventes em reações orgânicas. Portanto, são considerados compostos inertes. No entanto, pode-se torná-los reativos utilizandose um ácido com contra-íon nucleofílico como HI e HBr. Note que a substituição ocorre somente na parte alquílica do éter. Por que? www.iq.ufrgs.br/biolab 67
  • 68. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Éteres como Eletrófilos Além da clivagem por ácidos próticos, ácidos de Lewis também funcionam na clivagem de éteres com BBr3. Boro possui um orbital vazio e é atacado pelo oxigênio do éter. Em seguida, o brometo ataca ao íon oxônio formado através de uma SN2. www.iq.ufrgs.br/biolab 68
  • 69. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Epóxidos Apesar das propriedades físicas de éteres e epóxidos ser semelhante, epóxidos apresentam grande tensão anelar. Assim, ataque nucleofílico é facilitado a fim de liberar tal tensão. Aminas reagem com epóxidos para gerar aminoálcoois www.iq.ufrgs.br/biolab 69
  • 70. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Epóxidos Neste exemplo percebe-se facilmente que o mecanismo segue SN2 com inversão de configuração. www.iq.ufrgs.br/biolab 70
  • 71. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Exercício: Identifique os intermediários para a seguinte reação www.iq.ufrgs.br/biolab 71
  • 72. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Exercício: explique se as presentes reações devem ocorrer via SN1 ou SN2. www.iq.ufrgs.br/biolab 72
  • 73. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Aminas Substituição nucleofílica em aminas leva a mistura de produtos. www.iq.ufrgs.br/biolab 73
  • 74. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Aminas A fim de evitar esse problema, utiliza-se N3− como fonte nucleofílica (a partir de NaN3, por exemplo). A azida formada pode ser posteriormente reduzida a respectiva amina por inúmeros métodos. www.iq.ufrgs.br/biolab 74
  • 75. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Enxonfre como Nucleófilo Tio fenol pode ser facilmente desprotonado por NaOH e sulfetos podem ser facilmente preparados por essa metodologia. pKa 6,4 pKa 15,7 (H2O) Enxofre é muito mais nucleofílico do que oxigênio na substituição de carbonos saturados! www.iq.ufrgs.br/biolab 75
  • 76. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Enxenfre como Nucleófilo O pKa de RSH é em torno de 9-10. A reação abaixo funciona muita bem via SN2, porém, de modo semelhante ao visto com aminas, mercaptanas são novamente deprotonadas para gerar sulfetos. www.iq.ufrgs.br/biolab 76
  • 77. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Enxenfre como Nucleófilo A fim de evitar esse problema, pode-se utilizar um tio-éster e então proceder a reação de SN2 com o respectivo haleto de alquila. A segunda etapa desta rota sintética consiste numa hidrólise básica de um tio-éster. Ainda não foi visto o mecanismo de hidrólise básica de ésteres, porem você seria capaz de propor algo? www.iq.ufrgs.br/biolab 77
  • 78. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Uma substituição diferente Aqui a hidroxila é o nucleófilo o qual atacará o centro eletrofílico (carbonila) formando um intermediário tetraédrico o qual ira rapidamente colapsar expusando o grupo metoxi e regenerando a carboxila. Como o meio está básico, o próton do ácido é rapidamente retirado e o equilíbrio deslocado para o lado do ânion carboxilato. www.iq.ufrgs.br/biolab 78
  • 79. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Oxigênio vs Enxofre como nucleófilo Perceba que tanto oxigênio quanto o enxofre são excelentes nucleófilos para carbonila. Porém, enxofre é muito melhor nucleófilo para substitução em carbono saturado. www.iq.ufrgs.br/biolab 79
  • 80. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Conclusão Nucleófilos Assim, elementos da parte superior da tabela reagirão com maior dificuldade numa substituição a carbonos saturados, enquanto os elementos da parte inferior levam vantagem. www.iq.ufrgs.br/biolab 80
  • 81. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Dureza e Moleza Nucleófilos que reagemvia intereção eletrostática são considerados duros. Nucleófilos moles reagem por intereção do tipo HOMO-LUMO (orbital). www.iq.ufrgs.br/biolab 81
  • 82. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Comparação entre Nucleófilos e GS Considerando a adição de nucleófilos à carboxila. Quanto mais forte for o nucleófilo, pior ele será como GS. A diferença para substituição em carbonos assimétricos é a formação do intermediário tetraédrio o qual colapsa apidamente para formação de C=O. www.iq.ufrgs.br/biolab 82
  • 83. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Comparação entre Nucleófilos e GS O melhor nucleófilo da série é o iodeto. Interações serão entre HOMO e LUMO são muito próximas em energia (slide 79). MeBr + Nu em EtOH Porém, precisa-se de um excelente GS para que haja substituição por iodeto! www.iq.ufrgs.br/biolab 83
  • 84. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Preparação de Iodetos de Alquila Iodetos de alquila são preparados pela substituição de cloretos ou tosilatos. www.iq.ufrgs.br/biolab 84
  • 85. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Preparação de Iodetos de Alquila Iodetos são geralmente caros. Uma alternativa sintética é a utilização de quantidades catalíticas de iodeto de lítio com brometos de alquila. www.iq.ufrgs.br/biolab 85
  • 86. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Preparação de Iodetos de Alquila www.iq.ufrgs.br/biolab 86
  • 87. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Rearranjos de Carbocátions Carbocátions secundários formados também podem rearranjar a fim de formar carbocátions mais estáveis. www.iq.ufrgs.br/biolab 87
  • 88. Química Orgânica Teórica 1 – Substituição Nucleofílica Prof. Gustavo Pozza Silveira Reação competitiva a SN: Eliminação Além de uma substituição, devemos lembrar que um nucleófilo é também uma base se esta espécie atacar um próton. Assim, sempre existe uma competição com eliminacões. www.iq.ufrgs.br/biolab 88