Alves MTB¹, Brito MEF2, Souza LMF3, Medeiros IACM3, Pinheiro AMF¹, Fernandes MCP¹, Almeida IOT4, Melo AD4, Paiva RP4, Figueiredo JD¹.
¹Residente de Pediatria da UFRN; 2Pediatra da Unidade de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente do HUOL; 3Professor(a) do Departamento de Pediatria da UFRN; 4Acadêmica
de Medicina da UFRN.
De acordo com a literatura, a prevalência de disfunções tireoidianas
em pacientes com síndrome de Down varia de 2% a 63%. Observou-
se uma prevalência de alterações tireoidianas de 8,6% na população
estudada, corroborando a necessidade do seguimento regular e
laboratorial, pois muitas vezes os sintomas podem ser discretos e
confundidos com algumas características próprias da síndrome.
1. Carroll, Kecia N., et al. "Increase in incidence of medically treated thyroid
disease in children with Down syndrome after rerelease of American
Academy of Pediatrics Health Supervision guidelines." Pediatrics 122.2
(2008): e493-e498.
2. Bull, Marilyn J. "Health supervision for children with Down
syndrome."Pediatrics 128.2 (2011): 393-406.
Identificar a prevalência de alterações tireoidianas nos pacientes
com síndrome de Down acompanhados no ambulatório de
pediatria geral do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL),
em Natal-RN.
Foi realizado estudo transversal e descritivo através da análise dos
prontuários dos pacientes com Síndrome de Down em seguimento
no ambulatório de Pediatria do HUOL da Universidade Federal do
Rio Grande do Norte.
Foram analisados 220 pacientes com diagnóstico de Síndrome de
Down, dos quais 19 apresentavam alterações na função tireoidiana
(8,6%) e, por isso, foram selecionados para este estudo. A idade
média foi de 9,9 anos (mínimo 0,83 e máximo de 18 anos) e 68,5%
eram do sexo masculino. Das alterações tireoidianas encontradas, a
mais frequente foi o hipotireoidismo primário (68,4%), seguido do
hipotireoidismo congênito (21%) e do hipertireoidismo (10%). Foi
constatada a presença de autoimunidade em 21% dos pacientes
avaliados. A idade média ao diagnóstico da alteração tireoidiana
variou de 0,08 a 9 anos, correspondendo a uma média de 3,4 anos.
História familiar positiva de problemas de tireóide foi relatada em
apenas 10,52% dos casos.
68,4%
21%
10%
Alterações tireoidianas
Hipotireoidismo primário
Hipotireoidismo congênito
Hipertireoidismo
Pacientes com Síndrome de Down e alteração da função
tireoidiana
Prevalência 8,6%
Idade Média 9,9 anos
Sexo Masculino 68,5%
Idade média ao diagnóstico 3,4 anos
História familiar positiva para
tireoidopatias
10,52%

PREVALÊNCIA DE ALTERAÇÕES TIREOIDIANAS EM PACIENTES COM SÍNDROME DE DOWN NO HOSPITAL ONOFRE LOPES (NATAL -RN)

  • 1.
    Alves MTB¹, BritoMEF2, Souza LMF3, Medeiros IACM3, Pinheiro AMF¹, Fernandes MCP¹, Almeida IOT4, Melo AD4, Paiva RP4, Figueiredo JD¹. ¹Residente de Pediatria da UFRN; 2Pediatra da Unidade de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente do HUOL; 3Professor(a) do Departamento de Pediatria da UFRN; 4Acadêmica de Medicina da UFRN. De acordo com a literatura, a prevalência de disfunções tireoidianas em pacientes com síndrome de Down varia de 2% a 63%. Observou- se uma prevalência de alterações tireoidianas de 8,6% na população estudada, corroborando a necessidade do seguimento regular e laboratorial, pois muitas vezes os sintomas podem ser discretos e confundidos com algumas características próprias da síndrome. 1. Carroll, Kecia N., et al. "Increase in incidence of medically treated thyroid disease in children with Down syndrome after rerelease of American Academy of Pediatrics Health Supervision guidelines." Pediatrics 122.2 (2008): e493-e498. 2. Bull, Marilyn J. "Health supervision for children with Down syndrome."Pediatrics 128.2 (2011): 393-406. Identificar a prevalência de alterações tireoidianas nos pacientes com síndrome de Down acompanhados no ambulatório de pediatria geral do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), em Natal-RN. Foi realizado estudo transversal e descritivo através da análise dos prontuários dos pacientes com Síndrome de Down em seguimento no ambulatório de Pediatria do HUOL da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Foram analisados 220 pacientes com diagnóstico de Síndrome de Down, dos quais 19 apresentavam alterações na função tireoidiana (8,6%) e, por isso, foram selecionados para este estudo. A idade média foi de 9,9 anos (mínimo 0,83 e máximo de 18 anos) e 68,5% eram do sexo masculino. Das alterações tireoidianas encontradas, a mais frequente foi o hipotireoidismo primário (68,4%), seguido do hipotireoidismo congênito (21%) e do hipertireoidismo (10%). Foi constatada a presença de autoimunidade em 21% dos pacientes avaliados. A idade média ao diagnóstico da alteração tireoidiana variou de 0,08 a 9 anos, correspondendo a uma média de 3,4 anos. História familiar positiva de problemas de tireóide foi relatada em apenas 10,52% dos casos. 68,4% 21% 10% Alterações tireoidianas Hipotireoidismo primário Hipotireoidismo congênito Hipertireoidismo Pacientes com Síndrome de Down e alteração da função tireoidiana Prevalência 8,6% Idade Média 9,9 anos Sexo Masculino 68,5% Idade média ao diagnóstico 3,4 anos História familiar positiva para tireoidopatias 10,52%