SlideShare uma empresa Scribd logo
Entrevista Motivacional
Gabriela Lanzetta Haack
Psicóloga
Entrevista Motivacional
A entrevista motivacional é uma
intervenção
centrada
no
paciente, com o intuito de aumentar a
motivação para a mudança do
comportamento
–
problema,
a
resolução
e
exploração
da
ambivalência,
a
supressão
de
comportamentos disfuncionais e o
desenvolvimento de padrões mais
adaptativos.
Entrevista Motivacional


O objetivo da EM é ajudar a resolver a
ambivalência e colocar a pessoa em
movimento no caminho da mudança.

É uma maneira de estar com os
pacientes
 Impulso motivacional breve
 Cria “abertura para a mudança”,
“desperta” a pessoa, dá a partida no
processo de mudança

Entrevista Motivacional
Desenvolvida no início dos anos 80
para contribuir com a mudança de
comportamento de bebedores de
álcool.
 Pode
ser associada a outras
abordagens teóricas (ex.: prevenção à
recaída) e adaptada para diferentes
ambientes de tratamento
 Todos os profissionais da área da
saúde podem ser treinados para

Características da EM
Busca identificar e mobilizar os
valores e objetivos intrínsicos do
paciente para, a partir destes,
estimular
uma
mudança
de
comportamento
 A mudança é evocada no paciente,
nunca imposta de fora (a mudança
vem de dentro).
 Terapeuta tem papel não autoritário

Características da EM
Resistência e negação fazem parte
do processo de mudança, sendo
consideradas um sinal de que a
estratégia motivacional não está
funcionando e deve ser modificada
 Relação terapeuta-paciente é de
parceria e respeito pela autonomia do
usuário

Cinco princípios gerais da EM

Expressar empatia
2. Desenvolver a
discrepância
3. Evitar a argumentação
4. Acompanhar a resistência
5. Promover a auto eficácia
1.
Expressar empatia
Aceitação empática
 Escuta reflexiva habilidosa
 Terapeuta busca compreender os
sentimentos e as perspectivas do
paciente sem julgar, criticar ou culpar
 Aceitar não é concordar!!!!
 Aceitar as pessoas como elas são as
liberta para o processo de mudança

Expressar empatia


Aceitação empática constrói aliança
terapêutica e estimula a auto estima

Então:

A aceitação facilita a
mudança
A escuta reflexiva habilidosa
é fundamental
A ambivalência é normal
Desenvolver a discrepância


Criar e ampliar, na mente do paciente,
uma discrepância entre o
comportamento presente e as metas
mais amplas
◦ Discrepância entre “onde se está” e “onde
se quer chegar”

• Quando um comportamento é visto
como conflitante com metas pessoais
importantes, como a saúde, sucesso,
felicidade da família, é provável que a
mudança aconteça


Ambivalência: conflito de
aproximação/evitação

Quando a EM é bem sucedida, ela
muda as percepções do paciente sem
criar uma sensação de pressão ou
coerção
Então:
A conscientização das consequências é


importante
A discrepância entre o comportamento
presente e as metas importantes motivará a
mudança
O paciente deve apresentar os argumentos
Evitar a argumentação
O terapeuta evita argumentação e
confrontos diretos
 Evita abordagens que gerem
resistência
 Não é necessário se preocupar com
rótulos diagnósticos é
A argumentação
Então:contraproducente


Defender gera atitudes de defesa
A resistência é um sinal para a
mudança de estratégia
A rotulação é desnecessária
Acompanhar a resistência
O

problema é decisão do
paciente
 A relutância e a ambivalência não
são
combatidas,
mas
sim
reconhecidas como naturais e
compreensíveis pelo terapeuta.
 Acompanhar a resistência permite
incluir o paciente ativamente no
processo de solução do problema
Acompanhar a resistência
Então:

A força pode ser usada em
beneficio próprio
As percepções podem ser
alteradas
Novas perspectivas são
oferecidas, mas não impostas
O paciente é um recurso valioso
na busca de soluções para os
Promover a auto-eficácia
Crença de uma pessoa na sua
capacidade de realizar e ter sucesso
em uma tarefa específica
 Elemento chave na motivação para a
mudança
 “esperança de mudança”
 Aumentar as percepções do paciente
quanto à sua capacidade de enfrentar
obstáculos e de ter êxito na mudança

Promover a auto-eficácia
Ênfase na responsabilidade pessoal
 “você é capaz de fazer isso”
 “se você quiser, eu posso ajudá-lo a
modificar-se”
 Importante: depoimento de pessoas
que tiveram sucesso no tratamento
Então: A crença na possibilidade de mudança


é um motivador importante
O paciente é responsável por decidir e
realizar mudanças pessoais
Há esperança na gama de abordagens
disponíveis
Metodologia da EM

P perguntas abertas
A afirmar – reforço positivo

R refletir

R resumir
Entrevista Motivacional
 Técnica

não confrontativa
 Estratégias para lidar com a
resistência e ambivalência
 Crítica
ao modelo moral e
baseado na empatia
 Profecia auto-realizável
 Toda
mudança
passa
por
estágios motivacionais
Modelo de Mudança (Prochaska &
DiClemente,1984)
Mudança de comportamento é um processo (envolve alguns estágios)
A motivação está relacionada ao estágio em que se encontra o indivíduo:
Espiral da mudança
Pré contemplação
Não está consciente que seu
comportamento
está
causando
problemas
 Acredita
estar
imune
as
consequências adversas
 Resiste ou nega as consequências
trazidas por seu comportamento
 Não respondem a conselhos de
mudança Estratégia:
 Resistentes a qualquer orientação
fornecer informações para encorajá

los
para a mudança
Contemplação





Ambivalência em relação ao consumo
Percebem coisas boas e menos boas
Reconhece o problema, cogita a necessidade de
mudar, mas também valoriza os efeitos positivos da
droga e o quanto gosta e precisa dela.

Estratégias:
oAjudar o paciente a reconhecer sua
força e habilidade de mudança
oSugerir estratégias para parar ou
diminuir (menu de opções)
Preparação
Reconhece o problema, mas se sente
incapaz de resolvê-lo sozinho e pede
ajuda
 Fase passageira, momento do
encaminhamento

Ação
•
•

Interrompe o consumo e começa o tratamento.
Ambivalência presente durante todo o processo.

Estratégias:

Estimular a percepção de que seus
problemas têm solução
o Estimular a crença na capacidade de
mudar
o Negociar objetivos e metas para a
mudança
o Sugerir estratégias para a mudança
o Ajudar a identificar situações de risco e
desenvolver plano de ação
o
Manutenção




Estágio mais difícil
Reorganização do estilo de vida
Sempre colocada em xeque pela ambivalência

Estratégias:

Prevenção à recaída
o Ter consciência da possibilidade da
recaída
o (com a recaída eles voltam a um dos
estágios anteriores)
o Realizar a mudança passo a passo
o
Recaída
Lapso: retorno pontual ao consumo
dentro
de
uma
situação
de
abstinência
 Recaída: retorno ao consumo após
um
período
considerável
de
abstinência.


 Não é voltar à estaca zero!!!!
 Aprender com os erros para evitar
recaídas futuras
Referências bibliográficas:
Diehl, A., Cordeiro, D., Laranjeira,
Ronaldo. Dependência química:
prevenção, tratamento e políticas
públicas. Porto Alegre: Artmed, 2011.
Miller, W. R. e Rollnick, S. Entrevista
motivacional: preparando as pessoas
para a mudança de comportamentos
aditivos. Porto Alegre: Artmed, 2001.
Ribeiro, M e Laranjeira, R. O tratamento
do usuário de crack. 2.ed. Porto Alegre:
Artmed, 2012.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

A Baixa Auto Estima No Cotidiano
A Baixa Auto Estima No CotidianoA Baixa Auto Estima No Cotidiano
A Baixa Auto Estima No Cotidiano
Thiago de Almeida
 
Trabalhando com os pensamentos automáticos
Trabalhando com os pensamentos automáticosTrabalhando com os pensamentos automáticos
Trabalhando com os pensamentos automáticos
Sarah Karenina
 
O Que são Crenças Limitantes
O Que são Crenças LimitantesO Que são Crenças Limitantes
O Que são Crenças Limitantes
Getulio Chaves
 
Emoções
EmoçõesEmoções
Emoções
Antonino Silva
 
Dicas para a saúde emocional
Dicas para a saúde emocionalDicas para a saúde emocional
Dicas para a saúde emocional
Bruno Carrasco
 
Inteligencia emocional no trabalho
Inteligencia emocional no trabalhoInteligencia emocional no trabalho
Inteligencia emocional no trabalho
Celso Stumpo de Oliveira
 
Auto-motivação auto-estima e desenvolvimento pessoal
Auto-motivação auto-estima e desenvolvimento pessoalAuto-motivação auto-estima e desenvolvimento pessoal
Auto-motivação auto-estima e desenvolvimento pessoal
Cursos Profissionalizantes
 
Inteligência emocional as 5 chaves fundamentais
Inteligência emocional   as 5 chaves fundamentaisInteligência emocional   as 5 chaves fundamentais
Inteligência emocional as 5 chaves fundamentais
Manuela Selas
 
O grupo e a psicoeducação
O grupo e a psicoeducaçãoO grupo e a psicoeducação
Dicas para melhorar o relacionamento interpessoal
Dicas para melhorar o relacionamento interpessoalDicas para melhorar o relacionamento interpessoal
Dicas para melhorar o relacionamento interpessoal
Karol Oliveira
 
Habilidades sociais
Habilidades sociaisHabilidades sociais
Habilidades sociais
Edith Andrade
 
PALESTRA : A energia transformadora do autoconhecimento e da auto estima -fai
PALESTRA : A energia transformadora do autoconhecimento e da auto estima -faiPALESTRA : A energia transformadora do autoconhecimento e da auto estima -fai
PALESTRA : A energia transformadora do autoconhecimento e da auto estima -fai
Edson Salgado Ávella
 
Como lidar com_mudancas_e_enfretar_desafios
Como lidar com_mudancas_e_enfretar_desafiosComo lidar com_mudancas_e_enfretar_desafios
Como lidar com_mudancas_e_enfretar_desafios
Luzirene Santos Vanderley
 
Guia prevencao suicidio
Guia prevencao suicidioGuia prevencao suicidio
Guia prevencao suicidio
Denise Pacheco
 
Inteligência Emocional
Inteligência EmocionalInteligência Emocional
Inteligência Emocional
profcarlosreis
 
Mitos e verdades - setembro amarelo
Mitos e verdades  -  setembro amareloMitos e verdades  -  setembro amarelo
Mitos e verdades - setembro amarelo
Ministério Público de Santa Catarina
 
assertividade
assertividadeassertividade
assertividade
Cátia Elias
 
Principais técnicas cognitivo
Principais técnicas cognitivoPrincipais técnicas cognitivo
Principais técnicas cognitivo
Luiz Herminio Lagoa Santa
 
Relacionamento Interpessoal no Ambiente de Trabalho
Relacionamento Interpessoal no Ambiente de TrabalhoRelacionamento Interpessoal no Ambiente de Trabalho
Relacionamento Interpessoal no Ambiente de Trabalho
Luis Paulo Barros
 
Saúde Mental
Saúde MentalSaúde Mental
Saúde Mental
Rosemar Prota
 

Mais procurados (20)

A Baixa Auto Estima No Cotidiano
A Baixa Auto Estima No CotidianoA Baixa Auto Estima No Cotidiano
A Baixa Auto Estima No Cotidiano
 
Trabalhando com os pensamentos automáticos
Trabalhando com os pensamentos automáticosTrabalhando com os pensamentos automáticos
Trabalhando com os pensamentos automáticos
 
O Que são Crenças Limitantes
O Que são Crenças LimitantesO Que são Crenças Limitantes
O Que são Crenças Limitantes
 
Emoções
EmoçõesEmoções
Emoções
 
Dicas para a saúde emocional
Dicas para a saúde emocionalDicas para a saúde emocional
Dicas para a saúde emocional
 
Inteligencia emocional no trabalho
Inteligencia emocional no trabalhoInteligencia emocional no trabalho
Inteligencia emocional no trabalho
 
Auto-motivação auto-estima e desenvolvimento pessoal
Auto-motivação auto-estima e desenvolvimento pessoalAuto-motivação auto-estima e desenvolvimento pessoal
Auto-motivação auto-estima e desenvolvimento pessoal
 
Inteligência emocional as 5 chaves fundamentais
Inteligência emocional   as 5 chaves fundamentaisInteligência emocional   as 5 chaves fundamentais
Inteligência emocional as 5 chaves fundamentais
 
O grupo e a psicoeducação
O grupo e a psicoeducaçãoO grupo e a psicoeducação
O grupo e a psicoeducação
 
Dicas para melhorar o relacionamento interpessoal
Dicas para melhorar o relacionamento interpessoalDicas para melhorar o relacionamento interpessoal
Dicas para melhorar o relacionamento interpessoal
 
Habilidades sociais
Habilidades sociaisHabilidades sociais
Habilidades sociais
 
PALESTRA : A energia transformadora do autoconhecimento e da auto estima -fai
PALESTRA : A energia transformadora do autoconhecimento e da auto estima -faiPALESTRA : A energia transformadora do autoconhecimento e da auto estima -fai
PALESTRA : A energia transformadora do autoconhecimento e da auto estima -fai
 
Como lidar com_mudancas_e_enfretar_desafios
Como lidar com_mudancas_e_enfretar_desafiosComo lidar com_mudancas_e_enfretar_desafios
Como lidar com_mudancas_e_enfretar_desafios
 
Guia prevencao suicidio
Guia prevencao suicidioGuia prevencao suicidio
Guia prevencao suicidio
 
Inteligência Emocional
Inteligência EmocionalInteligência Emocional
Inteligência Emocional
 
Mitos e verdades - setembro amarelo
Mitos e verdades  -  setembro amareloMitos e verdades  -  setembro amarelo
Mitos e verdades - setembro amarelo
 
assertividade
assertividadeassertividade
assertividade
 
Principais técnicas cognitivo
Principais técnicas cognitivoPrincipais técnicas cognitivo
Principais técnicas cognitivo
 
Relacionamento Interpessoal no Ambiente de Trabalho
Relacionamento Interpessoal no Ambiente de TrabalhoRelacionamento Interpessoal no Ambiente de Trabalho
Relacionamento Interpessoal no Ambiente de Trabalho
 
Saúde Mental
Saúde MentalSaúde Mental
Saúde Mental
 

Destaque

Como as pessoas mudam? Modelo transteórico(Prochaska e Di Clemente)
Como as pessoas mudam? Modelo transteórico(Prochaska e Di Clemente)Como as pessoas mudam? Modelo transteórico(Prochaska e Di Clemente)
Como as pessoas mudam? Modelo transteórico(Prochaska e Di Clemente)
Marcelo da Rocha Carvalho
 
O LaçO E O AbraçO
O LaçO E O AbraçOO LaçO E O AbraçO
O LaçO E O AbraçO
JNR
 
Samuel_Modelo_transteórico
Samuel_Modelo_transteóricoSamuel_Modelo_transteórico
Samuel_Modelo_transteórico
comunidadedepraticas
 
Samuel_Diario_alimentar
Samuel_Diario_alimentarSamuel_Diario_alimentar
Samuel_Diario_alimentar
comunidadedepraticas
 
Jogos Educativos para sala de aula
Jogos Educativos para sala de aulaJogos Educativos para sala de aula
Jogos Educativos para sala de aula
Cursos Profissionalizantes
 
10 dinâmicas divertidas e envolventes
10 dinâmicas divertidas e envolventes10 dinâmicas divertidas e envolventes
10 dinâmicas divertidas e envolventes
Seduc MT
 
Brincadeiras para Sala de Aula
Brincadeiras para Sala de AulaBrincadeiras para Sala de Aula
Brincadeiras para Sala de Aula
Instituto SOS Professor
 

Destaque (7)

Como as pessoas mudam? Modelo transteórico(Prochaska e Di Clemente)
Como as pessoas mudam? Modelo transteórico(Prochaska e Di Clemente)Como as pessoas mudam? Modelo transteórico(Prochaska e Di Clemente)
Como as pessoas mudam? Modelo transteórico(Prochaska e Di Clemente)
 
O LaçO E O AbraçO
O LaçO E O AbraçOO LaçO E O AbraçO
O LaçO E O AbraçO
 
Samuel_Modelo_transteórico
Samuel_Modelo_transteóricoSamuel_Modelo_transteórico
Samuel_Modelo_transteórico
 
Samuel_Diario_alimentar
Samuel_Diario_alimentarSamuel_Diario_alimentar
Samuel_Diario_alimentar
 
Jogos Educativos para sala de aula
Jogos Educativos para sala de aulaJogos Educativos para sala de aula
Jogos Educativos para sala de aula
 
10 dinâmicas divertidas e envolventes
10 dinâmicas divertidas e envolventes10 dinâmicas divertidas e envolventes
10 dinâmicas divertidas e envolventes
 
Brincadeiras para Sala de Aula
Brincadeiras para Sala de AulaBrincadeiras para Sala de Aula
Brincadeiras para Sala de Aula
 

Semelhante a Entrevista motivacional

1731 - Dias, Ruth Borges:Diretrizes quanto à mudança de comportamento - A ent...
1731 - Dias, Ruth Borges:Diretrizes quanto à mudança de comportamento - A ent...1731 - Dias, Ruth Borges:Diretrizes quanto à mudança de comportamento - A ent...
1731 - Dias, Ruth Borges:Diretrizes quanto à mudança de comportamento - A ent...
Flora Couto
 
Alves: Entrevista motivacional
Alves: Entrevista motivacionalAlves: Entrevista motivacional
Alves: Entrevista motivacional
Flora Couto
 
M2.d2.a7.s entrevista motivacional editado
M2.d2.a7.s entrevista motivacional editadoM2.d2.a7.s entrevista motivacional editado
M2.d2.a7.s entrevista motivacional editado
Inaiara Bragante
 
2016 1 ebm_fundamentação teórica_1
2016 1 ebm_fundamentação teórica_12016 1 ebm_fundamentação teórica_1
2016 1 ebm_fundamentação teórica_1
Flora Couto
 
A entrevista. motivacional. e intervenção. breves
A entrevista. motivacional. e intervenção. brevesA entrevista. motivacional. e intervenção. breves
A entrevista. motivacional. e intervenção. breves
tania m f contrim
 
2022_Aula 5_Escuta ativa motivacional_ENTREVISTA MOTIVACIONAL.pptx (1).pdf
2022_Aula 5_Escuta ativa motivacional_ENTREVISTA MOTIVACIONAL.pptx (1).pdf2022_Aula 5_Escuta ativa motivacional_ENTREVISTA MOTIVACIONAL.pptx (1).pdf
2022_Aula 5_Escuta ativa motivacional_ENTREVISTA MOTIVACIONAL.pptx (1).pdf
sandreliOliver
 
Clínica para Dependentes
Clínica para DependentesClínica para Dependentes
Clínica para Dependentes
Grupo Recanto
 
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mentalO Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
Aroldo Gavioli
 
Apresentacao tecnica 5_as
Apresentacao tecnica 5_asApresentacao tecnica 5_as
Apresentacao tecnica 5_as
Fernanda Marcolino
 
Dependência química tratamento mini curso
Dependência química tratamento mini cursoDependência química tratamento mini curso
Dependência química tratamento mini curso
Gabriela Haack
 
Tecnica_5As_U3M1
Tecnica_5As_U3M1Tecnica_5As_U3M1
Tecnica_5As_U3M1
comunidadedepraticas
 
Jungerman & Laranjeira: Entrevista motivacional - bases teóricas e práticas
Jungerman & Laranjeira: Entrevista motivacional - bases teóricas e práticasJungerman & Laranjeira: Entrevista motivacional - bases teóricas e práticas
Jungerman & Laranjeira: Entrevista motivacional - bases teóricas e práticas
Flora Couto
 
Clinica de reabilitação teste
Clinica de reabilitação testeClinica de reabilitação teste
Clinica de reabilitação teste
aprendaexiboo
 
Joana_Autocuidado
Joana_AutocuidadoJoana_Autocuidado
Joana_Autocuidado
comunidadedepraticas
 
Jose_Clemente_Aconselhamento
Jose_Clemente_AconselhamentoJose_Clemente_Aconselhamento
Jose_Clemente_Aconselhamento
comunidadedepraticas
 
Abordagens Tratamento das Drogas.ppt
Abordagens Tratamento das Drogas.pptAbordagens Tratamento das Drogas.ppt
Abordagens Tratamento das Drogas.ppt
AntnioMalvarMartinsN1
 
Joana_Entrevista_motivacional
Joana_Entrevista_motivacionalJoana_Entrevista_motivacional
Joana_Entrevista_motivacional
comunidadedepraticas
 
Como motivar usuarios de risco
Como motivar usuarios de riscoComo motivar usuarios de risco
Como motivar usuarios de risco
Flora Couto
 
Palestra positivo
Palestra positivoPalestra positivo
Palestra positivo
Dra. Cleuza Canan
 
Autocuidado Apoiado
Autocuidado ApoiadoAutocuidado Apoiado

Semelhante a Entrevista motivacional (20)

1731 - Dias, Ruth Borges:Diretrizes quanto à mudança de comportamento - A ent...
1731 - Dias, Ruth Borges:Diretrizes quanto à mudança de comportamento - A ent...1731 - Dias, Ruth Borges:Diretrizes quanto à mudança de comportamento - A ent...
1731 - Dias, Ruth Borges:Diretrizes quanto à mudança de comportamento - A ent...
 
Alves: Entrevista motivacional
Alves: Entrevista motivacionalAlves: Entrevista motivacional
Alves: Entrevista motivacional
 
M2.d2.a7.s entrevista motivacional editado
M2.d2.a7.s entrevista motivacional editadoM2.d2.a7.s entrevista motivacional editado
M2.d2.a7.s entrevista motivacional editado
 
2016 1 ebm_fundamentação teórica_1
2016 1 ebm_fundamentação teórica_12016 1 ebm_fundamentação teórica_1
2016 1 ebm_fundamentação teórica_1
 
A entrevista. motivacional. e intervenção. breves
A entrevista. motivacional. e intervenção. brevesA entrevista. motivacional. e intervenção. breves
A entrevista. motivacional. e intervenção. breves
 
2022_Aula 5_Escuta ativa motivacional_ENTREVISTA MOTIVACIONAL.pptx (1).pdf
2022_Aula 5_Escuta ativa motivacional_ENTREVISTA MOTIVACIONAL.pptx (1).pdf2022_Aula 5_Escuta ativa motivacional_ENTREVISTA MOTIVACIONAL.pptx (1).pdf
2022_Aula 5_Escuta ativa motivacional_ENTREVISTA MOTIVACIONAL.pptx (1).pdf
 
Clínica para Dependentes
Clínica para DependentesClínica para Dependentes
Clínica para Dependentes
 
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mentalO Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
 
Apresentacao tecnica 5_as
Apresentacao tecnica 5_asApresentacao tecnica 5_as
Apresentacao tecnica 5_as
 
Dependência química tratamento mini curso
Dependência química tratamento mini cursoDependência química tratamento mini curso
Dependência química tratamento mini curso
 
Tecnica_5As_U3M1
Tecnica_5As_U3M1Tecnica_5As_U3M1
Tecnica_5As_U3M1
 
Jungerman & Laranjeira: Entrevista motivacional - bases teóricas e práticas
Jungerman & Laranjeira: Entrevista motivacional - bases teóricas e práticasJungerman & Laranjeira: Entrevista motivacional - bases teóricas e práticas
Jungerman & Laranjeira: Entrevista motivacional - bases teóricas e práticas
 
Clinica de reabilitação teste
Clinica de reabilitação testeClinica de reabilitação teste
Clinica de reabilitação teste
 
Joana_Autocuidado
Joana_AutocuidadoJoana_Autocuidado
Joana_Autocuidado
 
Jose_Clemente_Aconselhamento
Jose_Clemente_AconselhamentoJose_Clemente_Aconselhamento
Jose_Clemente_Aconselhamento
 
Abordagens Tratamento das Drogas.ppt
Abordagens Tratamento das Drogas.pptAbordagens Tratamento das Drogas.ppt
Abordagens Tratamento das Drogas.ppt
 
Joana_Entrevista_motivacional
Joana_Entrevista_motivacionalJoana_Entrevista_motivacional
Joana_Entrevista_motivacional
 
Como motivar usuarios de risco
Como motivar usuarios de riscoComo motivar usuarios de risco
Como motivar usuarios de risco
 
Palestra positivo
Palestra positivoPalestra positivo
Palestra positivo
 
Autocuidado Apoiado
Autocuidado ApoiadoAutocuidado Apoiado
Autocuidado Apoiado
 

Mais de Gabriela Haack

Programa de Redução de Danos da cidade de Pelotas, RS
Programa de Redução de Danos  da cidade de Pelotas, RSPrograma de Redução de Danos  da cidade de Pelotas, RS
Programa de Redução de Danos da cidade de Pelotas, RS
Gabriela Haack
 
Urgência e emergência em álcool e outras drogas
Urgência e emergência em álcool e outras drogasUrgência e emergência em álcool e outras drogas
Urgência e emergência em álcool e outras drogas
Gabriela Haack
 
Uma dose de história: uma introdução à história das drogas e o contexto atual
Uma dose de história: uma introdução à história das drogas e o contexto atualUma dose de história: uma introdução à história das drogas e o contexto atual
Uma dose de história: uma introdução à história das drogas e o contexto atual
Gabriela Haack
 
Álcool
ÁlcoolÁlcool
Ad cuidado out 13
Ad cuidado out 13Ad cuidado out 13
Ad cuidado out 13
Gabriela Haack
 
O hóspede
O hóspedeO hóspede
O hóspede
Gabriela Haack
 
Psicanálise e drogas gabriela
Psicanálise e drogas gabrielaPsicanálise e drogas gabriela
Psicanálise e drogas gabriela
Gabriela Haack
 
Cocaína mini curso
Cocaína mini cursoCocaína mini curso
Cocaína mini curso
Gabriela Haack
 
áLcool mini curso
áLcool mini cursoáLcool mini curso
áLcool mini curso
Gabriela Haack
 
Avaliação inicial
Avaliação inicialAvaliação inicial
Avaliação inicial
Gabriela Haack
 
Dependência química comorbidades gabriela
Dependência química comorbidades gabrielaDependência química comorbidades gabriela
Dependência química comorbidades gabriela
Gabriela Haack
 
Dependência química conceitos
Dependência química conceitosDependência química conceitos
Dependência química conceitos
Gabriela Haack
 
Maconha mini curso
Maconha mini cursoMaconha mini curso
Maconha mini curso
Gabriela Haack
 
Uma dose de história
Uma dose de históriaUma dose de história
Uma dose de história
Gabriela Haack
 
Ad ponto leit nov11
Ad ponto leit nov11Ad ponto leit nov11
Ad ponto leit nov11
Gabriela Haack
 
Acolhimento e vinculo
Acolhimento e vinculoAcolhimento e vinculo
Acolhimento e vinculo
Gabriela Haack
 
Drogas educação e prevenção
Drogas educação e prevençãoDrogas educação e prevenção
Drogas educação e prevenção
Gabriela Haack
 
A dcionando vidas_setembro12
A dcionando vidas_setembro12A dcionando vidas_setembro12
A dcionando vidas_setembro12
Gabriela Haack
 
Drogas
DrogasDrogas

Mais de Gabriela Haack (19)

Programa de Redução de Danos da cidade de Pelotas, RS
Programa de Redução de Danos  da cidade de Pelotas, RSPrograma de Redução de Danos  da cidade de Pelotas, RS
Programa de Redução de Danos da cidade de Pelotas, RS
 
Urgência e emergência em álcool e outras drogas
Urgência e emergência em álcool e outras drogasUrgência e emergência em álcool e outras drogas
Urgência e emergência em álcool e outras drogas
 
Uma dose de história: uma introdução à história das drogas e o contexto atual
Uma dose de história: uma introdução à história das drogas e o contexto atualUma dose de história: uma introdução à história das drogas e o contexto atual
Uma dose de história: uma introdução à história das drogas e o contexto atual
 
Álcool
ÁlcoolÁlcool
Álcool
 
Ad cuidado out 13
Ad cuidado out 13Ad cuidado out 13
Ad cuidado out 13
 
O hóspede
O hóspedeO hóspede
O hóspede
 
Psicanálise e drogas gabriela
Psicanálise e drogas gabrielaPsicanálise e drogas gabriela
Psicanálise e drogas gabriela
 
Cocaína mini curso
Cocaína mini cursoCocaína mini curso
Cocaína mini curso
 
áLcool mini curso
áLcool mini cursoáLcool mini curso
áLcool mini curso
 
Avaliação inicial
Avaliação inicialAvaliação inicial
Avaliação inicial
 
Dependência química comorbidades gabriela
Dependência química comorbidades gabrielaDependência química comorbidades gabriela
Dependência química comorbidades gabriela
 
Dependência química conceitos
Dependência química conceitosDependência química conceitos
Dependência química conceitos
 
Maconha mini curso
Maconha mini cursoMaconha mini curso
Maconha mini curso
 
Uma dose de história
Uma dose de históriaUma dose de história
Uma dose de história
 
Ad ponto leit nov11
Ad ponto leit nov11Ad ponto leit nov11
Ad ponto leit nov11
 
Acolhimento e vinculo
Acolhimento e vinculoAcolhimento e vinculo
Acolhimento e vinculo
 
Drogas educação e prevenção
Drogas educação e prevençãoDrogas educação e prevenção
Drogas educação e prevenção
 
A dcionando vidas_setembro12
A dcionando vidas_setembro12A dcionando vidas_setembro12
A dcionando vidas_setembro12
 
Drogas
DrogasDrogas
Drogas
 

Entrevista motivacional

  • 2. Entrevista Motivacional A entrevista motivacional é uma intervenção centrada no paciente, com o intuito de aumentar a motivação para a mudança do comportamento – problema, a resolução e exploração da ambivalência, a supressão de comportamentos disfuncionais e o desenvolvimento de padrões mais adaptativos.
  • 3.
  • 4. Entrevista Motivacional  O objetivo da EM é ajudar a resolver a ambivalência e colocar a pessoa em movimento no caminho da mudança. É uma maneira de estar com os pacientes  Impulso motivacional breve  Cria “abertura para a mudança”, “desperta” a pessoa, dá a partida no processo de mudança 
  • 5. Entrevista Motivacional Desenvolvida no início dos anos 80 para contribuir com a mudança de comportamento de bebedores de álcool.  Pode ser associada a outras abordagens teóricas (ex.: prevenção à recaída) e adaptada para diferentes ambientes de tratamento  Todos os profissionais da área da saúde podem ser treinados para 
  • 6. Características da EM Busca identificar e mobilizar os valores e objetivos intrínsicos do paciente para, a partir destes, estimular uma mudança de comportamento  A mudança é evocada no paciente, nunca imposta de fora (a mudança vem de dentro).  Terapeuta tem papel não autoritário 
  • 7. Características da EM Resistência e negação fazem parte do processo de mudança, sendo consideradas um sinal de que a estratégia motivacional não está funcionando e deve ser modificada  Relação terapeuta-paciente é de parceria e respeito pela autonomia do usuário 
  • 8. Cinco princípios gerais da EM Expressar empatia 2. Desenvolver a discrepância 3. Evitar a argumentação 4. Acompanhar a resistência 5. Promover a auto eficácia 1.
  • 9. Expressar empatia Aceitação empática  Escuta reflexiva habilidosa  Terapeuta busca compreender os sentimentos e as perspectivas do paciente sem julgar, criticar ou culpar  Aceitar não é concordar!!!!  Aceitar as pessoas como elas são as liberta para o processo de mudança 
  • 10. Expressar empatia  Aceitação empática constrói aliança terapêutica e estimula a auto estima Então: A aceitação facilita a mudança A escuta reflexiva habilidosa é fundamental A ambivalência é normal
  • 11. Desenvolver a discrepância  Criar e ampliar, na mente do paciente, uma discrepância entre o comportamento presente e as metas mais amplas ◦ Discrepância entre “onde se está” e “onde se quer chegar” • Quando um comportamento é visto como conflitante com metas pessoais importantes, como a saúde, sucesso, felicidade da família, é provável que a mudança aconteça
  • 12.  Ambivalência: conflito de aproximação/evitação Quando a EM é bem sucedida, ela muda as percepções do paciente sem criar uma sensação de pressão ou coerção Então: A conscientização das consequências é  importante A discrepância entre o comportamento presente e as metas importantes motivará a mudança O paciente deve apresentar os argumentos
  • 13. Evitar a argumentação O terapeuta evita argumentação e confrontos diretos  Evita abordagens que gerem resistência  Não é necessário se preocupar com rótulos diagnósticos é A argumentação Então:contraproducente  Defender gera atitudes de defesa A resistência é um sinal para a mudança de estratégia A rotulação é desnecessária
  • 14. Acompanhar a resistência O problema é decisão do paciente  A relutância e a ambivalência não são combatidas, mas sim reconhecidas como naturais e compreensíveis pelo terapeuta.  Acompanhar a resistência permite incluir o paciente ativamente no processo de solução do problema
  • 15. Acompanhar a resistência Então: A força pode ser usada em beneficio próprio As percepções podem ser alteradas Novas perspectivas são oferecidas, mas não impostas O paciente é um recurso valioso na busca de soluções para os
  • 16. Promover a auto-eficácia Crença de uma pessoa na sua capacidade de realizar e ter sucesso em uma tarefa específica  Elemento chave na motivação para a mudança  “esperança de mudança”  Aumentar as percepções do paciente quanto à sua capacidade de enfrentar obstáculos e de ter êxito na mudança 
  • 17. Promover a auto-eficácia Ênfase na responsabilidade pessoal  “você é capaz de fazer isso”  “se você quiser, eu posso ajudá-lo a modificar-se”  Importante: depoimento de pessoas que tiveram sucesso no tratamento Então: A crença na possibilidade de mudança  é um motivador importante O paciente é responsável por decidir e realizar mudanças pessoais Há esperança na gama de abordagens disponíveis
  • 18. Metodologia da EM P perguntas abertas A afirmar – reforço positivo R refletir R resumir
  • 19. Entrevista Motivacional  Técnica não confrontativa  Estratégias para lidar com a resistência e ambivalência  Crítica ao modelo moral e baseado na empatia  Profecia auto-realizável  Toda mudança passa por estágios motivacionais
  • 20. Modelo de Mudança (Prochaska & DiClemente,1984) Mudança de comportamento é um processo (envolve alguns estágios) A motivação está relacionada ao estágio em que se encontra o indivíduo:
  • 22. Pré contemplação Não está consciente que seu comportamento está causando problemas  Acredita estar imune as consequências adversas  Resiste ou nega as consequências trazidas por seu comportamento  Não respondem a conselhos de mudança Estratégia:  Resistentes a qualquer orientação fornecer informações para encorajá los para a mudança
  • 23. Contemplação    Ambivalência em relação ao consumo Percebem coisas boas e menos boas Reconhece o problema, cogita a necessidade de mudar, mas também valoriza os efeitos positivos da droga e o quanto gosta e precisa dela. Estratégias: oAjudar o paciente a reconhecer sua força e habilidade de mudança oSugerir estratégias para parar ou diminuir (menu de opções)
  • 24. Preparação Reconhece o problema, mas se sente incapaz de resolvê-lo sozinho e pede ajuda  Fase passageira, momento do encaminhamento 
  • 25. Ação • • Interrompe o consumo e começa o tratamento. Ambivalência presente durante todo o processo. Estratégias: Estimular a percepção de que seus problemas têm solução o Estimular a crença na capacidade de mudar o Negociar objetivos e metas para a mudança o Sugerir estratégias para a mudança o Ajudar a identificar situações de risco e desenvolver plano de ação o
  • 26. Manutenção    Estágio mais difícil Reorganização do estilo de vida Sempre colocada em xeque pela ambivalência Estratégias: Prevenção à recaída o Ter consciência da possibilidade da recaída o (com a recaída eles voltam a um dos estágios anteriores) o Realizar a mudança passo a passo o
  • 27. Recaída Lapso: retorno pontual ao consumo dentro de uma situação de abstinência  Recaída: retorno ao consumo após um período considerável de abstinência.   Não é voltar à estaca zero!!!!  Aprender com os erros para evitar recaídas futuras
  • 28.
  • 29. Referências bibliográficas: Diehl, A., Cordeiro, D., Laranjeira, Ronaldo. Dependência química: prevenção, tratamento e políticas públicas. Porto Alegre: Artmed, 2011. Miller, W. R. e Rollnick, S. Entrevista motivacional: preparando as pessoas para a mudança de comportamentos aditivos. Porto Alegre: Artmed, 2001. Ribeiro, M e Laranjeira, R. O tratamento do usuário de crack. 2.ed. Porto Alegre: Artmed, 2012.