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Fábula sobre
avaliação
ERA UMA VEZ uma rainha que
vivia em um grande castelo. Ela
tinha uma varinha mágica que fazia
as pessoas bonitas ou feias,
alegres ou tristes, vitoriosas ou
fracassadas. Como todas as
rainhas, ela também tinha um
espelho. Um dia, querendo avaliar
sua beleza, ela perguntou ao
espelho: - Espelho, espelho meu,
existe alguém mais bonita do que
eu?
Minha rainha, os tempos estão
mudados. Esta não é mais uma
resposta assim tão simples. Hoje
em dia, para responder a sua
pergunta eu preciso de alguns
elementos mais claros.
O espelho olhou bem para ela e respondeu:
Veja bem, respondeu o espelho. Em primeiro lugar eu
preciso saber por que Vossa Majestade fez essa pergunta, ou
seja, o que pretende fazer com a minha resposta. Pretende
apenas levantar dados sobre o seu ibope no palácio?
Pretende examinar o seu nível de beleza, comparando-o com
o de outras pessoas ou a sua avaliação visa o
desenvolvimento de sua própria beleza, sem nenhum critério
externo?
É uma avaliação que considera normas ou critérios pré-
determinados?
De toda forma, é preciso, ainda, que Vossa Majestade
me diga se pretende fazer uma classificação dos resultados.
E, continuou o espelho:
Além disso, eu preciso que Vossa Majestade me defina
em que bases devo fazer essa avaliação. Devo considerar o
peso, a altura, a cor dos olhos, o conjunto? Quem devo
consultar para fazer esta análise?
Por exemplo: se consultar somente os moradores do
castelo, vou ter uma resposta; por outro lado, se utilizar
parâmetros nacionais, terei uma outra resposta. Entre a turma
da copa ou mesmo entre os anões, a Branca de Neve ganha
estourado. Mas se perguntar aos seus conselheiros, acho que
a minha rainha terá o primeiro lugar.
Depois, ainda tem o seguinte, continuou o espelho, como vou
fazer essa avaliação?
Devo utilizar análises continuadas?
Posso utilizar alguma prova para verificar o grau dessa
beleza?
Utilizo a observação?
Finalmente, concluiu o espelho, será que estarei sendo
justo? São tantos pontos a considerar...
A rainha ficou, então, muito confusa e sem saber o que iria
responder...
Clarilza Prado de Souza
Estamos sempre fazendo apreciações sobre o que vemos, o
que fazemos, o que ouvimos, o que nos interessa e o que nos
desagrada.
Praticamos avaliação quando estamos:
 Em uma fila de banco ou supermercado: para alguns o
atendimento é rápido, para outros lento;
 Fazendo compras: analisamos os preços, comparamos,
pechinchamos e decidimos pela compra de algo;
 Ao assistir um programa de televisão: comentamos a
atuação dos atores, sobre suas roupas e temas debatidos.
Ato presente em todos os domínios da atividade humana
(julgar, comparar = avaliar informal ou sistematicamente)
Para diagnosticar
CONHECER / REFLETIR

AGIR / RE – AGIR

PLANEJAR / RE- PLANEJAR
Avaliar para mudar ⇒ mudar os paradigmas
Para Jussara Hoffmann, “a avaliação é a reflexão transformada em
ação, não podendo ser estática nem ter caráter apenas
classificatório”.
 Cipriano Carlos Luckesi: é uma apreciação qualitativa
sobre dados relevantes do processo de ensino e
aprendizagem que auxilia o professor a tomar decisões
sobre o seu trabalho.
 Golias: trata-se de um processo dinâmico, continuo e
sistemático que acompanha o desenrolar do ato educativo.
 Pilleti: é um processo contínuo de pesquisas que visa a
interpretação dos conhecimentos, habilidades e atitudes
dos alunos.
 Libânio: uma componente do processo de ensino que visa,
através da verificação e qualificação dos resultados
obtidos, determina a correspondência destes com os
objetivos propostos e orienta a tomada de decisões em
relação às atividades didáticas seguintes.
 Moacir Gadotti: a avaliação é essencial à educação,
inerente e indissociável enquanto concebida como:
problematização, questionamento, reflexão, sobre a ação.
Buscando nas Diretrizes Curriculares Nacionais
no que concerne como concepção de avaliação: “A
avaliação é parte integrante do processo de
formação, uma vez que possibilita diagnosticar
lacunas a serem superadas, aferir os resultados
alcançados considerando as competências a serem
constituídas e identificar mudanças de percurso
eventualmente necessárias”.
 SELECIONAR
A seleção possibilita a escolha do melhor método a ser
utilizado para a aprendizagem dos diferentes conteúdos
ou tarefas requeridas para sua realização.
 DIAGNOSTICAR
O diagnóstico permite julgar a causa provável (certa ou
hipotética) de um problema ocorrido e definir o melhor
procedimento para superação.
 ANTECIPAR
A avaliação antecipatória possibilita orientar para uma
certa direção ou meta buscada. Isto é, define as regras
de um jogo, dá as coordenadas, antecipa problemas,
fornece parâmetros para a boa realização de algo que
se deseja alcançar.
 ORIENTAR
Orientar significa: direcionar, nortear, ajustar-se ou
voltar-se para uma certa direção, conduzir. Na avaliação
como orientação, avaliar e intervir ocorrem
simultaneamente, de modo relacional e não causal.
 CERTIFICAR
Certificação é o momento em que se recebe “algo” (uma
confirmação) que indica que se completou minimamente
certa exigência.
 REGULAR
A função da avaliação como regulação é permitir uma
avaliação formativa ou contínua. Ela informa e permite
corrigir, antecipar e confirmar o que está acontecendo
no processo / na direção pretendida.
 Não acontece em momentos isolados do trabalho
pedagógico; ela o inicia, permeia todo o processo e o
conclui;
 É determinada pelas concepções que fundamentam a
proposta de ensino;
 Pode servir à manutenção ou à transformação social.
 O Menininho
A escola é um espaço onde se
aprende a construir relações
com as “coisas”(mundo natural) e
com as “pessoas”(mundo social).
Não apenas um local onde se
aprende conteúdos escolares.
 Assim como toda a educação, a avaliação vai ter as
características políticas, sociais e culturais definidas pela
unidade escolar, conforme Projeto Político Pedagógico
(quando participativo), ou conforme as decisões “de
cúpula”, isto é, da direção e das coordenações
pedagógicas.
 “Jamais podemos perder de vista que a avaliação é parte
integrante do Projeto Pedagógico, adquirindo funções
diferentes conforme o momento em que acontece”.
(Smone Helen Drumond)
 “A avaliação é ponto de partida e de chegada de todo e
qualquer trabalho pedagógico e as três funções da
avaliação: diagnóstica, formativa e somativa são
interdependentes e estarão sempre presentes no trabalho
da escola” (Cleire Maria do Amaral Rodrigues)
 Tem a função básica de informar sobre o contexto em que
o trabalho pedagógico vai se realizar, bem como sobre os
atores que participarão do mesmo. Esse tipo de avaliação
fornece subsídios para uma ação mais ampla;
 Objetiva alcançar as metas do trabalho pedagógico
juntamente com a avaliação formativa. Isso possibilitará
sempre maior ênfase no processo de ensino e
aprendizagem nas unidades de ensino;
 Realiza-se no início do curso, do ano letivo, do semestre/
trimestre; Identifica alunos com padrão aceitável de
conhecimentos; Constata deficiências em termos de pré-
requisitos; Constata particularidades.
 Seminários, questionários, análises de resultados
anteriores (quando os alunos estão passando de um ano
para o outro), observação , entrevistas, etc.
 A avaliação diagnóstica pode se dar antes ou depois da
definição dos objetivos. Exemplo: Se um dos objetivos
definidos no Projeto Pedagógico foi fornecer atendimento
individualizado e psicopedagógico ao educando com
dificuldades de aprendizagem, faz-se necessário verificar
quais são esses alunos, utilizando os recursos já citados.
 Ocorre ao longo do ano letivo. faz o acompanhamento
progressivo do aluno; ajuda o aluno a desenvolver as
capacidades cognitivas, ao mesmo tempo fornece
informações sobre o seu desempenho.
 Informa sobre os objetivos se estão ou não a sendo
atingidos pelos alunos;
 Identifica obstáculos que estão comprometendo a
aprendizagem;
 Localiza deficiência/dificuldades
 Classifica os alunos no fim de um semestre/trimestre,
do curso, do ano letivo, segundo níveis de
aproveitamento. Tem a função classificadora.
Avaliar exige
posicionamento
político
 Ação individual e
competitiva
 Concepção Classificatória
 Apresenta um fim em si
mesma
 Postura disciplinadora e
diretiva do professor
 Privilégio à memorização
 Pressupõe a dependência
do aluno.
 Ação coletiva e consensual
 Concepção investigativa e
reflexiva
 Atua como mecanismo de
diagnóstico da situação
 Postura cooperativa entre
professor e aluno
 Privilégio à compreensão
 Incentiva a conquista da
autonomia do aluno
TRADICIONAL TENDÊNCIAS
 The Wall
1. A avaliação, como prática escolar, não é uma
atividade neutra ou meramente técnica, isto é,
não se dá num vazio conceitual, mas é
dimensionada por um modelo teórico de mundo,
de ciência e de educação, traduzida em prática
pedagógica.
2. A prática de avaliação dos processos de ensino e de
aprendizagem ocorre por meio da relação pedagógica que
envolve intencionalidades de ação, objetivadas em
condutas, atitudes e habilidades dos atores envolvidos.
 Interpretar e atribuir sentidos e significados à avaliação
escolar, produzindo conhecimentos e representações a
respeito da avaliação e acerca de seu papel como avaliador,
com base em suas próprias concepções, vivências e
conhecimentos
A avaliação é um processo
ético em busca do sucesso
Avaliar conteúdos transmitidos ?
ou
Avaliar o conhecimento construído?
 Classificar, selecionar, certificar
 Medir, calcular a quantidade de
conhecimento
 Avaliar não é medir
 Critérios para apreciar mérito e valor
 Avaliar para apoiar o desenvolvimento das pessoas
 Ênfase nos métodos qualitativos
 Relevância do feedback
Relevância dos contextos, da participação, da
negociação e dos processos cognitivos e sociais na aula.
39
Devemos considerar que o erro...
 É fonte de informação para o professor
 É sinal de uma estruturação em construção
 Deve direcionar a atuação do professor
A quem a Avaliação avalia?
Processo de ENSINO / APRENDIZAGEM
 
EDUCADOR EDUCANDO
AAVALIAÇÃO É UM PROCESSO ÉTICO EM
BUSCA DO SUCESSO.
AVALIAR CONTEÚDOS
TRANSMITIDOS ?
x
AVALIAR O
CONHECIMENTO
CONSTRUIDO?
A avaliação que deve acontecer na escola, que não é
medição, tem o objetivo explícito de mudança de
resultados, isto é, avalia-se o aluno para mudar uma
situação de não aprendizagem, não perdendo de vista a
consciência de que o conhecimento não é algo que possa
ser colocado em uma régua e medido
Considerando a avaliação como um processo de ação-
reflexão-ação, partimos do pressuposto que toda
avaliação pressupõe uma intervenção concreta. Se a
avaliação for acompanhada de uma intervenção
concreta vai garantir mudança de resultado.
A escola só vai ser inclusiva e humana se garantir a
aprendizagem de qualidade e incluir todos no processo
oportunizando não apenas o acesso, mas a permanência
e conclusão dos estudos
A Escola deve
considerar o ciclo de
vida do aluno, incluindo o
atendimento as suas
especificidades e
diferenças.
47
 Desenvolvimento intelectual ou cognitivo;
 Relações interpessoais;
 Desenvolvimento afetivo;
 Organização e hábitos pessoais;
 Capacidade de resolver conflitos através de
observação, diálogo;
 A produção do aluno num sentido amplo;
 Capacidade de trabalho em grupo;
 Todas as atividades realizadas na sala de aula e
fora dela;
 Capacidade do aluno resolver conflitos – problemas;
 Forma de comunicação através das diversas linguagens;
 Auxiliar o aluno a fazer a auto-avaliação da sua
aprendizagem.
 Atividades interdisciplinares
 Atividades que exigem mais o pensar do que a memória;
 Atividades que exigem a compreensão e uso da língua
escrita;
 Atividades que não tenham uma única resposta.
 Atividades que utilizem diferentes tipos de linguagem:
desenhos, textos escritos, apresentação oral, montagem
de painéis, maquetes, gráficos, mapas etc;
 Atividades de formulação e resolução de problemas.
Seminário
Temas:
1 – Conceitos de avaliação (avaliar e examinar / avaliar e
notas)
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Avaliação

  • 1.
  • 3. ERA UMA VEZ uma rainha que vivia em um grande castelo. Ela tinha uma varinha mágica que fazia as pessoas bonitas ou feias, alegres ou tristes, vitoriosas ou fracassadas. Como todas as rainhas, ela também tinha um espelho. Um dia, querendo avaliar sua beleza, ela perguntou ao espelho: - Espelho, espelho meu, existe alguém mais bonita do que eu?
  • 4. Minha rainha, os tempos estão mudados. Esta não é mais uma resposta assim tão simples. Hoje em dia, para responder a sua pergunta eu preciso de alguns elementos mais claros. O espelho olhou bem para ela e respondeu:
  • 5. Veja bem, respondeu o espelho. Em primeiro lugar eu preciso saber por que Vossa Majestade fez essa pergunta, ou seja, o que pretende fazer com a minha resposta. Pretende apenas levantar dados sobre o seu ibope no palácio? Pretende examinar o seu nível de beleza, comparando-o com o de outras pessoas ou a sua avaliação visa o desenvolvimento de sua própria beleza, sem nenhum critério externo? É uma avaliação que considera normas ou critérios pré- determinados? De toda forma, é preciso, ainda, que Vossa Majestade me diga se pretende fazer uma classificação dos resultados.
  • 6. E, continuou o espelho: Além disso, eu preciso que Vossa Majestade me defina em que bases devo fazer essa avaliação. Devo considerar o peso, a altura, a cor dos olhos, o conjunto? Quem devo consultar para fazer esta análise? Por exemplo: se consultar somente os moradores do castelo, vou ter uma resposta; por outro lado, se utilizar parâmetros nacionais, terei uma outra resposta. Entre a turma da copa ou mesmo entre os anões, a Branca de Neve ganha estourado. Mas se perguntar aos seus conselheiros, acho que a minha rainha terá o primeiro lugar.
  • 7. Depois, ainda tem o seguinte, continuou o espelho, como vou fazer essa avaliação? Devo utilizar análises continuadas? Posso utilizar alguma prova para verificar o grau dessa beleza? Utilizo a observação? Finalmente, concluiu o espelho, será que estarei sendo justo? São tantos pontos a considerar... A rainha ficou, então, muito confusa e sem saber o que iria responder... Clarilza Prado de Souza
  • 8. Estamos sempre fazendo apreciações sobre o que vemos, o que fazemos, o que ouvimos, o que nos interessa e o que nos desagrada. Praticamos avaliação quando estamos:  Em uma fila de banco ou supermercado: para alguns o atendimento é rápido, para outros lento;  Fazendo compras: analisamos os preços, comparamos, pechinchamos e decidimos pela compra de algo;  Ao assistir um programa de televisão: comentamos a atuação dos atores, sobre suas roupas e temas debatidos.
  • 9. Ato presente em todos os domínios da atividade humana (julgar, comparar = avaliar informal ou sistematicamente)
  • 10. Para diagnosticar CONHECER / REFLETIR  AGIR / RE – AGIR  PLANEJAR / RE- PLANEJAR Avaliar para mudar ⇒ mudar os paradigmas Para Jussara Hoffmann, “a avaliação é a reflexão transformada em ação, não podendo ser estática nem ter caráter apenas classificatório”.
  • 11.
  • 12.  Cipriano Carlos Luckesi: é uma apreciação qualitativa sobre dados relevantes do processo de ensino e aprendizagem que auxilia o professor a tomar decisões sobre o seu trabalho.  Golias: trata-se de um processo dinâmico, continuo e sistemático que acompanha o desenrolar do ato educativo.  Pilleti: é um processo contínuo de pesquisas que visa a interpretação dos conhecimentos, habilidades e atitudes dos alunos.
  • 13.  Libânio: uma componente do processo de ensino que visa, através da verificação e qualificação dos resultados obtidos, determina a correspondência destes com os objetivos propostos e orienta a tomada de decisões em relação às atividades didáticas seguintes.  Moacir Gadotti: a avaliação é essencial à educação, inerente e indissociável enquanto concebida como: problematização, questionamento, reflexão, sobre a ação.
  • 14. Buscando nas Diretrizes Curriculares Nacionais no que concerne como concepção de avaliação: “A avaliação é parte integrante do processo de formação, uma vez que possibilita diagnosticar lacunas a serem superadas, aferir os resultados alcançados considerando as competências a serem constituídas e identificar mudanças de percurso eventualmente necessárias”.
  • 15.  SELECIONAR A seleção possibilita a escolha do melhor método a ser utilizado para a aprendizagem dos diferentes conteúdos ou tarefas requeridas para sua realização.  DIAGNOSTICAR O diagnóstico permite julgar a causa provável (certa ou hipotética) de um problema ocorrido e definir o melhor procedimento para superação.
  • 16.  ANTECIPAR A avaliação antecipatória possibilita orientar para uma certa direção ou meta buscada. Isto é, define as regras de um jogo, dá as coordenadas, antecipa problemas, fornece parâmetros para a boa realização de algo que se deseja alcançar.  ORIENTAR Orientar significa: direcionar, nortear, ajustar-se ou voltar-se para uma certa direção, conduzir. Na avaliação como orientação, avaliar e intervir ocorrem simultaneamente, de modo relacional e não causal.
  • 17.  CERTIFICAR Certificação é o momento em que se recebe “algo” (uma confirmação) que indica que se completou minimamente certa exigência.  REGULAR A função da avaliação como regulação é permitir uma avaliação formativa ou contínua. Ela informa e permite corrigir, antecipar e confirmar o que está acontecendo no processo / na direção pretendida.
  • 18.  Não acontece em momentos isolados do trabalho pedagógico; ela o inicia, permeia todo o processo e o conclui;  É determinada pelas concepções que fundamentam a proposta de ensino;  Pode servir à manutenção ou à transformação social.  O Menininho
  • 19. A escola é um espaço onde se aprende a construir relações com as “coisas”(mundo natural) e com as “pessoas”(mundo social). Não apenas um local onde se aprende conteúdos escolares.
  • 20.
  • 21.  Assim como toda a educação, a avaliação vai ter as características políticas, sociais e culturais definidas pela unidade escolar, conforme Projeto Político Pedagógico (quando participativo), ou conforme as decisões “de cúpula”, isto é, da direção e das coordenações pedagógicas.
  • 22.  “Jamais podemos perder de vista que a avaliação é parte integrante do Projeto Pedagógico, adquirindo funções diferentes conforme o momento em que acontece”. (Smone Helen Drumond)  “A avaliação é ponto de partida e de chegada de todo e qualquer trabalho pedagógico e as três funções da avaliação: diagnóstica, formativa e somativa são interdependentes e estarão sempre presentes no trabalho da escola” (Cleire Maria do Amaral Rodrigues)
  • 23.  Tem a função básica de informar sobre o contexto em que o trabalho pedagógico vai se realizar, bem como sobre os atores que participarão do mesmo. Esse tipo de avaliação fornece subsídios para uma ação mais ampla;  Objetiva alcançar as metas do trabalho pedagógico juntamente com a avaliação formativa. Isso possibilitará sempre maior ênfase no processo de ensino e aprendizagem nas unidades de ensino;
  • 24.  Realiza-se no início do curso, do ano letivo, do semestre/ trimestre; Identifica alunos com padrão aceitável de conhecimentos; Constata deficiências em termos de pré- requisitos; Constata particularidades.
  • 25.  Seminários, questionários, análises de resultados anteriores (quando os alunos estão passando de um ano para o outro), observação , entrevistas, etc.  A avaliação diagnóstica pode se dar antes ou depois da definição dos objetivos. Exemplo: Se um dos objetivos definidos no Projeto Pedagógico foi fornecer atendimento individualizado e psicopedagógico ao educando com dificuldades de aprendizagem, faz-se necessário verificar quais são esses alunos, utilizando os recursos já citados.
  • 26.  Ocorre ao longo do ano letivo. faz o acompanhamento progressivo do aluno; ajuda o aluno a desenvolver as capacidades cognitivas, ao mesmo tempo fornece informações sobre o seu desempenho.  Informa sobre os objetivos se estão ou não a sendo atingidos pelos alunos;  Identifica obstáculos que estão comprometendo a aprendizagem;  Localiza deficiência/dificuldades
  • 27.  Classifica os alunos no fim de um semestre/trimestre, do curso, do ano letivo, segundo níveis de aproveitamento. Tem a função classificadora.
  • 29.  Ação individual e competitiva  Concepção Classificatória  Apresenta um fim em si mesma  Postura disciplinadora e diretiva do professor  Privilégio à memorização  Pressupõe a dependência do aluno.  Ação coletiva e consensual  Concepção investigativa e reflexiva  Atua como mecanismo de diagnóstico da situação  Postura cooperativa entre professor e aluno  Privilégio à compreensão  Incentiva a conquista da autonomia do aluno TRADICIONAL TENDÊNCIAS
  • 31. 1. A avaliação, como prática escolar, não é uma atividade neutra ou meramente técnica, isto é, não se dá num vazio conceitual, mas é dimensionada por um modelo teórico de mundo, de ciência e de educação, traduzida em prática pedagógica.
  • 32. 2. A prática de avaliação dos processos de ensino e de aprendizagem ocorre por meio da relação pedagógica que envolve intencionalidades de ação, objetivadas em condutas, atitudes e habilidades dos atores envolvidos.
  • 33.  Interpretar e atribuir sentidos e significados à avaliação escolar, produzindo conhecimentos e representações a respeito da avaliação e acerca de seu papel como avaliador, com base em suas próprias concepções, vivências e conhecimentos
  • 34.
  • 35. A avaliação é um processo ético em busca do sucesso Avaliar conteúdos transmitidos ? ou Avaliar o conhecimento construído?
  • 36.  Classificar, selecionar, certificar  Medir, calcular a quantidade de conhecimento
  • 37.  Avaliar não é medir  Critérios para apreciar mérito e valor  Avaliar para apoiar o desenvolvimento das pessoas  Ênfase nos métodos qualitativos  Relevância do feedback Relevância dos contextos, da participação, da negociação e dos processos cognitivos e sociais na aula.
  • 38.
  • 39. 39 Devemos considerar que o erro...  É fonte de informação para o professor  É sinal de uma estruturação em construção  Deve direcionar a atuação do professor
  • 40.
  • 41. A quem a Avaliação avalia? Processo de ENSINO / APRENDIZAGEM   EDUCADOR EDUCANDO
  • 42. AAVALIAÇÃO É UM PROCESSO ÉTICO EM BUSCA DO SUCESSO. AVALIAR CONTEÚDOS TRANSMITIDOS ? x AVALIAR O CONHECIMENTO CONSTRUIDO?
  • 43. A avaliação que deve acontecer na escola, que não é medição, tem o objetivo explícito de mudança de resultados, isto é, avalia-se o aluno para mudar uma situação de não aprendizagem, não perdendo de vista a consciência de que o conhecimento não é algo que possa ser colocado em uma régua e medido
  • 44. Considerando a avaliação como um processo de ação- reflexão-ação, partimos do pressuposto que toda avaliação pressupõe uma intervenção concreta. Se a avaliação for acompanhada de uma intervenção concreta vai garantir mudança de resultado.
  • 45. A escola só vai ser inclusiva e humana se garantir a aprendizagem de qualidade e incluir todos no processo oportunizando não apenas o acesso, mas a permanência e conclusão dos estudos
  • 46. A Escola deve considerar o ciclo de vida do aluno, incluindo o atendimento as suas especificidades e diferenças.
  • 47. 47
  • 48.
  • 49.  Desenvolvimento intelectual ou cognitivo;  Relações interpessoais;  Desenvolvimento afetivo;  Organização e hábitos pessoais;  Capacidade de resolver conflitos através de observação, diálogo;
  • 50.  A produção do aluno num sentido amplo;  Capacidade de trabalho em grupo;  Todas as atividades realizadas na sala de aula e fora dela;  Capacidade do aluno resolver conflitos – problemas;  Forma de comunicação através das diversas linguagens;  Auxiliar o aluno a fazer a auto-avaliação da sua aprendizagem.
  • 51.  Atividades interdisciplinares  Atividades que exigem mais o pensar do que a memória;  Atividades que exigem a compreensão e uso da língua escrita;  Atividades que não tenham uma única resposta.  Atividades que utilizem diferentes tipos de linguagem: desenhos, textos escritos, apresentação oral, montagem de painéis, maquetes, gráficos, mapas etc;  Atividades de formulação e resolução de problemas.
  • 52. Seminário Temas: 1 – Conceitos de avaliação (avaliar e examinar / avaliar e notas) 2 – Abordagens de ensino e de avaliação 3 – O ato de avaliar é um compromisso político 4 – Instrumentos de avaliação da aprendizagem