SlideShare uma empresa Scribd logo
Módulo 3
Unidade 3: A
Produção Cultural
• Por Renascimento entende-se o movimento de renovação
literária, intelectual e artística, dos séc. XV e XVI, cuja principal fonte
de inspiração foi o mundo clássico (grego e romano). Foi assim
marcado por novos valores e características.
• Cronologicamente situou-se entre os séc. XIV e XVI,
caracterizando-se (sobretudo):
o pela crença no valor do homem e na razão;
o pela assunção de uma filosofia mais pragmática e prática da
vida,
o pela adoção de novos cânones estéticos e artísticos,
o pela mentalidade quantitativa,
o pela curiosidade prática pelas ciências e pela natureza.
Renovação cultural renascentista
• O Antropocentrismo, conceito do renascimento, opõe-se ao
Teocentrismo, conceito da época medieval. Como consequência, as
atitudes dominantes do pensamento humanista (e características da
época renascentista) são:
– otimismo : esperança no futuro;
– naturalismo: valorização da natureza;
– individualidade: realização da felicidade individual na terra;
– fraternidade: todos os homens são irmãos;
– experiencialismo: raciocínio dedutivo e espírito crítico.
– classicismo: inspiração nos modelos clássicos (gregos e latinos).
• As sementes do Humanismo foram lançadas por nomes como Petrarca,
Bocaccio ou Dante, que têm em comum as críticas à sociedade do seu
tempo. De entre os filósofos destacam-se Pico de la Mirandola e
Maquiavel.
A produção cultural renascentista.pptx
• Humanismo – nova mentalidade que, partindo do estudo das obras
Antiguidade, valoriza o Homem e as suas capacidades. O Humanismo
compreende uma visão antropocêntrica do mundo, contrária ao
Teocentrismo.
• Naturalismo – nova visão da Natureza, baseada na experiência e na
observação.
Características do Renascimento
• Classicismo – nova conceção de representação do Homem e do
espaço, fundamentalmente a nível artístico, inspirada nos modelos
clássicos.
• Racionalismo – a razão como o motor do conhecimento e do Homem.
• Individualismo / Otimismo – o Homem triunfante, graças às suas
capacidades.
A produção cultural renascentista.pptx
Razões:
• Económicas: o comércio florescente das cidades italianas e
existência de uma burguesia mercantil enriquecida e culta;
• Políticas: existência de príncipes ou burgueses mecenas e estados
independentes e rivais entre si.
A Itália: berço do Renascimento
• Sociais e mentais: poder da burguesia, classe dinâmica e progressista
e que tem uma mentalidade mais livre, bem como a reinterpretação
de textos clássicos;
• Outras: existência de sábios bizantinos fugidos de Constantinopla e
também de outros sábios europeus que se refugiavam em Itália, por
razões políticas e religiosas; vestígios de monumentos, esculturas… da
época greco-romana.
DISTINÇÃO SOCIAL
E MECENATO
• O Homem do Renascimento rompe com a mentalidade medieval,
procurando a fama, a glória, preocupando-se com a vida terrena,
contestando o valor da hierarquia social tradicional.
• Exalta-se a inteligência, a perspicácia, a astúcia, o calculismo e a
força.
• A literatura da época traduz bem estas ideias de um homem
perfeito e capaz (Maquiavel e o “O Príncipe” ou Dante).
Ostentação das elites
Pág. 58/59
• O homem valoriza-se através da afirmação pessoal e da exaltação da
sua personalidade. Desenvolve-se a ideia de Individualismo e opõe-se o
antropocentrismo ao teocentrismo.
• Rodeadas de luxo e conforto, as elites sociais procuram ostentar
essa mesma riqueza na forma como vivem, onde vivem, o que vestem…
• O individualismo vai fazer nascer as
preocupações biográficas, os registos e
crónicas de grandes homens e seus feitos.
• As figuras que mais se destacaram neste
desejo de afirmação pessoal são os
Condoretti, os Sforza, os Medicis, os Fugger e
artistas e intelectuais como Camões,
Leonardo Da Vinci, Erasmo, Rabelais...
• Este individualismo teve a sua expressão
máxima na Itália onde a burguesia era
dinâmica e com grande capacidade
financeira, chegando mesmo a influenciar o
governo dos príncipes italianos (ex. Os Fugger
que se tornaram banqueiros de Carlos V).
• O desenvolvimento cultural e o aparecimento de novos valores que
privilegiam as capacidades individuais e exigem a preparação dos homens
recrutados para a administração pública, acarretam o aparecimento de
uma sociedade diferente:
* A Burguesia adota valores tradicionais da nobreza:
- o investimento imobiliário,
- a ostentação e o luxo,
- a construção de palácios grandiosos e profusamente decorados,
- a procura de títulos nobiliárquicos...
* A Nobreza:
- troca a vida no campo pela vida na cidade,
- desenvolve um gosto crescente pela cultura e pela educação,
- procura novas fontes de rendimento.
• A ostentação torna-se comum entre burgueses e nobres, que chegam
a competir pelo maior luxo nas suas casas e roupas:
- organizam banquetes, receções e tertúlias para os quais convidam
intelectuais e artistas que protegem e apoiam (mecenato);
- deslocam-se sempre em
luxuosos coches, ricamente
vestidos e exibem publicamente
as suas capacidades.
• Os comportamentos e costumes das elites da sociedade alteram-se e
tendem a uniformizar-se com a elaboração de normas de conduta e de
comportamento em grupo.
• Nobres e burgueses criam à sua volta uma verdadeira corte,
comparável à dos Reis, onde fomentam a erudição, os princípios
humanistas e onde se desenvolve um verdadeiro eixo de mecenato.
• Surge a visão do homem renascentista perfeito: o Cortesão.
• Surgem obras sobre a civilidade ou as boas maneiras (A “Civilidade
Pueril” de Erasmo, o “Tratado de Corte” de Refuge ou “A Arte de Agradar
na Corte” de Nicolas Faret).
• Definem-se as formas corretas de falar, de atuar, de vestir...
• O Cortesão ideal, digno de ser considerado a verdadeira elite social,
era aquele apresentava determinados atributos:
• Talentos físicos;
• Intelectualidade;
• Qualidades morais;
• Boas maneiras;
• Porte e linguagem do seu corpo.
• O Renascimento admirou profundamente a força criadora do
Homem, que se elevava à perfeição divina pelas obras do
pensamento (verdadeiro traço renascentista).
• Especialmente acarinhados e reconhecidos foram os intelectuais e
os artistas, merecedores da proteção dos grandes senhores.
• Os grandes senhores e o próprio Rei rivalizaram entre si nas honras
a conceder aos intelectuais e aos artistas.
• É o redescobrir da prática do mecenato, nascida no mundo greco-
-romano.
O prestígio dos artistas
• Por um lado, os mecenas garantiram a sua fama e gloria, através
das grandiosas reuniões que participavam e a uma orientação da
opinião pública, inteligentemente praticada pelos humanistas
protegidos.
• Por outro, artistas e intelectuais obtinham um reconhecimento dos
seus méritos e talentos, que elevavam, também aos cumes da
glória.
• A cultura torna-se assim um verdadeiro símbolo de riqueza,
encarada como uma forma de afirmação e prestígio social e
político.
• Os grandes homens da época procuram associar-se a grandes feitos
culturais, para assim terem a admiração de todos.
• São exemplos o Papa Nicolau V que fundou a Biblioteca Vaticana,
Lourenço de Médicis ou, em Portugal, D. João III, que concedeu diversas
bolsas de estudo em universidades estrangeiras e fundou em Coimbra o
Colégio das Artes.
• A educação escolar generaliza-se entre a aristocracia e torna-se mais
dispendiosa, dificultando o acesso às pessoas menos abastadas, daí que a
maioria dos intelectuais da época fossem burgueses ou nobres abastados.
• A laicização da cultura, independente da Igreja e da religião, facilitou
a expressão de sentimentos e a criatividade, até então limitada pelo clero.
• Agora, os escritores e artistas rompem com a conceção sagrada da
vida, expressando livremente os sentimentos humanos e incentivando a
alegria de viver, o prazer e o bem-estar social.
• A festa torna-se uma constante numa sociedade onde o luxo e a
ostentação agradam a ricos e pobres. Aristocratas, príncipes e reis ou
mesmo a igreja, organizam festas como casamentos, batizados, desfiles,
cortejos e paradas ou simples procissões e representações teatrais.
• As festas organizadas pelos aristocratas são reservadas a um
número restrito de convidados e realizadas em ambientes privados e
ricamente decorados.
• Já as festas organizadas pela igreja ou
pelos reis têm um carácter público,
podendo participar ricos e pobres.
• Estas festividades tiveram algumas
consequências, tais como a evolução da
moda, os progressos na culinária, os temas
profanos nas representações e o
desenvolvimento da decoração e do
mobiliário doméstico.
• Intensificam-se também as relações
entre os vários intelectuais e seu possível
mecenas. As festas tornam-se uma
verdadeira encenação do poder na era
renascentista.
• A prosperidade económica e as novas relações sociais e comerciais
acarretam ainda um desenvolvimento nos cargos diplomáticos e nas
necessidades de intelectuais a quem podiam ser confiadas importantes
tarefas como a organização de bibliotecas reais, o ensino e educação da
família real ou de famílias aristocráticas ou mesmo funções políticas
(diplomacia, advocacia...).
• O talento e o trabalho dos intelectuais foi, por isso, muitas vezes
recompensado com títulos e tenças.
• Torna-se comum o encontro e a entreajuda destes artistas, que se
organizam em associações para discussão das suas ideias e das
novidades (as Academias) e a afirmação dos laços de solidariedade
(elogiam-se mutuamente, correspondem-se e prestam assistência em
viagens).
• Em Portugal não faltaram
exemplos de mecenato por parte
da corte régia.
• D. João, D. Manuel e D. João III
não se pouparam a despesas para
acolher humanistas estrangeiros,
assim como custear bolsas a
estudantes portugueses na Itália,
na França e em Coimbra.
• Patrocinaram ainda grandes
obras arquitetónicas,
contribuindo para a elevação da
arte e a gloria dos seus reinados.
Em Portugal
• O ambiente da corte régia mostrava-se, na verdade, verdadeiramente
proporcionador da cultura. Provam-no ainda as festas por ocasião de
casamentos reais ou de embaixadas (como a de D. Manuel ao Papa).
O CAMINHO
ABERTO PELOS
HUMANISTAS
• A produção cultural do Renascimento reflete a mentalidade
antropocêntrica da época. Tem o Homem no centro das suas
preocupações, considerando-o um ser bom e responsável, inclinado
para o Bem e para a Perfeição.
• Estes princípios estão presentes no humanismo, que é a faceta
literária do renascimento. Os seus protagonistas são reconhecidos
pelo nome de humanistas e foram os intelectuais da altura. A
poesia, a história, o teatro e a filosofia constituíram os seus
domínios de eleição.
• O Homem é o único ser da Natureza dotado de razão, o único que
se faz a si próprio, que auto determina a sua conduta, que escolhe a
sua missão.
Caminhos abertos pelo Humanismo
• O Renascimento esteve ligado ao desenvolvimento da corrente
humanista. A leitura e tradição de manuscritos antigos da cultura
clássica, possibilitou a redescoberta de antigas obras e a sua correção e
reinterpretação à luz da nova visão do homem e do mundo.
• Surgem homens preocupados em
criticar a sociedade, as instituições
medievais, as práticas pedagógicas
ultrapassadas e em defender um novo
estilo de vida e uma nova pedagogia que
fosse oposta à antiga escolástica.
• É um homem novo, o do
Renascimento, consciente de si e das suas
possibilidades, capaz de recusar a
autoridade livresca e criticar o
dogmatismo medieval, para construir uma
visão pragmática da vida, de acordo com o
espírito da razão.
• Os intelectuais italianos alimentavam uma verdadeira paixão pela
Antiguidade.
• Coube-lhes iniciar a renovação da literatura, invocando a herança
clássica, a exaltação da figura humana, a expressão sentimental, o
gozo da vida.
• Estes eruditos humanistas procuram entusiasticamente, os
manuscritos clássicos, aperfeiçoando o latim e aprendendo o grego
e o hebreu.
• Visitaram mosteiros e outros locais onde estes manuscritos se
encontravam, bem como textos de grande valor poético, histórico,
filosófico e até cientifico, incluindo a Bíblia.
Valorização da Antiguidade Clássica
• O latim foi a língua escolhida entre os humanistas, que
desenvolveram uma verdadeira república de letras (em Portugal,
André de Resende ou Sá de Miranda).
• Os humanistas revoltaram-se contra as traduções e interpretações
erradas que, a seu ver, os estudiosos da Idade Media fizeram e
procuraram assim reavivar as verdades que consideravam ocultas.
• Com um espírito crítico perfeito, procuravam trazer a lume os
valores antropocêntricos da Antiguidade e restaurar, também, a
missão original da Igreja.
• O ensino serviu também para propagar estas ideias e fomentar os
conhecimentos obtidos com os antigos.
• Surge a formação em Studia Humanitatis – Humanidades –
considerada a base do verdadeiro saber humano (por exemplo, em
Portugal, o Mosteiro de Santa Cruz ministrava cursos de latim,
grego e hebreu.
• A paixão dos humanistas pelos clássicos conduziu-os a criar obras
que imitavam os autores greco-latinos na sua essência e estilo.
• Os humanistas tinham consciência da inovação que a sua época vivia
e lhes permitia.
• Cultivavam a língua nacional, que defendiam de forma veemente,
desenvolvendo a sua ortografia, um vocabulário mais rico… enfim, tudo
o que os pudesse levar mais além que os seus inspiradores.
• A consciência de modernidade possibilitou a verdadeira ascensão
face aos autores clássicos que estes tanto cultivavam.
• Passam a considerar os textos antigos como um instrumento que
possibilitava ao individuo o desenvolvimento das suas capacidades,
auxiliando-o assim a conhecer-se a si e ao mundo.
Consciência da modernidade
• Para os humanistas, o individuo afirma-se através da razão. Os
jovens deveriam, assim, ser incentivados a pensar sobre as coisas, a
racionalizar.
• Desenvolve-se assim um espírito crítico que denuncia
comportamentos inadequados e proclama a necessidade de um
mundo puro e ideal, onde a vida estava centrada nos ideias de
igualdade, fraternidade…
• Erasmo de Roterdão foi um desses homens, que procurou
recuperar os valores do cristianismo primitivo, tornando-se uma
referência a seguir.
• Esta época foi a conquista da consciência do valor humano, do
homem universal.
Individualismo e racionalidade
Rutura e continuidade
• Os valores humanistas revelam uma rutura com o pensamento
medieval religioso. Se na Idade Média a cultura estava depositada nas
mãos do Clero, agora está aberta a todos. A imprensa, ao facilitar a
impressão dos livros, torna-se o veículo de acesso ao conhecimento.
• O Homem é visto na sua vertente de criação, mas como uma obra em
construção, dependente dele próprio e das suas capacidades.
• Todavia, o Homem renascentista não corta definitivamente com o
pensamento eclesiástico. Mantém-se a figura divina e a importância de
Deus, o criador. No enanto, verifica-se uma verdadeira humanização da
figura religiosa (já iniciada no Gótico).
O espírito racional
• Os artistas ascendem à categoria de intelectuais e autores. Assumem
as suas criações, que assinam; elaboram autorretratos e produzem
biografias.
• O Homem antropocêntrico conhece a realidade que o rodeia e, como
tal, reproduz a natureza na própria arte, que começa por ser pensada,
“Cosa mentale”.
• O carácter matemático possibilitado pela Expansão abre caminho
para uma representação concreta, definindo-se princípios de organização
do espaço e aplicação de conceitos de perspetiva.
• A crítica social conduziu à elaboração de utopias, obras literárias do
renascimento que descreviam mundos ideais e harmoniosos, onde se
praticava uma vida centrada nos valores humanos.
Espírito crítico, utopia
• Estas obras utópicas
deixam transparecer a
realidade, muito diferente
da idealizada, que
contrapõe uma elite rica e
endinheirada a um povo
miserável.
• A Utopia de Thomas More, uma
das mais bem conseguidas da época e
inspirada na obra “República”, de
Platão, retratava um mundo
completamente oposto aquele em que
o autor vivia: um mundo puro, onde
todos trabalhavam para um mesmo
fim e os direitos humanos eram
respeitados. O mundo real era o
mundo inglês do despotismo, da
ociosidade nobre, do luxo eclesiástico
e da corrupção e miséria popular.
• Outra obra foi a “Cidade do Sol” de
Campanella, que descrevia uma cidade
cheia de abundância e harmoniosa, onde
apenas se trabalhava quatro horas diárias,
graças ao seu desenvolvimento
tecnológico;
• Surgem ainda obras de crítica social
como os autos de Gil Vicente ou
“Pantagruel” de Rabelais.
• O mundo utópico era aquele onde o
homem conseguia estabelecer a
prosperidade.
• O urbanismo renascentista sofre
influências destas ideias utópicas.
• Alberti, influenciado pela obra de
Vitrúvio, concebe a ideia de um espaço
racional e ordenado, regular e unitário.
• Todavia, estas ideias apenas
encontram eco na cidade italiana de
Palma Nueva.
• Considerava-se que a cidade ideal estava organizada a partir de uma
planta circular, orientada por preocupações meteorológicas e de
estratégia militar.
• As ruas deveriam ser largas e rectilíneas, ladeadas de casas com
fachadas uniformes, com novas praças de traçado regular (normalmente
quadrado) para enquadrar um edifício ou um monumento importante.
• Os arquitetos renascentistas preocuparam-se ainda em deixar a sua
marca em edifícios civis e militares.
• Surgem belas villas caracterizadas pela simetria das suas fachadas,
decoradas com frescos e belos jardins.
• São ainda típicos os palácios de grossas paredes mas que
reproduzem o clássico princípio das ordens. É o caso dos palácios do
vale do Loire.
• Na maioria dos palácios, toda a estrutura se organiza ao redor de
um pátio central de forma quadrada - cortile.
• Normalmente estes edifícios eram propriedade de grandes
comerciantes e serviam de residência e local de trabalho.
• Assim, no piso inferior (rés do chão) estavam os escritórios, o
armazém… e nos andares superiores, a parte propriamente familiar:
as dependências nobres e sociais, bem como as zonas privadas.
Planta do palácio de Medici
• Contrastando com o exterior, as
fachadas internas do palácio, criadas
em torno do cortile abriam-se em
elegantes loggias, galerias de arcos
redondos à maneira romana.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

02 história a_revisões_módulo_2
02 história a_revisões_módulo_202 história a_revisões_módulo_2
02 história a_revisões_módulo_2
Vítor Santos
 
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf
Vítor Santos
 
Lourenço Médicis
Lourenço MédicisLourenço Médicis
Lourenço Médicis
Carolina Pardal
 
Estilo manuelino
Estilo manuelinoEstilo manuelino
Estilo manuelino
berenvaz
 
Cultura do mosteiro
Cultura do mosteiroCultura do mosteiro
Cultura do mosteiro
Ana Barreiros
 
O espaço português 1
O espaço português 1O espaço português 1
O espaço português 1
Vítor Santos
 
MÓDULO II- 10º ANO- Idade média: reconquista
MÓDULO II- 10º ANO-  Idade média: reconquistaMÓDULO II- 10º ANO-  Idade média: reconquista
MÓDULO II- 10º ANO- Idade média: reconquista
Carina Vale
 
02_02_o espaço português.pdf
02_02_o espaço português.pdf02_02_o espaço português.pdf
02_02_o espaço português.pdf
Vítor Santos
 
02 o alargamento do conhecimento do mundo
02 o alargamento do conhecimento do mundo02 o alargamento do conhecimento do mundo
02 o alargamento do conhecimento do mundo
Vítor Santos
 
03_01 a geografia cultural europeia.pdf
03_01 a geografia cultural europeia.pdf03_01 a geografia cultural europeia.pdf
03_01 a geografia cultural europeia.pdf
Vítor Santos
 
A Abertura Europeia ao Mundo - História A 10º Ano
A Abertura Europeia ao Mundo - História A 10º AnoA Abertura Europeia ao Mundo - História A 10º Ano
A Abertura Europeia ao Mundo - História A 10º Ano
Gonçalo Martins
 
O Antigo Regime
O Antigo RegimeO Antigo Regime
O Antigo Regime
Historia2000
 
Reinvenção das formas artísticas
Reinvenção das formas artísticasReinvenção das formas artísticas
Reinvenção das formas artísticas
cattonia
 
01 cultura da catedral
01 cultura da catedral01 cultura da catedral
01 cultura da catedral
Vítor Santos
 
A renovação da espiritualidade e religiosidade
A renovação da espiritualidade e religiosidadeA renovação da espiritualidade e religiosidade
A renovação da espiritualidade e religiosidade
cattonia
 
Exame mod 3 2 taar
Exame mod 3  2 taarExame mod 3  2 taar
Exame mod 3 2 taar
teresagoncalves
 
Ficha formativa Cultura do Mosteiro
Ficha formativa Cultura do MosteiroFicha formativa Cultura do Mosteiro
Ficha formativa Cultura do Mosteiro
Ana Barreiros
 
Portugal medieval
Portugal medievalPortugal medieval
Portugal medieval
cattonia
 
A cultura do palacio
A cultura do palacioA cultura do palacio
A cultura do palacio
Ana Barreiros
 
O aparecimento da arte gotica
O aparecimento da arte goticaO aparecimento da arte gotica
O aparecimento da arte gotica
Ana Barreiros
 

Mais procurados (20)

02 história a_revisões_módulo_2
02 história a_revisões_módulo_202 história a_revisões_módulo_2
02 história a_revisões_módulo_2
 
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf
03_02 O alargamento do conhecimento do Mundo.pdf
 
Lourenço Médicis
Lourenço MédicisLourenço Médicis
Lourenço Médicis
 
Estilo manuelino
Estilo manuelinoEstilo manuelino
Estilo manuelino
 
Cultura do mosteiro
Cultura do mosteiroCultura do mosteiro
Cultura do mosteiro
 
O espaço português 1
O espaço português 1O espaço português 1
O espaço português 1
 
MÓDULO II- 10º ANO- Idade média: reconquista
MÓDULO II- 10º ANO-  Idade média: reconquistaMÓDULO II- 10º ANO-  Idade média: reconquista
MÓDULO II- 10º ANO- Idade média: reconquista
 
02_02_o espaço português.pdf
02_02_o espaço português.pdf02_02_o espaço português.pdf
02_02_o espaço português.pdf
 
02 o alargamento do conhecimento do mundo
02 o alargamento do conhecimento do mundo02 o alargamento do conhecimento do mundo
02 o alargamento do conhecimento do mundo
 
03_01 a geografia cultural europeia.pdf
03_01 a geografia cultural europeia.pdf03_01 a geografia cultural europeia.pdf
03_01 a geografia cultural europeia.pdf
 
A Abertura Europeia ao Mundo - História A 10º Ano
A Abertura Europeia ao Mundo - História A 10º AnoA Abertura Europeia ao Mundo - História A 10º Ano
A Abertura Europeia ao Mundo - História A 10º Ano
 
O Antigo Regime
O Antigo RegimeO Antigo Regime
O Antigo Regime
 
Reinvenção das formas artísticas
Reinvenção das formas artísticasReinvenção das formas artísticas
Reinvenção das formas artísticas
 
01 cultura da catedral
01 cultura da catedral01 cultura da catedral
01 cultura da catedral
 
A renovação da espiritualidade e religiosidade
A renovação da espiritualidade e religiosidadeA renovação da espiritualidade e religiosidade
A renovação da espiritualidade e religiosidade
 
Exame mod 3 2 taar
Exame mod 3  2 taarExame mod 3  2 taar
Exame mod 3 2 taar
 
Ficha formativa Cultura do Mosteiro
Ficha formativa Cultura do MosteiroFicha formativa Cultura do Mosteiro
Ficha formativa Cultura do Mosteiro
 
Portugal medieval
Portugal medievalPortugal medieval
Portugal medieval
 
A cultura do palacio
A cultura do palacioA cultura do palacio
A cultura do palacio
 
O aparecimento da arte gotica
O aparecimento da arte goticaO aparecimento da arte gotica
O aparecimento da arte gotica
 

Semelhante a A produção cultural renascentista.pptx

Fichaculturadopalacio
FichaculturadopalacioFichaculturadopalacio
Fichaculturadopalacio
Associação de Pais C appalmesc
 
RENASCIMENTO. a virada de chave desencadeou na sociedade
RENASCIMENTO.  a virada  de chave desencadeou na sociedadeRENASCIMENTO.  a virada  de chave desencadeou na sociedade
RENASCIMENTO. a virada de chave desencadeou na sociedade
Ricardo Diniz campos
 
Cultura do palácio contexto
Cultura do palácio   contextoCultura do palácio   contexto
Cultura do palácio contexto
cattonia
 
Ficha cultura do palacio
Ficha cultura do palacioFicha cultura do palacio
Ficha cultura do palacio
Ana Barreiros
 
O Renascimento
O RenascimentoO Renascimento
O Renascimento
João Lima
 
Renascimento joão pedro - 20130802
Renascimento   joão pedro - 20130802Renascimento   joão pedro - 20130802
Renascimento joão pedro - 20130802
José Welington (Ton) Nogueira Filho
 
Idade Media - cultura
Idade Media - culturaIdade Media - cultura
Idade Media - cultura
Alexandre Protásio
 
Trabalho do Renascimente
Trabalho do RenascimenteTrabalho do Renascimente
Trabalho do Renascimente
rebeccabishop
 
Renascimento
Renascimento Renascimento
Renascimento
Escoladocs
 
Renascimento - História
Renascimento - HistóriaRenascimento - História
Renascimento - História
Thepatriciamartins12
 
Módulo 5 - Contexto Histórico Profissional
Módulo 5 - Contexto Histórico ProfissionalMódulo 5 - Contexto Histórico Profissional
Módulo 5 - Contexto Histórico Profissional
Carla Freitas
 
Renascimento cultural2
Renascimento cultural2Renascimento cultural2
Renascimento cultural2
Claudia Lazarini
 
Os Tempos Modernos (Renascimento e Reforma)
Os Tempos Modernos (Renascimento e Reforma)Os Tempos Modernos (Renascimento e Reforma)
Os Tempos Modernos (Renascimento e Reforma)
Bruno Marques
 
Ciência da sociedade
Ciência da sociedadeCiência da sociedade
Ciência da sociedade
Risalva Araujo Lima Veloso Veloso
 
Atividade de História - O Humanismo e o Renascimento
Atividade  de História - O Humanismo e  o Renascimento Atividade  de História - O Humanismo e  o Renascimento
Atividade de História - O Humanismo e o Renascimento
Mary Alvarenga
 
01 cultura da catedral
01 cultura da catedral01 cultura da catedral
01 cultura da catedral
Vítor Santos
 
Renascimento> características e conceitos
Renascimento> características e conceitosRenascimento> características e conceitos
Renascimento> características e conceitos
Eliphas Rodrigues
 
Ficha formativa cultura da catedral
Ficha formativa cultura da catedralFicha formativa cultura da catedral
Ficha formativa cultura da catedral
Ana Barreiros
 
O renascimento e a filosofia pdf
O renascimento e a filosofia pdfO renascimento e a filosofia pdf
O renascimento e a filosofia pdf
Robertino Lopes
 
O Renascimento Cultural e Científico
O Renascimento Cultural e CientíficoO Renascimento Cultural e Científico
O Renascimento Cultural e Científico
João Medeiros
 

Semelhante a A produção cultural renascentista.pptx (20)

Fichaculturadopalacio
FichaculturadopalacioFichaculturadopalacio
Fichaculturadopalacio
 
RENASCIMENTO. a virada de chave desencadeou na sociedade
RENASCIMENTO.  a virada  de chave desencadeou na sociedadeRENASCIMENTO.  a virada  de chave desencadeou na sociedade
RENASCIMENTO. a virada de chave desencadeou na sociedade
 
Cultura do palácio contexto
Cultura do palácio   contextoCultura do palácio   contexto
Cultura do palácio contexto
 
Ficha cultura do palacio
Ficha cultura do palacioFicha cultura do palacio
Ficha cultura do palacio
 
O Renascimento
O RenascimentoO Renascimento
O Renascimento
 
Renascimento joão pedro - 20130802
Renascimento   joão pedro - 20130802Renascimento   joão pedro - 20130802
Renascimento joão pedro - 20130802
 
Idade Media - cultura
Idade Media - culturaIdade Media - cultura
Idade Media - cultura
 
Trabalho do Renascimente
Trabalho do RenascimenteTrabalho do Renascimente
Trabalho do Renascimente
 
Renascimento
Renascimento Renascimento
Renascimento
 
Renascimento - História
Renascimento - HistóriaRenascimento - História
Renascimento - História
 
Módulo 5 - Contexto Histórico Profissional
Módulo 5 - Contexto Histórico ProfissionalMódulo 5 - Contexto Histórico Profissional
Módulo 5 - Contexto Histórico Profissional
 
Renascimento cultural2
Renascimento cultural2Renascimento cultural2
Renascimento cultural2
 
Os Tempos Modernos (Renascimento e Reforma)
Os Tempos Modernos (Renascimento e Reforma)Os Tempos Modernos (Renascimento e Reforma)
Os Tempos Modernos (Renascimento e Reforma)
 
Ciência da sociedade
Ciência da sociedadeCiência da sociedade
Ciência da sociedade
 
Atividade de História - O Humanismo e o Renascimento
Atividade  de História - O Humanismo e  o Renascimento Atividade  de História - O Humanismo e  o Renascimento
Atividade de História - O Humanismo e o Renascimento
 
01 cultura da catedral
01 cultura da catedral01 cultura da catedral
01 cultura da catedral
 
Renascimento> características e conceitos
Renascimento> características e conceitosRenascimento> características e conceitos
Renascimento> características e conceitos
 
Ficha formativa cultura da catedral
Ficha formativa cultura da catedralFicha formativa cultura da catedral
Ficha formativa cultura da catedral
 
O renascimento e a filosofia pdf
O renascimento e a filosofia pdfO renascimento e a filosofia pdf
O renascimento e a filosofia pdf
 
O Renascimento Cultural e Científico
O Renascimento Cultural e CientíficoO Renascimento Cultural e Científico
O Renascimento Cultural e Científico
 

Mais de cattonia

Deseq regionais.pptx
Deseq regionais.pptxDeseq regionais.pptx
Deseq regionais.pptx
cattonia
 
arte portuguesa.ppsx
arte portuguesa.ppsxarte portuguesa.ppsx
arte portuguesa.ppsx
cattonia
 
Era digital
Era digitalEra digital
Era digital
cattonia
 
Família
FamíliaFamília
Família
cattonia
 
A revolução francesa
A revolução francesaA revolução francesa
A revolução francesa
cattonia
 
O alargamento do conhec do mundo
O alargamento do conhec do mundoO alargamento do conhec do mundo
O alargamento do conhec do mundo
cattonia
 
2. o espaço português
2. o espaço português2. o espaço português
2. o espaço português
cattonia
 
Mercantilismo português
Mercantilismo portuguêsMercantilismo português
Mercantilismo português
cattonia
 
O quadro económico e demográfico xii xiv
O quadro económico e demográfico xii xivO quadro económico e demográfico xii xiv
O quadro económico e demográfico xii xiv
cattonia
 
3. hesitações do crescimento
3. hesitações do crescimento3. hesitações do crescimento
3. hesitações do crescimento
cattonia
 
1. a identidade civilizacional da europa
1. a identidade civilizacional da europa1. a identidade civilizacional da europa
1. a identidade civilizacional da europa
cattonia
 
Globalização
GlobalizaçãoGlobalização
Globalização
cattonia
 
Hegemonia inglesa
Hegemonia inglesaHegemonia inglesa
Hegemonia inglesa
cattonia
 
Trabalho
TrabalhoTrabalho
Trabalho
cattonia
 
1. uma europa a dois ritmos
1. uma europa a dois ritmos1. uma europa a dois ritmos
1. uma europa a dois ritmos
cattonia
 
Roma
RomaRoma
Roma
cattonia
 
Constr do social ii
Constr do social iiConstr do social ii
Constr do social ii
cattonia
 
A constr do social
A constr do socialA constr do social
A constr do social
cattonia
 
Apos a guerra fria
Apos a guerra friaApos a guerra fria
Apos a guerra fria
cattonia
 
Portugal no sec.xix
Portugal no sec.xixPortugal no sec.xix
Portugal no sec.xix
cattonia
 

Mais de cattonia (20)

Deseq regionais.pptx
Deseq regionais.pptxDeseq regionais.pptx
Deseq regionais.pptx
 
arte portuguesa.ppsx
arte portuguesa.ppsxarte portuguesa.ppsx
arte portuguesa.ppsx
 
Era digital
Era digitalEra digital
Era digital
 
Família
FamíliaFamília
Família
 
A revolução francesa
A revolução francesaA revolução francesa
A revolução francesa
 
O alargamento do conhec do mundo
O alargamento do conhec do mundoO alargamento do conhec do mundo
O alargamento do conhec do mundo
 
2. o espaço português
2. o espaço português2. o espaço português
2. o espaço português
 
Mercantilismo português
Mercantilismo portuguêsMercantilismo português
Mercantilismo português
 
O quadro económico e demográfico xii xiv
O quadro económico e demográfico xii xivO quadro económico e demográfico xii xiv
O quadro económico e demográfico xii xiv
 
3. hesitações do crescimento
3. hesitações do crescimento3. hesitações do crescimento
3. hesitações do crescimento
 
1. a identidade civilizacional da europa
1. a identidade civilizacional da europa1. a identidade civilizacional da europa
1. a identidade civilizacional da europa
 
Globalização
GlobalizaçãoGlobalização
Globalização
 
Hegemonia inglesa
Hegemonia inglesaHegemonia inglesa
Hegemonia inglesa
 
Trabalho
TrabalhoTrabalho
Trabalho
 
1. uma europa a dois ritmos
1. uma europa a dois ritmos1. uma europa a dois ritmos
1. uma europa a dois ritmos
 
Roma
RomaRoma
Roma
 
Constr do social ii
Constr do social iiConstr do social ii
Constr do social ii
 
A constr do social
A constr do socialA constr do social
A constr do social
 
Apos a guerra fria
Apos a guerra friaApos a guerra fria
Apos a guerra fria
 
Portugal no sec.xix
Portugal no sec.xixPortugal no sec.xix
Portugal no sec.xix
 

Último

Administração Em Enfermagem.pptx caala - Cópia-1.pptx
Administração Em Enfermagem.pptx caala - Cópia-1.pptxAdministração Em Enfermagem.pptx caala - Cópia-1.pptx
Administração Em Enfermagem.pptx caala - Cópia-1.pptx
helenawaya9
 
Plano_Aula_01_Introdução_com_Circuito_Piscar_LED
Plano_Aula_01_Introdução_com_Circuito_Piscar_LEDPlano_Aula_01_Introdução_com_Circuito_Piscar_LED
Plano_Aula_01_Introdução_com_Circuito_Piscar_LED
luggio9854
 
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdfGeotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Falcão Brasil
 
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdfUFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
Manuais Formação
 
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
Falcão Brasil
 
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdfPortfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Falcão Brasil
 
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da TerraUma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Luiz C. da Silva
 
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdfPortfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Falcão Brasil
 
O que é o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
O que é  o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?O que é  o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
O que é o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
Marcelo Botura
 
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIALA GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
ArapiracaNoticiasFat
 
UFCD_7224_Prevenção de acidentes em contexto domiciliário e institucional_índ...
UFCD_7224_Prevenção de acidentes em contexto domiciliário e institucional_índ...UFCD_7224_Prevenção de acidentes em contexto domiciliário e institucional_índ...
UFCD_7224_Prevenção de acidentes em contexto domiciliário e institucional_índ...
Manuais Formação
 
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdfEscola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Falcão Brasil
 
Caça-palavras - multiplicação
Caça-palavras  -  multiplicaçãoCaça-palavras  -  multiplicação
Caça-palavras - multiplicação
Mary Alvarenga
 
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsxQue Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
Luzia Gabriele
 
17 Coisas que seus alunos deveriam saber sobre TRI para melhorar sua nota no ...
17 Coisas que seus alunos deveriam saber sobre TRI para melhorar sua nota no ...17 Coisas que seus alunos deveriam saber sobre TRI para melhorar sua nota no ...
17 Coisas que seus alunos deveriam saber sobre TRI para melhorar sua nota no ...
Estuda.com
 
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Centro Jacques Delors
 
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdfAPRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
portaladministradores
 
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdfIntrodução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
valdeci17
 

Último (20)

Administração Em Enfermagem.pptx caala - Cópia-1.pptx
Administração Em Enfermagem.pptx caala - Cópia-1.pptxAdministração Em Enfermagem.pptx caala - Cópia-1.pptx
Administração Em Enfermagem.pptx caala - Cópia-1.pptx
 
Plano_Aula_01_Introdução_com_Circuito_Piscar_LED
Plano_Aula_01_Introdução_com_Circuito_Piscar_LEDPlano_Aula_01_Introdução_com_Circuito_Piscar_LED
Plano_Aula_01_Introdução_com_Circuito_Piscar_LED
 
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdfGeotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
 
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdfUFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
 
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
Endereços — Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - ...
 
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdfPortfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
 
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da TerraUma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
 
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdfPortfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
 
O que é o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
O que é  o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?O que é  o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
O que é o programa nacional de alimentação escolar (PNAE)?
 
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIALA GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
A GEOPOLÍTICA ATUAL E A INTEGRAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL
 
UFCD_7224_Prevenção de acidentes em contexto domiciliário e institucional_índ...
UFCD_7224_Prevenção de acidentes em contexto domiciliário e institucional_índ...UFCD_7224_Prevenção de acidentes em contexto domiciliário e institucional_índ...
UFCD_7224_Prevenção de acidentes em contexto domiciliário e institucional_índ...
 
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdfEscola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR).pdf
 
Caça-palavras - multiplicação
Caça-palavras  -  multiplicaçãoCaça-palavras  -  multiplicação
Caça-palavras - multiplicação
 
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsxQue Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
Que Pena Amor! Eugénio de Sá - Soneto.ppsx
 
17 Coisas que seus alunos deveriam saber sobre TRI para melhorar sua nota no ...
17 Coisas que seus alunos deveriam saber sobre TRI para melhorar sua nota no ...17 Coisas que seus alunos deveriam saber sobre TRI para melhorar sua nota no ...
17 Coisas que seus alunos deveriam saber sobre TRI para melhorar sua nota no ...
 
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
 
VIAGEM AO PASSADO -
VIAGEM AO PASSADO                        -VIAGEM AO PASSADO                        -
VIAGEM AO PASSADO -
 
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
 
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdfAPRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
 
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdfIntrodução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
 

A produção cultural renascentista.pptx

  • 1. Módulo 3 Unidade 3: A Produção Cultural
  • 2. • Por Renascimento entende-se o movimento de renovação literária, intelectual e artística, dos séc. XV e XVI, cuja principal fonte de inspiração foi o mundo clássico (grego e romano). Foi assim marcado por novos valores e características. • Cronologicamente situou-se entre os séc. XIV e XVI, caracterizando-se (sobretudo): o pela crença no valor do homem e na razão; o pela assunção de uma filosofia mais pragmática e prática da vida, o pela adoção de novos cânones estéticos e artísticos, o pela mentalidade quantitativa, o pela curiosidade prática pelas ciências e pela natureza. Renovação cultural renascentista
  • 3. • O Antropocentrismo, conceito do renascimento, opõe-se ao Teocentrismo, conceito da época medieval. Como consequência, as atitudes dominantes do pensamento humanista (e características da época renascentista) são: – otimismo : esperança no futuro; – naturalismo: valorização da natureza; – individualidade: realização da felicidade individual na terra; – fraternidade: todos os homens são irmãos; – experiencialismo: raciocínio dedutivo e espírito crítico. – classicismo: inspiração nos modelos clássicos (gregos e latinos). • As sementes do Humanismo foram lançadas por nomes como Petrarca, Bocaccio ou Dante, que têm em comum as críticas à sociedade do seu tempo. De entre os filósofos destacam-se Pico de la Mirandola e Maquiavel.
  • 5. • Humanismo – nova mentalidade que, partindo do estudo das obras Antiguidade, valoriza o Homem e as suas capacidades. O Humanismo compreende uma visão antropocêntrica do mundo, contrária ao Teocentrismo. • Naturalismo – nova visão da Natureza, baseada na experiência e na observação. Características do Renascimento
  • 6. • Classicismo – nova conceção de representação do Homem e do espaço, fundamentalmente a nível artístico, inspirada nos modelos clássicos. • Racionalismo – a razão como o motor do conhecimento e do Homem. • Individualismo / Otimismo – o Homem triunfante, graças às suas capacidades.
  • 8. Razões: • Económicas: o comércio florescente das cidades italianas e existência de uma burguesia mercantil enriquecida e culta; • Políticas: existência de príncipes ou burgueses mecenas e estados independentes e rivais entre si. A Itália: berço do Renascimento
  • 9. • Sociais e mentais: poder da burguesia, classe dinâmica e progressista e que tem uma mentalidade mais livre, bem como a reinterpretação de textos clássicos; • Outras: existência de sábios bizantinos fugidos de Constantinopla e também de outros sábios europeus que se refugiavam em Itália, por razões políticas e religiosas; vestígios de monumentos, esculturas… da época greco-romana.
  • 11. • O Homem do Renascimento rompe com a mentalidade medieval, procurando a fama, a glória, preocupando-se com a vida terrena, contestando o valor da hierarquia social tradicional. • Exalta-se a inteligência, a perspicácia, a astúcia, o calculismo e a força. • A literatura da época traduz bem estas ideias de um homem perfeito e capaz (Maquiavel e o “O Príncipe” ou Dante). Ostentação das elites Pág. 58/59
  • 12. • O homem valoriza-se através da afirmação pessoal e da exaltação da sua personalidade. Desenvolve-se a ideia de Individualismo e opõe-se o antropocentrismo ao teocentrismo. • Rodeadas de luxo e conforto, as elites sociais procuram ostentar essa mesma riqueza na forma como vivem, onde vivem, o que vestem…
  • 13. • O individualismo vai fazer nascer as preocupações biográficas, os registos e crónicas de grandes homens e seus feitos. • As figuras que mais se destacaram neste desejo de afirmação pessoal são os Condoretti, os Sforza, os Medicis, os Fugger e artistas e intelectuais como Camões, Leonardo Da Vinci, Erasmo, Rabelais... • Este individualismo teve a sua expressão máxima na Itália onde a burguesia era dinâmica e com grande capacidade financeira, chegando mesmo a influenciar o governo dos príncipes italianos (ex. Os Fugger que se tornaram banqueiros de Carlos V).
  • 14. • O desenvolvimento cultural e o aparecimento de novos valores que privilegiam as capacidades individuais e exigem a preparação dos homens recrutados para a administração pública, acarretam o aparecimento de uma sociedade diferente: * A Burguesia adota valores tradicionais da nobreza: - o investimento imobiliário, - a ostentação e o luxo, - a construção de palácios grandiosos e profusamente decorados, - a procura de títulos nobiliárquicos... * A Nobreza: - troca a vida no campo pela vida na cidade, - desenvolve um gosto crescente pela cultura e pela educação, - procura novas fontes de rendimento.
  • 15. • A ostentação torna-se comum entre burgueses e nobres, que chegam a competir pelo maior luxo nas suas casas e roupas: - organizam banquetes, receções e tertúlias para os quais convidam intelectuais e artistas que protegem e apoiam (mecenato); - deslocam-se sempre em luxuosos coches, ricamente vestidos e exibem publicamente as suas capacidades. • Os comportamentos e costumes das elites da sociedade alteram-se e tendem a uniformizar-se com a elaboração de normas de conduta e de comportamento em grupo.
  • 16. • Nobres e burgueses criam à sua volta uma verdadeira corte, comparável à dos Reis, onde fomentam a erudição, os princípios humanistas e onde se desenvolve um verdadeiro eixo de mecenato. • Surge a visão do homem renascentista perfeito: o Cortesão.
  • 17. • Surgem obras sobre a civilidade ou as boas maneiras (A “Civilidade Pueril” de Erasmo, o “Tratado de Corte” de Refuge ou “A Arte de Agradar na Corte” de Nicolas Faret). • Definem-se as formas corretas de falar, de atuar, de vestir... • O Cortesão ideal, digno de ser considerado a verdadeira elite social, era aquele apresentava determinados atributos: • Talentos físicos; • Intelectualidade; • Qualidades morais; • Boas maneiras; • Porte e linguagem do seu corpo.
  • 18. • O Renascimento admirou profundamente a força criadora do Homem, que se elevava à perfeição divina pelas obras do pensamento (verdadeiro traço renascentista). • Especialmente acarinhados e reconhecidos foram os intelectuais e os artistas, merecedores da proteção dos grandes senhores. • Os grandes senhores e o próprio Rei rivalizaram entre si nas honras a conceder aos intelectuais e aos artistas. • É o redescobrir da prática do mecenato, nascida no mundo greco- -romano. O prestígio dos artistas
  • 19. • Por um lado, os mecenas garantiram a sua fama e gloria, através das grandiosas reuniões que participavam e a uma orientação da opinião pública, inteligentemente praticada pelos humanistas protegidos. • Por outro, artistas e intelectuais obtinham um reconhecimento dos seus méritos e talentos, que elevavam, também aos cumes da glória. • A cultura torna-se assim um verdadeiro símbolo de riqueza, encarada como uma forma de afirmação e prestígio social e político. • Os grandes homens da época procuram associar-se a grandes feitos culturais, para assim terem a admiração de todos.
  • 20. • São exemplos o Papa Nicolau V que fundou a Biblioteca Vaticana, Lourenço de Médicis ou, em Portugal, D. João III, que concedeu diversas bolsas de estudo em universidades estrangeiras e fundou em Coimbra o Colégio das Artes. • A educação escolar generaliza-se entre a aristocracia e torna-se mais dispendiosa, dificultando o acesso às pessoas menos abastadas, daí que a maioria dos intelectuais da época fossem burgueses ou nobres abastados.
  • 21. • A laicização da cultura, independente da Igreja e da religião, facilitou a expressão de sentimentos e a criatividade, até então limitada pelo clero. • Agora, os escritores e artistas rompem com a conceção sagrada da vida, expressando livremente os sentimentos humanos e incentivando a alegria de viver, o prazer e o bem-estar social.
  • 22. • A festa torna-se uma constante numa sociedade onde o luxo e a ostentação agradam a ricos e pobres. Aristocratas, príncipes e reis ou mesmo a igreja, organizam festas como casamentos, batizados, desfiles, cortejos e paradas ou simples procissões e representações teatrais. • As festas organizadas pelos aristocratas são reservadas a um número restrito de convidados e realizadas em ambientes privados e ricamente decorados.
  • 23. • Já as festas organizadas pela igreja ou pelos reis têm um carácter público, podendo participar ricos e pobres. • Estas festividades tiveram algumas consequências, tais como a evolução da moda, os progressos na culinária, os temas profanos nas representações e o desenvolvimento da decoração e do mobiliário doméstico. • Intensificam-se também as relações entre os vários intelectuais e seu possível mecenas. As festas tornam-se uma verdadeira encenação do poder na era renascentista.
  • 24. • A prosperidade económica e as novas relações sociais e comerciais acarretam ainda um desenvolvimento nos cargos diplomáticos e nas necessidades de intelectuais a quem podiam ser confiadas importantes tarefas como a organização de bibliotecas reais, o ensino e educação da família real ou de famílias aristocráticas ou mesmo funções políticas (diplomacia, advocacia...). • O talento e o trabalho dos intelectuais foi, por isso, muitas vezes recompensado com títulos e tenças. • Torna-se comum o encontro e a entreajuda destes artistas, que se organizam em associações para discussão das suas ideias e das novidades (as Academias) e a afirmação dos laços de solidariedade (elogiam-se mutuamente, correspondem-se e prestam assistência em viagens).
  • 25. • Em Portugal não faltaram exemplos de mecenato por parte da corte régia. • D. João, D. Manuel e D. João III não se pouparam a despesas para acolher humanistas estrangeiros, assim como custear bolsas a estudantes portugueses na Itália, na França e em Coimbra. • Patrocinaram ainda grandes obras arquitetónicas, contribuindo para a elevação da arte e a gloria dos seus reinados. Em Portugal
  • 26. • O ambiente da corte régia mostrava-se, na verdade, verdadeiramente proporcionador da cultura. Provam-no ainda as festas por ocasião de casamentos reais ou de embaixadas (como a de D. Manuel ao Papa).
  • 28. • A produção cultural do Renascimento reflete a mentalidade antropocêntrica da época. Tem o Homem no centro das suas preocupações, considerando-o um ser bom e responsável, inclinado para o Bem e para a Perfeição. • Estes princípios estão presentes no humanismo, que é a faceta literária do renascimento. Os seus protagonistas são reconhecidos pelo nome de humanistas e foram os intelectuais da altura. A poesia, a história, o teatro e a filosofia constituíram os seus domínios de eleição. • O Homem é o único ser da Natureza dotado de razão, o único que se faz a si próprio, que auto determina a sua conduta, que escolhe a sua missão. Caminhos abertos pelo Humanismo
  • 29. • O Renascimento esteve ligado ao desenvolvimento da corrente humanista. A leitura e tradição de manuscritos antigos da cultura clássica, possibilitou a redescoberta de antigas obras e a sua correção e reinterpretação à luz da nova visão do homem e do mundo.
  • 30. • Surgem homens preocupados em criticar a sociedade, as instituições medievais, as práticas pedagógicas ultrapassadas e em defender um novo estilo de vida e uma nova pedagogia que fosse oposta à antiga escolástica. • É um homem novo, o do Renascimento, consciente de si e das suas possibilidades, capaz de recusar a autoridade livresca e criticar o dogmatismo medieval, para construir uma visão pragmática da vida, de acordo com o espírito da razão.
  • 31. • Os intelectuais italianos alimentavam uma verdadeira paixão pela Antiguidade. • Coube-lhes iniciar a renovação da literatura, invocando a herança clássica, a exaltação da figura humana, a expressão sentimental, o gozo da vida. • Estes eruditos humanistas procuram entusiasticamente, os manuscritos clássicos, aperfeiçoando o latim e aprendendo o grego e o hebreu. • Visitaram mosteiros e outros locais onde estes manuscritos se encontravam, bem como textos de grande valor poético, histórico, filosófico e até cientifico, incluindo a Bíblia. Valorização da Antiguidade Clássica
  • 32. • O latim foi a língua escolhida entre os humanistas, que desenvolveram uma verdadeira república de letras (em Portugal, André de Resende ou Sá de Miranda). • Os humanistas revoltaram-se contra as traduções e interpretações erradas que, a seu ver, os estudiosos da Idade Media fizeram e procuraram assim reavivar as verdades que consideravam ocultas. • Com um espírito crítico perfeito, procuravam trazer a lume os valores antropocêntricos da Antiguidade e restaurar, também, a missão original da Igreja.
  • 33. • O ensino serviu também para propagar estas ideias e fomentar os conhecimentos obtidos com os antigos. • Surge a formação em Studia Humanitatis – Humanidades – considerada a base do verdadeiro saber humano (por exemplo, em Portugal, o Mosteiro de Santa Cruz ministrava cursos de latim, grego e hebreu.
  • 34. • A paixão dos humanistas pelos clássicos conduziu-os a criar obras que imitavam os autores greco-latinos na sua essência e estilo. • Os humanistas tinham consciência da inovação que a sua época vivia e lhes permitia. • Cultivavam a língua nacional, que defendiam de forma veemente, desenvolvendo a sua ortografia, um vocabulário mais rico… enfim, tudo o que os pudesse levar mais além que os seus inspiradores. • A consciência de modernidade possibilitou a verdadeira ascensão face aos autores clássicos que estes tanto cultivavam. • Passam a considerar os textos antigos como um instrumento que possibilitava ao individuo o desenvolvimento das suas capacidades, auxiliando-o assim a conhecer-se a si e ao mundo. Consciência da modernidade
  • 35. • Para os humanistas, o individuo afirma-se através da razão. Os jovens deveriam, assim, ser incentivados a pensar sobre as coisas, a racionalizar. • Desenvolve-se assim um espírito crítico que denuncia comportamentos inadequados e proclama a necessidade de um mundo puro e ideal, onde a vida estava centrada nos ideias de igualdade, fraternidade… • Erasmo de Roterdão foi um desses homens, que procurou recuperar os valores do cristianismo primitivo, tornando-se uma referência a seguir. • Esta época foi a conquista da consciência do valor humano, do homem universal. Individualismo e racionalidade
  • 36. Rutura e continuidade • Os valores humanistas revelam uma rutura com o pensamento medieval religioso. Se na Idade Média a cultura estava depositada nas mãos do Clero, agora está aberta a todos. A imprensa, ao facilitar a impressão dos livros, torna-se o veículo de acesso ao conhecimento. • O Homem é visto na sua vertente de criação, mas como uma obra em construção, dependente dele próprio e das suas capacidades. • Todavia, o Homem renascentista não corta definitivamente com o pensamento eclesiástico. Mantém-se a figura divina e a importância de Deus, o criador. No enanto, verifica-se uma verdadeira humanização da figura religiosa (já iniciada no Gótico).
  • 37. O espírito racional • Os artistas ascendem à categoria de intelectuais e autores. Assumem as suas criações, que assinam; elaboram autorretratos e produzem biografias. • O Homem antropocêntrico conhece a realidade que o rodeia e, como tal, reproduz a natureza na própria arte, que começa por ser pensada, “Cosa mentale”. • O carácter matemático possibilitado pela Expansão abre caminho para uma representação concreta, definindo-se princípios de organização do espaço e aplicação de conceitos de perspetiva.
  • 38. • A crítica social conduziu à elaboração de utopias, obras literárias do renascimento que descreviam mundos ideais e harmoniosos, onde se praticava uma vida centrada nos valores humanos. Espírito crítico, utopia • Estas obras utópicas deixam transparecer a realidade, muito diferente da idealizada, que contrapõe uma elite rica e endinheirada a um povo miserável.
  • 39. • A Utopia de Thomas More, uma das mais bem conseguidas da época e inspirada na obra “República”, de Platão, retratava um mundo completamente oposto aquele em que o autor vivia: um mundo puro, onde todos trabalhavam para um mesmo fim e os direitos humanos eram respeitados. O mundo real era o mundo inglês do despotismo, da ociosidade nobre, do luxo eclesiástico e da corrupção e miséria popular.
  • 40. • Outra obra foi a “Cidade do Sol” de Campanella, que descrevia uma cidade cheia de abundância e harmoniosa, onde apenas se trabalhava quatro horas diárias, graças ao seu desenvolvimento tecnológico; • Surgem ainda obras de crítica social como os autos de Gil Vicente ou “Pantagruel” de Rabelais. • O mundo utópico era aquele onde o homem conseguia estabelecer a prosperidade.
  • 41. • O urbanismo renascentista sofre influências destas ideias utópicas. • Alberti, influenciado pela obra de Vitrúvio, concebe a ideia de um espaço racional e ordenado, regular e unitário. • Todavia, estas ideias apenas encontram eco na cidade italiana de Palma Nueva.
  • 42. • Considerava-se que a cidade ideal estava organizada a partir de uma planta circular, orientada por preocupações meteorológicas e de estratégia militar. • As ruas deveriam ser largas e rectilíneas, ladeadas de casas com fachadas uniformes, com novas praças de traçado regular (normalmente quadrado) para enquadrar um edifício ou um monumento importante.
  • 43. • Os arquitetos renascentistas preocuparam-se ainda em deixar a sua marca em edifícios civis e militares. • Surgem belas villas caracterizadas pela simetria das suas fachadas, decoradas com frescos e belos jardins. • São ainda típicos os palácios de grossas paredes mas que reproduzem o clássico princípio das ordens. É o caso dos palácios do vale do Loire.
  • 44. • Na maioria dos palácios, toda a estrutura se organiza ao redor de um pátio central de forma quadrada - cortile. • Normalmente estes edifícios eram propriedade de grandes comerciantes e serviam de residência e local de trabalho. • Assim, no piso inferior (rés do chão) estavam os escritórios, o armazém… e nos andares superiores, a parte propriamente familiar: as dependências nobres e sociais, bem como as zonas privadas. Planta do palácio de Medici
  • 45. • Contrastando com o exterior, as fachadas internas do palácio, criadas em torno do cortile abriam-se em elegantes loggias, galerias de arcos redondos à maneira romana.