Meningites
Aspectos Clínicos

   Ceará, 2009
Meningites

• Processo inflamatório das leptomeninges
 (conjunto das membranas pia-máter e
 aracnóide que envolvem o cerébro),
 caracterizado pela presença de exsudato
 no espaço subaracnóide, detectável no
 líquido cefalorraquidiano (LCR)
Meningoencefalite

• Quando o processo inflamatório entende-se
  à medula espinhal e ao parênquima cerebral
Epidemiologia

• OMS - anualmente 171.000 óbitos
• Alta letalidade nos países do terceiro mundo
• Letalidade - 5 a 10% (países em desenvolvimento)
• Sequelas - 10 a 20% (retardo mental, surdez ou
  epilepsia (WHO-2004)
Epidemiologia
• Brasil - N. meningitidis, S. pneumoniae e H.
influenzae
• Diminuição da incidência H. influenzae com
vacinação
• 6 a 50 a - N. meningitidis e S. pneumoniae
Etiologia

• Vírus
• Bactérias
• Fungos
• Parasitos




     Foto: Kenneth Todar/Dep. de Bacteriologia/Universidade do Wisconsin
Classificação

• Meningites Agudas

• Meningites Subagudas

• Meningites Crônicas
Classificação

• Meningites Linfomonocitárias

• Meningites Linfomonocitárias Bacterianas

• Meningites purulentas
    - Bacteriana
    - Não bacteriana
Classificação

• Meningites purulentas
    - Bacteriana
    - Não bacteriana
Meningites Bacterianas
• Meningite purulenta bacteriana
    - Neisseria meningitidis (A, B , C, W135, Y)
    - Strepcoccus pneumoniae
    - Haemophilus influenzaeus
    - Listeria monocytogenes
    - Streptococcus agalactiae
    - Enterobacteriaceae (E. coli, K. pneumoniae,
      Entercoccus sp, Salmonella sp)
    - Saphylococcus aureus

• Meningite purulenta não bacteriana
   - Amebas de vida livre (Naegleria fowleri e
      Acanthamoeba)
Meningite Linfomonocitária Viral
• Enterovírus - Família Picornaviridae
          - echovírus - 11, 9, 30, 4e, 6, 3, 75 e 21
          - coxackievírus - B5, B4, B3, B2, B1
          - enterovírus - 70, 21
      Lactentes e pré-escolares (1 a 4 anos)

• Vírus da Caxumba
• Arbovírus
• Vírus da coriomeningite linfocítica
• Herpesvírus HSV-1 e HSV-2
• Citomegalovírus (CMV)
• Ebstein-Barr (EB)
Meningite Linfomonocitária Bacteriana

• Micobacterium tuberculosis

• Espiroquetas
         - Leptospira
         - Treponema pallidum
         - Borrelia burgdorferi

• Meningite bacteriana purulenta parcialmente
  tratada
Meningite Linfomonocitária Fúngica

    • Cryptococcus neoformans

    • Cândida
Meningite Linfomonocitária Parasitária

   • Cysticercus cellulosae

   • Angiotrongylus cantonensis

   • Baylisascarisis procyonis - EUA
Meningite Bacteriana Purulenta - Etiologia

Recém-nascidos (RN) e lactentes até 3 meses
de vida
    - Streptococcus agalactiae (estreptococo B),
   Listeria monocytogenes e bacilos Gram-negativos,
   como Escherichia coli e salmonelas e
   Streptococcus pneumoniae (pneumococo)
Meningite Bacteriana Purulenta - Etiologia

• 4 meses até os 5 anos de idade
   - Haemophilus influenza tipo b, Neisseria
meningitidis (meningococo) e Streptococcus
pneumoniae

• 5 anos até a idade adulta
  - Streptococcus pneumoniae e Neisseria
meningitides (1º lugar em períodos de epidemia)
Quadro clínico
       Meningite bacteriana purulenta
• Clássico - febre, cefaléia e sinais de irritação
meníngea
• Irritação meníngea - rigidez de nuca, sinais de Kerning
e Brudzinski
• Criança - sinal do gatilho de fuzil
• Diversos graus de disfunção cerebral - confusão mental,
sonolência, torpor e coma
• 10 a 20% - paralisia de nervos cranianos (III, IV. VI e VII)
e sinais focais
Quadro clínico
       Meningite bacteriana purulenta
• Recém-nascido e lactentes - sinais de irritação
meníngea não presentes
• Alteração do estado de alerta
• Irritabilidade, recusa alimentar, apatia, apnéia,
crises convulsivas, instabilidade térmica (hipertermia
ou hipotermia)
• Hipertensão intracraniana - vômitos, hipertensão
arterial, bradicardia, paralisia do III par craniano e
edema de papila
• Abaulamento de fontanela
• Agravamento - encefalite e sepse
Quadro clínico
          Doença meningocócica
• Meningococcemia
   - mal-estar súbito, febre alta, calafrios, prostração e
   manifestações hemorrágicas na pele (petéquias,
   equimoses)

• Meningite - com ou sem meningococcemia
    - febre, cefaléia intensa, naúseas, vômitos e rigidez
   de nuca ou outros sinais (Kerning e Brudzinski)
   - consciente, sonolento, torporoso ou coma
   - lactente - sinais raros de irritaçãomeníngea
(Foto: CDC
(Foto: CDC
Foto: Universidade do Virginia
Quadro clínico
       Meningite bacteriana linfomonocitária
• Meningite ou meningoencefalite tuberculosa
• Início insidioso (criança agudo)
• Febre baixa, anorexia e adinamia
• Cefaléia - adulto
• Alterações do comportamento, redução do nível de
consciência e confusão mental
• Convulsões, vômitos, alterações visuais e da fala
• Crises focais (adultos)
Quadro clínico
       Meningite bacteriana linfomonocitária

• Crianças - apresentação inicial
    - apatia, perda de interesse por brincadeiras, agitação noturna,
    cefaléia leve, perda do apetite, náuseas, vômitos e dor abdominal
• Início da irritação - cefaléia e vômitos
• < 3 anos - vômito (cefaléia é rara)
• Crises convulsivas generalizadas
Quadro clínico
       Meningite bacteriana linfomonocitária
• Exame físico - sinais de irritação meníngea, altearções
de nervos cranianos (VI, III, IV. VIII e II) e alterações
cerebelares
• Hemiparesia (artéria cerebral média)
• Tubérculos coróides na retina (80%)
• Hipertensão intracraniana, descorticação e
descerebração
• Evolução grave - letalidadee e sequelas elevados
Quadro clínico
   Meningite linfomonocitária viral
Enterovírus
• Início súbito
• Febre - 76 a 100%
• Rigidez de nuca (50%)
• Cefaléia e fotofobia (adultos)
• Alteração no nível de consciência
• Raro - sinais neurológicos focais
• Sinais e sintomas inespecíficos (faringite, tosse,
  anorexia, diarréia e mialgias)
Quadro clínico
  Meningite linfomonocitária viral
Enterovírus
• Exantema variável
• Miopericardite
• Conjuntivite, pleurodínea, hepargina e doença
  de mãos-pés-boca
• Sazonalidade
• Evolução benigna
• Alívio pós-punção
• Duração < 1 semana
Quadro clínico
     Meningite linfomonocitária viral
Enterovírus
•Recém-nascidos
    - febre, vômitos, anorexia, exantema ou
   sinais e sintomas respiratórios
    - neurológico - abaulamento de fontanela
    anterior < 1a
Quadro clínico
            Complicações
• Efusão e empiema subdural
• Ventriculite
• Hidrocefalia e abscesso cerebral
• Outras - artite purulenta e complicação
metabólica (redução da secreção de hormônio
 antidiurético - ADH)
Quadro clínico
                  Sequelas

• Surdez
• Hidrocefalia
• Encefalite herpética - 70% sinais neurológicos
persistentes (sequelas em 30%)
• Meningite tuberculosa - 10 a 30% (crianças)
Abordagem diagnóstica

• DIAGNÓSTICO PRECOCE
• Falta de experiência no reconhecimento
clínico - evolução fatal
Abordagem diagnóstica
• Punção lombar
• História clínica completa e exame físico acurado
• Avaliar necessidade de TC antes da punção lombar
• Contra-indicações
   - infecção no local da punção
   - sinais neurológicos focais - pupilas não reativas
  e dilatadas, anormalidades na motilidade ocular,
  paralisia da marcha, paresia de membro superior
  ou inferior
  - hipertensão intracraniana grave e papiledema
Abordagem diagnóstica
• Líquor
  - aspecto
  - bioquímica
  - bacterioscopia
  - detecção de antígeno (latéx ou contra-
  imunoeletroforese)
  - cultivo

• PCR

• Diagnóstico por imagem
Abordagem diagnóstica
Abordagem diagnóstica
Meningite viral
• Pleocitose linfocítica (100 a 1000/mm3 ), precocemente
neutrofilia
• Pequeno aumento de proteína e diminuição de glicose
• Enterovírus (80%), arbovírus, caxumba, herpes vírus
• PCR enterovírus
• PCR- T
• Ausência de alterações consciência e sinais focais
Abordagem diagnóstica

• Hemograma completo
• Hemocultura
• Raios X tórax e seios da face
• Tomografia computadorizada
• Otoscopia
• Proteína C reativa
Tratamento

       Meningite bacteriana purulenta
• Reconhecimento precoce da síndrome
• Avaliação diagnóstica rápida
• Terapia antimicrobiana
• Terapia adjuvante - corticosteróides
Tratamento
         Meningite bacteriana purulenta
• Sensibilidade e resistência regional do microrganismo
• Boa penetração na barreira hematoencefálica
e SNC
• Atividade em meio purulento
• Menor frequência de efeitos colaterais
• Via de administração (Farmacodinâmica)
Tratamento
            Meningite bacteriana purulenta
• Cabeceira elevada
• Monitorização rigorosa (Graves - UTI, PVC)
• Hidratação venosa
• Correção distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-basico
• Manitol
• Corticosteróides
• Antibioticoterapia
• Bloqueadores H2
• Anticonvulsivantes
Tratamento
Microorganismo               Recomendação                 Alternativa
H. Influenza
(β-lactamase -)              Ampicilina                   Cefalosporina 3ª geração,
(β-lactamase +)              Cefalosporina 3ª geração     Cefepime, Aztreonam
                             (ceftriaxona, cefotaxima)
N. Meningitidis
Penicilina MIC < 0µg/ml      Penicilina G Cristalina,     Cefalosporina 3ª geração,
Penicilina MIC < 0,1 -1µg/   Cefalosporina 3ª geração     Cloranfenicol
ml                           (ceftriaxona, cefotaxima)

S. Pneumoniae
Penicilina MIC < 0,1µg/ml    Penicilina G Cristalina ou   Cefalosporina 3ª geração
                             Ampicilina                   (ceftriaxona, cefotaxima)
Penicilina MIC < 0,1 -1µg/   Cefalosporina 3ª geração     Meropenem, Vancomicina
ml
                             (ceftriaxona, cefotaxima)
Penicilina MIC >= 2µg/ml     Cefalosporina 3ª geração
                             (ceftriaxona, cefotaxima)    Meropenem
                             + Vancomicin
Enterobactérias              Cefalosporina 3ª geração     Aztreonam, Sulfametoazol +
                             (ceftriaxona, cefotaxima)    Trimetropima
Meningococcemia/com ou sem
   Meningite
Suspeita clínica - Tratamento precoce
       - Penicilina Cristalina
       - Início antes de transferir paciente
       para serviço de referência
Tratamento

• L. monocytogenes (RN e idosos) – Ampicilina
• Micobactéria tuberculosis – Rifampicina, Isoniazida e
Pirazinamida (RIP)
• Fungos - Anfotericina B, Fluoconazol e 5-fluocitosina
• Herpes - Aciclovir (reduz letalidade da encefalite
por HSV)
Prevenção e Controle
Imunização
• Hib - calendário básico (2, 4, 6 meses)
• Vacina antimeningocócica (sorogrupos específicas)
          - polissacarideas - imunidade de curta
duração
          - surtos
• Pneumococo - situações especiais
Prevenção e Controle

Quimioprofilaxia dos comunicantes

• Crianças e adultos que moram no mesmo domicílio
ou que tiverm contato > 4 horas ( 5-7 dias antes internação)

• Creches ou escolas (< 24 meses)
Prevenção e Controle

                       N. meningitidis
    ATB                Dose              Intervalo   Duração
Rifampicina   Adulto 600mg             24/24 h       2 dias
Rifampicina   Criança > 1 mês até 10   24/24 h       2 dias
              anos - 20mg/Kg/dose      (max 600mg)

              < 1 mês - 10mg/Kg/dose 24/24 h
                                     (max 600mg)
Prevenção e Controle

                      H. influenza
    ATB                Dose              Intervalo   Duração
Rifampicina   Adulto 600mg             24/24 h       4 dias
Rifampicina   Criança > 1 mês até 10   24/24 h       4 dias
              anos - 20mg/Kg/dose      (max 600mg)

              < 1 mês - 10mg/Kg/dose 24/24 h
                                     (max 600mg)
Prevenção e Controle
• Isolamento respiratório
   - Quarto privativo ou coorte (1 metro)
   - Máscara cirúrgica pelo profissional de saúde
   -Transporte do paciente - máscara cirúrgica
   - 24 horas após início do antibiótico

• Educação em saúde
Meningites
Reconhecimento precoce e instituição
  imediata de terapias salva vidas

1 aspectos clinicos-meningites dionne bezerra

  • 1.
  • 2.
    Meningites • Processo inflamatóriodas leptomeninges (conjunto das membranas pia-máter e aracnóide que envolvem o cerébro), caracterizado pela presença de exsudato no espaço subaracnóide, detectável no líquido cefalorraquidiano (LCR)
  • 3.
    Meningoencefalite • Quando oprocesso inflamatório entende-se à medula espinhal e ao parênquima cerebral
  • 4.
    Epidemiologia • OMS -anualmente 171.000 óbitos • Alta letalidade nos países do terceiro mundo • Letalidade - 5 a 10% (países em desenvolvimento) • Sequelas - 10 a 20% (retardo mental, surdez ou epilepsia (WHO-2004)
  • 5.
    Epidemiologia • Brasil -N. meningitidis, S. pneumoniae e H. influenzae • Diminuição da incidência H. influenzae com vacinação • 6 a 50 a - N. meningitidis e S. pneumoniae
  • 6.
    Etiologia • Vírus • Bactérias •Fungos • Parasitos Foto: Kenneth Todar/Dep. de Bacteriologia/Universidade do Wisconsin
  • 7.
    Classificação • Meningites Agudas •Meningites Subagudas • Meningites Crônicas
  • 8.
    Classificação • Meningites Linfomonocitárias •Meningites Linfomonocitárias Bacterianas • Meningites purulentas - Bacteriana - Não bacteriana
  • 9.
    Classificação • Meningites purulentas - Bacteriana - Não bacteriana
  • 10.
    Meningites Bacterianas • Meningitepurulenta bacteriana - Neisseria meningitidis (A, B , C, W135, Y) - Strepcoccus pneumoniae - Haemophilus influenzaeus - Listeria monocytogenes - Streptococcus agalactiae - Enterobacteriaceae (E. coli, K. pneumoniae, Entercoccus sp, Salmonella sp) - Saphylococcus aureus • Meningite purulenta não bacteriana - Amebas de vida livre (Naegleria fowleri e Acanthamoeba)
  • 11.
    Meningite Linfomonocitária Viral •Enterovírus - Família Picornaviridae - echovírus - 11, 9, 30, 4e, 6, 3, 75 e 21 - coxackievírus - B5, B4, B3, B2, B1 - enterovírus - 70, 21 Lactentes e pré-escolares (1 a 4 anos) • Vírus da Caxumba • Arbovírus • Vírus da coriomeningite linfocítica • Herpesvírus HSV-1 e HSV-2 • Citomegalovírus (CMV) • Ebstein-Barr (EB)
  • 12.
    Meningite Linfomonocitária Bacteriana •Micobacterium tuberculosis • Espiroquetas - Leptospira - Treponema pallidum - Borrelia burgdorferi • Meningite bacteriana purulenta parcialmente tratada
  • 13.
    Meningite Linfomonocitária Fúngica • Cryptococcus neoformans • Cândida
  • 14.
    Meningite Linfomonocitária Parasitária • Cysticercus cellulosae • Angiotrongylus cantonensis • Baylisascarisis procyonis - EUA
  • 15.
    Meningite Bacteriana Purulenta- Etiologia Recém-nascidos (RN) e lactentes até 3 meses de vida - Streptococcus agalactiae (estreptococo B), Listeria monocytogenes e bacilos Gram-negativos, como Escherichia coli e salmonelas e Streptococcus pneumoniae (pneumococo)
  • 16.
    Meningite Bacteriana Purulenta- Etiologia • 4 meses até os 5 anos de idade - Haemophilus influenza tipo b, Neisseria meningitidis (meningococo) e Streptococcus pneumoniae • 5 anos até a idade adulta - Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitides (1º lugar em períodos de epidemia)
  • 17.
    Quadro clínico Meningite bacteriana purulenta • Clássico - febre, cefaléia e sinais de irritação meníngea • Irritação meníngea - rigidez de nuca, sinais de Kerning e Brudzinski • Criança - sinal do gatilho de fuzil • Diversos graus de disfunção cerebral - confusão mental, sonolência, torpor e coma • 10 a 20% - paralisia de nervos cranianos (III, IV. VI e VII) e sinais focais
  • 18.
    Quadro clínico Meningite bacteriana purulenta • Recém-nascido e lactentes - sinais de irritação meníngea não presentes • Alteração do estado de alerta • Irritabilidade, recusa alimentar, apatia, apnéia, crises convulsivas, instabilidade térmica (hipertermia ou hipotermia) • Hipertensão intracraniana - vômitos, hipertensão arterial, bradicardia, paralisia do III par craniano e edema de papila • Abaulamento de fontanela • Agravamento - encefalite e sepse
  • 19.
    Quadro clínico Doença meningocócica • Meningococcemia - mal-estar súbito, febre alta, calafrios, prostração e manifestações hemorrágicas na pele (petéquias, equimoses) • Meningite - com ou sem meningococcemia - febre, cefaléia intensa, naúseas, vômitos e rigidez de nuca ou outros sinais (Kerning e Brudzinski) - consciente, sonolento, torporoso ou coma - lactente - sinais raros de irritaçãomeníngea
  • 20.
  • 21.
  • 24.
  • 25.
    Quadro clínico Meningite bacteriana linfomonocitária • Meningite ou meningoencefalite tuberculosa • Início insidioso (criança agudo) • Febre baixa, anorexia e adinamia • Cefaléia - adulto • Alterações do comportamento, redução do nível de consciência e confusão mental • Convulsões, vômitos, alterações visuais e da fala • Crises focais (adultos)
  • 26.
    Quadro clínico Meningite bacteriana linfomonocitária • Crianças - apresentação inicial - apatia, perda de interesse por brincadeiras, agitação noturna, cefaléia leve, perda do apetite, náuseas, vômitos e dor abdominal • Início da irritação - cefaléia e vômitos • < 3 anos - vômito (cefaléia é rara) • Crises convulsivas generalizadas
  • 27.
    Quadro clínico Meningite bacteriana linfomonocitária • Exame físico - sinais de irritação meníngea, altearções de nervos cranianos (VI, III, IV. VIII e II) e alterações cerebelares • Hemiparesia (artéria cerebral média) • Tubérculos coróides na retina (80%) • Hipertensão intracraniana, descorticação e descerebração • Evolução grave - letalidadee e sequelas elevados
  • 28.
    Quadro clínico Meningite linfomonocitária viral Enterovírus • Início súbito • Febre - 76 a 100% • Rigidez de nuca (50%) • Cefaléia e fotofobia (adultos) • Alteração no nível de consciência • Raro - sinais neurológicos focais • Sinais e sintomas inespecíficos (faringite, tosse, anorexia, diarréia e mialgias)
  • 29.
    Quadro clínico Meningite linfomonocitária viral Enterovírus • Exantema variável • Miopericardite • Conjuntivite, pleurodínea, hepargina e doença de mãos-pés-boca • Sazonalidade • Evolução benigna • Alívio pós-punção • Duração < 1 semana
  • 30.
    Quadro clínico Meningite linfomonocitária viral Enterovírus •Recém-nascidos - febre, vômitos, anorexia, exantema ou sinais e sintomas respiratórios - neurológico - abaulamento de fontanela anterior < 1a
  • 31.
    Quadro clínico Complicações • Efusão e empiema subdural • Ventriculite • Hidrocefalia e abscesso cerebral • Outras - artite purulenta e complicação metabólica (redução da secreção de hormônio antidiurético - ADH)
  • 32.
    Quadro clínico Sequelas • Surdez • Hidrocefalia • Encefalite herpética - 70% sinais neurológicos persistentes (sequelas em 30%) • Meningite tuberculosa - 10 a 30% (crianças)
  • 33.
    Abordagem diagnóstica • DIAGNÓSTICOPRECOCE • Falta de experiência no reconhecimento clínico - evolução fatal
  • 34.
    Abordagem diagnóstica • Punçãolombar • História clínica completa e exame físico acurado • Avaliar necessidade de TC antes da punção lombar • Contra-indicações - infecção no local da punção - sinais neurológicos focais - pupilas não reativas e dilatadas, anormalidades na motilidade ocular, paralisia da marcha, paresia de membro superior ou inferior - hipertensão intracraniana grave e papiledema
  • 35.
    Abordagem diagnóstica • Líquor - aspecto - bioquímica - bacterioscopia - detecção de antígeno (latéx ou contra- imunoeletroforese) - cultivo • PCR • Diagnóstico por imagem
  • 37.
  • 38.
    Abordagem diagnóstica Meningite viral •Pleocitose linfocítica (100 a 1000/mm3 ), precocemente neutrofilia • Pequeno aumento de proteína e diminuição de glicose • Enterovírus (80%), arbovírus, caxumba, herpes vírus • PCR enterovírus • PCR- T • Ausência de alterações consciência e sinais focais
  • 39.
    Abordagem diagnóstica • Hemogramacompleto • Hemocultura • Raios X tórax e seios da face • Tomografia computadorizada • Otoscopia • Proteína C reativa
  • 40.
    Tratamento Meningite bacteriana purulenta • Reconhecimento precoce da síndrome • Avaliação diagnóstica rápida • Terapia antimicrobiana • Terapia adjuvante - corticosteróides
  • 41.
    Tratamento Meningite bacteriana purulenta • Sensibilidade e resistência regional do microrganismo • Boa penetração na barreira hematoencefálica e SNC • Atividade em meio purulento • Menor frequência de efeitos colaterais • Via de administração (Farmacodinâmica)
  • 42.
    Tratamento Meningite bacteriana purulenta • Cabeceira elevada • Monitorização rigorosa (Graves - UTI, PVC) • Hidratação venosa • Correção distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-basico • Manitol • Corticosteróides • Antibioticoterapia • Bloqueadores H2 • Anticonvulsivantes
  • 43.
    Tratamento Microorganismo Recomendação Alternativa H. Influenza (β-lactamase -) Ampicilina Cefalosporina 3ª geração, (β-lactamase +) Cefalosporina 3ª geração Cefepime, Aztreonam (ceftriaxona, cefotaxima) N. Meningitidis Penicilina MIC < 0µg/ml Penicilina G Cristalina, Cefalosporina 3ª geração, Penicilina MIC < 0,1 -1µg/ Cefalosporina 3ª geração Cloranfenicol ml (ceftriaxona, cefotaxima) S. Pneumoniae Penicilina MIC < 0,1µg/ml Penicilina G Cristalina ou Cefalosporina 3ª geração Ampicilina (ceftriaxona, cefotaxima) Penicilina MIC < 0,1 -1µg/ Cefalosporina 3ª geração Meropenem, Vancomicina ml (ceftriaxona, cefotaxima) Penicilina MIC >= 2µg/ml Cefalosporina 3ª geração (ceftriaxona, cefotaxima) Meropenem + Vancomicin Enterobactérias Cefalosporina 3ª geração Aztreonam, Sulfametoazol + (ceftriaxona, cefotaxima) Trimetropima
  • 44.
    Meningococcemia/com ou sem Meningite Suspeita clínica - Tratamento precoce - Penicilina Cristalina - Início antes de transferir paciente para serviço de referência
  • 45.
    Tratamento • L. monocytogenes(RN e idosos) – Ampicilina • Micobactéria tuberculosis – Rifampicina, Isoniazida e Pirazinamida (RIP) • Fungos - Anfotericina B, Fluoconazol e 5-fluocitosina • Herpes - Aciclovir (reduz letalidade da encefalite por HSV)
  • 46.
    Prevenção e Controle Imunização •Hib - calendário básico (2, 4, 6 meses) • Vacina antimeningocócica (sorogrupos específicas) - polissacarideas - imunidade de curta duração - surtos • Pneumococo - situações especiais
  • 47.
    Prevenção e Controle Quimioprofilaxiados comunicantes • Crianças e adultos que moram no mesmo domicílio ou que tiverm contato > 4 horas ( 5-7 dias antes internação) • Creches ou escolas (< 24 meses)
  • 48.
    Prevenção e Controle N. meningitidis ATB Dose Intervalo Duração Rifampicina Adulto 600mg 24/24 h 2 dias Rifampicina Criança > 1 mês até 10 24/24 h 2 dias anos - 20mg/Kg/dose (max 600mg) < 1 mês - 10mg/Kg/dose 24/24 h (max 600mg)
  • 49.
    Prevenção e Controle H. influenza ATB Dose Intervalo Duração Rifampicina Adulto 600mg 24/24 h 4 dias Rifampicina Criança > 1 mês até 10 24/24 h 4 dias anos - 20mg/Kg/dose (max 600mg) < 1 mês - 10mg/Kg/dose 24/24 h (max 600mg)
  • 50.
    Prevenção e Controle •Isolamento respiratório - Quarto privativo ou coorte (1 metro) - Máscara cirúrgica pelo profissional de saúde -Transporte do paciente - máscara cirúrgica - 24 horas após início do antibiótico • Educação em saúde
  • 51.
    Meningites Reconhecimento precoce einstituição imediata de terapias salva vidas