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AMEBÍASE
Paulo Roberto
Epidemiologia
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E. dispar é mais comum que a E. histolytica;
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–1 núcleo
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– 10 a 15um
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• Esféricos
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  • 2. Epidemiologia Cosmopolita; Mais freqüente na Ásia, América Latina, África; E. dispar é mais comum que a E. histolytica; AMEBÍASE é a quarta causa mais freqüente de morte por protozoários.
  • 3.
  • 4. Amebas que parasitam o homem Comensais – Entamoeba coli – Entamoeba dispar – Entamoeba gingivalis – Endolimax nana – Iodamoeba butschlii
  • 5. Amebas que parasitam o homem Patogênica – Complexo Entamoeba histolytica/dispar Patogênicas facultativas ou vida livre – Acanthamoeba sp – Naegleria sp
  • 6. Amebas que parasitam o homem • Entamoeba coli – Cistos • Esféricos • Membrana cistica • 15 a 20um • 1 a 8 núcleos • Corpos cromatóides finos • Cariossomo excêntrico Cistos
  • 7. Amebas que parasitam o homem Entamoeba coli –Trofozoíto –Formato irregular –Mede 20 a 50 μm –Citoplasma uniforme –1 núcleo –Cariossomo grande e excêntrico
  • 8. Endolimax nana • Cistos – Ovóides,ou elípticos – Membrana cística – 8 a 10um – 4 núcleos – Cariossomo grande e irregular • Trofozoítos – 10 a 12um – 1 núcleo – Cariossomo grande e irregular
  • 9. Iodamoeba butschlii • Cistos – 10 a 15um – 1 núcleo – Cariossomo central e grande – Vacúolo de glicogênio (proc. Desenv.) • Trofozoítos – 10 a 15um – Cariossomo central e grande
  • 10. Complexo Entamoeba histolytica/ dispar • Entamoeba histolytica – Cistos • Esféricos • 8 a 20 um • 1 a 4 núcleos • Cariossomo central • Corpos cromatóides em forma de bastonete • Reserva de glicogênio
  • 11. Complexo Entamoeba histolytica/ dispar • Trofozoítos não patogênico – 20 a 40 um – Formato irregular – 1 núcleo – Cariossomo central
  • 12. Complexo Entamoeba histolytica/dispar Trofozoíto Patogênico – Mede até 60 um – Formato irregular – 1 núcleo – Cariossomo central – Fagocita hemácias
  • 13. Amebíase • Entamoeba histolytica/dispar – Importante problema de Saúde Pública – Anualmente 100.000 óbitos • Amebíase não invasiva • Amebíase invasiva
  • 14. Mecanismo de Transmissão – Ingestão de cistos maduros • Água contendo dejetos de fezes • Alimentos crus • Manipuladores de alimentos • Pessoa - a - pessoa • Vetor mecânico
  • 15. Ciclo Biológico • Ciclo biológico=> Monoxênico – Ciclo não Patogênico=> ( forma não invasiva) • Cistos maduros • Metacisto (divisão binária) • Trofozoitos metacistos (comensais) – Ciclo Patogênico=> (forma invasiva) • Trofozoíto
  • 17. Ciclo Patogênico e não Patogênico Patogênico Não Patogênico Cistos 8 trofozoítos metacistos
  • 18. Amebíase Patogenia depende: – Hospedeiro • Idade • Suscetibilidade • Resposta Imune • Estado Nutricional – Parasito • Cepa • Proteases • Moléculas de Adesão cistos
  • 19. Formas Clínicas da Amebíase Intestinal  Formas Assintomáticas ( 80%)  Formas Sintomáticas – Colite não disentérica • 2 a 4 evacuações diarréicas ou não /dia • Fezes moles ou pastosas • Não há febre • Desconforto abdominal
  • 20. Formas Clínicas da Amebíase Intestinal Forma Disentérica ( Disenteria amebiana aguda) • Diarréia com sangue ou muco, • Cólicas, • Febre, • Tenesmo ( esforço para defecar), • Perfuração Intestinal, • Óbito.
  • 21. Formas Clínicas da Amebíase Intestinal  Amebíase Extra Intestinal – Amebíase Hepática  Amebíase em outros órgãos – Pulmão – Cérebro, baço
  • 22.
  • 23. Diagnóstico Laboratorial • Fezes, soro, exsudato (escarro, vômito, abcesso hepático) • Fezes Liquidas - fixadores – SAF (acetato de sódio-ácido acético –formaldeído) – APV (fixador álcool polivinílico) • Fezes formadas ou pastosas – MIF (Merthiolate–Iodo–Formol) conservador – Formol a 10% – SAF – Período negativo=> 10 dias
  • 24. Diagnóstico Laboratorial – Fezes Líquidas • Método direto a fresco utilizando salina – Método direto corado pelo azul de metileno – Método de coloração pela Tionina – Método de coloração pelo Triocrômio – Hematoxilina Férrica Cistos Trofozoítos
  • 25. Diagnóstico Laboratorial –Fezes Formadas ( Cistos) • Faust e cols. (centrifugação) • Hoffman Pons e Janer (filtração c/ gaze) • Ritchie formol-éter (centrifugação) • Direto Cistos
  • 26. Diagnóstico Laboratorial  Imunodiagnóstico (Amebíse Extra-Intestinal) – Detecção anticorpos Exames inespecíficos –Hemograma (leucocitose)
  • 27. Tratamento Amebicidas que atuam na luz intestinal; Amebicidas tissulares; Amebicidas que atuam na luz intestinal como nos tecidos.
  • 28. Tratamento -Amebíase Forma Intestinal Assintomática • Teclosan – 02 comprimidos de 500mg/dia por 7 dias. • Etofamida –02 comprimidos de 500mg/dia por 5 dias
  • 29. Teclosan Amebicida intestinal Ação contra cistos e trofozoítos da E. histolytica Farmacocinética é desconhecida Baixa toxicidade Boa tolerância
  • 30. Tratamento -Amebíase • Forma Intestinal Assintomática • Antibiótico – Paramomicina -25-35mg, 3 x ao dia durante 7 dias
  • 31. Tratamento -Amebíase Forma Intestinal Invasiva Antiparasitários e antibacterianos –Metronidazol • Adultos: 500 a 750 mg/dose 3X /dia => 10 dias • Crianças: 20 a 40 mg/dia => 10 dias –Tinidazol • Adultos: 2 g/dia=> 2 a 5 dias • Crianças: 50 mg/kh/dia =>10 dias
  • 32. Tratamento-Amebíase • Amebíase Extra –Intestinal –Metronidazol • Adultos: 500 a 750 mg/dose 3X /dia => 10 dias • Crianças: 20 a 40 mg/dia => 10 dias –Tinidazol • Adultos: 2 g/dia=> 2 a 5 dias • Crianças: 50 mg/kh/dia =>10 dias
  • 33. Controle de Cura Das formas intestinais deve ser feito por meio de pesquisa de cistos e/ou trofozoítos em amostras de fezes coletadas : 7, 14,21,28 dias após o término do tratamento