Pós Socráticos, Cristianismo e Idade Média Luci Bonini
Final da Hegemonia pol í tica e militar da Gr é cia    in í cio do cristianismo. O foco da preocupa ç ão sai do homem e vai para o universo  –  problemas  é ticos, vida interior do homem. Imp é rio Romano    turbulências administrativas, expansão do imp é rio e o Direito Romano
CINISMO Decadência moral da sociedade Grega Cinismo    Diógenes – desprezo àquilo que a classe dominante considerava de valor
ESTOICISMO Anulação das paixões e destaque para a razão. Grande representante desta escola foi Sêneca Não há acaso, tudo é providencial.
EPICURISMO O representante desta escola foi Epicuro. A vida deve ser convenientemente regrada.  Este é o objetivo da ética.  Segundo Epicuro, temos 3 tipos de prazeres:  1° os naturais e necessários (comer quando se tem fome)  2° naturais, porém não necessários (comer excessivamente)  3° nem naturais, nem necessários (fumo, luxo)
 
 
CETICISMO Não ao conhecimento da verdade, mas sua procura. As aparências    impossível chegar a um saber completo e universal. Não há certeza   , não há o avanço nos conhecimentos, portanto o progresso fica impossibilitado de acontecer. O representante e fundador desta escola foi Pirro
O ceticismo é um veneno que contamina a alma e tolhe as ações de quem se entrega ao seu domínio. Impede que as vítimas façam coisas além das indispensáveis, por não crerem em nenhuma finalidade superior da vida. O cético é pior do que o absolutamente crédulo. Não acredita em nada e ninguém e vive por viver. Com o tempo, amargurado e infeliz, finda por se tornar parasita, peso morto para si e para os que o rodeiam.
ECLETISMO Oposto do Ceticismo. A verdade não se limita a um sistema filosófico, deve ser complementada por elementos das diversas escolas. Para se alcançar uma compreensão adequada das coisas não se deve privilegiar apenas um filósofo, mas o que há de melhor em cada um deles.
Uma experiência mística significa experimentar a sensação de fundir sua alma com Deus.  É que o "eu" que conhecemos não é nosso "eu" verdadeiro e os místicos procuravam conhecer um "eu" maior que pode possuir várias denominações: Deus, espírito cósmico, universo, etc.  Encontra-se tendências místicas nas maiorias religiões do mundo: Na mística ocidental ( judaísmo, cristianismo e islamismo ), o místico diz que seu encontro é com um Deus pessoal. Na oriental ( hinduísmo, budismo e religião chinesa ) É importante notar que essas correntes místicas já existiam muito antes de Platão e que pessoas de nossa época têm relatado experiências místicas como uma forma de experimentar o mundo sob a perspectiva da eternidade.
DOIS CÍRCULOS CULTURAIS Os indo-europeus Primitivos que viveram há mais ou menos quatro mil anos nas proximidades dos mares Negro e Cáspio. De lá, espalharam-se por diversos lugares: Irã, Índia, Grécia, Itália, Espanha, Inglaterra, França, Escandinávia, Leste Europeu e Rússia, formando o círculo cultural indo-europeu.  Dentre outras coisas, pode-se dizer que sua cultura era marcada pelo politeísmo, a visão era o principal sentido para eles e acreditavam que a história era cíclica.  As duas grandes religiões orientais – hinduísmo e budismo – são de origem indo-européia.  O mesmo vale para a filosofia grega. Nessas religiões, enfatiza-se a presença de Deus em tudo (panteísmo).  Outro ponto importante é a crença de que o homem pode chegar a uma unidade com Deus por meio do conhecimento religioso.  No Oriente, a passividade e a vida reclusa são vistas como ideais religiosos e em muitas culturas indo-européias acredita-se na metempsicose ou transmigração da alma .
Os semitas Eles são originários da península da arábica e também se expandiram para extensas e diferentes partes do mundo.  As três religiões ocidentais – judaísmo, o cristianismo e o islamismo – têm base semita.  De modo geral, o que se pode dizer dos semitas é que eram monoteístas, possuíam uma visão linear da história, a audição desempenhava papel preponderante e proibiam a representação pictórica.  Quanto à história, é interessante saber que, para eles, ela começou com a criação do mundo por Deus e Este tinha o poder de intervir em seu curso.  Em relação às imagens, ainda são proibidas no judaísmo e no islamismo, mas no cristianismo são permitidas devido à influência do mundo greco-romano.
Israel
Pano de fundo judeu do cristianismo. houve a criação do mundo e a rebelação do homem contra Deus (Adão e Eva) e a partir de então, a morte passou a existir na Terra. A desobediência do homem a Deus atravessa toda a história contada na Bíblia. No Gênesis há a menção do pacto feito entre Deus e Abraão e seus descendentes que exigia a obediência rigorosa aos mandamentos de Deus.  Esse pacto foi mais tarde renovado com a entrega das Tábuas da Lei a Moisés no monte Sinai.
Jerusalém
Naquela época, os israelitas viviam havia muito tempo como escravos no Egito, mas foram libertados e levados de volta a Israel onde se formou dois reinos – Israel (ao Norte) e Judá (ao Sul)  O povo judeu não entendia o motivo de tanta desgraça e atribuía isso ao castigo de Deus sobre Israel devido à sua desobediência.  Então começaram a surgir profecias sobre o Juízo Final e também sobre a vinda de um "príncipe da paz" que iria restaurar o antigo reino de Davi e assegurar ao povo um futuro feliz.  Esse messias viria para restituir a Israel a sua grandeza e fundar um "Reino de Deus".
Jesus
Jesus Cristo.  Naquela época, o povo imaginava o messias como um líder político, militar e religioso.  Outros, duzentos anos antes do nascimento de Jesus, diziam que o messias seria o libertador de todo o mundo.  Mas Jesus apareceu com pregações diferentes das que vigoravam e admitia publicamente não ser um comandante militar ou político.  E mais, dizia que o Reino de Deus era o amor ao próximo e aos inimigos.
Ele não considerava indigno conversar com prostitutas, funcionários corruptos e inimigos políticos do povo e achava que estes seriam vistos por Deus como pessoas justas bastando para isso que se voltassem para Ele e Lhe pedisse perdão. Jesus acreditava que nós mesmos não podíamos nos redimir de nossos pecados e que nenhuma pessoa era reta aos olhos de Deus.  Ele foi um ser humano extraordinário. Soube usar de forma genial a língua de seu tempo e deu a conceitos antigos um sentido novo, extremamente ampliado.
Tudo isto acrescentado a sua mensagem radical de redenção dos homens ameaçava tantos interesses e posições de poder que ele acabou sendo crucificado.  Para o cristianismo, Jesus foi o único homem justo que viveu e o único que sofreu e morreu por todos os homens.
Paulo Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
Alguns dias depois da crucificação e enterro de Jesus, começaram a surgir boatos sobre sua ressurreição.  Pode-se dizer que a Igreja cristã começou naquela manhã de Páscoa.  Paulo disse: "Pois se Cristo não ressuscitou, então todo nosso sermão é vão; é vã toda a vossa crença".
 
A partir de então todas as pessoas podiam ter esperança na "ressurreição da carne".  Os primeiros cristãos começaram a espalhar a "boa-nova" da redenção pela fé em Cristo.  Poucos anos depois da morte de Jesus, o fariseu Paulo se converteu ao cristianismo e suas viagens missionárias pelo mundo greco-romano transformaram o cristianismo numa religião universal.
O Areópago era um celebre tribunal de Atenas que funcionava numa colina consagrada a Marte, de onde o seu nome. Solon (594 a.C) aumentou consideravelmente as suas atribuições, e os areopagitas  foram chamados a punir o roubo,a impiedade a imoralidade; a reprimir o luxo, a preguiça, a mendicância; a velar pela educação das crianças e até penetrar no lar doméstico para dele banir a discórdia e assegurar-se da legitimidade dos meios de vida de cada cidadão
Quando esteve em Atenas, ele fez um discurso do Areópago que falava do Deus que os atenienses desconheciam e isso provocou um choque entre a filosofia grega e a doutrina da redenção cristã.  Apesar de tudo, Paulo encontrou nessa cultura um sólido apoio, ao chamar atenção para o fato de que a busca por Deus estava dentro de todos os homens.
Em Atos dos Apóstolos está escrito que depois de seu discurso, foi vítima de zombaria por parte de algumas pessoas, quando estas o ouviram dizer que Cristo havia ressuscitado dos mortos. Mas também houve os que se interessaram pelo assunto.  Depois, Paulo prosseguiu em sua tarefa missionária e passadas algumas décadas da morte de Cristo já existiam comunidades cristãs em todas as cidades gregas e romanas mais importantes.
O Credo Paulo não foi importante para o cristianismo apenas por suas pregações missionárias.  Dentro das comunidades cristãs, sua influência era muito grande pois as pessoas também queriam uma orientação espiritual.  Pelo fato de o cristianismo não ser a única religião nova daquela época, a Igreja precisava definir claramente a doutrina cristã, a fim de estabelecer seus limites em relação às demais religiões e evitar uma cisão interna.
Surgiram assim as primeiras profissões de fé, os primeiros credos que resumiam os princípios ou os dogmas cristãos mais importantes como o que dizia que Jesus havia sido Deus e homem ao mesmo tempo e de forma plena e que realmente tinha padecido na cruz.
A IDADE MÉDIA
Patrística Período do pensamento cristão que se seguiu à época neotestamentária, e chega até ao começo da Escolástica Representa o pensamento dos Padres da Igreja    os construtores da teologia
Sto. Agostinho
Nasceu em Tagasta, cidade da Numídia, de uma família burguesa, a 13 de novembro do ano 354.  Cartago   para aperfeiçoar seus estudos desviou-se moralmente.  Caiu em uma profunda sensualidade, que, segundo ele, é uma das maiores conseqüências do pecado original;  Tornou-se maniqueísta, que atribuía realidade substancial tanto ao bem como ao mal
O conhecimento Cristianizou Platão    s eu interesse central: Deus e a alma   os mais importantes e os mais imediatos para a solução integral do problema da vida A certeza da própria existência espiritual
Conhecimento sensível Os sentidos e o intelecto são fontes de conhecimento.  Para a visão sensível além do olho e da coisa, é necessária a luz física
Conhecimento intelectual    é necessária luz espiritual.  Deus    a Verdade    Verbo de Deus    verdades eternas, as idéias, as espécies, os princípios formais das coisas
família    celibato superior ao matrimônio política    , ele tem uma concepção negativa da função estatal; se não houvesse pecado e os homens fossem todos justos, o Estado seria inútil.  propriedade     direito positivo, e não natural.  Escravidão    direito natural, mas conseqüência do pecado original, que perturbou a natureza humana, individual e social   natureza humana já é corrompida; pode ser superada sobrenaturalmente, asceticamente, mediante a conformação cristã de quem é escravo e a caridade de quem é amo.
 
Sto. Tomás de Aquino Nasceu  Tomás  em 1225, no castelo de Roccasecca, na Campânia, da família feudal dos condes de Aquino.
O conhecimento Cristianizou Aristóteles    considera a  filosofia  como uma disciplina essencialmente teorética, para resolver o problema do mundo.  Filosofia distinta da teologia, - não oposta - visto ser o conteúdo da teologia arcano e revelado, o da filosofia evidente e racional.
Conhecimento Sensível O objeto   fora de nós Esta é a impressão, a imagem, a forma do objeto material na alma, isto é, o objeto sem a matéria, imagem mental que o objeto imprime na nossa mente, no nosso intelecto
Conhecimento inteligível Transcende o conhecimento sensível O inteligível, o universal, a essência das coisas é contida apenas implicitamente, potencialmente.  Inteligível    racionalização, abstração, generalização A forma universal das coisas.  A verdade
Tomás de Aquino acentuou a diferença entre a Filosofia, que estuda todas as coisas pelas últimas causas através da luz da razão, e a Teologia, ciência de Deus à luz da revelação
“ Verificamos que alguns seres são mais ou menos verdadeiros, mais ou menos bons, etc. ora, diz-se o mais e o menos de coisas diversas segundo a sua aproximação diferente de um máximo. Existe, pois, alguma coisa que é o mais verdadeiro, o melhor, por conseguinte, o mais ser. Ora, o que é o máximo num gênero é a causa de tudo que pertence a este gênero. Existe, portanto, um ser que é para todos os outros causa de ser, de bondade, de perfeição total, e este ser é Deus:”  Summa Teologica
As Leis Há uma  Lei Divina , revelada por Deus aos homens, que consiste nos Dez Mandamentos.
Há uma  Lei Eterna , que é o plano racional de Deus que ordena todo o universo e uma  Lei Natural , que é conceituada como a participação da Lei Eterna na criatura racional, ou seja, aquilo que o homem é levado a fazer pela sua natureza racional.
A  Lei Positiva  é a lei feita pelo homem, de modo a possibilitar uma vida em sociedade. Esta subordina-se à Lei Natural, não podendo contrariá-la sob pena de se tornar uma  lei injusta ; não há a obrigação de obedecer à lei injusta - (Este é o fundamento objetivo e racional da verdadeira objeção de consciência).
A  Justiça  consiste na disposição constante da vontade em dar a cada um o que é seu -  suum cuique tribuere  - e classifica-se como Comutativa, Distributiva e Legal, conforme se faça entre iguais, do soberano para os súbditos e destes para com aquele, respectivamente
Estado    necessidade natural.  O homem é um ser social e precisa de orientações para viver em sociedade.  As leis humanas não podem contradizer a lei natural.
O Direito positivo existe para que os que são propensos aos vícios e neles se obstinam    impor a ordem pública A função pedagógica das leis humanas Convivência pacífica entre os homens.
Deus é inexplicável mas é mais próximo a nós do que nós a nós mesmos
Imanência de Deus Deus, sendo necessariamente primeiro Princípio, Causa universal, deve estar presente a tudo o que é, e deve mesmo estar mais presente nos seres do que eles em si mesmos, uma vez que eles não existem e não subsistem senão pelo efeito de um contínuo influxo do poder criador.
A imanência não deve ser então imaginada como uma espécie de mistura do Ser divino com as coisas criadas.  É necessário concebê-las como um modo de presença espiritual, irredutível às presenças corporais, e por isto mesmo infinitamente mais profunda e mais envolvente.
A imanência divina não deve fazer negligenciar a transcendência, quer dizer a absoluta independência de Deus em relação ao mundo, e o soberano domínio de Deus sobre todo o universo
Transcendência de Deus É então necessário preservar-se de representar a transcendência divina como uma exterioridade espacial e material, como se a absoluta distinção de Deus e do mundo implicasse numa justaposição do mundo e de Deus.
A imanência e a transcendência são dois aspectos igualmente inevitáveis de uma noção de Deus conforme ao que exigem a um tempo a experiência e a razão.

Filosofia: pós socráticos, cristianismo e idade Média

  • 1.
    Pós Socráticos, Cristianismoe Idade Média Luci Bonini
  • 2.
    Final da Hegemoniapol í tica e militar da Gr é cia  in í cio do cristianismo. O foco da preocupa ç ão sai do homem e vai para o universo – problemas é ticos, vida interior do homem. Imp é rio Romano  turbulências administrativas, expansão do imp é rio e o Direito Romano
  • 3.
    CINISMO Decadência moralda sociedade Grega Cinismo  Diógenes – desprezo àquilo que a classe dominante considerava de valor
  • 4.
    ESTOICISMO Anulação daspaixões e destaque para a razão. Grande representante desta escola foi Sêneca Não há acaso, tudo é providencial.
  • 5.
    EPICURISMO O representantedesta escola foi Epicuro. A vida deve ser convenientemente regrada. Este é o objetivo da ética. Segundo Epicuro, temos 3 tipos de prazeres: 1° os naturais e necessários (comer quando se tem fome) 2° naturais, porém não necessários (comer excessivamente) 3° nem naturais, nem necessários (fumo, luxo)
  • 6.
  • 7.
  • 8.
    CETICISMO Não aoconhecimento da verdade, mas sua procura. As aparências  impossível chegar a um saber completo e universal. Não há certeza  , não há o avanço nos conhecimentos, portanto o progresso fica impossibilitado de acontecer. O representante e fundador desta escola foi Pirro
  • 9.
    O ceticismo éum veneno que contamina a alma e tolhe as ações de quem se entrega ao seu domínio. Impede que as vítimas façam coisas além das indispensáveis, por não crerem em nenhuma finalidade superior da vida. O cético é pior do que o absolutamente crédulo. Não acredita em nada e ninguém e vive por viver. Com o tempo, amargurado e infeliz, finda por se tornar parasita, peso morto para si e para os que o rodeiam.
  • 10.
    ECLETISMO Oposto doCeticismo. A verdade não se limita a um sistema filosófico, deve ser complementada por elementos das diversas escolas. Para se alcançar uma compreensão adequada das coisas não se deve privilegiar apenas um filósofo, mas o que há de melhor em cada um deles.
  • 11.
    Uma experiência místicasignifica experimentar a sensação de fundir sua alma com Deus. É que o "eu" que conhecemos não é nosso "eu" verdadeiro e os místicos procuravam conhecer um "eu" maior que pode possuir várias denominações: Deus, espírito cósmico, universo, etc. Encontra-se tendências místicas nas maiorias religiões do mundo: Na mística ocidental ( judaísmo, cristianismo e islamismo ), o místico diz que seu encontro é com um Deus pessoal. Na oriental ( hinduísmo, budismo e religião chinesa ) É importante notar que essas correntes místicas já existiam muito antes de Platão e que pessoas de nossa época têm relatado experiências místicas como uma forma de experimentar o mundo sob a perspectiva da eternidade.
  • 12.
    DOIS CÍRCULOS CULTURAISOs indo-europeus Primitivos que viveram há mais ou menos quatro mil anos nas proximidades dos mares Negro e Cáspio. De lá, espalharam-se por diversos lugares: Irã, Índia, Grécia, Itália, Espanha, Inglaterra, França, Escandinávia, Leste Europeu e Rússia, formando o círculo cultural indo-europeu. Dentre outras coisas, pode-se dizer que sua cultura era marcada pelo politeísmo, a visão era o principal sentido para eles e acreditavam que a história era cíclica. As duas grandes religiões orientais – hinduísmo e budismo – são de origem indo-européia. O mesmo vale para a filosofia grega. Nessas religiões, enfatiza-se a presença de Deus em tudo (panteísmo). Outro ponto importante é a crença de que o homem pode chegar a uma unidade com Deus por meio do conhecimento religioso. No Oriente, a passividade e a vida reclusa são vistas como ideais religiosos e em muitas culturas indo-européias acredita-se na metempsicose ou transmigração da alma .
  • 13.
    Os semitas Elessão originários da península da arábica e também se expandiram para extensas e diferentes partes do mundo. As três religiões ocidentais – judaísmo, o cristianismo e o islamismo – têm base semita. De modo geral, o que se pode dizer dos semitas é que eram monoteístas, possuíam uma visão linear da história, a audição desempenhava papel preponderante e proibiam a representação pictórica. Quanto à história, é interessante saber que, para eles, ela começou com a criação do mundo por Deus e Este tinha o poder de intervir em seu curso. Em relação às imagens, ainda são proibidas no judaísmo e no islamismo, mas no cristianismo são permitidas devido à influência do mundo greco-romano.
  • 14.
  • 15.
    Pano de fundojudeu do cristianismo. houve a criação do mundo e a rebelação do homem contra Deus (Adão e Eva) e a partir de então, a morte passou a existir na Terra. A desobediência do homem a Deus atravessa toda a história contada na Bíblia. No Gênesis há a menção do pacto feito entre Deus e Abraão e seus descendentes que exigia a obediência rigorosa aos mandamentos de Deus. Esse pacto foi mais tarde renovado com a entrega das Tábuas da Lei a Moisés no monte Sinai.
  • 16.
  • 17.
    Naquela época, osisraelitas viviam havia muito tempo como escravos no Egito, mas foram libertados e levados de volta a Israel onde se formou dois reinos – Israel (ao Norte) e Judá (ao Sul) O povo judeu não entendia o motivo de tanta desgraça e atribuía isso ao castigo de Deus sobre Israel devido à sua desobediência. Então começaram a surgir profecias sobre o Juízo Final e também sobre a vinda de um "príncipe da paz" que iria restaurar o antigo reino de Davi e assegurar ao povo um futuro feliz. Esse messias viria para restituir a Israel a sua grandeza e fundar um "Reino de Deus".
  • 18.
  • 19.
    Jesus Cristo. Naquela época, o povo imaginava o messias como um líder político, militar e religioso. Outros, duzentos anos antes do nascimento de Jesus, diziam que o messias seria o libertador de todo o mundo. Mas Jesus apareceu com pregações diferentes das que vigoravam e admitia publicamente não ser um comandante militar ou político. E mais, dizia que o Reino de Deus era o amor ao próximo e aos inimigos.
  • 20.
    Ele não consideravaindigno conversar com prostitutas, funcionários corruptos e inimigos políticos do povo e achava que estes seriam vistos por Deus como pessoas justas bastando para isso que se voltassem para Ele e Lhe pedisse perdão. Jesus acreditava que nós mesmos não podíamos nos redimir de nossos pecados e que nenhuma pessoa era reta aos olhos de Deus. Ele foi um ser humano extraordinário. Soube usar de forma genial a língua de seu tempo e deu a conceitos antigos um sentido novo, extremamente ampliado.
  • 21.
    Tudo isto acrescentadoa sua mensagem radical de redenção dos homens ameaçava tantos interesses e posições de poder que ele acabou sendo crucificado. Para o cristianismo, Jesus foi o único homem justo que viveu e o único que sofreu e morreu por todos os homens.
  • 22.
    Paulo Ainda queeu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
  • 23.
    Alguns dias depoisda crucificação e enterro de Jesus, começaram a surgir boatos sobre sua ressurreição. Pode-se dizer que a Igreja cristã começou naquela manhã de Páscoa. Paulo disse: "Pois se Cristo não ressuscitou, então todo nosso sermão é vão; é vã toda a vossa crença".
  • 24.
  • 25.
    A partir deentão todas as pessoas podiam ter esperança na "ressurreição da carne". Os primeiros cristãos começaram a espalhar a "boa-nova" da redenção pela fé em Cristo. Poucos anos depois da morte de Jesus, o fariseu Paulo se converteu ao cristianismo e suas viagens missionárias pelo mundo greco-romano transformaram o cristianismo numa religião universal.
  • 26.
    O Areópago eraum celebre tribunal de Atenas que funcionava numa colina consagrada a Marte, de onde o seu nome. Solon (594 a.C) aumentou consideravelmente as suas atribuições, e os areopagitas  foram chamados a punir o roubo,a impiedade a imoralidade; a reprimir o luxo, a preguiça, a mendicância; a velar pela educação das crianças e até penetrar no lar doméstico para dele banir a discórdia e assegurar-se da legitimidade dos meios de vida de cada cidadão
  • 27.
    Quando esteve emAtenas, ele fez um discurso do Areópago que falava do Deus que os atenienses desconheciam e isso provocou um choque entre a filosofia grega e a doutrina da redenção cristã. Apesar de tudo, Paulo encontrou nessa cultura um sólido apoio, ao chamar atenção para o fato de que a busca por Deus estava dentro de todos os homens.
  • 28.
    Em Atos dosApóstolos está escrito que depois de seu discurso, foi vítima de zombaria por parte de algumas pessoas, quando estas o ouviram dizer que Cristo havia ressuscitado dos mortos. Mas também houve os que se interessaram pelo assunto. Depois, Paulo prosseguiu em sua tarefa missionária e passadas algumas décadas da morte de Cristo já existiam comunidades cristãs em todas as cidades gregas e romanas mais importantes.
  • 29.
    O Credo Paulonão foi importante para o cristianismo apenas por suas pregações missionárias. Dentro das comunidades cristãs, sua influência era muito grande pois as pessoas também queriam uma orientação espiritual. Pelo fato de o cristianismo não ser a única religião nova daquela época, a Igreja precisava definir claramente a doutrina cristã, a fim de estabelecer seus limites em relação às demais religiões e evitar uma cisão interna.
  • 30.
    Surgiram assim asprimeiras profissões de fé, os primeiros credos que resumiam os princípios ou os dogmas cristãos mais importantes como o que dizia que Jesus havia sido Deus e homem ao mesmo tempo e de forma plena e que realmente tinha padecido na cruz.
  • 31.
  • 32.
    Patrística Período dopensamento cristão que se seguiu à época neotestamentária, e chega até ao começo da Escolástica Representa o pensamento dos Padres da Igreja  os construtores da teologia
  • 33.
  • 34.
    Nasceu em Tagasta,cidade da Numídia, de uma família burguesa, a 13 de novembro do ano 354. Cartago  para aperfeiçoar seus estudos desviou-se moralmente. Caiu em uma profunda sensualidade, que, segundo ele, é uma das maiores conseqüências do pecado original; Tornou-se maniqueísta, que atribuía realidade substancial tanto ao bem como ao mal
  • 35.
    O conhecimento CristianizouPlatão  s eu interesse central: Deus e a alma  os mais importantes e os mais imediatos para a solução integral do problema da vida A certeza da própria existência espiritual
  • 36.
    Conhecimento sensível Ossentidos e o intelecto são fontes de conhecimento. Para a visão sensível além do olho e da coisa, é necessária a luz física
  • 37.
    Conhecimento intelectual  é necessária luz espiritual. Deus  a Verdade  Verbo de Deus  verdades eternas, as idéias, as espécies, os princípios formais das coisas
  • 38.
    família  celibato superior ao matrimônio política  , ele tem uma concepção negativa da função estatal; se não houvesse pecado e os homens fossem todos justos, o Estado seria inútil. propriedade  direito positivo, e não natural. Escravidão  direito natural, mas conseqüência do pecado original, que perturbou a natureza humana, individual e social  natureza humana já é corrompida; pode ser superada sobrenaturalmente, asceticamente, mediante a conformação cristã de quem é escravo e a caridade de quem é amo.
  • 39.
  • 40.
    Sto. Tomás deAquino Nasceu Tomás em 1225, no castelo de Roccasecca, na Campânia, da família feudal dos condes de Aquino.
  • 41.
    O conhecimento CristianizouAristóteles  considera a filosofia como uma disciplina essencialmente teorética, para resolver o problema do mundo. Filosofia distinta da teologia, - não oposta - visto ser o conteúdo da teologia arcano e revelado, o da filosofia evidente e racional.
  • 42.
    Conhecimento Sensível Oobjeto  fora de nós Esta é a impressão, a imagem, a forma do objeto material na alma, isto é, o objeto sem a matéria, imagem mental que o objeto imprime na nossa mente, no nosso intelecto
  • 43.
    Conhecimento inteligível Transcendeo conhecimento sensível O inteligível, o universal, a essência das coisas é contida apenas implicitamente, potencialmente. Inteligível  racionalização, abstração, generalização A forma universal das coisas. A verdade
  • 44.
    Tomás de Aquinoacentuou a diferença entre a Filosofia, que estuda todas as coisas pelas últimas causas através da luz da razão, e a Teologia, ciência de Deus à luz da revelação
  • 45.
    “ Verificamos quealguns seres são mais ou menos verdadeiros, mais ou menos bons, etc. ora, diz-se o mais e o menos de coisas diversas segundo a sua aproximação diferente de um máximo. Existe, pois, alguma coisa que é o mais verdadeiro, o melhor, por conseguinte, o mais ser. Ora, o que é o máximo num gênero é a causa de tudo que pertence a este gênero. Existe, portanto, um ser que é para todos os outros causa de ser, de bondade, de perfeição total, e este ser é Deus:” Summa Teologica
  • 46.
    As Leis Háuma Lei Divina , revelada por Deus aos homens, que consiste nos Dez Mandamentos.
  • 47.
    Há uma Lei Eterna , que é o plano racional de Deus que ordena todo o universo e uma Lei Natural , que é conceituada como a participação da Lei Eterna na criatura racional, ou seja, aquilo que o homem é levado a fazer pela sua natureza racional.
  • 48.
    A LeiPositiva é a lei feita pelo homem, de modo a possibilitar uma vida em sociedade. Esta subordina-se à Lei Natural, não podendo contrariá-la sob pena de se tornar uma lei injusta ; não há a obrigação de obedecer à lei injusta - (Este é o fundamento objetivo e racional da verdadeira objeção de consciência).
  • 49.
    A Justiça consiste na disposição constante da vontade em dar a cada um o que é seu - suum cuique tribuere - e classifica-se como Comutativa, Distributiva e Legal, conforme se faça entre iguais, do soberano para os súbditos e destes para com aquele, respectivamente
  • 50.
    Estado  necessidade natural. O homem é um ser social e precisa de orientações para viver em sociedade. As leis humanas não podem contradizer a lei natural.
  • 51.
    O Direito positivoexiste para que os que são propensos aos vícios e neles se obstinam  impor a ordem pública A função pedagógica das leis humanas Convivência pacífica entre os homens.
  • 52.
    Deus é inexplicávelmas é mais próximo a nós do que nós a nós mesmos
  • 53.
    Imanência de DeusDeus, sendo necessariamente primeiro Princípio, Causa universal, deve estar presente a tudo o que é, e deve mesmo estar mais presente nos seres do que eles em si mesmos, uma vez que eles não existem e não subsistem senão pelo efeito de um contínuo influxo do poder criador.
  • 54.
    A imanência nãodeve ser então imaginada como uma espécie de mistura do Ser divino com as coisas criadas. É necessário concebê-las como um modo de presença espiritual, irredutível às presenças corporais, e por isto mesmo infinitamente mais profunda e mais envolvente.
  • 55.
    A imanência divinanão deve fazer negligenciar a transcendência, quer dizer a absoluta independência de Deus em relação ao mundo, e o soberano domínio de Deus sobre todo o universo
  • 56.
    Transcendência de DeusÉ então necessário preservar-se de representar a transcendência divina como uma exterioridade espacial e material, como se a absoluta distinção de Deus e do mundo implicasse numa justaposição do mundo e de Deus.
  • 57.
    A imanência ea transcendência são dois aspectos igualmente inevitáveis de uma noção de Deus conforme ao que exigem a um tempo a experiência e a razão.