SlideShare uma empresa Scribd logo
MÓDULO
3
ARTE PORTUGUESA
O renascimento
em Portugal
• Sob influência dos descobrimentos, da consolidação do poder real e do fausto da vida
cortesã, renova-se a estética gótica.
• Surge em Portugal um estilo híbrido a que se chama o Manuelino. Esta é uma corrente
de arte heterogénea que se manifesta fundamentalmente na arquitetura e na decoração
arquitetónica.
• Nesta arte manuelina fundem-se diversos estilos:
• O gótico final (flamejante);
• O plateresco (estilo espanhol);
• O mudjar (de influência árabe);
• O naturalismo (troncos, ramagens…);
• A heráldica régia (escudo, esfera armilar…)
O MANUELINO
• Do ponto de vista estrutural manteve-se o estilo gótico, embora com alterações:
• O arco ogival coexiste com outras tipologias de arcos, como os de ferradura ou os redondos.
• Abóbadas de cruzaria de ogivas, de nervuras…
• Uso do arcobotante e contrafortes exteriores.
• A decoração é exuberante, anunciando o “horror ao vazio” típico do barroco: vegetalista
terrestre e marinha; cordas e nós náuticos, heráldica régia (esfera armilar, escudo), cruz de cristo….
• Numa primeira fase, o Manuelino resulta da aplicação de novas influências aos edifícios
mandados construir por D. Manuel de acordo com o seu programa urbanístico para a cidade de Lisboa,
numa forma de afirmação do poder real.
• Posteriormente, é visível uma preocupação com a estrutura e
decoração dos edifícios, que se tornam mais elaboradas. É o caso
do Mosteiro dos Jerónimos ou a janela do Capítulo.
• Numa fase mais tardia, ocorre a profusão de construções de
Igrejas por todo o reino e/ou Império, começando a desenhar-se
uma alteração ao nível das plantas dos edifícios.
• Os progressos na arquitetura passam também para o campo civil e militar. Destacam-se nomes
como o de Mateus Fernandes, Diogo Boutaca, Diogo e Francisco de Arruda ou João de Castilho.
• Influência da estética clássica e resultado das dificuldades económicas no reinado de D. João III,
a exuberância manuelina é substituída por uma certa severidade nas formas, a que não são
estranhos os ecos passados por Francisco de Holanda ou D. Miguel da Silva.
• Como marcas do classicismo em Portugal podemos destacar:
• A simplicidade das nervuras das abóbadas de cruzaria;
• A utilização das abóbadas de berço e as modernas coberturas planas;
• A igreja-salão;
A ARQUITETURA RENASCENTISTA EM PORTUGAL
• A substituição dos contrafortes por pilastras laterais;
• A delimitação das naves por arcadas redondas;
• A multiplicidade de frontões, colunas e capiteis;
• O aparecimento dos edifícios de planta centrada.
• Na arquitetura civil, destaca-se a Casa dos Bicos; a Quinta da
Bacalhoa…
• Na arquitetura militar, as fortalezas abaluartadas.
• As obras escultóricas eram fortemente ligadas à temática arquitetónica, o que se explica pela
persistência do gótico em Portugal.
• Entre finais do séc. XV e a segunda metade do séc. XVI verificou-se um forte surto escultórico,
multifacetado.
• Pias batismais, túmulos, portais e altares transmitem essa obra onde os vários estilos se fundem
em pleno.
• Destacam-se nomes como o de Diogo Pires, o Velho e Diogo Pires, o Moço; João de Castilho ou
Nicolau Chanterenne.
A ESCULTURA RENASCENTISTA
• A pintura sofre uma grande renovação, destacando-se diversas escolas ou oficinas: Coimbra
(fortemente ligada à estética gótica); Lisboa; Évora (Francisco Henriques) e Viseu (oficina de Vasco
Fernandes).
• Foi usada a pintura a óleo e seguiram-se as tendências da perspetiva e as representações
naturalistas.
• Predomina a temática religiosa.
A PINTURA RENASCENTISTA
• No final do séc. XV a pintura portuguesa denota uma evolução extraordinária, com
características marcadamente renascentistas:
• Uso da perspetiva aérea;
• Corpos modelados e integrados em cenas da Natureza;
• Grande realismo e detalhe nos pormenores;
• Equilíbrio da composição num esquema geométrico;
• Recurso aos elementos arquitetónicos como forma de
enriquecer os quadros…
Jorge Afonso
Grão Vasco
Gregório Lopes
Painéis de S. Vicente

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Ascensão da europa de noroeste: os Países Baixos e a Inglaterra no século XVII
Ascensão da europa de noroeste: os Países Baixos e a Inglaterra no século XVIIAscensão da europa de noroeste: os Países Baixos e a Inglaterra no século XVII
Ascensão da europa de noroeste: os Países Baixos e a Inglaterra no século XVII
Rainha Maga
 
A Arte Manuelina
A Arte ManuelinaA Arte Manuelina
A Arte Manuelina
bravobastos
 
Renascimento
RenascimentoRenascimento
Renascimento
Paula Oliveira Cruz
 
Cronologia da-historia-de-portugal
Cronologia da-historia-de-portugalCronologia da-historia-de-portugal
Cronologia da-historia-de-portugal
josepinho
 
Cultura da Catedral - Arte Gótica em Portugal
Cultura da Catedral - Arte Gótica em PortugalCultura da Catedral - Arte Gótica em Portugal
Cultura da Catedral - Arte Gótica em Portugal
Carlos Vieira
 
Palácio da Pena
Palácio da PenaPalácio da Pena
Palácio da Pena
hcaslides
 
Arte romanica gotica
Arte romanica goticaArte romanica gotica
Arte romanica gotica
Cátia Botelho
 
Unidade 4 um século de mudanças século xviii
Unidade 4 um século de mudanças século xviiiUnidade 4 um século de mudanças século xviii
Unidade 4 um século de mudanças século xviii
Vítor Santos
 
A Crise Do Império Português
A Crise Do Império PortuguêsA Crise Do Império Português
A Crise Do Império Português
Carlos Vieira
 
Caminho Maritimo para a India
Caminho Maritimo para a  IndiaCaminho Maritimo para a  India
Caminho Maritimo para a India
sandrabranco
 
Estilo Manuelino e Estilo Renascentista Em Portugal
Estilo Manuelino e Estilo Renascentista Em PortugalEstilo Manuelino e Estilo Renascentista Em Portugal
Estilo Manuelino e Estilo Renascentista Em Portugal
Rui Nobre
 
Romanico em portugal
Romanico em portugalRomanico em portugal
Romanico em portugal
cattonia
 
Manuelino em portugal
Manuelino em portugalManuelino em portugal
Manuelino em portugal
Ana Luisa
 
A arte em portugal e o manuelino
A arte em portugal e o manuelinoA arte em portugal e o manuelino
A arte em portugal e o manuelino
nanasimao
 
Barroco em portugal
Barroco em portugalBarroco em portugal
Barroco em portugal
Ana Barreiros
 
A arte barroca em portugal
A arte barroca em portugalA arte barroca em portugal
A arte barroca em portugal
Pedro Silva
 
A Restauração Da Independência
A Restauração Da IndependênciaA Restauração Da Independência
A Restauração Da Independência
Rui Neto
 
23 os descobrimentos
23  os descobrimentos23  os descobrimentos
23 os descobrimentos
Carla Freitas
 
15 a arte e a mentalidade barrocas
15   a arte e a mentalidade barrocas15   a arte e a mentalidade barrocas
15 a arte e a mentalidade barrocas
sofiasimao
 
Estilo românico e gótico
Estilo românico e góticoEstilo românico e gótico
Estilo românico e gótico
Guilherme Drumond
 

Mais procurados (20)

Ascensão da europa de noroeste: os Países Baixos e a Inglaterra no século XVII
Ascensão da europa de noroeste: os Países Baixos e a Inglaterra no século XVIIAscensão da europa de noroeste: os Países Baixos e a Inglaterra no século XVII
Ascensão da europa de noroeste: os Países Baixos e a Inglaterra no século XVII
 
A Arte Manuelina
A Arte ManuelinaA Arte Manuelina
A Arte Manuelina
 
Renascimento
RenascimentoRenascimento
Renascimento
 
Cronologia da-historia-de-portugal
Cronologia da-historia-de-portugalCronologia da-historia-de-portugal
Cronologia da-historia-de-portugal
 
Cultura da Catedral - Arte Gótica em Portugal
Cultura da Catedral - Arte Gótica em PortugalCultura da Catedral - Arte Gótica em Portugal
Cultura da Catedral - Arte Gótica em Portugal
 
Palácio da Pena
Palácio da PenaPalácio da Pena
Palácio da Pena
 
Arte romanica gotica
Arte romanica goticaArte romanica gotica
Arte romanica gotica
 
Unidade 4 um século de mudanças século xviii
Unidade 4 um século de mudanças século xviiiUnidade 4 um século de mudanças século xviii
Unidade 4 um século de mudanças século xviii
 
A Crise Do Império Português
A Crise Do Império PortuguêsA Crise Do Império Português
A Crise Do Império Português
 
Caminho Maritimo para a India
Caminho Maritimo para a  IndiaCaminho Maritimo para a  India
Caminho Maritimo para a India
 
Estilo Manuelino e Estilo Renascentista Em Portugal
Estilo Manuelino e Estilo Renascentista Em PortugalEstilo Manuelino e Estilo Renascentista Em Portugal
Estilo Manuelino e Estilo Renascentista Em Portugal
 
Romanico em portugal
Romanico em portugalRomanico em portugal
Romanico em portugal
 
Manuelino em portugal
Manuelino em portugalManuelino em portugal
Manuelino em portugal
 
A arte em portugal e o manuelino
A arte em portugal e o manuelinoA arte em portugal e o manuelino
A arte em portugal e o manuelino
 
Barroco em portugal
Barroco em portugalBarroco em portugal
Barroco em portugal
 
A arte barroca em portugal
A arte barroca em portugalA arte barroca em portugal
A arte barroca em portugal
 
A Restauração Da Independência
A Restauração Da IndependênciaA Restauração Da Independência
A Restauração Da Independência
 
23 os descobrimentos
23  os descobrimentos23  os descobrimentos
23 os descobrimentos
 
15 a arte e a mentalidade barrocas
15   a arte e a mentalidade barrocas15   a arte e a mentalidade barrocas
15 a arte e a mentalidade barrocas
 
Estilo românico e gótico
Estilo românico e góticoEstilo românico e gótico
Estilo românico e gótico
 

Semelhante a arte portuguesa.ppsx

Arte em portugal curso pt
Arte em portugal curso ptArte em portugal curso pt
Arte em portugal curso pt
Cristina Alves
 
A cultura do salão arte rococó
A cultura do salão   arte rococóA cultura do salão   arte rococó
A cultura do salão arte rococó
cattonia
 
Barroco(s)
Barroco(s)Barroco(s)
Barroco(s)
cattonia
 
Cultura do Palco - Barroco em Portugal
Cultura do Palco - Barroco em Portugal Cultura do Palco - Barroco em Portugal
Cultura do Palco - Barroco em Portugal
Carlos Vieira
 
Arte gotica
Arte goticaArte gotica
Arte gotica
Joana Tavares
 
Arte gotica
Arte goticaArte gotica
Arte gotica
RosaNardaci1
 
Estilo manuelino
Estilo manuelinoEstilo manuelino
Estilo manuelino
berenvaz
 
Trabalho de historia rita
Trabalho de historia ritaTrabalho de historia rita
Trabalho de historia rita
Marta Pereira
 
Art History Thesis XL- ARTE PARA SLIDE A
Art History Thesis XL- ARTE PARA SLIDE AArt History Thesis XL- ARTE PARA SLIDE A
Art History Thesis XL- ARTE PARA SLIDE A
JapinhaAq
 
O Renascimento
O RenascimentoO Renascimento
O Renascimento
xagnog arievilo
 
Apresentação oral de Português.docx
Apresentação oral de Português.docxApresentação oral de Português.docx
Apresentação oral de Português.docx
AntnioSilva251514
 
A arte medieval
A arte medievalA arte medieval
A arte medieval
cattonia
 
A arte gótica I
A arte gótica IA arte gótica I
A arte gótica I
cattonia
 
O gótico em portugal
O gótico em portugalO gótico em portugal
O gótico em portugal
Ana Barreiros
 
Arquitectura Portuguesa
Arquitectura PortuguesaArquitectura Portuguesa
Arquitectura Portuguesa
Zé Diogo
 
Cultura medieval
Cultura medievalCultura medieval
Cultura medieval
cattonia
 
Património Cultural - As Catedrais de Portugal - Sé Velha de Coimbra- Artur F...
Património Cultural - As Catedrais de Portugal - Sé Velha de Coimbra- Artur F...Património Cultural - As Catedrais de Portugal - Sé Velha de Coimbra- Artur F...
Património Cultural - As Catedrais de Portugal - Sé Velha de Coimbra- Artur F...
Artur Filipe dos Santos
 
Arte gótica valencia e andre
Arte gótica valencia e andreArte gótica valencia e andre
Arte gótica valencia e andre
Biblioteca Casa
 
Rococó em Portugal
Rococó em PortugalRococó em Portugal
Rococó em Portugal
Mluzsantos
 
A ARQUITETURA JESUITICA NO BRASIL.ppt
A ARQUITETURA JESUITICA NO BRASIL.pptA ARQUITETURA JESUITICA NO BRASIL.ppt
A ARQUITETURA JESUITICA NO BRASIL.ppt
ssuserdf2b55
 

Semelhante a arte portuguesa.ppsx (20)

Arte em portugal curso pt
Arte em portugal curso ptArte em portugal curso pt
Arte em portugal curso pt
 
A cultura do salão arte rococó
A cultura do salão   arte rococóA cultura do salão   arte rococó
A cultura do salão arte rococó
 
Barroco(s)
Barroco(s)Barroco(s)
Barroco(s)
 
Cultura do Palco - Barroco em Portugal
Cultura do Palco - Barroco em Portugal Cultura do Palco - Barroco em Portugal
Cultura do Palco - Barroco em Portugal
 
Arte gotica
Arte goticaArte gotica
Arte gotica
 
Arte gotica
Arte goticaArte gotica
Arte gotica
 
Estilo manuelino
Estilo manuelinoEstilo manuelino
Estilo manuelino
 
Trabalho de historia rita
Trabalho de historia ritaTrabalho de historia rita
Trabalho de historia rita
 
Art History Thesis XL- ARTE PARA SLIDE A
Art History Thesis XL- ARTE PARA SLIDE AArt History Thesis XL- ARTE PARA SLIDE A
Art History Thesis XL- ARTE PARA SLIDE A
 
O Renascimento
O RenascimentoO Renascimento
O Renascimento
 
Apresentação oral de Português.docx
Apresentação oral de Português.docxApresentação oral de Português.docx
Apresentação oral de Português.docx
 
A arte medieval
A arte medievalA arte medieval
A arte medieval
 
A arte gótica I
A arte gótica IA arte gótica I
A arte gótica I
 
O gótico em portugal
O gótico em portugalO gótico em portugal
O gótico em portugal
 
Arquitectura Portuguesa
Arquitectura PortuguesaArquitectura Portuguesa
Arquitectura Portuguesa
 
Cultura medieval
Cultura medievalCultura medieval
Cultura medieval
 
Património Cultural - As Catedrais de Portugal - Sé Velha de Coimbra- Artur F...
Património Cultural - As Catedrais de Portugal - Sé Velha de Coimbra- Artur F...Património Cultural - As Catedrais de Portugal - Sé Velha de Coimbra- Artur F...
Património Cultural - As Catedrais de Portugal - Sé Velha de Coimbra- Artur F...
 
Arte gótica valencia e andre
Arte gótica valencia e andreArte gótica valencia e andre
Arte gótica valencia e andre
 
Rococó em Portugal
Rococó em PortugalRococó em Portugal
Rococó em Portugal
 
A ARQUITETURA JESUITICA NO BRASIL.ppt
A ARQUITETURA JESUITICA NO BRASIL.pptA ARQUITETURA JESUITICA NO BRASIL.ppt
A ARQUITETURA JESUITICA NO BRASIL.ppt
 

Mais de cattonia

Deseq regionais.pptx
Deseq regionais.pptxDeseq regionais.pptx
Deseq regionais.pptx
cattonia
 
A reinvenção das formas.ppsx
A reinvenção das formas.ppsxA reinvenção das formas.ppsx
A reinvenção das formas.ppsx
cattonia
 
A produção cultural renascentista.pptx
A produção cultural renascentista.pptxA produção cultural renascentista.pptx
A produção cultural renascentista.pptx
cattonia
 
Era digital
Era digitalEra digital
Era digital
cattonia
 
Família
FamíliaFamília
Família
cattonia
 
A revolução francesa
A revolução francesaA revolução francesa
A revolução francesa
cattonia
 
2. o espaço português
2. o espaço português2. o espaço português
2. o espaço português
cattonia
 
Mercantilismo português
Mercantilismo portuguêsMercantilismo português
Mercantilismo português
cattonia
 
O quadro económico e demográfico xii xiv
O quadro económico e demográfico xii xivO quadro económico e demográfico xii xiv
O quadro económico e demográfico xii xiv
cattonia
 
3. hesitações do crescimento
3. hesitações do crescimento3. hesitações do crescimento
3. hesitações do crescimento
cattonia
 
1. a identidade civilizacional da europa
1. a identidade civilizacional da europa1. a identidade civilizacional da europa
1. a identidade civilizacional da europa
cattonia
 
Globalização
GlobalizaçãoGlobalização
Globalização
cattonia
 
Hegemonia inglesa
Hegemonia inglesaHegemonia inglesa
Hegemonia inglesa
cattonia
 
Trabalho
TrabalhoTrabalho
Trabalho
cattonia
 
1. uma europa a dois ritmos
1. uma europa a dois ritmos1. uma europa a dois ritmos
1. uma europa a dois ritmos
cattonia
 
Roma
RomaRoma
Roma
cattonia
 
Constr do social ii
Constr do social iiConstr do social ii
Constr do social ii
cattonia
 
A constr do social
A constr do socialA constr do social
A constr do social
cattonia
 
Apos a guerra fria
Apos a guerra friaApos a guerra fria
Apos a guerra fria
cattonia
 
Portugal no sec.xix
Portugal no sec.xixPortugal no sec.xix
Portugal no sec.xix
cattonia
 

Mais de cattonia (20)

Deseq regionais.pptx
Deseq regionais.pptxDeseq regionais.pptx
Deseq regionais.pptx
 
A reinvenção das formas.ppsx
A reinvenção das formas.ppsxA reinvenção das formas.ppsx
A reinvenção das formas.ppsx
 
A produção cultural renascentista.pptx
A produção cultural renascentista.pptxA produção cultural renascentista.pptx
A produção cultural renascentista.pptx
 
Era digital
Era digitalEra digital
Era digital
 
Família
FamíliaFamília
Família
 
A revolução francesa
A revolução francesaA revolução francesa
A revolução francesa
 
2. o espaço português
2. o espaço português2. o espaço português
2. o espaço português
 
Mercantilismo português
Mercantilismo portuguêsMercantilismo português
Mercantilismo português
 
O quadro económico e demográfico xii xiv
O quadro económico e demográfico xii xivO quadro económico e demográfico xii xiv
O quadro económico e demográfico xii xiv
 
3. hesitações do crescimento
3. hesitações do crescimento3. hesitações do crescimento
3. hesitações do crescimento
 
1. a identidade civilizacional da europa
1. a identidade civilizacional da europa1. a identidade civilizacional da europa
1. a identidade civilizacional da europa
 
Globalização
GlobalizaçãoGlobalização
Globalização
 
Hegemonia inglesa
Hegemonia inglesaHegemonia inglesa
Hegemonia inglesa
 
Trabalho
TrabalhoTrabalho
Trabalho
 
1. uma europa a dois ritmos
1. uma europa a dois ritmos1. uma europa a dois ritmos
1. uma europa a dois ritmos
 
Roma
RomaRoma
Roma
 
Constr do social ii
Constr do social iiConstr do social ii
Constr do social ii
 
A constr do social
A constr do socialA constr do social
A constr do social
 
Apos a guerra fria
Apos a guerra friaApos a guerra fria
Apos a guerra fria
 
Portugal no sec.xix
Portugal no sec.xixPortugal no sec.xix
Portugal no sec.xix
 

Último

Slide de biologia aula2 2 bimestre no ano de 2024
Slide de biologia aula2  2 bimestre no ano de 2024Slide de biologia aula2  2 bimestre no ano de 2024
Slide de biologia aula2 2 bimestre no ano de 2024
vinibolado86
 
Cartinhas de solidariedade e esperança.pptx
Cartinhas de solidariedade e esperança.pptxCartinhas de solidariedade e esperança.pptx
Cartinhas de solidariedade e esperança.pptx
Zenir Carmen Bez Trombeta
 
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptxSlides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptxAtpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
joaresmonte3
 
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdfO Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
silvamelosilva300
 
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantilVogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
mamaeieby
 
TUTORIAL PARA LANÇAMENTOGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG
TUTORIAL PARA LANÇAMENTOGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGTUTORIAL PARA LANÇAMENTOGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG
TUTORIAL PARA LANÇAMENTOGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG
ProfessoraTatianaT
 
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdfUFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
Manuais Formação
 
Trabalho de Geografia industrialização.pdf
Trabalho de Geografia industrialização.pdfTrabalho de Geografia industrialização.pdf
Trabalho de Geografia industrialização.pdf
erico paulo rocha guedes
 
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
AntonioLobosco3
 
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
JoanaFigueira11
 
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdfAula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Pedro Luis Moraes
 
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
LeticiaRochaCupaiol
 
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
Educação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideiaEducação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideia
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
joseanesouza36
 
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdfTestes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
lveiga112
 
12072423052012Critica_Literaria_-_Aula_07.pdf
12072423052012Critica_Literaria_-_Aula_07.pdf12072423052012Critica_Literaria_-_Aula_07.pdf
12072423052012Critica_Literaria_-_Aula_07.pdf
JohnnyLima16
 
Gênero Textual sobre Crônicas, 8º e 9º
Gênero Textual sobre Crônicas,  8º e  9ºGênero Textual sobre Crônicas,  8º e  9º
Gênero Textual sobre Crônicas, 8º e 9º
sjcelsorocha
 
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdfUFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
Manuais Formação
 
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptxPP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
DouglasMoraes54
 

Último (20)

Slide de biologia aula2 2 bimestre no ano de 2024
Slide de biologia aula2  2 bimestre no ano de 2024Slide de biologia aula2  2 bimestre no ano de 2024
Slide de biologia aula2 2 bimestre no ano de 2024
 
Cartinhas de solidariedade e esperança.pptx
Cartinhas de solidariedade e esperança.pptxCartinhas de solidariedade e esperança.pptx
Cartinhas de solidariedade e esperança.pptx
 
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptxSlides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
Slides Lição 12, Central Gospel, O Milênio, 1Tr24, Pr Henrique.pptx
 
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptxAtpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
 
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdfO Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
 
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantilVogais Ilustrados para alfabetização infantil
Vogais Ilustrados para alfabetização infantil
 
TUTORIAL PARA LANÇAMENTOGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG
TUTORIAL PARA LANÇAMENTOGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGTUTORIAL PARA LANÇAMENTOGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG
TUTORIAL PARA LANÇAMENTOGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG
 
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdfUFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
 
Trabalho de Geografia industrialização.pdf
Trabalho de Geografia industrialização.pdfTrabalho de Geografia industrialização.pdf
Trabalho de Geografia industrialização.pdf
 
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
 
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
497417426-conheca-os-principais-graficos-da-radiestesia-e-da-radionica.pdf
 
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdfAula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdf
 
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
1ª LEI DE OHN, CARACTERISTICAS IMPORTANTES.
 
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
Educação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideiaEducação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideia
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
 
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdfTestes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
 
12072423052012Critica_Literaria_-_Aula_07.pdf
12072423052012Critica_Literaria_-_Aula_07.pdf12072423052012Critica_Literaria_-_Aula_07.pdf
12072423052012Critica_Literaria_-_Aula_07.pdf
 
Gênero Textual sobre Crônicas, 8º e 9º
Gênero Textual sobre Crônicas,  8º e  9ºGênero Textual sobre Crônicas,  8º e  9º
Gênero Textual sobre Crônicas, 8º e 9º
 
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdfUFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
 
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptxPP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
PP Slides Lição 11, Betel, Ordenança para exercer a fé, 2Tr24.pptx
 
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
 

arte portuguesa.ppsx

  • 3. • Sob influência dos descobrimentos, da consolidação do poder real e do fausto da vida cortesã, renova-se a estética gótica. • Surge em Portugal um estilo híbrido a que se chama o Manuelino. Esta é uma corrente de arte heterogénea que se manifesta fundamentalmente na arquitetura e na decoração arquitetónica. • Nesta arte manuelina fundem-se diversos estilos: • O gótico final (flamejante); • O plateresco (estilo espanhol); • O mudjar (de influência árabe); • O naturalismo (troncos, ramagens…); • A heráldica régia (escudo, esfera armilar…)
  • 4. O MANUELINO • Do ponto de vista estrutural manteve-se o estilo gótico, embora com alterações: • O arco ogival coexiste com outras tipologias de arcos, como os de ferradura ou os redondos. • Abóbadas de cruzaria de ogivas, de nervuras… • Uso do arcobotante e contrafortes exteriores. • A decoração é exuberante, anunciando o “horror ao vazio” típico do barroco: vegetalista terrestre e marinha; cordas e nós náuticos, heráldica régia (esfera armilar, escudo), cruz de cristo….
  • 5.
  • 6. • Numa primeira fase, o Manuelino resulta da aplicação de novas influências aos edifícios mandados construir por D. Manuel de acordo com o seu programa urbanístico para a cidade de Lisboa, numa forma de afirmação do poder real. • Posteriormente, é visível uma preocupação com a estrutura e decoração dos edifícios, que se tornam mais elaboradas. É o caso do Mosteiro dos Jerónimos ou a janela do Capítulo. • Numa fase mais tardia, ocorre a profusão de construções de Igrejas por todo o reino e/ou Império, começando a desenhar-se uma alteração ao nível das plantas dos edifícios.
  • 7. • Os progressos na arquitetura passam também para o campo civil e militar. Destacam-se nomes como o de Mateus Fernandes, Diogo Boutaca, Diogo e Francisco de Arruda ou João de Castilho.
  • 8. • Influência da estética clássica e resultado das dificuldades económicas no reinado de D. João III, a exuberância manuelina é substituída por uma certa severidade nas formas, a que não são estranhos os ecos passados por Francisco de Holanda ou D. Miguel da Silva. • Como marcas do classicismo em Portugal podemos destacar: • A simplicidade das nervuras das abóbadas de cruzaria; • A utilização das abóbadas de berço e as modernas coberturas planas; • A igreja-salão; A ARQUITETURA RENASCENTISTA EM PORTUGAL
  • 9. • A substituição dos contrafortes por pilastras laterais; • A delimitação das naves por arcadas redondas; • A multiplicidade de frontões, colunas e capiteis; • O aparecimento dos edifícios de planta centrada. • Na arquitetura civil, destaca-se a Casa dos Bicos; a Quinta da Bacalhoa… • Na arquitetura militar, as fortalezas abaluartadas.
  • 10.
  • 11. • As obras escultóricas eram fortemente ligadas à temática arquitetónica, o que se explica pela persistência do gótico em Portugal. • Entre finais do séc. XV e a segunda metade do séc. XVI verificou-se um forte surto escultórico, multifacetado. • Pias batismais, túmulos, portais e altares transmitem essa obra onde os vários estilos se fundem em pleno. • Destacam-se nomes como o de Diogo Pires, o Velho e Diogo Pires, o Moço; João de Castilho ou Nicolau Chanterenne. A ESCULTURA RENASCENTISTA
  • 12. • A pintura sofre uma grande renovação, destacando-se diversas escolas ou oficinas: Coimbra (fortemente ligada à estética gótica); Lisboa; Évora (Francisco Henriques) e Viseu (oficina de Vasco Fernandes). • Foi usada a pintura a óleo e seguiram-se as tendências da perspetiva e as representações naturalistas. • Predomina a temática religiosa. A PINTURA RENASCENTISTA
  • 13. • No final do séc. XV a pintura portuguesa denota uma evolução extraordinária, com características marcadamente renascentistas: • Uso da perspetiva aérea; • Corpos modelados e integrados em cenas da Natureza; • Grande realismo e detalhe nos pormenores; • Equilíbrio da composição num esquema geométrico; • Recurso aos elementos arquitetónicos como forma de enriquecer os quadros… Jorge Afonso Grão Vasco
  • 15. Painéis de S. Vicente