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SEMIOLOGIA DO RECÉM-
NASCIDO
Nivia Maria Rodrigues Arrais
Departamento de Pediatria – UFRN
MEJC - UFRN
Liga Acadêmica de Pediatria da UFRN – LAPED
UFRN
SEMIOLOGIA DO RECÉM-NASCIDO
 Grego – Semeyon = sinal e logos = discurso.
 Estudo dos sinais das doenças.
 É a arte e a ciência metodizada do diagnóstico
médico, requisito indispensável para a
terapêutica e prognóstico.
 Anamnese e Exame Físico
 Recém-nascido – zero a 28 dias
SEMIOLOGIA DO RECÉM-NASCIDO
 Informações dos pais
 O mais completa possível em linguagem acessível
 Ordenada
 Paciência e tempo (interesse)
SEMIOLOGIA DO RECÉM-NASCIDO
• Identificação – Nome, idade, cor, sexo,
naturalidade e nacionalidade, endereço, idade,
profissão e ocupação materna.
• História Clínica – Queixa principal, história da
doença atual, antecedentes patológicos,
antecedentes pessoais (gestação, parto e
nascimento), história alimentar,
desenvolvimento neuropsicomotor, vacinação,
antecedentes familiares, história social
BOLETIM DE APGAR
Virginia Apgar, 1952
SEMIOLOGIA DO RECÉM-NASCIDO
 Exame Físico
 Etapas distintas mas complementares
 Ideal seria uma sequência de exame físico, que em
pediatria nem sempre é possível.
 Deitada, sentada, no colo, em pé.
 Deixar áreas de desconforto para o final.
SEMIOLOGIA DO RECÉM-NASCIDO
 Balança bebê
 Régua (até 2 anos), estadiômetro de parede, fita
métrica, termômetro, lanterna, abaixador de
língua, martelo, oto e oftalmoscópio, aparelho de
PA com manguito apropriados, estetoscópio.
SEMIOLOGIA DO RECÉM-NASCIDO
 Ectoscopia – atitude como um todo (ritmo
respiratório, palidez, cianose, tremores, gemidos,
hipo ou hipertonia, malformações, tipo de choro),
medidas antropométricas, temperatura.
 Exame dos sistemas – inspeção, palpação,
percussão, ausculta.
SEMIOLOGIA DO RECÉM-NASCIDO
• Medidas antropométricas – Curvas OMS 2006,
Prematuro
• Peso
• Comprimento
• Circunferência craniana, torácica e abdominal
• Idade Gestacional
– OMS
• Pré-termo - < 37 semanas
• Termo - >= 37 semanas
• Pós-termo - >= 42 semanas
SEMIOLOGIA DO RECÉM-NASCIDO
 Peso ao Nascer
 < 2.500g – Baixo Peso
 1000 a 1499 g – Muito baixo peso
 < 1000 g – Extremo baixo peso
SEMIOLOGIA DO RECÉM-NASCIDO
 Adequação Peso X Idade Gestacional
 Curva de Peso X Idade Gestacional
 Bataglia e Lubchenco – Classificação do RN
12
CLASSIFICAR POR PESO E
IDADE GESTACIONAL
Pedro nasceu com
34 semanas pela
data da última
menstruação
(DUM).
Ele pesou 2.400g.
MEDIDA DO COMPRIMENTO
 Deitado
 Corpo reto
 Superfície rígida
 Cabeça reta com apoio
na placa superior da
régua
 Ambos os pés retos com
apoio na placa inferior
da régua
MEDIDA DO PERÍMETRO CEFÁLICO
(PC)
 Perímetro cefálico
máximo.
 Para a sua medida,
SMITH, 1977(8),
recomenda que a fita
seja posicionada
sobre a proeminência
occipital e sobre o
arco das
sobrancelhas
SEMIOLOGIA DO RECÉM-NASCIDO
 Perímetro Torácico
 Medido ao nível dos
mamilos com a criança
deitada com
respiração normal.
 Perímetro Abdominal
 Medido pela
circunferência a nível
da cicatriz umbilical.
SEMIOLOGIA DO RECÉM-NASCIDO
 Métodos de avaliação da Idade Gestacional
 DUM
 Ultrassonografia (primeiro trimestre)
 Avaliações clínicas (Capurro somático e Capurro
somático neurológico, Ballard, Dubowitz)
 Caso a diferença entre a DUM e a idade gestacional clínica
seja menos que duas semanas, considerar a idade
gestacional pela DUM.
AVALIAÇÃO DA IDADE
GESTACIONAL
CAPURRO
Formação mamilo
A
Mamilo pouco visível
sem aréola
0
Mamilo nítido; aréola
lisa diâmetro < 0,75
cm
5
Mamilo puntiforme aréola
de borda não elevada >
0,75 cm
10
Mamilo puntiforme
aréola de borda elevada
> 0,75 cm
15
Textura da pele
B
Fina, gelatinosa
0
Fina e lisa
5
Algo mais grossa, com
discreta descamação
Superficial
20
Grossa, com sulcos
superficiais, descamação
de mãos e pés
15
Grossa, apergaminhada
com sulcos profundos
20
Forma da orelha
C
Chata, disforme
pavilhão não
encurvado
0
Pavilhão parcialmente
encurvado na borda
8
Pavilhão parcialmente
encurvado em toda borda
superior
16
Pavilhão totalmente
encurvado
24
Tamanho da glândula
mamária
D
Ausência deTecido
mamário
0
Diâmetro
< 5 mm
5
Diâmetro
5 mm a 10 mm
10
Diâmetro
> 10 mm
15
Sulcos plantares
E
Ausentes
0
Marcas mal definidas
na metade anterior da
planta
5
Marcas bem definidas na
metade anterior e no terço
anterior
10
Sulcos na metade
anterior da planta
15
Sulcos em mais da
metade anterior da
planta
20
Sinal do Xale (posição do
cotovelo)
F
Na linha axilar do lado
oposto
0
Entre a linha axilar
anterior do lado
oposto e a linha média
6
Ao nível da linha média
12
Entre a linha média e a
linha axilar anterior do
mesmo lado
18
Posição da cabeça ao
levantar o RN: Ângulo
(Â) cérvico torácico)
G
Totalmente
deflexionada  = 270º
0
 entre 180º - 270º
4
 = 180º
8
 < 180º
12
EXAME FÍSICO
 Atenção especial para o padrão respiratório:
ritmo, profundidade, utilização de músculos
acessórios (tiragens), batimento de asa de nariz
(BAN), sons emitidos (gemência). Caso
necessário, determinar o Boletim de Silverman
Anderson (descrito adiante).
 Sinais vitais – FR, FC, PA, TEMP
PELE
 Descamação fisiológica em pós-maturos (pés e mãos).
 -Epidermólise bolhosa: bolhas disseminadas, que se
originam a partir de qualquer lesão por pressão.
 -Eritema tóxico: rash cutâneo com lesões eritemato-
papulosas, regride espontaneamente.
 -Escleredema: edema endurecido, mais
frequentemente observado em infecções neonatais
graves e cardiopatias com débito cardíaco diminuído.
Não depressível.
 -Hemangioma: manchas vermelho-violáceas mais
comumente observadas na nuca, região frontal e
pálpebras superiores. Desaparecem em alguns meses.
 -Lanugem: são pelos finos sobre o corpo.
PELE
 -Millium sebáceo: pontos claros em face,
especialmente no nariz, devido à hiperplasia de
glândulas sebáceas.
 -Nevos pigmentosus (mancha mongólica):
assemelha-se à pequena equimose. Mais comum
na região sacra. Desaparece na segunda infância.
 -Petéquias e púrpuras: não desaparecem a digito-
pressão. São de etiologia mecânica
(tocotraumatismo), fragilidade capilar (infecção)
e plaquetopenia.
 -Icterícia: Zonas de Krammer
 -Pletora.
ZONAS DE KRAMER
ZONAS DE KRAMER
CRÂNIO
 Circunferência varia entre 32 e 36 cm. – Gráficos.
 Simetria do crânio, na palpação se há cavalgamento de suturas
(sagital, coronárias, bregmáticas e lambdóide)
 Craniossinostose: fechamento precoce das suturas cranianas →
assimetrias cranianas. São a escafocefalia, turricefalia,
braquicefalia e a plagiocefalia.
 Cefalohematoma: coleção sanguínea sub-periostal, de consistência
endurecida, delimitada pelas linhas de suturas cranianas.
 -Bossa serossanguínea (ou caput succedaneum): coleção de líquido
e sangue no subcutâneo, não respeitam as linhas de sutura, de
limites imprecisos, cacifo positivo.
 -Craniotabes: diminuição da consistência dos ossos do crânio. À
palpação assemelha-se a compressão de uma bola de ping-pong.
 -Encefalocele: Tumoração sob a pele que representa a
exteriorização de tecido nervoso por defeitos nas linhas de sutura
dos ossos crânio, com dimensões variáveis.
 Fontanelas: Bregmática, lambdóide.
FACE
 Observar simetria, aparência sindrômica,
implantação das orelhas, distância entre os olhos
(hiper ou hipotelorismo), leucocorias, teste do
olhinho=reflexo pupilar, tamanho do queixo
(micrognatia), nariz (coanas), língua, pálato e
lábios, dentes, pérolas de Epstein, orelhas
(implantação).
PESCOÇO
 Pesquisar massas, fístulas, mobilidade, excesso de pele.
 -Torcicolo congênito: contratura do músculo
esternocleidomastóideo. Resolução espontânea na maioria
dos casos, podendo evoluir para assimetria facial e posição
viciosa da cabeça.
 -Teratoma cervical: grande tumoração na porção mediana
do pescoço. Possibilidade para malignização. Pode causar
obstrução respiratória.
 -Higroma cístico: tumoração cística de tamanho variado,
com rápido crescimento, invadindo o assoalho da boca, o
mediastino a as axilas; também pode obstruir a respiração.
 -Bócio congênito: de causa idiopática ou ocasionada por
ingesta materna de iodo na gestação. Consistência elástica
em forma de colar cervical, pouco móvel.
TÓRAX E CLAVÍCULAS
 Observar simetria e formato (geralmente
arredondado)
 Respiração em torno de 40-60 movimentos por
minuto.
 Discretas retrações sub e intercostais são comuns
em RN sadios pela elasticidade das paredes
torácicas.
 Fraturas de clavículas.
EXAME CARDIOVASCULAR
 Inspeção: cianose, padrão respiratório (taquipneia, dispénia,
BAN), abaulamento precordial, turgência jugular, ictus cordis
(mais propulsivo na PCA). 
 Palpação: realizar palpação de pulsos nos quatro membros (CoAo),
precórdio.
 Frequência cardíaca entre 120-160 batimentos por minuto.
 Pressão arterial (PA): com manguito apropriado, neonatal.
 O valor normal da PA sistólica e diastólica: Tabelas.
Consideramos o valor normal da pressão arterial média quando
maior ou igual à idade gestacional.
 Ausculta: Bulhas – Hiperfonese e desdobramentos, ritmo.
Identificar como sendo sistólico, diastólico ou contínuo. Quanto ao
timbre, observar se é suave, rude ou aspirativo.
 Sopros poderão estar ausentes ao nascimento mesmo em
cardiopatias graves; 60% dos RN normais terão sopro nas
primeiras 48 h de vida, em decorrência do fechamento do ducto
arterial e do forame oval.
EXAME PULMONAR
 Inspeção: avaliar o padrão respiratório quanto à frequência
(40-60 movimentos por minuto), amplitude dos
movimentos, presença de tiragens e retração xifoidiana,
batimentos de asas do nariz, estridor expiratório, gemido
(BSA).
 Ausculta: deve ser bilateral e comparativa. Auscultar as
regiões axilares. Avaliar a presença de creptos, sibilos,
roncos e diminuição do murmúrio vesicular.
 A palpação para checar a expansibilidade e
distensibilidade torácica também é realizada.
 A percussão nos espaços intercostais identifica o som claro
pulmonar.
Gemido
Retração
esternal
BANTiragem
Mov. tórax/
abdome
210
sincronizado
balancim
Audível com
estetoscópio
discreta
acentuado
ausenteausenteausenteausente
discreta discreto
Audível sem
estetoscópio
acentuadaacentuada
Declínio inspiratório
Boletim de Silverman Andersen
1-3 = DR leve
4-6 = DR moderado
>7 = DR grave 33
DESCONFORTO RESPIRATÓRIO
DESCONFORTO RESPIRATÓRIO
ABDOME
 Inspeção: forma: geralmente globoso. Escavado (hérnia diafragmática), com
abaulamento supra-umbilical (atresia duodenal ou distensão gástrica),
abaulamento infra-umbilical (distensão de bexiga), presença de circulação
colateral e ondas peristálticas.
 Pesquisar presença de hérnias umbilicais e inguinais.
 Malformações do tipo onfalocele (defeito da parede abdominal com
exteriorização de vísceras recobertas por âmnio, cordão e peritônio parietal) e
gastrosquise (defeito da parede abdominal com exteriorização e exposição de
alças e vísceras, à direita do cordão umbilical).
 O coto umbilical deve ser cuidadosamente avaliado, em busca de hiperemia,
exsudato purulento e, posteriormente, granuloma.
 RHA
 Palpação: diástase de músculos reto-abdominais (separação habitual da
musculatura, na linha média; desaparece no primeiro ano de vida), presença de
ascite, aumento no fígado (normal se em torno de 2cm do rebordo costal), baço,
rins, bexiga, massas abdominais.
 Hidronefrose, nefroblastoma, cisto solitário, rins policísticos e trombose de veia
renal. No fígado, hematoma, hemangioma, cisto hepático, de colédoco, de
ovário. No trato gastrointestinal, duplicação de duodeno, de jejuno, ou de íleo,
volvo, teratoma e neuroblastoma.
GENITÁLIA
 Masculina
 Observar comprimento do pênis (normal maior do
que 3 cm), posição do orifício uretral centralizado
na glande (hipospádia, epispádia), fimose
(aderência do prepúcio à glande), posição dos
testículos na bolsa escrotal (criptorquidia:
testículos locados fora da bolsa: canal inguinal,
abdome), presença de hérnia escrotal. A descida
testicular para a bolsa escrotal ocorre por volta
do 3º trimestre.
 Hidrocele escrotal (acúmulo de líquido em volume
anormal) – transiluminação.  
GENITÁLIA
 Feminina
 Tamanho do clitóris, fusão dos grandes lábios (sinéquia
labial), posicionamento do orifício da vagina e da uretra,
distância anovulvar e fístulas. Comum o excesso de tecido
himenal ao nascimento que desaparece em semanas.
 O tamanho final do clítoris é adquirido bem antes da
deposição de gordura nas estruturas vizinhas e por isso
aparenta-se falsamente hipertrofiado.
 Genitália externa com morfologia suspeita (genitália
ambígua) necessita de investigação com ultrassonografia,
genótipo, etc.
 
COLUNA
 Em decúbito ventral, inspeciona-se e palpa-se região da coluna
vertebral. Procura-se desvios, tumorações e malformações
ósseas, presença de tufos de pelos, hemangiomas e manchas
hipercrômicas.
 -Espinha bífida: falha no fechamento dos ossos, principalmente da
coluna lombo-sacra. Podemos observar a exposição do tecido
nervoso. Pode apresentar-se de duas formas: Meningocele e
Mielomeningocele.
 -Meningocele: Lesão cística composta por líquor, meninges e pele.
Causas maternas: deficiência de ácido fólico e uso de álcool.
 -Mielomeningocele: Lesão da linha média contendo líquor,
meninges e elementos da medula. Podendo ser aberta ou rota.
Fossetas ou hipertricose podem indicar espinha bífida oculta,
onde algumas vértebras estão ausentes, mas o tecido nervoso está
protegido.
 -Teratoma sacrococcígeo: tumoração arredondada, de tamanho
variado podendo ser gigante. Pele que o recobre é, em geral,
íntegra. Passível de malignização.
OSTEO-ARTICULAR
 Membros: Simetria e proporções do braço e
antibraço, articulações (luxações).
 Paralisias braquiais.
 Paralisia em membros inferiores é rara e se deve
a tocotraumatismos ou anomalia congênita da
medula espinhal.
 Artrogripose (imobilidade articular): pode ser
congênita, devido a déficits musculares e a
compressão fetal por oligoidrâmnio, os distúrbios
neurológicos parecem ser uma causa comum.
 Pé torto congênito: é a anomalia congênita de
membros inferiores mais comum. Diferenciar
entre pé torto congênito e posicional. 
OSTEO-ARTICULAR
 Displasia Congênita de quadril (ou Luxação congênita
do quadril): diagnóstico precoce → boa resposta ao
tratamento. Pesquisá-lo em todas as oportunidades
do exame físico do RN, pois poderá estar ausente em
alguns momentos. Verificar simetria das pregas
cutâneas. É mais frequente em meninas.
 As manobras de Ortolani e Barlow identificam
anomalias no quadril:
 Manobra de Ortolani: realizada com o bebê em
decúbito dorsal; mobilizar as articulações coxo-
femurais, em rotação, aduzindo e abduzindo-as, com
os joelhos em flexão. O sinal é positivo quando se
percebe o deslocamento da articulação e um “click”
com os movimentos.
MECÔNIO E DIURESE
 Aproximadamente 99% dos RN urinam nas primeiras 48 h de
vida. O volume urinário nas primeiras 24 h de vida é de cerca
de 15 ml.
 Causas de ausência de diurese no primeiro dia de vida:
prepúcio imperfurado, estenose de uretra, valva de uretra
posterior, bexiga neurogênica, ureterocele, tumores renais,
rins multicísticos, hipovolemia, baixa ingesta líquida, agenesia
renal bilateral (Síndrome de Potter), necrose tubular
(secundária a hipóxia), trombose de veia renal, síndrome
nefrótica congênita e pielonefrite congênita.
 A primeira evacuação, em 90% das vezes, também ocorre nas
primeiras 24 h de vida, sob a forma de mecônio que é composto
por muco, bile, líquido amniótico, lanugo.
 Causas de atraso na eliminação são: obstrução intestinal,
mucoviscidose, hipermagnesemia, doença de
Hirschsprung/megacólon congênito (denervação do cólon, em
decorrência à falha de migração crânio-podálica da crista
neural do nervo vago).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 Semiologia Pediátrica. Yvon Toledo Rodrigues;
Pedro Paulo Bastos Rodrigues. 3ª edição, 2009.
Ed Guanabara Koogan.
 Exame físico neonatal e avaliação neurológica.
Fabiana Moreira Pontes; Sérgio Henrique Veiga.
 Filmes Curso AIDPI MS
Feliz Dia da Mulher!
Bom final de semana a todos.