COLÉGIO MILITAR DE CAMPO GRANDE



Assunto:          SÓCRATES


  Disciplina:FILOSOFIA

  Professor:   CUSTÓDIO

  Ano: 1º                    Data: MAR/2012
SÓCRATES
 ( 470-399 a.C.).
• “Ele supõe saber
alguma coisa e não
sabe, enquanto eu, se
não sei, tampouco
suponho saber. Parece
que sou um pouco mais
sábio      que     ele
exatamente por não
supor que saiba o que
não sei” Sócrates
• Nascido em Atenas, Sócrates (470-399 a.C.)
é tradicionalmente considerado um marco
divisor da história da filosofia grega.

• Conta-se que Sócrates fora filho de um
escultor e de uma parteira. Uma dupla
herança que, simbolicamente, o levou a
esculpir uma representação autêntica do
homem, fazendo-o dar à luz suas próprias
idéias.

• Sua intenção era unir o saber ao fazer, a
consciência intelectual à consciência prática ou
moral.
•    Tanto quanto sofistas,
  Sócrates      abandonou
  preocupação           dos
  filósofos pré-socráticos
• em explicar a natureza e
  se     concentrou      na
  problemática           do
  homem.
Embora tenha sido, em sua
época, confundido com os sofistas,
Sócrates travou uma polêmica
profunda com eles, pois procurava
um fundamento último para as
interrogações humanas
 (O que é o bem?
O que é a virtude?
O que é a justiça?)
•   A pergunta fundamental que Sócrates
 tentava responder era: o que é a essência
 do homem?
• Ele respondia dizendo que o homem é a
 sua alma, entendendo-se “alma”, aqui,
 como a sede da razão, o nosso eu
 consciente, que inclui a consciência
 intelectual e a consciência moral, e que,
 portanto, distingue o ser humano de
 todos os outros seres da natureza.
•      O auto
    conhecimento era um
    dos pontos básicos da
    filosofia    socrática.
    “Conhece-te a ti
    mesmo”,          frase
    inscrita no Oráculo de
    Delfos,            era
    recomendação básica
    feita por Sócrates a
    seus discípulos
•       Sua filosofia era desenvolvida
    mediante diálogos críticos com seus
    interlocutores.

• Esses diálogos podem ser divididos
  em dois momentos básicos: a ironia
  e a maiêutica.
• A ironia
•     Na linguagem cotidiana, a palavra ironia tem um
    significado depreciativo, sarcástico ou de zombaria.
• Mas não é esse o sentido da ironia
  socrática. No grego, ironia quer dizer
  “interrogação”.

•      Seu objetivo inicial era demolir, nos
    discípulos, o orgulho, a arrogância e a
    presunção do saber.

• A primeira virtude do sábio é adquirir
  consciência
• da própria ignorância. “Sei que nada sei”,
  dizia Sócrates.
•Nesta fase do diálogo, a
intenção fundamental de
Sócrates       não        era
propriamente destruir o
conteúdo     das    respostas
dadas pelos interlocutores,
mas fazê-lo tomar consciência
profunda de suas próprias
respostas, das conseqüências
que poderiam ser tiradas de
suas reflexões, muitas vezes
repletas de conceitos vagos e
imprecisos.
A maiêutica
• Libertos do orgulho     da
  presunção de que
• tudo sabiam, os discípulos
  podiam então iniciar o
  caminho da reconstrução de
  suas próprias idéias.

•      Nesta segunda fase do
    diálogo, o objetivo de
    Sócrates era ajudar seus
    discípulos conceberem suas
    próprias idéias.
•        Sócrates não dava
    importância à condição
    socioeconômica de seus
    discípulos. O que importava
    eram       as     qualidades
    interiores, psicológicas, de
    cada pessoa.
•        Para a democracia
    ateniense, da qual não
    participava a maioria da
    população (composta de
    escravos, estrangeiros e
    mulheres), Sócrates foi
    considerado subversivo, por
    representar uma ameaça
    social.
No final do processo foi
condenado a beber cicuta
(veneno extraído de uma
planta).
• Diante de seus juízes, Sócrates
• assumiu uma postura viril, altaneira,
  imperturbável, de quem nada teme.
• Permanecia absolutamente em paz com
  sua própria consciência.
• Se alguém lhe perguntasse “Não te
  envergonhas, Sócrates, de ter dedicado a
  vida a uma atividade pela qual te
  condenam à morte?”,
• ele responderia:
•     “estás enganado, se pensas que um
    homem de bem deve ficar pensando,
    ao praticar seus atos, sobre as
    possibilidades de vida e morte.

• O homem de valor moral deve
  considerar apenas, em seus atos, se
  eles são justos ou injustos, corajosos ou
  covardes”.
•     Assim, Sócrates concluiu suas
  últimas palavras:
• “É chegada a hora de partir. Eu para
  a morte; vós para a vida. Quem
  segue melhor rumo? Isso é
  desconhecido de todos, menos da
  divindade.”
• “Alguns filósofos ensinam filosofia,
• enquanto Sócrates viveu a filosofia.”
• A morte de Sócrates, (1787) -David

Sócrates

  • 1.
    COLÉGIO MILITAR DECAMPO GRANDE Assunto: SÓCRATES Disciplina:FILOSOFIA Professor: CUSTÓDIO Ano: 1º Data: MAR/2012
  • 2.
  • 3.
    • “Ele supõesaber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber. Parece que sou um pouco mais sábio que ele exatamente por não supor que saiba o que não sei” Sócrates
  • 4.
    • Nascido emAtenas, Sócrates (470-399 a.C.) é tradicionalmente considerado um marco divisor da história da filosofia grega. • Conta-se que Sócrates fora filho de um escultor e de uma parteira. Uma dupla herança que, simbolicamente, o levou a esculpir uma representação autêntica do homem, fazendo-o dar à luz suas próprias idéias. • Sua intenção era unir o saber ao fazer, a consciência intelectual à consciência prática ou moral.
  • 5.
    Tanto quanto sofistas, Sócrates abandonou preocupação dos filósofos pré-socráticos • em explicar a natureza e se concentrou na problemática do homem.
  • 6.
    Embora tenha sido,em sua época, confundido com os sofistas, Sócrates travou uma polêmica profunda com eles, pois procurava um fundamento último para as interrogações humanas (O que é o bem? O que é a virtude? O que é a justiça?)
  • 7.
    A pergunta fundamental que Sócrates tentava responder era: o que é a essência do homem? • Ele respondia dizendo que o homem é a sua alma, entendendo-se “alma”, aqui, como a sede da razão, o nosso eu consciente, que inclui a consciência intelectual e a consciência moral, e que, portanto, distingue o ser humano de todos os outros seres da natureza.
  • 8.
    O auto conhecimento era um dos pontos básicos da filosofia socrática. “Conhece-te a ti mesmo”, frase inscrita no Oráculo de Delfos, era recomendação básica feita por Sócrates a seus discípulos
  • 9.
    Sua filosofia era desenvolvida mediante diálogos críticos com seus interlocutores. • Esses diálogos podem ser divididos em dois momentos básicos: a ironia e a maiêutica.
  • 10.
    • A ironia • Na linguagem cotidiana, a palavra ironia tem um significado depreciativo, sarcástico ou de zombaria.
  • 11.
    • Mas nãoé esse o sentido da ironia socrática. No grego, ironia quer dizer “interrogação”. • Seu objetivo inicial era demolir, nos discípulos, o orgulho, a arrogância e a presunção do saber. • A primeira virtude do sábio é adquirir consciência • da própria ignorância. “Sei que nada sei”, dizia Sócrates.
  • 12.
    •Nesta fase dodiálogo, a intenção fundamental de Sócrates não era propriamente destruir o conteúdo das respostas dadas pelos interlocutores, mas fazê-lo tomar consciência profunda de suas próprias respostas, das conseqüências que poderiam ser tiradas de suas reflexões, muitas vezes repletas de conceitos vagos e imprecisos.
  • 13.
    A maiêutica • Libertosdo orgulho da presunção de que • tudo sabiam, os discípulos podiam então iniciar o caminho da reconstrução de suas próprias idéias. • Nesta segunda fase do diálogo, o objetivo de Sócrates era ajudar seus discípulos conceberem suas próprias idéias.
  • 14.
    Sócrates não dava importância à condição socioeconômica de seus discípulos. O que importava eram as qualidades interiores, psicológicas, de cada pessoa.
  • 15.
    Para a democracia ateniense, da qual não participava a maioria da população (composta de escravos, estrangeiros e mulheres), Sócrates foi considerado subversivo, por representar uma ameaça social.
  • 16.
    No final doprocesso foi condenado a beber cicuta (veneno extraído de uma planta).
  • 17.
    • Diante deseus juízes, Sócrates • assumiu uma postura viril, altaneira, imperturbável, de quem nada teme. • Permanecia absolutamente em paz com sua própria consciência. • Se alguém lhe perguntasse “Não te envergonhas, Sócrates, de ter dedicado a vida a uma atividade pela qual te condenam à morte?”, • ele responderia:
  • 18.
    “estás enganado, se pensas que um homem de bem deve ficar pensando, ao praticar seus atos, sobre as possibilidades de vida e morte. • O homem de valor moral deve considerar apenas, em seus atos, se eles são justos ou injustos, corajosos ou covardes”.
  • 19.
    Assim, Sócrates concluiu suas últimas palavras: • “É chegada a hora de partir. Eu para a morte; vós para a vida. Quem segue melhor rumo? Isso é desconhecido de todos, menos da divindade.”
  • 20.
    • “Alguns filósofosensinam filosofia, • enquanto Sócrates viveu a filosofia.” • A morte de Sócrates, (1787) -David