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A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
INFANTIL
E
PSICOLOGIA DO
DESENVOLVIMENTO
Aula Desenvolvida pelo
prof. Ms. Eduardo Scorzelli – Baseado na Apostila do curso de Pedagogia
oferecida pelo Instituto CIFE – Centro Institucional da Formação Educacional
Ementa:
• A política de educação infantil no Brasil tem
perfil ainda mal delineado, com alguns
contornos fortes e outros bastante apagados.
• A análise da questão teria que ser feita
segundo os âmbitos nacional, estadual e
municipal.
• Em cada um desses o setor público tem
papéis a desempenhar para que o direito da
criança de 0 a 6 anos à educação se torne
realidade.
Ementa:
• As funções das instituições que cuidavam de
crianças foram evidenciadas após a primeira
guerra mundial com o aumento do número
de órfãos e a deterioração ambiental.
HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
• É comum os especialistas e teóricos em qualquer área
científica dividirem a História em períodos.
• Isto também acontece no campo da Educação e, isso
principalmente se dá devido à que se refere o tempo
e o processo histórico na evolução.
• Portanto é imprescindível, quando se fala em História
da Educação dividir esse processo de
desenvolvimento em períodos.
• A divisão tradicional da História se dá em antiga,
medieval, moderna e contemporânea.
• Partindo para o estudo da História da Educação,
faremos uma visita a tempos que remontam o início
da civilização, para que desta forma, possamos
compreender a situação atual mundial da pedagogia
O tradicionalismo
• Essa época foi o início de tudo, com os povos
orientais e indo-americanos.
• Neste período o ideal da educação era de
transmitir os costumes do passado, as antigas
tradições.
• Como cada civilização fundou sua educação
em seus estilos de vida, houve diversas
espécies de tradicionalismo (mágico,
teocrático, etc.). Vamos explanar sobre
alguns deles:
•
O tradicionalismo
• Grécia e Roma - Da cultura greco-romana
foram retiradas as “ideias-mães” da educação
do futuro.
• “Exceto, as forças cegas da natureza, nada se
move neste mundo que não seja grego em
sua origem”. (Summer Maine).
• São tantas a riqueza de ideias e a variedade
de tipos históricos desta época, que é preciso
dividi-las em duas partes:
Grécia e a Pedagogia da
Personalidade.
• a) A Grécia descobriu a ideia da personalidade
humana.
• Rompeu com a cega subordinação às tradições,
afirmando, de princípio, a liberdade.
• “A história da Humanidade é um progresso na
consciência da liberdade.” (Hegel.)
• O ideal, aqui, foi o cultivo da personalidade
para alcançar o equilíbrio do corpo e da alma.
• Trouxe em si um ideal estético-ético, a
kalokagathia (kalos, belo; ágathos, bom).
Roma e a Pedagogia da “humanista”.
• b) O ponto culminante da educação romana
foi haver-se elevado à idéia de que só ao
homem seria dado criar e assimilar
(humanistas), em um sistema de educação
cívica muito adequada à sua realidade social.
A EDUCAÇÃO CRISTOCÊNTRICA E
ECLESIOCÊNTRICA
• Média surgiu a corrente pedagógica que
concebeu Cristo como modelo e finalidade da
educação.
• O cristianismo não ofereceu um sistema
pedagógico, mas foi um fato histórico que
mudou os fins educativos no mundo
ocidental.
A EDUCAÇÃO CRISTOCÊNTRICA E
ECLESIOCÊNTRICA
• Nos primeiros séculos da Idade Média, a
Igreja constituiu-se no centro de ensino
(educação eclesiocêntrica).
• Porém, já no século XII, foi surgindo, ao lado
deste tipo de ensino, uma educação menos
dependente do clero (educação secular).
PEDAGOGIA DO RENASCIMENTO
• Conhecida como uma renovação da
humanista.
• Cuja doutrina e prática de ensino se
degeneraram numa imitação servil da
retórica do Cícero (ciceromania), mas, com o
decorrer do tempo, foram incorporando
novos ideais.
PEDAGOGIA DA REFORMA E DA
CONTRARREFORMA
• Opôs-se, igualmente, à concepção pagã ou
semi-pagã dos humanistas.
• Reformadores e contra reformadores,
imbuídos de um profundo sentimento
religioso, criaram o segundo ensino e
prepararam as bases sociais para a
organização da escola popular moderna.
• Durante o século XVI, a América também
incorporou no desenvolvimento da história
geral da educação.
REALISMO PEDAGÓGICO
• A partir do século XVII, como resultado da
filosofia moderna (Bacon Descartes), das novas
doutrinas políticas (Grócio, Hobbers, Pufendorf),
do processo das ciências naturais (Copérnico,
Kepler, Galileu, Newton), e dos feitos nacionais e
econômicos contemporâneos. Wolfgang Ratke e
João Amós Comênio foram os autores desta
corrente pedagógica.
• A idéia de que os conhecimentos reais e não se
adquiriam nos escritos dos antigos, mas por via
da experiência (introdução) e que haviam de
serem postos a serviço do útil.
NATURALISMO PEDAGÓGICO
• Jean-Jacques Rousseau viu, na idéia da
natureza humana, o fim e o método da
educação.
• Esta corrente teve como pano de fundo a
filosofia da Época das Luzes, que exaltou a
soberania da inteligência.
• A corrente do filantropismo, (assim chamada
porque seus fundadores aspiravam a realizar
a escola da amizade e do amor humanos: o
Philantropinum).
PEDAGOGIA NEO-HUMANISTA
• Surgiu no final do século XVIII e início do XIX
contra a orientação histórica e racionalista da
Época das Luzes.
• O neo-humanismo procurou tomar como regra,
para a própria obra, a relação simbólica entre
energia criadora e produto obtido (H. Lessem).
• Por outro lado, esta corrente acolheu os grandes
feitos intelectuais dos séculos XVII e XVIII. Seu
ideal de vida era “o grego moderno”.
PEDAGOGIA NEO-HUMANISTA
• O cruzamento do movimento filosófico do
Idealismo alemão (fins do século XVIII) com
as correntes pedagógicas do tempo levou os
grandes filósofos a ocuparem se de temas
educativos.
• O pedagogo mais notável da Pedagogia neo-
humanista é João Henrique Pestalozzi.
PEDAGOGIA DO SÉCULO XIX
• Herdou e capitalizou a teoria e prática da educação
das épocas precedentes. Fatos sociais
contemporâneos determinaram mudanças
importantes.
• A Revolução Francesa, iniciada em 1789, conduziu a
uma crescente laicização das instituições pedagógicas,
assim como a uma completa organização e
regulamentação destas por parte do Estado.
• O princípio das nacionalidades influiu, juntamente,
nos grandes sistemas de educação nacional.
• As novas exigências econômicas promoveram uma
Pedagogia social e socialista e, com isso, as origens da
moderna escola do trabalho.
PEDAGOGIA CONTEMPORÂNEA
• É um movimento muito variado, tanto no que
se refere à teoria dos métodos, quanto no
que se refere à doutrina dos fins da
educação.
• Neles se destacam:
• Pedagogia experimental, Pedagogia e
Psicologia de tipos psicológicos, Pedagogia
ativista, Pedagogia neo-hegeliana, Pedagogia
como ciência do espírito, Pedagogia cultural
dos valores e Pedagogia da personalidade.
INTERVALO PARA
CAFÉ E BANHEIRO...
Contexto Histórico
• No Brasil até meados do século XIX o atendimento a
crianças de 0 a 6 anos em instituições como creches
praticamente não existia, devido à estrutura familiar
da época moldada tradicionalmente, onde o pai de
família trabalhava em busca do sustento e a mãe
cuidava dos filhos.
• Na época a maioria da população se concentrava na
área rural e pequena parte nas cidades, havia muitas
crianças órfãs de escravos e índias (que geralmente
eram frutos de abusos sexuais pelos homens brancos)
estas crianças eram adotadas pelas famílias dos
grandes fazendeiros.
• Nas cidades as crianças abandonadas eram recolhidas
pelas rodas expostas que eram orfanatos da época.
Contexto Histórico
• No final do século XIX começa a ser discutido no
Brasil as concepções elaboradas na Europa sobre a
educação infantil.
• A partir deste período foram criadas as primeiras
instituições voltadas para o atendimento de crianças
pobres.
• Posteriormente surgiram os primeiros jardins-de-
infância públicos voltados para as crianças mais ricas.
• Após a proclamação da república houve um
investimento na educação, porém voltado para o
ensino primário.
• Somente com o processo de urbanização brasileira e
consequentemente com a industrialização surgiu a
necessidade de atendimento as crianças.
Contexto Histórico
• Com a chegada das fábricas houve uma
mudança na estrutura da família tradicional
brasileira, as mulheres saíram de casa para
trabalhar nas indústrias o que acarretou na
busca de atendimento as crianças.
• Inicialmente as crianças eram acolhidas por
caridade pelas mulheres que não trabalhavam e
se dispunham a pajear as crianças de outras
famílias ou no acolhimento de parentes.
• Posteriormente, a partir da organização de
movimentos e sindicatos de operários (as) foi
reivindicado inicialmente aos empresários e
posteriormente ao governo instituições como
creches e pré-escolas.
Contexto Histórico
• Após 1922, surgiram as primeiras
regulamentações sobre o atendimento a criança
e surgiu um movimento de renovação
pedagógica conhecido como escalovinismo,
discutia a educação pré-escolar, porém os
estudos da época eram voltados para as crianças
das camadas sociais mais favorecidas.
• Somente na década de 40 prosperaram
iniciativas governamentais na área, porém o
atendimento à criança era voltado a saúde e
filantropia
Contexto Histórico
• Na década de 70 houve um processo de
municipalização da educação pré-escolar.
• Em meados dos anos 70 houve debates sobre o
caráter assistencialista e educativo das
instituições como os parques e creches.
• Porém outro fato importante é o de que estas
instituições ainda exigiam baixos níveis de
escolaridade de seus profissionais.
• Mas a mudança na mentalidade da população já
estava suplantada, o atendimento às crianças já
não era visto como assistência social e sim como
dever do Estado e direito da família.
Contexto Histórico
• Um traço marcante das décadas de 80 e 90
para educação voltada ás crianças foi o
surgimento de programas de televisão
infantis com programação pedagógica.
• Na década de 90 houve grande evolução com
relação a educação infantil, como por
exemplo a promulgação do Estatuto da
Criança e do Adolescente em 1990, que
registrava os direitos da criança incluindo o
direito à educação.
Contexto Histórico
• Surgem também novas ideias e concepções para
educação infantil com a proposta de uma nova Lei de
Diretrizes e Bases (Lei 9394 96), esta estabeleceu a
educação infantil como etapa inicial da educação básica,
marco na história da educação infantil por incluir
crianças de 0 a 6 anos no atendimento público
obrigatório, dentre outras conquistas: Certamente não
há como negar a grande evolução que a educação
infantil passou no período entre meados do século XIX
até os tempos atuais, mas este caminho cheio de lutas,
dificuldades e conquistas ainda não chegou ao fim.
• A busca pela valorização da área é constante e muitos
pontos ainda devem ser discutidos por teóricos,
profissionais e comunidade.
Contexto Histórico
• Após a LDB (Lei nº 9.394 96), muitas discussões
sobre a formação do profissional foram
realizadas junto a algumas reformas no ensino
voltado para docência na educação infantil.
• Emprega na sala de aula um professor e
educadores infantis para auxiliarem o professor,
aos professores é exigida formação no
magistério e aos educadores formação
fundamental, a Prefeitura oferece aos
funcionários benefícios de acordo com o Plano
de Cargos e Carreira, esta realidade revela que
se mantêm na educação infantil profissionais
sem formação em sala de aula.
INTERVALO ALMOÇO...
VOLTAMOS DENTRO DE 1 HORA...
PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO
INFANTIL
• Chamamos de desenvolvimento infantil, a
sequência ordenada de transformações
progressivas resultando num aumento de grau
de complexidade do organismo, distingue-se de
crescimento por referir-se as alterações da
composição e funcionamento das células
(diferenciação celular), à maturação dos
sistemas e órgãos e a aquisição de novas
funções.
PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO
INFANTIL
• Para efeito de estudo tanto pode-se
considerar a sucessão de fases um sistema
orgânico isolado, por exemplo o timo e/ou o
sistema imunológico como o organismo como
um todo, a capacidade de locomoção que
depende tanto da maturação do sistema
nervoso como músculo esquelético.
VEJAMOS ALGUNS DE SEUS
PRINCIPAIS TEÓRICOS
Sigmund Freud (1856-1939)
• Propõe, à data, um novo e radical modelo da
mente humana, que alterou a forma como
pensamos sobre nós próprios, a nossa
linguagem e a nossa cultura.
• A sua descrição da mente enfatiza o papel
fundamental do inconsciente na psique
humana e apresenta o comportamento
humano como resultado de um jogo e de
uma interação de energias.
• Freud contribuiu para a eliminação da
tradicional oposição básica entre sanidade e
loucura ao colocar a normalidade num continuo
e procurou compreender funcionamento do
psiquismo normal através da génesis e da
evolução das doenças psíquicas.
• A sua teoria sobre o desenvolvimento da
personalidade atribui uma nova importância às
necessidades da criança em diversas fases do
desenvolvimento e sobre as consequências da
negligência dessas necessidades para a
formação da personalidade.
Erik Erikson (1904-1994)
• A teoria que desenvolveu nos anos 50 partiu do
aprofundamento da teoria psicossexual de
Freud e respectivos estádios, mas rejeita que se
explique a personalidade apenas com base na
sexualidade.
• Erikson acreditava na importância da infância
para o desenvolvimento da personalidade mas,
ao contrário de Freud, acredita que a
personalidade se continua a desenvolver para
além dos 5 anos de idade.
• Em seu trabalho mais conhecido, Erikson propõe
8 estádios do desenvolvimento psicossocial
através dos quais um ser humano em
desenvolvimento saudável deveria passar da
infância para a idade adulta.
• Em cada estádio cada sujeito confronta-se, e de
preferência supera, novos desafios ou conflitos.
• Cada estádio/ fase do desenvolvimento da
criança é importante e deve ser bem resolvida
para que a próxima fase possa ser superada sem
problemas.
• Tal como Piaget, concluiu que não se deve
apressar o desenvolvimento das crianças, que
se deve dar o tempo necessário a cada fase
de desenvolvimento, pois cada uma delas é
muito importante.
• Sublinhou que apressar o desenvolvimento
pode ter consequências emocionais e minar
as competências das crianças para a sua vida
futura.
Jean Piaget (1896-1980)
• Jean Piaget (1896-1980) foi um dos
investigadores mais influentes do séc. 20 na
área da psicologia do desenvolvimento.
• Piaget acreditava que o que distingue o ser
humano dos outros animais é a sua capacidade
de ter um pensamento simbólico e abstrato.
• Piaget acreditava que a maturação biológica
estabelece as pré-condições para o
desenvolvimento cognitivo.
• As mudanças mais significativas são mudanças
qualitativas (em género) e não qualitativas (em
quantidade).
• Existem 2 aspectos principais nesta teoria: o
processo de conhecer e os estádios/ etapas pelos
quais nós passamos à medida que adquirimos
essa habilidade.
• Como biólogo, Piaget estava interessado em como
é que um organismo se adapta ao seu ambiente
(ele descreveu esta capacidade como inteligência)
- O comportamento é controlado através de
organizações mentais denominadas “esquemas”,
que o indivíduo utiliza para representar o mundo
e para designar as ações.
• Essa adaptação é guiada por uma orientação
biológica para obter o balanço entre esses
esquemas e o ambiente em que está.
(equilibração).
• Assim, estabelecer um desequilíbrio é a motivação
primária para alterar as estruturas mentais do
indivíduo.
• Piaget descreveu dois processos utilizados pelo
sujeito na sua tentativa de adaptação: assimilação
e acomodação.
• Estes dois processos são utilizados ao longo da vida
à medida que a pessoa se vai progressivamente
adaptando ao ambiente de uma forma mais
complexa.
Lev Vygotsky (1896-1934)
• Lev Vygotsky desenvolveu a teoria sociocultural
do desenvolvimento cognitivo.
• A sua teoria tem raízes na teoria marxista do
materialismo dialético, ou seja, que as
mudanças históricas na sociedade e a vida
material produzem mudanças na natureza
humana.
• Vygotsky abordou o desenvolvimento cognitivo
por um processo de orientação.
• Em vez de olhar para o final do processo de
desenvolvimento, ele debruçou-se sobre o
processo em si e analisou a participação do
sujeito nas
• atividades sociais → Ele propôs que o
desenvolvimento não precede a socialização.
• Ao invés, as estruturas sociais e as relações
sociais levam ao desenvolvimento das funções
mentais.
• Ele acreditava que a aprendizagem na criança
podia ocorrer através do jogo, da brincadeira,
da instrução formal ou do trabalho entre um
aprendiz e um aprendiz mais experiente.
• O processo básico pelo qual isto ocorre é a mediação (a
ligação entre duas estruturas, uma social e uma
pessoalmente construída, através de instrumentos ou
sinais).
• Quando os signos culturais vão sendo internalizados
pelo sujeito é quando os humanos adquirem a
capacidade de uma ordem de pensamento mais
elevada.
• Ao contrário da imagem de Piaget em que o
indivíduo constrói a compreensão do mundo, o
conhecimento sozinho, Vygostky via o desenvolvimento
cognitivo como dependendo mais das interações com
as pessoas e com os instrumentos do mundo da criança
esses instrumentos são reais: canetas, papel,
computadores; ou símbolos: linguagem, sistemas
matemáticos, signos.
Konrad Lorenz (1903-1989)
• Zoólogo austríaco, ornitólogo e um dos fundadores
da Etologia moderna (estudo do comportamento
animal).
• Desenvolveu a idéia de um mecanismo inato que
desencadeia os comportamentos instintivos
(padrões de ação fixas) → modelo para a
motivação para o comportamento.
• Considera-se hoje que o sistema nervoso e de
controlo do comportamento envolvem transmissão
de informação e não transmissão de energias.
• O seu trabalho empírico é uma das grandes
contribuições, sobretudo no que se refere ao
IMPRINTING e aos PERÍODOS CRÍTICOS.
• O imprinting é um excelente exemplo da
interação de fatores genéticos e ambientais no
comportamento.
• O trabalho de Lorenz forneceu uma evidência
muito importante de que existem períodos
críticos na vida onde um determinado tipo
definido de estímulo é necessário para o
desenvolvimento normal.
• Como é necessária a exposição repetitiva a um
estímulo ambiental (provocando uma
associação com ele), podemos dizer que o
imprinting é um tipo de aprendizagem, ainda
que contivesse um elemento inato muito forte.
Henri Wallon (1879 – 1962)
• Wallon procura explicar os fundamentos da
psicologia como ciência, os seus aspectos
epistemológicos, objetivos e metodológicos.
• Considera que o homem é determinado
fisiológica e socialmente, sujeito às disposições
internas e às situações exteriores.
• Wallon propõe a psicogênese da pessoa
completa (psicologia genética), ou seja, o
estudo integrado do desenvolvimento.
• Para ele o estudo do desenvolvimento humano
deve considerar o sujeito como “geneticamente
social” e estudar a criança contextualizada, nas
relações com o meio.
• Wallon recorreu a outros campos de conhecimento
para aprofundar a explicação dos fatores de
desenvolvimento (neurologia, psicopatologia,
antropologia, psicologia animal).
• Considerava não ser possível selecionar um único
aspecto do ser humano e via o desenvolvimento
nos vários campos funcionais nos quais se distribui
a atividade infantil (afetivo, motor e cognitivo).
Burrhus F. Skinner (1904 – 1990)
• Psicólogo Americano, conduziu trabalhos pioneiros
em Psicologia Experimental e defendia o
comportamentalismo / behaviorismo (estudo do
comportamento observável).
• Tinha uma abordagem sistemática para
compreender o comportamento humano, uma
abordagem de efeito considerável nas crenças e
práticas culturais correntes.
• Fez investigação na área da modelação do
comportamento pelo reforço positivo ou negativo
(condicionamento).
• O condicionamento operante explica que um
determinado comportamento tem uma maior
probabilidade de se repetir se a seguir à
manifestação do comportamento se apresentar
de um reforço (agradável).
• É uma forma de condicionamento onde o
comportamento acabará por ocorrer antes da
resposta.
• Para ele, a aprendizagem, pode definir-se como
uma mudança relativamente estável no
potencial de comportamento, atribuível a uma
experiência.
Albert Bandura (1925-presente)
• Tal como Skinner, da linha behaviorista da
Psicologia. No entanto enfatiza a modificação
do comportamento do indivíduo durante a sua
interação.
• Ao contrário da linha behaviorista radical de
Skinner, acredita que o ser humano é capaz de
aprender comportamentos sem sofrer qualquer
tipo de reforço.
• Para ele, o indivíduo é capaz de aprender
também através de reforço vicariante, ou seja,
através da observação do comportamento dos
outros e de suas consequências, com contato
indireto com o reforço. Entre o estímulo e a
resposta, há também o espaço cognitivo de cada
indivíduo.
• É um dos autores associado ao Cognitivismo-
Social, uma teoria da aprendizagem baseada na
idéia de que as pessoas aprendem através da
observação dos outros e que os processos do
pensamento humano são centrais para se
compreender a personalidade:
- As pessoas aprendem pela observação dos
outros.
- A aprendizagem é um processo interno que
pode ou não alterar o comportamento.
- As pessoas comportam-se de determinadas
maneiras para atingir os seus objetivos.
- O comportamento é autodirigido (por oposição
a determinado pelo ambiente)
- O reforço e a punição têm efeitos indiretos e
imprevisíveis tanto no comportamento como na
aprendizagem.
- Os adultos (pais, educadores, professores) têm
um papel importante como modelos no processo de
aprendizagem da criança.
• A sua proposta difere da Psicologia Científica
até então (70’s): privilegia os aspectos
saudáveis do desenvolvimento, os estudos
realizados em ambientes naturais e a análise
da participação da pessoa focalizada no
maior nº possível de ambientes e em contato
com diferentes pessoas.
Arnold Gesell (1880-1961)
• Psicólogo Americano que se especializou na
área do desenvolvimento infantil.
• Os seus primeiros trabalhos visaram o estudo
do atraso mental nas crianças, mas cedo
percebeu que é necessária a compreensão do
desenvolvimento normal para se compreender
um desenvolvimento anormal.
• Foi pioneiro na sua metodologia de observação
e medição do comportamento e, portanto, foi
dos primeiros a implementar o estudo
quantitativo do desenvolvimento humano, do
nascimento até a adolescência.
• Realizou uma descrição detalhada e total do
desenvolvimento da criança; realça, com base
em pesquisas rigorosas e sistemáticas, o papel
do processo de maturação no desenvolvimento.
• Gesell e colaboradores caracterizaram o
desenvolvimento segundo quatro dimensões da
conduta: motora, verbal, adaptativa e social.
• Nesta perspectiva cabe um papel decisivo às
maturações nervosa, muscular e hormonal no
processo de desenvolvimento.
• Desenvolveu, a partir dos seus resultados,
escalas para avaliação do desenvolvimento e
inteligência. Inaugurou o uso da fotografia e
da observação através de espelhos de um só
sentido como ferramentas de investigação.
TRABALHO DE SALA
• BASEADO NO CONTEXTO - HISTÓRIA DA
EDUCAÇÃO INFANTIL E PSICOLOGIA DO
DESENVOLVIMENTO INFANTIL, COMO
PODEMOS AVALIAR NOSSAS CRIANÇAS NOS
TEMPOS DE HOJE?
Referências Bibliográficas
• Fonte: http://www.notapositiva.com
• Brasil, Ministério da Educação e do Desporto.
Secretaria da Educação Fundamental. RCN
para a Educação Infantil. Brasília. MEC, 1998.
FIM...
História da educação infantil e psicologia do desenvolvimento

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História da educação infantil e psicologia do desenvolvimento

  • 1. A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL E PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO Aula Desenvolvida pelo prof. Ms. Eduardo Scorzelli – Baseado na Apostila do curso de Pedagogia oferecida pelo Instituto CIFE – Centro Institucional da Formação Educacional
  • 2. Ementa: • A política de educação infantil no Brasil tem perfil ainda mal delineado, com alguns contornos fortes e outros bastante apagados. • A análise da questão teria que ser feita segundo os âmbitos nacional, estadual e municipal. • Em cada um desses o setor público tem papéis a desempenhar para que o direito da criança de 0 a 6 anos à educação se torne realidade.
  • 3. Ementa: • As funções das instituições que cuidavam de crianças foram evidenciadas após a primeira guerra mundial com o aumento do número de órfãos e a deterioração ambiental.
  • 4. HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO • É comum os especialistas e teóricos em qualquer área científica dividirem a História em períodos. • Isto também acontece no campo da Educação e, isso principalmente se dá devido à que se refere o tempo e o processo histórico na evolução. • Portanto é imprescindível, quando se fala em História da Educação dividir esse processo de desenvolvimento em períodos. • A divisão tradicional da História se dá em antiga, medieval, moderna e contemporânea. • Partindo para o estudo da História da Educação, faremos uma visita a tempos que remontam o início da civilização, para que desta forma, possamos compreender a situação atual mundial da pedagogia
  • 5. O tradicionalismo • Essa época foi o início de tudo, com os povos orientais e indo-americanos. • Neste período o ideal da educação era de transmitir os costumes do passado, as antigas tradições. • Como cada civilização fundou sua educação em seus estilos de vida, houve diversas espécies de tradicionalismo (mágico, teocrático, etc.). Vamos explanar sobre alguns deles: •
  • 6. O tradicionalismo • Grécia e Roma - Da cultura greco-romana foram retiradas as “ideias-mães” da educação do futuro. • “Exceto, as forças cegas da natureza, nada se move neste mundo que não seja grego em sua origem”. (Summer Maine). • São tantas a riqueza de ideias e a variedade de tipos históricos desta época, que é preciso dividi-las em duas partes:
  • 7. Grécia e a Pedagogia da Personalidade. • a) A Grécia descobriu a ideia da personalidade humana. • Rompeu com a cega subordinação às tradições, afirmando, de princípio, a liberdade. • “A história da Humanidade é um progresso na consciência da liberdade.” (Hegel.) • O ideal, aqui, foi o cultivo da personalidade para alcançar o equilíbrio do corpo e da alma. • Trouxe em si um ideal estético-ético, a kalokagathia (kalos, belo; ágathos, bom).
  • 8. Roma e a Pedagogia da “humanista”. • b) O ponto culminante da educação romana foi haver-se elevado à idéia de que só ao homem seria dado criar e assimilar (humanistas), em um sistema de educação cívica muito adequada à sua realidade social.
  • 9. A EDUCAÇÃO CRISTOCÊNTRICA E ECLESIOCÊNTRICA • Média surgiu a corrente pedagógica que concebeu Cristo como modelo e finalidade da educação. • O cristianismo não ofereceu um sistema pedagógico, mas foi um fato histórico que mudou os fins educativos no mundo ocidental.
  • 10. A EDUCAÇÃO CRISTOCÊNTRICA E ECLESIOCÊNTRICA • Nos primeiros séculos da Idade Média, a Igreja constituiu-se no centro de ensino (educação eclesiocêntrica). • Porém, já no século XII, foi surgindo, ao lado deste tipo de ensino, uma educação menos dependente do clero (educação secular).
  • 11. PEDAGOGIA DO RENASCIMENTO • Conhecida como uma renovação da humanista. • Cuja doutrina e prática de ensino se degeneraram numa imitação servil da retórica do Cícero (ciceromania), mas, com o decorrer do tempo, foram incorporando novos ideais.
  • 12. PEDAGOGIA DA REFORMA E DA CONTRARREFORMA • Opôs-se, igualmente, à concepção pagã ou semi-pagã dos humanistas. • Reformadores e contra reformadores, imbuídos de um profundo sentimento religioso, criaram o segundo ensino e prepararam as bases sociais para a organização da escola popular moderna. • Durante o século XVI, a América também incorporou no desenvolvimento da história geral da educação.
  • 13. REALISMO PEDAGÓGICO • A partir do século XVII, como resultado da filosofia moderna (Bacon Descartes), das novas doutrinas políticas (Grócio, Hobbers, Pufendorf), do processo das ciências naturais (Copérnico, Kepler, Galileu, Newton), e dos feitos nacionais e econômicos contemporâneos. Wolfgang Ratke e João Amós Comênio foram os autores desta corrente pedagógica. • A idéia de que os conhecimentos reais e não se adquiriam nos escritos dos antigos, mas por via da experiência (introdução) e que haviam de serem postos a serviço do útil.
  • 14. NATURALISMO PEDAGÓGICO • Jean-Jacques Rousseau viu, na idéia da natureza humana, o fim e o método da educação. • Esta corrente teve como pano de fundo a filosofia da Época das Luzes, que exaltou a soberania da inteligência. • A corrente do filantropismo, (assim chamada porque seus fundadores aspiravam a realizar a escola da amizade e do amor humanos: o Philantropinum).
  • 15. PEDAGOGIA NEO-HUMANISTA • Surgiu no final do século XVIII e início do XIX contra a orientação histórica e racionalista da Época das Luzes. • O neo-humanismo procurou tomar como regra, para a própria obra, a relação simbólica entre energia criadora e produto obtido (H. Lessem). • Por outro lado, esta corrente acolheu os grandes feitos intelectuais dos séculos XVII e XVIII. Seu ideal de vida era “o grego moderno”.
  • 16. PEDAGOGIA NEO-HUMANISTA • O cruzamento do movimento filosófico do Idealismo alemão (fins do século XVIII) com as correntes pedagógicas do tempo levou os grandes filósofos a ocuparem se de temas educativos. • O pedagogo mais notável da Pedagogia neo- humanista é João Henrique Pestalozzi.
  • 17. PEDAGOGIA DO SÉCULO XIX • Herdou e capitalizou a teoria e prática da educação das épocas precedentes. Fatos sociais contemporâneos determinaram mudanças importantes. • A Revolução Francesa, iniciada em 1789, conduziu a uma crescente laicização das instituições pedagógicas, assim como a uma completa organização e regulamentação destas por parte do Estado. • O princípio das nacionalidades influiu, juntamente, nos grandes sistemas de educação nacional. • As novas exigências econômicas promoveram uma Pedagogia social e socialista e, com isso, as origens da moderna escola do trabalho.
  • 18. PEDAGOGIA CONTEMPORÂNEA • É um movimento muito variado, tanto no que se refere à teoria dos métodos, quanto no que se refere à doutrina dos fins da educação. • Neles se destacam: • Pedagogia experimental, Pedagogia e Psicologia de tipos psicológicos, Pedagogia ativista, Pedagogia neo-hegeliana, Pedagogia como ciência do espírito, Pedagogia cultural dos valores e Pedagogia da personalidade.
  • 19. INTERVALO PARA CAFÉ E BANHEIRO...
  • 20. Contexto Histórico • No Brasil até meados do século XIX o atendimento a crianças de 0 a 6 anos em instituições como creches praticamente não existia, devido à estrutura familiar da época moldada tradicionalmente, onde o pai de família trabalhava em busca do sustento e a mãe cuidava dos filhos. • Na época a maioria da população se concentrava na área rural e pequena parte nas cidades, havia muitas crianças órfãs de escravos e índias (que geralmente eram frutos de abusos sexuais pelos homens brancos) estas crianças eram adotadas pelas famílias dos grandes fazendeiros. • Nas cidades as crianças abandonadas eram recolhidas pelas rodas expostas que eram orfanatos da época.
  • 21. Contexto Histórico • No final do século XIX começa a ser discutido no Brasil as concepções elaboradas na Europa sobre a educação infantil. • A partir deste período foram criadas as primeiras instituições voltadas para o atendimento de crianças pobres. • Posteriormente surgiram os primeiros jardins-de- infância públicos voltados para as crianças mais ricas. • Após a proclamação da república houve um investimento na educação, porém voltado para o ensino primário. • Somente com o processo de urbanização brasileira e consequentemente com a industrialização surgiu a necessidade de atendimento as crianças.
  • 22. Contexto Histórico • Com a chegada das fábricas houve uma mudança na estrutura da família tradicional brasileira, as mulheres saíram de casa para trabalhar nas indústrias o que acarretou na busca de atendimento as crianças. • Inicialmente as crianças eram acolhidas por caridade pelas mulheres que não trabalhavam e se dispunham a pajear as crianças de outras famílias ou no acolhimento de parentes. • Posteriormente, a partir da organização de movimentos e sindicatos de operários (as) foi reivindicado inicialmente aos empresários e posteriormente ao governo instituições como creches e pré-escolas.
  • 23. Contexto Histórico • Após 1922, surgiram as primeiras regulamentações sobre o atendimento a criança e surgiu um movimento de renovação pedagógica conhecido como escalovinismo, discutia a educação pré-escolar, porém os estudos da época eram voltados para as crianças das camadas sociais mais favorecidas. • Somente na década de 40 prosperaram iniciativas governamentais na área, porém o atendimento à criança era voltado a saúde e filantropia
  • 24. Contexto Histórico • Na década de 70 houve um processo de municipalização da educação pré-escolar. • Em meados dos anos 70 houve debates sobre o caráter assistencialista e educativo das instituições como os parques e creches. • Porém outro fato importante é o de que estas instituições ainda exigiam baixos níveis de escolaridade de seus profissionais. • Mas a mudança na mentalidade da população já estava suplantada, o atendimento às crianças já não era visto como assistência social e sim como dever do Estado e direito da família.
  • 25. Contexto Histórico • Um traço marcante das décadas de 80 e 90 para educação voltada ás crianças foi o surgimento de programas de televisão infantis com programação pedagógica. • Na década de 90 houve grande evolução com relação a educação infantil, como por exemplo a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente em 1990, que registrava os direitos da criança incluindo o direito à educação.
  • 26. Contexto Histórico • Surgem também novas ideias e concepções para educação infantil com a proposta de uma nova Lei de Diretrizes e Bases (Lei 9394 96), esta estabeleceu a educação infantil como etapa inicial da educação básica, marco na história da educação infantil por incluir crianças de 0 a 6 anos no atendimento público obrigatório, dentre outras conquistas: Certamente não há como negar a grande evolução que a educação infantil passou no período entre meados do século XIX até os tempos atuais, mas este caminho cheio de lutas, dificuldades e conquistas ainda não chegou ao fim. • A busca pela valorização da área é constante e muitos pontos ainda devem ser discutidos por teóricos, profissionais e comunidade.
  • 27. Contexto Histórico • Após a LDB (Lei nº 9.394 96), muitas discussões sobre a formação do profissional foram realizadas junto a algumas reformas no ensino voltado para docência na educação infantil. • Emprega na sala de aula um professor e educadores infantis para auxiliarem o professor, aos professores é exigida formação no magistério e aos educadores formação fundamental, a Prefeitura oferece aos funcionários benefícios de acordo com o Plano de Cargos e Carreira, esta realidade revela que se mantêm na educação infantil profissionais sem formação em sala de aula.
  • 29. PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL • Chamamos de desenvolvimento infantil, a sequência ordenada de transformações progressivas resultando num aumento de grau de complexidade do organismo, distingue-se de crescimento por referir-se as alterações da composição e funcionamento das células (diferenciação celular), à maturação dos sistemas e órgãos e a aquisição de novas funções.
  • 30. PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL • Para efeito de estudo tanto pode-se considerar a sucessão de fases um sistema orgânico isolado, por exemplo o timo e/ou o sistema imunológico como o organismo como um todo, a capacidade de locomoção que depende tanto da maturação do sistema nervoso como músculo esquelético.
  • 31. VEJAMOS ALGUNS DE SEUS PRINCIPAIS TEÓRICOS
  • 32. Sigmund Freud (1856-1939) • Propõe, à data, um novo e radical modelo da mente humana, que alterou a forma como pensamos sobre nós próprios, a nossa linguagem e a nossa cultura. • A sua descrição da mente enfatiza o papel fundamental do inconsciente na psique humana e apresenta o comportamento humano como resultado de um jogo e de uma interação de energias.
  • 33. • Freud contribuiu para a eliminação da tradicional oposição básica entre sanidade e loucura ao colocar a normalidade num continuo e procurou compreender funcionamento do psiquismo normal através da génesis e da evolução das doenças psíquicas. • A sua teoria sobre o desenvolvimento da personalidade atribui uma nova importância às necessidades da criança em diversas fases do desenvolvimento e sobre as consequências da negligência dessas necessidades para a formação da personalidade.
  • 34. Erik Erikson (1904-1994) • A teoria que desenvolveu nos anos 50 partiu do aprofundamento da teoria psicossexual de Freud e respectivos estádios, mas rejeita que se explique a personalidade apenas com base na sexualidade. • Erikson acreditava na importância da infância para o desenvolvimento da personalidade mas, ao contrário de Freud, acredita que a personalidade se continua a desenvolver para além dos 5 anos de idade.
  • 35. • Em seu trabalho mais conhecido, Erikson propõe 8 estádios do desenvolvimento psicossocial através dos quais um ser humano em desenvolvimento saudável deveria passar da infância para a idade adulta. • Em cada estádio cada sujeito confronta-se, e de preferência supera, novos desafios ou conflitos. • Cada estádio/ fase do desenvolvimento da criança é importante e deve ser bem resolvida para que a próxima fase possa ser superada sem problemas.
  • 36. • Tal como Piaget, concluiu que não se deve apressar o desenvolvimento das crianças, que se deve dar o tempo necessário a cada fase de desenvolvimento, pois cada uma delas é muito importante. • Sublinhou que apressar o desenvolvimento pode ter consequências emocionais e minar as competências das crianças para a sua vida futura.
  • 37. Jean Piaget (1896-1980) • Jean Piaget (1896-1980) foi um dos investigadores mais influentes do séc. 20 na área da psicologia do desenvolvimento. • Piaget acreditava que o que distingue o ser humano dos outros animais é a sua capacidade de ter um pensamento simbólico e abstrato. • Piaget acreditava que a maturação biológica estabelece as pré-condições para o desenvolvimento cognitivo.
  • 38. • As mudanças mais significativas são mudanças qualitativas (em género) e não qualitativas (em quantidade). • Existem 2 aspectos principais nesta teoria: o processo de conhecer e os estádios/ etapas pelos quais nós passamos à medida que adquirimos essa habilidade. • Como biólogo, Piaget estava interessado em como é que um organismo se adapta ao seu ambiente (ele descreveu esta capacidade como inteligência) - O comportamento é controlado através de organizações mentais denominadas “esquemas”, que o indivíduo utiliza para representar o mundo e para designar as ações.
  • 39. • Essa adaptação é guiada por uma orientação biológica para obter o balanço entre esses esquemas e o ambiente em que está. (equilibração). • Assim, estabelecer um desequilíbrio é a motivação primária para alterar as estruturas mentais do indivíduo. • Piaget descreveu dois processos utilizados pelo sujeito na sua tentativa de adaptação: assimilação e acomodação. • Estes dois processos são utilizados ao longo da vida à medida que a pessoa se vai progressivamente adaptando ao ambiente de uma forma mais complexa.
  • 40. Lev Vygotsky (1896-1934) • Lev Vygotsky desenvolveu a teoria sociocultural do desenvolvimento cognitivo. • A sua teoria tem raízes na teoria marxista do materialismo dialético, ou seja, que as mudanças históricas na sociedade e a vida material produzem mudanças na natureza humana. • Vygotsky abordou o desenvolvimento cognitivo por um processo de orientação.
  • 41. • Em vez de olhar para o final do processo de desenvolvimento, ele debruçou-se sobre o processo em si e analisou a participação do sujeito nas • atividades sociais → Ele propôs que o desenvolvimento não precede a socialização. • Ao invés, as estruturas sociais e as relações sociais levam ao desenvolvimento das funções mentais. • Ele acreditava que a aprendizagem na criança podia ocorrer através do jogo, da brincadeira, da instrução formal ou do trabalho entre um aprendiz e um aprendiz mais experiente.
  • 42. • O processo básico pelo qual isto ocorre é a mediação (a ligação entre duas estruturas, uma social e uma pessoalmente construída, através de instrumentos ou sinais). • Quando os signos culturais vão sendo internalizados pelo sujeito é quando os humanos adquirem a capacidade de uma ordem de pensamento mais elevada. • Ao contrário da imagem de Piaget em que o indivíduo constrói a compreensão do mundo, o conhecimento sozinho, Vygostky via o desenvolvimento cognitivo como dependendo mais das interações com as pessoas e com os instrumentos do mundo da criança esses instrumentos são reais: canetas, papel, computadores; ou símbolos: linguagem, sistemas matemáticos, signos.
  • 43. Konrad Lorenz (1903-1989) • Zoólogo austríaco, ornitólogo e um dos fundadores da Etologia moderna (estudo do comportamento animal). • Desenvolveu a idéia de um mecanismo inato que desencadeia os comportamentos instintivos (padrões de ação fixas) → modelo para a motivação para o comportamento. • Considera-se hoje que o sistema nervoso e de controlo do comportamento envolvem transmissão de informação e não transmissão de energias. • O seu trabalho empírico é uma das grandes contribuições, sobretudo no que se refere ao IMPRINTING e aos PERÍODOS CRÍTICOS.
  • 44. • O imprinting é um excelente exemplo da interação de fatores genéticos e ambientais no comportamento. • O trabalho de Lorenz forneceu uma evidência muito importante de que existem períodos críticos na vida onde um determinado tipo definido de estímulo é necessário para o desenvolvimento normal. • Como é necessária a exposição repetitiva a um estímulo ambiental (provocando uma associação com ele), podemos dizer que o imprinting é um tipo de aprendizagem, ainda que contivesse um elemento inato muito forte.
  • 45. Henri Wallon (1879 – 1962) • Wallon procura explicar os fundamentos da psicologia como ciência, os seus aspectos epistemológicos, objetivos e metodológicos. • Considera que o homem é determinado fisiológica e socialmente, sujeito às disposições internas e às situações exteriores. • Wallon propõe a psicogênese da pessoa completa (psicologia genética), ou seja, o estudo integrado do desenvolvimento.
  • 46. • Para ele o estudo do desenvolvimento humano deve considerar o sujeito como “geneticamente social” e estudar a criança contextualizada, nas relações com o meio. • Wallon recorreu a outros campos de conhecimento para aprofundar a explicação dos fatores de desenvolvimento (neurologia, psicopatologia, antropologia, psicologia animal). • Considerava não ser possível selecionar um único aspecto do ser humano e via o desenvolvimento nos vários campos funcionais nos quais se distribui a atividade infantil (afetivo, motor e cognitivo).
  • 47. Burrhus F. Skinner (1904 – 1990) • Psicólogo Americano, conduziu trabalhos pioneiros em Psicologia Experimental e defendia o comportamentalismo / behaviorismo (estudo do comportamento observável). • Tinha uma abordagem sistemática para compreender o comportamento humano, uma abordagem de efeito considerável nas crenças e práticas culturais correntes. • Fez investigação na área da modelação do comportamento pelo reforço positivo ou negativo (condicionamento).
  • 48. • O condicionamento operante explica que um determinado comportamento tem uma maior probabilidade de se repetir se a seguir à manifestação do comportamento se apresentar de um reforço (agradável). • É uma forma de condicionamento onde o comportamento acabará por ocorrer antes da resposta. • Para ele, a aprendizagem, pode definir-se como uma mudança relativamente estável no potencial de comportamento, atribuível a uma experiência.
  • 49. Albert Bandura (1925-presente) • Tal como Skinner, da linha behaviorista da Psicologia. No entanto enfatiza a modificação do comportamento do indivíduo durante a sua interação. • Ao contrário da linha behaviorista radical de Skinner, acredita que o ser humano é capaz de aprender comportamentos sem sofrer qualquer tipo de reforço.
  • 50. • Para ele, o indivíduo é capaz de aprender também através de reforço vicariante, ou seja, através da observação do comportamento dos outros e de suas consequências, com contato indireto com o reforço. Entre o estímulo e a resposta, há também o espaço cognitivo de cada indivíduo. • É um dos autores associado ao Cognitivismo- Social, uma teoria da aprendizagem baseada na idéia de que as pessoas aprendem através da observação dos outros e que os processos do pensamento humano são centrais para se compreender a personalidade:
  • 51. - As pessoas aprendem pela observação dos outros. - A aprendizagem é um processo interno que pode ou não alterar o comportamento. - As pessoas comportam-se de determinadas maneiras para atingir os seus objetivos. - O comportamento é autodirigido (por oposição a determinado pelo ambiente) - O reforço e a punição têm efeitos indiretos e imprevisíveis tanto no comportamento como na aprendizagem. - Os adultos (pais, educadores, professores) têm um papel importante como modelos no processo de aprendizagem da criança.
  • 52. • A sua proposta difere da Psicologia Científica até então (70’s): privilegia os aspectos saudáveis do desenvolvimento, os estudos realizados em ambientes naturais e a análise da participação da pessoa focalizada no maior nº possível de ambientes e em contato com diferentes pessoas.
  • 53. Arnold Gesell (1880-1961) • Psicólogo Americano que se especializou na área do desenvolvimento infantil. • Os seus primeiros trabalhos visaram o estudo do atraso mental nas crianças, mas cedo percebeu que é necessária a compreensão do desenvolvimento normal para se compreender um desenvolvimento anormal.
  • 54. • Foi pioneiro na sua metodologia de observação e medição do comportamento e, portanto, foi dos primeiros a implementar o estudo quantitativo do desenvolvimento humano, do nascimento até a adolescência. • Realizou uma descrição detalhada e total do desenvolvimento da criança; realça, com base em pesquisas rigorosas e sistemáticas, o papel do processo de maturação no desenvolvimento. • Gesell e colaboradores caracterizaram o desenvolvimento segundo quatro dimensões da conduta: motora, verbal, adaptativa e social.
  • 55. • Nesta perspectiva cabe um papel decisivo às maturações nervosa, muscular e hormonal no processo de desenvolvimento. • Desenvolveu, a partir dos seus resultados, escalas para avaliação do desenvolvimento e inteligência. Inaugurou o uso da fotografia e da observação através de espelhos de um só sentido como ferramentas de investigação.
  • 56. TRABALHO DE SALA • BASEADO NO CONTEXTO - HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL E PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL, COMO PODEMOS AVALIAR NOSSAS CRIANÇAS NOS TEMPOS DE HOJE?
  • 57. Referências Bibliográficas • Fonte: http://www.notapositiva.com • Brasil, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação Fundamental. RCN para a Educação Infantil. Brasília. MEC, 1998.