Primeira Prova de Pediatria 2011.2

Transcrições do Caderno de Vinícius Carruego

Por: Daniela Campos, Francisco Bastos, Thaizza Correia e Vanessa Boeira




1ª Aula
Daniela Campos



    A termo: 37 semanas – 41 semanas e 6 dias
    Peso: 3200g/3400g
     - Peso insuficiente: 2500 – 2999 g
     - Baixo peso: < 2500
    Estatura: 46 – 54 cm
    Perímetro cefálico: 33 – 37 cm
    O crescimento e o desenvolvimento são as principais características da criança.
    Pacientes: Recém-nascido, lactente, pré-escolar, escolar, adolescente.
    Aspectos Físicos, psíquicos, socioeconômicos, culturais, família, comunidade
    Pele e fâneros: eritema tóxico, vérnix caseoso, millium (região mentoniona, nariz),
     mancha mongólica (normalmente em região sacrococcígea  desaparece a partir do
     1º ano de vida), lanugo (desaparece na 1ª semana de vida).
    No bebê a termo, a unha ultrapassa o leito ungueal
    Cabeça:
     - Pode haver deformidades por passar pelo sinal do parto
     - Simetria; orelha (apêndice auricular, implantação, assimetria); fontanela anterior e
     posterior, olhos (teste do olhinho para avaliar catarata e retinoblastoma), boca (olhar
     língua, fenda palatina, dente, desvio de comissura) e nariz (permeabilidade das
     narinas).
     - Oftalmoscopia  faz parte do exame físico do recém nascido  o pediatra que faz.
    Examinar pescoço (observar torcicolo congênito), clavícula (palpar para observar
     fraturas),
    Tórax: simetria, expansibilidade, mamilo
     - O mamilo vai dar idéia de idade gestacional
     - Há doenças cromossômicas que o bebê a termo não tem o mamilo.
     - FR: 30 a 40 ipm
     - MV: limpo 3hs após o parto
     - PA: 80x40; FC: 120 – 160
     - Sopro Sistólico suave no REE
    Abdome: globoso, flácido, RHA presentes. Observar cordão umbilical: 2 artérias e 1
     veia. Pode-se palpar fígado (até 2 cm do rebordo), baço (até 1 cm do rebordo) e rins.
    Palpar pulso femoral.
 Genitália Masculina: rafe mediana, bolsa escrotal enrugada, fimose fisiológica.
    Testículos devem migrar até o 1º ano de vida. Pode haver algum grau de hidrocele
    (desaparece depois em 6 meses).
   Genitália Feminina: uma secreção branca as vezes é normal (relacionada ao estrógeno
    materno)
   Pé do recém nascido: dá idéia de idade gestacional (pé liso é de prematuro!).
   Extremidades: Manobra de Ortolani (clique quando há uma abdução e uma flexão da
    articulação coxo-femoral) e/ ou assimetria de prega glútea indica displasia de
    quadril. Se os dois estiverem juntos o diagnóstico clínico é firmado. Se apenas um
    estiver presente é necessário fazer ultrassom.
   Neurológico: Postura; reflexo de Moro: centralização das extremidades; reflexo da
    marcha, preensão palmar e plantar

  Atendimento em sala de parto

   Anamnese: Idade materna, antecedentes familiares, grupo sanguíneo, medicações,
    data da última menstrução (padrão ouro para idade do bebê), fumo, exames
    complementares (sorologias, ultrassonografias).
   Nascimento: quando há o clampeamento do cordão.
   Humanização na sala de parto/ alojamento conjunto.
   Boletim de Apgar.
   Clampeia o cordão há 2 cm da pele.
   Fazer exame da placenta.
   Teste do pezinho (triagem neonatal): 3-5 dias
   Triagem auditiva


Triagem Neonatal (TN)

   Triagem neonatal: modificar história natural de doenças graves
    -Teste do pezinho: realizado entre o 3º e 5º dias
    - Triagem auditiva
   Prevenção:
    - Primária: pré-concepcional
    - Secundária: pré-natal
    - Terciária: pós-natal
   Objetivo:
    - Desenvolvimento de ações de TN em fase pré-sintomática
    - Acompanhamento e tratamento das doenças congênitas detectadas
    - Promover acesso, incremento e qualidade
    - Modificar o desfecho de doenças graves

   Doenças incluídas no teste do pezinho (o que o governo banca):
    - Fenilcetonúria
    - Hipotireoidismo congênito
    - Anemia falciforme (a mais importante)
    - Fibrose Cística
   Estrutura do serviço:
- Fase I: HC e PKU
     - Fase II: HC, PKU, hemoglobinopatias.
     - Fase III: HC, PKU, hemoglobinopatias, FC.
    Outras doenças incluídas na portaria (n são feitas comumente): Hiperplasia adrenal
     congênita, galactosemia, aminoacidopatias, deficiência de G6PD
    Pontos importantes
     - Coleta precoce (3º a 7º dias)
     - Processamento rápido (48 – 72hs)  se for observado alguma alteração , repete-se o
     teste
     - Busca ativa dos casos positivos
     - Agilidade e eficiência na investigação confirmatória, permitindo o início do
     tratamento em tempo hábil
     - Atenção!: Prematuridade (imaturidade hepática Falso positivo)

PKU

    Deficiência da fenilalanina hidroxilase (que a transforma em tirosina)  acúmulo de
      fenilalanina que é tóxica ao cérebro
    Consequências:
      - Atraso no DNPM
      - Deficiência mental grave
      - Distúrbios de comportamento
      - Convulsões
    1:1600
    Tratamento: como Phe é um aminoácido essencial, basta controlar a dieta.
     - Fórmula metabólica isenta de Phe
     - Início: 15 dias de vida
     - Rigoroso até 3 anos, mas deve ser seguida por toda a vida
     - O tratamento é benéfico em qualquer idade
     - BH4 (cofator para quem ainda tem enzima residual); reposição enzimática: caro
    Mães PKU ou HPA benigna: anomalias fetais (microcefalia, cardiopatia, RM grave,
     heterozigóticos com mutação)
    Manter Phe < 4 na pré-concepção

Hipotireoidismo Congênito

    Definição: Distúrbio metabólico sistêmico devido a insuficiência na produção ou
     secreção de hormônios tireoidianos.
     - Defeitos anatômicos, funcionais ou genéticos (herança autossômica recessiva)
     - Esporádicos
     - Familiar
     - Associação com Síndrome de Down
    Diagnóstico: aumento de TSH e baixos níveis de T4
     - Deficiência mental, baixa estatura, cretinismo
     - Incidência: 1: 1367
    Tratamento:
     - levotiroxina diária (ideal com menos de 3 dias)
     - acompanhamento laboratorial
     - Tardios: Acompanhar crescimento, performance e saúde geral
HEMOGLOBINOPATIAS

      Anemia falciforme tem distribuição regional
      Prevalência de heterozigotos
      Incidência: 1:617
      Diagnóstico qualitativo (tipo de hemoglobina)
       - Normal: Hemoglobinas F (alto no recém nascido e muito pouco no adulto) e A (é a
       predominante no adulto)
       - Traço: Hemoglobinas F, A e S
       - Falcemia: Hemoglobinas F e S
      Heterozigoto para anemia falciforme é saudável. Sintomas em altitudes > 4000m
      Talassemia também pode ser detectada no teste do pezinho
      Diagnóstico precoce diminui morbimortalidade
      Taxa de mortalidade nos primeiros 5 anos é de 3%.
      Recomendações:
       - Profilaxia contra infecções e treinamento familiar
       - Imunização: anti-pneumocócica, HIB, anti-meningocócica, anti-influenza
       - Penicilina Profilática

FIBROSE CÍSTICA

      Comum em caucasianos
      Detecção precoce com impacto no prognóstico
      Diagnóstico clínico e laboratorial com falhas
      Necessidade de exames confirmatórios

ATENÇÃO!!!

    Um resultado ALTERADO não significa um diagnóstico
    O laudo entregue é o definitivo, já foi confirmado
    Um resultado normal não garante que não apresente nenhum problema




  NOTA:
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Prematuridade
Thaizza Correia

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Incidência:8-10%

EUA:   12% dos nascimentos

       2% < 32 semanas de IG

Brasil-USP, 1998: Berçário anexo a maternidade

Bahia 10-13% dos nascimentos

OMS: Até 36 semanas e 6 dias (abaixo de 37 semanas)

Prematuro: todo bebê com menos de 38 semanas            ?? essa eh boa mas não é considerada??

Quanto à idade gestacional

       RNPT tardio: 34 a 36 semanas e 6 dias
       RNPT moderada: 31 a 33 semanas e 6 dias
       RNTP extremo: 23 a 30 semanas e 6 dias

Abaixo de 23 semanas não reanima



       RN baixo peso: 2500g
       RN muito baixo peso: 1500g
       RN baixíssimo 1000g

Melhor método para descobrir IG: última menstruação
                                   Postura
                                   Ângulo do punho
Pontuação de Ballard               Retração do braço
                                   Ângulo poplíteo
                                   Sinal do Cachecol
                                   Calcanhar - Orelha

Características dos Prematuros

       Pele
       Lanugo (muitos pelinhos)
       Não tem pregas plantares
       Aréola
       Pavilhão auricular sem cartilagem pavilhão auricular não muda
Genitália: pode haver genitália ambígua

Há a curva que avalia idade gestacional com o peso ao nascer! Nesse caso o bebe é adequado
se estiver entre o percentil 10 e 90! Pode ter resultado de bebê adequado e de baixo peso ao
nascer ao mesmo tempo.

Fatores Epidemiológicos

        Baixo nível socioeconômico
        Más condições de higiene
        Nutrição inadequada
        Raça negra
        Gravidez na adolescência
        Gravidez indesejada
        Fumo, drogas e pré-natal inadequado
        Prematuridade anterior

Fatores Obstétricos

        Infecção urinaria
        Alterações hormonais
        Ruptura de
        Incompetência do istmo cervical
        Sangramento

Fatores Maternos

        idade materna
        atividade materna
        doença materna
        infecções

fatores fetais

        restrição do crescimento intra uterino
        hidropsia
        má formação

Problemas da Prematuridade

        Termorregulação inadequada
        Grande superfície corpora l  principalmente na cabeça
        Ausência da camada de gorduras  ausência de gordura marrom: isolante térmica

Sistema Respiratório:

        Deficiência da qualidade e quantidade de surfactante
        Depressão perinatal transitória
        Síndrome do desconforto respiratório
        Apneia
        Displasia broncopulmonar
        Síndrome do desconforto respiratório: doença das membranas hialinas
Sistema Cardiovascular
                                          o   Sopro em locomotiva
       Persistência do canal lateral      o   Precórdio hiperdinâmico
                                          o   Pulsos amplos  falta de perfusão
                                              periféricas
       Hipotensão
   o   Hipovolemia
   o   Disfunção cardíaca
   o   Vasodilatação secundaria à sépse
   o   Uso de drogas



Distúrbios Metabólicos

       Hipo e hiperglicemia
       Hipocalcemia                                         Depósito de glicogênio e engorda é feito
       Hipomagnesimia                                       no 3º trimestre
       Acidose metabólica
       Aumento do catabolismo proteico
       Doença metabólica óssea de prematuridade



Sistema Gatrointestinal

       Risco para Enterocolite Necrosante
       Motilidade diminuída
       Volume gástrico diminuído
       Tempo de esvaziamento gástrico aumentado
       Refluxo gastroesofágico
       Sucção e deglutição débeis

Alterações Hepáticas

       Hipoproteinemia
       Conjugação deficiente de bilirrubina
       Icterícia mais acentuada
       Maior chance de Kernicterus
       Diminuição de Transaminases?

Alterações Renais

       Imaturidade renal (< 35 semanas)
       Filtração glomerular diminuída
       Inabilidade para manipular volume e eletrólitos

Alterações Hematológicas

       Anemia (iatrogênica)
       Diminuição dos fatores de coagulação
       Maior fragilidade capilar
Nutricional

          Dieta leite materno
          Nutrição parenteral

Alterações imunológicas

          Imunocompetentes

Alterações Neurológicas

          Imaturidade dos reflexos
          Regulação inadequada do fluxo sanguíneo cerebral
          Hemorragia intracraniana
          Leucomalácia periventricular??!!
          Asfixia perinatal

Retinopatia da Prematuridade

          Retina imatura
          Uso de oxigênio

Déficit Auditivo

Hérnias

          Inguinal  cirurgia
          Umbilical  aguardar até os 2 anos

Controle Térmico
                                                        Alimento ideal  Leite materno
          Gorro
          Toca                                          Pode acrescentar leite materno
          Reanimar em saco plástico                     + fortifire

Suporte Ventilatótio  evitar pressões elevadas

          surfactante exógeno
          xantina

persistência do canal arterial

          Oxigenação adequada
          Restrição hídrica e diuréticos
          Antagonistas de prosntaglandinas  ibuprofeno ou indometacina
          Ligadura cirúrgica

O prematuro tem mais água corpórea que o bebê a termo
Hiperbilirrubinemia

        Avaliação rigorosa
        Fototerapia
        Exanguineotransfusão
        Chance de Kernicterus

Infecção:

Lesões cerebrais  Se forem primárias do cérebro o prognostico é pior do que se forem
secundarias

        Sempre fazer EEG

Critérios pra Alta

        Ausência de apneia e bradicardia
        Coordenação de sucção

Triagem Neonatal  Fazer o teste do pezinho:

        Não pode ser feito enquanto há nutrição parenteral




   NOTA:
Aleitamento Materno

Thaizza Correia


A criança deve receber só leite materno ate os 06 meses

A cidade do Brasil que mais faz o aleitamento exclusivo é feira de Santana  45,40%

Risco de mortalidade associado a ausência de aleitamento materno

Hipertensão, dislipidemia, sobrepeso e obesidade estão associados à ausência de aleitamento
materno

Leite materno  proteção imunológica, psicológica, afetiva, bom desenvolvimento do
coeficiente de inteligência

Menor risco de desenvolver algumas patologias (otite, obesidade, diabetes, dermatite atópica,
diarreia, infecção respiratória)

A criança que mama raramente adoece e quando adoece, adoecem de forma mais branda

O aleitamento beneficia também a mãe  diminui sangramento, risco de câncer de mama, é
um método contraceptivo e é econômico

Componentes do LM:

       IgA secretora
       Lactoferrina
                                     Flora da criança amamentada é diferente das não amamentadas
       Oligossacarídeos
       Células
       Citocina
       Enzimas
       Antioxidantes

A amamentação é o fator mais importante que todos os fatores de vacina, infra estrutura e
etc.

Em pacientes com HIV a amamentação é contra indicada

Se a criança for amamentada ainda na sala de parto ela tem maior chance de mamar mais
tempo

A mama depende da pega  o pediatra tem que ver a mãe amamentando  pode dar
complicações na mama

A amamentação tem que ser livre demanda

Na mamada seguinte a mama tem que ser no último peito da mamada anterior
Muito leite no peito inibe a produção de leite

Ocitocina atua na liberação do leite  reflexo de afeto, do ato de sugar

        Relaxamento estimula a sua liberação

Mães desnutridas produzem um leite quase igual a mães eutrófica

Observar 3 pontos:

        Posicionamento
        Pega                    Mãe confortável, corpo e cabeça alinhados, manter a barriga da criança em
        Reflexo                 contato com a barriga da mãe, tem que pegar os seios em formato de C

Reflexo de busca e apreensão, reflexo de sucção e reflexo de deglutição

O queixo do bebê toca a mama! Lábio inferior para fora e a criança deve aboconhar todo o
mamilo  A aréola não tem que aparecer

É importante o completo esvaziamento das duas mamas  o bebê precisa mamar o leite
anterior e o posterior

Após a mamada colocar o bebê para arrotar

Monitorar crescimento

Pode evacuar todas as vezes que mamam ou com intervalos longos

Oferecer leite humano por sonda

Favorecer sucções não nutritivas

Depois de 35 semanas todos devem ser amamentados

        < 32 semanas  avaliar se ele já possui os reflexos para deglutir

Contraindicação de Amamentação

        Uso de antimetabólicos
        Abuso de Drogas
        Tuberculose não tratada (bacilifera)
        HTLV e HIV
        Varicela-zoster
        Doenças graves e debilitantes
        Psicose
        Hanseníase
        Doenças de chagas,
        Leptospirose, brucelose, listeriose

O leite pode ser conservado em geladeira por 24 horas, congelado por 5 dias e no freezer por
20 dias

        Se for pasteurizado pode ficar no freezer por 6 meses
Se o leite for dado em outras refeições dar no copo

Hepatite B e C, febre, fumo, álcool, icterícia e hiperbilirrubinemia, e mães de idade a termo
com CMV, tem que amamentar

Suplementos, chupetas e mamadeira devem ser evitados

Amamentar de 8 a 12 vezes por dia

Leite integral  não é apropriado para o primeiro ano de vida

Albumina e IgA são os mais encontrados no leite materno

Leite de vaca  inadequado de conteúdo de ca+, k+, o leite humano é o que menos tem
caseína

Nutrição adequada diminui 30% da mortalidade infantil

www.sbp.com.br  Amamentação muito mais que alimentar  Questão de prova!!




   NOTA:
Anemia na Infância
Fonte: Caderno de Coco
Transcrição: Vanessinha e Kikoso


     ♥    O nível de hemoglobina varia de acordo com a idade.
     ♥    OMS: anemia ocorre com Hb< 11 g/dl (5 meses a 6 anos)
     ♥    Varia com a raça, altitude, prática esportiva, estado nutricional
     ♥    Até o nascimento a hematopoiese ocorre no saco vitelino. De 6 a 8 semanas ocorre no
          fígado; na Medula a partir do segundo semestre. O teste do pezinho não pode ser feito
          em bebês muito prematuros pois eles tem muita hemoglobina fetal e pouca Hb beta.

Anemia fisiológica do nascente
No útero há uma hipóxia relativa, no nascimento há uma hiper-oxigenação e tem anemia!
Depois que a eritropoetina é produzida: ocorre entre as 6 e 8 semanas no bebê a termo e na
4ª semana no pré-termo.
♥ A eritropoetina é produzida no fígado do bebe ate nascer.
☺Hb fetal deixa a heme grande
Peseudoanemia na gravidez
Psedudofibrocitose e hemoconcentrado
    ♥ Parâmetros:
     RDW: índice de anisocitose
     VCM: volume corpuscular médio
     CHCM: cor da hemácia
     HCM:!
     Reticulócitos: anemia por sangramento e hemólise


        Tem que corrigir os reticulócitos de acordo com o Htc e ver se ele está perdendo,
         hemolisando ou não produzindo.
        Baixa produção, falência medular, diminuição da produção de eritropoetina, carencial.
        Eritropoiese ineficaz
        Aumento da destruição : ceftriaxona
        Perdas agudas ou crônicas

☺Micrócitos: deficiência de ferro, talassemia, intoxicação aguda por chumbo, anemia
sideroblástica, doenças crônicas.
☺Anemias macrocíticas: deficiência de B12, ác fólico, aplasia, doença hepática,
hipotireoidismo e neoplaisas
☺Anemias normocíticas: congênitas (menos as talassemias),perdas agudas, seqüestro
esplênico e doenças crônicas!!!

 Esfregaço do sangue periférico: corpos de Howell-jolly: criança não tem baço =/
☺Período neonatal: prematuridade, perdas, hemólise, infecções, esferocitose.
          3 e 6 meses: Anemias congênitas, carencial
          6-9 meses: carencial, congênitas, doenças crônicas
Neurofibromatose: perda de sangue dá anemia!
Medir a pressão dos pcts porque alguns podem ter insuficiência renal não oligúrica!

                                              Menos de 6
                                               meses
                                              Hemograma
                                            Reticulócitos


                                   Baixo=
                                                            Alto
                                  défict de
                                                            (?)
                                  produção


                                              supressão
                    Anemia
                                                 por
                   aplásica
                                               drogas

♥Crianças com anemia ferropriva crescem normais, mas podem ter déficit neurológico: pedir
esfregaço de sangue periférico.
♥Na anemia ferropriva, no início o VCM está normal!
→ O corpo, mesmo em anemias congênitas poupa ferro, o que pode ser perigoso. Tem que ter
cuidado com o ferro reposto para não fazer hemossiderose. Se suspeitar de anemia falciforme,
pedir eletroforese de proteínas
Anemia de doença crônica: ferritina alta
Anemia de deficiência de ferro: ferritina baixa



     NOTA:
Desenvolvimento e DNPN
Fonte: Caderno de Coco
Transcrição: Vanessinha e Kikoso



Desenvolvimento e transtornos neuropsiquiátricos
     Autismo aumentou em 2000% em 100 anos!
     25 a 30% das crianças ficam aptas a viver em comunidade
     Mortalidade infantil caiu em 70,9 de óbitos por mil em 1984 para 32,7 por mil em 2001

     Bem estar e qualidade de vida das ciranças
     A principal causa de inteligência limítrofe e de RM true é ambiental
     Relação entre a escolariade da mãe e o QI da cirança!


☺A criança que está na fase sensoriomotora é a que está se desenvolvendo mais
rapidamente: intelectual, motricidade e sensibilidade.
O desenvolvimento é crânio-caudal:
       3 meses: sustenta o pescoço
       6 meses: senta
       9 meses: engatinha
       12 meses: anda!
       1-3 anos: fica de pé
       4-5 anos: pula de um pé
       6-11 anos: anda de bike

 A laterização da cirança destra ou canhota é importante!
O destro é o hemisfério esquerdo quem comanda e a linguagem está no HE, por esse
hemisfério esquerdo é maior (Coco escreveu isso, mas pra Vanessinha é pq é o hemisfério
comandante... não existe essa relação de hemisfério maior e sim de dominância!)
Problemas na lateralização podem dar dificuldade de aprendizado, de ler, etc!
Os transtornos do desenvolvimento ocorrem mais no canhoto
A maioria dos canhotos tem o lado esquerdo como o da linguagem, mas 15% tem o lado
direito dominante.


Pessoal-social
→Brincar muito importante e a criança tem abstração (ti fofis! ;)
→Mamar sem olhar nos olhos da mãe, o bebe não brinca, não devolve a bola, não corre
quando dá um susto= risco para ser autista!

Emoções
   Resolução das crises de birra por volta dos 3 anos: maior controle emocional
   A partir dos 6 meses faz a leitura do rosto da mãe!
   O autista mantém birra por toda a infância!
   Sorriso-reflexo: recém-nascido
 Sorriso reativo: 2 meses
     O mais simpático com 4 meses pq não reconhece e sorri pra td mundo! ( é Coqueiro
      todo...)
     Sentimento de culpa: 2 anos
     Medo de animais, pesadelos e trovões: 3-5 anos
     Medo de machucar-se: 6 a 10 anos
     Ansiedade social : Adolescência

 Linguagem oral
       1ª fase 0-12 meses: pré verbal “mamá”, “papá”
       2ª fase de 1-5 anos: verbal
       1 ano e 3 meses: associa palavras
       1 ano e 6 meses: frases não gramaticais
       3ª fase 5 anos: Linguística

 Amor, raiva, dúvida, se vc não ensinar uma linguagem de símbolos para as crianças mudas e
surdas elas vão apresentar retardo mental! Nunca vão saber o que é isso =/
Autistas tem conhecimento, mas não sabem associar!
Pessoas inteligentes usam mais palavras e menos gestos para se expressarem!
Apontar é fundamental para o bebê, o autista não faz isso!

Paralisia Cerebral
1º trimestre:
    → Hipotonia cranial
    → Resposta extensora
    → Mãos fechadas
    → Hipertonia de MMI
    → Artelhos (calcanhares) em hiperextensão ou muito fletidos
    → Assimetria

TDAH
O diagnóstico só pode ser feito a partir dos 6 anos

Esquizofrênico
7 anos, não brinca muito com os colegas, medo de ET, não sabe ser simpático, não tem
empatia ( o gênio é assim, estudou muito pro vestibular e fez surto psicótico!)


        NOTA:
Crescimento
Fonte: Caderno de Coco
Transcrição: Vanessinha e Kikoso



Crescimento
                                                            Desenvolvimento é
Aumento do tamanho corporal
                                                            Mais complexo!!!
Hipertorfia e hiperplasia celular
Avaliação por medidas
maturação celular e diferenciação

                                              Oferta alimentar, ação hormonal, fatores genéticos (o
                                              mais importante!!!!), influência pscico-social e
                                              ambiental ( falta de banho de sol, atividade física,
                                              drogas que a mãe usou na gestação, etc.).


Medidas:
→Peso, altura, perímetro cefálico (entre a glabela e proeminência occipital), torácico
(intermamilar), IMC, perímetro abdominal (sobre a cicatriz umbilical).
       A circunferência abdominal é o ponto médio entre a CI ântero-superior e o RC.

    ♣ Estadiômetro: aparelho que mede o bebê deitado, nos dando o comprimento.
    ♣ Estatura: envolve o comprimento e a altura (mede em pé)!
    ♣ Perímetros, segmentos, envergadura e peso.
    ♣ Longitudinal x Transversal
                                                                De 28 dias a 2 anos
Padrão de referência: percentil e score Z                      incompletos é lactente!!!
Interpretação dos percentis
Velocidade do crescimento: padrão-ouro
Há medidas em libras e polegadas
→Quando uma criança está no percentil 5 o peso é maior que 5% das crianças de mesma
idade e sexo!
→A referência é uma curva CDC que envolvem diversos países. O percentil 50 é a mediana!
No escore z = zero é o percentil 50. É a melhor curva, disparadamente, para analisarmos
crescimento!

                                                                    >+3 : obesidade
                                                                    +2 a +3= sopbrepeso
                                                                    +2 e + 1 = risco de sobrepeso
                                                                    +1 e -2: IMC normal
                                                                    -2 e -3: magreza
                                                                    <-3: magreza acentuada




                                                                    Escore Z: a curva dá mais segurança para
                                                                    investigar a criança!
♣ Para avaliar crescimento é peso, estatura, perímetros e IMC.
    ♣ Registrar no cartão e depois analisar a curva!!!

Peso:
Peso ao nascer: +/- 3250 g
Primeiros 7 dias: perda hídrica de 5 a 10% do peso

4 primeiros meses: ganho de 25 a 30 g por dia
Duplica de peso no 5º mês de vida                     Em relação ao
Triplica o peso com um ano                            peso que nasceu!
Quadruplica de peso com 2 anos

Até a puberdade ganho de 2 a 3 kg por ano

    ♣   Criança com peso superior ao +2 no escore z: peso elevado
    ♣   Criança entre o +2 e o -2: peso normal (só não é válido para IMC)
    ♣   Criança entre o -2 e o -3: magro
    ♣   Criança menor que -3: peso muuito baixo!


Estatutra:
       Estatura ao nascer: +/- 50 cm
       15 cm nos primeiros 6 meses
       10 cm no segundo semestre
       Totalizando 25 cm no 1º ano
       +12 cm do 12º ao 24º mês + 8 cm do 24º ao 36º mês
       A partir do 4º ano de vida: 5-7 cm até a chegada da puberdade


Perímetro cefálico:
       Perímetro cefálico acima do esperado para a idade!! ( quer dizer o quê mesmo?!)
       PC ao nascimento= +- 34 cm na fêmea e 35 cm no macho
       Primeiro ano: +12 cm
       1º trimestre: 2 cm por mês
       2º trimestre: 1 cm por mês
       2º semestre: 0,5 cm por mês
       A partir do segundo ano: 0,5-1 cm por ano!
       Cresce até os 20 anos!


    ♣ Abaixo de menos 3 e acima de +2, onde são encontradas patologias! (scoreZ)
    ♣ Os indivíduos nascem entre 38 e 41 semanas e 6 dias.
    ♣ Para crianças pré-termo, utiliza-se o cálculo corrigido.
    ♣ O lactente tem até os 2 anos para normalizar a curva (IMC, estatura e peso)
    ♣ Sobrepeso: entre 85 e 95
    ♣ Obesidade: acima e 95                  Nota:
Refluxo gastro-esofágico
Fonte: Caderno de Coco
Transcrição: Vanessinha e Kikoso


    →   Aumento da pressão intra-abdominal
    →   Liberação de neurotransmissores
    →   Esvaziamento gástrico lento
    →   Clearance esofagiano :corre principalmente no esfíncter esofagiano anterior! Fica
        relaxado sem correlação com a deglutição.
    → RGE: passagem involuntária do conteúdo gástrico para o esôfago.
    → Regurgitação: conteúdo sai do estômago para a boca sem contrações musculares.
        Gofar é normal, o vomitador feliz é normal (se ganha peso e dá risada, então é feliz,
        não precisa fazer nada!)
Fsiológico
Patológico:
Primário, secundário e oculto
Sintomas:
    → perda de peso, desconforto, não sorri, não dorme bem!

RGE secundário:
    Pseudo-obstrução intestinal
    Hérnia hiatal
    Pâncreas anular
    Atresia de esôfago
    Alergia alimentar
    Fibrose cística
    Distúrbio neurológico
    Úlcera gástrica duodenal

Manifestações esofágicas:
      Esofagite e carcinoma

Extra-esofágicas:
       Desnutrição, respiratórias, e otorrinonaringológicas

Lactentes e Crianças maiores:
      Grupo de risco: neuropatas, atresia de esôfago, portadores de doença, obesas, pcts em
      quimioterapia

Lactentes
   → Vômitos e regurgitação
   → Choro
   → Cólica
→   Apnéia, estridor
    →   Síndrome da morte súbita
    →   Hematêmese / melena
    →   Síndrome de Sndeffler: refluxo, esofagite e irritabilidade; hiperextensão do pescoço
        para aliviar o esôfago!

Na criança maior:
  → Dor epigpastrica, náuseas, regurgitação, vômitos, anorexia, pirose, dor torácica.

       5 mecanismos do refluxo gerando doenças respiratórias:
    →   Micro e macroaspiração
    →   Acidificação traqueal
    →   Estímulo esôfago-brônquico (há o refluxo não ácido por sais biliares)
    →   Laringite

Fatores de risco:
Medicamentos: anticonvulsivantes, corticoides, broncodilatadores, teofilina, morfina,
bloqueadores do canal de cálcio!

Anamnese complementar do RGE:
   → Soluços freqüentes
   → Salivação excessiva
   → Geme dormindo
   → Chora muito
   → Prefere dormir de bruçoes
   → Mãe ouve barulho do leite caindo no estômago
   → Sono agitado
   → Pigarro
   → Eructações freqüentes
   → Ruminação
   → Cabeça em posição inclinada
   → Torcicolos
   → Tosse
   → Obstrução nasal
   → Irritabilidade

Diagnóstico
História
EREED: exame radiográfico contrastado do esôfago
    → Avalia alterações anatômicas e também o clearance
    → Alta sensibilidade
Cinitilografia gastro-esofágica:
    → Detecção de aspiração pulmonares e esvaziamento gástrico
Laringoscopia
Ph metria:
      → Padrão-ouro, diferencia do refluxo patológico,
      → correlação com os sintomas como a tosse, sintomas atpipicos e pesquisa de refluxo
        oculto,
      → avaliar resposta de tto clínico e cirúrgico!
EDA
Broncoscopia
Esvazaimento gástrico com radioisótopo
Monometria esofágica: nao faz na criança!!!
Impedanciometria: vê se o refluxo é ácido ou básico
Bilirrubinas no esôfago!
 Criança faz endoscopia com anestesia geral! Pedir biopsia do esôfago, duodeno estomago!
 Todo pct com esofagite tem refluxo!
 Se não melhorou com o tto habitual tem que ver se o refluxo não é alcalino
Tratamento:
Psotura: 30 min em pé após cada refeição!
Dieta: - volume e + freqüência, evitar alimentos ácidos ou que diminuam o tônus do EEI
Pró-cinéticos: aumentam o esvaziamento gástrico!
       Domperidona: primeira escolha, causa cólica
       Metoclororpramide
       branmoprimida
Anti-acidos: só funcionam na hora que são aplicados
Inibidores de secreção ácida
Bloqueadores dos receptores de H2: 2mg/kg/dia
      Ranitidina: 5 a 10 mg/kg/dia VO
Inibidores da bomba de próton:
       Omeprazol: 0,5 a 2 mg/kg/dia
# Tempo de uso : 2 a 3 meses
Cirurgia: fundoplicatura aberta ou por vídeo.
# não se opera antes dos 5 anos!
Indicações para cirurgia:
    →    Estenose de esôfago secundaria ao RGE
    →    Pcts com necessidade de gastrostomia
    →    Neuropatas
    →    Hérnia hiatal
    →    Esôfago de barret
    →    Refratariedade ao tto clínico em crianças maiores de 5 anos
    →    Falha terapêutica em pcts com risco de vida em qualquer idade
    →    Apnéia do sono!
                                      Nota:
Alimentação no 1º ano de vida
Caderno e transcrição: Daniela Campos =]

_____________________________________________________________________________



    Tipos de aleitamento materno (AM):
     - Exclusivo: ocasionalmente gotas, xaropes, remédios, vitaminas
     - Predominante: recebe também outros líquidos (chás, água)
     - Complementar: recebe outros líquidos ou sólidos
    Desmame: introdução de qualquer outro alimento que não seja o leite materno

   Período de transição alimentar: desde a introdução de outro alimento até a última vez
   que mama no peito

    Objetivo: fornecer nutrientes que complementem aqueles oferecidos pelo leite
     materno, por meio da introdução de novos alimentos, aumentando gradualmente a
     consistência e volume, até chegar à alimentação da família.
    Alimentação complementar: alimentos ricos em energia e micronutrientes (Fe, Zn, Ca,
     folato, vitaminas A e C)
    Quando começar: 6 meses de idade
    Como realizar:
     - Processo Gradual: quantidade, qualidade e consistência.
     - Respeitar hábitos alimentares e culturais da família
     - Observar disponibilidade dos alimentos (regionalidade, variações sazonais, preço de
     mercado)
     - Evitar dietas muito diluídas e volumosas: NUNCA liquidificar
     - Oferecidas com utensílios adequados: colher, copo, prato.
     - Cuidado com a higiene (a mãe não deve soprar, lamber a colher)
     - Oferecer diversos alimentos
     - Durante essa fase a criança continua tomando leite materno

    O que se deve usar
Idade                  Energia (Kcal)        Frequência              Consistência
6- 8 meses             200                   2x – 3x/dia             Amassada
9 – 11 meses           300                   3x – 4x/dia             Branda
12 – 24 meses          550                   3x – 4x/dia             Normal

    Sucos e Papas de Frutas:
     - Laxantes: laranja, mamão, abacate, ameixa
     - Obstipantes: banana, maçã, pêra, goiaba
    Papa salgada: cereais, tubérculos, carnes, legumes, verduras, leguminosas, gordura.
     - Fase 1: tubérculo + proteína animal + legume + óleo vegetal (ex: batata+ carne +
     cenoura + óleo de soja)
- Fase 2: tubérculo + proteína animal + legume + verdura + óleo vegetal (ex:
    mandioquinha + frango + abóbora + espinafre + óleo vegetal)
    - Fase 3: tubérculo ou cereal + leguminosa + proteína animal + legume + verdura + óleo
    vegetal
   Deve-se iniciar pela papinha de fruta/ suco no intervalo das mamadas pela manhã.
    Tentar variar a fruta. Quando oferecer papinha de fruta pela manhã, oferecer suco de
    outra fruta à tarde.
   Quando a criança estiver adaptada com as papinhas de fruta, iniciar papinha salgada
    no horário do almoço. Após a adaptação com a papinha salgada no almoço, introduzir
    papinha salgada no final da tarde.
   Iniciar Sulfato Ferroso profilático

  Crianças em aleitamento artificial

   Leite integral: inadequado para crianças abaixo de 12 meses (baixo ácido linoléico –
    envolvido no desenvolvimento neurológico; carboidratos insuficientes; vitaminas C, D
    e E baixos; oligoelementos insuficientes; minerais: Ferro baixo e sódio alto )
   Alternativa aceitável: fórmulas lácteas.
   Alterações no desmame:
    - 0 – 4 meses: fórmula láctea
    - 4 – 6 meses: fórmula láctea + frutas (introduzida mais precocemente)
    - 6 – 8 meses: igual a qualquer criança com aleitamento materno. Usar no mínimo 500
    ml de fórmula infantil /dia.




Nota:

Caderno de coco ped

  • 1.
    Primeira Prova dePediatria 2011.2 Transcrições do Caderno de Vinícius Carruego Por: Daniela Campos, Francisco Bastos, Thaizza Correia e Vanessa Boeira 1ª Aula Daniela Campos  A termo: 37 semanas – 41 semanas e 6 dias  Peso: 3200g/3400g - Peso insuficiente: 2500 – 2999 g - Baixo peso: < 2500  Estatura: 46 – 54 cm  Perímetro cefálico: 33 – 37 cm  O crescimento e o desenvolvimento são as principais características da criança.  Pacientes: Recém-nascido, lactente, pré-escolar, escolar, adolescente.  Aspectos Físicos, psíquicos, socioeconômicos, culturais, família, comunidade  Pele e fâneros: eritema tóxico, vérnix caseoso, millium (região mentoniona, nariz), mancha mongólica (normalmente em região sacrococcígea  desaparece a partir do 1º ano de vida), lanugo (desaparece na 1ª semana de vida).  No bebê a termo, a unha ultrapassa o leito ungueal  Cabeça: - Pode haver deformidades por passar pelo sinal do parto - Simetria; orelha (apêndice auricular, implantação, assimetria); fontanela anterior e posterior, olhos (teste do olhinho para avaliar catarata e retinoblastoma), boca (olhar língua, fenda palatina, dente, desvio de comissura) e nariz (permeabilidade das narinas). - Oftalmoscopia  faz parte do exame físico do recém nascido  o pediatra que faz.  Examinar pescoço (observar torcicolo congênito), clavícula (palpar para observar fraturas),  Tórax: simetria, expansibilidade, mamilo - O mamilo vai dar idéia de idade gestacional - Há doenças cromossômicas que o bebê a termo não tem o mamilo. - FR: 30 a 40 ipm - MV: limpo 3hs após o parto - PA: 80x40; FC: 120 – 160 - Sopro Sistólico suave no REE  Abdome: globoso, flácido, RHA presentes. Observar cordão umbilical: 2 artérias e 1 veia. Pode-se palpar fígado (até 2 cm do rebordo), baço (até 1 cm do rebordo) e rins.  Palpar pulso femoral.
  • 2.
     Genitália Masculina:rafe mediana, bolsa escrotal enrugada, fimose fisiológica. Testículos devem migrar até o 1º ano de vida. Pode haver algum grau de hidrocele (desaparece depois em 6 meses).  Genitália Feminina: uma secreção branca as vezes é normal (relacionada ao estrógeno materno)  Pé do recém nascido: dá idéia de idade gestacional (pé liso é de prematuro!).  Extremidades: Manobra de Ortolani (clique quando há uma abdução e uma flexão da articulação coxo-femoral) e/ ou assimetria de prega glútea indica displasia de quadril. Se os dois estiverem juntos o diagnóstico clínico é firmado. Se apenas um estiver presente é necessário fazer ultrassom.  Neurológico: Postura; reflexo de Moro: centralização das extremidades; reflexo da marcha, preensão palmar e plantar Atendimento em sala de parto  Anamnese: Idade materna, antecedentes familiares, grupo sanguíneo, medicações, data da última menstrução (padrão ouro para idade do bebê), fumo, exames complementares (sorologias, ultrassonografias).  Nascimento: quando há o clampeamento do cordão.  Humanização na sala de parto/ alojamento conjunto.  Boletim de Apgar.  Clampeia o cordão há 2 cm da pele.  Fazer exame da placenta.  Teste do pezinho (triagem neonatal): 3-5 dias  Triagem auditiva Triagem Neonatal (TN)  Triagem neonatal: modificar história natural de doenças graves -Teste do pezinho: realizado entre o 3º e 5º dias - Triagem auditiva  Prevenção: - Primária: pré-concepcional - Secundária: pré-natal - Terciária: pós-natal  Objetivo: - Desenvolvimento de ações de TN em fase pré-sintomática - Acompanhamento e tratamento das doenças congênitas detectadas - Promover acesso, incremento e qualidade - Modificar o desfecho de doenças graves  Doenças incluídas no teste do pezinho (o que o governo banca): - Fenilcetonúria - Hipotireoidismo congênito - Anemia falciforme (a mais importante) - Fibrose Cística  Estrutura do serviço:
  • 3.
    - Fase I:HC e PKU - Fase II: HC, PKU, hemoglobinopatias. - Fase III: HC, PKU, hemoglobinopatias, FC.  Outras doenças incluídas na portaria (n são feitas comumente): Hiperplasia adrenal congênita, galactosemia, aminoacidopatias, deficiência de G6PD  Pontos importantes - Coleta precoce (3º a 7º dias) - Processamento rápido (48 – 72hs)  se for observado alguma alteração , repete-se o teste - Busca ativa dos casos positivos - Agilidade e eficiência na investigação confirmatória, permitindo o início do tratamento em tempo hábil - Atenção!: Prematuridade (imaturidade hepática Falso positivo) PKU  Deficiência da fenilalanina hidroxilase (que a transforma em tirosina)  acúmulo de fenilalanina que é tóxica ao cérebro  Consequências: - Atraso no DNPM - Deficiência mental grave - Distúrbios de comportamento - Convulsões  1:1600  Tratamento: como Phe é um aminoácido essencial, basta controlar a dieta. - Fórmula metabólica isenta de Phe - Início: 15 dias de vida - Rigoroso até 3 anos, mas deve ser seguida por toda a vida - O tratamento é benéfico em qualquer idade - BH4 (cofator para quem ainda tem enzima residual); reposição enzimática: caro  Mães PKU ou HPA benigna: anomalias fetais (microcefalia, cardiopatia, RM grave, heterozigóticos com mutação)  Manter Phe < 4 na pré-concepção Hipotireoidismo Congênito  Definição: Distúrbio metabólico sistêmico devido a insuficiência na produção ou secreção de hormônios tireoidianos. - Defeitos anatômicos, funcionais ou genéticos (herança autossômica recessiva) - Esporádicos - Familiar - Associação com Síndrome de Down  Diagnóstico: aumento de TSH e baixos níveis de T4 - Deficiência mental, baixa estatura, cretinismo - Incidência: 1: 1367  Tratamento: - levotiroxina diária (ideal com menos de 3 dias) - acompanhamento laboratorial - Tardios: Acompanhar crescimento, performance e saúde geral
  • 4.
    HEMOGLOBINOPATIAS  Anemia falciforme tem distribuição regional  Prevalência de heterozigotos  Incidência: 1:617  Diagnóstico qualitativo (tipo de hemoglobina) - Normal: Hemoglobinas F (alto no recém nascido e muito pouco no adulto) e A (é a predominante no adulto) - Traço: Hemoglobinas F, A e S - Falcemia: Hemoglobinas F e S  Heterozigoto para anemia falciforme é saudável. Sintomas em altitudes > 4000m  Talassemia também pode ser detectada no teste do pezinho  Diagnóstico precoce diminui morbimortalidade  Taxa de mortalidade nos primeiros 5 anos é de 3%.  Recomendações: - Profilaxia contra infecções e treinamento familiar - Imunização: anti-pneumocócica, HIB, anti-meningocócica, anti-influenza - Penicilina Profilática FIBROSE CÍSTICA  Comum em caucasianos  Detecção precoce com impacto no prognóstico  Diagnóstico clínico e laboratorial com falhas  Necessidade de exames confirmatórios ATENÇÃO!!!  Um resultado ALTERADO não significa um diagnóstico  O laudo entregue é o definitivo, já foi confirmado  Um resultado normal não garante que não apresente nenhum problema NOTA:
  • 5.
    ____________________________________________________________ Prematuridade Thaizza Correia _______________________________________________________________________ Incidência:8-10% EUA: 12% dos nascimentos 2% < 32 semanas de IG Brasil-USP, 1998: Berçário anexo a maternidade Bahia 10-13% dos nascimentos OMS: Até 36 semanas e 6 dias (abaixo de 37 semanas) Prematuro: todo bebê com menos de 38 semanas ?? essa eh boa mas não é considerada?? Quanto à idade gestacional RNPT tardio: 34 a 36 semanas e 6 dias RNPT moderada: 31 a 33 semanas e 6 dias RNTP extremo: 23 a 30 semanas e 6 dias Abaixo de 23 semanas não reanima RN baixo peso: 2500g RN muito baixo peso: 1500g RN baixíssimo 1000g Melhor método para descobrir IG: última menstruação Postura Ângulo do punho Pontuação de Ballard Retração do braço Ângulo poplíteo Sinal do Cachecol Calcanhar - Orelha Características dos Prematuros Pele Lanugo (muitos pelinhos) Não tem pregas plantares Aréola Pavilhão auricular sem cartilagem pavilhão auricular não muda
  • 6.
    Genitália: pode havergenitália ambígua Há a curva que avalia idade gestacional com o peso ao nascer! Nesse caso o bebe é adequado se estiver entre o percentil 10 e 90! Pode ter resultado de bebê adequado e de baixo peso ao nascer ao mesmo tempo. Fatores Epidemiológicos Baixo nível socioeconômico Más condições de higiene Nutrição inadequada Raça negra Gravidez na adolescência Gravidez indesejada Fumo, drogas e pré-natal inadequado Prematuridade anterior Fatores Obstétricos Infecção urinaria Alterações hormonais Ruptura de Incompetência do istmo cervical Sangramento Fatores Maternos idade materna atividade materna doença materna infecções fatores fetais restrição do crescimento intra uterino hidropsia má formação Problemas da Prematuridade Termorregulação inadequada Grande superfície corpora l  principalmente na cabeça Ausência da camada de gorduras  ausência de gordura marrom: isolante térmica Sistema Respiratório: Deficiência da qualidade e quantidade de surfactante Depressão perinatal transitória Síndrome do desconforto respiratório Apneia Displasia broncopulmonar Síndrome do desconforto respiratório: doença das membranas hialinas
  • 7.
    Sistema Cardiovascular o Sopro em locomotiva Persistência do canal lateral o Precórdio hiperdinâmico o Pulsos amplos  falta de perfusão periféricas Hipotensão o Hipovolemia o Disfunção cardíaca o Vasodilatação secundaria à sépse o Uso de drogas Distúrbios Metabólicos Hipo e hiperglicemia Hipocalcemia Depósito de glicogênio e engorda é feito Hipomagnesimia no 3º trimestre Acidose metabólica Aumento do catabolismo proteico Doença metabólica óssea de prematuridade Sistema Gatrointestinal Risco para Enterocolite Necrosante Motilidade diminuída Volume gástrico diminuído Tempo de esvaziamento gástrico aumentado Refluxo gastroesofágico Sucção e deglutição débeis Alterações Hepáticas Hipoproteinemia Conjugação deficiente de bilirrubina Icterícia mais acentuada Maior chance de Kernicterus Diminuição de Transaminases? Alterações Renais Imaturidade renal (< 35 semanas) Filtração glomerular diminuída Inabilidade para manipular volume e eletrólitos Alterações Hematológicas Anemia (iatrogênica) Diminuição dos fatores de coagulação Maior fragilidade capilar
  • 8.
    Nutricional Dieta leite materno Nutrição parenteral Alterações imunológicas Imunocompetentes Alterações Neurológicas Imaturidade dos reflexos Regulação inadequada do fluxo sanguíneo cerebral Hemorragia intracraniana Leucomalácia periventricular??!! Asfixia perinatal Retinopatia da Prematuridade Retina imatura Uso de oxigênio Déficit Auditivo Hérnias Inguinal  cirurgia Umbilical  aguardar até os 2 anos Controle Térmico Alimento ideal  Leite materno Gorro Toca Pode acrescentar leite materno Reanimar em saco plástico + fortifire Suporte Ventilatótio  evitar pressões elevadas surfactante exógeno xantina persistência do canal arterial Oxigenação adequada Restrição hídrica e diuréticos Antagonistas de prosntaglandinas  ibuprofeno ou indometacina Ligadura cirúrgica O prematuro tem mais água corpórea que o bebê a termo
  • 9.
    Hiperbilirrubinemia Avaliação rigorosa Fototerapia Exanguineotransfusão Chance de Kernicterus Infecção: Lesões cerebrais  Se forem primárias do cérebro o prognostico é pior do que se forem secundarias Sempre fazer EEG Critérios pra Alta Ausência de apneia e bradicardia Coordenação de sucção Triagem Neonatal  Fazer o teste do pezinho: Não pode ser feito enquanto há nutrição parenteral NOTA:
  • 10.
    Aleitamento Materno Thaizza Correia Acriança deve receber só leite materno ate os 06 meses A cidade do Brasil que mais faz o aleitamento exclusivo é feira de Santana  45,40% Risco de mortalidade associado a ausência de aleitamento materno Hipertensão, dislipidemia, sobrepeso e obesidade estão associados à ausência de aleitamento materno Leite materno  proteção imunológica, psicológica, afetiva, bom desenvolvimento do coeficiente de inteligência Menor risco de desenvolver algumas patologias (otite, obesidade, diabetes, dermatite atópica, diarreia, infecção respiratória) A criança que mama raramente adoece e quando adoece, adoecem de forma mais branda O aleitamento beneficia também a mãe  diminui sangramento, risco de câncer de mama, é um método contraceptivo e é econômico Componentes do LM: IgA secretora Lactoferrina Flora da criança amamentada é diferente das não amamentadas Oligossacarídeos Células Citocina Enzimas Antioxidantes A amamentação é o fator mais importante que todos os fatores de vacina, infra estrutura e etc. Em pacientes com HIV a amamentação é contra indicada Se a criança for amamentada ainda na sala de parto ela tem maior chance de mamar mais tempo A mama depende da pega  o pediatra tem que ver a mãe amamentando  pode dar complicações na mama A amamentação tem que ser livre demanda Na mamada seguinte a mama tem que ser no último peito da mamada anterior
  • 11.
    Muito leite nopeito inibe a produção de leite Ocitocina atua na liberação do leite  reflexo de afeto, do ato de sugar Relaxamento estimula a sua liberação Mães desnutridas produzem um leite quase igual a mães eutrófica Observar 3 pontos: Posicionamento Pega Mãe confortável, corpo e cabeça alinhados, manter a barriga da criança em Reflexo contato com a barriga da mãe, tem que pegar os seios em formato de C Reflexo de busca e apreensão, reflexo de sucção e reflexo de deglutição O queixo do bebê toca a mama! Lábio inferior para fora e a criança deve aboconhar todo o mamilo  A aréola não tem que aparecer É importante o completo esvaziamento das duas mamas  o bebê precisa mamar o leite anterior e o posterior Após a mamada colocar o bebê para arrotar Monitorar crescimento Pode evacuar todas as vezes que mamam ou com intervalos longos Oferecer leite humano por sonda Favorecer sucções não nutritivas Depois de 35 semanas todos devem ser amamentados < 32 semanas  avaliar se ele já possui os reflexos para deglutir Contraindicação de Amamentação Uso de antimetabólicos Abuso de Drogas Tuberculose não tratada (bacilifera) HTLV e HIV Varicela-zoster Doenças graves e debilitantes Psicose Hanseníase Doenças de chagas, Leptospirose, brucelose, listeriose O leite pode ser conservado em geladeira por 24 horas, congelado por 5 dias e no freezer por 20 dias Se for pasteurizado pode ficar no freezer por 6 meses
  • 12.
    Se o leitefor dado em outras refeições dar no copo Hepatite B e C, febre, fumo, álcool, icterícia e hiperbilirrubinemia, e mães de idade a termo com CMV, tem que amamentar Suplementos, chupetas e mamadeira devem ser evitados Amamentar de 8 a 12 vezes por dia Leite integral  não é apropriado para o primeiro ano de vida Albumina e IgA são os mais encontrados no leite materno Leite de vaca  inadequado de conteúdo de ca+, k+, o leite humano é o que menos tem caseína Nutrição adequada diminui 30% da mortalidade infantil www.sbp.com.br  Amamentação muito mais que alimentar  Questão de prova!! NOTA:
  • 13.
    Anemia na Infância Fonte:Caderno de Coco Transcrição: Vanessinha e Kikoso ♥ O nível de hemoglobina varia de acordo com a idade. ♥ OMS: anemia ocorre com Hb< 11 g/dl (5 meses a 6 anos) ♥ Varia com a raça, altitude, prática esportiva, estado nutricional ♥ Até o nascimento a hematopoiese ocorre no saco vitelino. De 6 a 8 semanas ocorre no fígado; na Medula a partir do segundo semestre. O teste do pezinho não pode ser feito em bebês muito prematuros pois eles tem muita hemoglobina fetal e pouca Hb beta. Anemia fisiológica do nascente No útero há uma hipóxia relativa, no nascimento há uma hiper-oxigenação e tem anemia! Depois que a eritropoetina é produzida: ocorre entre as 6 e 8 semanas no bebê a termo e na 4ª semana no pré-termo. ♥ A eritropoetina é produzida no fígado do bebe ate nascer. ☺Hb fetal deixa a heme grande Peseudoanemia na gravidez Psedudofibrocitose e hemoconcentrado ♥ Parâmetros: RDW: índice de anisocitose VCM: volume corpuscular médio CHCM: cor da hemácia HCM:! Reticulócitos: anemia por sangramento e hemólise  Tem que corrigir os reticulócitos de acordo com o Htc e ver se ele está perdendo, hemolisando ou não produzindo.  Baixa produção, falência medular, diminuição da produção de eritropoetina, carencial.  Eritropoiese ineficaz  Aumento da destruição : ceftriaxona  Perdas agudas ou crônicas ☺Micrócitos: deficiência de ferro, talassemia, intoxicação aguda por chumbo, anemia sideroblástica, doenças crônicas. ☺Anemias macrocíticas: deficiência de B12, ác fólico, aplasia, doença hepática, hipotireoidismo e neoplaisas ☺Anemias normocíticas: congênitas (menos as talassemias),perdas agudas, seqüestro esplênico e doenças crônicas!!!  Esfregaço do sangue periférico: corpos de Howell-jolly: criança não tem baço =/ ☺Período neonatal: prematuridade, perdas, hemólise, infecções, esferocitose. 3 e 6 meses: Anemias congênitas, carencial 6-9 meses: carencial, congênitas, doenças crônicas
  • 14.
    Neurofibromatose: perda desangue dá anemia! Medir a pressão dos pcts porque alguns podem ter insuficiência renal não oligúrica! Menos de 6 meses Hemograma Reticulócitos Baixo= Alto défict de (?) produção supressão Anemia por aplásica drogas ♥Crianças com anemia ferropriva crescem normais, mas podem ter déficit neurológico: pedir esfregaço de sangue periférico. ♥Na anemia ferropriva, no início o VCM está normal! → O corpo, mesmo em anemias congênitas poupa ferro, o que pode ser perigoso. Tem que ter cuidado com o ferro reposto para não fazer hemossiderose. Se suspeitar de anemia falciforme, pedir eletroforese de proteínas Anemia de doença crônica: ferritina alta Anemia de deficiência de ferro: ferritina baixa NOTA:
  • 15.
    Desenvolvimento e DNPN Fonte:Caderno de Coco Transcrição: Vanessinha e Kikoso Desenvolvimento e transtornos neuropsiquiátricos  Autismo aumentou em 2000% em 100 anos!  25 a 30% das crianças ficam aptas a viver em comunidade  Mortalidade infantil caiu em 70,9 de óbitos por mil em 1984 para 32,7 por mil em 2001  Bem estar e qualidade de vida das ciranças  A principal causa de inteligência limítrofe e de RM true é ambiental  Relação entre a escolariade da mãe e o QI da cirança! ☺A criança que está na fase sensoriomotora é a que está se desenvolvendo mais rapidamente: intelectual, motricidade e sensibilidade. O desenvolvimento é crânio-caudal: 3 meses: sustenta o pescoço 6 meses: senta 9 meses: engatinha 12 meses: anda! 1-3 anos: fica de pé 4-5 anos: pula de um pé 6-11 anos: anda de bike  A laterização da cirança destra ou canhota é importante! O destro é o hemisfério esquerdo quem comanda e a linguagem está no HE, por esse hemisfério esquerdo é maior (Coco escreveu isso, mas pra Vanessinha é pq é o hemisfério comandante... não existe essa relação de hemisfério maior e sim de dominância!) Problemas na lateralização podem dar dificuldade de aprendizado, de ler, etc! Os transtornos do desenvolvimento ocorrem mais no canhoto A maioria dos canhotos tem o lado esquerdo como o da linguagem, mas 15% tem o lado direito dominante. Pessoal-social →Brincar muito importante e a criança tem abstração (ti fofis! ;) →Mamar sem olhar nos olhos da mãe, o bebe não brinca, não devolve a bola, não corre quando dá um susto= risco para ser autista! Emoções  Resolução das crises de birra por volta dos 3 anos: maior controle emocional  A partir dos 6 meses faz a leitura do rosto da mãe!  O autista mantém birra por toda a infância!  Sorriso-reflexo: recém-nascido
  • 16.
     Sorriso reativo:2 meses  O mais simpático com 4 meses pq não reconhece e sorri pra td mundo! ( é Coqueiro todo...)  Sentimento de culpa: 2 anos  Medo de animais, pesadelos e trovões: 3-5 anos  Medo de machucar-se: 6 a 10 anos  Ansiedade social : Adolescência  Linguagem oral  1ª fase 0-12 meses: pré verbal “mamá”, “papá”  2ª fase de 1-5 anos: verbal  1 ano e 3 meses: associa palavras  1 ano e 6 meses: frases não gramaticais  3ª fase 5 anos: Linguística  Amor, raiva, dúvida, se vc não ensinar uma linguagem de símbolos para as crianças mudas e surdas elas vão apresentar retardo mental! Nunca vão saber o que é isso =/ Autistas tem conhecimento, mas não sabem associar! Pessoas inteligentes usam mais palavras e menos gestos para se expressarem! Apontar é fundamental para o bebê, o autista não faz isso! Paralisia Cerebral 1º trimestre: → Hipotonia cranial → Resposta extensora → Mãos fechadas → Hipertonia de MMI → Artelhos (calcanhares) em hiperextensão ou muito fletidos → Assimetria TDAH O diagnóstico só pode ser feito a partir dos 6 anos Esquizofrênico 7 anos, não brinca muito com os colegas, medo de ET, não sabe ser simpático, não tem empatia ( o gênio é assim, estudou muito pro vestibular e fez surto psicótico!) NOTA:
  • 17.
    Crescimento Fonte: Caderno deCoco Transcrição: Vanessinha e Kikoso Crescimento Desenvolvimento é Aumento do tamanho corporal Mais complexo!!! Hipertorfia e hiperplasia celular Avaliação por medidas maturação celular e diferenciação Oferta alimentar, ação hormonal, fatores genéticos (o mais importante!!!!), influência pscico-social e ambiental ( falta de banho de sol, atividade física, drogas que a mãe usou na gestação, etc.). Medidas: →Peso, altura, perímetro cefálico (entre a glabela e proeminência occipital), torácico (intermamilar), IMC, perímetro abdominal (sobre a cicatriz umbilical). A circunferência abdominal é o ponto médio entre a CI ântero-superior e o RC. ♣ Estadiômetro: aparelho que mede o bebê deitado, nos dando o comprimento. ♣ Estatura: envolve o comprimento e a altura (mede em pé)! ♣ Perímetros, segmentos, envergadura e peso. ♣ Longitudinal x Transversal De 28 dias a 2 anos Padrão de referência: percentil e score Z incompletos é lactente!!! Interpretação dos percentis Velocidade do crescimento: padrão-ouro Há medidas em libras e polegadas →Quando uma criança está no percentil 5 o peso é maior que 5% das crianças de mesma idade e sexo! →A referência é uma curva CDC que envolvem diversos países. O percentil 50 é a mediana! No escore z = zero é o percentil 50. É a melhor curva, disparadamente, para analisarmos crescimento! >+3 : obesidade +2 a +3= sopbrepeso +2 e + 1 = risco de sobrepeso +1 e -2: IMC normal -2 e -3: magreza <-3: magreza acentuada Escore Z: a curva dá mais segurança para investigar a criança!
  • 18.
    ♣ Para avaliarcrescimento é peso, estatura, perímetros e IMC. ♣ Registrar no cartão e depois analisar a curva!!! Peso: Peso ao nascer: +/- 3250 g Primeiros 7 dias: perda hídrica de 5 a 10% do peso 4 primeiros meses: ganho de 25 a 30 g por dia Duplica de peso no 5º mês de vida Em relação ao Triplica o peso com um ano peso que nasceu! Quadruplica de peso com 2 anos Até a puberdade ganho de 2 a 3 kg por ano ♣ Criança com peso superior ao +2 no escore z: peso elevado ♣ Criança entre o +2 e o -2: peso normal (só não é válido para IMC) ♣ Criança entre o -2 e o -3: magro ♣ Criança menor que -3: peso muuito baixo! Estatutra:  Estatura ao nascer: +/- 50 cm  15 cm nos primeiros 6 meses  10 cm no segundo semestre  Totalizando 25 cm no 1º ano  +12 cm do 12º ao 24º mês + 8 cm do 24º ao 36º mês  A partir do 4º ano de vida: 5-7 cm até a chegada da puberdade Perímetro cefálico:  Perímetro cefálico acima do esperado para a idade!! ( quer dizer o quê mesmo?!)  PC ao nascimento= +- 34 cm na fêmea e 35 cm no macho  Primeiro ano: +12 cm  1º trimestre: 2 cm por mês  2º trimestre: 1 cm por mês  2º semestre: 0,5 cm por mês  A partir do segundo ano: 0,5-1 cm por ano!  Cresce até os 20 anos! ♣ Abaixo de menos 3 e acima de +2, onde são encontradas patologias! (scoreZ) ♣ Os indivíduos nascem entre 38 e 41 semanas e 6 dias. ♣ Para crianças pré-termo, utiliza-se o cálculo corrigido. ♣ O lactente tem até os 2 anos para normalizar a curva (IMC, estatura e peso) ♣ Sobrepeso: entre 85 e 95 ♣ Obesidade: acima e 95 Nota:
  • 19.
    Refluxo gastro-esofágico Fonte: Cadernode Coco Transcrição: Vanessinha e Kikoso → Aumento da pressão intra-abdominal → Liberação de neurotransmissores → Esvaziamento gástrico lento → Clearance esofagiano :corre principalmente no esfíncter esofagiano anterior! Fica relaxado sem correlação com a deglutição. → RGE: passagem involuntária do conteúdo gástrico para o esôfago. → Regurgitação: conteúdo sai do estômago para a boca sem contrações musculares. Gofar é normal, o vomitador feliz é normal (se ganha peso e dá risada, então é feliz, não precisa fazer nada!) Fsiológico Patológico: Primário, secundário e oculto Sintomas: → perda de peso, desconforto, não sorri, não dorme bem! RGE secundário:  Pseudo-obstrução intestinal  Hérnia hiatal  Pâncreas anular  Atresia de esôfago  Alergia alimentar  Fibrose cística  Distúrbio neurológico  Úlcera gástrica duodenal Manifestações esofágicas: Esofagite e carcinoma Extra-esofágicas: Desnutrição, respiratórias, e otorrinonaringológicas Lactentes e Crianças maiores: Grupo de risco: neuropatas, atresia de esôfago, portadores de doença, obesas, pcts em quimioterapia Lactentes → Vômitos e regurgitação → Choro → Cólica
  • 20.
    Apnéia, estridor → Síndrome da morte súbita → Hematêmese / melena → Síndrome de Sndeffler: refluxo, esofagite e irritabilidade; hiperextensão do pescoço para aliviar o esôfago! Na criança maior: → Dor epigpastrica, náuseas, regurgitação, vômitos, anorexia, pirose, dor torácica.  5 mecanismos do refluxo gerando doenças respiratórias: → Micro e macroaspiração → Acidificação traqueal → Estímulo esôfago-brônquico (há o refluxo não ácido por sais biliares) → Laringite Fatores de risco: Medicamentos: anticonvulsivantes, corticoides, broncodilatadores, teofilina, morfina, bloqueadores do canal de cálcio! Anamnese complementar do RGE: → Soluços freqüentes → Salivação excessiva → Geme dormindo → Chora muito → Prefere dormir de bruçoes → Mãe ouve barulho do leite caindo no estômago → Sono agitado → Pigarro → Eructações freqüentes → Ruminação → Cabeça em posição inclinada → Torcicolos → Tosse → Obstrução nasal → Irritabilidade Diagnóstico História EREED: exame radiográfico contrastado do esôfago → Avalia alterações anatômicas e também o clearance → Alta sensibilidade Cinitilografia gastro-esofágica: → Detecção de aspiração pulmonares e esvaziamento gástrico Laringoscopia
  • 21.
    Ph metria: → Padrão-ouro, diferencia do refluxo patológico, → correlação com os sintomas como a tosse, sintomas atpipicos e pesquisa de refluxo oculto, → avaliar resposta de tto clínico e cirúrgico! EDA Broncoscopia Esvazaimento gástrico com radioisótopo Monometria esofágica: nao faz na criança!!! Impedanciometria: vê se o refluxo é ácido ou básico Bilirrubinas no esôfago!  Criança faz endoscopia com anestesia geral! Pedir biopsia do esôfago, duodeno estomago!  Todo pct com esofagite tem refluxo!  Se não melhorou com o tto habitual tem que ver se o refluxo não é alcalino Tratamento: Psotura: 30 min em pé após cada refeição! Dieta: - volume e + freqüência, evitar alimentos ácidos ou que diminuam o tônus do EEI Pró-cinéticos: aumentam o esvaziamento gástrico! Domperidona: primeira escolha, causa cólica Metoclororpramide branmoprimida Anti-acidos: só funcionam na hora que são aplicados Inibidores de secreção ácida Bloqueadores dos receptores de H2: 2mg/kg/dia Ranitidina: 5 a 10 mg/kg/dia VO Inibidores da bomba de próton: Omeprazol: 0,5 a 2 mg/kg/dia # Tempo de uso : 2 a 3 meses Cirurgia: fundoplicatura aberta ou por vídeo. # não se opera antes dos 5 anos! Indicações para cirurgia: → Estenose de esôfago secundaria ao RGE → Pcts com necessidade de gastrostomia → Neuropatas → Hérnia hiatal → Esôfago de barret → Refratariedade ao tto clínico em crianças maiores de 5 anos → Falha terapêutica em pcts com risco de vida em qualquer idade → Apnéia do sono! Nota:
  • 22.
    Alimentação no 1ºano de vida Caderno e transcrição: Daniela Campos =] _____________________________________________________________________________  Tipos de aleitamento materno (AM): - Exclusivo: ocasionalmente gotas, xaropes, remédios, vitaminas - Predominante: recebe também outros líquidos (chás, água) - Complementar: recebe outros líquidos ou sólidos  Desmame: introdução de qualquer outro alimento que não seja o leite materno Período de transição alimentar: desde a introdução de outro alimento até a última vez que mama no peito  Objetivo: fornecer nutrientes que complementem aqueles oferecidos pelo leite materno, por meio da introdução de novos alimentos, aumentando gradualmente a consistência e volume, até chegar à alimentação da família.  Alimentação complementar: alimentos ricos em energia e micronutrientes (Fe, Zn, Ca, folato, vitaminas A e C)  Quando começar: 6 meses de idade  Como realizar: - Processo Gradual: quantidade, qualidade e consistência. - Respeitar hábitos alimentares e culturais da família - Observar disponibilidade dos alimentos (regionalidade, variações sazonais, preço de mercado) - Evitar dietas muito diluídas e volumosas: NUNCA liquidificar - Oferecidas com utensílios adequados: colher, copo, prato. - Cuidado com a higiene (a mãe não deve soprar, lamber a colher) - Oferecer diversos alimentos - Durante essa fase a criança continua tomando leite materno  O que se deve usar Idade Energia (Kcal) Frequência Consistência 6- 8 meses 200 2x – 3x/dia Amassada 9 – 11 meses 300 3x – 4x/dia Branda 12 – 24 meses 550 3x – 4x/dia Normal  Sucos e Papas de Frutas: - Laxantes: laranja, mamão, abacate, ameixa - Obstipantes: banana, maçã, pêra, goiaba  Papa salgada: cereais, tubérculos, carnes, legumes, verduras, leguminosas, gordura. - Fase 1: tubérculo + proteína animal + legume + óleo vegetal (ex: batata+ carne + cenoura + óleo de soja)
  • 23.
    - Fase 2:tubérculo + proteína animal + legume + verdura + óleo vegetal (ex: mandioquinha + frango + abóbora + espinafre + óleo vegetal) - Fase 3: tubérculo ou cereal + leguminosa + proteína animal + legume + verdura + óleo vegetal  Deve-se iniciar pela papinha de fruta/ suco no intervalo das mamadas pela manhã. Tentar variar a fruta. Quando oferecer papinha de fruta pela manhã, oferecer suco de outra fruta à tarde.  Quando a criança estiver adaptada com as papinhas de fruta, iniciar papinha salgada no horário do almoço. Após a adaptação com a papinha salgada no almoço, introduzir papinha salgada no final da tarde.  Iniciar Sulfato Ferroso profilático Crianças em aleitamento artificial  Leite integral: inadequado para crianças abaixo de 12 meses (baixo ácido linoléico – envolvido no desenvolvimento neurológico; carboidratos insuficientes; vitaminas C, D e E baixos; oligoelementos insuficientes; minerais: Ferro baixo e sódio alto )  Alternativa aceitável: fórmulas lácteas.  Alterações no desmame: - 0 – 4 meses: fórmula láctea - 4 – 6 meses: fórmula láctea + frutas (introduzida mais precocemente) - 6 – 8 meses: igual a qualquer criança com aleitamento materno. Usar no mínimo 500 ml de fórmula infantil /dia. Nota: