Samuel_Diario_alimentar

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  1. 1. Avaliação do Consumo Alimentar Avaliando a Alimentação do Sr. Samuel
  2. 2. Avaliação do consumo alimentar • Orientação de alimentação saudável  Essencial no tratamento do paciente com Diabetes Mellitus; • Orientação nutricional padrão Baixa adesão; • Melhora da adesãoQuando é considerada a singularidade de cada caso; • O registro do hábito alimentar  auxilia no monitoramento do caso.
  3. 3. Avaliação do consumo alimentar • Podem ser usadas diferentes técnicas. Dentre elas: – Questionário de freqüência alimentar: Lista de alimentos para consulta da periodicidade de consumo. Aplicado pelo profissional; – Registro alimentar: Feito pelo usuário em dias combinados com o profissional; – Recordatório alimentar 24 horas: Aplicado pelo profissional. Remete a alimentação realizada pelo usuário no dia anterior.
  4. 4. • Instrumentos de coleta de dados sobre o consumo alimentar: Recordatório Alimentar de 24 horas Registro Alimentar Questionário de freqüência Alimentar Qualitativo -Bem aceito pelos entrevistados -Baixo custo - A princípio não induz alterações da dieta habitual -Independente de memória -O uso de balança para pesar - Os alimentos é um método de avaliação de ingestão o bastante preciso Boa reprodutibilidade e validade -Praticidade e baixo custo -Necessita menos treinamento do entrevistado -Necessidade do entrevistado recordar sua ingestão alimentar -Exigência de entrevistadores treinados -Pode não representar os hábitos alimentares habituais -Envolver mais tempo e colaboração do entrevistado -Sub –registro alimentar -Pode não representar os hábitos alimentares habituais -Impossibilidade de aplicação em pessoas não alfabetizadas -lista de alimentos muito extensas - Perda de informações sobre o consumo de alimentos não incluídos no questionário VantagensLimitações
  5. 5. Avaliação do consumo alimentar Essencial para o direcionamento adequado de condutas adotadas em nível individual e coletivo Mudanças de hábitos alimentares considerados de risco podem contribuir para a redução de incidência de doenças consideradas evitáveis BOWEM & BERESFORD (2002)
  6. 6. Avaliação do consumo alimentar • A partir da avaliação desse registro: – Realização de orientações nutricionais gerais pelos profissionais da atenção básica; – Em casos específicos, a intervenção nutricional pode ser realizada por nutricionistas da atenção básica. Veja a seguir o Recordatório Alimentar 24 horas do Sr. Samuel
  7. 7. Horário Alimentos e quantidade consumida 7:00 • 1 xícara de café preto com 2 colheres de chá de açúcar refinado; 12:00 • 2 colheres de servir de arroz branco • 1 colher de servir de batata frita • 1 concha de feijão • 2 bifes de carne vermelha (geralmente frita e com gordura); • Bebidas: refrigerantes não-dietéticos. 16:00 • 1 xícara de café com leite integral com 2-3 colheres de chá de açúcar ; • 2 unidades de pão de trigo com manteiga, queijo prato e presunto; 20:00 • Mesmo do almoço
  8. 8. Avaliação do consumo alimentar Horário Alimentos e quantidade consumida 7:00 1 xícara de café preto com 2 colheres de chá de açúcar refinado; •Consumo de açúcar: Existem alguns Carboidratos, capazes de aumentar o nível de glicose sanguínea. Esses alimentos, de alto índice glicêmico (açúcar, pão branco, arroz e farinhas polidos), não devem ser consumidos em excesso ou sozinhos. •Ausência de fonte de carboidratos complexos: Apesar da presença do açúcar que é fonte de glicose, o recomendado é que esse seja substituído por outras fontes de carboidrato, principalmente os integrais (pão, biscoitos ou farinhas integrais) . •Refeição pobre em nutrientes: Além da ausência do carboidrato complexo, não há presença de frutas, laticínios ou derivados na alimentação, sugerindo um consumo pobre de micronutrientes.
  9. 9. Horário Alimentos e quantidade consumida 12:00 2 colheres de servir de arroz branco 1 colher de servir de batata frita 1 concha de feijão 2 bifes de carne vermelha (geralmente frita e com gordura); Bebidas: refrigerantes não-dietéticos. • Pouco fracionamento da dieta: O fracionamento é indicado para manter os níveis de glicose adequados e evitar excessos alimentares em outras refeições. •10 •Excesso de carboidrato na dieta (batata e arroz): Os carboidratos, alimentos fontes de glicose, devem ser distribuídos de maneira adequada na alimentação do paciente com Diabetes. Recomenda-se a escolha de 1 desses alimentos por refeição, ou se consumida mais de uma variedade, as porções de cada alimento devem ser reduzidas. •O consumo de açúcar O uso de açúcar deve ser evitado devido ao seu alto índice glicêmico. A orientação para seu uso (quantidade e qualidade) depende dos medicamentos em uso, níveis de glicose e avaliação da quantidade de carboidratos fornecidas pela dieta
  10. 10. Horário Alimentos e quantidade consumida 16:00 1 xícara de café com leite integral com 2-3 colheres de chá de açúcar ; 2 unidades de pão de trigo com manteiga, queijo prato e presunto; Refeições pobre em fibras alimentares: O aumento do consumo de fibras dietéticas auxiliam no controle glicêmico e vários estudam mostram sua relação benéfica para o paciente diabético. Elas estão presentes nos alimentos integrais, linhaça, farelos de trigo e aveia, frutas, verduras e legumes .
  11. 11. • Excesso de alimentos fontes de gordura e frituras (2 bifes, carne vermelha gordura e frituras): O consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas e de frituras devem ser reduzidos, principalmente em pacientes com Diabetes que possuem risco aumentado para desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Devem ser encorajados: •Utilizar óleos vegetais no preparo de alimentos (1 lata por mês para cada 4 pessoas na família); •Consumir alimentos assados, cozidos ou grelhados em detrimento de frituras; •Evitar alimentos fontes de gordura trans. •Ausência de salada e legumes:As frutas, legumes e verduras são considerados alimentos reguladores por fornecerem grande quantidade de vitaminas e minerais. Esses micronutrientes auxiliam no metabolismo do usuário e devem ser recomendados seu consumo em no mínimo 5 porções ao dia. Horário Alimentos e quantidade consumida 20:00 Mesmo do almoço
  12. 12. • A orientação alimentar deve levar em consideração: – o contexto e limitações de cada pessoa; – Não devem ser padronizadas e impostas pelos profissionais. Orientação alimentar Orientações padronizadas não contribuem para a adesão ao tratamento por parte do usuário. (Veja o tópico sobre Atenção Centrada na Pessoa no Caso Joana)
  13. 13. • Aumentar o número de refeições diárias, garantindo menor intervalo entre essas; • Aumentar consumo de Frutas, verduras e legumes; • Diminuir a ingestão de açúcares e de refrigerantes; Possíveis negociações a partir da avaliação realizada
  14. 14. • Aumentar o consumo de alimentos integrais e fontes de fibra; • Evitar consumo de alimentos gordurosos e frituras; • Melhorar distribuição de carboidratos na dieta: quantidade e qualidade; Possíveis negociações a partir da avaliação realizada
  15. 15. Referências Bibliográficas • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Guia alimentar para a população brasileira : promovendo a alimentação saudável. Brasília : Ministério da Saúde, 2008.210 p. • Slater et al. Validação de questionário de frequência alimentar. QFA; considerações metodológicas. Rev. Bras. Epidemiol.,v6,n3,p200-8, 2003. • Cavalcante et al. Estudos de consumo alimentar: aspectos metodológicos gerais e o seu emprego na avaliação de crianças e adolescentes. Bras. Saude Matern infant, v4,n3,p229-40,2004;
  16. 16. Este trabalho está licenciado sob uma licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-Compartilha Igual 4.0 Internacional. Para ver uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/

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