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TEMAS TRANSVERSAIS:Educação das Relações Étnico-Raciais       Considerações gerais          PCNP Maristela Souza          ...
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Conceitos básicos       para atemática étnico-racial
Conceitos básicos para a           temática étnico-racialRACISMO:- Serve para designar um comportamento hostil e   de meno...
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Conceitos básicos para a           temática étnico-racialINTOLERÂNCIA:  – Falta de respeito às práticas e crenças alheias ...
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Conceitos básicos para a            temática étnico-racialDISCRIMINAÇÃO:- É a conduta (pode ser da ação ou de omissão) que...
Conceitos básicos para a              temática étnico-racialXENOFOBIA:- Alimenta-se de estereótipos e preconceitos em rela...
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Desenvolvimento  sustentável      X Sociedades sustentáveis
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► Críticas ao conceito dedesenvolvimento sustentável (REDCLIFT,1987)• A proposta ignora, entre outros: - as relações de fo...
► necessidade de se pensar em       SOCIEDADES SUSTENTÁVEIS• Possibilita   que cada sociedade se estruture em termos de su...
Para existir uma sociedade sustentável é              necessária aSUSTENTABILIDADE: 3 pilares básicos                     ...
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Qual Educação Ambiental queremos ?          Emancipatória               ou   que mantenha o status quo ?
Abordagem crítica e emancipatória      Paulo Freire e Edgar Morin                Compreende:   • Complexidade da problemát...
Abordagem crítica e emancipatória     Paulo Freire e Edgar Morin             E.A. crítica envolve:                      As...
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Aplicando a educação ambiental crítica      TRABALHAR CRITICAMENTE A        TEMÁTICA AMBIENTAL É  IR ALÉM DOS CONTEÚDOS CI...
CONTINUANDO A NOSSA REFLEXÃO...I-)Multidisciplinaridade, interdisciplinaridade ...         O que predomina na escola ?
II-) Interdisciplinaridade:Diálogo   ou     debate ?
DIÁLOGO X DEBATE               Qual a diferença ?        DIÁLOGO                DISCUSSÃO / DEBATEVisa abrir questões     ...
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Adolescência   11 – 19 anos
• Física:                 • Cognitiva   – Puberdade                            – Capacidade de   – Capacidade sexual      ...
Dinâmica da sexualidade  Mecanismo                     Cultura e    Biológico                   Normas Sociais  e Fisiológ...
Sexo é  direito!-1997 no XV Congresso Mundialde Sexologia na China-WAS – World Association forSexology
Direitos Sexuais:
Liberdade Sexual   Diz respeito a possibilidade dos indivíduos em  expressar seu potencial sexual. No entanto, aqui se  ex...
Autonomia e Integridade                  Sexual Este direito envolve a habilidade de uma pessoa em tomar    decisões autôn...
Privacidade Sexual        O direito às decisões individuais e aos  comportamentos sobre intimidade desde que não     inter...
Igualdade Sexual       Liberdade de todas as formas de discriminação,   independentemente do sexo, gênero, orientação sexu...
Prazer Sexual Prazer sexual, incluindo autoerotismo, é uma fonte de bem      estar físico, psicológico, intelectual e espi...
Expressão SexualA expressão é mais que um prazer erótico ou atos sexuais.Cada indivíduo tem o direito de expressar a sexua...
Livre associaçãoSignifica a possibilidade de casamento ou não, ao divórcio, eao estabelecimento de outros tipos de associa...
Escolhas reprodutivas          livres e responsáveis É o direito em decidir ter ou não ter filhos, o número e tempo entre ...
Informação baseada no            conhecimento científicoA informação sexual deve ser gerada através de um processocientífi...
Educação Sexual                Abrangente     Este é um processo que dura a vida toda, desde o  nascimento, pela vida afor...
Saúde Sexual• cuidado com a saúde sexual deveria estar disponível para a  prevenção e tratamento de todos os problemas e d...
DiversidadeSexual
Este conceito define as diversas facesassumidas pela esfera sexual humana.Quando se leva em conta o grau decomplexidade da...
Esta diversidade não se limita apenas aoexercício do sexo, mas igualmente a tudoque configura a sexualidade – asexperiênci...
A existência de sexualidades heterodoxas não é umamarca do mundo contemporâneo. Desde temposancestrais pessoas do mesmo se...
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BibliografiaBORILLO, Daniel. Homofobia. Barcelona: Ediciones Bellaterra, 2001.BUTLER, Judith - Problemas de Gênero: femini...
Orientação técnica temas transversais set.2012
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Orientação técnica temas transversais set.2012

  1. 1. DIRETORIA DE ENSINO CAMPINAS OESTEORIENTAÇÃO TÉCNICA: TEMAS TRANSVERSAIS Educação das Relações Étnico-Raciais Educação Ambiental Educação e Saúde PCNPs: Adriana, Juvenal, Layla e Maristela Primavera, setembro/2012
  2. 2. TEMAS TRANSVERSAIS:Educação das Relações Étnico-Raciais Considerações gerais PCNP Maristela Souza História
  3. 3. “Dorothy Counts, aos 15, a primeira estudante negra a frequentar o colégio Harding, em Charlotte, Carolina do Norte-EUA” Folha de São Paulo, 09/09/2012• Dorothy Counts tinha 15 anos quando se tornou a primeira menina negra no colégio Harding, em Charlotte, sul dos EUA. Era 4 de setembro de 1957, e a cidade tentava a integração racial.• Por cinco dias, ela resistiu a pedras, cuspe e insultos. A provação a levaria a dedicar a vida à educação e viraria uma das imagens mais poderosas na luta por direitos civis que culminaria em Barack Obama.Sobre o assunto ver:http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1150525-aos-70-dorothy-counts-relembra-a-exp
  4. 4. Analisar as frases seguintes de modo que se possa discutir a presença de preconceitos, estereótipos e/ou racismo nelas embutidos: 1.Marta é negra, mas é bonita. 2. Seu João é um homem notável. Um preto de alma branca. 3. Os jogadores negros de futebol só se casam com loiras burras. 4. O negro quando não suja na entrada suja na saída.
  5. 5. Conceitos básicos para atemática étnico-racial
  6. 6. Conceitos básicos para a temática étnico-racialRACISMO:- Serve para designar um comportamento hostil e de menosprezo em relação a pessoas de grupos humanos cujas características intelectuais ou morais são consideradas “inferiores”, por outros grupos que se consideram “superiores”, e sendo diretamente relacionadas a características “raciais”, ou seja, físicas ou biológicas.
  7. 7. Conceitos básicos para a temática étnico-racialRACISMO: surgiu na sociedade ocidental no século XVIII – Fundamentação em pretensas bases científicas para explicar as diferenças entre os seres humanos e justificar a dominação do branco europeu sobre os povos de outros continentes durante a expansão colonial• Contexto: - grandes cruzadas, guerras e colonizações: civilizar, catequizar, democratizar ou purificar as raças -Gerando barbárie/escravização/colonização pela busca do poder e dominação do “outro” • CONSEQUÊNCIA: dificuldade de pensar a diferença, de ver o mundo com os olhos dos outros
  8. 8. Conceitos básicos para a temática étnico-racialPRECONCEITO: – Ideia que fazemos de uma pessoa, grupo de indivíduos ou povo, que ainda não conhecemos. É o tipo de sentimento ou opinião irrefletida que não tem nenhum fundamento racional • Consequência: serve para justificar o injustificável, ou seja, o tratamento desigual e a discriminação que são dirigidos a indivíduos ou grupos
  9. 9. Conceitos básicos para a temática étnico-racialINTOLERÂNCIA: – Falta de respeito às práticas e crenças alheias que, por serem diferentes das nossas, são tidas como “erradas” e sem direito de existir • Consequência: rejeição ou exclusão
  10. 10. Conceitos básicos para a temática étnico-racialESTEREÓTIPOS:- São preconceitos já bastante cristalizados que consistem em apreender, de maneira simplista e reduzida, os grupos humanos, atribuindo-lhes traços de personalidade ou de comportamento- Esses preconceitos vão se transformando em posições diante da vida e, ao espelharem nas relações interpessoais, vão carregando consigo os estereótipos, a discriminação, o racismo, o sexismo, entre outrosPor exemplo: negros são preguiçosos, orientais são pacientes, brasileiros gostam de samba, mulheres dirigem mal, toda sogra é chata, todos os políticos são corruptos, toda criança negra vai mal na escola, o negro é burro, mulher bonita é burra
  11. 11. Conceitos básicos para a temática étnico-racialDISCRIMINAÇÃO:- É a conduta (pode ser da ação ou de omissão) que viola direitos das pessoas com base em critérios injustificados e injustos tais como raça, sexo, idade, opção religiosa, orientação sexual, entre outras • Pode-se considerar que a discriminação é, em última análise, a materialização do racismo, do preconceito e do estereótipo
  12. 12. Conceitos básicos para a temática étnico-racialXENOFOBIA:- Alimenta-se de estereótipos e preconceitos em relação aos que são considerados desconhecidos e diferentes e traduz- se, muitas vezes, na rejeição, hostilidade ou violência contra as pessoas originárias de outros países e regiões ou membros de minorias étnicas.- Por exemplo: as mulheres muçulmanas (uma reflexão para a sua posição social no mundo árabe exemplificada nas contestações populares durante a Primavera Árabe)
  13. 13. ONDE VOCÊ GUARDA O SEU RACISMO?• Pesquisas de opinião revelam que 87% da população reconhecem que há racismo no Brasil. Mas 96% dizem que não são racistas.• Assim, chegamos a um dos pontos-chave: existe racismo sem racistas? “Cada brasileiro se considera uma ilha de democracia racial cercado por racistas.” Lilia Schwarcz, Raça e diversidade, 1996.
  14. 14. Para pensar:• O Brasil é o segundo país do mundo em população afrodescendente.• O Brasil foi o último país a abolir a escravidãoe também o país que mais importou pessoas da África para serem escravizadas (cerca de 4 milhões).• Entre os 10% mais pobres da população, 65% das pessoas são negras (pretas e pardas).• A expectativa de vida para população branca brasileira é, em média, seis anos superior áquela para a população negra.• Entre as pessoas assalariadas com nível superior, negras e negros recebem, em média, 64% do salário recebido por brancas e brancos. IN: www.dialogoscontraracismo.org.br
  15. 15. O racismo à moda dos EUANos Estados Unidos, ao contrário, o branqueamento, pela miscigenação, por mais completo que seja, não implica incorporação do mestiço ao grupo branco. Mesmo de cabelos sedosos e loiros, pele alva, nariz afilado, lábios finos, olhos verdes, sem nenhum característico que se possa considerar como negróide e, mesmo, lhe sendo impossível, biologicamente, produzir uma descendência negróide, “por mais esforço que faça” para todos os efeitos sociais, o mestiço continuará sendo um “negro”. É assim que, naquele país, o negro é definido oficialmente como “todo o indivíduo que, na sua comunidade, é conhecido como tal”, sem qualquer referência a traços físicos.”IN: NOGUEIRA, Oracy. Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem. Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 19, n. 1, junho de 2007.
  16. 16. Qual a sua cor?
  17. 17. Democracia racial: o “mito da diversidade brasileira” Trará a idéia de que, no Brasil devido a colonização ter sido portuguesa, os escravos sofreram menos e que a presença do mulato, como fruto da miscigenação, provaria o caráter adaptável do povo brasileiroGilberto Freyre. Em Casa Grande & Senzala, apresenta uma visão harmônica da relação entre as raças formadoras do Brasil e explica que isso é devido a fraternidade racial aqui existente trazida desde o império colonizador.
  18. 18. Generalizações de Gilberto Freyre: reflexões sobre a mulherCom base na leitura generalizante de Gilberto Freire em Casa-Grande eSenzala, e no senso comum, muitos ainda acreditam na falsa ideia de queno período da escravidão houve uma relação harmoniosa entre ossenhores brancos e suas escravas negras, uma relação de sedução. Talafirmação inocenta o estupro e os diversos abusos dos homens brancos emrelação às mulheres negras e mestiças.“Enraivecida com as negras, enciumadas com as mulatas de boas coxas,bons dentes, bons peitos e admirável flexibilidade, escolhidas a dedo paraas obrigações de cama; desesperadas por se verem preteridas por aquelasverdadeiras beldades de ébano, ou cor de mel, as sinhás esbranquiçadas,obesas, de barriga quebrada, dentes podres e peitos flácidos, expandiamseus recalques e suas frustrações, através de requintadas perversidades deque eram vítimas suas indefesas e, a rigor, inocentes rivais.” IN: Casa-Grande e Senzala
  19. 19. A temática étnico-racial nos dicionários
  20. 20. Mito da democracia racial APÓS A II GUERRA MUNDIAL BRASIL ERA VISTO COMO UM LABORATÓRIO DAS RACAS E UMA NAÇÃO DE HARMONIA RACIAL 1954 – PESQUISA UNESCO: “cria a ilusão de que o racismo inexiste na sociedade quando, na verdade, ele está profundamente arraigado na maioria da população e nas entidades civis e estatais, moldando-lhe os comportamentos, naturalizando as desigualdades e, afinal de contas, servindo como um forte instrumento - ainda que invisível - de exclusão social”. (Paixão, 2000 p. 34).Sobre o assunto ver:http://www.educacao.sp.gov.br/docs/CGEB_PlanejEscolar2012_DEGEB_TemasTransversais%20copy.pdf
  21. 21. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei 10.693:Art. 1o A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 26-A, 79-A e 79-B.Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. § 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.• § 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra. Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 9 de janeiro de 2003; 182o da Independência e 115o da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque
  22. 22. Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003• Estabelece a obrigatoriedade no currículo oficial o ensino da história e cultura afro-brasileiras e africanas nas escolas públicas e privadas do ensino fundamental e médio• Formação do cidadão: ferramenta na luta conta a discriminação racial• Estimular a convivência entre tradições e práticas culturais diferenciadas• Possibilidade de rompimento com o paradigma eurocêntrica na práticas educacionais
  23. 23. Reflexões a partir do relato de um presidente ou umaleitura sobre as imagens, informações e sentidos que se construiu-se em torno do continente africanoEstou surpreso porque quem chega a Windhoek (capital da Namíbia), não parece estar num país africano. Poucas cidades do mundo são tão limpas, tão bonitas arquitetonicamente e têm um povo tão extraordinário como tem essa cidade (...). A visão que se tem do Brasil e da América do Sul é de que somos todos índios e pobres. A visão que se tem da África é de que também é um continente só de pobre. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil em viagem à África em 2003. IN: Correio Braziliense, 2003, p. 2.
  24. 24. Imaginário ocidental sobre a ÁfricaRepresentação dos africanos e suas realidades vinculados à Povos primitivos, selvagens, tribais Escravidão Exótico Miséria Fome Doença Conflitos/Desagregação Intolerância Atraso econômico NECESSIDADE DE REVISÃO: combater o imaginário preconceituoso existente acerca da história africana
  25. 25. A África no banco escolar-Naturalização da escravidãocom já existisse na África-Apropriações da culturaocidental: uso da religiãopara valorizar uma memóriada cultura africana-Em alguns livros didáticos, aÁfrica possui representaçõeseurocêntricas, ver foto SERRANO, WALDMAN, 2008. Memória D’África: a temática africana em sala de aula. São Paulo : Cortez, 2008, p. 134.
  26. 26. Por que estudar História da África?• Lei 10.639: necessidade de valorizar a ancestralidade africana;• África: contribuições para a construção do patrimônio histórico e cultural da humanidade;• Participação dos africanos e raízes afro-brasileiras na elaboração da sociedade, cultura, história, economia e política brasileira;• Possibilidade de questionar e desconstruir mitos de superioridade e inferioridade entre grupos humanos introjetados na sociedade pela cultura racista no qual somos socializados.
  27. 27. Currículo de História - SEE• Reconhecer a relevância de estudar a História da África;• Destacar o valor de ações afirmativas referentes as questões que envolvem as relações étnico-raciais no espaço escolar. Séries contempladas com a temática : Série Volume 5ª EF 2 6ª EF 4 7ª EF 4 8ª EF 1 8ª EF 3 1ª EM 4 2ª EM 1 3º EM 1
  28. 28. Temas e conteúdos no Ensino Fundamental5ª série/vol. 2 6ª série/vol. 4 7ª série/vol. 4 8ª série /vol. 1 8ª série/ vol. 3Tema: África, “O Tema: Tráfico Tema: Imperialismo e Tema: Os berço da negreiro e Tema:Formas Neocolonialismo humanidade” e escravismo no de no século XIX nacionalismos um lugar de Brasil resistência na África e na diversidade. Conteúdos: Ásia e as lutas e o fim do pela Conteúdos: Imperialismo;Conteúdo: tráfico e da independência Quilombos, Neocolonialismo;Pré-história resistência africana, escravidão Segunda Revoluçãoafricana, engenhos coloniais, Conteúdos: Industrial;Sociedades bandeirantes, Conteúdos: nacionalismos, Capitalismocoletoras, Palmares, Zumbi, colonialismo, Trabalho Financeiro;Desenvolvimento Ambrósio, identidade descolonização Capitalismoda agricultura, escravo, Monopolista; segregaçãoDiferentes Situação de trabalho livre, Darwinismo Social racial eartefatos pré Aprendizagem 1, e Conferência de discriminaçãohistóricos CP, p. 10 abolição e racial. Berlim. quilombo.Situação de Situação de Aprendizagem Situação de 3, CP, p.26 Situação de Aprendizagem 1, Aprendizagem CP, p. 10 1, CP, p. 10 Aprend. 2, CP, p. 14
  29. 29. Temas e conteúdos no Ensino Médio 1ª ano/vol. 4 2ª ano/vol. 1 3ª ano/vol. 1Tema: Tema: Tema: ImperialismosSociedades Encontro entre africanas da europeus e as região civilizações da Situação de subsaariana até o África, Ásia e Aprendizagem 1, século XV. América CP, p. 12Situação de Situação de Aprendizagem 3, Aprendizagem 4, CP, p. 24 CP, p.36
  30. 30. A temática étnico-racial em outras linguagens
  31. 31. Músicas O Mestre-Sala Dos Mares - Elis Regina Há muito tempo nas águas da Guanabara O dragão do mar reapareceu Na figura de um bravo feiticeiro A quem a história não esqueceu Conhecido como o navegante negro Tinha a dignidade de um mestre-sala E ao acenar pelo mar na alegria das regatas Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas Jovens polacas e por batalhões de mulatas Rubras cascatasJorravam das costas dos santos entre cantos e chibatas Inundando o coração do pessoal do porão Que, a exemplo do feiticeiro, gritava então Glória aos piratas Às mulatas, às sereias Glória à farofa à cachaça, às baleias Glória a todas as lutas inglórias Que através da nossa história não esquecemos jamais Salve o navegante negro Que tem por monumento as pedras pisadas do cais Mas salve Salve o navegante negro Que tem por monumento as pedras pisadas do cais Mas faz muito tempo
  32. 32. Música Lavagem Cerebral - Gabriel O Pensador Racismo preconceito e discriminação em geral É uma burrice coletiva sem explicação Afinal que justificativa você me dá para um povo que precisa de união Mas demonstra claramente Infelizmente Preconceitos mil De naturezas diferentes Mostrando que essa gente Essa gente do Brasil é muito burra E não enxerga um palmo à sua frentePorque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente Eliminando da mente todo o preconceito E não agindo com a burrice estampada no peito A "elite" que devia dar um bom exemplo É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento Num complexo de superioridade infantil Ou justificando um sistema de relação servil E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação Não tem a união e não vê a solução da questão Que por incrível que pareça está em nossas mãos Só precisamos de uma reformulação geral Uma espécie de lavagem cerebral Continua.
  33. 33. Músicas Racionais Mcs - Capítulo 4 Versículo 3 Minha intenção é ruim, esvazia o lugar! Eu tô em cima, eu tô a fim, um dois pra atirar! Eu sou bem pior do que você tá vendo Preto aqui não tem dó, é cem por cento veneno! A primeira faz "bum!", a segunda faz "tá!" Eu tenho uma missão e não vou parar! Meu estilo é pesado e faz tremer o chão! Minha palavra vale um tiro, eu tenho muita munição! Na queda ou na ascenção, minha atitude vai além! E tem disposição pro mal e pro bem! Talvez eu seja um sádico ou um anjo Um mágico ou juiz, ou réu Um bandido do céu! Malandro ou otário, quase sanguinário! Franco atirador se for necessário! Revolucionário ou insano. Ou marginal! Antigo e moderno, imortal! Fronteira do céu com o inferno!Astral imprevisível, como um ataque cardíaco do verso! Violentemente pacífico! Verídico!
  34. 34. MÚSICAS PRA QUE DISCUTIR COM MADAME João Gilberto Composição: Haroldo BarbosaMadame diz que a raça não melhoraQue a vida piora por causa do samba,Madame diz o que samba tem pecadoQue o samba é coitado e devia acabar,Madame diz que o samba tem cachaça, mistura de raça, mistura de cor,Madame diz que o samba democrata, é música barata sem nenhum valor,Vamos acabar com o samba, madame não gosta que ninguém sambeVive dizendo que samba é vexamePra que discutir com madame.No carnaval que vem também concorroMeu bloco de morro vai cantar óperaE na Avenida entre mil apertosVocês vão ver gente cantando concertoMadame tem um parafuso a menosSó fala veneno meu Deus que horrorO samba brasileiro democrataBrasileiro na batata é que tem valor.OBS: A “madame” existiu de fato, segundo consta no sitehttp://www.faap.br/revista_faap/revista_facom/artigos_madame1.htm
  35. 35. Filmes: indicações da SEEPROGRAMA Cultura é Currículo: filmes que podem contribuir com a temática étnico-racial na sala de aula – Arquitetura da Destruição • Respeito mútuo, discursos racistas, ideologia nazista – Bendito Fruto • Mito da democracia racial, discriminação racial e sexual – Crash – no limite • Preconceito, dificuldades nas relações interraciais – Gran Torino • Conflitos étnicos-raciais, xenofobia – O povo brasileiro • Identidade nacional, relações de poder
  36. 36. Para finalizar...“não basta apenas tolerar, é preciso que caminhemos para o reconhecimento das diferenças como possibilidades do existir. Para tanto, é necessário grande envolvimento dos profissionais da educação com um projeto realmente transformador que se proponha repensar e alterar preconceitos e estereótipos há muito tempo arraigado. Adotar como parâmetros escolares voltados para o respeito, a tolerância e a solidariedade entre os povos, construir metodologias pertinentes à realidade étnica dos nossos educandos, já que é consenso a existência da presença heterogênea de pessoas dentro da escola.” IN: ROUANET, Sérgio Paulo. “O Eros das diferenças”. Folha de São Paulo, 09/03/2003.
  37. 37. EDUCAÇÃO AMBIENTAL Interlocutores de Educação Ambiental: Profa.Ma.Adriana Bachion - PCNP de CiênciasProfa. Layla Cristina V. Urvanegia - PCNP de Física primavera / 2012
  38. 38. EDUCAÇÃOAMBIENTAL Vídeo Hope - Visions ofwhitefeather
  39. 39. Breve histórico da Educação Ambiental•1977 – Conferência de Tbilisi: objetivos, princípios e estratégias da EA * Definição de EA: “uma dimensão dada ao conteúdo e àprática da educação, orientada para aresolução dos problemas concretos do meioambiente por intermédio de enfoquesinterdisciplinares e de uma participação ativa eresponsável de cada indivíduo e dacoletividade”.
  40. 40. Breve histórico da Educação Ambiental• Brasil – Constituição de 1988Educação Ambiental:garantida pelos governos federal, estadual e municipal.•1988 – Parâmetros Curriculares Nacionais ► EA deve ser incluída na EducaçãoFormal de forma transversal einterdisciplinar.
  41. 41. Breve histórico da Educação Ambiental• 1992: Política Nacional de Educação Ambiental ►Princípios básicos da EA Dentre estes: - enfoque humanista, holístico, democráticoe participativo.
  42. 42. • Conferência Rio 92- aprovou-se a “Agenda 21”:propostas de ação para os países e ospovos em geral e estratégias para queestas sejam cumpridas; - adotados► instrumentos legais.* Convenção do Clima;* Convenção da Biodiversidade;* Convenção para o Combate à Desertificação
  43. 43. • Conferência Rio 92-progressos alcançados desde 1992 foram modestos: * Países da União Europeia cumpriramrazoavelmente bem os seus compromissos. * Muitos municípios e Estados seguiram asrecomendações da Agenda 21 - algunsinclusive adotaram metas para a redução deemissões de gases de efeito estufa.Ex: Estado de São Paulo (Brasil); Estado da Califórnia (EUA)
  44. 44. • 20 anos depois... Objetivo da conferência: Realização de um balanço do que se conseguiu realizar nos últimos 20 anos na direção de um desenvolvimento sustentável e, eventualmente,propor novos caminhos e novas ações.
  45. 45. • Uma avaliação ... - documento “O futuro que queremos”:não delineia planos de ação para que ospaíses-membros da ONU façam mais nadireção do desenvolvimentosustentável.
  46. 46. • Uma avaliação ...“Aspectos inovadores”:- "economia verde" como meta global eabrangente que nos leve a uma "economiade baixo carbono".
  47. 47. Desenvolvimento sustentável X Sociedades sustentáveis
  48. 48. ► Definição de desenvolvimento sustentável Comissão Brundtland – 1987 Documento “Nosso futuro comum” “Aquele que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras satisfazerem as suas.”
  49. 49. ► Críticas ao conceito dedesenvolvimento sustentável (REDCLIFT,1987)• A proposta ignora, entre outros: - as relações de forças internacionais; - atingir o estilo de “desenvolvimento”das sociedades industrializadas éinsustentável - consumo exorbitante !!!
  50. 50. ► necessidade de se pensar em SOCIEDADES SUSTENTÁVEIS• Possibilita que cada sociedade se estruture em termos de sustentabilidades próprias, segundo suas tradições culturais, seus parâmetros próprios e sua composição étnica específica.
  51. 51. Para existir uma sociedade sustentável é necessária aSUSTENTABILIDADE: 3 pilares básicos Sistema Sustentável
  52. 52. Partindo da sustentabilidade,qual Educação Ambiental queremos ? * Exibição dos vídeos * Trabalho em grupo
  53. 53. Qual Educação Ambiental queremos ? Emancipatória ou que mantenha o status quo ?
  54. 54. Abordagem crítica e emancipatória Paulo Freire e Edgar Morin Compreende: • Complexidade da problemática ambiental (envolve a natureza, sociedade, ser humano e educação); • Diálogo entre os saberes: inter e transdisciplinaridade; • A educação se dá na relação: do um com o outro; do um com o mundo* Mobilização de processos de intervenção sobre a realidade.
  55. 55. Abordagem crítica e emancipatória Paulo Freire e Edgar Morin E.A. crítica envolve: Aspectos Aspectos Aspectos ambientais sociaiseconômicos Aspectos Exemplo: Aspectos culturais água políticos
  56. 56. Aplicando a educação ambiental crítica Temáticas e eventos em meio ambiente• Modos de produção e consumo: - consumismo e consumo consciente; - a obsolescência programada; - a devastação de ecossistemas A partir dessa visão mais complexa, é possívelabordar a questão dos resíduos sólidos (lixo), ascooperativas, etc.
  57. 57. Aplicando a educação ambiental crítica TRABALHAR CRITICAMENTE A TEMÁTICA AMBIENTAL É IR ALÉM DOS CONTEÚDOS CIENTÍFICOS Adotar metodologias que privilegiem a participação dos alunosAnálise crítica Projetos inter e da situação transdisciplinares analisada
  58. 58. CONTINUANDO A NOSSA REFLEXÃO...I-)Multidisciplinaridade, interdisciplinaridade ... O que predomina na escola ?
  59. 59. II-) Interdisciplinaridade:Diálogo ou debate ?
  60. 60. DIÁLOGO X DEBATE Qual a diferença ? DIÁLOGO DISCUSSÃO / DEBATEVisa abrir questões Visa fechar questõesVisa mostrar Visa convencerVisa estabelecer relações Visa demarcar posiçõesVisa compartilhar ideias Visa defender ideiasVisa a cooperação Visa a competiçãoVisa compreender Visa explicarVê a interação partes/ todo Visa as partes em separadoFaz emergir ideias Descarta ideias “vencidas”Busca pluralidade de ideias Busca acordos
  61. 61. Leitura do texto
  62. 62. Evento: IV Conferência Infanto-juvenil pelo meio ambiente Tema: “Vamos Cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis” Delegado (a): estar cursando os anos/séries finais do Ensino Fundamental; ter entre 11 e 14 anos; gostar de debates sobre o meio ambiente; ter boa comunicação; ter participado de maneirasignificativa na construção dos projetos de ações e no processo da conferência. Aguardem orientações !
  63. 63. Temas TransversaisEducação em Saúde! Juvenal PCNP- Biologia
  64. 64. A Educação em Saúde parte danecessidade de conhecer a simesmo, conhecer o ambiente,estabelecer relações, saber agiradequadamente, fazer escolhassaudáveis e reconhecer dimensõesindividual e coletiva da saúde.
  65. 65. Educação Sexual
  66. 66. Missão do Instituto Kaplan Disseminar o conhecimento sobreo exercício dos direitos e da responsabilidade sexual, por meio da educação, visando amelhoria da qualidade de vida da população brasileira.
  67. 67. Objetivo do Projeto: Motivar ojovem a prevenir a gravidezna adolescência.
  68. 68. Índice de gravidez na adolescência do Brasil 19% 514.000 bebês em 2010Índice de gravidez no Estado de SP – 15% 89.000 bebês em 2010 22.250 jovens abandonaram os estudospor esse motivo.
  69. 69. Gravidez na Adolescência no Brasil -2009 (Fonte: DATASUS) Total de Gravidez no Município (Nascidos Vivos)Município Entre 10 - Todas % 19 anos IdadesCampinas 2084 14460 14,41Valinhos 159 1300 12,23Vinhedo 101 852 11,85
  70. 70. ENQUETE – GRAVIDEZ na ADOLESCÊNCIAIdade:Sexo: M ( ) F ( )Série: 1ª ( ) 2ª ( ) 3ª ( )1.MeninosVocê engravidou alguma menina nos últimos 12 meses? Sim ( ) Não ( )2. MeninasVocê engravidou ou esteve grávida nos últimos 12 meses? Sim ( ) Não ( )
  71. 71. ENQUETE – GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA ESCOLA DE: Escola: Multiplicador: N° total de Alunos pesquisados: N° total de Alunos pesquisados de 14 a 19 anos:SÉRIE NO DE ALUNOS DE 14 A 19 ANOS QUE RESPONDERAM “SIM” M F Total1a2a3aTotal
  72. 72. Sexo é coiSa deadoleScente ?
  73. 73. Sexo é atributo doser humanoFunção Reprodutiva Sexual (prazer) Relacional (erótico e romantismo) CIO
  74. 74. Adolescência 11 – 19 anos
  75. 75. • Física: • Cognitiva – Puberdade – Capacidade de – Capacidade sexual abstração e reprodutiva – Informação• Social – Pertencer a grupos – Confirmação de • Psico-emocional sua identidade sexual e valorização social – Auto-afirmação – Diversidade de – Onipotência valores – Devaneios – Oportunidade afetiva-sexual
  76. 76. Dinâmica da sexualidade Mecanismo Cultura e Biológico Normas Sociais e Fisiológico Estruturas Mentais Capacidade Cognitiva Adaptativa
  77. 77. Sexo é direito!-1997 no XV Congresso Mundialde Sexologia na China-WAS – World Association forSexology
  78. 78. Direitos Sexuais:
  79. 79. Liberdade Sexual Diz respeito a possibilidade dos indivíduos em expressar seu potencial sexual. No entanto, aqui se excluem todas as formas de exploração e abuso em qualquer época ou situação.EX: Brincadeiras sexuais Masturbação/Sexo Troca de carícias
  80. 80. Autonomia e Integridade Sexual Este direito envolve a habilidade de uma pessoa em tomar decisões autônomas sobre a própria vida sexual numcontexto de ética pessoal e social. Também inclui o controle e o prazer de nossos corpos livres de tortura, multilação e violência de qualquer tipo.EX: Tomar decisão respeitando seus limites e valores Dizer não as carícias de adultos como forma de prevenção de abuso
  81. 81. Privacidade Sexual O direito às decisões individuais e aos comportamentos sobre intimidade desde que não interfiram nos direitos sexuais dos outros.EX: Privacidade no namoro Fechar a porta do banheiro/quarto para semasturbar Contatos e relacionamentos pela Internet
  82. 82. Igualdade Sexual Liberdade de todas as formas de discriminação, independentemente do sexo, gênero, orientação sexual, idade, raça, classe social, religião, deficiências mentais ou físicas.EX: Respeito a diversidade sexual
  83. 83. Prazer Sexual Prazer sexual, incluindo autoerotismo, é uma fonte de bem estar físico, psicológico, intelectual e espiritual.EX: Desejar o outro Reagir aos estímilos sexuais Realizar práticas e jogos sexuais
  84. 84. Expressão SexualA expressão é mais que um prazer erótico ou atos sexuais.Cada indivíduo tem o direito de expressar a sexualidadeatravés da comunicação, toques, expressão emocional eamor.EX: Curiosidades sexuais Conversar sobre suas preferências sexuais Demonstrar interesse sexual
  85. 85. Livre associaçãoSignifica a possibilidade de casamento ou não, ao divórcio, eao estabelecimento de outros tipos de associações sexuaisresponsáveis.EX: Ficar Namorar
  86. 86. Escolhas reprodutivas livres e responsáveis É o direito em decidir ter ou não ter filhos, o número e tempo entre cada um, e o direito total aos métodos de regulação da fertilidade.EX: Conhecimento e uso de métodoscontraceptivos
  87. 87. Informação baseada no conhecimento científicoA informação sexual deve ser gerada através de um processocientífico e ético e disseminado em formas apropriadas e atodos os níveis sociais.Ex: Obter informações – família, escola, Internet, livros Esclarecer dúvidas Usar serviços especializados
  88. 88. Educação Sexual Abrangente Este é um processo que dura a vida toda, desde o nascimento, pela vida afora e deveria envolver todas as instituições sociais.EX: Capacitação de educadores Aplicação de oficinas com metodologias lúdicas
  89. 89. Saúde Sexual• cuidado com a saúde sexual deveria estar disponível para a prevenção e tratamento de todos os problemas e doenças sexuais, precauções e desordens. EX: Terapia Consulta médica Teste de DST/Aids Vacinas
  90. 90. DiversidadeSexual
  91. 91. Este conceito define as diversas facesassumidas pela esfera sexual humana.Quando se leva em conta o grau decomplexidade da interação social, dasdiferenças culturais, dos idiomas e hábitosdistintos, entre outros elementos queconferem identidade às diferentessociedades.
  92. 92. Esta diversidade não se limita apenas aoexercício do sexo, mas igualmente a tudoque configura a sexualidade – asexperiências de vida, os costumesassimilados ao longo da existência, asemoções, os apetites, o modo de agir e aforma como as pessoas se vêem e sãovistas pelos outros.
  93. 93. A existência de sexualidades heterodoxas não é umamarca do mundo contemporâneo. Desde temposancestrais pessoas do mesmo sexo se atraem; naantiga Grécia, por exemplo, era habitual orelacionamento entre homens, pois era um hábitocultural jovens passarem uma fração de sua existênciaao lado de um filósofo mais velho, que lhes transmitiriasuas experiências não só na esfera filosófica, mastambém a arte dos combates e do amor.
  94. 94. Alguns tipos de orientação sexual:-Heterossexual Masculino-Heterossexual Feminino-Homossexual Masculino-Homossexual Feminino-Bissexual Masculino-Bissexual Feminino-Travesti Masculino-Travesti Feminino-Transexual Masculino-Transexual Feminino
  95. 95. A heterossexualidade imposta como modeloúnico (heteronormatividade) produz diversosmodos de “violências sexuais e de gênero”.A Homofobia é produzida por discursos e valoresmoralistas que contribuem para que as pessoasse expressem com agressividade, violência,ódio, nojo e medo da homossexualidade.A homossexualidade não é considerada crimedesde 1830.
  96. 96. Os padrões rígidos das desigualdades sociaiscriam hierarquias e crenças de superioridade,como acontece do homem sobre a mulher(machismo e sexismo), do heterossexual sobre ohomossexual (homofobia), do branco sobre onegro (racismo).Diante desse cenário de práticas homofóbicasmuitas pessoas que fazem parte da populaçãoLGBT(Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis eTransexuais) inúmeras vezes se isolam emdecorrência de sua impotência diante dospreconceitos e discriminações.
  97. 97. A experiência da injúria de base homofóbicapresente nas práticas do bullying atingediretamente a consciência das pessoasvitimizadas, destruindo a crença em si mesma,na medida em que a intensidade que as atingemas transforma em seres desprezíveis.Se uma criança/adolescente é discriminada porser negra na escola ou outro lugar, ela chega emcasa e é acolhida por seus familiares, porém, seela é discriminada por ser LGBT, ao chegar emsua casa o tratamento, se houver, talvez nãoseja de acolhimento.
  98. 98. A homofobia quando interiorizada (no armário),se encarrega por produzir baixa auto-estima,sentimentos de insegurança, ansiedades,inibições intelectuais, afetivas e sexuais,dificuldades de socialização, fechamento em simesmo, e em última consequência, tentativas desuicídio.
  99. 99. A Idéia de cidadania LGBTExecer a cidadania significa poder participar dastomadas de decisões da sociedade e poder dizerde que forma as pessoas serão mais respeitadase incluídas nesta mesma sociedade,independente de sua classe social, da cor de suapele, da expressão de sua feminilidade e/oumasculinidade, do modo como quer amar e serelacionar amorosa, afetiva e sexualmente comoutras pessoas.
  100. 100. Como espaço de exclusão das diferenças sexuais e degênero as escolas na maioria das vezes contribuempara que as pessoas internalizem a homofobia,desenvolvam auto culpabilização, tenham a auto-estimarebaixada, tenham crises de angústias, desenvolvamdepressões, se auto-excluam dos espaços públicos,tornem-se pessoas inseguras, evasivas e impotentes,ou ainda, como modo de defesa tornam-se agressivas eviolentas frente aos ataques do bullying.
  101. 101. As pessoas vitimizadas pelo bullying homofóbico(dentro e fora da escola) tem consciência do“porque” estar sendo alvo dos ataques terroristasde discriminação sobre si, entrando em umadimensão de confusão mental, e quando temnoção da situação acreditam serem pessoaserradas e por isso passíveis de punição(autoimagem negativa).
  102. 102. A partir da primeira década do século XXI, asquestões sobre os direitos sexuais como direitoshumanos na educação encontraram espaço noâmbito das políticas educacionaisbrasileiras como temáticas contempladas naspolíticas de Educação em Direitos Humanos(EDH).
  103. 103. É dever da escola se abrir para conversar sobreo contexto social, político e cultural daatualidade, sobre a presença de diferentespessoas em nosso convívio, de modo a ajudarpara que as crianças e adolescentes nãoabandonem seus estudos e possam teroportunidades iguais.
  104. 104. BibliografiaBORILLO, Daniel. Homofobia. Barcelona: Ediciones Bellaterra, 2001.BUTLER, Judith - Problemas de Gênero: feminismo e subversão da Identidade. Rio deJaneiro, Ed. Civilização Brasileira, 2003.BUTLER, Judith –“ O parentesco é sempre tido como heterossexual?”.Campinas, Cadernos Pagu, 2003GROSSI, Miriam; MELO, Luiz & UZIEL, Anna Paula (Orgs) (2007) – Conjugalidades, Parentalidades e Identidades Lésbicas, Gays e Travestis.Rio de Janeiro, Ed. Garamond.CASTAÑEDA, Marina. A Experiência Homossexual: Explicações e Conselhos para osHomossexuais, suas famílias e seus terapeutas. São Paulo: A Girafa Editora, 2007.ERIBON, Didier - Reflexiones sobre la cuestión gay. Barcelona: Anagrama, 2001.FOUCAULT, Michel – História da sexualidade: a vontade de saber. Vol. 1. São Paulo,Editora Martins Fontes, 1988.FOUCAULT, Michel – A ordem do discurso. São Paulo, Editoras Loyola, 2006.JUNQUEIRA, Rogério Diniz (Org.). Diversidade Sexual na Educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas. Brasília, Ministério da Educação, UNESCO, 2009.RODRIGUEZ, Félix. Diccionario gay-lésbico. Vocabulario general y argot de lahomosexualidad. Madrid: Gredos, 2008.TEIXEIRA-FILHO, Fernando. Silva; MARRETTO, Carina. A.R; BESSA, Juliana. Homofobia e Vulnerabilidades de adolescentes LGBT no Contexto Escolar. Em Revista de Educação e Pesquisa. São Paulo: USP (no prelo)TIN, Louis Georges. Dictionnaire de l homophobie. Paris: Presses Universitaires deFrance, 2003.VIÑUALES, Olga. Lesbofobia. Barcelona: Ediciones Bellaterra, 2002.

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