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Morfologia, fisiologia e classificação
de fungos
Out 2017
• Até 1969, os fungos eram considerados vegetais, sendo
hoje classificados em um reino à parte denominado Fungi.
• Esse reino reúne, além dos fungos, liquens e algas do
gênero Prototheca.
• As características comuns que reúnem esses seres em um
mesmo grupo são: não formação de tecido verdadeiro,
parede celular fundamentalmente composta por quitina e
glucano, armazenamento de glicogênio no lugar do amido,
estágio diplóide pouco comum e quando ocorre é de curta
duração sendo seguido por meiose e presença de micélio.
• Os fungos são organismos eucariotos (eucarióticos), aclorofilados,
apresentando nutrição absortiva, reprodução sexuada ou
assexuada, estruturas somáticas (vegetativas filamentosas e
ramificadas), com parede celular.
• Esse grupo de microrganismo tem relevante importância em nossas
vidas, e são conhecidos desde a antiguidade, através dos processos
de fermentação
• Os fungos são ubíquos e sua dispersão na natureza pode ocorrer
por animais, homens, insetos, água e, principalmente, pelo vento.
• Já foram descritos aproximadamente 80.000 espécies de fungos,
sendo a maioria benéfica ao homem (menos de 50 espécies causam
90% das infecções fúngicas em seres humanos e animais).
• Os fungos encontrados na natureza são essenciais aos processos de
degradação e reciclagem de matéria orgânica.
• Alguns têm participação na produção de alimentos e bebidas
alcoólicas, outros têm importância na medicina, não só causando
doenças, mas na produção de medicamentos, como antibióticos
(penicilinas) e imunossupressores (ciclosporina).
• No ambiente, os fungos são os principais agentes de decomposição
em florestas (fungos celulolíticos e ligninolíticos) e liberam nutrientes
para as plantas.
• Podem atuar com organismos simbiontes (micorrizas, liquens,
endófitos).
• Podem causar danos econômicos, agindo na destruição de madeira em
postes, estradas de ferro, navios e casas e de outros materiais, com
tecidos, lentes e discos, provocando doenças em plantas, chegando a
causar, em alguns casos, extinção de espécies em escala regional.
• Algumas espécies de fungos são usadas no controle biológico de
pragas, parasitando nematóides.
Morfologia Macroscópica
• Macroscopicamente, os fungos são divididos em filamentosos
(bolores ou fungos multicelulares) e em leveduriformes (leveduras,
levedos ou fungos unicelulares).
• No estudo macroscópico, é importante a análise das características
das colônias, como pigmentação (presença ou ausência, cor do
pigmento, difuso, restrito à colônia), bordas (regulares, irregulares,
radiadas), superfície (lisa, fissurada, rugosa), textura ou consistência,
velocidade de crescimento, topografia (plana, convexa, umbilicada,
pregueada, cerebriforme), aspecto (brilhante, opaco, seco, úmido),
diâmetro da colônia.
Morfologia Macroscópica
• Nas leveduras, as colônias se apresentam esféricas ou ovais e de consistência
pastosa ou cremosa, apresentando crescimento limitado.
• Nos fungos filamentosos há uma maior variedade de formas de colônias, por
exemplo, quanto à textura podem ser aveludadas, cremosas, mucóides
cotonosas, serosas, camurças, granulosas, membranosas ou coriáceas,
verrucosas ou pulverulentas, e apresentarem crescimento invasor
Leveduras
Saccharomyces cerevisiae
Morfologia Macroscópica
• Alguns fungos podem, ao longo de sua vida, apresentar mudanças
morfológicas e passarem de uma forma para outra. Por exemplo, a
espécie Paracoccidioides brasiliensis, que provoca micose pulmonar
em agricultores (paracoccidioidomicose), tem a sua forma sexuada
multicelular, mas quando infecta o homem adquire a forma de
levedura e se reproduz assexuadamente.
• Outro exemplo é o Penicillium marneffei, causa mais freqüente das
peniciloses, que na temperatura ambiente é um bolor e na
temperatura corporal é uma levedura. Além da temperatura, outros
fatores que regulam o dimorfismo em fungos são: a concentração de
CO2 e o pH do meio.
Placa contendo Agar Sabouraud, na qual pode ser observado o crescimento de diferentes
colônias fúngicas após uma semana depois de ter sido exposta por alguns minutos ao ar
atmosférico.
Morfologia Macroscópica
• O corpo dos fungos multicelulares apresenta uma organização
formando longos filamentos de células conectadas, chamadas de
hifas, essas podem apresentar septos ou serem asseptadas ou
cenocíticas.
• O conjunto de hifas recebe o nome de micélio e pode ser dividido
em micélio vegetativo, aquele que cresce para dentro do substrato e
tem a função de sustentação e de absorção de nutrientes, e em
micélio aéreo, que se projeta na superfície.
• Alguns pontos do micélio aéreo podem se diferenciar e formar o
micélio reprodutivo, formando esporos ou propágulos sexuada ou
assexuadamente.
Morfologia Macroscópica
Representação esquemática de hifas não septadas (cenocíticas), apresentando um citoplasma
multinucleado e hifas septadas, apresentando compartimentos celulares. (b) Representação de hifas
não-septadas em fungos filamentosos do gênero Syncephalastrum.
A
B
Morfologia Macroscópica
• As leveduras são células isoladas, que se reproduzem por brotamento,
produzem uma cadeia alongada de células unidas, formando pseudo-
hifas.
• Sua morfologia microscópica é semelhante nas diferentes espécies de
fungos leveduriformes
Estruturas encontradas em leveduras. Os blastoconídios (broto ou gêmula)
são estruturas reprodutivas típicas de fungos leveduriformes, que se originam
a partir da célula-mãe, por brotamento. Eles permanecem ligados, formando
pseudo-hifas.
Tipos de esporos
• Os fungos apresentam diferentes tipos de propágulos, sendo
classificados como assexuados ou sexuados, internos ou externos.
• Nos fungos filamentosos, os conídios são os esporos mais comuns
• São assexuados e formados no exterior das hifas reprodutivas, tendo
relevante papel na dispersão
Blastoconídios, característico de leveduras, produzidos por brotamento em
Candida albicans
Tipos de esporos
• Outros propágulos assexuais são os esporangiósporos, que se formam
internamente na hifa.
Esporangiósporos de Rhizopus sp. dentro de esporângios.
Tipos de esporos
• Os esporos sexuados são os basidiósporos, que são externos, e os
ascósporos, que são internos.
• Artroconídios e clamidoconídios são comuns em fungos filamentosos e
leveduriformes.
Artroconídios formados por fragmentação de hifas em
elementos retangulares, presentes tanto em fungos
filamentosos, com em leveduras, um exemplo é Coccidioides
immitis, que pode adquirir as duas formas.
Estrutura celular
A célula fúngica apresenta os principais componentes das células eucarióticas:
a)Parede celular: estrutura rígida, feita de material fibroso, depositada em camadas
concêntricas, com função de proteção contra pressão osmótica.
• A sua constituição depende do fungo, podendo ser basicamente de quitina ou da
mistura de duas substâncias (glucanas e mananas).
• A quitina é um polímero de glicose imerso em uma matriz protéica que está restrita a
área de blastoconidiação na parede, sendo encontrada em maior proporção em fungos
filamentosos do que em leveduras.
• As glucanas e mananas formam glicoproteínas, manoproteínas e glicoproteínas, estando
associadas a proteínas.
• As glucanas são polímeros de glicose ligados por pontes β-glicosídicas, enquanto as
mananas são polímeros de manose e é o material amorfo da parede
Estrutura celular
b)Membrana citoplasmática: constituída de fosfolípides, apresentando uma parte
polar, constituída de diacilglicerolfosfocolinas e diacilgliceroetanolaminas, e outra
apolar, constituída por triacilgliceróis e esteróides (ergosterol).
• As proteínas presentes na membrana atuam como enzimas, os lipídeos
fornecem propriedade estrutural.
• A membrana atua como barreira semipermeável e no transporte ativo e passivo
dos materiais.
Estrutura celular
c)Vacúolos (vesículas, microcorpos, citossomos, esferossomos, fragmossomos ou
partículas gama)
• Podem ser de dois tipos: digestivo ou de reserva.
• Podem estar relacionados aos sistemas enzimáticos ou conter glicogênio ou
lipídeos, por exemplo.
• Podem apresentar vários tamanhos, ocupando de 30% a 90% do conteúdo
celular.
Estrutura celular
d)Retículo endoplasmático: Sistema em rede espalhado por toda a célula,
podendo ser liso ou rugoso (quando associado a ribossomos 80s). É provido
da membrana nuclear.
e)Aparelho de Golgi: Sistema de vesículas e canalículos, que tem a função de
armazenamento de substâncias que serão excretadas pela célula. Essa
organela não está presente em todos os fungos.
f)Lomassomos: Corpúsculos presentes no periplasma, espaço entre a parede
e a membrana celular. Provavelmente estão envolvidos com a secreção,
formação de parede e síntese de glicogênio.
Estrutura celular
g)Mitocôndrias: Essa organela contém DNA e ribossomos próprios.
• Variam de tamanho e forma nos diferentes grupos de fungos e em diferentes
condições fisiológicas.
h)Capa nuclear: Presente em alguns grupos de fungos aquáticos, que possuem
flagelo.
• Essa estrutura cobre parcialmente o núcleo e é constituída densamente por
ribossomos.
i)Centríolo: Presente nas células fúngicas flageladas.
j)Cinetossomo (corpo basal ou blefaroplasto) e flagelo: Presente em fungos
aquáticos. O flagelo se origina de uma “placa basal”.
Estrutura celular
k)Núcleo e cromossomos: a carioteca é formada por uma dupla membrana
com poros.
• Uma característica do núcleo de fungos é a presença de fuso meiótico ou
mitótico.
• Os cromossomos são lineares, o DNA é de dupla fita contendo histonas.
• O nucléolo, presente no núcleo contem DNA, RNA e proteínas e é o sítio de
produção do RNA ribossomal.
l)Septos e poros septais: Podem ser total, em zigomicetos, ou perfurado, nos
demais fungos. Os poros permitem a passagem de citoplasma, organelas e até
mesmo do núcleo celular, quando isso acontece, a célula se torna 2n
(dicariótica).
Estrutura celular
k)Núcleo e cromossomos: a carioteca é formada por uma dupla membrana
com poros.
• Uma característica do núcleo de fungos é a presença de fuso meiótico ou
mitótico.
• Os cromossomos são lineares, o DNA é de dupla fita contendo histonas.
• O nucléolo, presente no núcleo contem DNA, RNA e proteínas e é o sítio de
produção do RNA ribossomal.
Estrutura celular
l)Protoplastos ou esferoplastos: células fúngicas sem parede celular.
m)Ribossomo: sítios de síntese protéica. A subunidade 60S e a 40S formam a
partícula ribossomal (80S).
n)Cápsula: presente em alguns fungos, sendo importante na patogenia,
dificultando a fagocitose.
• É constituída por mucopolissacarídeos, com estrutura fibrilar de amilose e
proteínas semelhantes à goma arábica.
Fisiologia
• Os fungos são organismos heterotróficos, ou quimiorganotróficos, incapazes
de assimilar o carbono inorgânico, exigindo carbono orgânico que será
utilizado como material plástico ou energético.
• Os processos de obtenção de energia é a respiração e a fermentação.
• Esses microrganismos são em sua maioria aeróbios obrigatórios, com
exceção de algumas leveduras que são fermentadoras anaeróbias
facultativas.
• Na respiração ocorre a oxidação da glicose.
• Os fungos para se nutrirem precisam viver em estado de saprofitismo,
parasitismo, comensalismo ou simbiose.
• Saprófitas – vivem em matéria orgânica morta ou em decomposição
• Simbiontes – vivem juntos e a vantagem é mútua
• Comensais – um se beneficia da relação enquanto outro não se beneficia ou
prejudica
• Parasitas – vivem sobre ou no interior de um organismo se beneficiando. No
caso dos patógenos a relação é prejudicial ao hospedeiro
Penicillium spp Oudemansiella mucida Líquen
Tricophyton sp
• Sua nutrição na maioria das vezes ocorre por absorção (enzimas hidrolíticas
degradam macromoléculas e essas são assimiladas por mecanismos de
transporte).
• Os fungos são capazes de utilizar diferentes fontes de carbono, incluindo
carboidratos complexos como a lignina (componente da madeira), lipídeos,
ácidos nucléicos e proteínas, mas, preferencialmente, utilizam carboidratos
simples como a D-glicose.
• Fontes de nitrogênio também são necessárias, podendo ser inorgânica
(amônias ou nitratos) ou orgânica (peptona, sulfatos e fosfatos). Alguns
oligoelementos (ferro, zinco, manganês, cobre, cálcio, por exemplo) são
exigidos em pequenas quantidades.
• Fatores de crescimento, como as vitaminas, também são essenciais.
• Algumas espécies são halófilicas (crescem em elevada concentração de sal)
• Há uma ampla faixa de temperatura, podendo ser encontrados fungos
psicrófilos, mesófilos e termófilos.
• O pH ótimo para crescimento fica em torno de cinco.
• A forma e a esporulação em fungos podem ser influenciadas por estes
fatores e pelas condições nutricionais, apresentando algumas espécies
dimorfismos, variando sua forma morfológica, ou pleomorfismo, em
dermatófitos, que é expresso pela perda de estruturas de reprodução e
mudanças na morfologia das colônias.
• As estruturas vegetativas dos fungos crescem preferencialmente em
ambientes com pouca luz, enquanto a parte reprodutiva procura a luz para
se desenvolver.
Ciclo assexuado
a)Brotamento do blatoconídio-mãe, produzindo novos blastoconídios.
• A célula parental forma um broto na sua superfície externa.
• À medida que o broto se desenvolve, o núcleo da célula parental se
divide e um dos núcleos migra para o broto.
• O material da parede celular é então sintetizado entre o broto e a
célula parental, separando-os.
b)Fragmentação do astroconídio.
• As hifas crescem por alongamento das extremidades. Um fragmento
quebrado pode se alongar para formar uma nova hifa.
Ciclo assexuado
c)Fissão das células somáticas em células-filhas
d)Produção de esporos assexuais, através da germinação das hifas,
formando um tubo germinativo que se desenvolve formando o micélio.
• Esse é o tipo mais comum de reprodução assexuada em fungos.
Ciclo sexuado
Em fungos, a reprodução sexuada envolve a união de dois núcleos
compatíveis, e é dividida em três fases:
a)Plasmogamia: Fase caracterizada pela união de dois protoplastos.
• Os núcleos haplóides, da célula doadora (+) e o da receptora (-),
permanecem juntos na célula receptora.
• Nesta fase, os fungos superiores são chamados de dicários ou dicarióticos.
b)Cariogamia: Os núcleos se fundem para formar um zigoto diplóide.
Ciclo sexuado
c)Meiose: O núcleo diplóide origina um núcleo haplóide (esporos sexuais), dos
quais alguns podem ser recombinantes genéticos.
• Os gametângios, que são os órgãos sexuais, podem formar gametas ou conter
núcleos gaméticos.
• O gametângio masculino se chama anterídio, e o feminino, oogônio.
• Estes podem ser heterogametângios, quando são morfologicamente diferentes,
ou isogametângios, quando são idênticos.
• As espécies heterotálicas são aquelas que apresentam gametas da célula
doadora e da receptora localizadas em talos separados ou quando apresentam
ambos os sexos, mas os gametas não são compatíveis.
• Espécies homotálicas ou hermafroditas são aquelas que produzem gametas (+) e
(-) autocompatíveis no mesmo talo.
Ciclo parassexual
• Consiste na fusão de hifas e na formação de heterocarion,
contendo núcleos haplóides.
• Quando estes núcleos se fundem, ocorre a recombinação de
cromossomos homólogos na mitose, através de um “crossing-
over” mitótico, sem ser observado o processo de meiose
Taxonomia
• O Reino Fungi contem pelo menos oito filos distintos, identificados por
métodos moleculares. Os filos são:
1.Filo Ascomycota
2.Filo Basidiomycota
3.Filo Zygomycota
4.Filo Chytridiomycota
5.Filo Glomeromycota
6.Filo Blastocladiomycota
7.Filo Neocallimastigomycota
8.Filo Microsporidiomycota
Patogenia e Patologia
Patogenia
Três categorias principais de importância clínica:
• Micotoxicoses
• Representam o resultado da ingestão acidental ou
recreativa de fungos
• Quando ingeridos é necessário induzir o vômito
• A gravidade é maior se o fungo for injetado
Patogenia
• Agentes psicotrópicos (Claviceps purpúrea)
• Metabólitos tóxicos produzidos por fungos eram
utilizados por tribos primitivos para fins religiosos,
mágicos
• Ex – psilobicina e psilocina
• Dietiletolamina do ácido lisérgico
Patogenia
• Aflatoxinas
• Contaminação por Aspergillus flavus
• Produzem substâncias chamadas de “metabólitos
bisfuranocumarina” – aflatoxinas
• Potencial carcinógeno
Patogenia
• Doenças por hipersensibilidade
• Os seres humanos são expostos a elementos fúngicos
transportados pelo ar
• Podem ser um estímulo antigênico e induzir um estado de
hipersensibilidade pela produção de imunoglobulinas ou
linfócitos sensibilizados
• Manifestações clínicas – rinite, asma brônquica, alveolite e
atopias (alergias)
• As manifestações surgem após a sensibilização em
exposições subsequentes
Colonização e doenças
• Praticamente todos os fungos patológicos são de vida livre
• As infecções são, geralmente, leves e auto limitadas
• Alguns fungos podem causar doenças em pessoas sadias em
diferentes camadas de tecidos
• Algumas doenças fúngicas tem associação com HIV e terapia
imunossupressora
Colonização e doenças
• Fungos considerados sapróbios passam a ser patogênicos
• Alterações na flora intestinal devido ao uso de antibióticos
• Medidas terapêuticas – citotoxinas, irradiação com raio X
• Alterações do sistema imunológico por doenças endócrinas –
diabetes mellitus
Micoses superficiais
• São aquelas que acometem camadas mais superficiais da pele
ou nas hastes dos pelos
• Formam manchas pigmentares na pele ou nos pelos
• São classificadas de acordo com seu habitat
Agentes:
• Piedraia hortae
• Causa a “pedra negra”, nódulos duros e escuros que ficam
aderidos nos fios do cabelo
Agentes: gênero
• Trichosporon ou Trichophyton beigelli – piedra branca
• Leveduras com hifas septadas e ramificadas que formam
nódulos que crescem sobre os pelos do couro cabeludo, bigode,
púbicos, axilares e barba.
• Caracteriza-se pelo desenvolvimento de crescimentos de
consistência pastosa e mole de cor creme ao longo das hastes
dos pelos infectados.
• O crescimento ocorre como uma manga ou colarinho ao redor
do pelo e consiste em micélios que sofrem rápida fragmentação
em artroconídios
Agentes:
• Trichosporon beigelli – piedra branca
Agentes: gênero
• Trichosporon rubrum
• Infectam pele, cabelos, unhas
• Maior causador de micoses no Brasil e no mundo
Agentes: gênero
• Malassezia furfur - leveduras que causam a ptiríase versicolor
• Vivem normalmente sobre a pele mas podem invadir células de
queratina das camadas superficiais da pele e causar a micose
(forma filamentosa)
• É chamada de micose de praia mas, na verdade, com o
bronzeamento as lesões causadas pelos fungos que já estão na
pele ficam mais visíveis
• Se manifesta como manchas descamativas no tórax, abdomen
e membros superiores
Agentes:
• Exophyala wernekii – Tínea nigra
• Fungo dimórfico que produz melanina (aspecto fuliginoso)
• Produz manchas escuras, com aspecto de fuligem, mais
frequentemente nas palmas das mãos e plantas dos pés, mas
podem surgir em outras partes do corpo
• Lesões bem demarcadas, elevadas acima da pele
Micoses cutâneas
• São aquelas onde os fungos invadem toda a espessura da capa
córnea da pele ou a parte queratinizada dentro do folículo piloso ou
a lâmina ungueal
• Lesões características: manchas inflamatórias, lesões nos pelos e
destruição das unhas
• São provocadas principalmente por dermatófitos (fungos que tem
a capacidade de degradar a queratina e utilizar como nutriente
• São divididos em três gêneros:
• Epidermophyton, Microsporum e Tricophyton
Micoses cutâneas
• As principais espécies patogênicas do Brasil são:
• Tricophytom rubrum,
• T. mentagrophytes,
• T. tonsurans,
• Microsporum canis,
• M. gypseum
• Epidermophytum floccosum
Micoses cutâneas
• Geofílicos (solo) – estão associados com tecidos queratinizados em
decomposição no solo - M. gypseum
• Zoofílicos (animais) – os animais são os hospedeiros - M. canis e T.
mentagrophytes
• Antropofílicos (homem) – são aqueles adaptados ao parasitismo
humano - T. rubrum, T. mentagrophytes, T. tonsuras e E. floccosum
Tinea capitis
Tinea corporis – Trichophyton concentricum
Unhas
• Os agentes mais comuns são T. rubrum e T. mentagrophytes
• Provoca unhas branco-amareladas, porosas e quebradiças
• Ocorre através da borda livre da unha e pode atingir a superfície e a
área subungueal
Unhas e pele
Micoses subcutâneas
• Esporotricose
• É causada por espécies do complexo Sporothrix schenckii – fungos
dimórficos (alteram sua forma de levedura para micélios ou hifas)
• Parasitando o organismo está na forma de levedura
• É ubiqua e de transmissão geofílica (traumatismo com plantas) ou
zoofílica (transmitida por gatos)
• Ocorre um nódulo inicialmente
• Disseminação por via linfática ou por contiguidade
Micoses subcutâneas
• Cromoblastomicose
• Conhecida como cromomicose ou dermatite verrucosa
• É causada por diversas espécies – Fonsecaea pedrosoi,
Cladophialophora carrionii
• A infecção se manifesta pela formação de nódulos cutâneos
verrucosos
• Causa o aparecimento de “corpos muriformes”
Micoses subcutâneas
• Micetomas
• Micetoma é uma síndrome crônica que geralmente localiza-se nos
membros inferiores. É causado por bactérias aeróbicas
(actinomicetoma) ou por fungos (eumicetoma).
• Essas infecções afetam a pele, o tecido celular subcutâneo e, em
alguns casos, os músculos, os ossos e podem se disseminar pela
cavidade torácica, o abdômen e outras regiões do corpo.
• Podem causar deformações nas partes afetadas e perda da função
nessa área.
Micoses subcutâneas
• Micetomas
• Formam grãos no tecido
• Os fungos causadores dessa doença encontram-se na natureza
(vegetais)
• Os grãos podem ser de diferentes colorações: negros, brancos,
vermelhos
• O traumatismo permite a penetração do fungo
• Geralmente se localiza nos pés, braços e pernas
• Pode ocorrer formação de abcessos, fístulas e eliminação dos
grãos
Micoses subcutâneas
• Rinosporidiose
• Causado pelo fungo Rhinosporidium seeberi
• Causa o aparecimento de pólipos
• Os locais afetados podem ser a mucosa nasal, conjuntiva ocular e,
raramente, a faringe, laringe, pênis e vagina
• Acredita-se que o habitat seja a água, especialmente água
estagnada
Micoses subcutâneas
• Lobomicose
• Causada pelo fungo Lacazia loboi
• Causa lesões isoladas ou disseminadas na pele
• Penetra na pele através de traumatismo
• Diversas formas clínicas: quelóide, gomosa, ulcerada, verruciforme
e infiltrativa
• Acontece com maior frequencia em seringueiros, garimpeiros e
lavradores
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  • 1. Morfologia, fisiologia e classificação de fungos Out 2017
  • 2. • Até 1969, os fungos eram considerados vegetais, sendo hoje classificados em um reino à parte denominado Fungi. • Esse reino reúne, além dos fungos, liquens e algas do gênero Prototheca. • As características comuns que reúnem esses seres em um mesmo grupo são: não formação de tecido verdadeiro, parede celular fundamentalmente composta por quitina e glucano, armazenamento de glicogênio no lugar do amido, estágio diplóide pouco comum e quando ocorre é de curta duração sendo seguido por meiose e presença de micélio.
  • 3. • Os fungos são organismos eucariotos (eucarióticos), aclorofilados, apresentando nutrição absortiva, reprodução sexuada ou assexuada, estruturas somáticas (vegetativas filamentosas e ramificadas), com parede celular. • Esse grupo de microrganismo tem relevante importância em nossas vidas, e são conhecidos desde a antiguidade, através dos processos de fermentação
  • 4. • Os fungos são ubíquos e sua dispersão na natureza pode ocorrer por animais, homens, insetos, água e, principalmente, pelo vento. • Já foram descritos aproximadamente 80.000 espécies de fungos, sendo a maioria benéfica ao homem (menos de 50 espécies causam 90% das infecções fúngicas em seres humanos e animais). • Os fungos encontrados na natureza são essenciais aos processos de degradação e reciclagem de matéria orgânica. • Alguns têm participação na produção de alimentos e bebidas alcoólicas, outros têm importância na medicina, não só causando doenças, mas na produção de medicamentos, como antibióticos (penicilinas) e imunossupressores (ciclosporina).
  • 5. • No ambiente, os fungos são os principais agentes de decomposição em florestas (fungos celulolíticos e ligninolíticos) e liberam nutrientes para as plantas. • Podem atuar com organismos simbiontes (micorrizas, liquens, endófitos). • Podem causar danos econômicos, agindo na destruição de madeira em postes, estradas de ferro, navios e casas e de outros materiais, com tecidos, lentes e discos, provocando doenças em plantas, chegando a causar, em alguns casos, extinção de espécies em escala regional. • Algumas espécies de fungos são usadas no controle biológico de pragas, parasitando nematóides.
  • 6. Morfologia Macroscópica • Macroscopicamente, os fungos são divididos em filamentosos (bolores ou fungos multicelulares) e em leveduriformes (leveduras, levedos ou fungos unicelulares). • No estudo macroscópico, é importante a análise das características das colônias, como pigmentação (presença ou ausência, cor do pigmento, difuso, restrito à colônia), bordas (regulares, irregulares, radiadas), superfície (lisa, fissurada, rugosa), textura ou consistência, velocidade de crescimento, topografia (plana, convexa, umbilicada, pregueada, cerebriforme), aspecto (brilhante, opaco, seco, úmido), diâmetro da colônia.
  • 7. Morfologia Macroscópica • Nas leveduras, as colônias se apresentam esféricas ou ovais e de consistência pastosa ou cremosa, apresentando crescimento limitado. • Nos fungos filamentosos há uma maior variedade de formas de colônias, por exemplo, quanto à textura podem ser aveludadas, cremosas, mucóides cotonosas, serosas, camurças, granulosas, membranosas ou coriáceas, verrucosas ou pulverulentas, e apresentarem crescimento invasor
  • 9. Morfologia Macroscópica • Alguns fungos podem, ao longo de sua vida, apresentar mudanças morfológicas e passarem de uma forma para outra. Por exemplo, a espécie Paracoccidioides brasiliensis, que provoca micose pulmonar em agricultores (paracoccidioidomicose), tem a sua forma sexuada multicelular, mas quando infecta o homem adquire a forma de levedura e se reproduz assexuadamente. • Outro exemplo é o Penicillium marneffei, causa mais freqüente das peniciloses, que na temperatura ambiente é um bolor e na temperatura corporal é uma levedura. Além da temperatura, outros fatores que regulam o dimorfismo em fungos são: a concentração de CO2 e o pH do meio.
  • 10. Placa contendo Agar Sabouraud, na qual pode ser observado o crescimento de diferentes colônias fúngicas após uma semana depois de ter sido exposta por alguns minutos ao ar atmosférico.
  • 11. Morfologia Macroscópica • O corpo dos fungos multicelulares apresenta uma organização formando longos filamentos de células conectadas, chamadas de hifas, essas podem apresentar septos ou serem asseptadas ou cenocíticas. • O conjunto de hifas recebe o nome de micélio e pode ser dividido em micélio vegetativo, aquele que cresce para dentro do substrato e tem a função de sustentação e de absorção de nutrientes, e em micélio aéreo, que se projeta na superfície. • Alguns pontos do micélio aéreo podem se diferenciar e formar o micélio reprodutivo, formando esporos ou propágulos sexuada ou assexuadamente.
  • 12. Morfologia Macroscópica Representação esquemática de hifas não septadas (cenocíticas), apresentando um citoplasma multinucleado e hifas septadas, apresentando compartimentos celulares. (b) Representação de hifas não-septadas em fungos filamentosos do gênero Syncephalastrum. A B
  • 13. Morfologia Macroscópica • As leveduras são células isoladas, que se reproduzem por brotamento, produzem uma cadeia alongada de células unidas, formando pseudo- hifas. • Sua morfologia microscópica é semelhante nas diferentes espécies de fungos leveduriformes
  • 14. Estruturas encontradas em leveduras. Os blastoconídios (broto ou gêmula) são estruturas reprodutivas típicas de fungos leveduriformes, que se originam a partir da célula-mãe, por brotamento. Eles permanecem ligados, formando pseudo-hifas.
  • 15. Tipos de esporos • Os fungos apresentam diferentes tipos de propágulos, sendo classificados como assexuados ou sexuados, internos ou externos. • Nos fungos filamentosos, os conídios são os esporos mais comuns • São assexuados e formados no exterior das hifas reprodutivas, tendo relevante papel na dispersão
  • 16. Blastoconídios, característico de leveduras, produzidos por brotamento em Candida albicans
  • 17. Tipos de esporos • Outros propágulos assexuais são os esporangiósporos, que se formam internamente na hifa. Esporangiósporos de Rhizopus sp. dentro de esporângios.
  • 18. Tipos de esporos • Os esporos sexuados são os basidiósporos, que são externos, e os ascósporos, que são internos. • Artroconídios e clamidoconídios são comuns em fungos filamentosos e leveduriformes. Artroconídios formados por fragmentação de hifas em elementos retangulares, presentes tanto em fungos filamentosos, com em leveduras, um exemplo é Coccidioides immitis, que pode adquirir as duas formas.
  • 19. Estrutura celular A célula fúngica apresenta os principais componentes das células eucarióticas: a)Parede celular: estrutura rígida, feita de material fibroso, depositada em camadas concêntricas, com função de proteção contra pressão osmótica. • A sua constituição depende do fungo, podendo ser basicamente de quitina ou da mistura de duas substâncias (glucanas e mananas). • A quitina é um polímero de glicose imerso em uma matriz protéica que está restrita a área de blastoconidiação na parede, sendo encontrada em maior proporção em fungos filamentosos do que em leveduras. • As glucanas e mananas formam glicoproteínas, manoproteínas e glicoproteínas, estando associadas a proteínas. • As glucanas são polímeros de glicose ligados por pontes β-glicosídicas, enquanto as mananas são polímeros de manose e é o material amorfo da parede
  • 20. Estrutura celular b)Membrana citoplasmática: constituída de fosfolípides, apresentando uma parte polar, constituída de diacilglicerolfosfocolinas e diacilgliceroetanolaminas, e outra apolar, constituída por triacilgliceróis e esteróides (ergosterol). • As proteínas presentes na membrana atuam como enzimas, os lipídeos fornecem propriedade estrutural. • A membrana atua como barreira semipermeável e no transporte ativo e passivo dos materiais.
  • 21. Estrutura celular c)Vacúolos (vesículas, microcorpos, citossomos, esferossomos, fragmossomos ou partículas gama) • Podem ser de dois tipos: digestivo ou de reserva. • Podem estar relacionados aos sistemas enzimáticos ou conter glicogênio ou lipídeos, por exemplo. • Podem apresentar vários tamanhos, ocupando de 30% a 90% do conteúdo celular.
  • 22. Estrutura celular d)Retículo endoplasmático: Sistema em rede espalhado por toda a célula, podendo ser liso ou rugoso (quando associado a ribossomos 80s). É provido da membrana nuclear. e)Aparelho de Golgi: Sistema de vesículas e canalículos, que tem a função de armazenamento de substâncias que serão excretadas pela célula. Essa organela não está presente em todos os fungos. f)Lomassomos: Corpúsculos presentes no periplasma, espaço entre a parede e a membrana celular. Provavelmente estão envolvidos com a secreção, formação de parede e síntese de glicogênio.
  • 23. Estrutura celular g)Mitocôndrias: Essa organela contém DNA e ribossomos próprios. • Variam de tamanho e forma nos diferentes grupos de fungos e em diferentes condições fisiológicas. h)Capa nuclear: Presente em alguns grupos de fungos aquáticos, que possuem flagelo. • Essa estrutura cobre parcialmente o núcleo e é constituída densamente por ribossomos. i)Centríolo: Presente nas células fúngicas flageladas. j)Cinetossomo (corpo basal ou blefaroplasto) e flagelo: Presente em fungos aquáticos. O flagelo se origina de uma “placa basal”.
  • 24. Estrutura celular k)Núcleo e cromossomos: a carioteca é formada por uma dupla membrana com poros. • Uma característica do núcleo de fungos é a presença de fuso meiótico ou mitótico. • Os cromossomos são lineares, o DNA é de dupla fita contendo histonas. • O nucléolo, presente no núcleo contem DNA, RNA e proteínas e é o sítio de produção do RNA ribossomal. l)Septos e poros septais: Podem ser total, em zigomicetos, ou perfurado, nos demais fungos. Os poros permitem a passagem de citoplasma, organelas e até mesmo do núcleo celular, quando isso acontece, a célula se torna 2n (dicariótica).
  • 25. Estrutura celular k)Núcleo e cromossomos: a carioteca é formada por uma dupla membrana com poros. • Uma característica do núcleo de fungos é a presença de fuso meiótico ou mitótico. • Os cromossomos são lineares, o DNA é de dupla fita contendo histonas. • O nucléolo, presente no núcleo contem DNA, RNA e proteínas e é o sítio de produção do RNA ribossomal.
  • 26. Estrutura celular l)Protoplastos ou esferoplastos: células fúngicas sem parede celular. m)Ribossomo: sítios de síntese protéica. A subunidade 60S e a 40S formam a partícula ribossomal (80S). n)Cápsula: presente em alguns fungos, sendo importante na patogenia, dificultando a fagocitose. • É constituída por mucopolissacarídeos, com estrutura fibrilar de amilose e proteínas semelhantes à goma arábica.
  • 27. Fisiologia • Os fungos são organismos heterotróficos, ou quimiorganotróficos, incapazes de assimilar o carbono inorgânico, exigindo carbono orgânico que será utilizado como material plástico ou energético. • Os processos de obtenção de energia é a respiração e a fermentação. • Esses microrganismos são em sua maioria aeróbios obrigatórios, com exceção de algumas leveduras que são fermentadoras anaeróbias facultativas. • Na respiração ocorre a oxidação da glicose.
  • 28. • Os fungos para se nutrirem precisam viver em estado de saprofitismo, parasitismo, comensalismo ou simbiose. • Saprófitas – vivem em matéria orgânica morta ou em decomposição • Simbiontes – vivem juntos e a vantagem é mútua • Comensais – um se beneficia da relação enquanto outro não se beneficia ou prejudica • Parasitas – vivem sobre ou no interior de um organismo se beneficiando. No caso dos patógenos a relação é prejudicial ao hospedeiro
  • 29. Penicillium spp Oudemansiella mucida Líquen Tricophyton sp
  • 30. • Sua nutrição na maioria das vezes ocorre por absorção (enzimas hidrolíticas degradam macromoléculas e essas são assimiladas por mecanismos de transporte). • Os fungos são capazes de utilizar diferentes fontes de carbono, incluindo carboidratos complexos como a lignina (componente da madeira), lipídeos, ácidos nucléicos e proteínas, mas, preferencialmente, utilizam carboidratos simples como a D-glicose. • Fontes de nitrogênio também são necessárias, podendo ser inorgânica (amônias ou nitratos) ou orgânica (peptona, sulfatos e fosfatos). Alguns oligoelementos (ferro, zinco, manganês, cobre, cálcio, por exemplo) são exigidos em pequenas quantidades. • Fatores de crescimento, como as vitaminas, também são essenciais.
  • 31. • Algumas espécies são halófilicas (crescem em elevada concentração de sal) • Há uma ampla faixa de temperatura, podendo ser encontrados fungos psicrófilos, mesófilos e termófilos. • O pH ótimo para crescimento fica em torno de cinco. • A forma e a esporulação em fungos podem ser influenciadas por estes fatores e pelas condições nutricionais, apresentando algumas espécies dimorfismos, variando sua forma morfológica, ou pleomorfismo, em dermatófitos, que é expresso pela perda de estruturas de reprodução e mudanças na morfologia das colônias. • As estruturas vegetativas dos fungos crescem preferencialmente em ambientes com pouca luz, enquanto a parte reprodutiva procura a luz para se desenvolver.
  • 32. Ciclo assexuado a)Brotamento do blatoconídio-mãe, produzindo novos blastoconídios. • A célula parental forma um broto na sua superfície externa. • À medida que o broto se desenvolve, o núcleo da célula parental se divide e um dos núcleos migra para o broto. • O material da parede celular é então sintetizado entre o broto e a célula parental, separando-os. b)Fragmentação do astroconídio. • As hifas crescem por alongamento das extremidades. Um fragmento quebrado pode se alongar para formar uma nova hifa.
  • 33. Ciclo assexuado c)Fissão das células somáticas em células-filhas d)Produção de esporos assexuais, através da germinação das hifas, formando um tubo germinativo que se desenvolve formando o micélio. • Esse é o tipo mais comum de reprodução assexuada em fungos.
  • 34. Ciclo sexuado Em fungos, a reprodução sexuada envolve a união de dois núcleos compatíveis, e é dividida em três fases: a)Plasmogamia: Fase caracterizada pela união de dois protoplastos. • Os núcleos haplóides, da célula doadora (+) e o da receptora (-), permanecem juntos na célula receptora. • Nesta fase, os fungos superiores são chamados de dicários ou dicarióticos. b)Cariogamia: Os núcleos se fundem para formar um zigoto diplóide.
  • 35. Ciclo sexuado c)Meiose: O núcleo diplóide origina um núcleo haplóide (esporos sexuais), dos quais alguns podem ser recombinantes genéticos. • Os gametângios, que são os órgãos sexuais, podem formar gametas ou conter núcleos gaméticos. • O gametângio masculino se chama anterídio, e o feminino, oogônio. • Estes podem ser heterogametângios, quando são morfologicamente diferentes, ou isogametângios, quando são idênticos. • As espécies heterotálicas são aquelas que apresentam gametas da célula doadora e da receptora localizadas em talos separados ou quando apresentam ambos os sexos, mas os gametas não são compatíveis. • Espécies homotálicas ou hermafroditas são aquelas que produzem gametas (+) e (-) autocompatíveis no mesmo talo.
  • 36. Ciclo parassexual • Consiste na fusão de hifas e na formação de heterocarion, contendo núcleos haplóides. • Quando estes núcleos se fundem, ocorre a recombinação de cromossomos homólogos na mitose, através de um “crossing- over” mitótico, sem ser observado o processo de meiose
  • 37. Taxonomia • O Reino Fungi contem pelo menos oito filos distintos, identificados por métodos moleculares. Os filos são: 1.Filo Ascomycota 2.Filo Basidiomycota 3.Filo Zygomycota 4.Filo Chytridiomycota 5.Filo Glomeromycota 6.Filo Blastocladiomycota 7.Filo Neocallimastigomycota 8.Filo Microsporidiomycota
  • 39. Patogenia Três categorias principais de importância clínica: • Micotoxicoses • Representam o resultado da ingestão acidental ou recreativa de fungos • Quando ingeridos é necessário induzir o vômito • A gravidade é maior se o fungo for injetado
  • 40. Patogenia • Agentes psicotrópicos (Claviceps purpúrea) • Metabólitos tóxicos produzidos por fungos eram utilizados por tribos primitivos para fins religiosos, mágicos • Ex – psilobicina e psilocina • Dietiletolamina do ácido lisérgico
  • 41. Patogenia • Aflatoxinas • Contaminação por Aspergillus flavus • Produzem substâncias chamadas de “metabólitos bisfuranocumarina” – aflatoxinas • Potencial carcinógeno
  • 42. Patogenia • Doenças por hipersensibilidade • Os seres humanos são expostos a elementos fúngicos transportados pelo ar • Podem ser um estímulo antigênico e induzir um estado de hipersensibilidade pela produção de imunoglobulinas ou linfócitos sensibilizados • Manifestações clínicas – rinite, asma brônquica, alveolite e atopias (alergias) • As manifestações surgem após a sensibilização em exposições subsequentes
  • 43. Colonização e doenças • Praticamente todos os fungos patológicos são de vida livre • As infecções são, geralmente, leves e auto limitadas • Alguns fungos podem causar doenças em pessoas sadias em diferentes camadas de tecidos • Algumas doenças fúngicas tem associação com HIV e terapia imunossupressora
  • 44. Colonização e doenças • Fungos considerados sapróbios passam a ser patogênicos • Alterações na flora intestinal devido ao uso de antibióticos • Medidas terapêuticas – citotoxinas, irradiação com raio X • Alterações do sistema imunológico por doenças endócrinas – diabetes mellitus
  • 45. Micoses superficiais • São aquelas que acometem camadas mais superficiais da pele ou nas hastes dos pelos • Formam manchas pigmentares na pele ou nos pelos • São classificadas de acordo com seu habitat
  • 46. Agentes: • Piedraia hortae • Causa a “pedra negra”, nódulos duros e escuros que ficam aderidos nos fios do cabelo
  • 47. Agentes: gênero • Trichosporon ou Trichophyton beigelli – piedra branca • Leveduras com hifas septadas e ramificadas que formam nódulos que crescem sobre os pelos do couro cabeludo, bigode, púbicos, axilares e barba. • Caracteriza-se pelo desenvolvimento de crescimentos de consistência pastosa e mole de cor creme ao longo das hastes dos pelos infectados. • O crescimento ocorre como uma manga ou colarinho ao redor do pelo e consiste em micélios que sofrem rápida fragmentação em artroconídios
  • 49. Agentes: gênero • Trichosporon rubrum • Infectam pele, cabelos, unhas • Maior causador de micoses no Brasil e no mundo
  • 50. Agentes: gênero • Malassezia furfur - leveduras que causam a ptiríase versicolor • Vivem normalmente sobre a pele mas podem invadir células de queratina das camadas superficiais da pele e causar a micose (forma filamentosa) • É chamada de micose de praia mas, na verdade, com o bronzeamento as lesões causadas pelos fungos que já estão na pele ficam mais visíveis • Se manifesta como manchas descamativas no tórax, abdomen e membros superiores
  • 51.
  • 52. Agentes: • Exophyala wernekii – Tínea nigra • Fungo dimórfico que produz melanina (aspecto fuliginoso) • Produz manchas escuras, com aspecto de fuligem, mais frequentemente nas palmas das mãos e plantas dos pés, mas podem surgir em outras partes do corpo • Lesões bem demarcadas, elevadas acima da pele
  • 53.
  • 54. Micoses cutâneas • São aquelas onde os fungos invadem toda a espessura da capa córnea da pele ou a parte queratinizada dentro do folículo piloso ou a lâmina ungueal • Lesões características: manchas inflamatórias, lesões nos pelos e destruição das unhas • São provocadas principalmente por dermatófitos (fungos que tem a capacidade de degradar a queratina e utilizar como nutriente • São divididos em três gêneros: • Epidermophyton, Microsporum e Tricophyton
  • 55. Micoses cutâneas • As principais espécies patogênicas do Brasil são: • Tricophytom rubrum, • T. mentagrophytes, • T. tonsurans, • Microsporum canis, • M. gypseum • Epidermophytum floccosum
  • 56. Micoses cutâneas • Geofílicos (solo) – estão associados com tecidos queratinizados em decomposição no solo - M. gypseum • Zoofílicos (animais) – os animais são os hospedeiros - M. canis e T. mentagrophytes • Antropofílicos (homem) – são aqueles adaptados ao parasitismo humano - T. rubrum, T. mentagrophytes, T. tonsuras e E. floccosum
  • 58. Tinea corporis – Trichophyton concentricum
  • 59. Unhas • Os agentes mais comuns são T. rubrum e T. mentagrophytes • Provoca unhas branco-amareladas, porosas e quebradiças • Ocorre através da borda livre da unha e pode atingir a superfície e a área subungueal
  • 61.
  • 62.
  • 63.
  • 64. Micoses subcutâneas • Esporotricose • É causada por espécies do complexo Sporothrix schenckii – fungos dimórficos (alteram sua forma de levedura para micélios ou hifas) • Parasitando o organismo está na forma de levedura • É ubiqua e de transmissão geofílica (traumatismo com plantas) ou zoofílica (transmitida por gatos) • Ocorre um nódulo inicialmente • Disseminação por via linfática ou por contiguidade
  • 65.
  • 66. Micoses subcutâneas • Cromoblastomicose • Conhecida como cromomicose ou dermatite verrucosa • É causada por diversas espécies – Fonsecaea pedrosoi, Cladophialophora carrionii • A infecção se manifesta pela formação de nódulos cutâneos verrucosos • Causa o aparecimento de “corpos muriformes”
  • 67.
  • 68. Micoses subcutâneas • Micetomas • Micetoma é uma síndrome crônica que geralmente localiza-se nos membros inferiores. É causado por bactérias aeróbicas (actinomicetoma) ou por fungos (eumicetoma). • Essas infecções afetam a pele, o tecido celular subcutâneo e, em alguns casos, os músculos, os ossos e podem se disseminar pela cavidade torácica, o abdômen e outras regiões do corpo. • Podem causar deformações nas partes afetadas e perda da função nessa área.
  • 69. Micoses subcutâneas • Micetomas • Formam grãos no tecido • Os fungos causadores dessa doença encontram-se na natureza (vegetais) • Os grãos podem ser de diferentes colorações: negros, brancos, vermelhos • O traumatismo permite a penetração do fungo • Geralmente se localiza nos pés, braços e pernas • Pode ocorrer formação de abcessos, fístulas e eliminação dos grãos
  • 70.
  • 71. Micoses subcutâneas • Rinosporidiose • Causado pelo fungo Rhinosporidium seeberi • Causa o aparecimento de pólipos • Os locais afetados podem ser a mucosa nasal, conjuntiva ocular e, raramente, a faringe, laringe, pênis e vagina • Acredita-se que o habitat seja a água, especialmente água estagnada
  • 72.
  • 73. Micoses subcutâneas • Lobomicose • Causada pelo fungo Lacazia loboi • Causa lesões isoladas ou disseminadas na pele • Penetra na pele através de traumatismo • Diversas formas clínicas: quelóide, gomosa, ulcerada, verruciforme e infiltrativa • Acontece com maior frequencia em seringueiros, garimpeiros e lavradores