INSUFICIÊNCIA 
CARDÍACA 
CRÔNICA 
Egon Henrique Braga Quirino 
Jorgelito Chaves Monteiro 
Karina Pereira de Sá e Silva 
Kherolley Romana Ramos da Silva
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA 
• A insuficiência cardíaca congestiva 
(ICC) refere-se a uma consequência 
fisiopatológica e clínica da insuficiência 
cardíaca: o fenômeno da congestão 
venocapilar. 
• O Aumento resultante da pressão 
venocapilar provoca distensão venosa 
e extravasamento de líquido para o 
interstício, causando edema. 
• A congestão está relacionado com os 
sinais e sintomas decorrentes da 
insuficiência cardíaca. 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS 
• Uma das mais importantes causas de admissão hospitalar no SUS; 
• Incidência da doença aumenta com a idade; 
• Pode afetar pessoas de todas as idades; 
• Motivo mais comum de hospitalização em pessoas com +65 anos; 
• 2º motivo mais comum de consultas médicas; 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS 
• Maior incidência reflete o maior número de pessoas idosas; 
• Hospitalização pode ser evitada com cuidados adequados; 
• Em regiões endêmicas, a doença de Chagas é a principal etiologia da IC em 41% dos 
pacientes; 
• Entre 1999 a 2005 houve tendência de redução de mortalidade, exceto para pacientes acima 
de 80 anos; 
• Dados recentes do estudo MESA (Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis) demonstram que 
diabetes e hipertensão são os responsáveis pela maior incidência em afroamericanos.; 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
FATORES DE RISCO 
• Um fator de risco único pode ser suficiente para causar insuficiência 
cardíaca, mas uma combinação de fatores, de acordo com médicos, 
também pode aumentar o risco da doença: 
– Pressão arterial elevada 
– Doença arterial coronariana 
– Ataque cardíaco 
– Diabetes e alguns medicamentos para tratar a doença 
– Apneia do sono 
– Cardiopatias congênitas 
– Infecção por vírus 
– Consumo de álcool 
– Batimentos cardíacos irregulares, a exemplo de arritmia. 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
TIPOS DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA 
• Quanto ao lado do coração afetado: 
– Insuficiência Cardíaca Esquerda (Nem toda é crônica) 
– Insuficiência Cardíaca Direita 
– Insuficiência Cardíaca Biventricular 
• Quanto ao Aspecto Fisiopatológico: 
– Insuficiência Cardíaca Sistólica 
– Insuficiência Cardíaca Diastólica 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
TIPOS DE IC | INSUFICIÊNCIA CARDÍACA ESQUERDA 
• Constitui a maioria dos casos de IC 
• Relacionado à insuficiência ventricular esquerda (IVE) 
• Sindrome cursa com congestão pulmonar 
– Dispnéia 
– Ortopnéia 
– Dispnéia paroxística noturna 
• Exemplos: 
– Infarto agudo do miocárdio, 
– isquemia miocárdica, 
– miocardiopatia idiopática 
– Sobrecarga de VE, como na cardiopatia hipertensiva e doença valvar. 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
TIPOS DE IC | INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DIREITA 
• Relacionado à insuficiência ventricular direita (IVD) 
• Sindrome cursa com congestão sistêmica 
– Turgência jugular patológica 
– Hepatomegalia 
– Ascite 
– Edema de membros inferiores 
• Exemplos: 
– Cor pulmonale (relacionado à DPOC), 
– Obesidade morbida, 
– Pneumopatias, 
– Tromboembolismo pulmonar 
– Infarto do ventrículo direito 
– Miocardiopatias. 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
TIPOS DE ICC | INSUFICIÊNCIA CARDÍACA BIVENTRICULAR 
• Disfunção cardíaca esquerda + Disfunção cardíaca direita 
• Sindrome cursa com: 
– Congestão pulmonar e sistemica 
• A maioria dos casos inicia como IVE e evolui para biventricular 
(IVE+IVD) 
• Causa mais comum de IVD é IVE 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
TIPOS DE ICC | INSUFICIÊNCIA CARDÍACA SISTÓLICA 
• 50-60% dos casos 
• O problema está na perda da capacidade contrátil do miocárdio 
• Na maioria das vezes provoca dilatação ventricular (cardiopatia dilatada) 
• Redução da fração de ejeção (≤45%) 
• Consequências fisiopatológicas: 
– 1) Baixo débito cardíaco 
– 2) Aumento do volume de enchimento (VDF) 
• Exemplos: 
– Isquemia miocárdica 
– Fase diletada da cardiopatia hipertensiva 
– Miocardiomiopatia dilatada idiopática 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
TIPOS DE ICC | INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DIASTÓLICA 
• 40-50% dos casos 
• Contração miocárdica normal (FE >45%) 
• Restrição patolófica ao enchimento diastólico 
– Causa elevação das pressões de enchimento 
– Aumento da pressão venocapilar (Congestão) 
• Causas: 
– Relaxamento do miocárdio ventricular prejudicado 
– Complacência ventricular reduzida 
• Na maioria dos casos existe hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo (Com 
redução da cavidade ventricular) 
• Exemplos: 
– Fase hipertrófica da cardiopatia hipertensiva 
– Cardiomiopatia hipertrófica 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
DIAGNÓSTICO 
Anamnese Exame Físico 
Avaliação 
Laboratorial 
Exames 
Complementares 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
ANAMNESE 
• Pesquisa de fatores de risco para o desenvolvimento de IC: 
– DAC, HAS, DM, doença de chagas, febre reumática, historia familiar de cardiomiopatia, 
AIDS, uso de drogas ilícitas, etc. 
• Avaliação dos sintomas do paciente quanto ao: 
– início, frequência, características, fatores desencadeantes, uso recente ou atual de 
medicações, capacidade de realização de atividades físicas, dieta, doenças sistêmicas 
ou patologias concomitantes 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
EXAME FÍSICO 
• Varia de acordo com o estágio clínico em que o paciente se 
encontra; 
• Mais comuns: 
– Pele fria, sudorese, pulsos filiformes, estertores pulmonares, edemas 
de MMII, etc. 
• As alterações semiológicas cardíacas incluem: 
– Cardiomegalia, ausculta de 3ª ou 4ª bulhas cardíacas, sopros 
sistólicos, hiperfonese de 2ª bulha pulmonar 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
AVALIAÇÃO LABORATORIAL 
• Hemograma 
• Glicemia de jejum 
• Creatinina sérica 
• Ureia 
• Sódio e potássio plasmáticos 
• Perfil lipídico e análise de urina 
• Exames bioquímicos adicionais 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
EXAMES COMPLEMENTARES 
• Rx torax 
– (congestao / cardiomegalia) 
• Eletrocardiograma 
– (FA, sobrecargas, isquemia) 
• Ecocardiograma 
– (FE, valva, camaras) 
• Ergoespirometria 
• Ressonância magnética 
• Dosagem de BNP 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
DIAGNÓSTICO | CRITÉRIOS DE FRAMINGHAM 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
CLASSIFICAÇÃO DA IC | NEW YORK HEART ASSOCIATION 
CLASSIFICAÇÃO DA NEW YORK HEART ASSOCIATION 
CLASSE I Doença cardíaca, Sem sintomas 
CLASSE II Limitação física para atividades cotidianas, sem sintomas em repouso 
CLASSE III Séria limitação física para atividades simples, sem sintomas em repouso 
CLASSE IV Sintomas em repouso e acentuados por qualquer atividade física 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
CLASSIFICAÇÃO DA IC | PERFIL HEMODINÂMICO 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
CLASSIFICAÇÃO DA IC | PERFIL HEMODINÂMICO 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
TRATAMENTO CLÍNICO 
• As metas globais do tratamento da ICC consistem em aliviar os sintomas 
do paciente, melhorar o estado funcional e a qualidade de vida e 
prolongar a sobrevida. Objetivos do tratamento clínico: 
– Eliminar ou reduzir quaisquer fatores etiológicos contribuintes como, 
hipertensão não controlada ou fibrilação atrial com resposta ventricular rápida. 
– Otimizar os esquemas farmacológicos e outros esquemas terapêuticos. 
– Reduzir a carga de trabalho sobre do coração, diminuindo a pré e a pós–carga. 
– Promover um estilo de vida favorável para a saúde cardíaca 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
TERAPIA NUTRICIONAL 
• Seguir uma dieta com baixo teor de sódio (2 a 3g/dia) e evitar 
o consumo de quantidades excessivas de líquidos são 
prescrições habitualmente recomendadas. 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
TERAPIA ADICIONAL 
• Oxigênio Suplementar 
– A oxigenoterapia pode torna-se necessária com a progressão da IC.A 
necessidade baseia-se no grau de congestão pulmonar e hipoxia 
resultante. 
• Outras intervenções 
– Vários procedimentos e abordagens cirúrgicas podem beneficiar os 
pacientes com IC. Como: revascularização, enxerto de baypass da 
artéria coronária, trocas de válvulas 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO 
Medicamentos Efeitos Terapêuticos Considerações Chave de Enfermagem 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA 
Inibidores da enzima convservadora de Angiotensina (ECA) 
Lisinopril 
PA e pós carga, alivio dos sinais e sintomas e evitar a 
progressão da IC 
Observar a ocorrência de hipotensão sintomática, aumento 
dos níveis séricos de K, tosse e agravamento da função renal. 
Benazepril 
Captopril 
Enalapril 
Fosinopril 
Bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) 
Valsartana 
PA e pós carga, alivio dos sinais e sintomas e evitar a 
progressão da IC 
Observar a ocorrência de hipotensão sintomática, aumento 
dos níveis séricos de K, tosse e agravamento da função renal. 
Candesartana 
Eprosartana 
Losartana 
Agentes Bloqueadores Beta-Adrenérgicos (Betabloqueadores) 
Metoprolol 
Dilata os vasos sanguíneos e pós carga, sinais e 
sintomas da IC, melhora a capacidade de realizar 
exercício 
Observar a ocorrência de diminuição da frequência cardíaca, 
hipertensão, sintomas e fadiga 
Atenolol 
Caverdilol 
Diuréticos 
Diurético de alça: Furosemida 
Sobrecarga de volume de líquido, sinais e sintomas de IC 
Observar a correção de anormalidades eletrolíticas, 
disfunção renal, resistência a diuréticos e diminuição da PA 
e pesar diariamente. 
Diuréticos 
Tiazídicos: 
Hidropoclorotiazid 
a 
Antagonista de 
aldosterona: 
Espironolactoma 
Digitálico 
Diroxina Melhorar a contratilidade, sinais e sintomas de IC Observar a ocorrência de bradicardia e intoxicação digitálica 
Bloqueadores dos canais de cálcio 
Di-hidropiridma Vasodilatação e redução da resistência vascular 
sistêmica 
Observar a ocorrência de hipotensão sintomática e tonturas 
Anlodipino
DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM 
Diagnósticos de Enfermagem Intervenções Resultados Esperados 
Débito Cardíaco Diminuído 
relacionado com a contratilidade 
comprometida. 
• Monitorizar dados vitais; 
• Observar e anotar perfusão periférica; 
• Restringir movimentos; 
• Promover repouso no leito; 
• Oferecer apoio psicológico; 
• Observar sinais: mucosa oral, leitos ungueais, extremidades, estase 
jugular, edema e registrar; 
• Controlar infusão rigorosamente; 
• Controlar balanço hídrico; 
• Pesar se possível. 
Manter débito cardíaco adequado. 
Padrão Respiratório Ineficaz 
• Encorajar a repouso no leito; 
• Auxiliar no conforto em posição e mudança freqüente; 
• Manter decúbito elevado em 45º C; 
• Observar e anotar alteração de padrão respiratório. 
Melhorar a oxigenação. 
Volume de Líquidos Excessivo 
relacionado à retenção de sódio 
e água. 
• Realizar balanço hídrico; 
• Restringir líquidos conforme a prescrição; 
• Investigar a ingestão alimentar e os hábitos que podem contribuir para 
a retenção de líquidos. 
Restaurar o equilíbrio hídrico. 
Intolerância a atividade 
relacionada ao desequilíbrio 
entre o suprimento e a demanda 
do oxigênio. 
• Investigar a resposta do individuo a atividade; 
• Aumentar gradualmente a atividade e avaliar a resposta do individuo. 
Melhorar a tolerância a atividade. 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
Cardiologia

Cardiologia

  • 1.
    INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA Egon Henrique Braga Quirino Jorgelito Chaves Monteiro Karina Pereira de Sá e Silva Kherolley Romana Ramos da Silva
  • 2.
    INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA • A insuficiência cardíaca congestiva (ICC) refere-se a uma consequência fisiopatológica e clínica da insuficiência cardíaca: o fenômeno da congestão venocapilar. • O Aumento resultante da pressão venocapilar provoca distensão venosa e extravasamento de líquido para o interstício, causando edema. • A congestão está relacionado com os sinais e sintomas decorrentes da insuficiência cardíaca. INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 3.
    ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS •Uma das mais importantes causas de admissão hospitalar no SUS; • Incidência da doença aumenta com a idade; • Pode afetar pessoas de todas as idades; • Motivo mais comum de hospitalização em pessoas com +65 anos; • 2º motivo mais comum de consultas médicas; INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 4.
    ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS •Maior incidência reflete o maior número de pessoas idosas; • Hospitalização pode ser evitada com cuidados adequados; • Em regiões endêmicas, a doença de Chagas é a principal etiologia da IC em 41% dos pacientes; • Entre 1999 a 2005 houve tendência de redução de mortalidade, exceto para pacientes acima de 80 anos; • Dados recentes do estudo MESA (Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis) demonstram que diabetes e hipertensão são os responsáveis pela maior incidência em afroamericanos.; INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 5.
    FATORES DE RISCO • Um fator de risco único pode ser suficiente para causar insuficiência cardíaca, mas uma combinação de fatores, de acordo com médicos, também pode aumentar o risco da doença: – Pressão arterial elevada – Doença arterial coronariana – Ataque cardíaco – Diabetes e alguns medicamentos para tratar a doença – Apneia do sono – Cardiopatias congênitas – Infecção por vírus – Consumo de álcool – Batimentos cardíacos irregulares, a exemplo de arritmia. INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 6.
    TIPOS DE INSUFICIÊNCIACARDÍACA • Quanto ao lado do coração afetado: – Insuficiência Cardíaca Esquerda (Nem toda é crônica) – Insuficiência Cardíaca Direita – Insuficiência Cardíaca Biventricular • Quanto ao Aspecto Fisiopatológico: – Insuficiência Cardíaca Sistólica – Insuficiência Cardíaca Diastólica INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 7.
    TIPOS DE IC| INSUFICIÊNCIA CARDÍACA ESQUERDA • Constitui a maioria dos casos de IC • Relacionado à insuficiência ventricular esquerda (IVE) • Sindrome cursa com congestão pulmonar – Dispnéia – Ortopnéia – Dispnéia paroxística noturna • Exemplos: – Infarto agudo do miocárdio, – isquemia miocárdica, – miocardiopatia idiopática – Sobrecarga de VE, como na cardiopatia hipertensiva e doença valvar. INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 8.
    TIPOS DE IC| INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DIREITA • Relacionado à insuficiência ventricular direita (IVD) • Sindrome cursa com congestão sistêmica – Turgência jugular patológica – Hepatomegalia – Ascite – Edema de membros inferiores • Exemplos: – Cor pulmonale (relacionado à DPOC), – Obesidade morbida, – Pneumopatias, – Tromboembolismo pulmonar – Infarto do ventrículo direito – Miocardiopatias. INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 9.
    TIPOS DE ICC| INSUFICIÊNCIA CARDÍACA BIVENTRICULAR • Disfunção cardíaca esquerda + Disfunção cardíaca direita • Sindrome cursa com: – Congestão pulmonar e sistemica • A maioria dos casos inicia como IVE e evolui para biventricular (IVE+IVD) • Causa mais comum de IVD é IVE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 10.
    TIPOS DE ICC| INSUFICIÊNCIA CARDÍACA SISTÓLICA • 50-60% dos casos • O problema está na perda da capacidade contrátil do miocárdio • Na maioria das vezes provoca dilatação ventricular (cardiopatia dilatada) • Redução da fração de ejeção (≤45%) • Consequências fisiopatológicas: – 1) Baixo débito cardíaco – 2) Aumento do volume de enchimento (VDF) • Exemplos: – Isquemia miocárdica – Fase diletada da cardiopatia hipertensiva – Miocardiomiopatia dilatada idiopática INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 11.
    TIPOS DE ICC| INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DIASTÓLICA • 40-50% dos casos • Contração miocárdica normal (FE >45%) • Restrição patolófica ao enchimento diastólico – Causa elevação das pressões de enchimento – Aumento da pressão venocapilar (Congestão) • Causas: – Relaxamento do miocárdio ventricular prejudicado – Complacência ventricular reduzida • Na maioria dos casos existe hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo (Com redução da cavidade ventricular) • Exemplos: – Fase hipertrófica da cardiopatia hipertensiva – Cardiomiopatia hipertrófica INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 12.
    DIAGNÓSTICO Anamnese ExameFísico Avaliação Laboratorial Exames Complementares INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 13.
    ANAMNESE • Pesquisade fatores de risco para o desenvolvimento de IC: – DAC, HAS, DM, doença de chagas, febre reumática, historia familiar de cardiomiopatia, AIDS, uso de drogas ilícitas, etc. • Avaliação dos sintomas do paciente quanto ao: – início, frequência, características, fatores desencadeantes, uso recente ou atual de medicações, capacidade de realização de atividades físicas, dieta, doenças sistêmicas ou patologias concomitantes INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 14.
    EXAME FÍSICO •Varia de acordo com o estágio clínico em que o paciente se encontra; • Mais comuns: – Pele fria, sudorese, pulsos filiformes, estertores pulmonares, edemas de MMII, etc. • As alterações semiológicas cardíacas incluem: – Cardiomegalia, ausculta de 3ª ou 4ª bulhas cardíacas, sopros sistólicos, hiperfonese de 2ª bulha pulmonar INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 15.
    AVALIAÇÃO LABORATORIAL •Hemograma • Glicemia de jejum • Creatinina sérica • Ureia • Sódio e potássio plasmáticos • Perfil lipídico e análise de urina • Exames bioquímicos adicionais INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 16.
    EXAMES COMPLEMENTARES •Rx torax – (congestao / cardiomegalia) • Eletrocardiograma – (FA, sobrecargas, isquemia) • Ecocardiograma – (FE, valva, camaras) • Ergoespirometria • Ressonância magnética • Dosagem de BNP INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 17.
    DIAGNÓSTICO | CRITÉRIOSDE FRAMINGHAM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 18.
    CLASSIFICAÇÃO DA IC| NEW YORK HEART ASSOCIATION CLASSIFICAÇÃO DA NEW YORK HEART ASSOCIATION CLASSE I Doença cardíaca, Sem sintomas CLASSE II Limitação física para atividades cotidianas, sem sintomas em repouso CLASSE III Séria limitação física para atividades simples, sem sintomas em repouso CLASSE IV Sintomas em repouso e acentuados por qualquer atividade física INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 19.
    CLASSIFICAÇÃO DA IC| PERFIL HEMODINÂMICO INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 20.
    CLASSIFICAÇÃO DA IC| PERFIL HEMODINÂMICO INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 21.
    TRATAMENTO CLÍNICO •As metas globais do tratamento da ICC consistem em aliviar os sintomas do paciente, melhorar o estado funcional e a qualidade de vida e prolongar a sobrevida. Objetivos do tratamento clínico: – Eliminar ou reduzir quaisquer fatores etiológicos contribuintes como, hipertensão não controlada ou fibrilação atrial com resposta ventricular rápida. – Otimizar os esquemas farmacológicos e outros esquemas terapêuticos. – Reduzir a carga de trabalho sobre do coração, diminuindo a pré e a pós–carga. – Promover um estilo de vida favorável para a saúde cardíaca INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 22.
    TERAPIA NUTRICIONAL •Seguir uma dieta com baixo teor de sódio (2 a 3g/dia) e evitar o consumo de quantidades excessivas de líquidos são prescrições habitualmente recomendadas. INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 23.
    TERAPIA ADICIONAL •Oxigênio Suplementar – A oxigenoterapia pode torna-se necessária com a progressão da IC.A necessidade baseia-se no grau de congestão pulmonar e hipoxia resultante. • Outras intervenções – Vários procedimentos e abordagens cirúrgicas podem beneficiar os pacientes com IC. Como: revascularização, enxerto de baypass da artéria coronária, trocas de válvulas INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA
  • 24.
    TRATAMENTO FARMACOLÓGICO MedicamentosEfeitos Terapêuticos Considerações Chave de Enfermagem INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA Inibidores da enzima convservadora de Angiotensina (ECA) Lisinopril PA e pós carga, alivio dos sinais e sintomas e evitar a progressão da IC Observar a ocorrência de hipotensão sintomática, aumento dos níveis séricos de K, tosse e agravamento da função renal. Benazepril Captopril Enalapril Fosinopril Bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) Valsartana PA e pós carga, alivio dos sinais e sintomas e evitar a progressão da IC Observar a ocorrência de hipotensão sintomática, aumento dos níveis séricos de K, tosse e agravamento da função renal. Candesartana Eprosartana Losartana Agentes Bloqueadores Beta-Adrenérgicos (Betabloqueadores) Metoprolol Dilata os vasos sanguíneos e pós carga, sinais e sintomas da IC, melhora a capacidade de realizar exercício Observar a ocorrência de diminuição da frequência cardíaca, hipertensão, sintomas e fadiga Atenolol Caverdilol Diuréticos Diurético de alça: Furosemida Sobrecarga de volume de líquido, sinais e sintomas de IC Observar a correção de anormalidades eletrolíticas, disfunção renal, resistência a diuréticos e diminuição da PA e pesar diariamente. Diuréticos Tiazídicos: Hidropoclorotiazid a Antagonista de aldosterona: Espironolactoma Digitálico Diroxina Melhorar a contratilidade, sinais e sintomas de IC Observar a ocorrência de bradicardia e intoxicação digitálica Bloqueadores dos canais de cálcio Di-hidropiridma Vasodilatação e redução da resistência vascular sistêmica Observar a ocorrência de hipotensão sintomática e tonturas Anlodipino
  • 25.
    DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÕESDE ENFERMAGEM Diagnósticos de Enfermagem Intervenções Resultados Esperados Débito Cardíaco Diminuído relacionado com a contratilidade comprometida. • Monitorizar dados vitais; • Observar e anotar perfusão periférica; • Restringir movimentos; • Promover repouso no leito; • Oferecer apoio psicológico; • Observar sinais: mucosa oral, leitos ungueais, extremidades, estase jugular, edema e registrar; • Controlar infusão rigorosamente; • Controlar balanço hídrico; • Pesar se possível. Manter débito cardíaco adequado. Padrão Respiratório Ineficaz • Encorajar a repouso no leito; • Auxiliar no conforto em posição e mudança freqüente; • Manter decúbito elevado em 45º C; • Observar e anotar alteração de padrão respiratório. Melhorar a oxigenação. Volume de Líquidos Excessivo relacionado à retenção de sódio e água. • Realizar balanço hídrico; • Restringir líquidos conforme a prescrição; • Investigar a ingestão alimentar e os hábitos que podem contribuir para a retenção de líquidos. Restaurar o equilíbrio hídrico. Intolerância a atividade relacionada ao desequilíbrio entre o suprimento e a demanda do oxigênio. • Investigar a resposta do individuo a atividade; • Aumentar gradualmente a atividade e avaliar a resposta do individuo. Melhorar a tolerância a atividade. INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CRÔNICA