Distúrbios do
Sistema Respiratório
Profª. Mestre Silvia Manfrin Alves Correia.
Anatomia do Sistema
Respiratório
■ O sistema respiratório humano é constituído por
um par de pulmões e por vários órgãos que
conduzem o ar para dentro e para fora das
cavidades pulmonares.
Função do Sistema Respiratório
■ Respiração: característica básica dos seres
vivos;
■ Consiste na absorção do oxigênio e a
eliminação do gás carbônico resultante das
oxidações celulares;
■ Troca de gases: O sangue é o elemento
intermediário entre células do organismo e o
meio.
Sistema Respiratório
■ Trato respiratório Superior
■ Nariz
■ Boca
■ Faringe
■ Laringe
Faringe
■ Tubo muscular associado a dois sistemas, respiratório e
digestivo, situando-se posteriormente à cavidade nasal,
bucal e à laringe.
❑ parte nasal: superior, que se comunica com a
cavidade nasal.
❑ parte bucal: média, que se comunica com a
cavidade bucal propriamente dita por uma abertura
denominada istmo da garganta.
❑ parte laríngea: inferior, situada posteriormente à
laringe e continuada diretamente pelo esôfago.
❑ Função: canal comum para a passagem do alimento
ingerido e do ar inspirado.
Laringe
■ Órgão tubular, situado no plano mediano e
anterior do pescoço que, além de via
aerífera, é órgão de fonação (produção de
som). Localiza-se anteriormente à faringe e
é continuada pela traquéia.
■ Esqueleto: cartilaginoso.
❑ cartilagens tireóide, cricóide, aritenóide e
epiglótica.
Traquéia e Brônquios
■ Traquéia: estrutura cilindróide constituída por uma série
de anéis cartilagíneos incompletos, sobrepostos e
ligados entre si pelos ligamentos anulares. A parede
posterior é desprovida de cartilagem, apresentando
musculatura lisa.
■ Brônquios: a traquéia divide-se nos 2 brônquios
principais, direito e esquerdo:
❑ brônquios principais (primeira ordem)
❑ brônquios lobares ou secundários (segunda ordem)
❑ brônquios segmentares (terceira ordem)
❑ segmentos broncopulmorares
❑ alvéolos pulmonares
Pleuras e Pulmões
■ Pulmões: localizados na caixa torácica e entre eles há
uma região mediana (mediastino), ocupada pelo
coração, grandes vasos e alguns ramos proximais,
esôfago, parte da traquéia e brônquios principais, além
de nervos e vasos linfáticos.
■ Estão envoltos por sacos serosos e completamente
fechados, chamados de pleuras:
❑ pleura visceral: reveste a superfície do pulmão.
❑ pleura parietal: recobre a face interna da parede do
tórax.
❑ cavidade pleural: contém líquido que permite o
deslizamento dos folhetos e a mecânica respiratória.
Principais Sinais e
Sintomas de Doenças
Respiratórias
Alterações no padrão e na frequência
respiratória: Ortopnéia; Bradpnéia;
Taquipnéia; dispnéia; respiração de Cheyne
Stocks.
Tosse – é o resultado da irritação das
membranas mucosas em qualquer parte do
trato respiratório.
Aumento na produção de secreções (é a
reação dos pulmões a qualquer agressão ás
vias respiratórias.
Cianose (labial e extremidades) - indica
suprimento insuficiente de O² aos tecidos do
organismo (hipóxia).
■ Presença de ruídos adventícios a ausculta
pulmonar.
■ Hemoptise – expectoração de sangue proveniente
das vias respiratórias, através da boca ou narinas.
■ Baqueteamento dos dedos (acropatia) –
observa-se baqueteamento dos dedos como sinal
de doença pulmonar nos pacientes com condições
hipóxicas crônicas, infecções pulmonares crônicas.
■ Hipertermia – Sugere processo infeccioso nas
vias respiratórias.
■ Dor torácica – não é um sintoma exclusivo de
comprometimento respiratório, pode estar
associada também à cardiopatias.
Distúrbios do
Sistema Respiratório
Edema Agudo de
Pulmão (EAP)
■ “Insuficiência Respiratória súbita e
progressiva correspondente ao
extravasamento de líquido seroso
para espaço intersticial e/ou
alvéolos pulmonares”
Causas de EAP
■ Infarto do miocárdio - é a causa mais comum
■ Disfunção do músculo cardíaco
■ Doenças das válvulas, aórtica ou pulmonar
■ Administração exagerada de líquidos, comum em
crianças ou pacientes que recebem líquidos (soros) em
excesso.
■ Na insuficiência cardíaca esquerda, há um acúmulo de
sangue nas veias e capilares pulmonares a tal ponto
que acontece um extravasamento de fluídos para os
espaços aéreos dos pulmões. Isso deixa o pulmão
menos elástico e com menos superfície de contato
entre os gazes inspirados e o sangue.
Sintomatologia
■ Dispnéia rapidamente progressiva
■ Taquipnéia
■ Tosse
■ Escarro espumoso e sanguinolento
■ Ansiedade
■ Palidez
■ Taquicardia
■ PA aumentada
■ Estertores e roncos bilaterais
■ Sudorese excessiva
■ Sopros cardíacos
Alterações ao Exame Físico
■ Palidez cutânea e sudorese fria
■ Cianose de extremidades
■ Uso da musculatura respiratória acessória
■ Taquipnéia
■ Estertores audíveis em extensão variável do tórax
■ Sibilância difusa
■ Ausculta cardíaca prejudicada pela respiração
ruidosa,
■ Elevações pressóricas
Ações de Enfermagem
■ 1) Aspiração;
■ 2) Posição de fowler, com pernas e pés mais baixos que o
resto do corpo;
■ 3) (ATENÇÃO; UTILIZADO EM REGIOES COM POUCOS
RECURSOS) Uso de torniquetes rotativos: garroteamento
de 3 membros com rodízio (sentido horário). Em MMII o
Garroteamento é feito na coxa; Em MMSS é feito no
antebraço ;
■ O rodízio é feito a cada cinco minutos . Quando os
sintomas forem aliviados , os torniquetes são retirados
removendo um de cada vez a intervalos de 15 minutos
■ A vantagem do uso do torniquete é que diminui retorno
venoso e o fluxo de saída do ventrículo direito, ajudando a
descongestionar os pulmões .
■ 4) Observar sinais de intoxicação digitálica (sudorese,
náuseas, vômitos);
■ 5) Oxigenação (administração de O2 a 100% através
de máscara facial);
■ 6) Controle de sinais vitais;
■ 7) Apoio psicológico (Uma característica do edema
pulmonar é o medo extremo e a ansiedade que se
intensificam tornando a condição mais grave)
■ 8) Administração dos medicamentos solicitados pelo
médico .
Ações de Enfermagem
Doença Pulmonar
Obstrutiva Crônica
(DPOC)
Doença Pulmonar Obstrutiva
Crônica (DPOC)
É um estado da doença caracterizado pela
limitação do fluxo aéreo, causado pelo enfisema
e/ou bronquite crônica.
A limitação do fluxo aéreo é geralmente
progressiva e associada a uma resposta
inflamatória anormal dos pulmões à partículas ou
gases nocivos.
A Asma costuma ser classificada como uma
DPOC, porém agora, ela é considerada um
distúrbio a parte, caracterizada por uma condição
reversível.
■ MECANISMOS SUBJACENTES À
LIMITAÇÃO DO FLUXO AÉREO NA DPOC
INFLAMAÇÃO
Doença das pequenas Destruição
vias aéreas parenquimatosa
LIMITAÇÃO DO FLUXO AÉREO
Fisiopatologia
• A limitação crônica do fluxo aéreo característica da
DPOC é causada por uma mistura da doença das
pequenas vias aéreas e da destruição parenquimatosa
cujas contribuições relativas variam de pessoa para
pessoa.
• A inflamação crônica causa remodelamento e
estreitamento das pequenas vias aéreas.
• A destruição do parênquima pulmonar, também por
processos inflamatórios, leva à perda das conexões
alveolares às pequenas vias aéreas e reduz o
recolhimento elástico pulmonar;
• Tais alterações diminuem a habilidade das vias aéreas
se manterem abertas durante a expiração.
Epidemiologia DPOC
☞ Brasil - 198 milhões de habitantes - 30%
tabagista - 15% desenvolvem DPOC - logo
cerca de 10 milhões de pacientes com essa
doença - o que implica graves repercussões na
área de Saúde Pública.
☞ 5ª causa de óbito.
☞ 4% dos homens e 2% das mulheres > 45anos.
☞ Importante causa de absenteísmo no trabalho.
☞ 2º causa de hospitalização.
Fatores de Risco
■ 1- TABAGISMO - responsável por 80 a 90% das causas.
■ 2 - INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS RECORRENTES Infecções
(bacterianas e virais)
■ 3 - PREDISPOSIÇÃO FAMILIAR (relação genética)
■ 4 - POLUIÇÃO DO AR – extradomiciliar e intradomiciliar (fogão à
lenha).
■ 5 - EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL (vapores e fumaças)
Sintomas relacionados
■ Os sintomas da DPOC aparecem de maneira lenta e
progressiva, sendo comum o paciente dar atenção à doença
somente quando essa se encontra em estágio avançado.
■ A tosse é o sintoma mais comum, geralmente se apresenta
com produção de secreção pulmonar, cuja expectoração é
mais intensa pela manhã. A duração da tosse é crônica
(meses a anos), podendo ser diária ou intermitente.
■ Falta de ar, que inicialmente surge com os grandes esforços
físicos, piorando progressivamente ao longo do tempo. Os
indivíduos sedentários podem perceber a falta de ar somente
quando essa for mais intensa, afetando as atividades do
cotidiano.
■ É comum o paciente apresentar sibilos.
Bronquite
Crônica
Bronquite Crônica
■ Conceito
■ A bronquite crônica é uma condição clínica
caracterizada por excesso de secreção
mucosa na árvore brônquica, levando a
sintomas de tosse crônica ou de repetição
junto com expectoração, pelo menos em 3
meses do ano, e em dois anos sucessivos;
sem outra doença que explique a tosse
Fisiopatologia
■ A fumaça ou um outro poluente ambiental irrita
as vias aéreas, resultando em hipersecreção
do muco e inflamação.
■ As paredes dos brônquios tornam-se
espessadas, estreitando a luz dos brônquios, e
o muco pode bloquear a passagem aérea.
■ Com isso o paciente torna-se mais suscetível
as infecções respiratórias.
■ Na bronquite crônica, as secreções
acumuladas nos bronquíolos interferem com a
respiração eficaz.
Manifestações Clínicas
■ Uma tosse crônica e produtiva nos meses
de inverno é o sinal precoce de bronquite
crônica.
■ O clima frio, a umidade e os irritantes
pulmonares podem exacerbar a tosse.
■ A bronquite crônica frequentemente
apresenta-se na quinta década de vida com
uma história de tabagismo e aumento da
freqüência das infecções respiratórias.
Tratamento
■ Reduzir a irritação da arvore brônquica.
■ Os antibióticos ajuda a tratar as infecções agudas
relacionadas com a bronquite crônica. A maioria das
pessoas com bronquite crônica não necessitam tomar
antibióticos constantemente.
■ Receita-se broncodilatadores para facilitar a chegada do
ar até os pulmões. Estes podem ser inalados ou ingeridos.
■ Eliminar as fontes de irritação e de infecção do nariz,
garganta, boca, seios paranasais e os tubos bronquiais.
■ Parar de fumar.
Enfisema
Pulmonar
Definição de Enfisema
■ É definido como uma distensão anormal
dos espaços aéreos distais dos bronquíolos
terminais, com destruição das paredes
alveolares.
■ É um estágio final de um processo que
progrediu lentamente por muitos anos.
■ Pelo tempo que o paciente desenvolveu os
sintomas, a função pulmonar em geral esta
irreversivelmente comprometida.
Fisiopatologia
■ A exposição prolongada do indivíduo a substâncias
patógenas leva a uma inflamação crônica. A longo prazo,
promove a destruição do arcabouço elástico do pulmão.
■ Os macrófagos são anormais em fumantes e destroem o
tecido pulmonar, além disso, os leucócitos que
combatem a infecção pulmonar estão alterados e liberam
enzimas que também destrói o tecido, e ainda a
alfa-1-antitripsina, que funciona defendendo o tecido
pulmonar contra essas enzimas, encontra-se inativa pela
ação de oxidantes liberados pela fumaça do cigarro e
pela ação dos leucócitos anormais.
■ Podemos dizer ainda que uma pessoa que
sofre de enfisema tem grande dificuldade
de realizar as trocas gasosas.
■ Nos estágios tardios da doença, a
eliminação de dióxido de carbono fica
comprometida, resultando em um aumento
da tensão de dióxido de carbono no sangue
arterial; causando assim acidose
respiratória.
Fisiopatologia
Manifestações Clínicas
■ O enfisema é caracterizado pela perda da
elasticidades do tecido pulmonar, destruição das
estruturas que suportam os alvéolos, e destruição
dos capilares que os nutrem.
■ Os sintomas incluem:
■ Falta de ar;
■ Hipoventilação; ou hiperventilação
■ Mais avançado: Tórax expandido, deformidades das unhas
decorrentes da hipóxia.
■ Cianose generalizada
Tratamento
■ O enfisema é uma condição degenerativa
irreversível.
■ A medida mais importante é a interrupção do
tabagismo por parte do paciente e a diminuição à
exposição a cigarros.
■ A reabilitação pulmonar é util.
■ Tratado com anticolinérgicos (bloqueia SN
parassimpático), broncodilatadores e medicação
esteróide.
■ Além disso a suplementação de oxigênio também é
necessária.
Asma
Brônquica
Definição de asma
■ É uma doença obstrutiva das vias aéreas,
caracterizada por redução do fluxo aéreo,
devido ao broncoespasmo.
Classificação
■ Asma extrínseca (alérgica) – resulta das
reações alérgicas e inalantes, como perfumes, flores,
poeira, mofo, etc.
■ Tem caráter hereditário, e inicia - se geralmente na
infância.
■ Asma intrínseca (não alérgica) – não está
relacionada a alérgenos específicos, ainda estuda-se
muito sobre este tipo de asma. Acredita-se que
fatores como resfriado comum, exercícios e emoções
fortes podem desencadear uma crise de asma
intrínseca.
■ Asma mista – a forma mais comum,
apresenta características das formas
alérgicas e não alérgicas.
■ Nas crises de asma os pacientes podem
desencadear sintomas como: dispnéia,
sibílos, sensação de constrição no tórax.
Classificação
Fisiopatologia
■ O sistema imunológico responde a presença
dos alérgenos da seguinte forma:
■ Broncoconstrição/broncoespasmo
■ Aumento do tamanho e número de células
produtoras de muco (caliciformes), aumentando a
viscosidade e o volume do muco nas vias
respiratórias.
■ O acúmulo excessivo de muco, o broncoespasmo
dificulta o transporte de oxigênio através da
membrana alveolocapilar, resultando em hipóxia.
Pneumonia
Definição Pneumonia
■ Pneumonia são infecções que se instalam
nos alvéolos pulmonares. Além da região
dos alvéolos, a pneumonia pode, às
vezes, atingir os interstícios (espaço entre
um alvéolo e outro).
■ Inflamação do Parênquima Pulmonar
Causa
■ Basicamente, as pneumonias são provocadas
pela penetração de um agente infeccioso ou
irritante (bactérias, vírus, fungos e por reações
alérgicas) no espaço alveolar, onde ocorre a troca
gasosa.
■ As infecções mais comuns são causadas pelas
bactérias Streptococcus pneumoniae ou
Diplococcus pneumoniae
■ Diferentes do vírus da gripe, que é altamente
infectante, os agentes infecciosos da pneumonia
não costumam ser transmitidos facilmente.
Sinais e Sintomas
■ Febre alta;
■ Tosse;
■ Dor torácica;
■ Alterações da pressão arterial;
■ Confusão mental;
■ Mal-estar generalizado;
■ Dispnéia;
■ Secreção de muco purulento de cor amarelada ou
esverdeada;
■ Calafrios ;
■ Falta de apetite;
■ Alterações nos sons auscultados no pulmão.
Fatores de Risco
■ Fumo: provoca reação inflamatória que facilita
a penetração de agentes infecciosos;
■ Álcool: interfere no sistema imunológico e na
capacidade de defesa do aparelho
respiratório;
■ Ar-condicionado: deixa o ar muito seco,
facilitando a infecção por vírus e bactérias;
■ Resfriados mal cuidados;
■ Mudanças bruscas de temperatura;
■ Alergias Respiratórias e Pneumoconioses.
Tratamento
■ O tratamento das pneumonias requer o uso de
antibióticos em caso de origem bacteriana ou fungica e a
melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias.
■ A internação hospitalar para idosos: comprometimento da
função dos rins e da pressão arterial, dificuldade
respiratória caracterizada pela baixa oxigenação do
sangue porque o alvéolo está cheio de secreção e não
funciona para a troca de gases.
EMPIEMA PLEURAL
Empiema pleural
■ É o acúmulo de secreção purulenta no espaço
pleural, esta sempre relacionado com alguma
patologia.
■ O pneumococo e o streptococo são os principais
agentes causadores de empiema, que, após
provocarem processos inflamatórios pulmonares,
atingem a cavidade pleural por via linfática,
sanguínea ou por contaminação direta.
Hemotórax
■ Acúmulo de sangue no espaço pleural,
causado por trauma torácico (rompimentos
de vasos sanguíneos), a gravidade do caso
depende da quantidade de sangue
acumulado.
■ O sangue acumulado entre as pleuras
comprime os pulmões e interfere na troca
gasosa.
Pneumotórax
■ Acúmulo de ar na cavidade pleural, pode
ser decorrente de patologias ou
relacionado a trauma de tórax, quanto
maior a quantidade de ar, maior será o
comprometimento.
■ Hemopneumotórax – acúmulo de
sangue a ar no espaço pleural.
Derrame Pleural
■ Acúmulo de líquido no espaço pleural, que
causa compressão dos pulmões e
comprometimento nas trocas gasosas, o mais
comum é o acúmulo de líquido de aspecto
aquoso que é chamado de hidrotórax.
■ Tratamento dessas alterações –
toracocentese e drenagem de tórax
Toracocentese
■ Punção torácica com agulha ou cateter de grosso
calibre, objetivando descomprimir o espaço
pleural e consequentemente melhorar a
respiração.
■ A toracocentese também pode
ser realizada para fins diagnósticos
Materiais necessários
■ Colocar todo o material em um carrinho de curativo;
■ Anti-séptico;
■ Gases e esparadrapo;
■ Agulha de grosso calibre;
■ Agulha para anestesia local;
■ Anestésico sem vasoconstritor
■ Seringas de 20 e 10 mls;
■ Frascos estéreis (pequeno) para colher o material para
exame;
■ Luvas procedimento;
■ Materiais para pequena cirurgia;
Cuidados com o paciente
■ Esclarecer ao paciente sobre o exame e colocá-lo
sentado com o braço do lado a ser puncionado,
elevando com a mão apoiada na nuca.
■ Orientar ao paciente a parar de respirar no momento da
punção (depende do médico).
■ Estar atento a acidentes que podem ocorrer na punção,
desvio do coração e grande vasos por esvaziamento
rápido da cavidade pleural, hipotensão, dispnéia,
cianose, sangramento (provocado por rompimento de
vasos), punção do parênquima pulmonar.
■ Após a retirada da agulha, manter curativo
compressivo.
Drenagem de Tórax ou Pleural
■ Introdução de um dreno no espaço pleural,
tem por finalidade promover a saída contínua
de líquido ou secreções que ali se acumulam.
■ Material necessário:
■ Carrinho auxiliar; material de pequena cirurgia;
fios de sutura (para fixar o dreno a pele); luvas
estéreis; material para anestesia local; frasco
de drenagem de tórax; frasco com água estéril
ou soro fisiológico; extensão de drenagem;
dreno de tórax, lâmina de bisturi.
DRENAGEM DE TÓRAX
Cuidados de enfermagem
■ Antes da drenagem:
■ Posicionar o paciente com o lado a ser drenado
elevado e com a mão apoiada na nuca;
■ Orientar para não mexer durante o procedimento;
■ Preparar o sistema de drenagem com técnica
asséptica:
❑ Colocar o líquido dentro do frasco em quantidade suficiente
que permita a imersão de mais ou menos 2 cm do tubo d
vidro ou metal que encontra-se dentro do frasco.
❑ Conectar após a instalação do dreno, sua extremidade livre
ao intermediário da extensão de borracha e fixar com
esparadrapo.
■ Com o sistema de drenagem:
■ Verificar se as conecções estão fixar e bem
adaptadas;
■ Manter o frasco em nível mais baixo em relação ao
tórax para facilitar o escoamento de liquido e impedir
o seu retorno para a cavidade pleural;
■ Verificar o funcionamento do dreno, através da
oscilação do liquido na extensão;
■ Ordenhar periodicamente a extensão de borracha no
sentido descendente; (evitando obstruções);
■ Trocar diariamente o frasco de drenagem.
Cuidados de enfermagem
■ Com o paciente:
■ Observar se há queixas de dor e dispnéia;
■ Manter o dreno em posição adequada, sem dobras;
■ Não prender com esparadrapo a extensão de borracha no
leito, pois o dreno poderá ser retirado com a movimentação
do paciente;
■ Manter em posição de fowler ou semi fowler;
■ Orientar o paciente para não deitar sobre o dreno ou
dobrá-lo;
■ Deambular com o frasco abaixo do nível do tórax;
■ Estimular a deambulação e exercícios respiratórios;
■ Trocar diariamente o curativo do local da inserção do dreno.
Cuidados de enfermagem

DISTURBIOS RESPIRATÓRIOS ESTUDO E RESUMO

  • 1.
    Distúrbios do Sistema Respiratório Profª.Mestre Silvia Manfrin Alves Correia.
  • 2.
    Anatomia do Sistema Respiratório ■O sistema respiratório humano é constituído por um par de pulmões e por vários órgãos que conduzem o ar para dentro e para fora das cavidades pulmonares.
  • 4.
    Função do SistemaRespiratório ■ Respiração: característica básica dos seres vivos; ■ Consiste na absorção do oxigênio e a eliminação do gás carbônico resultante das oxidações celulares; ■ Troca de gases: O sangue é o elemento intermediário entre células do organismo e o meio.
  • 5.
    Sistema Respiratório ■ Tratorespiratório Superior ■ Nariz ■ Boca ■ Faringe ■ Laringe
  • 6.
    Faringe ■ Tubo muscularassociado a dois sistemas, respiratório e digestivo, situando-se posteriormente à cavidade nasal, bucal e à laringe. ❑ parte nasal: superior, que se comunica com a cavidade nasal. ❑ parte bucal: média, que se comunica com a cavidade bucal propriamente dita por uma abertura denominada istmo da garganta. ❑ parte laríngea: inferior, situada posteriormente à laringe e continuada diretamente pelo esôfago. ❑ Função: canal comum para a passagem do alimento ingerido e do ar inspirado.
  • 7.
    Laringe ■ Órgão tubular,situado no plano mediano e anterior do pescoço que, além de via aerífera, é órgão de fonação (produção de som). Localiza-se anteriormente à faringe e é continuada pela traquéia. ■ Esqueleto: cartilaginoso. ❑ cartilagens tireóide, cricóide, aritenóide e epiglótica.
  • 8.
    Traquéia e Brônquios ■Traquéia: estrutura cilindróide constituída por uma série de anéis cartilagíneos incompletos, sobrepostos e ligados entre si pelos ligamentos anulares. A parede posterior é desprovida de cartilagem, apresentando musculatura lisa. ■ Brônquios: a traquéia divide-se nos 2 brônquios principais, direito e esquerdo: ❑ brônquios principais (primeira ordem) ❑ brônquios lobares ou secundários (segunda ordem) ❑ brônquios segmentares (terceira ordem) ❑ segmentos broncopulmorares ❑ alvéolos pulmonares
  • 10.
    Pleuras e Pulmões ■Pulmões: localizados na caixa torácica e entre eles há uma região mediana (mediastino), ocupada pelo coração, grandes vasos e alguns ramos proximais, esôfago, parte da traquéia e brônquios principais, além de nervos e vasos linfáticos. ■ Estão envoltos por sacos serosos e completamente fechados, chamados de pleuras: ❑ pleura visceral: reveste a superfície do pulmão. ❑ pleura parietal: recobre a face interna da parede do tórax. ❑ cavidade pleural: contém líquido que permite o deslizamento dos folhetos e a mecânica respiratória.
  • 11.
    Principais Sinais e Sintomasde Doenças Respiratórias
  • 12.
    Alterações no padrãoe na frequência respiratória: Ortopnéia; Bradpnéia; Taquipnéia; dispnéia; respiração de Cheyne Stocks. Tosse – é o resultado da irritação das membranas mucosas em qualquer parte do trato respiratório. Aumento na produção de secreções (é a reação dos pulmões a qualquer agressão ás vias respiratórias. Cianose (labial e extremidades) - indica suprimento insuficiente de O² aos tecidos do organismo (hipóxia).
  • 13.
    ■ Presença deruídos adventícios a ausculta pulmonar. ■ Hemoptise – expectoração de sangue proveniente das vias respiratórias, através da boca ou narinas. ■ Baqueteamento dos dedos (acropatia) – observa-se baqueteamento dos dedos como sinal de doença pulmonar nos pacientes com condições hipóxicas crônicas, infecções pulmonares crônicas. ■ Hipertermia – Sugere processo infeccioso nas vias respiratórias. ■ Dor torácica – não é um sintoma exclusivo de comprometimento respiratório, pode estar associada também à cardiopatias.
  • 14.
  • 15.
  • 16.
    ■ “Insuficiência Respiratóriasúbita e progressiva correspondente ao extravasamento de líquido seroso para espaço intersticial e/ou alvéolos pulmonares”
  • 17.
    Causas de EAP ■Infarto do miocárdio - é a causa mais comum ■ Disfunção do músculo cardíaco ■ Doenças das válvulas, aórtica ou pulmonar ■ Administração exagerada de líquidos, comum em crianças ou pacientes que recebem líquidos (soros) em excesso. ■ Na insuficiência cardíaca esquerda, há um acúmulo de sangue nas veias e capilares pulmonares a tal ponto que acontece um extravasamento de fluídos para os espaços aéreos dos pulmões. Isso deixa o pulmão menos elástico e com menos superfície de contato entre os gazes inspirados e o sangue.
  • 18.
    Sintomatologia ■ Dispnéia rapidamenteprogressiva ■ Taquipnéia ■ Tosse ■ Escarro espumoso e sanguinolento ■ Ansiedade ■ Palidez ■ Taquicardia ■ PA aumentada ■ Estertores e roncos bilaterais ■ Sudorese excessiva ■ Sopros cardíacos
  • 19.
    Alterações ao ExameFísico ■ Palidez cutânea e sudorese fria ■ Cianose de extremidades ■ Uso da musculatura respiratória acessória ■ Taquipnéia ■ Estertores audíveis em extensão variável do tórax ■ Sibilância difusa ■ Ausculta cardíaca prejudicada pela respiração ruidosa, ■ Elevações pressóricas
  • 20.
    Ações de Enfermagem ■1) Aspiração; ■ 2) Posição de fowler, com pernas e pés mais baixos que o resto do corpo; ■ 3) (ATENÇÃO; UTILIZADO EM REGIOES COM POUCOS RECURSOS) Uso de torniquetes rotativos: garroteamento de 3 membros com rodízio (sentido horário). Em MMII o Garroteamento é feito na coxa; Em MMSS é feito no antebraço ; ■ O rodízio é feito a cada cinco minutos . Quando os sintomas forem aliviados , os torniquetes são retirados removendo um de cada vez a intervalos de 15 minutos ■ A vantagem do uso do torniquete é que diminui retorno venoso e o fluxo de saída do ventrículo direito, ajudando a descongestionar os pulmões .
  • 21.
    ■ 4) Observarsinais de intoxicação digitálica (sudorese, náuseas, vômitos); ■ 5) Oxigenação (administração de O2 a 100% através de máscara facial); ■ 6) Controle de sinais vitais; ■ 7) Apoio psicológico (Uma característica do edema pulmonar é o medo extremo e a ansiedade que se intensificam tornando a condição mais grave) ■ 8) Administração dos medicamentos solicitados pelo médico . Ações de Enfermagem
  • 22.
  • 23.
    Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica(DPOC) É um estado da doença caracterizado pela limitação do fluxo aéreo, causado pelo enfisema e/ou bronquite crônica. A limitação do fluxo aéreo é geralmente progressiva e associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões à partículas ou gases nocivos. A Asma costuma ser classificada como uma DPOC, porém agora, ela é considerada um distúrbio a parte, caracterizada por uma condição reversível.
  • 24.
    ■ MECANISMOS SUBJACENTESÀ LIMITAÇÃO DO FLUXO AÉREO NA DPOC INFLAMAÇÃO Doença das pequenas Destruição vias aéreas parenquimatosa LIMITAÇÃO DO FLUXO AÉREO
  • 25.
    Fisiopatologia • A limitaçãocrônica do fluxo aéreo característica da DPOC é causada por uma mistura da doença das pequenas vias aéreas e da destruição parenquimatosa cujas contribuições relativas variam de pessoa para pessoa. • A inflamação crônica causa remodelamento e estreitamento das pequenas vias aéreas. • A destruição do parênquima pulmonar, também por processos inflamatórios, leva à perda das conexões alveolares às pequenas vias aéreas e reduz o recolhimento elástico pulmonar; • Tais alterações diminuem a habilidade das vias aéreas se manterem abertas durante a expiração.
  • 26.
    Epidemiologia DPOC ☞ Brasil- 198 milhões de habitantes - 30% tabagista - 15% desenvolvem DPOC - logo cerca de 10 milhões de pacientes com essa doença - o que implica graves repercussões na área de Saúde Pública. ☞ 5ª causa de óbito. ☞ 4% dos homens e 2% das mulheres > 45anos. ☞ Importante causa de absenteísmo no trabalho. ☞ 2º causa de hospitalização.
  • 27.
    Fatores de Risco ■1- TABAGISMO - responsável por 80 a 90% das causas. ■ 2 - INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS RECORRENTES Infecções (bacterianas e virais) ■ 3 - PREDISPOSIÇÃO FAMILIAR (relação genética) ■ 4 - POLUIÇÃO DO AR – extradomiciliar e intradomiciliar (fogão à lenha). ■ 5 - EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL (vapores e fumaças)
  • 28.
    Sintomas relacionados ■ Ossintomas da DPOC aparecem de maneira lenta e progressiva, sendo comum o paciente dar atenção à doença somente quando essa se encontra em estágio avançado. ■ A tosse é o sintoma mais comum, geralmente se apresenta com produção de secreção pulmonar, cuja expectoração é mais intensa pela manhã. A duração da tosse é crônica (meses a anos), podendo ser diária ou intermitente. ■ Falta de ar, que inicialmente surge com os grandes esforços físicos, piorando progressivamente ao longo do tempo. Os indivíduos sedentários podem perceber a falta de ar somente quando essa for mais intensa, afetando as atividades do cotidiano. ■ É comum o paciente apresentar sibilos.
  • 29.
  • 30.
    Bronquite Crônica ■ Conceito ■A bronquite crônica é uma condição clínica caracterizada por excesso de secreção mucosa na árvore brônquica, levando a sintomas de tosse crônica ou de repetição junto com expectoração, pelo menos em 3 meses do ano, e em dois anos sucessivos; sem outra doença que explique a tosse
  • 31.
    Fisiopatologia ■ A fumaçaou um outro poluente ambiental irrita as vias aéreas, resultando em hipersecreção do muco e inflamação. ■ As paredes dos brônquios tornam-se espessadas, estreitando a luz dos brônquios, e o muco pode bloquear a passagem aérea. ■ Com isso o paciente torna-se mais suscetível as infecções respiratórias. ■ Na bronquite crônica, as secreções acumuladas nos bronquíolos interferem com a respiração eficaz.
  • 32.
    Manifestações Clínicas ■ Umatosse crônica e produtiva nos meses de inverno é o sinal precoce de bronquite crônica. ■ O clima frio, a umidade e os irritantes pulmonares podem exacerbar a tosse. ■ A bronquite crônica frequentemente apresenta-se na quinta década de vida com uma história de tabagismo e aumento da freqüência das infecções respiratórias.
  • 33.
    Tratamento ■ Reduzir airritação da arvore brônquica. ■ Os antibióticos ajuda a tratar as infecções agudas relacionadas com a bronquite crônica. A maioria das pessoas com bronquite crônica não necessitam tomar antibióticos constantemente. ■ Receita-se broncodilatadores para facilitar a chegada do ar até os pulmões. Estes podem ser inalados ou ingeridos. ■ Eliminar as fontes de irritação e de infecção do nariz, garganta, boca, seios paranasais e os tubos bronquiais. ■ Parar de fumar.
  • 34.
  • 35.
    Definição de Enfisema ■É definido como uma distensão anormal dos espaços aéreos distais dos bronquíolos terminais, com destruição das paredes alveolares. ■ É um estágio final de um processo que progrediu lentamente por muitos anos. ■ Pelo tempo que o paciente desenvolveu os sintomas, a função pulmonar em geral esta irreversivelmente comprometida.
  • 36.
    Fisiopatologia ■ A exposiçãoprolongada do indivíduo a substâncias patógenas leva a uma inflamação crônica. A longo prazo, promove a destruição do arcabouço elástico do pulmão. ■ Os macrófagos são anormais em fumantes e destroem o tecido pulmonar, além disso, os leucócitos que combatem a infecção pulmonar estão alterados e liberam enzimas que também destrói o tecido, e ainda a alfa-1-antitripsina, que funciona defendendo o tecido pulmonar contra essas enzimas, encontra-se inativa pela ação de oxidantes liberados pela fumaça do cigarro e pela ação dos leucócitos anormais.
  • 37.
    ■ Podemos dizerainda que uma pessoa que sofre de enfisema tem grande dificuldade de realizar as trocas gasosas. ■ Nos estágios tardios da doença, a eliminação de dióxido de carbono fica comprometida, resultando em um aumento da tensão de dióxido de carbono no sangue arterial; causando assim acidose respiratória. Fisiopatologia
  • 38.
    Manifestações Clínicas ■ Oenfisema é caracterizado pela perda da elasticidades do tecido pulmonar, destruição das estruturas que suportam os alvéolos, e destruição dos capilares que os nutrem. ■ Os sintomas incluem: ■ Falta de ar; ■ Hipoventilação; ou hiperventilação ■ Mais avançado: Tórax expandido, deformidades das unhas decorrentes da hipóxia. ■ Cianose generalizada
  • 39.
    Tratamento ■ O enfisemaé uma condição degenerativa irreversível. ■ A medida mais importante é a interrupção do tabagismo por parte do paciente e a diminuição à exposição a cigarros. ■ A reabilitação pulmonar é util. ■ Tratado com anticolinérgicos (bloqueia SN parassimpático), broncodilatadores e medicação esteróide. ■ Além disso a suplementação de oxigênio também é necessária.
  • 40.
  • 41.
    Definição de asma ■É uma doença obstrutiva das vias aéreas, caracterizada por redução do fluxo aéreo, devido ao broncoespasmo.
  • 42.
    Classificação ■ Asma extrínseca(alérgica) – resulta das reações alérgicas e inalantes, como perfumes, flores, poeira, mofo, etc. ■ Tem caráter hereditário, e inicia - se geralmente na infância. ■ Asma intrínseca (não alérgica) – não está relacionada a alérgenos específicos, ainda estuda-se muito sobre este tipo de asma. Acredita-se que fatores como resfriado comum, exercícios e emoções fortes podem desencadear uma crise de asma intrínseca.
  • 43.
    ■ Asma mista– a forma mais comum, apresenta características das formas alérgicas e não alérgicas. ■ Nas crises de asma os pacientes podem desencadear sintomas como: dispnéia, sibílos, sensação de constrição no tórax. Classificação
  • 44.
    Fisiopatologia ■ O sistemaimunológico responde a presença dos alérgenos da seguinte forma: ■ Broncoconstrição/broncoespasmo ■ Aumento do tamanho e número de células produtoras de muco (caliciformes), aumentando a viscosidade e o volume do muco nas vias respiratórias. ■ O acúmulo excessivo de muco, o broncoespasmo dificulta o transporte de oxigênio através da membrana alveolocapilar, resultando em hipóxia.
  • 45.
  • 46.
    Definição Pneumonia ■ Pneumoniasão infecções que se instalam nos alvéolos pulmonares. Além da região dos alvéolos, a pneumonia pode, às vezes, atingir os interstícios (espaço entre um alvéolo e outro). ■ Inflamação do Parênquima Pulmonar
  • 47.
    Causa ■ Basicamente, aspneumonias são provocadas pela penetração de um agente infeccioso ou irritante (bactérias, vírus, fungos e por reações alérgicas) no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa. ■ As infecções mais comuns são causadas pelas bactérias Streptococcus pneumoniae ou Diplococcus pneumoniae ■ Diferentes do vírus da gripe, que é altamente infectante, os agentes infecciosos da pneumonia não costumam ser transmitidos facilmente.
  • 48.
    Sinais e Sintomas ■Febre alta; ■ Tosse; ■ Dor torácica; ■ Alterações da pressão arterial; ■ Confusão mental; ■ Mal-estar generalizado; ■ Dispnéia; ■ Secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada; ■ Calafrios ; ■ Falta de apetite; ■ Alterações nos sons auscultados no pulmão.
  • 49.
    Fatores de Risco ■Fumo: provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos; ■ Álcool: interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório; ■ Ar-condicionado: deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias; ■ Resfriados mal cuidados; ■ Mudanças bruscas de temperatura; ■ Alergias Respiratórias e Pneumoconioses.
  • 50.
    Tratamento ■ O tratamentodas pneumonias requer o uso de antibióticos em caso de origem bacteriana ou fungica e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias. ■ A internação hospitalar para idosos: comprometimento da função dos rins e da pressão arterial, dificuldade respiratória caracterizada pela baixa oxigenação do sangue porque o alvéolo está cheio de secreção e não funciona para a troca de gases.
  • 51.
  • 52.
    Empiema pleural ■ Éo acúmulo de secreção purulenta no espaço pleural, esta sempre relacionado com alguma patologia. ■ O pneumococo e o streptococo são os principais agentes causadores de empiema, que, após provocarem processos inflamatórios pulmonares, atingem a cavidade pleural por via linfática, sanguínea ou por contaminação direta.
  • 53.
    Hemotórax ■ Acúmulo desangue no espaço pleural, causado por trauma torácico (rompimentos de vasos sanguíneos), a gravidade do caso depende da quantidade de sangue acumulado. ■ O sangue acumulado entre as pleuras comprime os pulmões e interfere na troca gasosa.
  • 54.
    Pneumotórax ■ Acúmulo dear na cavidade pleural, pode ser decorrente de patologias ou relacionado a trauma de tórax, quanto maior a quantidade de ar, maior será o comprometimento. ■ Hemopneumotórax – acúmulo de sangue a ar no espaço pleural.
  • 55.
    Derrame Pleural ■ Acúmulode líquido no espaço pleural, que causa compressão dos pulmões e comprometimento nas trocas gasosas, o mais comum é o acúmulo de líquido de aspecto aquoso que é chamado de hidrotórax. ■ Tratamento dessas alterações – toracocentese e drenagem de tórax
  • 56.
    Toracocentese ■ Punção torácicacom agulha ou cateter de grosso calibre, objetivando descomprimir o espaço pleural e consequentemente melhorar a respiração. ■ A toracocentese também pode ser realizada para fins diagnósticos
  • 57.
    Materiais necessários ■ Colocartodo o material em um carrinho de curativo; ■ Anti-séptico; ■ Gases e esparadrapo; ■ Agulha de grosso calibre; ■ Agulha para anestesia local; ■ Anestésico sem vasoconstritor ■ Seringas de 20 e 10 mls; ■ Frascos estéreis (pequeno) para colher o material para exame; ■ Luvas procedimento; ■ Materiais para pequena cirurgia;
  • 58.
    Cuidados com opaciente ■ Esclarecer ao paciente sobre o exame e colocá-lo sentado com o braço do lado a ser puncionado, elevando com a mão apoiada na nuca. ■ Orientar ao paciente a parar de respirar no momento da punção (depende do médico). ■ Estar atento a acidentes que podem ocorrer na punção, desvio do coração e grande vasos por esvaziamento rápido da cavidade pleural, hipotensão, dispnéia, cianose, sangramento (provocado por rompimento de vasos), punção do parênquima pulmonar. ■ Após a retirada da agulha, manter curativo compressivo.
  • 59.
    Drenagem de Tóraxou Pleural ■ Introdução de um dreno no espaço pleural, tem por finalidade promover a saída contínua de líquido ou secreções que ali se acumulam. ■ Material necessário: ■ Carrinho auxiliar; material de pequena cirurgia; fios de sutura (para fixar o dreno a pele); luvas estéreis; material para anestesia local; frasco de drenagem de tórax; frasco com água estéril ou soro fisiológico; extensão de drenagem; dreno de tórax, lâmina de bisturi.
  • 60.
  • 61.
    Cuidados de enfermagem ■Antes da drenagem: ■ Posicionar o paciente com o lado a ser drenado elevado e com a mão apoiada na nuca; ■ Orientar para não mexer durante o procedimento; ■ Preparar o sistema de drenagem com técnica asséptica: ❑ Colocar o líquido dentro do frasco em quantidade suficiente que permita a imersão de mais ou menos 2 cm do tubo d vidro ou metal que encontra-se dentro do frasco. ❑ Conectar após a instalação do dreno, sua extremidade livre ao intermediário da extensão de borracha e fixar com esparadrapo.
  • 62.
    ■ Com osistema de drenagem: ■ Verificar se as conecções estão fixar e bem adaptadas; ■ Manter o frasco em nível mais baixo em relação ao tórax para facilitar o escoamento de liquido e impedir o seu retorno para a cavidade pleural; ■ Verificar o funcionamento do dreno, através da oscilação do liquido na extensão; ■ Ordenhar periodicamente a extensão de borracha no sentido descendente; (evitando obstruções); ■ Trocar diariamente o frasco de drenagem. Cuidados de enfermagem
  • 63.
    ■ Com opaciente: ■ Observar se há queixas de dor e dispnéia; ■ Manter o dreno em posição adequada, sem dobras; ■ Não prender com esparadrapo a extensão de borracha no leito, pois o dreno poderá ser retirado com a movimentação do paciente; ■ Manter em posição de fowler ou semi fowler; ■ Orientar o paciente para não deitar sobre o dreno ou dobrá-lo; ■ Deambular com o frasco abaixo do nível do tórax; ■ Estimular a deambulação e exercícios respiratórios; ■ Trocar diariamente o curativo do local da inserção do dreno. Cuidados de enfermagem