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SOCIOLOGIA BRASILEIRA
1. Sociologia no Brasil
o A Sociologia surgiu no Brasil no início do século XX
estudando a formação da sociedade brasileira.
o Estudos sobre colonização, negros, indígenas.
o Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo.
o Sociologia e Ciência Política – Filosofia da USP.
o Gilberto Freyre, Florestan Fernandes, Darcy Ribeiro,
Sérgio Buarque Holanda, Roberto Da Matta.
2. Gilberto Freyre
o Estudou o sistema colonial e as contribuições de
índios, brancos e negros na sociedade miscigenada,
latifundiária, agrária, monocultora e escravocrata.
o Núcleo: engenho, casa grande e senzala.
o “A casa grande, completada pela senzala, representa todo um sistema
econômico, social, político: produção (monocultura latifundiária),
transporte (carro de boi, banguê, rede, cavalo), religião (catolicismo),
vida sexual e de família (patriarcalismo polígamo), higiene (corpo,
casa, banho de rio, de gamela, de assento). Política (compadrismo).
Estudou o Brasil colonial e a influência da
antropologia estadunidense no Brasil.
Sua principal obra foi Casa Grande e Senzala de
1933 sobre a formação da sociedade brasileira.
Gilberto Freyre
(1900 – 1987)
3. Engenho e trabalho
o O engenho era banco, cemitério, hospedaria,
escola, santa casa amparando velhos, viúvas, órfãos.
o O trabalho escravo era a base de toda produção.
o Indígenas: mulheres usadas sexualmente gerando
filhos e homens utilizados nos trabalhos braçais.
o Negros: substituíram os indígenas por serem mais
lucrativos no tráfico e pela resistência indígena.
Procedência
Sudaneses (1):
o Guiné, Costa da Mina, Cabo Verde.
Bantos (2):
o Angola, Congo, Moçambique.
1. Huaçás, Jejes, Iorubás.
2. Bengalas, Angolas, Monjolos.
1531 – 1600 1601 – 1700 1701 – 1800 1801 – 1855
50.000
1.680.000
560.000
1.619.300
Tráfico de Escravos
América: 12,5 milhões
Brasil: 4 a 5 milhões
4. Cotidiano no engenho
o Influências da cultura indígena: higiene, culinária
e medicina natural (ervas medicinais).
o Escravas negras: amas de leite e objetos sexuais.
o Senhoras brancas: preservar o casamento, gerar
filhos legítimos e administrar a casa.
o Educação: homens brancos, casa grande, escolas
católicas, alguns filhos iam estudar na Europa.
Uma família brasileira no Rio de Janeiro (1839)
(Jean-Baptiste Debret)
Democracia racial:
o Gilberto Freyre não negou a violência e as
desigualdades, mas as via como circunstanciais e não
fundamentais na formação da sociedade brasileira.
o Miscigenação e harmonia social foram
sistematizadas e reafirmaram a imagem pura da
sociedade brasileira numa democracia racial.
o Índios, brancos, negros representaram um processo
dinâmico, adaptativo, democratizante e não conflitual.
Operários (1933)
Tarsila do Amaral
5. Florestan Fernandes: críticas à democracia racial
o Definiu a democracia racial como mito.
o Enfatizou as desigualdades sociais e econômicas
entre negros e brancos.
o Estudou o contexto pós Lei Áurea (1888) e a
situação dos negros livres: sem indenização,
educação, saúde, moradia, trabalho, a opção pelos
imigrantes brancos e as raízes do preconceito.
Florestan Fernandes
(1920 – 1995)
(...) A democracia só será uma realidade quando houver, de fato,
igualdade racial no Brasil e o negro não sofrer nenhuma espécie
de discriminação, de preconceito, de estigmatização e segregação,
seja em termos de classe, seja em termos de raça. (...)
FERNANDES, Florestan
6. Darcy Ribeiro e o povo brasileiro
o O que define um povo não é a demarcação do seu
território, mas as características de sua identidade.
o Povo – nação brasileiro: diversidade cultural e racial.
o Miscigenação de séculos: indígenas, brancos,
negros, imigrantes de várias procedências.
o Brasis: núcleos étnicos, aspectos culturais/sociais,
diferentes condições ecológicas e de produção.
Darcy Ribeiro
(1922 – 1997)
Diversos Brasis:
o Brasil crioulo: Maranhão ao Rio de Janeiro.
o Brasil caboclo: Região Norte (indígenas).
o Brasil sertanejo: Nordeste.
o Brasil caipira: Centro – Oeste e Sudeste.
o Brasil sulino: Região Sul (imigrantes europeus).
Aculturação:
o Culturas impostas: crenças, valores, costumes.
o Indígenas e africanos assimilaram cultura europeia:
idioma, religião, costumes, valores, gastronomia.
o Nomes, português, catolicismo, azeite, vinho.
o Negros foram proibidos de rezar, cantar, dançar.
o Indígenas e africanos influenciaram no idioma, no
idioma, na religião, na gastronomia, no folclore.
Darcy Ribeiro também negou a democracia racial no
Brasil. Para ele antes da democracia racial teria que
haver a democracia social, em função das
profundas desigualdades existentes no Brasil:
concentração de renda, precarização do trabalho,
desemprego, abismo entre ricos e pobres.
7. Sérgio Buarque de Holanda e o homem cordial
o Raízes do Brasil: investigou os alicerces sobre os
quais a sociedade brasileira se construiu.
o Homem cordial: não se restringe à cordialidade,
expande – se e vive nos outros a vida coletiva.
o Estabelece intimidade, informalidade, afetividade,
personalismo e foge a ritualismos sociais.
o Coleguinha, chefinho, professorzinho.
Sérgio Buarque de Holanda
(1902 – 1982)
Público X Privado:
o Falta de separação entre público e privado.
o Patrimonialismo: o público tratado como privado.
o Patriarcalismo: no período colonial o senhor de
engenho concentrava terras e poderes políticos.
o Estruturas de poder: autoridades portuguesas
ligavam – se aos senhores de engenho numa rede
de influências e poder (títulos, cargos, privilégios).
Na República oligárquica o Estado era dominado pelos
Coronéis que influenciavam e formavam o Estado em
cargos de Prefeitos, Governadores, Presidente
transformando o espaço público em espaço privado.
Na história da República o patrimonialismo persiste:
corrupção, rachadinha, nepotismo.
8. Roberto DaMatta e o “jeitinho” brasileiro
o Sociedade brasileira: carnaval, futebol, comidas
típicas, lidar com a morte, jogos de azar.
Jeitinho brasileiro e malandragem:
o Crença na democracia, na justiça e nas leis.
o Jeitinho: burlar regras, leis, levar vantagens.
o Carteirada: você sabe com quem está falando?
o Autoritarismo, arrogância, prepotência.
Casa e rua: categorias sociológicas
o Espaços de vivência social e cultural: significados,
emoções, reações, posturas.
o Casa: intimidade, privado, proteção, acolhimento.
o Rua: relações públicas, espaço genérico, perigoso,
convívio com leis, regras, zelo com imagem pública,
com claras consequências.
o Para muitos a rua é espaço público e sem dono.
Sociologia brasileira

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Sociologia brasileira

  • 2. 1. Sociologia no Brasil o A Sociologia surgiu no Brasil no início do século XX estudando a formação da sociedade brasileira. o Estudos sobre colonização, negros, indígenas. o Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo. o Sociologia e Ciência Política – Filosofia da USP. o Gilberto Freyre, Florestan Fernandes, Darcy Ribeiro, Sérgio Buarque Holanda, Roberto Da Matta.
  • 3. 2. Gilberto Freyre o Estudou o sistema colonial e as contribuições de índios, brancos e negros na sociedade miscigenada, latifundiária, agrária, monocultora e escravocrata. o Núcleo: engenho, casa grande e senzala. o “A casa grande, completada pela senzala, representa todo um sistema econômico, social, político: produção (monocultura latifundiária), transporte (carro de boi, banguê, rede, cavalo), religião (catolicismo), vida sexual e de família (patriarcalismo polígamo), higiene (corpo, casa, banho de rio, de gamela, de assento). Política (compadrismo).
  • 4. Estudou o Brasil colonial e a influência da antropologia estadunidense no Brasil. Sua principal obra foi Casa Grande e Senzala de 1933 sobre a formação da sociedade brasileira. Gilberto Freyre (1900 – 1987)
  • 5. 3. Engenho e trabalho o O engenho era banco, cemitério, hospedaria, escola, santa casa amparando velhos, viúvas, órfãos. o O trabalho escravo era a base de toda produção. o Indígenas: mulheres usadas sexualmente gerando filhos e homens utilizados nos trabalhos braçais. o Negros: substituíram os indígenas por serem mais lucrativos no tráfico e pela resistência indígena.
  • 6. Procedência Sudaneses (1): o Guiné, Costa da Mina, Cabo Verde. Bantos (2): o Angola, Congo, Moçambique. 1. Huaçás, Jejes, Iorubás. 2. Bengalas, Angolas, Monjolos.
  • 7. 1531 – 1600 1601 – 1700 1701 – 1800 1801 – 1855 50.000 1.680.000 560.000 1.619.300 Tráfico de Escravos América: 12,5 milhões Brasil: 4 a 5 milhões
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  • 9. 4. Cotidiano no engenho o Influências da cultura indígena: higiene, culinária e medicina natural (ervas medicinais). o Escravas negras: amas de leite e objetos sexuais. o Senhoras brancas: preservar o casamento, gerar filhos legítimos e administrar a casa. o Educação: homens brancos, casa grande, escolas católicas, alguns filhos iam estudar na Europa.
  • 10. Uma família brasileira no Rio de Janeiro (1839) (Jean-Baptiste Debret)
  • 11. Democracia racial: o Gilberto Freyre não negou a violência e as desigualdades, mas as via como circunstanciais e não fundamentais na formação da sociedade brasileira. o Miscigenação e harmonia social foram sistematizadas e reafirmaram a imagem pura da sociedade brasileira numa democracia racial. o Índios, brancos, negros representaram um processo dinâmico, adaptativo, democratizante e não conflitual.
  • 13. 5. Florestan Fernandes: críticas à democracia racial o Definiu a democracia racial como mito. o Enfatizou as desigualdades sociais e econômicas entre negros e brancos. o Estudou o contexto pós Lei Áurea (1888) e a situação dos negros livres: sem indenização, educação, saúde, moradia, trabalho, a opção pelos imigrantes brancos e as raízes do preconceito.
  • 15. (...) A democracia só será uma realidade quando houver, de fato, igualdade racial no Brasil e o negro não sofrer nenhuma espécie de discriminação, de preconceito, de estigmatização e segregação, seja em termos de classe, seja em termos de raça. (...) FERNANDES, Florestan
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  • 21. 6. Darcy Ribeiro e o povo brasileiro o O que define um povo não é a demarcação do seu território, mas as características de sua identidade. o Povo – nação brasileiro: diversidade cultural e racial. o Miscigenação de séculos: indígenas, brancos, negros, imigrantes de várias procedências. o Brasis: núcleos étnicos, aspectos culturais/sociais, diferentes condições ecológicas e de produção.
  • 23. Diversos Brasis: o Brasil crioulo: Maranhão ao Rio de Janeiro. o Brasil caboclo: Região Norte (indígenas). o Brasil sertanejo: Nordeste. o Brasil caipira: Centro – Oeste e Sudeste. o Brasil sulino: Região Sul (imigrantes europeus).
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  • 25. Aculturação: o Culturas impostas: crenças, valores, costumes. o Indígenas e africanos assimilaram cultura europeia: idioma, religião, costumes, valores, gastronomia. o Nomes, português, catolicismo, azeite, vinho. o Negros foram proibidos de rezar, cantar, dançar. o Indígenas e africanos influenciaram no idioma, no idioma, na religião, na gastronomia, no folclore.
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  • 27. Darcy Ribeiro também negou a democracia racial no Brasil. Para ele antes da democracia racial teria que haver a democracia social, em função das profundas desigualdades existentes no Brasil: concentração de renda, precarização do trabalho, desemprego, abismo entre ricos e pobres.
  • 28. 7. Sérgio Buarque de Holanda e o homem cordial o Raízes do Brasil: investigou os alicerces sobre os quais a sociedade brasileira se construiu. o Homem cordial: não se restringe à cordialidade, expande – se e vive nos outros a vida coletiva. o Estabelece intimidade, informalidade, afetividade, personalismo e foge a ritualismos sociais. o Coleguinha, chefinho, professorzinho.
  • 29. Sérgio Buarque de Holanda (1902 – 1982)
  • 30. Público X Privado: o Falta de separação entre público e privado. o Patrimonialismo: o público tratado como privado. o Patriarcalismo: no período colonial o senhor de engenho concentrava terras e poderes políticos. o Estruturas de poder: autoridades portuguesas ligavam – se aos senhores de engenho numa rede de influências e poder (títulos, cargos, privilégios).
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  • 32. Na República oligárquica o Estado era dominado pelos Coronéis que influenciavam e formavam o Estado em cargos de Prefeitos, Governadores, Presidente transformando o espaço público em espaço privado. Na história da República o patrimonialismo persiste: corrupção, rachadinha, nepotismo.
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  • 34. 8. Roberto DaMatta e o “jeitinho” brasileiro o Sociedade brasileira: carnaval, futebol, comidas típicas, lidar com a morte, jogos de azar. Jeitinho brasileiro e malandragem: o Crença na democracia, na justiça e nas leis. o Jeitinho: burlar regras, leis, levar vantagens. o Carteirada: você sabe com quem está falando? o Autoritarismo, arrogância, prepotência.
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  • 38. Casa e rua: categorias sociológicas o Espaços de vivência social e cultural: significados, emoções, reações, posturas. o Casa: intimidade, privado, proteção, acolhimento. o Rua: relações públicas, espaço genérico, perigoso, convívio com leis, regras, zelo com imagem pública, com claras consequências. o Para muitos a rua é espaço público e sem dono.