55586200 teorias-da-aprendizagem-aula

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  1. 1. Teorias daAprendizagem Profa. Marilia Rabelo Harger 1
  2. 2. Teorias da AprendizagemA teoria da aprendizagem é a construção humana para interpretar, umconhecimento específico chamado de aprendizagem. Representa oponto de vista de um autor/pesquisador sobre como interpretar asvariáveis do tema aprendizagem. Tipos de Aprendizagem: Afetiva Psicomotora Cognitiva
  3. 3. AprendizagemO processo de aprendizagem ou aprender pode ser definido de forma sintéticacomo o modo como os seres adquirem novos conhecimentos, desenvolvemcompetências e mudam o comportamento. "Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância". - Sócrates "Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos". - Pitágoras "Você não pode ensinar nada a um homem; você pode apenas ajudá-lo a encontrar a resposta dentro dele mesmo". - Galileu Galilei 3
  4. 4. Aprendizagem Segundo alguns estudiosos, a aprendizagem é o processo dealteração de conduta de um indivíduo, seja por condicionamento,experiência ou ambos. Existem três elementos fundamentais: Asituação estimuladora, a pessoa que aprende e a resposta. Segundo os teóricos, a aprendizagem é definida como o processode apreensão pelo indivíduo, do conteúdo da experiência humanade forma interativa com seu meio. 4
  5. 5. Aprendizagem: Afetiva e Psicomotora Afetiva:Trata de experiências comoo prazer e dor, satisfaçãoou descontentamento,alegria ou ansiedade. Psicomotora: Desempenho motor por meio de treino e prática.
  6. 6. Aprendizagem CognitivaInclui:Condicionamento, aquisição de informação, mudança comportamental,uso do conhecimento na resolução de problemas, construção de novossignificados, de novas estruturas cognitivas, revisão de modelosmentais. 6
  7. 7. AprendizagemA aprendizagem é um processo: Global; Dinâmico; Pessoal; Gradativo; Cumulativo; Contínuo.Aprendizagens natas: falar, andar, desde que passe pelo processo dematuração física, psicológica e social. 7
  8. 8. Estilos de AprendizagemSequencialOs alunos que apresentam este estilo vão avançando em pequenospassos . Focam o detalhe, concentram-se em uma coisa de cada vez ecaminham passo a passo para o entendimento.GlobalOs alunos que apresentam este estilo progridem por grandes saltos,processam várias informações ao mesmo tempo. Tem facilidades emresolver problemas complexos, mas não sabem explicar com resolveram. 8
  9. 9. Estilos de AprendizagemSensitivoOs alunos que apresentam este estilo preferem resolver atividades comregras bem definidas, tendem a ser pacientes com detalhes. Boamemória.IntuitivoOs alunos intuitivos preferem descobrir várias possibilidades, gostam deinovação e facilidade com conceitos abstratos. Os trabalhos podem ficarcomprometidos pela falta de detalhes. 9
  10. 10. Estilos de AprendizagemVisual (70% das pessoas)Os alunos do tipo visual sentem-se confortáveis com imagens, gráficos,filmes e apresentações audiovisuais. Memorizam o que vêem.Verbal ou Auditvas (20% das pessoas)Os alunos do tipo verbal tem facilidade em perceber palavras,explicações orais e escritas. Preferem definições e memorizaminformações que ouviram ou leram. 10
  11. 11. Estilos de AprendizagemAtivoOs alunos do tipo ativo preferem matérias que permitem debates. Gostamde trabalhar em grupo, aulas expositivas e longas leituras.ReflexivoOs alunos desse verbal necessitam de pensar calmamente sobre amatéria e geralmente trabalham sozinhos. São mais vagarosos. 11
  12. 12. Fatores de Aprendizagem Idade: as aprendizagens são possibilitadas pela maturaçãodo sistema nervoso e pela maturação do organismo em geral. Inteligência: este fator determina a aprendizagem na medidaem que capacidades intelectuais elevadas permitemraciocínios mais elaborados e resolver problemas. Motivação: aprendemos mais fácil e rapidamente aquilopara temos vontade de aprender. 12
  13. 13. Fatores de Aprendizagem Aprendizagem anterior e experiência: as experiênciaspassadas, sobretudo as agradáveis, influenciam aaprendizagem. Positiva, se a transferência facilitam a aprendizagem Negativa, se a transferência inibe a aprendizagem. Fatores sociais: fatores de natureza económica e culturalinfluenciam o sucesso e insucesso. A escola não favorece asaprendizagens de determinados alunos. 13
  14. 14. Teorias da Aprendizagem Behaviorismo (comportamentalista) Humanista Cognitivo Construtivismo Aprendizagem significativa 14
  15. 15. Teoria comportamentalista (Behaviorismo)Esse tipo de aprendizagem é centrado no comportamento,segundo a psicologia é compreendido como aquisição de umnovo comportamento.A resposta ocorre, mas ou menos por acaso e,então recompensa. estimulo – resposta= recompensaEsse tipo de condicionamento enfatiza a associação daresposta desejada a um reforço, que leve o indivíduo arepetir a mesma reposta em situações futuras.De acordo com o pensamento comportamentalista, a Skinner ( 1953)conduta dos indivíduos é observável e mensurável, Tornou-se o representante mais importante da escola comportamentalsimilarmente aos fatos e eventos nas ciênciasnaturais e nas exatas. 15
  16. 16. Humanismo O professor deve centrar à aula na perspectiva do O professor deve centrar à aula na perspectiva dodesenvolvimento da pessoa humana. A aprendizagemdesenvolvimento da pessoa humana. A aprendizagemfoca as necessidades, vontades e sentimentos do aluno. foca as necessidades, vontades e sentimentos do aluno. O ambiente escolar remete-se O ambiente escolar remete-se ao emocional, ao emocional,promovendo uma aprendizagem ativa e autônoma.promovendo uma aprendizagem ativa e autônoma. Téorico: Cari Rogers. Téorico: Cari Rogers. 16
  17. 17. Teoria CognitivaPara a Teoria Cognitiva , a aprendizagem coincide com o raciocínio ou asolução de problemas, que se faz em seis passos:a)Noção de um problemab)Esclarecimento do problemac)Aparecimento das hipóteses;d)Seleção da hipótese mais provável;e)Verificação das hipótesesf)GeneralizaçãoA fim de estimular a solução de problemas , a escol deve aproximar oensino da vida real, deixar margem para a independência , apresentar amatéria em forma de problema, utilizar uma linguagem acessível,favorecer o trabalho em grupo e estimular a participação dos alunos. 17
  18. 18. Aprendizagem CognitivaSegundo Ausubel, é a integração do conteúdoaprendido numa edificação mental ordenada.O conteúdo previamente detido pelo indivíduorepresenta um forte influenciador do processo deaprendizagem.Novos dados serão assimilados e armazenados narazão direta da qualidade da Estrutura Cognitivaprévia do aprendiz.Esse processo de associação de informaçõesinterrelacionadas denomina-se AprendizagemSignificativa. 18
  19. 19. Aprendizagem ConstrutivistaA concepção construtivista, define aaprendizagem como um processo de trocamútua entre o meio e o indivíduo, tendo o outrocomo mediador. O sujeito é um elemento ativoque age e constrói sua aprendizagem.A Epistemologia Genética é a teoriadesenvolvida por Jean Piaget, e consiste numacombinação das teorias então existentes. ParaPiaget, o conhecimento é gerado através de umainteração do sujeito com seu meio, a partir deestruturas existentes no sujeito. Assim sendo, a aquisição de conhecimentos Jean Piagetdepende tanto das estruturas cognitivas do sujeitocomo de sua relação com o objeto. 19
  20. 20. Aprendizagem ConstrutivistaParte do pressuposto que todos nós construímos o nosso conhecimento a partir das nossas próprias experiências. Utilizamos regras e modelos mentais próprios.Esquema MentalSão as estruturas mentais ou cognitivas pelas quais os indivíduosintelectualmente organizam o meio.São estruturas que se modificam com o desenvolvimento mental e quetornam-se cada vez mais refinadas à medida em que a criança torna-semais apta a generalizar os estímulos.Os processos responsáveis por esses mudanças nas estruturascognitivas são assimilação e acomodação. 20
  21. 21. Aprendizagem ConstrutivistaAssimilação: é captar o ponto que se interessa aprender, levando emconta à função, do contrário está se transforma em uma repetiçãopuramente mecânica sem resultados funcionais, novas experiências quesão organizadas às estruturas cognitivas já existentes.Acomodação: estrutura e impulsiona o desenvolvimento cognitivo. É oprocesso pelo qual os esquemas mentais existentes modificam-se emfunção das experiências e relações com o meio.
  22. 22. OS ESTÁGIOS DEDESENVOLVIMENTOSEGUNDO PIAGET
  23. 23. Sensório-motor - 0 a 2 anos A partir de reflexos neurológicos básicos, o bebê começa a construiresquemas de ação para assimilar mentalmente o meio. A inteligência é prática. As noções de espaço e tempo são construídas pela ação. O contato com o meio é direto e imediato, sem representação oupensamento.Exemplos:O bebê "mama" o que é posto em sua boca; "vê" o que está diante de si.Aprimorando esses esquemas, é capaz de ver um objeto, pegá-lo e levá-loa boca.
  24. 24. Pré-Operatório – 2 a 7 anosTambém chamado de estágio da Inteligência Simbólica . Caracteriza-se,principalmente, pela interiorização de esquemas de ação construídos no estágioanterior (sensório-motor).A criança deste estágio: É egocêntrica, centrada em si mesma, e não consegue se colocar, no lugar dooutro. Não aceita a idéia do acaso e tudo deve ter uma explicação (é fase dos "porquês"). Já pode agir por simulação, "como se". Possui percepção global sem discriminar detalhes. Deixa se levar pela aparência sem relacionar fatos.Exemplos:Mostram-se para a criança, duas bolinhas de massa iguais e dá-se a uma delas aforma de salsicha. A criança nega que a quantidade de massa continue igual, poisas formas são diferentes. Não relaciona as situações.
  25. 25. Modificação do elemento Igualdade inicial: experimental achatamento)Modificação do elemento Modificação do elementoexperimental (alargamento) experimental (partição)
  26. 26. Operatório concreto – 7 a 11 anosA criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem,casualidade, ..., já sendo capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dadosda realidade.Não se limita a uma representação imediata, mas ainda depende do mundoconcreto para chegar à abstração.Desenvolve a capacidade de representar uma ação no sentido inverso de umaanterior, anulando a transformação observada (reversibilidade).Exemplos:despeja-se a água de dois copos em outros, de formatos diferentes, para que acriança diga se as quantidades continuam iguais. A resposta é afirmativa uma vezque a criança já diferencia aspectos e é capaz de "refazer" a ação.
  27. 27. Primeiramodificação Segunda modificação Terceira modificação:
  28. 28. Operatório formal – 12 em dianteA representação agora permite a abstração total. A criança não se limita mais arepresentação imediata nem somente às relações previamente existentes, mas écapaz de pensar em todas as relações possíveis logicamente buscando soluçõesa partir de hipóteses e não apenas pela observação da realidade.Em outras palavras, as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível maiselevado de desenvolvimento e tornam-se aptas a aplicar o raciocínio lógico atodas as classes de problemas.Exemplos:Se lhe pedem para analisar um provérbio como "de grão em grão, a galinha encheo papo", a criança trabalha com a lógica da idéia (metáfora) e não com a imagemde uma galinha comendo grãos. Retirados da reportagem "Jean Piaget", escrita pela jornalista Josiane Lopes, da revista Nova Escola, ano XI, nº 95, de agosto de 1996.
  29. 29. Teoria socio-interacionista de VygostskyTanto Piaget como Vygotsky pensam que o desenvolvimento doindivíduo implica não somente em mudanças quantitativas, mas sim,em transformações qualitativas do pensamento. Ambos reconhecemo papel da relação ente o indivíduo e a sociedade e, em Vygotsky é estarelação que determina o desenvolvimento do indivíduo.Enquanto Piaget defende que a estruturação do organismo precede odesenvolvimento, para Vygotsky é o próprio processo de aprender quegera e promove o desenvolvimento das estruturas mentais superiores.
  30. 30. Teoria socio-interacionista de Vygostsky São os alunos, os professores e o ambiente quedevem gerar aprendizagens significativas. Vygotsky tem uma visão sócio-construtivista dodesenvolvimento, com ênfase no papel do ambientesocial para à aquisição dos conhecimentos,aprendizagem se dá em colaboração mútua. Colocando de outra forma, para Vygotsky aaprendizagem é produto da ação mediadora dosestímulos recebidos.
  31. 31. Teoria socio-interacionista de Vygostsky 31
  32. 32. Teoria socio-interacionista de VygostskyPara ele, portanto, o desenvolvimento dos processos cognitivossuperiores, é resultado de uma atividade mediada.Resumindo: Vygotsky nos fornece uma pista, sobre o papel da açãodocente: o professor é o mediador da aprendizagem do aluno, facilitando-lhe o domínio e a apropriação dos diferentes instrumentos culturais. Mas,a ação docente somente terá sentido se for realizada no plano da Zonade Desenvolvimento Proximal.Zona de desenvolvimento proximalUm ponto central da teoria Vygotskyana é o conceito de ZDP, que afirmaque a aprendizagem acontece no intervalo entre o conhecimento real e oconhecimento potencial. Em outras palavras, a ZDP é a distânciaexistente entre o que o sujeito já sabe e aquilo que ele tem potencialidadede aprender.
  33. 33. As Inteligências MúltiplasA partir dos anos 80, uma equipe depesquisadores da universidade de Harvard,liderada pelo psicólogo Howard Gardner,identificou sete tipos de inteligência. Esta teoriateve grande impacto na educação no início dosanos 90.A inteligência pode ser definida como acapacidade mental de raciocinar, planejar, resolverproblemas, abstrair idéias, compreender idéias elinguagens e aprender.Howard Gardner divide a inteligência em setecomponentes diferentes: lógico-matemática,linguística, espacial, musical, cinemática, intra-pessoal e inter-pessoal. 33
  34. 34. As Inteligências Múltiplas
  35. 35. As dimensões do serTodas as diferentes dimensões do ser cognoscente se articulam em uma totalidade dinâmica, em uma ação que organiza e modifica o meio. Essa ação do sujeito possibilita a construção do conhecimento e, por seu caráter estruturante etotalizador, a construção do próprio sujeito cognoscente. ser pensante, afetivo e sócio- histórico 35
  36. 36. Referências bibliográficas AUSUBEL, D. P. — Psicologia Educativa. Um ponto de vista cognoscitivo. México, Editorial Trillas,1978,CASTORINA, J. A. et al . Piaget/ Vigostsky. São Paulo: Ática, 1995GARDNER.H . As Inteligências Múltiplas. Art Méd: Porto Alegre , 2000FONSECA, V. da — Visão integrada da aprendizagem. Rev. Pestalozzi 9:30, 1980.380 e 403.GOULART, I.B. Piaget. Experiências básicas para utilização pelo professor. Petrópolis. RJ Ed Vozes21º edição 2002HESSEN, J. Teoria do conhecimento. São Paulo: Martins Fontes, 1999.PERRENOUD, Philippe - Pedagogia diferenciada : das intenções à ação - Porto Alegre ArtesMédicas 2000TAILLE, Yves de la et al. Piaget, Vigostsky, Wallon. São Paulo: Summus, 1992VYGOTSKY, L. S. (1993) Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes 36

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