DISPNÉIA
Prof. Dr. Virgílio Aguiar - 2016
DISPNÉIA – SIGNIFICADO DO TERMO:
Dispnéia = respiração ruim (do grego dys + pnoia)
A RESPIRAÇÃO É UM ATO INCONSCIENTE
O ATO DE RESPIRAR TORNA-SE CONSCIENTE EM MUITAS
SITUAÇÕES, PRINCIPALMENTE DE DOENÇA .
QUANDO O ATO DE RESPIRAR DESPERTA SENSAÇÕES
DESAGRADÁVEIS , ESTÁ PRESENTE DISPNÉIA
TERMOS ALTERNATIVOS:
Respiração difícil / cansada / trabalhosa / pesada
Abafamento / Sufocação
Fome de ar
Aperto no peito / Aperto na garganta
A quantidade de ar que entra não é suficiente
O termo dispnéia não é usado pelos pacientes
DISPNÉIA:
Representa sensações qualitativamente distintas
Ocorrem, ao mesmo tempo:
“Sensação” (estímulo de um receptor resultando em ativação
neural)
e
“Percepção” ( a reação do indivíduo à sensação causada por
esse estímulo)
Para uma dada intensidade de uma sensação respiratória o
desconforto da sensação varia com o tipo de estímulo
Para um mesmo estímulo a intensidade da dispnéia
apresentada (reação) pode ser diferente para cada indivíduo.
DISPNÉIA:
A dispnéia é mais percebida num contexto de doença do que
após exercício intenso em indivíduo normal
Falha em detectar cargas mecânicas ou alterações nas trocas
gasosas é fator de risco para mortalidade em asma
Aumento na sensibilidade para desencadeamento da dispnéia
está presente na crise de ansiedade e no desconforto respiratório
do sedentário
Sensações descritas em diferentes situações clínicas
CONCEITO:
American Thoracic Society (Consenso 2012)
“ Termo usado para caracterizar uma experiência
subjetiva de desconforto respiratório que inclui
sensações qualitativamente distintas que variam de
intensidade.
Essa experiência se origina de interações entre fatores
fisiológicos , psicológicos, sociais e ambientais, podendo
induzir respostas secundárias fisiológicas e
comportamentais.”
Parshall MB, Schwartzstein RM, Adams L, et al.
Am J Respir Crit
DISPNÉIA:
Características:
Experiência sensorial / perceptual
Distress afetivo influencia
Há impacto sintoma/doença e doença/sintoma
FISIOPATOLOGIA
A função principal do sistema respiratório são as trocas
gasosas (captação de O2 e eliminação de CO2).
É fácil entender que prejuízo à oxigenação , bem como
retenção de CO2 (acidose respiratória) causem dispnéia.
A respiração é fenômeno complexo, com participação de
estímulos não só químicos, mas também mecânicos a
partir de receptores nas vias aéreas superiores e parede
torácica, além dos pulmões.
A resposta é modulada pelo sistema nervoso central
FONTES AFERENTES DA SENSAÇÃO DE DISPNÉIA
DISPNÉIA: Sintoma e sinal (?)
Queixa comum
Frequentemente relacionada com doenças graves
Preditor de mortalidade e necessidade de internação
Associada com limitações importantes das atividades
físicas e sociais
Associada com má qualidade de vida
Ligada ao condicionamento físico e ao estado
emocional
DISPNÉIA:
Avaliação:
História detalhada é necessária
O relato do paciente pode ser muito subjetivo
Usar o termo dispnéia implica em observar o paciente
Não há biomarcador para dispnéia
Não há teste diagnóstico específico para dispnéia
AVALIAÇÃO da DISPNÉIA :
Início – quando e em que hora
Modo de instalação e Intensidade
Duração
Fatores desencadeantes
Número de crises e periodicidade
Sintomas paralelos
Fatores de melhora e piora
SINAIS ASSOCIADOS A DISPNÉIASINAIS ASSOCIADOS A DISPNÉIA
OBSTRUÇÃO COMPLETA DAS VIAS AÉREAS SUPERIORESOBSTRUÇÃO COMPLETA DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES
• AgitaçãoAgitação
• Facies de angústiaFacies de angústia
• Mãos no pescoçoMãos no pescoço
• Ausência de ventilaçãoAusência de ventilação
• Incapacidade de falarIncapacidade de falar
• Incapacidade de tossirIncapacidade de tossir
• Cianose rapidamenteCianose rapidamente
progressivaprogressiva
• Perda de consciênciaPerda de consciência
• Causas:Causas:
corpo estranhocorpo estranho
anafilaxiaanafilaxia
traqueomaláciatraqueomalácia
discinesia cordas vocaisdiscinesia cordas vocais
SINAIS E SINTOMAS ASSOCIADOS A DISPNÉIA
Sintomas e Sinais de Hipoxemia
Achados Leve a moderada Grave
Respiratórios Taquipnéia
Dispnéia
Sudorese
Taquipnéia
Dispnéia
Cianose
Cardiovasculares Taquicardia
HAS leve
Vasoconstrição periférica
Taquicardia / bradicardia
Arritmias
Hipertensão / hipotensão
Neurológicos Inquietude
Ansiedade
Desorientação
Cefaléia
Sonolência, confusão
Visão borrada
Perda da coordenação motora
Convulsões
Coma
SINAIS E SINTOMAS ASSOCIADOS A DISPNÉIA
Sintomas e
Sinais de Hipercapnia
Achados Leve a moderada Grave
Respiratórios Taquipnéia
Dispnéia
Taquipnéia
Bradipnéia
Cardiovasculares Taquicardia
Hipertensão
Vasodilatação
Taquicardia
Hipertensão
Hipotensão
Neurológicos Sonolência
Letargia
Inquietude
Tremor
Fala arrastada
Cefaléia
Halucinações
Asterixis
Edema de papila
Convulsões
Coma
Outros Sudorese
Vermelhidão da pele
SINAIS ASSOCIADOS A DISPNÉIA
Uso da
musculatura
acessória da
respiração
Tiragem
Respiração
com os
lábios semi-
fechados
Cianose
DISPNÉIA - CARACTERIZAÇÃO:
De esforço
ORTOPNÉIA – DISPNÉIA PAROXÍSTICA
NOTURNA
ORTOPNÉIA – DISPNÉIA PAROXÍSTICA NOTURNA –
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
DISPNÉIA - CARACTERIZAÇÃO:
Platipnéia - dispnéia em pé
Síndrome hepatopulmonar
Shunt intracardíaco
Shunt arteriovenoso pulmonar
Trepopnéia = decúbito
prefencial para o lado são:
ICC – Derrame pleural
Obstrução bronquio principal
DISPNÉIA - CARACTERIZAÇÃO:
RITMOS RESPIRATÓRIOS:
Respiração com os lábios semi-fechados (assobiando)
Padrão restritivo – baixos volumes e frequência aumentada
DISPNÉIA – ESTRUTURAS ENVOLVIDAS
MECANISMOS DE DISPNÉIA
-LOCAIS DE ATIVAÇÃO NEURAL RELACIONADOS COM A
SENSAÇÃO DE DESCONFORTO RESPIRATÓRIO:
-- Sistema límbico
-- Ponte (em menor grau)
A resposta emocional influencia o grau de dispnéia.
Em estudo a possibilidade para tipos de dispnéia
diferentes apresentarem vias neurais diferentes
MECANISMOS DE DISPNÉIA
-POR ESTÍMULO DOS CENTROS RESPIRATÓRIOS:
Aumento da atividade da musculatura respiratória
resultando em hiperventilação secundária a:
--alterações na relação ventilação/perfusão
--aumento no espaço morto
--acidose metabólica
--estímulo de receptores pulmonares e da parede torácica
Para um mesmo nível de resposta ventilatória a intensidade da
dispnéia depende da natureza do estímulo.
O estímulo direto dos quimiorreceptores produz
dispnéia mesmo sem que possa haver resposta ventilatória
MECANISMOS DE DISPNÉIA
-HIPERCAPNIA AGUDA
Por estímulo dos quimiorreceptores bulbares
(detectam alterações na PaCO2 e no pH):
A HIPERCAPNIA AGUDA É UM ESTÍMULO VENTILATÓRIO
MAIS FORTE QUE A HIPOXEMIA
SE OS QUIMIORRECEPTORES NÃO RESPONDEM, MESMO
ASSIM EXISTE UMA SENSAÇÃO DE DESCONFORTO,
PRINCIPALMENTE NO EXERCÍCIO.
MECANISMOS DE DISPNÉIA
-HIPOXEMIA AGUDA
Por estímulo dos quimiorreceptores periféricos
carotídeos e aórticos ( detectam alterações na PaO2 e
na PaCO2 e no pH)
A hipoxemia provoca desconforto respiratório mesmo
que não haja resposta ventilatória:
-Durante exercício em condições hipóxicas
-Níveis progressivos de hipóxia causam dispnéia
progressiva
-A dispnéia é menor no exercício com O2 suplementar
do que no exercício em ar ambiente
MECANISMOS DE DISPNÉIA
-ESTÍMULO DE MECANORRECEPTORES
Monitorizam alterações na pressão, fluxo e volume do
sistema respiratório.
A informação desses receptores é processada no
sistema nervoso central, modulando a intensidade da
dispnéia.
A broncoconstrição também pode dar aperto no peito,
pelo estimulo dos mecanorreceptores
MECANISMOS DE DISPNÉIA
-ESTÍMULO DE MECANORRECEPTORES
-- Receptores de vias aéreas superiores e na face, em
território do trigêmeo podem reduzir a dispnéia
Ex.: Ar frio na face
Fluxo de ar sobre a face no exercício
Fluxo de ar quente no rosto piora
Anestesia local piora
MECANISMOS DE DISPNÉIA
-ESTÍMULO DE MECANORRECEPTORES
-- Receptores pulmonares:
Levam informação ao SNC via nervo vago.
Três tipos:
---Adaptação lenta: monitorizam volume
---Adaptação rápida ou de irritação:
monitorizam modificações rápidas de volume,
estímulo mecânico direto, partículas irritativas e
químicas (histamina) ---Fibras C – não
mielinizadas, aferentes que conduzem estímulos
mecânicos e químicos, gerados pelos receptores J,
nas pequenas vias aéreas e capilares pulmonares
--Receptores da parede do tórax: Inibição vibratória
MECANISMOS DE DISPNÉIA
-ESTÍMULO DE MECANORRECEPTORES
--por limitação dos movimentos do tórax *
--hiperinsuflação com redução do volume corrente*
--por hipercapnia aguda
--exercício
--aumento do trabalho respiratório p/ broncoespasmo**
*Sensação de maior esforço/trabalho respiratório
**Sensação de aperto no peito
MECANISMOS DE DISPNÉIA
-SOBRECARGA MECÂNICA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO
Sensação de aumento de esforço:
--p/ aumento da resistência de vias aéreas – doenças
obstrutivas
--por diminuição na complacência (distensibilidade)
pulmonar/torácica: fibroses pulmonares, paquipleuris)
--por diminuição na capacidade dos músculos
respiratórios de gerar pressão: miopatia, hiperinsuflação
MECANISMOS DE DISPNÉIA
-DISSOCIAÇÃO NEUROMECÂNICA
--Impulsos neurais eferentes do SNC inadequados
--- Doença do SNC
--- Efeito de drogas
MECANISMOS DE DISPNÉIA
-TRANSTORNO NA LIBERAÇÃO E UTILIZAÇÃO DO
OXIGÊNIO PELOS TECIDOS
--Anemia - fadiga muscular –acidose tecidual - estímulo
de ergoreceptores
--Insuficiência cardíaca – estímulo de fibras C
--Descondicionamento – metabolismo anaeróbico
despertado em baixos níveis de exercício levando a
acidose lática
DISPNÉIA - PATOGENIA
Escalas de dispnéia pontuais
DISPNÉIA - AVALIAÇÃO
Escalas de avaliação de impacto da dispnéia
Medical Research Council
Avaliação da dispnéia
DIAGRAMA DE CUSTO DO OXIGÊNIO
Causas mais frequentes de dispnéia
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Asma
Doenças difusas pulmonares
Tromboembolismo pulmonar
Síndromes coronarianas
Insuficiência cardíaca
Arritmias cardíacas
Anemia
Hipo/Hipertireoidismo
Acidose
Descondicionamento / exercício extenuante
Neurose de ansiedade
Gravidez
Altitude elevada
INVESTIGAÇÃO DE DISPNÉIA
- História e exame físico
- Oximetria / Gasometria arterial
- Radiologia simples do tórax
- Tomo Computadorizada do tórax de alta resolução
- Espirometria
- Hemograma
- Eletrocardiograma/Ecocardiograma/Teste
ergométrico/Holter 24 h/ Estudo hemodinâmico
- BNP ou NT-proBNP
- TSH, T4livre, T3
- Teste cardiopulmonar de exercício
- Cintilografia pulmonar / Arteriografia pulmonar
CONDUTA NA DISPNÉIA
-Tratar a causa ou causas
-Oxigenoterapia
-Opióides / benzodiazepínicos
-Reabilitação respiratória
-Vibração na parede torácica
-- Heliox
-- Furosemida inalatória
CONDUTA NA DISPNÉIA
-Posicionar confortavelmente o paciente: elevar o tronco ou deitar
sobre o lado doente
-Utilizar umidificador em caso de umidade baixa do ar (ar
condicionado)
-Reduzir a temperatura ambiente
-Eliminar irritantes, como fumaça ou Alérgenos
-Abrir janela par criar perspectiva de amplitude e tranquilidade
-Brisa no rosto criada por janela aberta ou ventilador
-Respiração com os lábios semicerrados (assobiando)
-Técnicas de conservação de energia
-Períodos de ventilação não invasiva
FIMFIM

Dispnéia

  • 1.
  • 2.
    DISPNÉIA – SIGNIFICADODO TERMO: Dispnéia = respiração ruim (do grego dys + pnoia) A RESPIRAÇÃO É UM ATO INCONSCIENTE O ATO DE RESPIRAR TORNA-SE CONSCIENTE EM MUITAS SITUAÇÕES, PRINCIPALMENTE DE DOENÇA . QUANDO O ATO DE RESPIRAR DESPERTA SENSAÇÕES DESAGRADÁVEIS , ESTÁ PRESENTE DISPNÉIA
  • 3.
    TERMOS ALTERNATIVOS: Respiração difícil/ cansada / trabalhosa / pesada Abafamento / Sufocação Fome de ar Aperto no peito / Aperto na garganta A quantidade de ar que entra não é suficiente O termo dispnéia não é usado pelos pacientes
  • 4.
    DISPNÉIA: Representa sensações qualitativamentedistintas Ocorrem, ao mesmo tempo: “Sensação” (estímulo de um receptor resultando em ativação neural) e “Percepção” ( a reação do indivíduo à sensação causada por esse estímulo) Para uma dada intensidade de uma sensação respiratória o desconforto da sensação varia com o tipo de estímulo Para um mesmo estímulo a intensidade da dispnéia apresentada (reação) pode ser diferente para cada indivíduo.
  • 5.
    DISPNÉIA: A dispnéia émais percebida num contexto de doença do que após exercício intenso em indivíduo normal Falha em detectar cargas mecânicas ou alterações nas trocas gasosas é fator de risco para mortalidade em asma Aumento na sensibilidade para desencadeamento da dispnéia está presente na crise de ansiedade e no desconforto respiratório do sedentário
  • 6.
    Sensações descritas emdiferentes situações clínicas
  • 7.
    CONCEITO: American Thoracic Society(Consenso 2012) “ Termo usado para caracterizar uma experiência subjetiva de desconforto respiratório que inclui sensações qualitativamente distintas que variam de intensidade. Essa experiência se origina de interações entre fatores fisiológicos , psicológicos, sociais e ambientais, podendo induzir respostas secundárias fisiológicas e comportamentais.” Parshall MB, Schwartzstein RM, Adams L, et al. Am J Respir Crit
  • 8.
    DISPNÉIA: Características: Experiência sensorial /perceptual Distress afetivo influencia Há impacto sintoma/doença e doença/sintoma
  • 9.
    FISIOPATOLOGIA A função principaldo sistema respiratório são as trocas gasosas (captação de O2 e eliminação de CO2). É fácil entender que prejuízo à oxigenação , bem como retenção de CO2 (acidose respiratória) causem dispnéia. A respiração é fenômeno complexo, com participação de estímulos não só químicos, mas também mecânicos a partir de receptores nas vias aéreas superiores e parede torácica, além dos pulmões. A resposta é modulada pelo sistema nervoso central
  • 11.
    FONTES AFERENTES DASENSAÇÃO DE DISPNÉIA
  • 12.
    DISPNÉIA: Sintoma esinal (?) Queixa comum Frequentemente relacionada com doenças graves Preditor de mortalidade e necessidade de internação Associada com limitações importantes das atividades físicas e sociais Associada com má qualidade de vida Ligada ao condicionamento físico e ao estado emocional
  • 13.
    DISPNÉIA: Avaliação: História detalhada énecessária O relato do paciente pode ser muito subjetivo Usar o termo dispnéia implica em observar o paciente Não há biomarcador para dispnéia Não há teste diagnóstico específico para dispnéia
  • 14.
    AVALIAÇÃO da DISPNÉIA: Início – quando e em que hora Modo de instalação e Intensidade Duração Fatores desencadeantes Número de crises e periodicidade Sintomas paralelos Fatores de melhora e piora
  • 15.
    SINAIS ASSOCIADOS ADISPNÉIASINAIS ASSOCIADOS A DISPNÉIA OBSTRUÇÃO COMPLETA DAS VIAS AÉREAS SUPERIORESOBSTRUÇÃO COMPLETA DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES • AgitaçãoAgitação • Facies de angústiaFacies de angústia • Mãos no pescoçoMãos no pescoço • Ausência de ventilaçãoAusência de ventilação • Incapacidade de falarIncapacidade de falar • Incapacidade de tossirIncapacidade de tossir • Cianose rapidamenteCianose rapidamente progressivaprogressiva • Perda de consciênciaPerda de consciência • Causas:Causas: corpo estranhocorpo estranho anafilaxiaanafilaxia traqueomaláciatraqueomalácia discinesia cordas vocaisdiscinesia cordas vocais
  • 16.
    SINAIS E SINTOMASASSOCIADOS A DISPNÉIA Sintomas e Sinais de Hipoxemia Achados Leve a moderada Grave Respiratórios Taquipnéia Dispnéia Sudorese Taquipnéia Dispnéia Cianose Cardiovasculares Taquicardia HAS leve Vasoconstrição periférica Taquicardia / bradicardia Arritmias Hipertensão / hipotensão Neurológicos Inquietude Ansiedade Desorientação Cefaléia Sonolência, confusão Visão borrada Perda da coordenação motora Convulsões Coma
  • 17.
    SINAIS E SINTOMASASSOCIADOS A DISPNÉIA Sintomas e Sinais de Hipercapnia Achados Leve a moderada Grave Respiratórios Taquipnéia Dispnéia Taquipnéia Bradipnéia Cardiovasculares Taquicardia Hipertensão Vasodilatação Taquicardia Hipertensão Hipotensão Neurológicos Sonolência Letargia Inquietude Tremor Fala arrastada Cefaléia Halucinações Asterixis Edema de papila Convulsões Coma Outros Sudorese Vermelhidão da pele
  • 18.
    SINAIS ASSOCIADOS ADISPNÉIA Uso da musculatura acessória da respiração Tiragem Respiração com os lábios semi- fechados Cianose
  • 19.
  • 20.
    ORTOPNÉIA – DISPNÉIAPAROXÍSTICA NOTURNA
  • 21.
    ORTOPNÉIA – DISPNÉIAPAROXÍSTICA NOTURNA – INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
  • 22.
    DISPNÉIA - CARACTERIZAÇÃO: Platipnéia- dispnéia em pé Síndrome hepatopulmonar Shunt intracardíaco Shunt arteriovenoso pulmonar Trepopnéia = decúbito prefencial para o lado são: ICC – Derrame pleural Obstrução bronquio principal
  • 23.
    DISPNÉIA - CARACTERIZAÇÃO: RITMOSRESPIRATÓRIOS: Respiração com os lábios semi-fechados (assobiando) Padrão restritivo – baixos volumes e frequência aumentada
  • 24.
  • 25.
    MECANISMOS DE DISPNÉIA -LOCAISDE ATIVAÇÃO NEURAL RELACIONADOS COM A SENSAÇÃO DE DESCONFORTO RESPIRATÓRIO: -- Sistema límbico -- Ponte (em menor grau) A resposta emocional influencia o grau de dispnéia. Em estudo a possibilidade para tipos de dispnéia diferentes apresentarem vias neurais diferentes
  • 26.
    MECANISMOS DE DISPNÉIA -PORESTÍMULO DOS CENTROS RESPIRATÓRIOS: Aumento da atividade da musculatura respiratória resultando em hiperventilação secundária a: --alterações na relação ventilação/perfusão --aumento no espaço morto --acidose metabólica --estímulo de receptores pulmonares e da parede torácica Para um mesmo nível de resposta ventilatória a intensidade da dispnéia depende da natureza do estímulo. O estímulo direto dos quimiorreceptores produz dispnéia mesmo sem que possa haver resposta ventilatória
  • 27.
    MECANISMOS DE DISPNÉIA -HIPERCAPNIAAGUDA Por estímulo dos quimiorreceptores bulbares (detectam alterações na PaCO2 e no pH): A HIPERCAPNIA AGUDA É UM ESTÍMULO VENTILATÓRIO MAIS FORTE QUE A HIPOXEMIA SE OS QUIMIORRECEPTORES NÃO RESPONDEM, MESMO ASSIM EXISTE UMA SENSAÇÃO DE DESCONFORTO, PRINCIPALMENTE NO EXERCÍCIO.
  • 28.
    MECANISMOS DE DISPNÉIA -HIPOXEMIAAGUDA Por estímulo dos quimiorreceptores periféricos carotídeos e aórticos ( detectam alterações na PaO2 e na PaCO2 e no pH) A hipoxemia provoca desconforto respiratório mesmo que não haja resposta ventilatória: -Durante exercício em condições hipóxicas -Níveis progressivos de hipóxia causam dispnéia progressiva -A dispnéia é menor no exercício com O2 suplementar do que no exercício em ar ambiente
  • 29.
    MECANISMOS DE DISPNÉIA -ESTÍMULODE MECANORRECEPTORES Monitorizam alterações na pressão, fluxo e volume do sistema respiratório. A informação desses receptores é processada no sistema nervoso central, modulando a intensidade da dispnéia. A broncoconstrição também pode dar aperto no peito, pelo estimulo dos mecanorreceptores
  • 30.
    MECANISMOS DE DISPNÉIA -ESTÍMULODE MECANORRECEPTORES -- Receptores de vias aéreas superiores e na face, em território do trigêmeo podem reduzir a dispnéia Ex.: Ar frio na face Fluxo de ar sobre a face no exercício Fluxo de ar quente no rosto piora Anestesia local piora
  • 31.
    MECANISMOS DE DISPNÉIA -ESTÍMULODE MECANORRECEPTORES -- Receptores pulmonares: Levam informação ao SNC via nervo vago. Três tipos: ---Adaptação lenta: monitorizam volume ---Adaptação rápida ou de irritação: monitorizam modificações rápidas de volume, estímulo mecânico direto, partículas irritativas e químicas (histamina) ---Fibras C – não mielinizadas, aferentes que conduzem estímulos mecânicos e químicos, gerados pelos receptores J, nas pequenas vias aéreas e capilares pulmonares --Receptores da parede do tórax: Inibição vibratória
  • 32.
    MECANISMOS DE DISPNÉIA -ESTÍMULODE MECANORRECEPTORES --por limitação dos movimentos do tórax * --hiperinsuflação com redução do volume corrente* --por hipercapnia aguda --exercício --aumento do trabalho respiratório p/ broncoespasmo** *Sensação de maior esforço/trabalho respiratório **Sensação de aperto no peito
  • 33.
    MECANISMOS DE DISPNÉIA -SOBRECARGAMECÂNICA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO Sensação de aumento de esforço: --p/ aumento da resistência de vias aéreas – doenças obstrutivas --por diminuição na complacência (distensibilidade) pulmonar/torácica: fibroses pulmonares, paquipleuris) --por diminuição na capacidade dos músculos respiratórios de gerar pressão: miopatia, hiperinsuflação
  • 34.
    MECANISMOS DE DISPNÉIA -DISSOCIAÇÃONEUROMECÂNICA --Impulsos neurais eferentes do SNC inadequados --- Doença do SNC --- Efeito de drogas
  • 35.
    MECANISMOS DE DISPNÉIA -TRANSTORNONA LIBERAÇÃO E UTILIZAÇÃO DO OXIGÊNIO PELOS TECIDOS --Anemia - fadiga muscular –acidose tecidual - estímulo de ergoreceptores --Insuficiência cardíaca – estímulo de fibras C --Descondicionamento – metabolismo anaeróbico despertado em baixos níveis de exercício levando a acidose lática
  • 36.
  • 37.
    Escalas de dispnéiapontuais DISPNÉIA - AVALIAÇÃO
  • 38.
    Escalas de avaliaçãode impacto da dispnéia Medical Research Council
  • 39.
    Avaliação da dispnéia DIAGRAMADE CUSTO DO OXIGÊNIO
  • 40.
    Causas mais frequentesde dispnéia Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) Asma Doenças difusas pulmonares Tromboembolismo pulmonar Síndromes coronarianas Insuficiência cardíaca Arritmias cardíacas Anemia Hipo/Hipertireoidismo Acidose Descondicionamento / exercício extenuante Neurose de ansiedade Gravidez Altitude elevada
  • 41.
    INVESTIGAÇÃO DE DISPNÉIA -História e exame físico - Oximetria / Gasometria arterial - Radiologia simples do tórax - Tomo Computadorizada do tórax de alta resolução - Espirometria - Hemograma - Eletrocardiograma/Ecocardiograma/Teste ergométrico/Holter 24 h/ Estudo hemodinâmico - BNP ou NT-proBNP - TSH, T4livre, T3 - Teste cardiopulmonar de exercício - Cintilografia pulmonar / Arteriografia pulmonar
  • 42.
    CONDUTA NA DISPNÉIA -Tratara causa ou causas -Oxigenoterapia -Opióides / benzodiazepínicos -Reabilitação respiratória -Vibração na parede torácica -- Heliox -- Furosemida inalatória
  • 43.
    CONDUTA NA DISPNÉIA -Posicionarconfortavelmente o paciente: elevar o tronco ou deitar sobre o lado doente -Utilizar umidificador em caso de umidade baixa do ar (ar condicionado) -Reduzir a temperatura ambiente -Eliminar irritantes, como fumaça ou Alérgenos -Abrir janela par criar perspectiva de amplitude e tranquilidade -Brisa no rosto criada por janela aberta ou ventilador -Respiração com os lábios semicerrados (assobiando) -Técnicas de conservação de energia -Períodos de ventilação não invasiva
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