EVOLUÇÃO
DEMOCRÁTICA, NACIONALISMO
     E IMPERIALISMO

        UNIDADE 3
Noções Básicas

•   O sufrágio é o direito de voto e, como tal, deve ser universal, direto, secreto e
    periódico:

    a) universalidade do sufrágio - alargamento do direito de voto a todos os
    cidadãos;

    b) liberdade de voto - garantia de um voto formado sem qualquer coação
    exterior, pública ou privada;

    c) sufrágio secreto - pressupõe a pessoalidade do voto;

    d) igualdade de sufrágio - todos os votos têm a mesma eficácia jurídica legal, o
    mesmo valor de resultado;

    e) periodicidade do sufrágio - o sufrágio deve ser periódico, devendo haver
    renovação periódica dos cargos políticos.


                                                              In http://library.fes.de/pdf-files/bueros/angola/50000.pdf
•   Partidos políticos:

     – Partidos de massas (grupos políticos que necessitam do apoio popular
        para se constituírem e fortalecerem).

     – Partidos de comités ou quadros (partidos organizados em torno de uma
        figura forte e poderosa).

•   Sistemas eleitorais:

     – Maioritário (nomeação dos deputados mais votados, com exclusão de
        todos os outros).

     – Representativo (aquele em que a vontade de um órgão é manifestada –
        e garantida pela Constituição - mesmo se não coincide com a vontade
        do povo).

     – Proporcional (O número de deputados eleitos é determinado de forma
        proporcional à população votante – segue-se o sistema de Hondt).
3.1. As transformações políticas

      No início do século XX, o regime democrático apresentava algumas
    limitações, não garantindo a igualdade política, uma vez que existia :

•   o voto censitário – para se ter direito ao voto era necessário possuir uma
    determinada quantia, ou rendimento;

•   O voto por alfabetização – afastava da eleição grande parte da população,
    nesta época maioritariamente analfabeta;

•   O voto por nível etário – apenas podiam votar os que fossem maiores de
    determinada idade (normalmente 21);

•   A não remuneração do cargo – levava a que uma minoria pudesse ser eleita;

•   A existência do sistema de bicameralismo – contrária à ideia de soberania
    popular, na medida em que uma das câmaras era de carácter hereditário /
    nomeação.

•   A inexistência de um sistema de representação proporcional.
Evolução democrática do sistema
                                representativo
• A partir de 1870 e até 1914 - tendência notória para a democracia Liberal ou
Demoliberalismo. A monarquia constitucional tornou-se o regime político
predominante.

• Seguindo o exemplo da Grã Bretanha, a tendência foi para a limitação do
poder dos monarcas.

• O poder reivindicativo das classes operárias, tornou mais questionável a
permanência no poder de reis e príncipes, surgindo a República como o
regime político mais democrático e livre.
Parlamentarismo e Democracia Representativa tornaram-se frequentemente
sinónimos à custa de reformas políticas que instituíram:

• a formação de partidos políticos de massas;

• o voto secreto como garantia da livre expressão;

• o fim do reforço do poder executivo sobre o legislativo;

• a eletividade de todas as câmaras do sistema parlamentar;

• o modelo de representatividade proporcional;

• o estado laico;

• o desenvolvimento do julgamento civil;

• a remuneração dos cargos políticos;

• o sufrágio universal (graças à diminuição progressiva da idade de voto e da
franquia censitária).
O movimento sufragista

•   Movimento de luta pela igualdade de
    direitos das mulheres intervirem na política.

•   Começa     a    tomar   forma    na   América
    revolucionária onde, entre 1691 e 1780 as
    mulheres proprietárias de Massachusetts
    podiam votar.

•   No século XIX as sufragistas americanas
    trabalhavam em movimentos abolicionistas,
    até ser decidida a criação de um movimento
    exclusivamente     sufragista,    onde     se
    destacaram vários nomes.
O movimento sufragista

                        •   Em 1848 reúne a primeira Convenção dos Direitos
                            das Mulheres, em Nova Iorque.

                        •   Este     movimento   americano   terminou   com   a
                            aprovação pelo Congresso Americano em 1919 da
                            Emenda à Constituição que concedia o direito de
                            voto independentemente da raça e do sexo.



•   O direito de voto é alcançado:

     •   Na Austrália em 1901;

     •   Na Finlândia em 1906;

     •   Na Rússia em 1917;

     •   Na Alemanha em 1918;

     •   Na França em 1945….
•    A primeira mulher a votar em Portugal foi
         Carolina Beatriz Ângelo, em 1911, contornando
         a lei que só permitia votar aos cidadãos maiores
         de 21 anos que fossem chefes de família ou que
         soubessem ler e escrever.

•       Nas primeiras eleições legislativas ocorridas no
        Estado Novo foram eleitas três deputadas.

•       O decreto-lei 19694 de 5 de Maio de 1956
        considera as mulheres como eleitoras (apenas as
                                                               •   No      entanto,    o
        que fossem chefes de família, bem como que
                                                                   sufrágio     universal
        tivessem,    pelo   menos,   o   ensino   secundário
                                                                   feminino     só    foi
        completo).
                                                                   alcançado após o 25
                                                                   de Abril.
As aspirações de liberdade

   Apesar das reformas democráticas, em muitos
países do norte e noroeste da Europa continuavam
a existir estados autoritários que continuavam a
resistir às reformas demoliberais, como o caso do
império alemão, império austro-húngaro, império
russo e império turco.
   O seu poder fundamentava-se na:
• Autocracia, os soberanos governavam de forma
absoluta apesar de algumas reformas tímidas no
sentido da liberalização.
• Oligarquia, o poder era exercido pelas grandes
elites.
Movimentos de unificação nacional

   Baseados nos princípios das nacionalidades vários povos tornaram-se
independentes ao longo do século XIX:


• Grécia e Bélgica em 1830;
• Itália em 1860 / 70;
• Império Alemão em 1871.


    Pela mesma época, povos que viviam divididos por autoridades locais e
poderes ancestrais acabaram sendo unificados sob a tutela de um monarca
em geral no final de processos demorados de alargamento de fronteiras e
anexações de territórios feitas por via de guerras em geral de curta duração.
O caso Italiano


• No Congresso de Viena, a Itália foi
dividida em vários estados.
• Ao Papa, soberano de um dos estados,
interessava   a    divisão    política   porque
reforçava o seu poder e o preservava.
• Outro   grande    inimigo    da    unificação
italiana era o Império Austro Húngaro que
dominava no norte e centro da península.


• Os italianos, desejosos de acabarem com a supremacia da Áustria, iniciaram
uma sucessão de pronunciamentos organizando-se várias sociedades secretas
impulsionadas pela Maçonaria, entre as quais a Carbonária.
• No Piemonte deu-se uma revolta, tendo o monarca sido proclamado rei de
 Itália.
 • Os austríacos restabeleceram a ordem, intervindo, perseguindo os liberais e
 prendendo os patriotas.

• A partir do reino do Piemonte e Sardenha,
governado pelo rei Vítor Emanuel II, iniciou-se o
movimento de unificação com a ajuda do
primeiro   ministro   Cavour   e   dos   exércitos
franceses com cuja ajuda os patriotas italianos
combateram os austríacos e lhes conquistaram
os territórios da Lombardia.

• Em 1860, movimentos populares entregaram alguns dos territórios da Igreja ao rei

Vítor Emanuel.
•   Finalmente,    Garibaldi   conquistou   os   territórios   do
                     sul, Reino das Duas Sicílias, para a monarquia
                     piemontesa. Vítor Emanuel avançou para sul e ocupou os
                     estados pontifícios sendo aclamado rei de Itália no
                     parlamento de Turim.


• Vítor Emanuel foi coroado rei de Itália em 1861 e a Venécia integrada no
estado italiano em 1866.
• Em 1870 a Itália anexou o que faltava dos estados pontifícios aproveitando a
saída das tropas francesas para combater a Prússia, para ocupar Roma e o
que restava dos territórios pontifícios. Aceitava-se um status quo através da lei
das Garantias de 1871, que mantinha a soberania do Papa, dos seus bens e
as prerrogativas de um estado soberano.
O caso alemão

•   A Confederação Germânica fundada
    em 1815 pelo Congresso de Viena era
    formada por 39 estados soberanos
    entre os quais principados e cidades
    livres.

•   O soberano desta confederação era o
    imperador austríaco.

•   A   Prússia   desejava    a    supremacia
    política   sobre    a   região   tendo-se
    desenvolvido bastante do ponto de
    vista              económico           e
    cultural, armamento, comunicações, in
    dústria, ensino universitário…
•   Em 1834, a Prússia iniciou o Zollverein, criando uma poderosa força militar.

•   A partir de 1862 iniciou-se o movimento de unificação com recurso às armas
    sob inspiração do primeiro ministro de Guilherme I da Prússia, Otto Von
    Bismarck.

•   A Prússia entrou em guerra com a Áustria conseguindo, em 1866 pela paz
    de Praga, a expulsão da Áustria da Confederação Germânica.

•   Forma-se a Confederação da Alemanha do Norte em 1867 constituída por
    21 estados.

•   A guerra com a França permitiu adicionar
    mais alguns territórios à custa dos rivais
    latinos (1871 – Alsácia e Lorena são
    conquistadas).
3.2. Os afrontamentos Imperialistas
O domínio da Europa sobre o mundo

    Até ao início do séc. XX, a Europa detinha a hegemonia sobre o resto do
mundo. Este domínio foi resultado de um conjunto variado de fatores:

•   um acentuado crescimento demográfico;

•   a existência de uma mão-de-obra abundante e barata;

•   a abundância de matérias-primas provenientes das colónias;

•   o aumento dos fluxos financeiros internacionais;

•   o desenvolvimento tecnológico, que trouxe consigo elevados níveis de
    produção e qualidade;

•   a concentração industrial (formaram-se consórcios, monopólios e
    sociedades de capitais industriais, como as químicas, do aço, do ferro…).
A Europa era o centro do mundo, de onde irradiava o melhor para o resto
dos continentes. As suas formas de presença no mundo eram também variadas:


• Forte movimento migratório,
• Desenvolvimento industrial de outros locais,
• Organização comercial à escala mundial,
• Incremento das comunicações mundiais,
• Expansão tecnológica…




   Todavia, a partir de finais do séc. XIX, inícios do séc. XX, países como os
EUA    e   o   Japão   iniciaram   o   seu   processo   de   desenvolvimento   e
industrialização, colocando em risco a hegemonia europeia.
Dependência das regiões subdesenvolvidas

                    • Desde o séc. XV que se formaram
                    grandes Impérios Coloniais, como, por
                    exemplo, o Português.
                    •O      desenvolvimento              do        processo
                    industrial,     tornou   necessário            encontrar
                    colónias.
                    • Surge uma nova vaga imperialista, que
                    conduz a um período de Colonialismo
                    (forma de domínio exercido pela metrópole
                    sobre       a    colónia)        e     Imperialismo
                    (designação        que      se       atribui     a   um
                    determinado estado que exerce domínio
                    sobre um estado que não lhe pertence).
O domínio é realizado em três “frentes”:

•   económico: controle do mercado, matéria-prima e do
    comércio.

•   Político: imposição de um governo de confiança da
    metrópole.

•   Cultural: imposição da língua, costumes, religião…



    Razões das rivalidades pela posse das colónias:

•   Necessidade de matérias-primas;

•   Necessidade de mercados de escoamento para os produtos;

•   Destino para a emigração crescente.
PRINCIPAIS IMPÉRIOS COLONIAIS
(FINAIS DO SÉC. XIX / INÍCIOS DO SÉC. XX)               ÁREAS DE INFLUÊNCIA




                                            • Colónias de população branca (implantação
                                            realizada segundo os moldes da metrópole:
            GRÃ-BRETANHA                    Canadá, Austrália).
                                            • Colónias de exploração económica (abastecem
                                            a   metrópole de matéria-prima e fornecem
                                            mercado de escoamento: Índia, África…)
                                            • Protetorados (ex. Egipto).


                FRANÇA                      Colónias no Norte de África, a partir de 1871
                                            (cujas fronteiras colidiam com as da Inglaterra).



               ALEMANHA                     A partir do momento em que entra na corrida,
                                            lança-se sobre o continente que ainda restava: a
                                            África (Sudoeste e zona Oriental).
•   A corrida à África leva à convocação da Conferência de Berlim (1884/5),
    onde se estabelece :

          • o direito da ocupação efectiva: os territórios pertencem a quem os
            ocupar;

          • a navegação no rio Níger.

•   Aumentam as tensões internacionais.
A ameaça da paz


•   Choque         de      interesses   e
    rivalidades;

•   Desenvolvimento do Nacionalismo;

•   Reforço do Colonialismo e do
    Imperalismo;

•   Política de alianças (tríplice entente
    e tríplice aliança);

•   Clima de paz armada;

•   Eclodir da primeira guerra mundial.
Em resumo:

Evolução democrática e nacionalismos

  • 1.
  • 2.
    Noções Básicas • O sufrágio é o direito de voto e, como tal, deve ser universal, direto, secreto e periódico: a) universalidade do sufrágio - alargamento do direito de voto a todos os cidadãos; b) liberdade de voto - garantia de um voto formado sem qualquer coação exterior, pública ou privada; c) sufrágio secreto - pressupõe a pessoalidade do voto; d) igualdade de sufrágio - todos os votos têm a mesma eficácia jurídica legal, o mesmo valor de resultado; e) periodicidade do sufrágio - o sufrágio deve ser periódico, devendo haver renovação periódica dos cargos políticos. In http://library.fes.de/pdf-files/bueros/angola/50000.pdf
  • 3.
    Partidos políticos: – Partidos de massas (grupos políticos que necessitam do apoio popular para se constituírem e fortalecerem). – Partidos de comités ou quadros (partidos organizados em torno de uma figura forte e poderosa). • Sistemas eleitorais: – Maioritário (nomeação dos deputados mais votados, com exclusão de todos os outros). – Representativo (aquele em que a vontade de um órgão é manifestada – e garantida pela Constituição - mesmo se não coincide com a vontade do povo). – Proporcional (O número de deputados eleitos é determinado de forma proporcional à população votante – segue-se o sistema de Hondt).
  • 4.
    3.1. As transformaçõespolíticas No início do século XX, o regime democrático apresentava algumas limitações, não garantindo a igualdade política, uma vez que existia : • o voto censitário – para se ter direito ao voto era necessário possuir uma determinada quantia, ou rendimento; • O voto por alfabetização – afastava da eleição grande parte da população, nesta época maioritariamente analfabeta; • O voto por nível etário – apenas podiam votar os que fossem maiores de determinada idade (normalmente 21); • A não remuneração do cargo – levava a que uma minoria pudesse ser eleita; • A existência do sistema de bicameralismo – contrária à ideia de soberania popular, na medida em que uma das câmaras era de carácter hereditário / nomeação. • A inexistência de um sistema de representação proporcional.
  • 5.
    Evolução democrática dosistema representativo • A partir de 1870 e até 1914 - tendência notória para a democracia Liberal ou Demoliberalismo. A monarquia constitucional tornou-se o regime político predominante. • Seguindo o exemplo da Grã Bretanha, a tendência foi para a limitação do poder dos monarcas. • O poder reivindicativo das classes operárias, tornou mais questionável a permanência no poder de reis e príncipes, surgindo a República como o regime político mais democrático e livre.
  • 6.
    Parlamentarismo e DemocraciaRepresentativa tornaram-se frequentemente sinónimos à custa de reformas políticas que instituíram: • a formação de partidos políticos de massas; • o voto secreto como garantia da livre expressão; • o fim do reforço do poder executivo sobre o legislativo; • a eletividade de todas as câmaras do sistema parlamentar; • o modelo de representatividade proporcional; • o estado laico; • o desenvolvimento do julgamento civil; • a remuneração dos cargos políticos; • o sufrágio universal (graças à diminuição progressiva da idade de voto e da franquia censitária).
  • 7.
    O movimento sufragista • Movimento de luta pela igualdade de direitos das mulheres intervirem na política. • Começa a tomar forma na América revolucionária onde, entre 1691 e 1780 as mulheres proprietárias de Massachusetts podiam votar. • No século XIX as sufragistas americanas trabalhavam em movimentos abolicionistas, até ser decidida a criação de um movimento exclusivamente sufragista, onde se destacaram vários nomes.
  • 8.
    O movimento sufragista • Em 1848 reúne a primeira Convenção dos Direitos das Mulheres, em Nova Iorque. • Este movimento americano terminou com a aprovação pelo Congresso Americano em 1919 da Emenda à Constituição que concedia o direito de voto independentemente da raça e do sexo. • O direito de voto é alcançado: • Na Austrália em 1901; • Na Finlândia em 1906; • Na Rússia em 1917; • Na Alemanha em 1918; • Na França em 1945….
  • 9.
    A primeira mulher a votar em Portugal foi Carolina Beatriz Ângelo, em 1911, contornando a lei que só permitia votar aos cidadãos maiores de 21 anos que fossem chefes de família ou que soubessem ler e escrever. • Nas primeiras eleições legislativas ocorridas no Estado Novo foram eleitas três deputadas. • O decreto-lei 19694 de 5 de Maio de 1956 considera as mulheres como eleitoras (apenas as • No entanto, o que fossem chefes de família, bem como que sufrágio universal tivessem, pelo menos, o ensino secundário feminino só foi completo). alcançado após o 25 de Abril.
  • 10.
    As aspirações deliberdade Apesar das reformas democráticas, em muitos países do norte e noroeste da Europa continuavam a existir estados autoritários que continuavam a resistir às reformas demoliberais, como o caso do império alemão, império austro-húngaro, império russo e império turco. O seu poder fundamentava-se na: • Autocracia, os soberanos governavam de forma absoluta apesar de algumas reformas tímidas no sentido da liberalização. • Oligarquia, o poder era exercido pelas grandes elites.
  • 11.
    Movimentos de unificaçãonacional Baseados nos princípios das nacionalidades vários povos tornaram-se independentes ao longo do século XIX: • Grécia e Bélgica em 1830; • Itália em 1860 / 70; • Império Alemão em 1871. Pela mesma época, povos que viviam divididos por autoridades locais e poderes ancestrais acabaram sendo unificados sob a tutela de um monarca em geral no final de processos demorados de alargamento de fronteiras e anexações de territórios feitas por via de guerras em geral de curta duração.
  • 12.
    O caso Italiano •No Congresso de Viena, a Itália foi dividida em vários estados. • Ao Papa, soberano de um dos estados, interessava a divisão política porque reforçava o seu poder e o preservava. • Outro grande inimigo da unificação italiana era o Império Austro Húngaro que dominava no norte e centro da península. • Os italianos, desejosos de acabarem com a supremacia da Áustria, iniciaram uma sucessão de pronunciamentos organizando-se várias sociedades secretas impulsionadas pela Maçonaria, entre as quais a Carbonária.
  • 13.
    • No Piemontedeu-se uma revolta, tendo o monarca sido proclamado rei de Itália. • Os austríacos restabeleceram a ordem, intervindo, perseguindo os liberais e prendendo os patriotas. • A partir do reino do Piemonte e Sardenha, governado pelo rei Vítor Emanuel II, iniciou-se o movimento de unificação com a ajuda do primeiro ministro Cavour e dos exércitos franceses com cuja ajuda os patriotas italianos combateram os austríacos e lhes conquistaram os territórios da Lombardia. • Em 1860, movimentos populares entregaram alguns dos territórios da Igreja ao rei Vítor Emanuel.
  • 14.
    Finalmente, Garibaldi conquistou os territórios do sul, Reino das Duas Sicílias, para a monarquia piemontesa. Vítor Emanuel avançou para sul e ocupou os estados pontifícios sendo aclamado rei de Itália no parlamento de Turim. • Vítor Emanuel foi coroado rei de Itália em 1861 e a Venécia integrada no estado italiano em 1866. • Em 1870 a Itália anexou o que faltava dos estados pontifícios aproveitando a saída das tropas francesas para combater a Prússia, para ocupar Roma e o que restava dos territórios pontifícios. Aceitava-se um status quo através da lei das Garantias de 1871, que mantinha a soberania do Papa, dos seus bens e as prerrogativas de um estado soberano.
  • 15.
    O caso alemão • A Confederação Germânica fundada em 1815 pelo Congresso de Viena era formada por 39 estados soberanos entre os quais principados e cidades livres. • O soberano desta confederação era o imperador austríaco. • A Prússia desejava a supremacia política sobre a região tendo-se desenvolvido bastante do ponto de vista económico e cultural, armamento, comunicações, in dústria, ensino universitário…
  • 16.
    Em 1834, a Prússia iniciou o Zollverein, criando uma poderosa força militar. • A partir de 1862 iniciou-se o movimento de unificação com recurso às armas sob inspiração do primeiro ministro de Guilherme I da Prússia, Otto Von Bismarck. • A Prússia entrou em guerra com a Áustria conseguindo, em 1866 pela paz de Praga, a expulsão da Áustria da Confederação Germânica. • Forma-se a Confederação da Alemanha do Norte em 1867 constituída por 21 estados. • A guerra com a França permitiu adicionar mais alguns territórios à custa dos rivais latinos (1871 – Alsácia e Lorena são conquistadas).
  • 17.
    3.2. Os afrontamentosImperialistas
  • 18.
    O domínio daEuropa sobre o mundo Até ao início do séc. XX, a Europa detinha a hegemonia sobre o resto do mundo. Este domínio foi resultado de um conjunto variado de fatores: • um acentuado crescimento demográfico; • a existência de uma mão-de-obra abundante e barata; • a abundância de matérias-primas provenientes das colónias; • o aumento dos fluxos financeiros internacionais; • o desenvolvimento tecnológico, que trouxe consigo elevados níveis de produção e qualidade; • a concentração industrial (formaram-se consórcios, monopólios e sociedades de capitais industriais, como as químicas, do aço, do ferro…).
  • 19.
    A Europa erao centro do mundo, de onde irradiava o melhor para o resto dos continentes. As suas formas de presença no mundo eram também variadas: • Forte movimento migratório, • Desenvolvimento industrial de outros locais, • Organização comercial à escala mundial, • Incremento das comunicações mundiais, • Expansão tecnológica… Todavia, a partir de finais do séc. XIX, inícios do séc. XX, países como os EUA e o Japão iniciaram o seu processo de desenvolvimento e industrialização, colocando em risco a hegemonia europeia.
  • 20.
    Dependência das regiõessubdesenvolvidas • Desde o séc. XV que se formaram grandes Impérios Coloniais, como, por exemplo, o Português. •O desenvolvimento do processo industrial, tornou necessário encontrar colónias. • Surge uma nova vaga imperialista, que conduz a um período de Colonialismo (forma de domínio exercido pela metrópole sobre a colónia) e Imperialismo (designação que se atribui a um determinado estado que exerce domínio sobre um estado que não lhe pertence).
  • 21.
    O domínio érealizado em três “frentes”: • económico: controle do mercado, matéria-prima e do comércio. • Político: imposição de um governo de confiança da metrópole. • Cultural: imposição da língua, costumes, religião… Razões das rivalidades pela posse das colónias: • Necessidade de matérias-primas; • Necessidade de mercados de escoamento para os produtos; • Destino para a emigração crescente.
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    PRINCIPAIS IMPÉRIOS COLONIAIS (FINAISDO SÉC. XIX / INÍCIOS DO SÉC. XX) ÁREAS DE INFLUÊNCIA • Colónias de população branca (implantação realizada segundo os moldes da metrópole: GRÃ-BRETANHA Canadá, Austrália). • Colónias de exploração económica (abastecem a metrópole de matéria-prima e fornecem mercado de escoamento: Índia, África…) • Protetorados (ex. Egipto). FRANÇA Colónias no Norte de África, a partir de 1871 (cujas fronteiras colidiam com as da Inglaterra). ALEMANHA A partir do momento em que entra na corrida, lança-se sobre o continente que ainda restava: a África (Sudoeste e zona Oriental).
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    A corrida à África leva à convocação da Conferência de Berlim (1884/5), onde se estabelece : • o direito da ocupação efectiva: os territórios pertencem a quem os ocupar; • a navegação no rio Níger. • Aumentam as tensões internacionais.
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    A ameaça dapaz • Choque de interesses e rivalidades; • Desenvolvimento do Nacionalismo; • Reforço do Colonialismo e do Imperalismo; • Política de alianças (tríplice entente e tríplice aliança); • Clima de paz armada; • Eclodir da primeira guerra mundial.
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