Glândulas Salivares
Gustavo Andreis
Residência em Radiologia e Diagnóstico por Imagem
Hospital da Cidade de Passo Fundo
Introdução
• Dois grupos exócrinos de glândulas salivares
• Maiores
• Parótidas
• Submandibulares
• Sublinguais
• Menores
• Mucosa da cavidade oral, faringe, cavidade nasal e seios paranasais
• Função
• Secreção de saliva
• Lubrificação
• Digestão
• Imunidade
Introdução
• Dois grupos exócrinos de glândulas salivares
• Maiores
• Parótidas
• Submandibulares
• Sublinguais
• Menores
• Mucosa da cavidade oral e faringe
• Função
• Secreção de saliva
• Lubrificação
• Digestão
• Imunidade
Dificuldade para engolir, falar, uso de próteses dentárias, mais suscetíveis a
ulceras orais;
Candida albicans
Reduz qualidade de vida
Introdução
• Processo patológicos
• Inflamatórios/infecciosos
• Agudo
• Crônico
• Obstrutivos
• Neoplásicos - <3% dos tumores de cabeça e pescoço
• Benignos
• Malignos
Introdução
• Processo patológicos
• Inflamatórios/infecciosos
• Agudo
• Crônico
• Obstrutivos
• Neoplásicos - <3% dos tumores de cabeça e pescoço
• Benignos
• Malignos
Parótidas>submandibulares>salivares menores>sublinguais>ectópicas
Origem em células basais de ductos em vez do ácino glandular
Embriologia
• Entre 6-8ª semana de gestação
• Divertículos orais ectodérmicos se estendem para mesoderma
adjacente
• Formação de brotos ductais
• Revestidos internamente por células ciliadas
• Células externas mioepiteliais
• Durante 12ª semana, originado do ectoderma do trato respiratório,
surgem as glândulas salivares menores.
Anatomia – Glândulas salivares menores
• Aglomerados submucosos de
tecido glandular na cavidade
oral, faringe, cavidades nasais
• Lábios, mucosa oral e no
palato
• Tonsilas e região supraglótica.
Anatomia
Anatomia - Parótidas
• Tecido subcutâneo da região pré-auricular
• Posterior ao ramo da mandíbula
• Lobos cirúrgicos
• Superficial
• Profunda
• Ducto parotídeo (Stensen)
• Trajeto paralelo ao arco zigomático, superficialmente ao masseter;
• Curva medial na região anterior do masseter em direção ao bucinador
• Perfura o masseter e entra na cavidade oral na altura do 2º dente molar sup.
Nervo facial
Veia retromandibular
Fossa
Estilomandibular
Digástrico
Esternocleidomastóideo
Masseter
Pterigoide
Medial
Nervo facial
Cervical
Marginal
Bucal
Zigomático
Temporal
Glândula Parótida – Inervação e Vascularização
• Inervação
• Nervo glossofaríngeo – IX
• Parassimpático – Ach
• Vascularização
• Ramos da carótida externa
• Temporal superficial
• Maxilar – fossa pterigopalatina
• Artéria facial
Anatomia - Submandibulares
• Espaço submandibular
• Porção profunda e superficial
• Músculo milo-hióideo
• Ducto de Wharton
• Medial a gl. Sublingual
• Óstio na região anterior do assoalho bucal, lateral ao frênulo lingual
• Trajeto ascendente
Milo-hióideo
Ducto de Wharton
Gênio-hióideo
Anatomia - Sublinguais
• Região anterior do assoalho da boca
• Acima do milo-hioideo, lateralmente ao gênio-hioideo
• Ductos de Rivinus
• Terminam em vários orifícios junto as pregas sublinguais no assoalho da boca
Métodos de imagem
• Ultrassonografia
• Tomografia computadorizada
• Ressonância magnética
• Sialografia
• Medicina nuclear
Ultrassonografia
• Fácil acesso e custo baixo
• Baixa sensibilidade
• Região profunda da parótida
• Sombra acústica da mandíbula
• Estadiamento – avaliação de estruturas profundas e base do crânio
Tomografia computadorizada
• Variação de atenuação e comportamento pós-contraste
• Identificação de cálculos
• Avaliação de massas
Ressonância magnética
• Partes moles com grande definição
• Avaliação de lesões suspeitas (especialmente parótidas) é o método de
escolha
• Glândula (alto sinal T1)
• Lesões ficam evidentes em T1 e T1 FS
• Alto sinal em T2 – sugere benignidade (73%)
• Contraste
• Curva de concentração
• Pico em 120 seg.
• washout 30%
• Sialografia por RM
Sialografia
• Radiografia contrastada limitada à avaliação de ductos das glândulas
parótidas e submandibulares
• Contraindicado em processos inflamatórios agudos.
• Utilização de substâncias secretagogas facilita a cateterização
Tomografia por emissão de pósitrons - PET
• Fluordeoxiglicose – FDG
• Neoplasia com alto metabolismo glicolítico
• Ávida captação
• Avaliação qualitativa e quantitativa – Standardized uptake value (SUV)
• Acoplamento com imagens de TC e RM
• Cintilografia
• Avaliação funcional – tecnécio 99m
• Imagens estáticas e pós-secretagogo
• Sjögren
Patologias
• Sialolitíase
• Sialoadenite crônica recorrente
• Sialoadenites
• Infecciosa
• Crônicas
• Síndrome de Sjögren
• Induzida por radiação
• Granulomatosa
• Tuberculose
• Doenças císticas
• Congênitos
• Adquiridos
• Neoplasias
• Benignas
• Malignas
Sialolitíase
• Parótidas secreção serosa
• Demais com secreção mais viscosa
• Submandibular mais acometida (80-90%)
• Alcalina, viscosa, trajeto ascendente do ducto orifício menor
• Geralmente de fosfato de cálcio
• Ácido úrico
Sialoadenite crônica recorrente
• Aumento de volume e edema da glândula
• Difusa ou localizada
• Geralmente associada a oclusão parcial crônica
• Estreitamento distal com dilatação proximal
• Dilatação ductal intraglandular.
Sialoadenites
• Processo inflamatório
• Infeccioso
• Viral
• Bacteriano
• Autoimune
• Parótidas e submandibulares
Sialoadenites infecciosas
• Fatores de risco para estase salivar
• Obstrução ou lesão do ducto
• Redução e alteração da secreção salivar
• Sjögren
• Idosos
• Desidratados
• Radioterapia
• Bacterianas
• Staphylococcus aureus
• Virais
• Paramixovírus - Caxumba
Imagem – Sialoadenites infecciosas
• US
• Aumento difuso da glândula
• Ecotextura difusamente heterogênea, hipoecogênicidade
• Áreas císticas de permeio
Parótidas
Direita Esquerda
Imagem – Sialoadenites infecciosas
• US
• Aumento difuso da glândula
• Ecotextura difusamente heterogênea, hipoecogênicidade
• Áreas císticas de permeio
Imagem – Sialoadenites infecciosas
• Tomografia
• Aumento difuso da glândula
• Heterogênicidade e hiperdensidade
• Realce difuso após a administração do meio de contraste endovenoso
Imagem – Sialoadenites infecciosas
• RM
• Aumento difuso da glândula
• T2
• Alto sinal quando há predomínio de edema
• Baixo sinal quando há predomínio de infiltrado celular
Sialoadenites crônicas
• Geralmente multifatorial
• Infeccioso
• Mecânico-obstrutivo
• Imunológico
• Radioterapia e iodoterapia
• Sialoadenites crônicas
granulomatosas
• Micobacterias
• Fungos
• Doença da arranhadura do gato
• Enterobiu vermicularis
• Reações medicamentosas
• Idiopática
• Clínica
• Agudas recorrentes
• Aumento progressivo da glândula
com episódio de agudização
• Aumento glandular progressivos
assintomático
• Histopatologia
• Infiltrado linfoplasmocitário
• Fibrose e atrofia acinar
• Predomínio periductal
• Granulomas não caseosos
• Sarcoidose
• Arterite necrosante
• Wegener
Achados de Imagem
• US
• Inespecífico
• LFN intraglandular ?
• TC e RM
• Heterogenicidade
• Áreas de baixa atenuação – fibrose
• Dilatações acinares e ductais – alto sinal T2
• Redução volumétrica em estágios tardios
Síndrome de Sjögren
• Doença autoimune
• Tríade
• Xerostomia
• Ceratoconjuntivite seca
• Outras doenças autoimunes associadas
• Linfoma de células B e MALT. (RR de 44)
• Mulheres na 5ª e 6ª décadas
• Preferencialmente parótidas (85%) e submandibulares
Imagem – Síndrome de Sjögren
• Sialografia
• Depósitos puntiformes (<1mm) do meio de contraste;
• Depósitos globulares (1 – 2mm) do meio de contraste;
• Coleções cavitárias (>2mm) do contraste;
• Destruição do parênquima glandular.
• Cintilografia
• Demonstra quantitativamente a perda de função glandular
• US
• Ecogenicidade reduzida
• Ecotextura heterogênea
• Multiplas pequenas áreas císticas
Imagem – Síndrome de Sjögren
• RM
• Honeycombing
• Sal e pimenta
Outras Sialoadenites Crônicas
• Induzida por radiação
• Aguda
• Edema por lesão de vasos periductais
• Obstrução de pequenos ductos
• US
• Aumento de volume
• Hipoecoide
• TC/RM
• Realce mais intenso pelo meio de contraste endovenoso
• Crônico
• Redução volumétrica
• Heterogêneas
Outras Sialoadenites Crônicas
• Sialoadenites granulomatosas
• Síndrome de Heertford
• Manifestação rara da sarcoidose
• Uveíte, inflamação parótida e febre
• Tuberculose
• Aguda com formação de abscesso
• Pseudotumoral
Doenças císticas
• Glândulas menores
• Mucoceles
• Glândulas maiores
• Congênitos
• Dermoides
• Fendas branquiais – 1º e 2º arcos branquiais
• Linfoepiteliais ou ductais
• Rânula
• Sialocisto
• Adquiridos
• Cistos parotídeos relacionados ao HIV
Adquiridos – Cistos ductais
• Relacionados a causas de obstrução ductal parcial, formações
expansivas, processos inflamatórios, pós-traumáticos ou
complicações de manipulação cirúrgica.
• Parótidas – sialocistos
• Sublinguais – rânula
• Sialoceles – formações císticas ductais pós-traumáticas
• Pneumoceles – preenchidas por bolhas gasosas nos ductos principais
• Sopradores de instrumentos musicais
Cistos Linfoepiteliais – Cistos parotídeos
relacionados ao HIV
• Processos expansivos benignos ou malignos intraparotídeos
• Maioria cistos linfoepiteliais benignos
• Associado a linfonodomegalia regional
• Hiperplasia de células basais dos ductos estriados e linfofolicular
intraglandular
• Volumoso aumento ductal obstrutivo
Cistos parotídeos relacionados à AIDS
Rânulas
• Simples – cisto verdadeiro
• Geralmente na sublingual
• Acima do milo-hioideo
• Elevação do assoalho bucal
Rânulas
• Simples – cisto verdadeiro
• Geralmente na sublingual
• Acima do milo-hioideo
• Elevação do assoalho bucal
• Mergulhante
• Mucocele por ruptura da rânula simples
• Presença de células epiteliais
• Abaixo do milo-hioideo
• Abaulamente região submentoniana
Neoplasias de Glândulas Salivares
• Raros
• 3% de todos os tumores em adultos
• 1% na pediatria
• Avaliação por imagem
• Localização
• Caracterização da lesão
• Estadiamento
• Clínica
• Massa indolor
• Quanto menor o tamanho da glândula, maior o risco que a neoplasia seja
maligna (adultos)
• Infiltração da pele, paralisia do nervo facial e linfonodomegalia regional -
malignidade
Neoplasias de Glândulas Salivares
• Raros
• 3% de todos os tumores em adultos
• 1% na pediatria
• Avaliação por imagem
• Localização
• Caracterização da lesão
• Estadiamento
• Clínica
• Massa indolor
• Quanto menor o tamanho da glândula, maior o risco que a neoplasia seja
maligna (adultos)
• Infiltração da pele, paralisia do nervo facial e linfonodomegalia regional -
malignidade
Neoplasias benignas
• Adenoma pleomórfico (80%)
• Tumor de Warthin – tabagistas
• Schwannoma
• Oncocitoma
• Lipomas
Adenoma Pleomórfico
• Tumor misto benigno
• 70% das neoplasias da parótida – 90% da superficial
• 50% das submandibulares
• 6% das sublinguais
• Mulheres após 3ª década de vida
• 1% dos casos multicentricidade
• Crescimento lento
• Tratamento cirúrgico ou radioterapia
• Nervo facial – lesão geralmente cirúrgica
Adenoma Pleomórfico
• Formado por componentes epitelial, mioepitelial e estroma
• Sem atividade mitótica significativa
• Pode sofrer metaplasia condral ou óssea
• Lesão nodular circunscrita – geralmente capsula fibrosa
• Forma irregular e superfície bocelada
• Alterações degenerativas e císticas
• Recorrência
• Cápsula incompleta
• Extensão pericapsular
• Ruptura intraoperatória
• Transformação maligna entre 2% – 7%
Achados de Imagem
• US
• Massa solitária, ovalada, com margens bem definidas, contornos regulares,
hipoecoide e homogênea
• Vascularização interna evidente
• Reforço acústico
• Lesões maiores
• Áreas císticas de permeio
• Calcificações distróficas
Ultrassonografia
Ultrassonografia
Achados de Imagem
• TC
• Homogênea e hiperatenuante em relação ao parênquima adjacente
• Realce moderado e tardio (5-10 min)
• Lesões maiores
• Áreas císticas de permeio
• Sangramentos
Tomografia Computadorizada
Achados de Imagem
• RM
• Hipossinal em T1 e hipersinal em T2
• Impregnação moderada pelo gadolínio
• Capsula
• Altos valores no mapa ADC
Ressonância Magnética
Tumor de Warthin
• Cistoadenoma papilar linfomatoso
• Geralmente na cauda parótida
• Pode ser encontrada em LFN periparotídeos
• Homens idosos – TABAGISTAS
• Células epiteliais oncocíticas dispostas em duplas cama, delimitadas
por cistos e projeções papilares, associado a um estroma linfoide
variável
• Transformação maligna <1%
Achados de Imagem
• US
• Massa de limites bem definidos, hipoecoida e heterogênea, sólida ou com
componente sólido-cístico
• Pode ser puramente cística – cisto complexo
Achados de Imagem
Achados de Imagem
• TC
• Hipoatenuante com realce mínimo ou ausente
• Dependente do componente sólido
• Sem calcificações
Achados de Imagem
• RM
• Hipossinal em T1 e hipersinal em T2
• Realce dependente do componente sólido
Schwannoma
• Nervo facial
• Crescimento lento e indolor
• Imagem
• Semelhante ao adenoma pleomórfico
• Cistos periféricos
• Impregnação moderada pelo meio de contraste
Oncocitoma
• Idosos
• Irradiação em 20%
• Hipercelular
• Multicentricidade e bilateralidade em 7%
• Imagem
• Inespecífico
• Características benignas
Lipoma • 10% dos tumores parotídeos • US:
• Hipoecóide
• Finas trabéculas
longitudinais
• Parcialmente compressível
Neoplasias Malignas
• Diferentemente das demais neoplasias de cabeça e pescoço, não há
associação clara do etilismo e tabagismo com estas neoplasias.
• Fatores de risco
• Radiação ionizante (iodoterapia, radioterapia, sobreviventes de acidentes)
• Vírus (Epstein-barr)
• Exposição ambiental (mineração e exposição ao asbesto, chumbo, níquel ou cromo
• Hormônios (receptores de estrogênio, progesterona e de androgênios)
• Predisposição genética
Neoplasias Malignas
• Carcinoma mucoepidermoide
• Carcinoma adenoide cístico
• Carcinoma de células acinares
• Adenocarcinoma polimórfico de baixo grau
• Carcinoma de ductos salivares
• Carcinoma oncocítico
• Carcinoma ex-adenoma pleomórfico
• Carcinoma indiferenciado
Carcinoma mucoepidermoide
• Natureza epitelial, relacionada aos ductos glandulares
• Mais comum (30% das malignas)
• Qualquer grupo etário, sendo a mais comum na faixa pediátrica
• 50% nas parótidas e 45% nas glândulas salivares menores
• Histologia
• Baixo grau – indistinguível de adenoma pleomórfico
• Grau intermediário
• Alto grau
Achados de Imagem
• US
• Baixo grau podem ser císticas
• Grau intermediário e alto grau – massas de limites imprecisos e heterogêneas
• TCRM
• Avaliação de invasão de estruturas adjacentes
• Espaço profundo
• Lesões com alto sinal em T2- benignas
• Lesões com sinal baixo ou intermediário em T2 – malignidade
• Baixos valores do mapa de ADC
Carcinoma mucoepidermoide
Carcinoma mucoepidermoide
Carcinoma Adenoide Cístico
• Lesão maligna que mais frequentemente acomete as glândulas
submandibulares e sublinguais
• 20-30% dos tumores malignos que acometem as glândulas menores
• Indivíduos entre 55 e 75 anos
• Tendência a disseminação perineural
• Gl. Parótida
• Dor e paralisia facial
• Alta recidiva = 86-95%
• Metástase em 50%
• Geralmente sem disseminação linfonodal
Carcinoma Adenoide Cístico
• Crescimento celular – classificação em grau 1, 2 e 3
• Cribiforme = + comum
• Tubular
• Sólido
• Achados de Imagem
• TC/RM
• Extensão perineural e meníngea
• Sinal intermediário em T1 e T2
• Impregnação pelo gadolínio
• Baixos valores no mapa ADC
Carcinoma Adenoide Cístico
Carcinoma de Células Acinares
• 2º mais comum da parótida e na faixa pediátrica
• Achados inespecíficos na imagem
Carcinoma Ex-adenoma Pleomórfico
• Transformação maligna dos elementos epiteliais de um adenoma
pleomórfico
• 6ª e 8ª décadas de vida
• Transformação maligna diretamente relacionada ao tempo do
adenoma
• Rápido crescimento de lesão já conhecida
• Comprometimento linfonodal
• Invasão de estruturas adjacentes
Achados de Imagem
• Infiltrativa
• Focos hemorrágicos
• Sinal intermediário em T1 e T2
• Impregnação heterogênea
• Restrição verdadeira
Difusão e permeabilidade com Curva de
Perfusão na Avaliação dos Tumores
Adenoma Pleomórfico
Difusão e permeabilidade com Curva de
Perfusão na Avaliação dos Tumores
Tumor de Warthin
Difusão e permeabilidade com Curva de
Perfusão na Avaliação dos Tumores
Carcinoma Adenóide Cístico

Glândulas Salivares

  • 1.
    Glândulas Salivares Gustavo Andreis Residênciaem Radiologia e Diagnóstico por Imagem Hospital da Cidade de Passo Fundo
  • 2.
    Introdução • Dois gruposexócrinos de glândulas salivares • Maiores • Parótidas • Submandibulares • Sublinguais • Menores • Mucosa da cavidade oral, faringe, cavidade nasal e seios paranasais • Função • Secreção de saliva • Lubrificação • Digestão • Imunidade
  • 3.
    Introdução • Dois gruposexócrinos de glândulas salivares • Maiores • Parótidas • Submandibulares • Sublinguais • Menores • Mucosa da cavidade oral e faringe • Função • Secreção de saliva • Lubrificação • Digestão • Imunidade Dificuldade para engolir, falar, uso de próteses dentárias, mais suscetíveis a ulceras orais; Candida albicans Reduz qualidade de vida
  • 4.
    Introdução • Processo patológicos •Inflamatórios/infecciosos • Agudo • Crônico • Obstrutivos • Neoplásicos - <3% dos tumores de cabeça e pescoço • Benignos • Malignos
  • 5.
    Introdução • Processo patológicos •Inflamatórios/infecciosos • Agudo • Crônico • Obstrutivos • Neoplásicos - <3% dos tumores de cabeça e pescoço • Benignos • Malignos Parótidas>submandibulares>salivares menores>sublinguais>ectópicas Origem em células basais de ductos em vez do ácino glandular
  • 7.
    Embriologia • Entre 6-8ªsemana de gestação • Divertículos orais ectodérmicos se estendem para mesoderma adjacente • Formação de brotos ductais • Revestidos internamente por células ciliadas • Células externas mioepiteliais • Durante 12ª semana, originado do ectoderma do trato respiratório, surgem as glândulas salivares menores.
  • 9.
    Anatomia – Glândulassalivares menores • Aglomerados submucosos de tecido glandular na cavidade oral, faringe, cavidades nasais • Lábios, mucosa oral e no palato • Tonsilas e região supraglótica.
  • 10.
  • 11.
    Anatomia - Parótidas •Tecido subcutâneo da região pré-auricular • Posterior ao ramo da mandíbula • Lobos cirúrgicos • Superficial • Profunda • Ducto parotídeo (Stensen) • Trajeto paralelo ao arco zigomático, superficialmente ao masseter; • Curva medial na região anterior do masseter em direção ao bucinador • Perfura o masseter e entra na cavidade oral na altura do 2º dente molar sup. Nervo facial Veia retromandibular
  • 12.
  • 14.
  • 15.
    Glândula Parótida –Inervação e Vascularização • Inervação • Nervo glossofaríngeo – IX • Parassimpático – Ach • Vascularização • Ramos da carótida externa • Temporal superficial • Maxilar – fossa pterigopalatina • Artéria facial
  • 16.
    Anatomia - Submandibulares •Espaço submandibular • Porção profunda e superficial • Músculo milo-hióideo • Ducto de Wharton • Medial a gl. Sublingual • Óstio na região anterior do assoalho bucal, lateral ao frênulo lingual • Trajeto ascendente
  • 17.
  • 18.
    Anatomia - Sublinguais •Região anterior do assoalho da boca • Acima do milo-hioideo, lateralmente ao gênio-hioideo • Ductos de Rivinus • Terminam em vários orifícios junto as pregas sublinguais no assoalho da boca
  • 19.
    Métodos de imagem •Ultrassonografia • Tomografia computadorizada • Ressonância magnética • Sialografia • Medicina nuclear
  • 20.
    Ultrassonografia • Fácil acessoe custo baixo • Baixa sensibilidade • Região profunda da parótida • Sombra acústica da mandíbula • Estadiamento – avaliação de estruturas profundas e base do crânio
  • 21.
    Tomografia computadorizada • Variaçãode atenuação e comportamento pós-contraste • Identificação de cálculos • Avaliação de massas
  • 22.
    Ressonância magnética • Partesmoles com grande definição • Avaliação de lesões suspeitas (especialmente parótidas) é o método de escolha • Glândula (alto sinal T1) • Lesões ficam evidentes em T1 e T1 FS • Alto sinal em T2 – sugere benignidade (73%) • Contraste • Curva de concentração • Pico em 120 seg. • washout 30% • Sialografia por RM
  • 23.
    Sialografia • Radiografia contrastadalimitada à avaliação de ductos das glândulas parótidas e submandibulares • Contraindicado em processos inflamatórios agudos. • Utilização de substâncias secretagogas facilita a cateterização
  • 24.
    Tomografia por emissãode pósitrons - PET • Fluordeoxiglicose – FDG • Neoplasia com alto metabolismo glicolítico • Ávida captação • Avaliação qualitativa e quantitativa – Standardized uptake value (SUV) • Acoplamento com imagens de TC e RM • Cintilografia • Avaliação funcional – tecnécio 99m • Imagens estáticas e pós-secretagogo • Sjögren
  • 25.
    Patologias • Sialolitíase • Sialoadenitecrônica recorrente • Sialoadenites • Infecciosa • Crônicas • Síndrome de Sjögren • Induzida por radiação • Granulomatosa • Tuberculose • Doenças císticas • Congênitos • Adquiridos • Neoplasias • Benignas • Malignas
  • 26.
    Sialolitíase • Parótidas secreçãoserosa • Demais com secreção mais viscosa • Submandibular mais acometida (80-90%) • Alcalina, viscosa, trajeto ascendente do ducto orifício menor • Geralmente de fosfato de cálcio • Ácido úrico
  • 28.
    Sialoadenite crônica recorrente •Aumento de volume e edema da glândula • Difusa ou localizada • Geralmente associada a oclusão parcial crônica • Estreitamento distal com dilatação proximal • Dilatação ductal intraglandular.
  • 29.
    Sialoadenites • Processo inflamatório •Infeccioso • Viral • Bacteriano • Autoimune • Parótidas e submandibulares
  • 30.
    Sialoadenites infecciosas • Fatoresde risco para estase salivar • Obstrução ou lesão do ducto • Redução e alteração da secreção salivar • Sjögren • Idosos • Desidratados • Radioterapia • Bacterianas • Staphylococcus aureus • Virais • Paramixovírus - Caxumba
  • 31.
    Imagem – Sialoadenitesinfecciosas • US • Aumento difuso da glândula • Ecotextura difusamente heterogênea, hipoecogênicidade • Áreas císticas de permeio Parótidas Direita Esquerda
  • 32.
    Imagem – Sialoadenitesinfecciosas • US • Aumento difuso da glândula • Ecotextura difusamente heterogênea, hipoecogênicidade • Áreas císticas de permeio
  • 33.
    Imagem – Sialoadenitesinfecciosas • Tomografia • Aumento difuso da glândula • Heterogênicidade e hiperdensidade • Realce difuso após a administração do meio de contraste endovenoso
  • 34.
    Imagem – Sialoadenitesinfecciosas • RM • Aumento difuso da glândula • T2 • Alto sinal quando há predomínio de edema • Baixo sinal quando há predomínio de infiltrado celular
  • 35.
    Sialoadenites crônicas • Geralmentemultifatorial • Infeccioso • Mecânico-obstrutivo • Imunológico • Radioterapia e iodoterapia • Sialoadenites crônicas granulomatosas • Micobacterias • Fungos • Doença da arranhadura do gato • Enterobiu vermicularis • Reações medicamentosas • Idiopática • Clínica • Agudas recorrentes • Aumento progressivo da glândula com episódio de agudização • Aumento glandular progressivos assintomático • Histopatologia • Infiltrado linfoplasmocitário • Fibrose e atrofia acinar • Predomínio periductal • Granulomas não caseosos • Sarcoidose • Arterite necrosante • Wegener
  • 36.
    Achados de Imagem •US • Inespecífico • LFN intraglandular ? • TC e RM • Heterogenicidade • Áreas de baixa atenuação – fibrose • Dilatações acinares e ductais – alto sinal T2 • Redução volumétrica em estágios tardios
  • 38.
    Síndrome de Sjögren •Doença autoimune • Tríade • Xerostomia • Ceratoconjuntivite seca • Outras doenças autoimunes associadas • Linfoma de células B e MALT. (RR de 44) • Mulheres na 5ª e 6ª décadas • Preferencialmente parótidas (85%) e submandibulares
  • 40.
    Imagem – Síndromede Sjögren • Sialografia • Depósitos puntiformes (<1mm) do meio de contraste; • Depósitos globulares (1 – 2mm) do meio de contraste; • Coleções cavitárias (>2mm) do contraste; • Destruição do parênquima glandular. • Cintilografia • Demonstra quantitativamente a perda de função glandular
  • 43.
    • US • Ecogenicidadereduzida • Ecotextura heterogênea • Multiplas pequenas áreas císticas
  • 44.
    Imagem – Síndromede Sjögren • RM • Honeycombing • Sal e pimenta
  • 45.
    Outras Sialoadenites Crônicas •Induzida por radiação • Aguda • Edema por lesão de vasos periductais • Obstrução de pequenos ductos • US • Aumento de volume • Hipoecoide • TC/RM • Realce mais intenso pelo meio de contraste endovenoso • Crônico • Redução volumétrica • Heterogêneas
  • 46.
    Outras Sialoadenites Crônicas •Sialoadenites granulomatosas • Síndrome de Heertford • Manifestação rara da sarcoidose • Uveíte, inflamação parótida e febre • Tuberculose • Aguda com formação de abscesso • Pseudotumoral
  • 47.
    Doenças císticas • Glândulasmenores • Mucoceles • Glândulas maiores • Congênitos • Dermoides • Fendas branquiais – 1º e 2º arcos branquiais • Linfoepiteliais ou ductais • Rânula • Sialocisto • Adquiridos • Cistos parotídeos relacionados ao HIV
  • 48.
    Adquiridos – Cistosductais • Relacionados a causas de obstrução ductal parcial, formações expansivas, processos inflamatórios, pós-traumáticos ou complicações de manipulação cirúrgica. • Parótidas – sialocistos • Sublinguais – rânula • Sialoceles – formações císticas ductais pós-traumáticas • Pneumoceles – preenchidas por bolhas gasosas nos ductos principais • Sopradores de instrumentos musicais
  • 49.
    Cistos Linfoepiteliais –Cistos parotídeos relacionados ao HIV • Processos expansivos benignos ou malignos intraparotídeos • Maioria cistos linfoepiteliais benignos • Associado a linfonodomegalia regional • Hiperplasia de células basais dos ductos estriados e linfofolicular intraglandular • Volumoso aumento ductal obstrutivo
  • 50.
  • 51.
    Rânulas • Simples –cisto verdadeiro • Geralmente na sublingual • Acima do milo-hioideo • Elevação do assoalho bucal
  • 52.
    Rânulas • Simples –cisto verdadeiro • Geralmente na sublingual • Acima do milo-hioideo • Elevação do assoalho bucal • Mergulhante • Mucocele por ruptura da rânula simples • Presença de células epiteliais • Abaixo do milo-hioideo • Abaulamente região submentoniana
  • 53.
    Neoplasias de GlândulasSalivares • Raros • 3% de todos os tumores em adultos • 1% na pediatria • Avaliação por imagem • Localização • Caracterização da lesão • Estadiamento • Clínica • Massa indolor • Quanto menor o tamanho da glândula, maior o risco que a neoplasia seja maligna (adultos) • Infiltração da pele, paralisia do nervo facial e linfonodomegalia regional - malignidade
  • 54.
    Neoplasias de GlândulasSalivares • Raros • 3% de todos os tumores em adultos • 1% na pediatria • Avaliação por imagem • Localização • Caracterização da lesão • Estadiamento • Clínica • Massa indolor • Quanto menor o tamanho da glândula, maior o risco que a neoplasia seja maligna (adultos) • Infiltração da pele, paralisia do nervo facial e linfonodomegalia regional - malignidade
  • 55.
    Neoplasias benignas • Adenomapleomórfico (80%) • Tumor de Warthin – tabagistas • Schwannoma • Oncocitoma • Lipomas
  • 56.
    Adenoma Pleomórfico • Tumormisto benigno • 70% das neoplasias da parótida – 90% da superficial • 50% das submandibulares • 6% das sublinguais • Mulheres após 3ª década de vida • 1% dos casos multicentricidade • Crescimento lento • Tratamento cirúrgico ou radioterapia • Nervo facial – lesão geralmente cirúrgica
  • 57.
    Adenoma Pleomórfico • Formadopor componentes epitelial, mioepitelial e estroma • Sem atividade mitótica significativa • Pode sofrer metaplasia condral ou óssea • Lesão nodular circunscrita – geralmente capsula fibrosa • Forma irregular e superfície bocelada • Alterações degenerativas e císticas • Recorrência • Cápsula incompleta • Extensão pericapsular • Ruptura intraoperatória • Transformação maligna entre 2% – 7%
  • 58.
    Achados de Imagem •US • Massa solitária, ovalada, com margens bem definidas, contornos regulares, hipoecoide e homogênea • Vascularização interna evidente • Reforço acústico • Lesões maiores • Áreas císticas de permeio • Calcificações distróficas
  • 59.
  • 60.
  • 61.
    Achados de Imagem •TC • Homogênea e hiperatenuante em relação ao parênquima adjacente • Realce moderado e tardio (5-10 min) • Lesões maiores • Áreas císticas de permeio • Sangramentos
  • 62.
  • 63.
    Achados de Imagem •RM • Hipossinal em T1 e hipersinal em T2 • Impregnação moderada pelo gadolínio • Capsula • Altos valores no mapa ADC
  • 64.
  • 65.
    Tumor de Warthin •Cistoadenoma papilar linfomatoso • Geralmente na cauda parótida • Pode ser encontrada em LFN periparotídeos • Homens idosos – TABAGISTAS • Células epiteliais oncocíticas dispostas em duplas cama, delimitadas por cistos e projeções papilares, associado a um estroma linfoide variável • Transformação maligna <1%
  • 66.
    Achados de Imagem •US • Massa de limites bem definidos, hipoecoida e heterogênea, sólida ou com componente sólido-cístico • Pode ser puramente cística – cisto complexo
  • 67.
  • 68.
    Achados de Imagem •TC • Hipoatenuante com realce mínimo ou ausente • Dependente do componente sólido • Sem calcificações
  • 69.
    Achados de Imagem •RM • Hipossinal em T1 e hipersinal em T2 • Realce dependente do componente sólido
  • 70.
    Schwannoma • Nervo facial •Crescimento lento e indolor • Imagem • Semelhante ao adenoma pleomórfico • Cistos periféricos • Impregnação moderada pelo meio de contraste
  • 71.
    Oncocitoma • Idosos • Irradiaçãoem 20% • Hipercelular • Multicentricidade e bilateralidade em 7% • Imagem • Inespecífico • Características benignas
  • 72.
    Lipoma • 10%dos tumores parotídeos • US: • Hipoecóide • Finas trabéculas longitudinais • Parcialmente compressível
  • 73.
    Neoplasias Malignas • Diferentementedas demais neoplasias de cabeça e pescoço, não há associação clara do etilismo e tabagismo com estas neoplasias. • Fatores de risco • Radiação ionizante (iodoterapia, radioterapia, sobreviventes de acidentes) • Vírus (Epstein-barr) • Exposição ambiental (mineração e exposição ao asbesto, chumbo, níquel ou cromo • Hormônios (receptores de estrogênio, progesterona e de androgênios) • Predisposição genética
  • 74.
    Neoplasias Malignas • Carcinomamucoepidermoide • Carcinoma adenoide cístico • Carcinoma de células acinares • Adenocarcinoma polimórfico de baixo grau • Carcinoma de ductos salivares • Carcinoma oncocítico • Carcinoma ex-adenoma pleomórfico • Carcinoma indiferenciado
  • 75.
    Carcinoma mucoepidermoide • Naturezaepitelial, relacionada aos ductos glandulares • Mais comum (30% das malignas) • Qualquer grupo etário, sendo a mais comum na faixa pediátrica • 50% nas parótidas e 45% nas glândulas salivares menores • Histologia • Baixo grau – indistinguível de adenoma pleomórfico • Grau intermediário • Alto grau
  • 76.
    Achados de Imagem •US • Baixo grau podem ser císticas • Grau intermediário e alto grau – massas de limites imprecisos e heterogêneas • TCRM • Avaliação de invasão de estruturas adjacentes • Espaço profundo • Lesões com alto sinal em T2- benignas • Lesões com sinal baixo ou intermediário em T2 – malignidade • Baixos valores do mapa de ADC
  • 77.
  • 78.
  • 79.
    Carcinoma Adenoide Cístico •Lesão maligna que mais frequentemente acomete as glândulas submandibulares e sublinguais • 20-30% dos tumores malignos que acometem as glândulas menores • Indivíduos entre 55 e 75 anos • Tendência a disseminação perineural • Gl. Parótida • Dor e paralisia facial • Alta recidiva = 86-95% • Metástase em 50% • Geralmente sem disseminação linfonodal
  • 80.
    Carcinoma Adenoide Cístico •Crescimento celular – classificação em grau 1, 2 e 3 • Cribiforme = + comum • Tubular • Sólido • Achados de Imagem • TC/RM • Extensão perineural e meníngea • Sinal intermediário em T1 e T2 • Impregnação pelo gadolínio • Baixos valores no mapa ADC
  • 81.
  • 82.
    Carcinoma de CélulasAcinares • 2º mais comum da parótida e na faixa pediátrica • Achados inespecíficos na imagem
  • 83.
    Carcinoma Ex-adenoma Pleomórfico •Transformação maligna dos elementos epiteliais de um adenoma pleomórfico • 6ª e 8ª décadas de vida • Transformação maligna diretamente relacionada ao tempo do adenoma • Rápido crescimento de lesão já conhecida • Comprometimento linfonodal • Invasão de estruturas adjacentes
  • 84.
    Achados de Imagem •Infiltrativa • Focos hemorrágicos • Sinal intermediário em T1 e T2 • Impregnação heterogênea • Restrição verdadeira
  • 85.
    Difusão e permeabilidadecom Curva de Perfusão na Avaliação dos Tumores Adenoma Pleomórfico
  • 86.
    Difusão e permeabilidadecom Curva de Perfusão na Avaliação dos Tumores Tumor de Warthin
  • 87.
    Difusão e permeabilidadecom Curva de Perfusão na Avaliação dos Tumores Carcinoma Adenóide Cístico