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Tendencias pedagógicas 2013

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  1. 1. DIDÁTICA Tendências Pedagógicas PROF. MARIA APARECIDA DE SOUZA (Fecilcam)
  2. 2. Para Saviani • “ O dominado não se liberta se ele não vier a dominar aquilo que os dominantes dominam. Então, dominar o que os dominantes dominam é condição de libertação.” (2009, p. 51)
  3. 3. Ementa • Retomada das Tendências Pedagógicas e seus representantes teóricos de modo a compreender como as Pedagogias Liberais, também conhecidas como Não-Críticas contêm em seu bojo a justificação do sistema capitalista, ênfase na defesa da liberdade e dos direitos e interesses individualistas na sociedade e a forma de organização social baseada na propriedade privada dos meios de produção. Propiciar o conhecimento das Pedagogias Progressistas, com ênfase na Histórico-Crítica que assinalam a escola condicionada pelos aspectos sociais, políticos e culturais, mas contraditoriamente um espaço de possibilidade de transformação social e compreensão da realidade histórico-social.
  4. 4. Importante! • Cada Tendência Pedagógica está relacionada a uma concepção de homem e de sociedade. Ao discutir a educação em qualquer período da história é importante compreender como a sociedade está organizada materialmente, ou seja, identificar o modo de produção que está determinando as relações sociais entre os homens.
  5. 5. Por que retomar as Tendências Pedagógicas? • “O presente se enraíza no passado e se projeta no futuro. Portanto, eu não posso compreender radicalmente o presente se não compreender as suas raízes, o que implica o estudo de sua gênese” (Saviani, 2007, p. 4)
  6. 6. Conceito de educação • A educação em um sentido amplo constitui-se em uma das atividades fundamentais das sociedades humanas, pois ela tem a tarefa de transmissão da herança cultural às gerações futuras. Diferente dos outros animais, nós seres humanos não nascemos geneticamente determinados a realizar as atividades necessárias à nossa existência. Precisamos aprender o que temos que fazer. Daí a necessidade da educação e a sua importância no processo de aquisição de conhecimentos, capacidades, comportamentos, valores, etc. que permitem ao indivíduo tornar-se apto a participar conscientemente (mesmo que essa consciência seja limitada) da vida social.
  7. 7. Para Saviani (2003), a educação é: • O ato de produzir direta e intencionalmente em cada indivíduo singular a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens.
  8. 8. Papel da educação • É neste processo de nos tornarmos humanos que a educação tem um papel importantíssimo. No seu sentido mais geral, a educação cumpre a função de permitir aos indivíduos a apropriação dos conhecimentos, valores, formas de pensar e comportamentos que lhes permitam inserir-se no processo social, ou seja, na vida em sociedade. Pode- se, deste modo, perceber, que a educação tem um papel fundamental na reprodução do ser social.
  9. 9. • Com o modo de produção capitalista, a divisão social do trabalho separou os homens entre aqueles que produzem a riqueza e aqueles que dela se apropriam privadamente. Daí, também, houve a separação entre trabalho manual e trabalho intelectual e a supervalorização do segundo em relação ao primeiro. Com essa separação do trabalho e com a divisão da sociedade em classes sociais, a educação passou a ser organizada para atender principalmente aos interesses de uma classe social, a que detém o poder econômico.
  10. 10. • Nesse sentido, a educação através da escola passou a contribuir com a reprodução dessa sociedade de classes, de modo a privilegiar os interesses das classes dominantes e incutir na classe dominada uma consciência alienada da realidade.
  11. 11. A educação: também é subordinada aos imperativos da reprodução do capital, e uma vez que ele é a matriz da desigualdade social, seria totalmente absurdo esperar que ele proporcione uma educação emancipatória.
  12. 12. • Por isso, a educação não pode ser compreendida fora da realidade social da qual faz parte e de forma abstrata, pois ela está inserida num contexto social concreto e como tal acaba por evidenciar e reforçar os elementos desse contexto no processo formativo dos indivíduos.
  13. 13. • “As idéias da classe dominante são, em cada época, as idéias dominantes, isto é, a classe que é a força material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, sua força espiritual dominante. A classe que tem à sua disposição os meios de produção material dispõe também dos meios da produção espiritual” (MARX; ENGELS, 2007, p. 47).
  14. 14. Fundamentação Teórica • Há várias interpretações sobre as Tendências Pedagógicas. Optamos pela discussão e análise feita por Saviani que é um pesquisador que tem no Materialismo Histórico Dialético a sua fundamentação principal.
  15. 15. Ele classifica as teorias pedagógicas em: • Não-críticas: Tradicional, Nova e Tecnicista • Crítico-reprodutivistas: Teoria do Sistema de Ensino como Violência Simbólica, Teoria da Escola como Aparelho Ideológico de Estado e Teoria da Escola Dualista
  16. 16. Para Saviani • Se faz necessário superar as Teorias não- críticas e as crítico-reprodutivistas. • Para Tanto ele propõe uma nova Teoria da Educação: A Pedagogia Histórico- Crítica
  17. 17. O que é uma teoria não-crítica? • Para Saviani, as teorias não-críticas concebem a sociedade como essencialmente harmoniosa, basta integrar os seus membros. A educação cabe corrigir as distorções sociais, evitando a sua desagregação.
  18. 18. Teorias não-críticas • “Falta-lhes a consciência dos condicionantes histórico-sociais da educação. São pois ingênuas e não-críticas, já que é próprio da consciência crítica saber-se condicionada, determinada materialmente, ao passo que a consciência ingênua é aquela que não se sabe condicionada, ao contrário considera-se superior aos fatos, imaginando-se mesmo capaz de determiná-los e alterá-los por si mesma”.(Saviani, 2009, p.57)
  19. 19. Teorias Crítico-reprodutivistas • Essas teorias não elaboraram uma proposta pedagógica. Elas tentam explicar o funcionamento escolar, mostrando que a escola na sociedade capitalista reproduz a dominação e exploração presente nas relações sociais.
  20. 20. Quando surgem as primeiras ideias pedagógicas no Brasil?
  21. 21. • Há entre os pesquisadores um consenso de que em 1549 com a chegada dos jesuítas no Brasil é que se tem início a educação formal e portanto, a partir desse momento, a circulação das primeiras ideias pedagógicas.
  22. 22. Antes dos jesuítas... • Havendo populações no território “descoberto” pelos portugueses, é fato que a educação também se fazia presente. Porém era uma educação espontânea, ou seja, não haviam instituições específicas para tal. Podemos dizer assim, que nesse contexto, não se punha, ainda a questão das ideias pedagógicas.
  23. 23. Pedagogia Tradicional • A denominação “Pedagogia Tradicional” foi introduzida no final do século XIX com o advento do Movimento Renovador (Escola Nova), para marcar a novidade das propostas que começaram a ser veiculadas, classificou como Tradicional a concepção até então dominante.
  24. 24. Pedagogia Tradicional • Então, a expressão “concepção Tradicional” subsume correntes pedagógicas que se formularam desde a Antiguidade, tendo em comum uma visão filosófica essencialista de homem e uma visão pedagógica centrada no educador, no adulto, no intelecto, nos conteúdos cognitivos transmitidos pelo professor aos alunos, na disciplina, na memorização.
  25. 25. Gênese da Pedagogia Tradicional • No Brasil, de 1549 a 1759, os jesuítas atuaram no campo da educação, com base nos métodos e nos conteúdos do Ratio Studiorum (plano de estudos) aprovado em 1599. Instalava-se aqui, a escola Tradicional com vertente religiosa para a formação do homem enciclopédico, humanista, cristão e universal.
  26. 26. Atuação dos jesuítas
  27. 27. O Ratio • O plano era constituído por um conjunto de 467 regras entre elas: regras do provincial, regras do reitor, regras dos prefeitos de estudo, dos professores, regras de cada matéria de ensino, regras da prova escrita, da distribuição de prêmios, regras dos alunos, entre outras.
  28. 28. Educação Jesuítica • As aulas dos jesuítas eram baseadas no método expositivo; • Cabia aos alunos desenvolver uma infinidade de exercícios para fixação e memorização.
  29. 29. Pedagogia Tradicional • As ideias pedagógicas expressas no Ratio correspondem a Pedagogia Tradicional na vertente religiosa.O homem era concebido como constituído por uma essência universal e imutável. À educação cumpre moldar a existência particular e real de cada educando à essência universal e ideal que o define enquanto humano.
  30. 30. Pedagogia Tradicional • Para a vertente religiosa, tendo sido o homem feito a imagem e semelhança de Deus, a essência humana é considerada criação divina. Em consequência, o homem deve empenhar- se em atingir a perfeição humana na vida natural para fazer por merecer a dádiva da vida sobrenatural.
  31. 31. Para Teruya (2005) • A educação jesuítica buscava recrutar fiéis pela educação religiosa. Os padres ministravam educação elementar para os índios e os brancos (exceto mulheres). Os homens da classe dominante eram preparados para ingressar na carreira sacerdotal, os que não queriam eram encaminhados para as universidades européias.
  32. 32. A Reforma Pombalina • A partir de 1759, começam a ser implantadas as reformas pombalinas da instrução pública que se contrapõem ao predomínio das idéias religiosas. • A Reforma Pombalina tinha como princípios o desenvolvimento da cultura geral, o incremento das indústrias, o progresso científico, a vitalidade do comércio, entre outros princípios.
  33. 33. Marquês de Pombal
  34. 34. Reforma Pombalina • A sistemática introduzida pelas reformas pombalinas foi a das aulas régias, isto é, disciplinas avulsas ministradas por um professor nomeado e pago pela coroa portuguesa. • As aulas régias eram sinônimo de escolas que funcionavam, em regra, na casa dos próprios professores. Eram aulas avulsas, portanto, os alunos podiam frequentar umas ou outras indiferentemente, pois não tinham articulação entre si.
  35. 35. Em suma: • A Reforma Pombalina tinha como objetivo criar a escola útil aos fins do estado em substituição àquela que servia aos interesses eclesiásticos. Era o início da Escola Tradicional Laica que visava atender os interesses burgueses.
  36. 36. • Nesse momento na Europa, a burguesia, classe em ascensão, vai manifestar-se como uma classe revolucionária, e, enquanto classe revolucionária, vai advogar a filosofia da essência como um suporte para a defesa da igualdade dos homens. Logo, aquela sociedade fundada em senhores e escravos não poderia persistir.
  37. 37. • Quem possui a força de trabalho é livre para vendê-la ou não. Esse é o fundamento da sociedade burguesa. Todos são iguais em essência. • Portanto, escolarizar todos os homens era condição para converter os servos em cidadãos, consolidando a nova democracia, ou seja, a burguesa.
  38. 38. • A educação nos séculos XVIII e XIX passou por várias reformas mas todas elas mantiveram a defesa das ideias liberais burguesas, ou seja, não se alterou o objetivo da educação escolar tradicional que continuou a ser corrigir por meio da educação as mazelas sociais, preparando os homens necessários para a sociedade.
  39. 39. • Quando a burguesia se consolida no poder, seus interesses não caminham mais no sentido à transformação da sociedade, ao contrário, os interesses dela coincidem com a perpetuação da sociedade.
  40. 40. • Com a criação dos sistemas nacionais de ensino em meados do século XIX, a educação passou a ser entendida como direito de todos e dever do estado. Se fazia necessário romper com a barreira da ignorância para consolidar a “democracia” burguesa.
  41. 41. • A escola surge como um antídoto à ignorância. Seu papel era difundir a instrução, transmitir os conhecimentos acumulados pela humanidade e sistematizados logicamente.
  42. 42. Pedagogia Tradicional • A função da escola é preparar os indivíduos para cumprirem papéis sociais determinados, ou seja, cada qual ocupando sua posição na sociedade; • Defende a idéia de igualdade de oportunidades, mas não leva em conta a desigualdade de condições.
  43. 43. A organização escolar • As escolas eram organizadas na forma de classes cada uma contando com um professor que expunha a lição, que os alunos seguiam atentamente e aplicava os exercícios que os alunos deveriam realizar disciplinamente.
  44. 44. • Os castigos eram comuns na Escola Tradicional, tanto os castigos que machucavam fisicamente quanto os castigos que feriam moralmente.
  45. 45. Pedagogia Tradicional • De forma geral os pensadores que defendiam a Pedagogia Tradicional viam a escola como uma agência centrada no professor, cuja tarefa era transmitir os conhecimentos acumulados pela humanidade segundo uma gradação lógica, cabendo aos alunos assimilar os conteúdos que lhe são transmitidos.
  46. 46. • Na visão tradicional, o privilégio era do adulto, considerado o homem acabado, completo, por oposição à criança, ser imaturo, incompleto.
  47. 47. Locke (1632-1704)
  48. 48. • O empirismo de Locke (1632-1704) teve grande influência na Escola Tradicional. Principalmente em relação a ideia de que quanto mais a criança exercita mais ela aprende. Daí a justificativa das infindáveis cópias e repetições, base desse modelo de educação.
  49. 49. Herbart (1776-1841)
  50. 50. Herbart (1776-1841) • O pensador alemão Herbart, discípulo de Locke também influenciou o ensino tradicional. Para ele era necessário preparar os jovens através dos trabalhos manuais que servem para formar cidadãos úteis e disciplinados.
  51. 51. O Método Pedagógico • O Ensino Tradicional estruturou-se por meio de um método pedagógico, que é o método expositivo, cuja matriz teórica pode ser identificada nos cinco passos formais de Herbert. São eles: preparação, apresentação, comparação e assimilação,generalização e aplicação.
  52. 52. Os passos: • Preparação: recordação da lição anterior, ou seja, do já conhecido. • Apresentação: é apresentado ao aluno um novo conhecimento que cabe a ele assimilar; • Comparação/Assimilação: a assimilação ocorre através da comparação do novo com o velho. O novo é assimilado a partir do velho.
  53. 53. Os passos: • Generalização: se o aluno já assimilou o novo conhecimento, ele é capaz de identificar todos os fenômenos correspondentes ao conhecimento adquirido. • Aplicação: Fazendo os exercícios, o aluno vai demonstrar se ele assimilou ou não o conteúdo.
  54. 54. • Eis pois a estrutura do Método Tradicional: na lição seguinte começa-se corrigindo os exercícios, porque essa correção é o passo da preparação. • Se eles assimilaram o conteúdo passa-se para um novo conteúdo, se não é necessário dar novos exercícios.
  55. 55. Explicitação dos elementos didáticos: • Conteúdo: Estudo do conhecimento científico, mas distante da realidade social; • Objetivo:Transmitir as informações do mundo e da cultura; • Metodologia: Método expositivo • Avaliação: Reprodução do conteúdo exposto pelo professor; • Planejamento: É centrado no professor.
  56. 56. •Pedagogia Nova ou Escolanovismo
  57. 57. Por que surge a Pedagogia Nova?
  58. 58. Escola Nova • As críticas à Pedagogia Tradicional formuladas a partir do final do século XIX foram, aos poucos, dando origem a uma outra Teoria da educação. • “Ensinamos crianças, não matérias.” Esse slogan foi criado contra a Pedagogia Tradicional.
  59. 59. Pedagogia Nova • A Pedagogia Nova começa, pois, por efetuar a crítica a pedagogia Tradicional, esboçando uma nova maneira de interpretar a educação e ensaiando implementá-la, primeiro, através, de experiências restritas, depois estendendo a todo o sistema escolar.
  60. 60. A ABE • A Associação Brasileira de Educação (ABE) fundada em 1924, assumiu a liderança de todos esses movimentos de renovação na educação, apoiando-os e promovendo a realização de palestras, debates, cursos e conferências, convocando para isso autoridades e especialistas, nacionais e estrangeiros.
  61. 61. O Manifesto de 1932 • O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova pressupunha a existência de uma sociedade homogênea e democrática, regida pelo princípio de oportunidades para todos.
  62. 62. O Manifesto • O Manifesto de 1932 segundo Saviani foi mais do que um documento em defesa da Escola Nova, é um documento em defesa da educação pública destinado a abarcar todas as crianças e jovens.
  63. 63. O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932) • Diz que a Educação Nova se constituiu como uma reação categórica, intencional e sistemática contra a velha estrutura do serviço educacional, artificial e verbalista, montada para uma concepção vencida.
  64. 64. O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932) • Em lugar dessa concepção tradicional, a nova concepção vem fundar-se no “caráter biológico” que permite a cada indivíduo se educar, conforme é de seu direito, até onde o permitam as suas aptidões naturais, independente de razões de ordem econômica e social.
  65. 65. O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932) • A escola Nova já não concebe o educando como sendo moldado do exterior, como o fazia a escola Tradicional. Entende ao contrário, que a educação é uma atividade complexa que se dá de “dentro pra fora”.
  66. 66. Pedagogia Nova • Contrapondo-se à concepção Tradicional, a concepção pedagógica renovadora ancora-se numa visão filosófica baseada na existência, na vida, na atividade. Não se trata mais de encarar a existência humana como mera atualização das potencialidades contidas na essência. A natureza humana é considerada mutável, determinada pela existência.
  67. 67. Pedagogia Nova • Abarca um conjunto grande de autores e correntes que têm em comum a ideia de que a criança, e não o professor, é o centro do processo educativo, devendo, pois, o ensino ter como móvel principal a atividade e os interesses das crianças, vistas como sujeitos da própria aprendizagem.
  68. 68. Defensores • A Pedagogia Nova teve entre seus defensores: Dewey (1859-1852), Pestalozzi (1746-1827), Lourenço Filho (1897-1970), Anísio Teixeira (1900-1971), entre outros.
  69. 69. Para a Pedagogia Nova: • Os homens são essencialmente diferentes, não se repetem, cada indivíduo é único. • Estudos da Biologia e da Psicologia surgem com o intuito de reforçar e explicar as diferenças entre os homens.
  70. 70. Para Saviani • A Pedagogia das diferenças surgiu para justificar os privilégios sociais.
  71. 71. Cabe a educação : • Ajustar e adaptar os indivíduos à sociedade, incutindo neles o sentimento de aceitação dos demais pelos demais. • A escola deve ser um instrumento de correção da marginalidade na medida em que contribui para a constituição de uma sociedade onde as pessoas se aceitam e se respeitam.
  72. 72. Quanto a organização pedagógica: • A escola deveria agrupar os alunos segundo áreas de interesse decorrentes de sua atividade livre. O importante não era aprender, mas aprender a aprender. • O professor seria um estimulador e orientador da aprendizagem cuja iniciativa principal caberia aos alunos.
  73. 73. Quanto ao ensino • Considera o ensino como um processo de pesquisa. Os conteúdos do ensino são problemas, isto é, assuntos desconhecidos tanto para os alunos quanto para o professor. • O ensino centra-se nas motivações e interesses das crianças em desenvolver os procedimentos que as conduzam a posse dos conhecimentos capazes de responder às dúvidas e indagações.
  74. 74. • A Escola Nova acabou por dissolver a diferença entre pesquisa e ensino, sem se dar conta de que, assim fazendo, ao mesmo tempo que o ensino era empobrecido, se inviabilizava também a pesquisa.
  75. 75. Defensores da Escola Nova
  76. 76. Lourenço Filho 1897-1970
  77. 77. Lourenço Filho Foi uma figura chave no processo de desenvolvimento e divulgação das ideias da Escola Nova no Brasil; É autor do Livro: Introdução ao estudo da Escola Nova de 1930; O Objetivo desta obra foi difundir o ideário escolanovista, falando das suas principais manifestações na Europa e nos Estados Unidos.
  78. 78. Lourenço Filho • Nesse livro ele fala da experiência de colégios particulares no Brasil: o Colégio Progresso no Rio de Janeiro, a Escola Americana em São Paulo e Colégio Piracicabano em Piracicaba.
  79. 79. Lourenço Filho • A vasta obra de Lourenço Filho, entretanto, não pode ser vinculada, de modo simplista, apenas à temática do manifesto escolanovista. Mais do que signatário do Manifesto, foi um educador sedento do novo, foi autor de vários livros e também de textos didáticos como a Cartilha do povo.
  80. 80. • Para ele, o papel da escola, principalmente o da escola primária, era o de adaptar os futuros cidadãos, material e moralmente, às necessidades sociais. Busca integrar a criança na sociedade e explica a necessidade da educação escolar pública e obrigatória, pois a escola deve preparar para a vida real, pela própria vida.
  81. 81. • “Tudo quanto for aceito no programa escolar precisa ser realmente prático, capaz de influir sobre a existência social no sentido do aperfeiçoamento do homem”. (Lourenço Filho)
  82. 82. • “A escola cabe, hoje, facilitar a orientação e seleção profissional, pelo estudo das aptidões individuais da criança, conhecimento e esclarecimento do desejo dos pais, tradição e possibilidades da família”. (Lourenço Filho)
  83. 83. Fernando de Azevedo 1894-1971
  84. 84. • Fernando de Azevedo foi o principal divulgador do Movimento da escola Nova no Brasil; • Para ele a escola deveria estimular a observação e experiência da criança, levando-a a desenvolver o trabalho com interesse e prazerosamente, satisfazendo a sua curiosidade intelectual “ o aluno observa, experimenta, projeta e executa. O mestre estimula, aconselha, orienta” (Azevedo)
  85. 85. Fernando de azevedo • O professor: É um colaborador que conduz o aluno em suas investigações e experiências e, participando de uma atividade que provocou e acompanha, contribui para estabelecer entre o aluno e o professor essa solidariedade efetiva que provém do trabalho feito em comum.
  86. 86. Fernando de azevedo • Postula que a escola seja organizada como uma comunidade em miniatura, incentivando o trabalho em grupo preferencialmente ao individual. A classe se converteria numa “colméia social, vibrátil e laboriosa, para qual todos tem o dever de trabalhar, com esse sentimento de solidariedade que resulta da responsabilidade de cada um em relação aos companheiros”. (Azevedo)
  87. 87. Fernando de Azevedo • Para ele a Escola Nova busca desenvolver uma educação integral, desenvolvendo nos alunos hábitos higiênicos, despertando o sentido da saúde, a resistência e vitalidade física, a alegria de viver. • Para tanto, as escolas contariam com inspetor- médico ou inspetor-dentário que além da função de fiscalização seria um educador sanitário com o qual colaborariam todo o professorado.
  88. 88. Enfim, para Azevedo: • A escola nova proporciona maior liberdade para a criança desenvolver o seu potencial natural, através da atividade livre e espontânea; • A escola deve respeitar a originalidade de cada criança e, em consequência, a individualização do ensino, sob o fundamento de que cada um é devida a educação que lhe convém.
  89. 89. Anísio Teixeira 1900-1971
  90. 90. Anísio Teixeira • A vida de Anísio Teixeira foi sempre marcada pelo entendimento segundo o qual a educação é um direito de todos e jamais um privilégio. • É a educação, enfim, que permite ao povo cultivar e perpetuar a identidade nacional, na comunhão íntima com a consciência humana.
  91. 91. "Sou contra a educação como processo exclusivo de formação de uma elite, mantendo a grande maioria da população em estado de analfabetismo e ignorância. Revolta-me saber que dos cinco milhões que estão na escola, apenas 450.000 conseguem chegar a 4 ª. série, todos os demais ficando frustrados mentalmente e incapacitados para se integrarem em uma civilização industrial e alcançarem um padrão de vida de simples decência humana. Choca-me ver o desbarato dos recursos públicos para educação, dispensados em subvenções de toda natureza a atividades educacionais, sem nexo nem ordem, puramente paternalistas ou francamente eleitoreiras. (Anísio Teixeira)
  92. 92. • O estado para ele deve organizar a escola e torná-la acessível, em todos os seus graus, a todos os cidadãos, independentemente de suas condições econômicas e sociais
  93. 93. Quanto ao ambiente pedagógico: • O ambiente deveria ser estimulante, com muitos materiais didáticos. Para Saviani (2009, p.9): • “Em suma, a feição das escolas mudaria seu aspecto sombrio, disciplinado, silencioso e de paredes opacas, assumindo um ar alegre, movimentado, barulhento e multicolorido”.
  94. 94. Portanto: • A escola deverá deixar de ser um aparelho formal e transformar-se num organismo vivo, constituindo-se como uma comunidade em miniatura, de modo que coloque as crianças em contato direto com o ambiente que as rodeia.
  95. 95. • Por conta dos altos custos que a implantação da Escola Nova representava, ela organizou-se basicamente na forma de escolas experimentais muito bem equipadas e destinadas a pequenos grupos da elite.
  96. 96. • Quando mais se falou em democracia no interior da escola, menos democrática foi a escola, porque as experiências da escola nova ficaram restritas a pequenos grupos da elite.
  97. 97. • Nesse sentido, aprimorou-se a educação das elites e esvaziou-se ainda mais a educação das massas, com o rebaixamento da qualidade de ensino.
  98. 98. • Porém, as ideias escolanovistas adentraram o cenário escolar e prática dos professores que afrouxaram a disciplina e deixaram o conteúdo em segundo plano, o que rebaixou ainda mais a qualidade do ensino.
  99. 99. Explicitação dos elementos didáticos: • Conteúdos: Os conteúdos de ensino são dinâmicos, devem ter relação com a vida, devem partir das necessidades individuais; • Objetivo: O objetivo escolanovista consiste em organizar seus elementos didáticos para que a escola se constitua em um ambiente de vida de ação;
  100. 100. Elementos Didáticos: • Metodologia: tem como fundamento a valorização das capacidades individuais do educando e de seu desenvolvimento, cabendo ao professor a utilização de meios facilitadores que possam sensibilizar o aluno. • Este deve interagir com situações vivenciadas no seu cotidiano, como uma continuidade da experiência de seu interesse e necessidade.
  101. 101. Avaliação para a Escola Nova • É um instrumento subjetivo, pois deve atender às necessidades e aptidões de cada educando. É o momento em que as atitudes como solidariedade, participação, respeito as regras são avaliadas.
  102. 102. Planejamento • O professor deve observar o desenvolvimento espontâneo e natural de seus alunos, conhecendo os seus interesses e necessidades. • Deve-se organizar atividades que facilitem o desenvolvimento de observações que possam conduzir ao raciocínio lógico.
  103. 103. O Professor • A intervenção do professor tem a função de criar um ambiente que estimule o educando à descoberta, porque só o conhecimento apreendido pessoalmente é assimilado. Ele é um facilitador do processo de aprendizagem.
  104. 104. REFERENCIAS • SAVIANI, D. Escola e democracia. 38. ed. Campinas: Autores Associados, 2006. • SAVIANI,D. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. 9. ed. rev. e ampl.Campinas: Autores Associados, 2005.

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