Educação Corporativa e Competitividade Prof. MSc.Gerisval Alves Pessoa São Luís, 28 de Agosto de 2010
Reflexão inicial “ Se você acha a educação cara, experimente a ignorância”  Derek Bok, Reitor de Harvard (1971-1991)
Questões Centrais Qual a relação entre competitividade empresarial e a necessidade de capacitação profissional contínua? A volatilidade do capital financeiro transformou o conhecimento humano em um diferencial competitivo no mundo empresarial moderno. Qual a relação desta substituição de valor e qual a importância da pedagogia empresarial neste novo cenário? Quais as principais características do pedagogo empresarial x pedagogo que atua em ambientes de educação formal? O conhecimento tem prazo de validade?  
Ambiente Organizacional Vive em contínua transformação Alta competitividade Recursos e competências Posição competitiva Empresas de conhecimento intensivo
Da Matéria-Prima à Produção do Resultado Organizações de trabalho intensivo Níveis e hierárquicos e estruturas muito elaboradas Produção em massa Quantidade e não qualidade Organizações de capital intensivo Estruturas mais flexíveis Adaptação às novas condições competitivas Postura reativa  Organizações de conhecimento intensivo Utilizam todo o conhecimento acumulado e performance obtida em expertise, como recursos em vantagem competitiva Valorização do ser humano  Oferecem produtos e serviços inteligentes Filosofia: está sempre se transformando
Da escola para a Empresa Principais características dos profissionais atuais (que profissionais devemos formar): Relacionamento interpessoal Comunicação Autocrítico Visão compartilhada Proativo Criatividade Compromisso Flexibilidade Empreendedorismo Articulado Curiosidade intelectual
Da escola para a Empresa Principais características dos profissionais atuais: Liderança Visão sistêmica Capacidade de dar retorno (feedback) Inovador Inteligência múltipla Saber lidar com situações adversas Responsabilidade Agilidade Solucionador de problemas Adaptabilidade / receptivo às mudanças Autoconfiança Autoestima  Automotivação
Da escola para a Empresa ... Um mundo com conteúdos estranhos que não tem qualquer significação nem qualquer utilidade imediata para os alunos ... Os alunos não conseguem perceber o sentido e nem a utilidade do trabalho do que lhes é imposto. Os diferentes exercícios escolares raramente trazem em si mesmo uma justificativa Aceitação tácita das obrigações escolares (medo do castigo) ( CECCON et al, 1986)
Da escola para a Empresa Os graduados carecem de formação prática Os conhecimentos aprendidos são genéricos e superficiais As IES estão dissociadas das necessidades do mercado As IES proporcionam ensino desatualizado e não criativo As IES não integram os conhecimentos das várias atividades de uma organização empresarial (CFA, 1998)
Da escola para a Empresa “ Diante deste quadro temos que proporcionar um sistema de ensino alinhado com as reais necessidades do mercado e do aluno”.
Da Era das Máquinas à Era do Conhecimento Habilidade Saber Fazer Disciplina Obediência Obediência às regras Reação  Memorização  Execução Concentração  Formação Breve ou Longa Individualismo Isolamento  Competência Saber aprender a fazer Auto Controle Iniciativa Gestão do aleatório Ação Raciocínio Diagnóstico Atenção Formação Contínua Coletivismo Comunicação
Economia do Conhecimento Cada vez mais a sociedade e o mercado se organizam na forma de redes, com uma nova dinâmica de comunicação e interdependência. Os modelos de gestão e organização predominantes anteriormente não são suficientemente efetivos neste novo contexto, que exige um novo enfoque.
Economia do Conhecimento Conhecimento Cooperação Competição Inovação Solução Produto Informação Dados Colaboração ´50 > ´70 ´70 > ´90 ´90 > ...  Adaptado de Debra M. Amidon; 2003 Fonte Foco Dinâmica Cadeia Players Rede Configuração
Capital Intelectual A geração de valor nesse novo contexto conta com forte participação dos ativos intangíveis. A alavancagem desses ativos exige novas metodologias e ferramentas que ajudem a tangibilizá-los e gerenciá-los de forma sistêmica.
Capital Intelectual Adaptado de Nick Bontis, 2002 Capital Intelectual Capital  Humano Capital  Estrutural Capital Social Essência Competências Processos  Relacionamentos Escopo Interno, relacionado a pessoas e equipes Fluxos organizacionais internos Relações organizacionais externas Parâmetros Capacidade e Produtividade Eficiência  Qualidade e Longevidade
Indutores da Competitividade Maior valor agregado na produção provém atualmente do conhecimento Informação é um insumo básico para a competitividade Agilidade, velocidade e qualidade são agora essenciais Inovação em constante mudança MDICE, 2010
Mudança de Paradigma na Produção MDICE, 2010 Empresas Tradicionais  Novos Paradigmas Eficiência induz competitividade Inovação induz competitividade Crescimento por maiores volumes Crescimento por inovação Competição de empresas Competição entre fornecedores Habilidades Gerenciais Habilidades de conhecimento Controle da poluição Desenvolvimento Sustentável
Indutores críticos do Crescimento e Competitividade Criatividade Adequada infra-estrutura de comunicações Mão-de-obra educada, flexível e treinada que possa aprimorar continuamente suas habilidades Inovação e espírito empreendedor para enfrentar a revolução do conhecimento MDICE, 2010
Aspectos críticos da inovação Acesso ao conhecimento global Criação e adaptação de conhecimento Disseminação do conhecimento Utilização do conhecimento MDICE, 2010
Implicações para o Brasil O país se arrisca perigosamente em perder novas ondas de desenvolvimento, porque tem dificuldades de explorar o potencial do estoque crescente de conhecimento global É preciso desenvolver estratégias para usar tanto o conhecimento já existente quanto o novo MDICE, 2010
Brasil: Oportunidades e Ameaças MDICE, 2010 Oportunidades Ameaças/riscos Investir na melhoria do sistema de inovação Ambiente insuficientemente indutor da competitividade para forçar melhorias tecnológicas Ampliar as conquistas nas áreas de educação e de treinamento, desenvolvendo um sistema efetivo de aprendizagem vitalícia Investimentos insuficientes em treinamento voltado para organizações e processos
Educação e Educação Corporativa “ A educação sempre teve legitimidade moral... A educação tem legitimidade política, obviamente... Mas existe atualmente uma oportunidade histórica. A educação tem legitimidade macroeconômica e isso se agrega às outras legitimidades, e, em um mundo tão pragmático como o que nos tocou no final do século XX, isso tem peso”. Bernardo Kliksberg (BID, 1999)
Educação e Educação Corporativa Competências básicas para o ambiente empresarial: Aprender a aprender Comunicação e colaboração raciocínio criativo e resolução de problemas Conhecimento tecnológico Conhecimento de negócios globais Desenvolvimento de liderança Autogerenciamento da carreira (MEISTER, 1999)
Educação Corporativa A Educação Corporativa surge da confluência dos fatores: Organizações flexíveis Economia do conhecimento Rápida obsolescência do conhecimento Empregabilidade Educação para estratégia global
A nova sociedade tem novos requerimentos para a educação: Formar o cidadão capaz de produzir, consumir e participar da vida social, o que não pode mais ser feito apenas durante uma etapa da vida. (Paulo Renato Souza, 2005)  Educação na Sociedade do Conhecimento
Desafios para a Educação em um mundo Global Desenvolver em todas as pessoas a capacidade de aprender
Principais tendências de mudanças na gestão de pessoas Autodesenvolvimento Comprometimento das pessoas com objetivos organizacionais Educação Corporativa   Gestão de RH como negócio   Gestão de Competências   Diferentes vínculos de trabalho e    formas de relacionamento   Gestão do Conhecimento   100% 100% 99%  99%  99%    98%  98%   FIA - FEA/USP, 2000
Educação Corporativa É uma prática coordenada de gestão de pessoas e de gestão do conhecimento tendo como orientação a estratégia de longo prazo de uma organização. Educação corporativa é mais do que treinamento empresarial ou qualificação de mão-de-obra. Trata-se de articular coerentemente as competências individuais e organizacionais no contexto mais amplo da empresa. Nesse sentido, práticas de educação corporativa estão intrinsecamente relacionadas ao processo de inovação nas empresas e ao aumento da competitividade de seus produtos (bens ou serviços).  (MDICE, 2010)
Sistema de Educação Corporativa É um sistema de formação de pessoas pautado por uma gestão de pessoas com base em competências,  devendo portanto instalar e desenvolver nos colaborados (internos e externos) as competências consideradas críticas para a viabilização das estratégias de negócio, promovendo um processo de aprendizagem ativo e permanente vinculado aos propósitos, valores, objetivos e metas empresariais. (EBOLI, 2004)
Sistema de Educação Corporativa O modelo de Educação Corporativa  é baseado em competências e interliga aprendizagem às necessidades estratégicas de negócios.
Educação Corporativa: Mudança de Paradigma EBOLI, 2004
Educação Corporativa: Mudança de Paradigma EBOLI, 2004
Educação Corporativa Sistema  de  Educação  Corporativa O  que  fazer? Como  fazer? Por  que  fazer? Aumentar a competitividade e o valor de  mercado da Empresa através do aumento do valor das pessoas: - Instalar, desenvolver e consolidar as competências críticas empresariais Aumentar a Inteligência Empresarial através da implementação de modelo de: Gestão de Pessoas    por Competências Gestão do  Conhecimento Instalar mentalidade de aprendizagem contínua em 3 níveis: EMPRESA: Fortalecimento, consolidação e  disseminação da CULTURA EMPRESARIAL LIDERANÇAS: Formação de lideranças exemplares que  aceitem,  vivenciem e pratiquem a cultura empresarial PESSOAS: Incorporação da postura de autodesenvolvimento
Alinhamento da Competências Empresariais e Humanas Estratégia Competitiva Educação Corporativa Competências Empresariais Competências Humanas
Princípios da Educação Corporativa Competitividade Perpetuidade Cidadania Conectividade Disponibilidade Sustentabilidade Parceria 1 2 5 3 4 7 6
Princípio da Competitividade Competitividade Perpetuidade Cidadania Conectividade Disponibilidade Sustentabilidade Parceria 1 2 5 3 4 7 6 O diferencial está nas pessoas! Elevar continuamente o patamar de competitividade empresarial, por meio das competências das pessoas Princípio 1 - Competitividade: Comprometer da alta cúpula Alinhar estratégias, diretrizes e práticas de GP às estratégias de negócio Implementar Modelo de Gestão por Competências Conceber programas educacionais a partir do mapeamento e alinhamento de competências – empresariais e humanas. Práticas
Princípio da Perpetuidade Competitividade Perpetuidade Cidadania Conectividade Disponibilidade Sustentabilidade Parceria 1 2 5 3 4 7 6 Educação como processo de transmissão da herança cultural Princípio 2 - Perpetuidade: Disseminar a cultura organizacional nos programas educacionais Responsabilizar líderes pelo processo de aprendizagem Práticas
Princípio da Conectividade Competitividade Perpetuidade Cidadania Conectividade Disponibilidade Sustentabilidade Parceria 1 2 5 3 4 7 6 Construção social do conhecimento por meio de redes de relacionamento tanto no ambiente interno quanto externo. Princípio 3 - Conectividade: Adotar “educação inclusiva” Implantar Gestão do Conhecimento Integrar sistema de Educação Corporativa com Gestão do Conhecimento Práticas
Princípio da Disponibilidade Competitividade Perpetuidade Cidadania Disponibilidade Sustentabilidade Parceria 1 2 5 4 7 6 Aprendizado a qualquer hora e em qualquer lugar Princípio 4 - Disponibilidade: Utilizar de forma intensiva a tecnologia aplicada à Educação (AMT= Aprendizagem Mediada por Tecnologia) Adotar múltiplas formas de aprendizagem Práticas Conectividade 3
Princípio da Cidadania Competitividade Perpetuidade Conectividade Disponibilidade Sustentabilidade Parceria 1 2 3 4 7 6 Formar atores sociais, estimulando o exercício da cidadania individual e organizacional Princípio 5 - Cidadania Obter sinergia entre os programas educacionais e projetos de atuação social Comprometer-se com a cidadania empresarial Práticas Cidadania 5
Princípio da Parceria Competitividade Perpetuidade Cidadania Conectividade Disponibilidade Parceria 1 2 5 3 4 6 Reconhecer: (a) a limitação para se implementar um SEC abrangente e estratégico; (b) a importância de estabelecer parcerias internas e externas para viabilizá-lo. Princípio 6 - Parceria: Responsabilizar líderes e gestores pela formação de suas equipes e criar ambiente propício a aprendizagem Estabelecer parcerias estratégicas com academia, centros de pesquisa e instituições de ensino superior Práticas Sustentabilidade 7
Princípio da Sustentabilidade Competitividade Perpetuidade Cidadania Conectividade Disponibilidade Sustentabilidade Parceria 1 2 5 3 4 7 6 Ser um centro gerador de resultados Princípio 7 - Sustentabilidade: Implantar sistema de avaliação de resultados Criar mecanismos que favoreçam a auto-sustentabilidade financeira do SEC Práticas
Universidade Tradicional x Universidade Corporativa Fonte: Eboli, 2004
Parceiras Estratégicas A emergência de Universidades Corporativas não significa esvaziamento do papel das universidades tradicionais.  Ao contrário, as experiências mais bem-sucedidas são aquelas que realizaram convênios ou parcerias com algumas universidades ou institutos que têm a competência para agregar valor a esses programas corporativos.
Primeiro Case de Sucesso Crotonville a primeira Universidade Corporativa (1956) General Eletric – New Jersey
Organizações que adotam Educação Corporativa ABM Embratel Real - Abramge Fachinni Redebahia Abril Fiat Renner Accor Globo Sabesp Albert Einstein GM Sadia Alcatel Hospital Sírio Libanês Secovi Alcoa HSBC Serasa Algar Illy Café Sesi Amil Inepar Souza Cruz Arbras Itaú Tam Associl Kraft Food Ba nco do Brasil Leader Tigre Bank Boston Marcopolo Transportadora Americana Bematech Martins Ultragáz BNDES McDonald’s Unibanco Brasil Telecom Metro SP Unimed Bristol Microsiga Unisys Carrefour Motorola CEF Natura Vale Citigroup Nestlè Visa CNI Novar tis Vivo Correios Oracle Volkswagen Datasul Orbitall Xerox Elektro Origin Eletronorte Petrobrás Embasa Piccadilly
Educação Corporativa no Brasil
Educação Corporativa no Brasil Aproximadamente 90 iniciativas estruturadas de Educação Corporativa no Brasil.  Educação Corporativa no Brasil é um fenômeno recente. Mais de 50% das iniciativas registradas em levantamento recente surgiram no período 2000-2003. 82,8 % das organizações informam que suas atividades em educação derivam predominantemente das suas diretrizes estratégicas.  MDICE,2010
Educação Corporativa: Desafios Criar conexão entre Educação Corporativa e Gestão do Conhecimento Definir uma agenda comum para atuação das lideranças Desenvolver soluções e atividades compartilhadas entre as empresas Estender as ações educacionais aos  stakeholders Mensurar adequadamente os resultados obtidos
Dúvidas
REFERÊNCIAS EBOLI, Marisa. A educação no Brasil: mitos e verdades. São Paulo,: Gente, 2004 ___. V Oficina de Educação Corporativa .  Disponível em <  www.educor.desenvolvimento.gov.br/public/.../arq1229100007.ppt > Acesso em: 20 de ago de 2010. CECCON, C. Et al. Cuidado escola!: desigualdade, domesticação e algumas saídas. 23. ed. São Paulo: Brasiliense, 1986 MEISTER, J.C, Educação corporativa: a gestão do capital intelectual através das universidades corporativas. São Paulo: Makron Books, 1999 MINISTÉRIO DO DESNEVOLVIMENTO  INDÚSTRIA  E COMÉRCIO EXTERIOR, Educação corporativa. Disponível em:  www.educor.desenvolvimento.gov.br   RICARDO, Eleonora J. (org) Gestão da educação corporativa. São Paulo: Prentice Hall, 2007 ___, Educação corporativa e educação à distância: panorama e perspectiva. Disponível em: <  http://www.cinterfor.org.uy/public/spanish/region/ampro/cinterfor/ifp/senai/ead/edu_corp.pdf > Acesso em: 10 de 08 de 2010.
Muito Obrigado a Todos! Contatos [email_address]   [email_address] http://www.twitter.com/gerisval http://www.scribd.com/gerisval http://www.gerisval.blogspot.com +55 98 8844 0071 + 55 98 9114 4699

Educação corporativa

  • 1.
    Educação Corporativa eCompetitividade Prof. MSc.Gerisval Alves Pessoa São Luís, 28 de Agosto de 2010
  • 2.
    Reflexão inicial “Se você acha a educação cara, experimente a ignorância” Derek Bok, Reitor de Harvard (1971-1991)
  • 3.
    Questões Centrais Quala relação entre competitividade empresarial e a necessidade de capacitação profissional contínua? A volatilidade do capital financeiro transformou o conhecimento humano em um diferencial competitivo no mundo empresarial moderno. Qual a relação desta substituição de valor e qual a importância da pedagogia empresarial neste novo cenário? Quais as principais características do pedagogo empresarial x pedagogo que atua em ambientes de educação formal? O conhecimento tem prazo de validade?  
  • 4.
    Ambiente Organizacional Viveem contínua transformação Alta competitividade Recursos e competências Posição competitiva Empresas de conhecimento intensivo
  • 5.
    Da Matéria-Prima àProdução do Resultado Organizações de trabalho intensivo Níveis e hierárquicos e estruturas muito elaboradas Produção em massa Quantidade e não qualidade Organizações de capital intensivo Estruturas mais flexíveis Adaptação às novas condições competitivas Postura reativa Organizações de conhecimento intensivo Utilizam todo o conhecimento acumulado e performance obtida em expertise, como recursos em vantagem competitiva Valorização do ser humano Oferecem produtos e serviços inteligentes Filosofia: está sempre se transformando
  • 6.
    Da escola paraa Empresa Principais características dos profissionais atuais (que profissionais devemos formar): Relacionamento interpessoal Comunicação Autocrítico Visão compartilhada Proativo Criatividade Compromisso Flexibilidade Empreendedorismo Articulado Curiosidade intelectual
  • 7.
    Da escola paraa Empresa Principais características dos profissionais atuais: Liderança Visão sistêmica Capacidade de dar retorno (feedback) Inovador Inteligência múltipla Saber lidar com situações adversas Responsabilidade Agilidade Solucionador de problemas Adaptabilidade / receptivo às mudanças Autoconfiança Autoestima Automotivação
  • 8.
    Da escola paraa Empresa ... Um mundo com conteúdos estranhos que não tem qualquer significação nem qualquer utilidade imediata para os alunos ... Os alunos não conseguem perceber o sentido e nem a utilidade do trabalho do que lhes é imposto. Os diferentes exercícios escolares raramente trazem em si mesmo uma justificativa Aceitação tácita das obrigações escolares (medo do castigo) ( CECCON et al, 1986)
  • 9.
    Da escola paraa Empresa Os graduados carecem de formação prática Os conhecimentos aprendidos são genéricos e superficiais As IES estão dissociadas das necessidades do mercado As IES proporcionam ensino desatualizado e não criativo As IES não integram os conhecimentos das várias atividades de uma organização empresarial (CFA, 1998)
  • 10.
    Da escola paraa Empresa “ Diante deste quadro temos que proporcionar um sistema de ensino alinhado com as reais necessidades do mercado e do aluno”.
  • 11.
    Da Era dasMáquinas à Era do Conhecimento Habilidade Saber Fazer Disciplina Obediência Obediência às regras Reação Memorização Execução Concentração Formação Breve ou Longa Individualismo Isolamento Competência Saber aprender a fazer Auto Controle Iniciativa Gestão do aleatório Ação Raciocínio Diagnóstico Atenção Formação Contínua Coletivismo Comunicação
  • 12.
    Economia do ConhecimentoCada vez mais a sociedade e o mercado se organizam na forma de redes, com uma nova dinâmica de comunicação e interdependência. Os modelos de gestão e organização predominantes anteriormente não são suficientemente efetivos neste novo contexto, que exige um novo enfoque.
  • 13.
    Economia do ConhecimentoConhecimento Cooperação Competição Inovação Solução Produto Informação Dados Colaboração ´50 > ´70 ´70 > ´90 ´90 > ... Adaptado de Debra M. Amidon; 2003 Fonte Foco Dinâmica Cadeia Players Rede Configuração
  • 14.
    Capital Intelectual Ageração de valor nesse novo contexto conta com forte participação dos ativos intangíveis. A alavancagem desses ativos exige novas metodologias e ferramentas que ajudem a tangibilizá-los e gerenciá-los de forma sistêmica.
  • 15.
    Capital Intelectual Adaptadode Nick Bontis, 2002 Capital Intelectual Capital Humano Capital Estrutural Capital Social Essência Competências Processos Relacionamentos Escopo Interno, relacionado a pessoas e equipes Fluxos organizacionais internos Relações organizacionais externas Parâmetros Capacidade e Produtividade Eficiência Qualidade e Longevidade
  • 16.
    Indutores da CompetitividadeMaior valor agregado na produção provém atualmente do conhecimento Informação é um insumo básico para a competitividade Agilidade, velocidade e qualidade são agora essenciais Inovação em constante mudança MDICE, 2010
  • 17.
    Mudança de Paradigmana Produção MDICE, 2010 Empresas Tradicionais Novos Paradigmas Eficiência induz competitividade Inovação induz competitividade Crescimento por maiores volumes Crescimento por inovação Competição de empresas Competição entre fornecedores Habilidades Gerenciais Habilidades de conhecimento Controle da poluição Desenvolvimento Sustentável
  • 18.
    Indutores críticos doCrescimento e Competitividade Criatividade Adequada infra-estrutura de comunicações Mão-de-obra educada, flexível e treinada que possa aprimorar continuamente suas habilidades Inovação e espírito empreendedor para enfrentar a revolução do conhecimento MDICE, 2010
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    Aspectos críticos dainovação Acesso ao conhecimento global Criação e adaptação de conhecimento Disseminação do conhecimento Utilização do conhecimento MDICE, 2010
  • 20.
    Implicações para oBrasil O país se arrisca perigosamente em perder novas ondas de desenvolvimento, porque tem dificuldades de explorar o potencial do estoque crescente de conhecimento global É preciso desenvolver estratégias para usar tanto o conhecimento já existente quanto o novo MDICE, 2010
  • 21.
    Brasil: Oportunidades eAmeaças MDICE, 2010 Oportunidades Ameaças/riscos Investir na melhoria do sistema de inovação Ambiente insuficientemente indutor da competitividade para forçar melhorias tecnológicas Ampliar as conquistas nas áreas de educação e de treinamento, desenvolvendo um sistema efetivo de aprendizagem vitalícia Investimentos insuficientes em treinamento voltado para organizações e processos
  • 22.
    Educação e EducaçãoCorporativa “ A educação sempre teve legitimidade moral... A educação tem legitimidade política, obviamente... Mas existe atualmente uma oportunidade histórica. A educação tem legitimidade macroeconômica e isso se agrega às outras legitimidades, e, em um mundo tão pragmático como o que nos tocou no final do século XX, isso tem peso”. Bernardo Kliksberg (BID, 1999)
  • 23.
    Educação e EducaçãoCorporativa Competências básicas para o ambiente empresarial: Aprender a aprender Comunicação e colaboração raciocínio criativo e resolução de problemas Conhecimento tecnológico Conhecimento de negócios globais Desenvolvimento de liderança Autogerenciamento da carreira (MEISTER, 1999)
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    Educação Corporativa AEducação Corporativa surge da confluência dos fatores: Organizações flexíveis Economia do conhecimento Rápida obsolescência do conhecimento Empregabilidade Educação para estratégia global
  • 25.
    A nova sociedadetem novos requerimentos para a educação: Formar o cidadão capaz de produzir, consumir e participar da vida social, o que não pode mais ser feito apenas durante uma etapa da vida. (Paulo Renato Souza, 2005) Educação na Sociedade do Conhecimento
  • 26.
    Desafios para aEducação em um mundo Global Desenvolver em todas as pessoas a capacidade de aprender
  • 27.
    Principais tendências demudanças na gestão de pessoas Autodesenvolvimento Comprometimento das pessoas com objetivos organizacionais Educação Corporativa Gestão de RH como negócio Gestão de Competências Diferentes vínculos de trabalho e formas de relacionamento Gestão do Conhecimento 100% 100% 99% 99% 99% 98% 98% FIA - FEA/USP, 2000
  • 28.
    Educação Corporativa Éuma prática coordenada de gestão de pessoas e de gestão do conhecimento tendo como orientação a estratégia de longo prazo de uma organização. Educação corporativa é mais do que treinamento empresarial ou qualificação de mão-de-obra. Trata-se de articular coerentemente as competências individuais e organizacionais no contexto mais amplo da empresa. Nesse sentido, práticas de educação corporativa estão intrinsecamente relacionadas ao processo de inovação nas empresas e ao aumento da competitividade de seus produtos (bens ou serviços). (MDICE, 2010)
  • 29.
    Sistema de EducaçãoCorporativa É um sistema de formação de pessoas pautado por uma gestão de pessoas com base em competências, devendo portanto instalar e desenvolver nos colaborados (internos e externos) as competências consideradas críticas para a viabilização das estratégias de negócio, promovendo um processo de aprendizagem ativo e permanente vinculado aos propósitos, valores, objetivos e metas empresariais. (EBOLI, 2004)
  • 30.
    Sistema de EducaçãoCorporativa O modelo de Educação Corporativa é baseado em competências e interliga aprendizagem às necessidades estratégicas de negócios.
  • 31.
    Educação Corporativa: Mudançade Paradigma EBOLI, 2004
  • 32.
    Educação Corporativa: Mudançade Paradigma EBOLI, 2004
  • 33.
    Educação Corporativa Sistema de Educação Corporativa O que fazer? Como fazer? Por que fazer? Aumentar a competitividade e o valor de mercado da Empresa através do aumento do valor das pessoas: - Instalar, desenvolver e consolidar as competências críticas empresariais Aumentar a Inteligência Empresarial através da implementação de modelo de: Gestão de Pessoas por Competências Gestão do Conhecimento Instalar mentalidade de aprendizagem contínua em 3 níveis: EMPRESA: Fortalecimento, consolidação e disseminação da CULTURA EMPRESARIAL LIDERANÇAS: Formação de lideranças exemplares que aceitem, vivenciem e pratiquem a cultura empresarial PESSOAS: Incorporação da postura de autodesenvolvimento
  • 34.
    Alinhamento da CompetênciasEmpresariais e Humanas Estratégia Competitiva Educação Corporativa Competências Empresariais Competências Humanas
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    Princípios da EducaçãoCorporativa Competitividade Perpetuidade Cidadania Conectividade Disponibilidade Sustentabilidade Parceria 1 2 5 3 4 7 6
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    Princípio da CompetitividadeCompetitividade Perpetuidade Cidadania Conectividade Disponibilidade Sustentabilidade Parceria 1 2 5 3 4 7 6 O diferencial está nas pessoas! Elevar continuamente o patamar de competitividade empresarial, por meio das competências das pessoas Princípio 1 - Competitividade: Comprometer da alta cúpula Alinhar estratégias, diretrizes e práticas de GP às estratégias de negócio Implementar Modelo de Gestão por Competências Conceber programas educacionais a partir do mapeamento e alinhamento de competências – empresariais e humanas. Práticas
  • 37.
    Princípio da PerpetuidadeCompetitividade Perpetuidade Cidadania Conectividade Disponibilidade Sustentabilidade Parceria 1 2 5 3 4 7 6 Educação como processo de transmissão da herança cultural Princípio 2 - Perpetuidade: Disseminar a cultura organizacional nos programas educacionais Responsabilizar líderes pelo processo de aprendizagem Práticas
  • 38.
    Princípio da ConectividadeCompetitividade Perpetuidade Cidadania Conectividade Disponibilidade Sustentabilidade Parceria 1 2 5 3 4 7 6 Construção social do conhecimento por meio de redes de relacionamento tanto no ambiente interno quanto externo. Princípio 3 - Conectividade: Adotar “educação inclusiva” Implantar Gestão do Conhecimento Integrar sistema de Educação Corporativa com Gestão do Conhecimento Práticas
  • 39.
    Princípio da DisponibilidadeCompetitividade Perpetuidade Cidadania Disponibilidade Sustentabilidade Parceria 1 2 5 4 7 6 Aprendizado a qualquer hora e em qualquer lugar Princípio 4 - Disponibilidade: Utilizar de forma intensiva a tecnologia aplicada à Educação (AMT= Aprendizagem Mediada por Tecnologia) Adotar múltiplas formas de aprendizagem Práticas Conectividade 3
  • 40.
    Princípio da CidadaniaCompetitividade Perpetuidade Conectividade Disponibilidade Sustentabilidade Parceria 1 2 3 4 7 6 Formar atores sociais, estimulando o exercício da cidadania individual e organizacional Princípio 5 - Cidadania Obter sinergia entre os programas educacionais e projetos de atuação social Comprometer-se com a cidadania empresarial Práticas Cidadania 5
  • 41.
    Princípio da ParceriaCompetitividade Perpetuidade Cidadania Conectividade Disponibilidade Parceria 1 2 5 3 4 6 Reconhecer: (a) a limitação para se implementar um SEC abrangente e estratégico; (b) a importância de estabelecer parcerias internas e externas para viabilizá-lo. Princípio 6 - Parceria: Responsabilizar líderes e gestores pela formação de suas equipes e criar ambiente propício a aprendizagem Estabelecer parcerias estratégicas com academia, centros de pesquisa e instituições de ensino superior Práticas Sustentabilidade 7
  • 42.
    Princípio da SustentabilidadeCompetitividade Perpetuidade Cidadania Conectividade Disponibilidade Sustentabilidade Parceria 1 2 5 3 4 7 6 Ser um centro gerador de resultados Princípio 7 - Sustentabilidade: Implantar sistema de avaliação de resultados Criar mecanismos que favoreçam a auto-sustentabilidade financeira do SEC Práticas
  • 43.
    Universidade Tradicional xUniversidade Corporativa Fonte: Eboli, 2004
  • 44.
    Parceiras Estratégicas Aemergência de Universidades Corporativas não significa esvaziamento do papel das universidades tradicionais. Ao contrário, as experiências mais bem-sucedidas são aquelas que realizaram convênios ou parcerias com algumas universidades ou institutos que têm a competência para agregar valor a esses programas corporativos.
  • 45.
    Primeiro Case deSucesso Crotonville a primeira Universidade Corporativa (1956) General Eletric – New Jersey
  • 46.
    Organizações que adotamEducação Corporativa ABM Embratel Real - Abramge Fachinni Redebahia Abril Fiat Renner Accor Globo Sabesp Albert Einstein GM Sadia Alcatel Hospital Sírio Libanês Secovi Alcoa HSBC Serasa Algar Illy Café Sesi Amil Inepar Souza Cruz Arbras Itaú Tam Associl Kraft Food Ba nco do Brasil Leader Tigre Bank Boston Marcopolo Transportadora Americana Bematech Martins Ultragáz BNDES McDonald’s Unibanco Brasil Telecom Metro SP Unimed Bristol Microsiga Unisys Carrefour Motorola CEF Natura Vale Citigroup Nestlè Visa CNI Novar tis Vivo Correios Oracle Volkswagen Datasul Orbitall Xerox Elektro Origin Eletronorte Petrobrás Embasa Piccadilly
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  • 48.
    Educação Corporativa noBrasil Aproximadamente 90 iniciativas estruturadas de Educação Corporativa no Brasil. Educação Corporativa no Brasil é um fenômeno recente. Mais de 50% das iniciativas registradas em levantamento recente surgiram no período 2000-2003. 82,8 % das organizações informam que suas atividades em educação derivam predominantemente das suas diretrizes estratégicas. MDICE,2010
  • 49.
    Educação Corporativa: DesafiosCriar conexão entre Educação Corporativa e Gestão do Conhecimento Definir uma agenda comum para atuação das lideranças Desenvolver soluções e atividades compartilhadas entre as empresas Estender as ações educacionais aos stakeholders Mensurar adequadamente os resultados obtidos
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  • 51.
    REFERÊNCIAS EBOLI, Marisa.A educação no Brasil: mitos e verdades. São Paulo,: Gente, 2004 ___. V Oficina de Educação Corporativa . Disponível em < www.educor.desenvolvimento.gov.br/public/.../arq1229100007.ppt > Acesso em: 20 de ago de 2010. CECCON, C. Et al. Cuidado escola!: desigualdade, domesticação e algumas saídas. 23. ed. São Paulo: Brasiliense, 1986 MEISTER, J.C, Educação corporativa: a gestão do capital intelectual através das universidades corporativas. São Paulo: Makron Books, 1999 MINISTÉRIO DO DESNEVOLVIMENTO INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR, Educação corporativa. Disponível em: www.educor.desenvolvimento.gov.br RICARDO, Eleonora J. (org) Gestão da educação corporativa. São Paulo: Prentice Hall, 2007 ___, Educação corporativa e educação à distância: panorama e perspectiva. Disponível em: < http://www.cinterfor.org.uy/public/spanish/region/ampro/cinterfor/ifp/senai/ead/edu_corp.pdf > Acesso em: 10 de 08 de 2010.
  • 52.
    Muito Obrigado aTodos! Contatos [email_address] [email_address] http://www.twitter.com/gerisval http://www.scribd.com/gerisval http://www.gerisval.blogspot.com +55 98 8844 0071 + 55 98 9114 4699