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SOCIOLOGIA Aluna: Giorgia Marrone Número: 16 / Sala: P02 Série: 1° colegial Professor: Luigi Matéria: Capítulos 2 e 3.
Os primeiros sociólogos Nascido dez anos depois da Revolução Francesa, Augusto Comte é tradicionalmente considerado o pai da Sociologia. Foi ele quem pela primeira vez  usou essa palavra,  em seu Curso de Filosofia Positiva.
Os primeiros sociólogos Comte afirmava que a sociedade deveria ser considerada como um organismo vivo, cujas partes desempenham funções específicas que contribuem para manter o equilíbrio do todo. Ele atribuía particular importância à noção de “consenso”, ou seja, às idéias e crenças comuns, partilhadas por todas as pessoas de determinada sociedade, que seriam as responsáveis por manter a ordem nessa sociedade
Os primeiros sociólogos Com seu “método positivo” de conhecimento, Comte procurou formular as leis gerais que regem a sociedade. Mas foi com Émile Durkheim que a Sociologia passou a ser considerada uma ciência. Durkheim formulou os primeiros conceitos da nova ciência e demonstrou que os fatos sociais têm características próprias, devendo por isso ser estudados por meio de métodos diferentes dos empregados pelas outras ciências.
Comte e o Positivismo Sociologia como ciência da sociedade Física Social Aplicar as leis/métodos científicos na compreensão da sociedade.
Durkheim e os fatos sociais Necessidade de análise objetiva Trabalhar acontecimento como “coisas” Compreensão e explicação racional Nossas ações não são individuais, isoladas, a sociedade influencia.
Durkheim e os fatos sociais Durkheim pretendia fazer da Sociologia uma ciência tão racional e objetiva quanto a Física ou a Biologia. Mas, como fazer isso, se a Sociologia lida com seres humanos que mudam a todo momento, que têm sentimentos, emoções, idéias e vontade própria, ao contrários dos fenômenos físicos ou biológicos?
Durkheim e os fatos sociais Durkheim tentou resolver esse complexo problema postulando como princípio fundamental da Sociologia que os fatos sociais devem ser considerados como coisas, assim como uma reação química é uma coisa para um químico, isto é, algo objetivo, capaz de ser estudado, analisado, compreendido e explicado racionalmente.
Durkheim e os fatos sociais Nem todos os fatos seriam, assim, coisas externas e objetivas, que não dependem da consciência individual das pessoas para existir. Os fatos sociais, dizia Durkheim, são “maneiras coletivas de agir ou de pensar” que podem ser reconhecidas pelo fato de exercerem uma “influência coercitiva sobre as consciências particulares”. Ou seja, os fatos sociais têm existência própria e são capazes de obrigar as pessoas a se comportar desta ou daquela maneira
Durkheim e os fatos sociais Evidentemente, nem sempre essa coerção pode ser percebida como tal. Em muitos casos, simplesmente nos comportamos como achamos que devemos nos comportar. Entretanto, por trás dessa aparente liberdade irrestrita existem hábitos, costumes coletivos, ou mesmo regras, que nós aceitamos como válidas e nos induzem a assumir certas atitudes. Vejamos como isso ocorre.
O poder coercitivo dos fatos sociais Coercitivo = induzir, pressionar Um exemplo simples pode nos ajudar a entender esse conceito. Se um aluno chegasse a escola assim:
O aluno certamente ficaria numa situação desconfortável: os colegas ririam dele, o professor lhe daria uma bronca e provavelmente o diretor o mandaria de volta para casa para pôr uma roupa mais adequada.
No início, o modo de se vestir e de se comportar de grupos como os punks provocaram reações, pois se chocavam com hábitos arraigados. Hoje, eles fazem parte da vida urbana.
O poder coercitivo dos fatos sociais Existe um modo de se vestir que é comum, que todos seguem:
O poder coercitivo dos fatos sociais Isso não é estabelecido pelo indivíduo. Quando ele entrou no grupo, já existia tal norma e, quando ele sair, a norma provavelmente permanecerá. Quer a pessoa goste ou não, ver-se-á obrigada a seguir o costume geral. Se não o seguir, sofrerá uma punição (que pode ir, conforme o caso, da ridicularização e do isolamento até uma sanção penal). O modo de se vestir é um fato social. São fatos sociais também a língua, o sistema monetário, a religião, as leis e uma infinidade de fenômenos do mesmo tipo.
O poder coercitivo dos fatos sociais De acordo com Durkheim, os fatos sociais são o modo de pensar, sentir e agir de um grupo social. Embora eles sejam exteriores às pessoas, são introjetados pelo indivíduo e exercem sobre ele um poder coercitivo. Resumindo, podemos dizer que, segundo Durkheim, os fatos sociais têm as seguintes características: Generalidade, Exterioridade e Coercitividade.
Generalidade O fato social é comum a todos os membros de um grupo ou à sua grande maioria; Ex: um aluno Aparece nu no co- légio, ele vai ser  Motivo de brinca- deiras de mal gosto  E ser tratado com  violência.
Exterioridade O fato social é externo ao indivíduo, existe independentemente de sua vontade; Ex: Modinhas
Coercitividade Os indivíduos se sentem pressionados a seguir o comportamento estabelecido.
A contribuição de Max Weber Enquanto Durkheim trabalhava na França, na Alemanha destacou-se Max Weber, que defendia outro tipo de abordagem no estudo da sociedade. Para Weber, os métodos de investigação da Sociologia não deveriam seguir o caminho aberto pelas Ciências Naturais, como queria Durkheim. Isso porque os fatos  humanos têm também uma dimensão subjetiva – formada pela consciência e pelas intenções das pessoas -
A contribuição de Max Weber O que não ocorre com os fenômenos da natureza. Essa dimensão subjetiva, dizia ele, pode e deve ser compreendida e interpretada pela Sociologia.  Na concepção de Weber, a Sociologia é uma disciplina interpretativa e não apenas descritiva. Para ele, não basta descrever atitudes e relações estabelecidas entre os indivíduos em sociedade, mas é necessário também interpretar o sentido que as pessoas atribuem às suas próprias atitudes.
A contribuição de Max Weber Fatos tem dimensões subjetivas Compreender e interpretar a dimensão subjetiva. Sociologia como interpretativa Relações Sentido atribuído pelas pessoas. Aplicação ao comportamento humano.
A contribuição de Max Weber Esse método interpretativo só pode ser aplicado ao comportamento humano e é ele que marca, segundo Weber, a diferença entre as Ciências Sociais e as Ciências da Natureza.
O conceito de ação social Weber definia Sociologia como “uma ciência voltada para a compreensão interpretativa da ação social e, por essa via, para sua explicação causal no seu transcurso e nos seus efeitos”. Desse modo, o pensador alemão introduziu um novo conceito sociológico, diverso da noção de fato social tal como foi proposta por Durkheim. Esse ponto de partida é ação social dos indivíduos.
O conceito de ação social Por ação social Weber entendia uma modalidade de conduta dotada de sentido e voltada para a ação de outras pessoas. Nem toda espécie de ação de outras pessoas. Nem toda espécie de ação, dizia ele, constitui uma ação social. Por exemplo, não há contato social no fato de duas pessoas se cruzarem em uma rua. Nesse tipo de encontro casual não há propriedade ação social. Haveria apenas no caso de essas pessoas se cumprimentarem, ou de conversarem, ou de entrarem em conflito, ou ainda de ambas praticarem qualquer ato com significado próprio voltado para uma terceira pessoa.
O conceito de ação social  Modalidade de conduta Dotada de sentido Voltada para outras pessoas Ação social vinculada às relações sociais Ações individuais influenciam a coletividade.
O conceito de ação social Um desdobramento do conceito de ação social é o de relação social. Ele diz respeito a ações de diversas pessoas, ou agentes, dotadas de sentidos mutuamente relacionados. Nesse caso, a conduta dos agentes se orienta para sentidos compartilhados por todos. Por exemplo, as ações praticadas por pessoas no interior de uma família constituem uma relação social, pois há um significado coletivo compartilhado por todos os membros da família.
O conceito de ação social Esse significado orienta a ação de cada pessoa dessa família levando-a a cultivar certos valores aceitos por todos, como o respeito pelo país, o afeto comum, o usufruto de bens como a casa onde moram, de seus utensílios, etc.
O conceito de ação social A explicação sociológica em Weber busca compreender e interpretar o sentido, o desenvolvimento e os efeitos da ação social. Compreender uma ação social é captar e interpretar sua conexão de sentido, que será mais ou menos evidente para o sociólogo.
Weber e a ação social Nem toda espécie de contato entre os homens é de caráter social, mas somente uma ação, com sentido próprio, dirigida para a ação de outros. Um choque de dois ciclistas, por exemplo, é um simples evento, como um fenômeno natural. Haveria ação social na tentativa dos ciclistas se desviarem, ou na briga ou considerações amistosas subseqüentes ao choque.
A objetividade na análise sociológica Uma importante característica da observação científica é a objetividade. Diz-se que uma pessoa é objetiva quando ela é capaz de considerar um fenômeno sem idéias preconcebidas, sem que se deixe levar por razões pessoais e subjetivas. A objetividade consiste, portanto, em uma atitude de neutralidade do cientista em relação ao fenômeno ou objeto estudado.
A objetividade na análise sociológica Também pode ser definida como a possibilidade de o cientista obter resultados sem que seus sentimentos pessoais estejam envolvidos.  O problema, nesse caso, consiste em saber se o sociólogo pode manter realmente uma posição de neutralidade em relação aos fenômenos sociais que observa.
A objetividade na análise sociológica De fato, a objetividade é mais difícil de conseguir nas Ciências Sociais do que nas Ciências Exatas. Em matemática por exemplo, a soma de dois mais dois é igual a quatro, seja ela feita por um católico, um muçulmano ou um ateu. Em contrapartida, no estudo de si mesmos e da sociedade, os seres humanos podem se deixar influenciar por seus sentimentos, por idéias preconcebidas, pelas crenças que adotam, pelos valores que aceitam e pelos interesses do grupo social a que pertencem.
A objetividade na análise sociológica Além disso, os cientistas sociais tem também maior dificuldade de submeter suas teses à experimentação. De fato, é muito difícil isolar grandes grupos de pessoas e induzi-los a mudanças para verificar seus resultados, como se faz, por exemplo, em Biologia ou em experiências de laboratório:
A objetividade da análise sociológica Posição de neutralidade Não são experiências laboratoriais Durkheim – separar Marx – Participar, envolver Weber - neutralidade
Durkheim e Marx As dificuldades enfrentadas pela Sociologia em relação a essa exigência de objetividade nunca foram plenamente resolvidas. Para Durkheim, a objetividade científica só pode ser atingida em Sociologia caso o sociólogo não se envolva com os fatos estudados. Para isso, é preciso considerá-los como coisas externas.
Durkheim e Marx Essa é a condição para que o sujeito do conhecimento (o sociólogo) se separe do objeto do conhecimento (os fatos sociais). Para Karl Marx, entretanto, essa separação é impossível, pois o cientista social está envolvido pelos fatos sociais desde que nasce. Mas ainda, o sociólogo, como todo ser humano, é produto das relações sociais que o ligam a determinados grupos da sociedade.
Durkheim e Marx Na concepção marxista, a sociedade moderna está dividida em classes, como a burguesia e o proletariado, que lutam incessamente entre si. Assim, a luta de classes, as greves e as revoluções são resultado da divisão da sociedade em grupos antagônicos. Marx chegou mesmo a afirmar que a história da humanidade é a história da luta de classes.
Durkheim e Marx Durkheim tinha uma opinião diametralmente oposta: ele considerava que essas manifestações eram sintomas de uma espécie de “doença” da sociedade, que chamou de “anomia”. Em seu entender, a anomia seria caracterizada pela perda de regras ou de normas corretas de conduta social. Na base desse fenômeno haveria, portanto, um desregramento das relações entre o indivíduo e a sociedade. Uma das manifestações da anomia seria o “antagonismo entre o trabalho e o capital”, ou seja, a luta de classes na sociedade industrial.
Durkheim e Marx
Durkheim e Marx Assim, enquanto Durkheim era um defensor da ordem social, das idéias de Marx surgiu uma Sociologia crítica, mais interessada nas mudanças e rupturas no interior da sociedade do que na preservação da ordem estabelecida. Para Marx e seus seguidores, o cientista  social não deveria permanecer neutro diante dos conflitos sociais, mais assumir a defesa dos interesses do proletariado, classe que para eles seria a portadora das transformações sociais necessárias para o advento do socialismo.
A objetividade em Max Weber Max Weber discordava tanto de Durkheim quanto de Marx. Do primeiro, rejeitava a idéia de fato social considerado como coisa externa às pessoas. Do segundo, opunha-se à idéia de compromisso com uma classe social. Para Weber, é necessário separar o conhecimento cientifico, resultado de uma investigação criteriosa, dos julgamentos morais, ou juízos de valor. Segundo ele, a ciência social não deve opinar se o fenômeno estudado é bom ou mau.
A objetividade em Max Weber Apesar dessas dificuldades e discordâncias, a Sociologia é perfeitamente capaz de analisar fatos sociais com objetividade. É essa possibilidade que faz dela uma ciência.
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Weber e a ação social A ação social não é idêntica: A) nem a uma ação homogênea de muitos B) nem a toda ação de alguém influenciada pela conduta de outros.
Weber e a ação social nem a uma ação homogênea de muitos Exemplo de ação homogênea: quando na rua, no início de uma chuva, muitas pessoas abrem seus guarda-chuvas, a ação de cada um não está orientada pela ação dos demais, mas a ação de todos, de um modo homogêneo, está impelida pela necessidade de se defender da chuva [nesse caso, não há ação social].
Weber e a ação social B) nem a toda ação de alguém influenciada pela conduta de outros. É conhecido que a ação do indivíduo é fortemente influenciada pela simples circunstâncias de estar no interior de uma “massa” de pessoas (por exemplo em um estágio de futebol); trata-se, pois, de uma ação condicionada pela massa. Esse mesmo tipo de ação pode se dar também num indivíduo por influência de uma massa dispersa (imprensa) percebida por esse indivíduo como proveniente da ação de muitos.
Weber e a ação social B) nem a toda ação de alguém influenciada pela conduta de outros. Nesses casos, um determinado acontecimento ou uma conduta humana pode provocar certas reações – alegria, raiva, entusiasmo, desespero, etc. – que não se dariam no indivíduo isolado. Uma ação desse tipo, determinada pelo simples fato de ser uma situação de massa, sem que exista uma relação dotada de significado entre o indivíduo e a massa, não se pode considerar como ação social na acepção do termo aqui adotada.
Tipos de ação social A ação social, como toda ação, pode ser: 1 – RACIONAL COM RELAÇÃO A FINS: é a ação determinada por expectativas no comportamento tanto de objetos do mundo exterior como de outras pessoas, e utilizando essas expectativas como “condições” ou “meios” para alcançar fins próprios racionalmente avaliados e perseguidos [a ação racional com relação a fins é aquela na qual uma pessoa planeja o que vai fazer para alcançar certos objetivos, por exemplo, alunos que estudam para passar de ano.
Racional: com relação a fins Expectativas de comportamento Planejamento (“passar na USP”, enquanto os outros assistem TV eu vou estudar). Busca por objetivos
A foto representa uma ação racional por fins. Ao pintar a unha, a manicure tinha como objetivo ganhar seu salário.
Racional: com relação à valores É a ação determinada pela crença consciente em valores éticos, estéticos, religiosos ou de qualquer outra natureza, independentemente de que ela venha a ter êxito [a ação racional com relação a valores não mede as conseqüências, mas tem por base certos princípios. Por exemplo. Alguém que dá tudo o que tem a uma instituição de caridade, sem se preocupar com o fato de que, agindo assim, possa cair na pobreza].
Racional: com relação à valores Determinadas pela crença em valores éticos “vou realizar tal coisa para tal pessoa” Estéticos “vou emagrecer, fazer plástica” Religiosos Vai além da racionalidade, é espiritual Pessoas jejuam, oram não por um fim, mas por um valor Não mede consequências (anorexia, fanatismo...)
AFETIVA É a ação determinada por afetos e estados sentimentais [a ação afetiva envolve emoções, como na família, ou na relação entre a multidão e um ídolo, seja ele um cantor de rock ou um líder religioso]; É determinada por sentimentos Por isso choramos com a morte de um íntimo.
TRADICIONAL É a ação determinada por um costume arraigado [a ação tradicional se baseia nos costumes e hábitos seguidos pelo grupo social; isso ocorre em situações nas quais a pessoa age de determinada forma porque seus pais ou avós agiam da mesma maneira]. Determinado por hábitos e costumes arraigados. Ex: passar natal com a família, hora do almoço, hora do café.
Viver em Sociedade Necessidade de relacionamentos para  a sobrevivência Desenvolvimento da sociabilidade Comportamento como foco da socialização Socialização é variável
O papel da socialização Os seres humanos necessitam de seus semelhantes para sobreviver, comunicar-se, criar símbolos e formas de expressão cultural, perpetuar a espécie e se realizar plenamente como indivíduos. É na vida em grupo que as pessoas se tornam realmente humanos. A Sociabilidade, capacidade natural da espécie humana para viver em sociedade desenvolvida pelo processo de socialização.
O papel da socialização Por meio da socialização a criança se integra pouco a pouco ao grupo em que nasceu, assimilando o conjunto de hábitos, regras e costumes característicos de seu grupo. Nas palavras dos sociólogos Brigitte e Peter, a socialização “é o processo pelo qual o indivíduo aprende a ser membro da sociedade”.
O papel da socialização A pessoa se socializa quando participa da vida em sociedade, assimila suas normas, valores e costumes e passa a se comportar segundo esses valores, normas e costumes. “O foco central do processo de socialização está na interiorização da cultura da sociedade na qual a criança nasce”. Ou seja, a socialização é um processo pelo qual o mundo social, com seus significados, hábitos de vida e valores, penetra na mente da criança e passa a fazer parte de seu mundo interior.
O papel da socialização Isso significa que a socialização varia de sociedade para sociedade, ou mesmo de um grupo social para outro dentro da mesma sociedade. Pois certos valores, símbolos e significados sociais interiorizados por uma criança fazem parte apenas da cultura do grupo ao qual ela pertence, ou da sociedade em que ela vive. O costume pelo qual as mulheres usam um véu para cobrir o rosto em lugares públicos por exemplo é uma das características de certas sociedades muçulmanas.
O papel da socialização Em contraste com ele, saias curtas e decotes acentuados fazem parte de hábitos das sociedades ocidentais.
O papel da socialização Essas diferenças entre os valores e costumes entre dois tipos de sociedade fazem parte da diversidade humana e devem ser consideradas como característica a serem analisadas, sem que sobre elas se queira estabelecer juízos de valor. Ou seja, não se trata de julgar se certos costumes são bons ou maus, mas de interpretá-los sociologicamente como parte de culturas diferentes.
Contatos Sociais A convivência pressupõe uma variedade de contatos O contato social é o primeiro passo para o estabelecimento de relacionamentos. TIPOS DE CONTATOS: PRIMÁRIOS                                           SECUNDÁRIOS
Contatos Sociais Contatos sociais primários são os contatos pessoais, diretos, e que têm uma forte base emocional, pois as pessoas envolvidas compartilham suas experiências individuais. São exemplos de contatos primários:
A família
Vizinhança
Na escola
No clube
Contatos Sociais Secundários São os contatos impessoais, calculados, formais. Ex: Vendedor-Consumidor
Professor - Aluno
Colegas de trabalho
O lavrador e o empresário É importante destacar que as pessoas que têm a vida baseada mais em contatos primários desenvolvem personalidades diferentes daquelas que têm uma vida com predomínio de contatos secundários. A personalidade de um lavrador por exemplo, é bem diversa da de um empresário urbano.
O lavrador e o empresário O lavrador vive em geral num mundo comunitário, onde quase todas as pessoas se conhecem e executam as mesmas atividades. Mantém relações familiares e de vizinhança muito fortes e em sua comunidade há um padrão de comportamento bastante uniforme. Não há mudanças sociais significativas no decorrer de sua vida e ele viverá, provavelmente, da mesma forma que seus pais.
O lavrador e o empresário Já o empresário estabelece um número mais amplo e complexo de contatos sociais: com seus empregados, seus clientes, sua família, seus vizinhos, com outros empresários, etc. A maior parte desses contatos é impessoal, formal e momentânea. O mundo do lavrador é estável, pouco se modifica com o tempo. Em contrapartida, o universo do empresário está em permanente mudança, sempre com novos desafios.
O lavrador e o empresário Com a industrialização e a consequente urbanização, diminuíram os grupos de contatos primários, pois na cidade predominam contatos secundários. Nos grandes centros urbanos, as relações humanas tendem a ser mais fragmentadas, dinâmicas e impessoais, caracterizadas por um forte individualismo, pois a proximidade física não significa necessariamente proximidade afetiva. Essa falta de afetividade reforça o individualismo e estimula os conflitos.

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Sociologia

  • 1. SOCIOLOGIA Aluna: Giorgia Marrone Número: 16 / Sala: P02 Série: 1° colegial Professor: Luigi Matéria: Capítulos 2 e 3.
  • 2. Os primeiros sociólogos Nascido dez anos depois da Revolução Francesa, Augusto Comte é tradicionalmente considerado o pai da Sociologia. Foi ele quem pela primeira vez usou essa palavra, em seu Curso de Filosofia Positiva.
  • 3. Os primeiros sociólogos Comte afirmava que a sociedade deveria ser considerada como um organismo vivo, cujas partes desempenham funções específicas que contribuem para manter o equilíbrio do todo. Ele atribuía particular importância à noção de “consenso”, ou seja, às idéias e crenças comuns, partilhadas por todas as pessoas de determinada sociedade, que seriam as responsáveis por manter a ordem nessa sociedade
  • 4. Os primeiros sociólogos Com seu “método positivo” de conhecimento, Comte procurou formular as leis gerais que regem a sociedade. Mas foi com Émile Durkheim que a Sociologia passou a ser considerada uma ciência. Durkheim formulou os primeiros conceitos da nova ciência e demonstrou que os fatos sociais têm características próprias, devendo por isso ser estudados por meio de métodos diferentes dos empregados pelas outras ciências.
  • 5. Comte e o Positivismo Sociologia como ciência da sociedade Física Social Aplicar as leis/métodos científicos na compreensão da sociedade.
  • 6. Durkheim e os fatos sociais Necessidade de análise objetiva Trabalhar acontecimento como “coisas” Compreensão e explicação racional Nossas ações não são individuais, isoladas, a sociedade influencia.
  • 7. Durkheim e os fatos sociais Durkheim pretendia fazer da Sociologia uma ciência tão racional e objetiva quanto a Física ou a Biologia. Mas, como fazer isso, se a Sociologia lida com seres humanos que mudam a todo momento, que têm sentimentos, emoções, idéias e vontade própria, ao contrários dos fenômenos físicos ou biológicos?
  • 8. Durkheim e os fatos sociais Durkheim tentou resolver esse complexo problema postulando como princípio fundamental da Sociologia que os fatos sociais devem ser considerados como coisas, assim como uma reação química é uma coisa para um químico, isto é, algo objetivo, capaz de ser estudado, analisado, compreendido e explicado racionalmente.
  • 9. Durkheim e os fatos sociais Nem todos os fatos seriam, assim, coisas externas e objetivas, que não dependem da consciência individual das pessoas para existir. Os fatos sociais, dizia Durkheim, são “maneiras coletivas de agir ou de pensar” que podem ser reconhecidas pelo fato de exercerem uma “influência coercitiva sobre as consciências particulares”. Ou seja, os fatos sociais têm existência própria e são capazes de obrigar as pessoas a se comportar desta ou daquela maneira
  • 10. Durkheim e os fatos sociais Evidentemente, nem sempre essa coerção pode ser percebida como tal. Em muitos casos, simplesmente nos comportamos como achamos que devemos nos comportar. Entretanto, por trás dessa aparente liberdade irrestrita existem hábitos, costumes coletivos, ou mesmo regras, que nós aceitamos como válidas e nos induzem a assumir certas atitudes. Vejamos como isso ocorre.
  • 11. O poder coercitivo dos fatos sociais Coercitivo = induzir, pressionar Um exemplo simples pode nos ajudar a entender esse conceito. Se um aluno chegasse a escola assim:
  • 12. O aluno certamente ficaria numa situação desconfortável: os colegas ririam dele, o professor lhe daria uma bronca e provavelmente o diretor o mandaria de volta para casa para pôr uma roupa mais adequada.
  • 13. No início, o modo de se vestir e de se comportar de grupos como os punks provocaram reações, pois se chocavam com hábitos arraigados. Hoje, eles fazem parte da vida urbana.
  • 14. O poder coercitivo dos fatos sociais Existe um modo de se vestir que é comum, que todos seguem:
  • 15. O poder coercitivo dos fatos sociais Isso não é estabelecido pelo indivíduo. Quando ele entrou no grupo, já existia tal norma e, quando ele sair, a norma provavelmente permanecerá. Quer a pessoa goste ou não, ver-se-á obrigada a seguir o costume geral. Se não o seguir, sofrerá uma punição (que pode ir, conforme o caso, da ridicularização e do isolamento até uma sanção penal). O modo de se vestir é um fato social. São fatos sociais também a língua, o sistema monetário, a religião, as leis e uma infinidade de fenômenos do mesmo tipo.
  • 16.
  • 17. O poder coercitivo dos fatos sociais De acordo com Durkheim, os fatos sociais são o modo de pensar, sentir e agir de um grupo social. Embora eles sejam exteriores às pessoas, são introjetados pelo indivíduo e exercem sobre ele um poder coercitivo. Resumindo, podemos dizer que, segundo Durkheim, os fatos sociais têm as seguintes características: Generalidade, Exterioridade e Coercitividade.
  • 18. Generalidade O fato social é comum a todos os membros de um grupo ou à sua grande maioria; Ex: um aluno Aparece nu no co- légio, ele vai ser Motivo de brinca- deiras de mal gosto E ser tratado com violência.
  • 19. Exterioridade O fato social é externo ao indivíduo, existe independentemente de sua vontade; Ex: Modinhas
  • 20. Coercitividade Os indivíduos se sentem pressionados a seguir o comportamento estabelecido.
  • 21. A contribuição de Max Weber Enquanto Durkheim trabalhava na França, na Alemanha destacou-se Max Weber, que defendia outro tipo de abordagem no estudo da sociedade. Para Weber, os métodos de investigação da Sociologia não deveriam seguir o caminho aberto pelas Ciências Naturais, como queria Durkheim. Isso porque os fatos humanos têm também uma dimensão subjetiva – formada pela consciência e pelas intenções das pessoas -
  • 22. A contribuição de Max Weber O que não ocorre com os fenômenos da natureza. Essa dimensão subjetiva, dizia ele, pode e deve ser compreendida e interpretada pela Sociologia. Na concepção de Weber, a Sociologia é uma disciplina interpretativa e não apenas descritiva. Para ele, não basta descrever atitudes e relações estabelecidas entre os indivíduos em sociedade, mas é necessário também interpretar o sentido que as pessoas atribuem às suas próprias atitudes.
  • 23. A contribuição de Max Weber Fatos tem dimensões subjetivas Compreender e interpretar a dimensão subjetiva. Sociologia como interpretativa Relações Sentido atribuído pelas pessoas. Aplicação ao comportamento humano.
  • 24. A contribuição de Max Weber Esse método interpretativo só pode ser aplicado ao comportamento humano e é ele que marca, segundo Weber, a diferença entre as Ciências Sociais e as Ciências da Natureza.
  • 25. O conceito de ação social Weber definia Sociologia como “uma ciência voltada para a compreensão interpretativa da ação social e, por essa via, para sua explicação causal no seu transcurso e nos seus efeitos”. Desse modo, o pensador alemão introduziu um novo conceito sociológico, diverso da noção de fato social tal como foi proposta por Durkheim. Esse ponto de partida é ação social dos indivíduos.
  • 26. O conceito de ação social Por ação social Weber entendia uma modalidade de conduta dotada de sentido e voltada para a ação de outras pessoas. Nem toda espécie de ação de outras pessoas. Nem toda espécie de ação, dizia ele, constitui uma ação social. Por exemplo, não há contato social no fato de duas pessoas se cruzarem em uma rua. Nesse tipo de encontro casual não há propriedade ação social. Haveria apenas no caso de essas pessoas se cumprimentarem, ou de conversarem, ou de entrarem em conflito, ou ainda de ambas praticarem qualquer ato com significado próprio voltado para uma terceira pessoa.
  • 27.
  • 28. O conceito de ação social Modalidade de conduta Dotada de sentido Voltada para outras pessoas Ação social vinculada às relações sociais Ações individuais influenciam a coletividade.
  • 29. O conceito de ação social Um desdobramento do conceito de ação social é o de relação social. Ele diz respeito a ações de diversas pessoas, ou agentes, dotadas de sentidos mutuamente relacionados. Nesse caso, a conduta dos agentes se orienta para sentidos compartilhados por todos. Por exemplo, as ações praticadas por pessoas no interior de uma família constituem uma relação social, pois há um significado coletivo compartilhado por todos os membros da família.
  • 30. O conceito de ação social Esse significado orienta a ação de cada pessoa dessa família levando-a a cultivar certos valores aceitos por todos, como o respeito pelo país, o afeto comum, o usufruto de bens como a casa onde moram, de seus utensílios, etc.
  • 31.
  • 32. O conceito de ação social A explicação sociológica em Weber busca compreender e interpretar o sentido, o desenvolvimento e os efeitos da ação social. Compreender uma ação social é captar e interpretar sua conexão de sentido, que será mais ou menos evidente para o sociólogo.
  • 33. Weber e a ação social Nem toda espécie de contato entre os homens é de caráter social, mas somente uma ação, com sentido próprio, dirigida para a ação de outros. Um choque de dois ciclistas, por exemplo, é um simples evento, como um fenômeno natural. Haveria ação social na tentativa dos ciclistas se desviarem, ou na briga ou considerações amistosas subseqüentes ao choque.
  • 34. A objetividade na análise sociológica Uma importante característica da observação científica é a objetividade. Diz-se que uma pessoa é objetiva quando ela é capaz de considerar um fenômeno sem idéias preconcebidas, sem que se deixe levar por razões pessoais e subjetivas. A objetividade consiste, portanto, em uma atitude de neutralidade do cientista em relação ao fenômeno ou objeto estudado.
  • 35. A objetividade na análise sociológica Também pode ser definida como a possibilidade de o cientista obter resultados sem que seus sentimentos pessoais estejam envolvidos. O problema, nesse caso, consiste em saber se o sociólogo pode manter realmente uma posição de neutralidade em relação aos fenômenos sociais que observa.
  • 36. A objetividade na análise sociológica De fato, a objetividade é mais difícil de conseguir nas Ciências Sociais do que nas Ciências Exatas. Em matemática por exemplo, a soma de dois mais dois é igual a quatro, seja ela feita por um católico, um muçulmano ou um ateu. Em contrapartida, no estudo de si mesmos e da sociedade, os seres humanos podem se deixar influenciar por seus sentimentos, por idéias preconcebidas, pelas crenças que adotam, pelos valores que aceitam e pelos interesses do grupo social a que pertencem.
  • 37. A objetividade na análise sociológica Além disso, os cientistas sociais tem também maior dificuldade de submeter suas teses à experimentação. De fato, é muito difícil isolar grandes grupos de pessoas e induzi-los a mudanças para verificar seus resultados, como se faz, por exemplo, em Biologia ou em experiências de laboratório:
  • 38.
  • 39. A objetividade da análise sociológica Posição de neutralidade Não são experiências laboratoriais Durkheim – separar Marx – Participar, envolver Weber - neutralidade
  • 40. Durkheim e Marx As dificuldades enfrentadas pela Sociologia em relação a essa exigência de objetividade nunca foram plenamente resolvidas. Para Durkheim, a objetividade científica só pode ser atingida em Sociologia caso o sociólogo não se envolva com os fatos estudados. Para isso, é preciso considerá-los como coisas externas.
  • 41. Durkheim e Marx Essa é a condição para que o sujeito do conhecimento (o sociólogo) se separe do objeto do conhecimento (os fatos sociais). Para Karl Marx, entretanto, essa separação é impossível, pois o cientista social está envolvido pelos fatos sociais desde que nasce. Mas ainda, o sociólogo, como todo ser humano, é produto das relações sociais que o ligam a determinados grupos da sociedade.
  • 42. Durkheim e Marx Na concepção marxista, a sociedade moderna está dividida em classes, como a burguesia e o proletariado, que lutam incessamente entre si. Assim, a luta de classes, as greves e as revoluções são resultado da divisão da sociedade em grupos antagônicos. Marx chegou mesmo a afirmar que a história da humanidade é a história da luta de classes.
  • 43. Durkheim e Marx Durkheim tinha uma opinião diametralmente oposta: ele considerava que essas manifestações eram sintomas de uma espécie de “doença” da sociedade, que chamou de “anomia”. Em seu entender, a anomia seria caracterizada pela perda de regras ou de normas corretas de conduta social. Na base desse fenômeno haveria, portanto, um desregramento das relações entre o indivíduo e a sociedade. Uma das manifestações da anomia seria o “antagonismo entre o trabalho e o capital”, ou seja, a luta de classes na sociedade industrial.
  • 45. Durkheim e Marx Assim, enquanto Durkheim era um defensor da ordem social, das idéias de Marx surgiu uma Sociologia crítica, mais interessada nas mudanças e rupturas no interior da sociedade do que na preservação da ordem estabelecida. Para Marx e seus seguidores, o cientista social não deveria permanecer neutro diante dos conflitos sociais, mais assumir a defesa dos interesses do proletariado, classe que para eles seria a portadora das transformações sociais necessárias para o advento do socialismo.
  • 46. A objetividade em Max Weber Max Weber discordava tanto de Durkheim quanto de Marx. Do primeiro, rejeitava a idéia de fato social considerado como coisa externa às pessoas. Do segundo, opunha-se à idéia de compromisso com uma classe social. Para Weber, é necessário separar o conhecimento cientifico, resultado de uma investigação criteriosa, dos julgamentos morais, ou juízos de valor. Segundo ele, a ciência social não deve opinar se o fenômeno estudado é bom ou mau.
  • 47. A objetividade em Max Weber Apesar dessas dificuldades e discordâncias, a Sociologia é perfeitamente capaz de analisar fatos sociais com objetividade. É essa possibilidade que faz dela uma ciência.
  • 49. Max Weber
  • 50. Weber e a ação social A ação social não é idêntica: A) nem a uma ação homogênea de muitos B) nem a toda ação de alguém influenciada pela conduta de outros.
  • 51. Weber e a ação social nem a uma ação homogênea de muitos Exemplo de ação homogênea: quando na rua, no início de uma chuva, muitas pessoas abrem seus guarda-chuvas, a ação de cada um não está orientada pela ação dos demais, mas a ação de todos, de um modo homogêneo, está impelida pela necessidade de se defender da chuva [nesse caso, não há ação social].
  • 52.
  • 53. Weber e a ação social B) nem a toda ação de alguém influenciada pela conduta de outros. É conhecido que a ação do indivíduo é fortemente influenciada pela simples circunstâncias de estar no interior de uma “massa” de pessoas (por exemplo em um estágio de futebol); trata-se, pois, de uma ação condicionada pela massa. Esse mesmo tipo de ação pode se dar também num indivíduo por influência de uma massa dispersa (imprensa) percebida por esse indivíduo como proveniente da ação de muitos.
  • 54. Weber e a ação social B) nem a toda ação de alguém influenciada pela conduta de outros. Nesses casos, um determinado acontecimento ou uma conduta humana pode provocar certas reações – alegria, raiva, entusiasmo, desespero, etc. – que não se dariam no indivíduo isolado. Uma ação desse tipo, determinada pelo simples fato de ser uma situação de massa, sem que exista uma relação dotada de significado entre o indivíduo e a massa, não se pode considerar como ação social na acepção do termo aqui adotada.
  • 55. Tipos de ação social A ação social, como toda ação, pode ser: 1 – RACIONAL COM RELAÇÃO A FINS: é a ação determinada por expectativas no comportamento tanto de objetos do mundo exterior como de outras pessoas, e utilizando essas expectativas como “condições” ou “meios” para alcançar fins próprios racionalmente avaliados e perseguidos [a ação racional com relação a fins é aquela na qual uma pessoa planeja o que vai fazer para alcançar certos objetivos, por exemplo, alunos que estudam para passar de ano.
  • 56. Racional: com relação a fins Expectativas de comportamento Planejamento (“passar na USP”, enquanto os outros assistem TV eu vou estudar). Busca por objetivos
  • 57. A foto representa uma ação racional por fins. Ao pintar a unha, a manicure tinha como objetivo ganhar seu salário.
  • 58. Racional: com relação à valores É a ação determinada pela crença consciente em valores éticos, estéticos, religiosos ou de qualquer outra natureza, independentemente de que ela venha a ter êxito [a ação racional com relação a valores não mede as conseqüências, mas tem por base certos princípios. Por exemplo. Alguém que dá tudo o que tem a uma instituição de caridade, sem se preocupar com o fato de que, agindo assim, possa cair na pobreza].
  • 59. Racional: com relação à valores Determinadas pela crença em valores éticos “vou realizar tal coisa para tal pessoa” Estéticos “vou emagrecer, fazer plástica” Religiosos Vai além da racionalidade, é espiritual Pessoas jejuam, oram não por um fim, mas por um valor Não mede consequências (anorexia, fanatismo...)
  • 60.
  • 61.
  • 62. AFETIVA É a ação determinada por afetos e estados sentimentais [a ação afetiva envolve emoções, como na família, ou na relação entre a multidão e um ídolo, seja ele um cantor de rock ou um líder religioso]; É determinada por sentimentos Por isso choramos com a morte de um íntimo.
  • 63.
  • 64.
  • 65. TRADICIONAL É a ação determinada por um costume arraigado [a ação tradicional se baseia nos costumes e hábitos seguidos pelo grupo social; isso ocorre em situações nas quais a pessoa age de determinada forma porque seus pais ou avós agiam da mesma maneira]. Determinado por hábitos e costumes arraigados. Ex: passar natal com a família, hora do almoço, hora do café.
  • 66.
  • 67. Viver em Sociedade Necessidade de relacionamentos para a sobrevivência Desenvolvimento da sociabilidade Comportamento como foco da socialização Socialização é variável
  • 68. O papel da socialização Os seres humanos necessitam de seus semelhantes para sobreviver, comunicar-se, criar símbolos e formas de expressão cultural, perpetuar a espécie e se realizar plenamente como indivíduos. É na vida em grupo que as pessoas se tornam realmente humanos. A Sociabilidade, capacidade natural da espécie humana para viver em sociedade desenvolvida pelo processo de socialização.
  • 69. O papel da socialização Por meio da socialização a criança se integra pouco a pouco ao grupo em que nasceu, assimilando o conjunto de hábitos, regras e costumes característicos de seu grupo. Nas palavras dos sociólogos Brigitte e Peter, a socialização “é o processo pelo qual o indivíduo aprende a ser membro da sociedade”.
  • 70.
  • 71. O papel da socialização A pessoa se socializa quando participa da vida em sociedade, assimila suas normas, valores e costumes e passa a se comportar segundo esses valores, normas e costumes. “O foco central do processo de socialização está na interiorização da cultura da sociedade na qual a criança nasce”. Ou seja, a socialização é um processo pelo qual o mundo social, com seus significados, hábitos de vida e valores, penetra na mente da criança e passa a fazer parte de seu mundo interior.
  • 72. O papel da socialização Isso significa que a socialização varia de sociedade para sociedade, ou mesmo de um grupo social para outro dentro da mesma sociedade. Pois certos valores, símbolos e significados sociais interiorizados por uma criança fazem parte apenas da cultura do grupo ao qual ela pertence, ou da sociedade em que ela vive. O costume pelo qual as mulheres usam um véu para cobrir o rosto em lugares públicos por exemplo é uma das características de certas sociedades muçulmanas.
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  • 74. O papel da socialização Em contraste com ele, saias curtas e decotes acentuados fazem parte de hábitos das sociedades ocidentais.
  • 75. O papel da socialização Essas diferenças entre os valores e costumes entre dois tipos de sociedade fazem parte da diversidade humana e devem ser consideradas como característica a serem analisadas, sem que sobre elas se queira estabelecer juízos de valor. Ou seja, não se trata de julgar se certos costumes são bons ou maus, mas de interpretá-los sociologicamente como parte de culturas diferentes.
  • 76. Contatos Sociais A convivência pressupõe uma variedade de contatos O contato social é o primeiro passo para o estabelecimento de relacionamentos. TIPOS DE CONTATOS: PRIMÁRIOS SECUNDÁRIOS
  • 77. Contatos Sociais Contatos sociais primários são os contatos pessoais, diretos, e que têm uma forte base emocional, pois as pessoas envolvidas compartilham suas experiências individuais. São exemplos de contatos primários:
  • 82. Contatos Sociais Secundários São os contatos impessoais, calculados, formais. Ex: Vendedor-Consumidor
  • 85. O lavrador e o empresário É importante destacar que as pessoas que têm a vida baseada mais em contatos primários desenvolvem personalidades diferentes daquelas que têm uma vida com predomínio de contatos secundários. A personalidade de um lavrador por exemplo, é bem diversa da de um empresário urbano.
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  • 87. O lavrador e o empresário O lavrador vive em geral num mundo comunitário, onde quase todas as pessoas se conhecem e executam as mesmas atividades. Mantém relações familiares e de vizinhança muito fortes e em sua comunidade há um padrão de comportamento bastante uniforme. Não há mudanças sociais significativas no decorrer de sua vida e ele viverá, provavelmente, da mesma forma que seus pais.
  • 88. O lavrador e o empresário Já o empresário estabelece um número mais amplo e complexo de contatos sociais: com seus empregados, seus clientes, sua família, seus vizinhos, com outros empresários, etc. A maior parte desses contatos é impessoal, formal e momentânea. O mundo do lavrador é estável, pouco se modifica com o tempo. Em contrapartida, o universo do empresário está em permanente mudança, sempre com novos desafios.
  • 89. O lavrador e o empresário Com a industrialização e a consequente urbanização, diminuíram os grupos de contatos primários, pois na cidade predominam contatos secundários. Nos grandes centros urbanos, as relações humanas tendem a ser mais fragmentadas, dinâmicas e impessoais, caracterizadas por um forte individualismo, pois a proximidade física não significa necessariamente proximidade afetiva. Essa falta de afetividade reforça o individualismo e estimula os conflitos.