VIDA E OBRA DE CAMÕES Sumariamente, neste trabalho, pretende-se contextualizar a vida e obra de Camões.
VIDA E OBRA DE CAMÕES    Contextualização O Homem, medida de todas as coisas
VIDA E OBRA DE CAMÕES    Contextualização A  Idade Média  foi considerada uma época de trevas, de ignorância e de barbárie.
À  Idade Média , no entanto,   deve reconhecer-se-lhe uma grande vitalidade intelectual  já que, durante esse longo período, se sucederam os “ renascimentos ” e os esforços para reelaborar a sabedoria clássica.
VIDA E OBRA DE CAMÕES    Contextualização A  Idade Média  preparou, pouco a pouco, o  Renascimento …
O  Renascimento ,  designação ainda que imperfeita…, indica uma  época dotada de individualidade própria , caracterizada por um  novo espírito crítico , um  escrupuloso desejo de restituir os textos à pureza original , uma  confiança nova nas forças naturais do homem  –  medida de todas as coisas .
VIDA E OBRA DE CAMÕES    Contextualização A  grande contribuição portuguesa  para o Renascimento foi a expansão pelos  Descobrimentos .
Os  Descobrimentos  desvendaram novos mundos, alargando assim o conhecimento do Mundo e do Homem,  ostentando a primazia da observação e da experiência sobre o saber livresco
VIDA E OBRA DE CAMÕES    Contextualização Em Portugal, é com  Sá de Miranda,  que passara anos estudando na Itália, que as inovações dos poetas do Renascimento italiano, como o verso decassílabo e as posturas amorosas do Doce  stil nouvo são conhecidos.
É Sá de Miranda que introduz em Portugal a medida nova.  Medida caracterizada pelo  verso decassílabo  (clássico ou heróico) e pelos novos subgéneros de origem greco-latina ou italiana:  a ode,  o soneto , a canção,  a epopeia , a tragédia , etc
À  medida nova  opõe-se a  medida velha , caracterizada por estruturas como a  esparsa , o  vilancete , em redondilha menor ou maior.
VIDA E OBRA DE CAMÕES    Contextualização A ideia de tomar  os antigos como padrão  veio com o Renascimento,  mas  ao conceito de literatura, expresso ou implícito, que tem raízes nessa Antiguidade greco-latina, chamamos  Classicismo .
VIDA E OBRA DE CAMÕES    Contextualização É nesta época que, associado ao  Renascimento  e ao  Classicismo , impera o  humanista .
Humanista  -  estudioso e cultor das  artes humanitatis , e  litterae humaniores , expressões ciceronianas cujo sentido indica que  o conhecimento das letras torna o homem mais humano  por aquilo que elas revelam sobre a sua natureza e condição.
VIDA E OBRA DE CAMÕES    Contextualização O  Humanismo  é um vigoroso movimento de descoberta e reabilitação da literatura e do pensamento da Antiguidade clássica e de afirmação das potencialidades do Homem.
VIDA E OBRA DE CAMÕES    Contextualização Movimentos / Quadro - “ Movimento cultural que, baseado no conhecimento e na imitação dos clássicos (latinos e gregos),  trouxe uma nova concepção de homem , encarado na sua integridade, e veio abrir novos horizontes à Humanidade e rasgar os caminhos da Idade Moderna. ” –  Buescu   Renascimento
VIDA E OBRA DE CAMÕES    Contextualização Movimentos / Quadro - “…a harmoniosa arquitectura da composição, a subordinação dos pormenores à ideia do todo, a clara simplicidade estrutural, a nítida e equilibrada perfeição das formas.” –  António Sérgio - São tais qualidades artísticas que, existindo nas obras dos Antigos, os nosso escritores procuram imitar.  Classicismo
VIDA E OBRA DE CAMÕES    Contextualização Movimentos / Quadro - “Não designa apenas uma tendência literária, uma escola de filólogos, mas também uma direcção de vida, caracterizada pelo interesse que se confere ao elemento humano, objecto de observação e como fundamento da acção.” –  Hoffding - Pode sintetizar-se na famosa frase de Terêncio: “ Nada do que é humano me é estranho .”  Humanismo
VIDA E OBRA DE CAMÕES    O Renascimento em Portugal texto de apoio, excerto de  Os Lusíadas Organização, introdução e notas de Amélia Pinto Pais  “ O nosso século XVI vai ser marcado, ao nível do desenvolvimento socioeconómico, por: -  grande riqueza proveniente dos Descobrimentos e conquistas; -  reforço do poder real (centralização do poder) acompanhado pela decadência da velha nobreza e o aumento do poder económico e político da burguesia;
VIDA E OBRA DE CAMÕES    O Renascimento em Portugal -  abandono da agricultura, por uma vida mais fácil em Lisboa, onde se enriquecia rapidamente; -  decadência moral de costumes, denunciada por Gil Vicente e Sá de Miranda.
VIDA E OBRA DE CAMÕES    O Renascimento em Portugal    A  nível cultural , este século  [ XVI ]  vai ser marcado por  duas grandes linhas de força : -  uma, de  influência estrangeira  (contributo do Renascimento europeu, através de viajantes, muitos deles bolseiros); -  outra, oriunda do nosso  contacto privilegiado com as novas realidades ultramarinas …
VIDA E OBRA DE CAMÕES    O Renascimento em Portugal    A assimilação do Humanismo e Classicismo vai ser, nos dois casos, realizada sob a égide e protecção da Coroa,  tornando-se   o Paço o principal foco de cultura .
VIDA E OBRA DE CAMÕES    O Renascimento em Portugal    O nosso principal contributo para a cultura europeia está ligado à actividade de  humanistas portugueses no estrangeiro  ( André de Resende, por exemplo ) e com a actividade marítima dos  Descobrimentos  ( Garcia de Orta, por exemplo, com os seus  Colóquios dos Simples  e outras  Drogas da Índia ).
VIDA E OBRA DE CAMÕES    O Renascimento em Portugal    [...] A assimilação das doutrinas literárias do classicismo será feita primeiramente através de  Sá de Miranda , que delas tomou conhecimento aquando duma sua viagem a Itália; depois,  António Ferreira  procederá à difusão dessas doutrinas.
VIDA E OBRA DE CAMÕES    O Renascimento em Portugal    Do ponto de vista da literatura marcada pelos Descobrimentos, vamos encontrar toda uma  literatura de viagens :  relatos de naufrágios e expedições  ( História Trágico-Marítima ,  Carta do Achamento do Brasil );  desenvolvimento da historiografia :  Ásia  de João de Barros;  História do Descobrimento e Conquista da Índia pelos Portugueses  de Fernão Lopes de Castanheda;  obras destinadas à formação específica : O Soldado Prático  de Diogo do Couto; obras de carácter picaresco  Peregrinação , de Fernão Mendes Pinto. [...]
VIDA E OBRA DE CAMÕES    O Renascimento em Portugal    Entre os grandes os poetas do nosso Renascimento convém ainda destacar  Diogo Bernardes  e, naturalmente,  Luís de Camões .    A este último se deve a obra máxima da nossa literatura resultante da confluência de duas linhas:  a vontade de fazer renascer o género épico  e a  literatura ligada a viagens  – justamente  Os Lusíadas , publicada em 1572. ”
VIDA E OBRA DE CAMÕES    Datas importantes da época, em Portugal… Cortes de Évora. A fortaleza de Diu é entregue aos portugueses.  1535 Estabelecimento da Inquisição. Fernão de Oliveira publica a primeira  Gramática .  1536 Crise financeira.  1532 Terramoto em Lisboa. D.João III requer ao Papa o estabelecimento da Inquisição em Portugal.  1531 Data provável do nascimento de Camões.  1525
VIDA E OBRA DE CAMÕES O Santo Ofício inicia a censura. Primeiros autos-de-fé. Chegada dos Jesuítas a Portugal. João de Barros publica  Gramática .  1540 O Santo Ofício inicia a sua actividade em Lisboa, sendo o Cardeal D. Henrique o primeiro Inquisidor-mor. Damião Góis publica, em Lovaina,  Comentari rerum gestarum in India .  1539 Pedro Nunes ocupa-se, pela primeira vez em bases científicas, da carta de marear. Tradução do  Tratado de Esfera  por Pedro Nunes.  1537
VIDA E OBRA DE CAMÕES Abandono de Arzila (Marrocos). Primeiros contactos com Macau.  1550 D. João III funda o Colégio das Artes em Coimbra.  1548 Nascimento de D. Sebastião, neto de D. João III; futuro rei.  1554 Fundação do Colégio da Companhia de Jesus em Lisboa.  1547 Damião de Góis é denunciado à Inquisição. D. João de Castro é nomeado Vice-Rei da Índia.  1545 Estabelecimento, no Porto, do tribunal da Inquisição.  1541
VIDA E OBRA DE CAMÕES Alvarás contra a mendicidade. Luís de Camões regressa a Lisboa, vindo do Oriente.  1570 Surto da Peste Negra no país.  1569 D. Sebastião atinge a maioridade e assume o Governo.  1568 O cardeal D. Henrique, que assume a regência, institui o Conselho de Estado.  1562 Morte de D. João III. Regência de D. Catarina de Ataíde.  1557
VIDA E OBRA DE CAMÕES Batalha de Alcácer-Quibir; derrota portuguesa; morte de D. Sebastião.  1578 Primeira expedição de D. Sebastião ao Norte de África.  1574 Cortes de Almeirim. Invasão de Portugal pelo exército espanhol. Fernão Mendes Pinto conclui a  Peregrinação . Morte de Luís de Camões.  1580 Damião de Góis é condenado pela Inquisição. Publicam-se  Os Lusíadas , de Luís de Camões.  1572 Processo de Damião de Góis, instaurado pela Inquisição.  1571
IMAGEM DE FUNDO… A  Capela Sistina  é uma  capela  situada no  Palácio Apostólico , residência oficial do  Papa  na  Cidade do Vaticano , erigida entre os anos  1475  e  1483 , durante o  pontificado  do  Papa  Sisto  IV . A  Celebração Eucarística  de inauguração ocorreu em  15 de Agosto  de  1483 .
IMAGEM DE FUNDO… Era um projecto relativamente simples e despretensioso, no início, destinado ao  culto  particular dos papas e da alta  hierarquia eclesiástica , contudo, fruto de uma época de expansão política e territorial da  Santa Sé , viria a tornar-se num dos símbolos desta, tamanha magnificência adquiriu.
IMAGEM DE FUNDO… A celebridade da capela deve-se, também, ao fato de que nela se realizam os  conclaves  para a eleição do  Sumo Pontífice  da  Igreja Católica Romana
IMAGEM DE FUNDO… Contexto histórico   A virada do   Quattrocento   para o   Cinquecento   foi um dos momentos mais marcantes para a   História da Arte Ocidental , quiçá mundial. A   Itália , com epicentro em   Florença ,  deu ao mundo uma tal gama de geniais artistas que parece milagrosa. “ Não há como explicar a existência do génio. É preferível apreciá-lo ”, diz   Gombrich ,  tentando entender por que tantos grandes mestres nasceram no mesmo período.
IMAGEM DE FUNDO…  A Capela Sistina  é um dos locais mais propícios para aquilatar a dimensão desta explosão criativa.     Para a sua feitura concorreram os maiores nomes de que dispunha a Itália no momento.
Vista externa da Capela Sistina do alto da  Basílica de São Pedro .
IMAGEM DE FUNDO…    Baccio   Pontelli   foi o autor do   projecto arquitectónico   para a construção da capela. Este florentino era um dos responsáveis pela reformulação e revitalização   urbanística   que Sisto IV efectuava em Roma, tendo realizado dezenas de obras públicas.
IMAGEM DE FUNDO…    No projecto, construído com a supervisão de   Giovannino  de  Dolci   entre   1473   e  1484 , emprestaram seus dons: Perugino,   Botticelli, Ghirlandaio,   Rosselli ,  Signorelli ,  Pinturicchio ,   Piero   di   Cosimo ,  Bartolomeo   della   Gatta , Rafael e outros. Coroando este festival, alguns anos depois, um dos maiores génios artísticos de todos os   tempos:   Michelangelo   Buonarroti .
IMAGEM DE FUNDO…    As dimensões do projecto de Baccio Pontelli tiveram como inspiração as descrições contidas no   Antigo Testamento   relativas ao   Templo de Salomão . A sua forma é rectangular medindo 40,93 m de longitude, 13,41 m e largura e 20,70 m de altura. Os numerosos artistas vestiram o seu interior, esculpindo e pintando as suas paredes, transformando-a em um estupendo e célebre lugar conhecido em todo o mundo pelas maravilhosas obras de arte que encerra.

Camões - contextualização

  • 1.
    VIDA E OBRADE CAMÕES Sumariamente, neste trabalho, pretende-se contextualizar a vida e obra de Camões.
  • 2.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  Contextualização O Homem, medida de todas as coisas
  • 3.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  Contextualização A Idade Média foi considerada uma época de trevas, de ignorância e de barbárie.
  • 4.
    À IdadeMédia , no entanto, deve reconhecer-se-lhe uma grande vitalidade intelectual já que, durante esse longo período, se sucederam os “ renascimentos ” e os esforços para reelaborar a sabedoria clássica.
  • 5.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  Contextualização A Idade Média preparou, pouco a pouco, o Renascimento …
  • 6.
    O Renascimento, designação ainda que imperfeita…, indica uma época dotada de individualidade própria , caracterizada por um novo espírito crítico , um escrupuloso desejo de restituir os textos à pureza original , uma confiança nova nas forças naturais do homem – medida de todas as coisas .
  • 7.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  Contextualização A grande contribuição portuguesa para o Renascimento foi a expansão pelos Descobrimentos .
  • 8.
    Os Descobrimentos desvendaram novos mundos, alargando assim o conhecimento do Mundo e do Homem, ostentando a primazia da observação e da experiência sobre o saber livresco
  • 9.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  Contextualização Em Portugal, é com Sá de Miranda, que passara anos estudando na Itália, que as inovações dos poetas do Renascimento italiano, como o verso decassílabo e as posturas amorosas do Doce stil nouvo são conhecidos.
  • 10.
    É Sá deMiranda que introduz em Portugal a medida nova. Medida caracterizada pelo verso decassílabo (clássico ou heróico) e pelos novos subgéneros de origem greco-latina ou italiana: a ode, o soneto , a canção, a epopeia , a tragédia , etc
  • 11.
    À medidanova opõe-se a medida velha , caracterizada por estruturas como a esparsa , o vilancete , em redondilha menor ou maior.
  • 12.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  Contextualização A ideia de tomar os antigos como padrão veio com o Renascimento, mas ao conceito de literatura, expresso ou implícito, que tem raízes nessa Antiguidade greco-latina, chamamos Classicismo .
  • 13.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  Contextualização É nesta época que, associado ao Renascimento e ao Classicismo , impera o humanista .
  • 14.
    Humanista - estudioso e cultor das artes humanitatis , e litterae humaniores , expressões ciceronianas cujo sentido indica que o conhecimento das letras torna o homem mais humano por aquilo que elas revelam sobre a sua natureza e condição.
  • 15.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  Contextualização O Humanismo é um vigoroso movimento de descoberta e reabilitação da literatura e do pensamento da Antiguidade clássica e de afirmação das potencialidades do Homem.
  • 16.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  Contextualização Movimentos / Quadro - “ Movimento cultural que, baseado no conhecimento e na imitação dos clássicos (latinos e gregos), trouxe uma nova concepção de homem , encarado na sua integridade, e veio abrir novos horizontes à Humanidade e rasgar os caminhos da Idade Moderna. ” – Buescu Renascimento
  • 17.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  Contextualização Movimentos / Quadro - “…a harmoniosa arquitectura da composição, a subordinação dos pormenores à ideia do todo, a clara simplicidade estrutural, a nítida e equilibrada perfeição das formas.” – António Sérgio - São tais qualidades artísticas que, existindo nas obras dos Antigos, os nosso escritores procuram imitar. Classicismo
  • 18.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  Contextualização Movimentos / Quadro - “Não designa apenas uma tendência literária, uma escola de filólogos, mas também uma direcção de vida, caracterizada pelo interesse que se confere ao elemento humano, objecto de observação e como fundamento da acção.” – Hoffding - Pode sintetizar-se na famosa frase de Terêncio: “ Nada do que é humano me é estranho .” Humanismo
  • 19.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  O Renascimento em Portugal texto de apoio, excerto de Os Lusíadas Organização, introdução e notas de Amélia Pinto Pais  “ O nosso século XVI vai ser marcado, ao nível do desenvolvimento socioeconómico, por: - grande riqueza proveniente dos Descobrimentos e conquistas; - reforço do poder real (centralização do poder) acompanhado pela decadência da velha nobreza e o aumento do poder económico e político da burguesia;
  • 20.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  O Renascimento em Portugal - abandono da agricultura, por uma vida mais fácil em Lisboa, onde se enriquecia rapidamente; - decadência moral de costumes, denunciada por Gil Vicente e Sá de Miranda.
  • 21.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  O Renascimento em Portugal  A nível cultural , este século [ XVI ] vai ser marcado por duas grandes linhas de força : - uma, de influência estrangeira (contributo do Renascimento europeu, através de viajantes, muitos deles bolseiros); - outra, oriunda do nosso contacto privilegiado com as novas realidades ultramarinas …
  • 22.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  O Renascimento em Portugal  A assimilação do Humanismo e Classicismo vai ser, nos dois casos, realizada sob a égide e protecção da Coroa, tornando-se o Paço o principal foco de cultura .
  • 23.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  O Renascimento em Portugal  O nosso principal contributo para a cultura europeia está ligado à actividade de humanistas portugueses no estrangeiro ( André de Resende, por exemplo ) e com a actividade marítima dos Descobrimentos ( Garcia de Orta, por exemplo, com os seus Colóquios dos Simples e outras Drogas da Índia ).
  • 24.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  O Renascimento em Portugal  [...] A assimilação das doutrinas literárias do classicismo será feita primeiramente através de Sá de Miranda , que delas tomou conhecimento aquando duma sua viagem a Itália; depois, António Ferreira procederá à difusão dessas doutrinas.
  • 25.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  O Renascimento em Portugal  Do ponto de vista da literatura marcada pelos Descobrimentos, vamos encontrar toda uma literatura de viagens : relatos de naufrágios e expedições ( História Trágico-Marítima , Carta do Achamento do Brasil ); desenvolvimento da historiografia : Ásia de João de Barros; História do Descobrimento e Conquista da Índia pelos Portugueses de Fernão Lopes de Castanheda; obras destinadas à formação específica : O Soldado Prático de Diogo do Couto; obras de carácter picaresco Peregrinação , de Fernão Mendes Pinto. [...]
  • 26.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  O Renascimento em Portugal  Entre os grandes os poetas do nosso Renascimento convém ainda destacar Diogo Bernardes e, naturalmente, Luís de Camões .  A este último se deve a obra máxima da nossa literatura resultante da confluência de duas linhas: a vontade de fazer renascer o género épico e a literatura ligada a viagens – justamente Os Lusíadas , publicada em 1572. ”
  • 27.
    VIDA E OBRADE CAMÕES  Datas importantes da época, em Portugal… Cortes de Évora. A fortaleza de Diu é entregue aos portugueses. 1535 Estabelecimento da Inquisição. Fernão de Oliveira publica a primeira Gramática . 1536 Crise financeira. 1532 Terramoto em Lisboa. D.João III requer ao Papa o estabelecimento da Inquisição em Portugal. 1531 Data provável do nascimento de Camões. 1525
  • 28.
    VIDA E OBRADE CAMÕES O Santo Ofício inicia a censura. Primeiros autos-de-fé. Chegada dos Jesuítas a Portugal. João de Barros publica Gramática . 1540 O Santo Ofício inicia a sua actividade em Lisboa, sendo o Cardeal D. Henrique o primeiro Inquisidor-mor. Damião Góis publica, em Lovaina, Comentari rerum gestarum in India . 1539 Pedro Nunes ocupa-se, pela primeira vez em bases científicas, da carta de marear. Tradução do Tratado de Esfera por Pedro Nunes. 1537
  • 29.
    VIDA E OBRADE CAMÕES Abandono de Arzila (Marrocos). Primeiros contactos com Macau. 1550 D. João III funda o Colégio das Artes em Coimbra. 1548 Nascimento de D. Sebastião, neto de D. João III; futuro rei. 1554 Fundação do Colégio da Companhia de Jesus em Lisboa. 1547 Damião de Góis é denunciado à Inquisição. D. João de Castro é nomeado Vice-Rei da Índia. 1545 Estabelecimento, no Porto, do tribunal da Inquisição. 1541
  • 30.
    VIDA E OBRADE CAMÕES Alvarás contra a mendicidade. Luís de Camões regressa a Lisboa, vindo do Oriente. 1570 Surto da Peste Negra no país. 1569 D. Sebastião atinge a maioridade e assume o Governo. 1568 O cardeal D. Henrique, que assume a regência, institui o Conselho de Estado. 1562 Morte de D. João III. Regência de D. Catarina de Ataíde. 1557
  • 31.
    VIDA E OBRADE CAMÕES Batalha de Alcácer-Quibir; derrota portuguesa; morte de D. Sebastião. 1578 Primeira expedição de D. Sebastião ao Norte de África. 1574 Cortes de Almeirim. Invasão de Portugal pelo exército espanhol. Fernão Mendes Pinto conclui a Peregrinação . Morte de Luís de Camões. 1580 Damião de Góis é condenado pela Inquisição. Publicam-se Os Lusíadas , de Luís de Camões. 1572 Processo de Damião de Góis, instaurado pela Inquisição. 1571
  • 32.
    IMAGEM DE FUNDO…A Capela Sistina é uma capela situada no Palácio Apostólico , residência oficial do Papa na Cidade do Vaticano , erigida entre os anos 1475 e 1483 , durante o pontificado do Papa Sisto IV . A Celebração Eucarística de inauguração ocorreu em 15 de Agosto de 1483 .
  • 33.
    IMAGEM DE FUNDO…Era um projecto relativamente simples e despretensioso, no início, destinado ao culto particular dos papas e da alta hierarquia eclesiástica , contudo, fruto de uma época de expansão política e territorial da Santa Sé , viria a tornar-se num dos símbolos desta, tamanha magnificência adquiriu.
  • 34.
    IMAGEM DE FUNDO…A celebridade da capela deve-se, também, ao fato de que nela se realizam os conclaves para a eleição do Sumo Pontífice da Igreja Católica Romana
  • 35.
    IMAGEM DE FUNDO…Contexto histórico  A virada do Quattrocento para o Cinquecento foi um dos momentos mais marcantes para a História da Arte Ocidental , quiçá mundial. A Itália , com epicentro em Florença , deu ao mundo uma tal gama de geniais artistas que parece milagrosa. “ Não há como explicar a existência do génio. É preferível apreciá-lo ”, diz Gombrich , tentando entender por que tantos grandes mestres nasceram no mesmo período.
  • 36.
    IMAGEM DE FUNDO… A Capela Sistina é um dos locais mais propícios para aquilatar a dimensão desta explosão criativa.  Para a sua feitura concorreram os maiores nomes de que dispunha a Itália no momento.
  • 37.
    Vista externa daCapela Sistina do alto da Basílica de São Pedro .
  • 38.
    IMAGEM DE FUNDO… Baccio Pontelli foi o autor do projecto arquitectónico para a construção da capela. Este florentino era um dos responsáveis pela reformulação e revitalização urbanística que Sisto IV efectuava em Roma, tendo realizado dezenas de obras públicas.
  • 39.
    IMAGEM DE FUNDO… No projecto, construído com a supervisão de Giovannino de Dolci entre 1473 e 1484 , emprestaram seus dons: Perugino, Botticelli, Ghirlandaio, Rosselli , Signorelli , Pinturicchio , Piero di Cosimo , Bartolomeo della Gatta , Rafael e outros. Coroando este festival, alguns anos depois, um dos maiores génios artísticos de todos os tempos: Michelangelo Buonarroti .
  • 40.
    IMAGEM DE FUNDO… As dimensões do projecto de Baccio Pontelli tiveram como inspiração as descrições contidas no Antigo Testamento relativas ao Templo de Salomão . A sua forma é rectangular medindo 40,93 m de longitude, 13,41 m e largura e 20,70 m de altura. Os numerosos artistas vestiram o seu interior, esculpindo e pintando as suas paredes, transformando-a em um estupendo e célebre lugar conhecido em todo o mundo pelas maravilhosas obras de arte que encerra.