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Enfermagem
Disciplina: Cuidados à Doenças Infecciosas e Parasitárias.
Professora: Linária.
Acadêmica: Ágatha Mayara.
• Helmintos são parasitas grandes, alguns helmintos
podem chegar a metros de comprimento. Temos, então,
os sanguíneos; os extra-intestinais e os intestinais.
• Podemos encontrá-los em duas morfologias:
• Ovos: Essa é a morfologia de resistência dos helmintos,
assim como os cistos, não se multiplicam e apresentam
uma membrana, o que os diferenciam é que são maiores
e mais resistentes que os cistos.
• Larvas: Morfologia de multiplicação, podemos
encontrá-las no habitat e no hospedeiro definitivo.
Ascaridíase
• A ascaridíase é o resultado da infestação do nematelminto
Ascaris lumbricoides no organismo, sendo mais
frequentemente encontrado no organismo.
• Cerca de 65% da população brasileira possui este parasita,
sendo tais ocorrências típicas de regiões nas quais o
saneamento básico é precário.
• É mais frequente em crianças.
35%
65%
População Brasileira
Pessoas
contaminadas
Pessoas não
contaminadas
Agente Etiológico
• Ascaris lumbricoides.
• Mede de 10 a 30 centímetros.
• Apresenta um único hospedeiro.
• Dimorfismo sexual, sendo a fêmea maior que o macho.
• Vive no intestino delgado humano.
Ciclo Biológico
• (bolo de Ascaris lumbricoides no intestino de uma
pessoa - notar dobras na parede do intestino para maior
absorção).
Sinais e Sintomas
• Dor abdominal, diarreia, náuseas e anorexia.
• Quando há grande número de parasitas, pode ocorrer quadro
de obstrução intestinal.
• Em virtude do ciclo pulmonar da larva, alguns pacientes
apresentam manifestações pulmonares, com broncoespasmo,
hemoptise e pneumonite, caracterizando a síndrome de
Löefler, que cursa com eosinofilia importante.
• Quando há grande número de parasitas, pode ocorrer quadro
de obstrução intestinal.
Diagnóstico
• O quadro clínico apenas não a distingue de outras
verminoses, havendo, portanto, necessidade de
confirmação do achado de ovos nos exames
parasitológicos de fezes.
• (ovos fértil e infértil, respectivamente, de Ascaris
lumbricoides).
Tratamento
• Albendazol (ovocida, larvicida e vermicida), 400 mg/dia,
em dose única para adultos; em crianças, 10 mg/kg, dose
única; Mebendazol, 100 mg, 2 vezes ao dia, durante 3 dias
consecutivos. Não é recomendado seu uso em gestantes.
Essa dose independe do peso corporal e da idade.
Levamizol, 150 mg, VO, em dose única para adultos;
crianças abaixo de 8 anos, 40 mg; acima de 8 anos, 80mg,
também em dose única. Tratamento da obstrução
intestinal: Piperazina, 100 mg/kg/dia + óleo mineral, 40 a
60 ml/dia + antiespasmódicos + hidratação. Nesse caso,
estão indicados sonda nasogástrica e jejum + Mebendazol,
200 mg ao dia, dividido em 2 tomadas, por 3 dias.
Profilaxia
• Tratamento dos portadores da doença.
• Medidas de saneamento básico adequadas.
• Lavar bem os alimentos.
• Combater os insetos para evitar contato com os alimento.
Teníase/Cisticercose
• A teníase é uma doença causada
pela tênia, um platelminto,
parasita intestinal que não
possuem sistema digestório,
absorvendo nutrientes digeridos
pelo hospedeiro.
• A teníase é popularmente
conhecida como “solitária”, visto
que é mais comum encontrar
apenas um parasita por indivíduo.
• Há duas espécies de tênias: a Taenia
solium, que parasita suínos e a Taenia
saginata, parasita de bovinos.
• Ambas possuem corpo dividido em
vários anéis denominados proglótides e
na extremidade anterior, denominada
escólex, há presença de ventosas que
auxiliam na fixação do animal.
• A Taenia solium, possui nesta região,
ainda, ganchos auxiliando também na
fixação.
• As tênias são hermafroditas, cada
proglótides possui sistema reprodutor
masculino e feminino.
• O complexo teníase/cisticercose constitui-se de duas
entidades mórbidas distintas, causadas pela mesma
espécie de cestódio, em fases diferentes do seu ciclo de
vida.
• A teníase é provocada pela presença da forma adulta da
Taenia solium ou da Taenia saginata, no intestino
delgado do homem.
• A cisticercose é causada pela larva da Taenia solium nos
tecidos, ou seja, é uma enfermidade somática.
Ciclo Biológico
Sinais e Sintomas
• Dores abdominais, náuseas, debilidade, perda de peso,
flatulência, diarreia ou constipação.
• Quando o parasita permanece na luz intestinal, o
parasitismo pode ser considerado benigno e só,
excepcionalmente, requer intervenção cirúrgica por
penetração em apêndice, colédoco ou ducto pancreático,
devido ao crescimento exagerado do parasita.
• A infestação pode ser percebida pela eliminação
espontânea de proglotes do verme, nas fezes.
• As manifestações clínicas da cisticercose (larvas da Taenia
solium) dependem da localização, tipo morfológico, número
de larvas que infectam o indivíduo, da fase de
desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunológica
do hospedeiro.
• As formas graves estão localizadas no sistema nervoso
central e apresentam sintomas neuro-psiquiátricos
(convulsões, distúrbio de comportamento, hipertensão
intracraniana) e oftálmicos.
Diagnóstico
• Clínico, epidemiológico e laboratorial. Como a maioria dos
casos de Teníase é oligossintomático, o diagnóstico
comumente é feito pela observação do paciente ou,
quando crianças, pelos familiares. Em geral, para se fazer
o diagnóstico da espécie, coleta-se material da região anal
e, através do microscópio, diferencia-se morfologicamente
os ovos da tênia dos demais parasitas.
• Na neurocisticercose, tem-se que fazer diagnóstico
diferencial com distúrbios psiquiátricos e neurológicos.
Tratamento
• Teníase: mebendazol: 200mg, 2 vezes ao dia, por 3 dias,
VO; Niclosamida ou Clorossalicilamida: adulto e criança
com 8 anos ou mais, 2g, e crianças de 2 a 8 anos, 1g, VO,
dividida em 2 tomadas; Praziquantel, VO, dose única, 5 a
10mg/kg de peso corporal; Albendazol, 400mg/dia,
durante 3 dias.
Tratamento
• Neurocisticercose: praziquantel, na dose de 50mg/kg/dia,
durante 21 dias, associado à dexametasona para reduzir a
resposta inflamatória, consequente à morte dos
cisticercos. Pode-se usar também albendazol, 15mg/dia,
durante 30 dias, dividido em 3 tomadas diárias, associado
a 100mg de metilpredinisolona, no primeiro dia de
tratamento, a partir do qual se mantém 20mg/dia,
durante os 30 dias. O uso de anticonvulsivos, às vezes, se
impõe, pois cerca de 62% dos pacientes são portadores de
epilepsia associada.
Profilaxia
• Trabalho educativo para a população.
• Bloqueio de foco do complexo Teníase/Cisticercose.
• Fiscalização da carne.
• Fiscalização de produtos de origem vegetal.
• Cuidados na suinocultura.
Enterobiose
• A enterobíase, enterobiose ou
oxiurose, é a verminose intestinal
devido ao Enterobius vermicularis.
Mais conhecido popularmente como
oxiúrus. A infecção costuma ser
benigna, mas incômoda, pelo
intenso prurido anal que produz e
por suas complicações, sobretudo
em crianças.
Sinais e Sintomas
• Pode cursar assintomática ou apresentar, como
característica principal, o prurido retal, frequentemente
noturno, causando a irritabilidade, desassossego e
desconforto.
• Sintomas inespecíficos do aparelho digestivo são
registrado , como vômitos, dores abdominais, tenesmo,
puxo e, raramente, fezes sanguinolentas.
• Outras manifestações, como vulvovaginites, salpingites,
ooforite e granulomas pelvianos ou hepáticos, têm sido
registradas esporadicamente.
Diagnóstico
• Em geral, clínico, devido ao prurido característico. O
diagnóstico laboratorial reside no encontro do parasito e
de seus ovos. Como dificilmente é conseguido nos
parasitológicos de fezes de rotina, sendo achado casual
quando o parasitismo é muito intenso, deve-se pesquisar
diretamente na região perianal, o que deve ser feito pelos
métodos de Hall (swab anal) ou de Graham (fita
gomada), cuja colheita é feita na região anal, seguida de
leitura em microscópio. Também podem ser pesquisados
em material retirado de unhas de crianças infectadas,
que oferecem alto índice de positividade.
Tratamento
• Pamoato de Pirvínio, 10 mg/kg/VO, dose única;
Pamoato de Pirantel, 10 mg/kg/VO, dose única.
Mebendazol, 100 mg, VO, 2 vezes ao dia, durante 3 dias
consecutivos. Essa dose independe do peso corporal e da
idade. Albendazol, 10 mg/kg, VO, dose única, até o
máximo de 400 mg. Todas essas drogas são
contraindicadas em gestantes.
Profilaxia
• Orientar a população quanto a hábitos de higiene
pessoal.
• Eliminar as fontes de infecção através do
tratamento do paciente e de todos os membros da
família.
• Troca de roupas de cama, de roupa interna e toalhas
de banho, diariamente, para evitar a aquisição de
novas infecções pelos ovos depositados nos tecidos.
• Manter limpas as instalações sanitárias.
Ancilostomíase
• Infecção intestinal causada por nematódeos, que nos casos
de infecções leves, pode apresentar-se assintomática.
• A Ancilostomíase, Ancilostomose ou Necatoríase são nomes
de doenças causadas pelos Ancilostomídeos das espécies
Ancylostoma duodenale ou Necator americanus.
• Também conhecidas como “amarelão” têm grande
prevalência em regiões quentes e úmidas, de solo arenoso.
• Os vermes causadores destas helmintose têm o
peridomicilio como o principal foco de contaminação da
população. Isto se deve, pelo seguinte fato de que o único
hospedeiro para esses parasitas é a espécie humana.
Ciclo Biológico
Sinais e Sintomas
• Quadro gastrointestinal agudo caracterizado por
náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e flatulência,
também podem ocorrer.
• Em crianças com parasitismo intenso, pode ocorrer
hipoproteinemia e atraso no desenvolvimento físico e
mental.
• Com frequência, dependendo da intensidade da infecção,
acarreta anemia ferropriva.
Diagnóstico
• Em geral clínico, devido ao prurido
característico. O diagnóstico laboratorial
é realizado pelo achado de ovos no
exame parasitológico de fezes, por meio
dos métodos de Lutz, Willis ou Faust,
realizando-se, também, a contagem de
ovos pelo Kato-Katz.
Tratamento
• Mebendazol, 100 mg, 2 vezes ao dia, durante 3 dias
consecutivos. Não é recomendado seu uso em gestantes.
Essa dose independe do peso corporal e da idade. Pode
ser usado Albendazol, 2 comprimidos, VO, em dose
única (1 comprimido=200 mg), ou 10 ml de suspensão (5
ml=200 mg). O Pamoato de Pirantel pode ser usado na
dose de 20-30 mg/kg/dia, durante 3 dias. O controle de
cura é realizado no 7º, 14º e 21º dias após o tratamento,
mediante exame parasitológico de fezes.
Profilaxia
• Desenvolver atividades de educação em saúde.
• Evitar a contaminação do solo mediante a instalação de
sistemas sanitários para eliminação das fezes,
especialmente nas zonas rurais (saneamento).
• Tratamento das pessoas infectadas.
Esquistossomose
• Esquistossomose é uma doença
causada pelo Schistosoma mansoni,
parasita que tem no homem seu
hospedeiro definitivo, mas que
necessita de caramujos de água doce
como hospedeiros intermediários
para desenvolver seu ciclo evolutivo.
• A esquistossomose chegou às Américas
Central e do Sul provavelmente com os
escravos africanos e ainda hoje atinge
vários estados brasileiros, principalmente
os do Nordeste.
• A transmissão desse parasita se dá pela
liberação de seus ovos através das fezes do
homem infectado. Em contato com a água,
os ovos eclodem e libertam larvas que
morrem se não encontrarem os caramujos
para se alojar. Se os encontram, porém,
dão continuidade ao ciclo e liberam novas
larvas que infectam as águas e
posteriormente os homens penetrando em
sua pele ou mucosas.
Ciclo Biológico
Sinais e Sintomas
• Na fase aguda, pode apresentar manifestações clínicas
como coceiras e dermatites, febre, inapetência, tosse,
diarreia, enjôos, vômitos e emagrecimento.
• Na fase crônica, geralmente assintomática, episódios de
diarreia podem alternar-se com períodos de obstipação
(prisão de ventre) e a doença pode evoluir para um
quadro mais grave com aumento do fígado
(hepatomegalia) e cirrose, aumento do baço
(esplenomegalia), hemorragias provocadas por
rompimento de veias do esôfago, e ascite ou barriga
d’água, isto é, o abdômen fica dilatado e proeminente
porque escapa plasma do sangue.
Diagnóstico
• Deve ser realizado exame parasitológico de fezes, através
do método de Kato-Kats. Ultrassonografia hepática
auxilia o diagnóstico da fibrose de Symmers.
Tratamento
• Oxamniquine, em adultos, recomenda-se 15mg/kg, em
dose única. Para crianças até 15 anos, recomenda-se
oxamniquine na dose de 20mg/kg. Como segunda
escolha, tem-se o praziquantel 60mg/kg, em crianças até
15 anos, e 50mg/kg, VO, em adultos, dose única.
Tratamento de suporte deve ser instituído para as
diversas alterações.
Profilaxia
• Esteja atento às normas básicas de higiene e saneamento
ambiental. Evite contato com a água represada ou de
enxurrada que pode estar infestada pelo parasita;
• Saiba que os caramujos podem ser combatidos de várias
maneiras diferentes: por controle biológico, químico e das
condições do meio ambiente;
• Use roupas adequadas, botas e luvas de borracha se tiver
que entrar em contato com águas supostamente infectadas;
Importante!
• Educação sanitária consiste:
• Orientar as pessoas para a identificação de sinais de doenças
parasitárias. Por exemplo: saberem identificar proglótides de
tênias ou vermes (áscaris) que estejam sendo eliminados nas
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• Incentivar o tratamento;
• Orientar como prevenir as principais infecções;
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Seminário sobre Helmintos

  • 1. Enfermagem Disciplina: Cuidados à Doenças Infecciosas e Parasitárias. Professora: Linária. Acadêmica: Ágatha Mayara.
  • 2.
  • 3. • Helmintos são parasitas grandes, alguns helmintos podem chegar a metros de comprimento. Temos, então, os sanguíneos; os extra-intestinais e os intestinais. • Podemos encontrá-los em duas morfologias: • Ovos: Essa é a morfologia de resistência dos helmintos, assim como os cistos, não se multiplicam e apresentam uma membrana, o que os diferenciam é que são maiores e mais resistentes que os cistos. • Larvas: Morfologia de multiplicação, podemos encontrá-las no habitat e no hospedeiro definitivo.
  • 4. Ascaridíase • A ascaridíase é o resultado da infestação do nematelminto Ascaris lumbricoides no organismo, sendo mais frequentemente encontrado no organismo. • Cerca de 65% da população brasileira possui este parasita, sendo tais ocorrências típicas de regiões nas quais o saneamento básico é precário. • É mais frequente em crianças. 35% 65% População Brasileira Pessoas contaminadas Pessoas não contaminadas
  • 5. Agente Etiológico • Ascaris lumbricoides. • Mede de 10 a 30 centímetros. • Apresenta um único hospedeiro. • Dimorfismo sexual, sendo a fêmea maior que o macho. • Vive no intestino delgado humano.
  • 7. • (bolo de Ascaris lumbricoides no intestino de uma pessoa - notar dobras na parede do intestino para maior absorção).
  • 8. Sinais e Sintomas • Dor abdominal, diarreia, náuseas e anorexia. • Quando há grande número de parasitas, pode ocorrer quadro de obstrução intestinal. • Em virtude do ciclo pulmonar da larva, alguns pacientes apresentam manifestações pulmonares, com broncoespasmo, hemoptise e pneumonite, caracterizando a síndrome de Löefler, que cursa com eosinofilia importante. • Quando há grande número de parasitas, pode ocorrer quadro de obstrução intestinal.
  • 9. Diagnóstico • O quadro clínico apenas não a distingue de outras verminoses, havendo, portanto, necessidade de confirmação do achado de ovos nos exames parasitológicos de fezes. • (ovos fértil e infértil, respectivamente, de Ascaris lumbricoides).
  • 10. Tratamento • Albendazol (ovocida, larvicida e vermicida), 400 mg/dia, em dose única para adultos; em crianças, 10 mg/kg, dose única; Mebendazol, 100 mg, 2 vezes ao dia, durante 3 dias consecutivos. Não é recomendado seu uso em gestantes. Essa dose independe do peso corporal e da idade. Levamizol, 150 mg, VO, em dose única para adultos; crianças abaixo de 8 anos, 40 mg; acima de 8 anos, 80mg, também em dose única. Tratamento da obstrução intestinal: Piperazina, 100 mg/kg/dia + óleo mineral, 40 a 60 ml/dia + antiespasmódicos + hidratação. Nesse caso, estão indicados sonda nasogástrica e jejum + Mebendazol, 200 mg ao dia, dividido em 2 tomadas, por 3 dias.
  • 11. Profilaxia • Tratamento dos portadores da doença. • Medidas de saneamento básico adequadas. • Lavar bem os alimentos. • Combater os insetos para evitar contato com os alimento.
  • 12. Teníase/Cisticercose • A teníase é uma doença causada pela tênia, um platelminto, parasita intestinal que não possuem sistema digestório, absorvendo nutrientes digeridos pelo hospedeiro. • A teníase é popularmente conhecida como “solitária”, visto que é mais comum encontrar apenas um parasita por indivíduo.
  • 13. • Há duas espécies de tênias: a Taenia solium, que parasita suínos e a Taenia saginata, parasita de bovinos. • Ambas possuem corpo dividido em vários anéis denominados proglótides e na extremidade anterior, denominada escólex, há presença de ventosas que auxiliam na fixação do animal. • A Taenia solium, possui nesta região, ainda, ganchos auxiliando também na fixação. • As tênias são hermafroditas, cada proglótides possui sistema reprodutor masculino e feminino.
  • 14. • O complexo teníase/cisticercose constitui-se de duas entidades mórbidas distintas, causadas pela mesma espécie de cestódio, em fases diferentes do seu ciclo de vida. • A teníase é provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata, no intestino delgado do homem. • A cisticercose é causada pela larva da Taenia solium nos tecidos, ou seja, é uma enfermidade somática.
  • 16. Sinais e Sintomas • Dores abdominais, náuseas, debilidade, perda de peso, flatulência, diarreia ou constipação. • Quando o parasita permanece na luz intestinal, o parasitismo pode ser considerado benigno e só, excepcionalmente, requer intervenção cirúrgica por penetração em apêndice, colédoco ou ducto pancreático, devido ao crescimento exagerado do parasita. • A infestação pode ser percebida pela eliminação espontânea de proglotes do verme, nas fezes.
  • 17.
  • 18. • As manifestações clínicas da cisticercose (larvas da Taenia solium) dependem da localização, tipo morfológico, número de larvas que infectam o indivíduo, da fase de desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunológica do hospedeiro.
  • 19. • As formas graves estão localizadas no sistema nervoso central e apresentam sintomas neuro-psiquiátricos (convulsões, distúrbio de comportamento, hipertensão intracraniana) e oftálmicos.
  • 20. Diagnóstico • Clínico, epidemiológico e laboratorial. Como a maioria dos casos de Teníase é oligossintomático, o diagnóstico comumente é feito pela observação do paciente ou, quando crianças, pelos familiares. Em geral, para se fazer o diagnóstico da espécie, coleta-se material da região anal e, através do microscópio, diferencia-se morfologicamente os ovos da tênia dos demais parasitas. • Na neurocisticercose, tem-se que fazer diagnóstico diferencial com distúrbios psiquiátricos e neurológicos.
  • 21. Tratamento • Teníase: mebendazol: 200mg, 2 vezes ao dia, por 3 dias, VO; Niclosamida ou Clorossalicilamida: adulto e criança com 8 anos ou mais, 2g, e crianças de 2 a 8 anos, 1g, VO, dividida em 2 tomadas; Praziquantel, VO, dose única, 5 a 10mg/kg de peso corporal; Albendazol, 400mg/dia, durante 3 dias.
  • 22. Tratamento • Neurocisticercose: praziquantel, na dose de 50mg/kg/dia, durante 21 dias, associado à dexametasona para reduzir a resposta inflamatória, consequente à morte dos cisticercos. Pode-se usar também albendazol, 15mg/dia, durante 30 dias, dividido em 3 tomadas diárias, associado a 100mg de metilpredinisolona, no primeiro dia de tratamento, a partir do qual se mantém 20mg/dia, durante os 30 dias. O uso de anticonvulsivos, às vezes, se impõe, pois cerca de 62% dos pacientes são portadores de epilepsia associada.
  • 23. Profilaxia • Trabalho educativo para a população. • Bloqueio de foco do complexo Teníase/Cisticercose. • Fiscalização da carne. • Fiscalização de produtos de origem vegetal. • Cuidados na suinocultura.
  • 24. Enterobiose • A enterobíase, enterobiose ou oxiurose, é a verminose intestinal devido ao Enterobius vermicularis. Mais conhecido popularmente como oxiúrus. A infecção costuma ser benigna, mas incômoda, pelo intenso prurido anal que produz e por suas complicações, sobretudo em crianças.
  • 25.
  • 26.
  • 27. Sinais e Sintomas • Pode cursar assintomática ou apresentar, como característica principal, o prurido retal, frequentemente noturno, causando a irritabilidade, desassossego e desconforto. • Sintomas inespecíficos do aparelho digestivo são registrado , como vômitos, dores abdominais, tenesmo, puxo e, raramente, fezes sanguinolentas. • Outras manifestações, como vulvovaginites, salpingites, ooforite e granulomas pelvianos ou hepáticos, têm sido registradas esporadicamente.
  • 28. Diagnóstico • Em geral, clínico, devido ao prurido característico. O diagnóstico laboratorial reside no encontro do parasito e de seus ovos. Como dificilmente é conseguido nos parasitológicos de fezes de rotina, sendo achado casual quando o parasitismo é muito intenso, deve-se pesquisar diretamente na região perianal, o que deve ser feito pelos métodos de Hall (swab anal) ou de Graham (fita gomada), cuja colheita é feita na região anal, seguida de leitura em microscópio. Também podem ser pesquisados em material retirado de unhas de crianças infectadas, que oferecem alto índice de positividade.
  • 29.
  • 30. Tratamento • Pamoato de Pirvínio, 10 mg/kg/VO, dose única; Pamoato de Pirantel, 10 mg/kg/VO, dose única. Mebendazol, 100 mg, VO, 2 vezes ao dia, durante 3 dias consecutivos. Essa dose independe do peso corporal e da idade. Albendazol, 10 mg/kg, VO, dose única, até o máximo de 400 mg. Todas essas drogas são contraindicadas em gestantes.
  • 31. Profilaxia • Orientar a população quanto a hábitos de higiene pessoal. • Eliminar as fontes de infecção através do tratamento do paciente e de todos os membros da família. • Troca de roupas de cama, de roupa interna e toalhas de banho, diariamente, para evitar a aquisição de novas infecções pelos ovos depositados nos tecidos. • Manter limpas as instalações sanitárias.
  • 32. Ancilostomíase • Infecção intestinal causada por nematódeos, que nos casos de infecções leves, pode apresentar-se assintomática. • A Ancilostomíase, Ancilostomose ou Necatoríase são nomes de doenças causadas pelos Ancilostomídeos das espécies Ancylostoma duodenale ou Necator americanus. • Também conhecidas como “amarelão” têm grande prevalência em regiões quentes e úmidas, de solo arenoso.
  • 33. • Os vermes causadores destas helmintose têm o peridomicilio como o principal foco de contaminação da população. Isto se deve, pelo seguinte fato de que o único hospedeiro para esses parasitas é a espécie humana.
  • 35. Sinais e Sintomas • Quadro gastrointestinal agudo caracterizado por náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e flatulência, também podem ocorrer. • Em crianças com parasitismo intenso, pode ocorrer hipoproteinemia e atraso no desenvolvimento físico e mental. • Com frequência, dependendo da intensidade da infecção, acarreta anemia ferropriva.
  • 36. Diagnóstico • Em geral clínico, devido ao prurido característico. O diagnóstico laboratorial é realizado pelo achado de ovos no exame parasitológico de fezes, por meio dos métodos de Lutz, Willis ou Faust, realizando-se, também, a contagem de ovos pelo Kato-Katz.
  • 37. Tratamento • Mebendazol, 100 mg, 2 vezes ao dia, durante 3 dias consecutivos. Não é recomendado seu uso em gestantes. Essa dose independe do peso corporal e da idade. Pode ser usado Albendazol, 2 comprimidos, VO, em dose única (1 comprimido=200 mg), ou 10 ml de suspensão (5 ml=200 mg). O Pamoato de Pirantel pode ser usado na dose de 20-30 mg/kg/dia, durante 3 dias. O controle de cura é realizado no 7º, 14º e 21º dias após o tratamento, mediante exame parasitológico de fezes.
  • 38. Profilaxia • Desenvolver atividades de educação em saúde. • Evitar a contaminação do solo mediante a instalação de sistemas sanitários para eliminação das fezes, especialmente nas zonas rurais (saneamento). • Tratamento das pessoas infectadas.
  • 39. Esquistossomose • Esquistossomose é uma doença causada pelo Schistosoma mansoni, parasita que tem no homem seu hospedeiro definitivo, mas que necessita de caramujos de água doce como hospedeiros intermediários para desenvolver seu ciclo evolutivo.
  • 40. • A esquistossomose chegou às Américas Central e do Sul provavelmente com os escravos africanos e ainda hoje atinge vários estados brasileiros, principalmente os do Nordeste. • A transmissão desse parasita se dá pela liberação de seus ovos através das fezes do homem infectado. Em contato com a água, os ovos eclodem e libertam larvas que morrem se não encontrarem os caramujos para se alojar. Se os encontram, porém, dão continuidade ao ciclo e liberam novas larvas que infectam as águas e posteriormente os homens penetrando em sua pele ou mucosas.
  • 42. Sinais e Sintomas • Na fase aguda, pode apresentar manifestações clínicas como coceiras e dermatites, febre, inapetência, tosse, diarreia, enjôos, vômitos e emagrecimento. • Na fase crônica, geralmente assintomática, episódios de diarreia podem alternar-se com períodos de obstipação (prisão de ventre) e a doença pode evoluir para um quadro mais grave com aumento do fígado (hepatomegalia) e cirrose, aumento do baço (esplenomegalia), hemorragias provocadas por rompimento de veias do esôfago, e ascite ou barriga d’água, isto é, o abdômen fica dilatado e proeminente porque escapa plasma do sangue.
  • 43. Diagnóstico • Deve ser realizado exame parasitológico de fezes, através do método de Kato-Kats. Ultrassonografia hepática auxilia o diagnóstico da fibrose de Symmers.
  • 44. Tratamento • Oxamniquine, em adultos, recomenda-se 15mg/kg, em dose única. Para crianças até 15 anos, recomenda-se oxamniquine na dose de 20mg/kg. Como segunda escolha, tem-se o praziquantel 60mg/kg, em crianças até 15 anos, e 50mg/kg, VO, em adultos, dose única. Tratamento de suporte deve ser instituído para as diversas alterações.
  • 45. Profilaxia • Esteja atento às normas básicas de higiene e saneamento ambiental. Evite contato com a água represada ou de enxurrada que pode estar infestada pelo parasita; • Saiba que os caramujos podem ser combatidos de várias maneiras diferentes: por controle biológico, químico e das condições do meio ambiente; • Use roupas adequadas, botas e luvas de borracha se tiver que entrar em contato com águas supostamente infectadas;
  • 46. Importante! • Educação sanitária consiste: • Orientar as pessoas para a identificação de sinais de doenças parasitárias. Por exemplo: saberem identificar proglótides de tênias ou vermes (áscaris) que estejam sendo eliminados nas fezes; • Incentivar o tratamento; • Orientar como prevenir as principais infecções; • Orientar quanto aos hábitos de higiene.