PORTUGAL
A LENTA
INDUSTRIALIZAÇÃO
Atraso económico
A REGENERAÇÃO



                              Iniciado em 1851 e saído da época cabralista, o regime de
                           Fontes Pereira de Melo - a Regeneração – caracterizou-se por
                           uma muito necessitada estabilidade política e pelo impulso dado
                           à renovação do país. Defensor de um sistema livre cambista,
                           Fontes procura     modernizar o país, de forma a torná-lo
                           competitivo perante os outros países europeus.



      Como forma de suportar as crescentes exigências de financiamento, o governo
regenerador recorreu a uma política de empréstimos contraídos ao estrangeiro e à abertura
ao investimento externo.
    Os empréstimos venciam juros altos que o país não possuía forma de pagar, o que
conduzia a novos pedidos de empréstimo e a um endividamento estatal e à crescente
dependência face ao estrangeiro.
A REGENERAÇÃO




         A estabilização e a
modernização            do     país
precisavam de verbas de que
o   governo       não    dispunha,
agravado pelo endividamento
face ao estrangeiro. Nesse
sentido, Fontes Pereira de
Melo viu-se forçado a encetar
uma política de aumento de
impostos,         que        apenas
agravou a situação do país, já
de si precária.
A REGENERAÇÃO
A REGENERAÇÃO




            Número de
    Anos    telegramas
           nacionais   Internac.

   1860     45 776     16 224

   1880    454 867     139 051

   1900    877 974     410 447
A REGENERAÇÃO




           • Aumento da mecanização;
      • Aumento da produtividade industrial;
• Importação de matérias-primas para a indústria e
     afirmação de novos setores industriais;
 • Crescimento (ainda que lento) do operariado;
    • Crescimento do investimento financeiro.
A REGENERAÇÃO
A CRISE ECONÓMICA
                                                           DE 1880/91


   Crise marcada pela especulação financeira, grande desenvolvimento bancário,
    sociedades anónimas e investimento estrangeiro;
   Quebra nas exportações e aumento do desemprego;
   Revolta da Janeirinha (1868) e protestos contra o aumento dos impostos;
   Dependências das remessas do dinheiro dos emigrantes no Brasil;
   Total   dependência   económica    face   à   Inglaterra   (e   consequente   falta   de
    desenvolvimento do mercado nacional)…
A CRISE ECONÓMICA
                                                            DE 1880/91

   Vertente diplomática e colonial:
       Portugal foi forçado a ocupar efetivamente as suas colónias, de acordo com o
        estipulado na Conferência de Berlim;
       Incidente com a Inglaterra: o mapa cor-de-rosa e o ultimato.
A CRISE ECONÓMICA
                                                                               DE 1880/91

     Vertente económico-financeira:
         Dificuldades de escoamento da produção agrícola;
         Agravamento da dependência aos países capitalistas;
         Abolição da escravatura no Brasil e diminuição das remessas de dinheiro;
         Déficit orçamental crónico;
         Aumento das importações de matéria prima;
         Endividamento progressivo do estado;
         Bancarrota do estado em 1891 (falência da Baring & Brothers).




    “O banco londrino Baring Brothers – que colocava a divida pública de países nos mercados francês e
inglês – abanou com a insolvência da Argentina e Uruguai. Gerou-se o pânico internacional e os
mercados fecharam-se. Em Portugal, a solução foi mais uma vez austeridade. Tornam-se patentes as
más aplicações da banca. Em Maio, dá-se uma corrida aos depósitos e é suspensa por 90 dias a
conversão das notas de banco.”
                            in http://causamonarquica.com/2011/03/29/portugal-ja-declarou-bancarrota-parcial-em-1891-e-saiu-se-bem/
A CRISE ECONÓMICA
                                                                DE 1880/91

   Vertente política:
       Cansaço face ao rotativismo político;
       Fracassos da politica externa;
       Crise financeira e desconfiança face ao
        governo;
       Aumento    dos     preços   e   quebra   dos
        salários, o que provoca tensões e revoltas
        sociais;
       Escândalos económicos associados à
        coroa – adiantamentos para despesas de
        representação;                                  António Luís Gomes, Bernardino Machado,
                                                        Celestino de Almeida, António José de
       Fundação dos partidos de oposição –             Almeida e Afonso Costa.

        Partido Socialista Português (Antero de
        Quental) e Partido Republicano Português
        (Teófilo Braga).
O SURTO INDUSTRIAL


   O livre-cambismo é progressivamente substituído pelo protecionismo.
   Desenvolvimento do setor industrial.
   Crescimento de companhias capitalistas.
   Intensificação do nível tecnológico.
   Aumento da concentração populacional.
   Crescimento da população urbana.

Portugal 8º

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    A REGENERAÇÃO Iniciado em 1851 e saído da época cabralista, o regime de Fontes Pereira de Melo - a Regeneração – caracterizou-se por uma muito necessitada estabilidade política e pelo impulso dado à renovação do país. Defensor de um sistema livre cambista, Fontes procura modernizar o país, de forma a torná-lo competitivo perante os outros países europeus. Como forma de suportar as crescentes exigências de financiamento, o governo regenerador recorreu a uma política de empréstimos contraídos ao estrangeiro e à abertura ao investimento externo. Os empréstimos venciam juros altos que o país não possuía forma de pagar, o que conduzia a novos pedidos de empréstimo e a um endividamento estatal e à crescente dependência face ao estrangeiro.
  • 4.
    A REGENERAÇÃO A estabilização e a modernização do país precisavam de verbas de que o governo não dispunha, agravado pelo endividamento face ao estrangeiro. Nesse sentido, Fontes Pereira de Melo viu-se forçado a encetar uma política de aumento de impostos, que apenas agravou a situação do país, já de si precária.
  • 5.
  • 6.
    A REGENERAÇÃO Número de Anos telegramas nacionais Internac. 1860 45 776 16 224 1880 454 867 139 051 1900 877 974 410 447
  • 7.
    A REGENERAÇÃO • Aumento da mecanização; • Aumento da produtividade industrial; • Importação de matérias-primas para a indústria e afirmação de novos setores industriais; • Crescimento (ainda que lento) do operariado; • Crescimento do investimento financeiro.
  • 8.
  • 9.
    A CRISE ECONÓMICA DE 1880/91  Crise marcada pela especulação financeira, grande desenvolvimento bancário, sociedades anónimas e investimento estrangeiro;  Quebra nas exportações e aumento do desemprego;  Revolta da Janeirinha (1868) e protestos contra o aumento dos impostos;  Dependências das remessas do dinheiro dos emigrantes no Brasil;  Total dependência económica face à Inglaterra (e consequente falta de desenvolvimento do mercado nacional)…
  • 10.
    A CRISE ECONÓMICA DE 1880/91  Vertente diplomática e colonial:  Portugal foi forçado a ocupar efetivamente as suas colónias, de acordo com o estipulado na Conferência de Berlim;  Incidente com a Inglaterra: o mapa cor-de-rosa e o ultimato.
  • 11.
    A CRISE ECONÓMICA DE 1880/91  Vertente económico-financeira:  Dificuldades de escoamento da produção agrícola;  Agravamento da dependência aos países capitalistas;  Abolição da escravatura no Brasil e diminuição das remessas de dinheiro;  Déficit orçamental crónico;  Aumento das importações de matéria prima;  Endividamento progressivo do estado;  Bancarrota do estado em 1891 (falência da Baring & Brothers). “O banco londrino Baring Brothers – que colocava a divida pública de países nos mercados francês e inglês – abanou com a insolvência da Argentina e Uruguai. Gerou-se o pânico internacional e os mercados fecharam-se. Em Portugal, a solução foi mais uma vez austeridade. Tornam-se patentes as más aplicações da banca. Em Maio, dá-se uma corrida aos depósitos e é suspensa por 90 dias a conversão das notas de banco.” in http://causamonarquica.com/2011/03/29/portugal-ja-declarou-bancarrota-parcial-em-1891-e-saiu-se-bem/
  • 12.
    A CRISE ECONÓMICA DE 1880/91  Vertente política:  Cansaço face ao rotativismo político;  Fracassos da politica externa;  Crise financeira e desconfiança face ao governo;  Aumento dos preços e quebra dos salários, o que provoca tensões e revoltas sociais;  Escândalos económicos associados à coroa – adiantamentos para despesas de representação; António Luís Gomes, Bernardino Machado, Celestino de Almeida, António José de  Fundação dos partidos de oposição – Almeida e Afonso Costa. Partido Socialista Português (Antero de Quental) e Partido Republicano Português (Teófilo Braga).
  • 13.
    O SURTO INDUSTRIAL  O livre-cambismo é progressivamente substituído pelo protecionismo.  Desenvolvimento do setor industrial.  Crescimento de companhias capitalistas.  Intensificação do nível tecnológico.  Aumento da concentração populacional.  Crescimento da população urbana.