Carrapatos são pequenos ARACNÍDEOS PARASITAS que necessitam de sangue para sobreviver e
reproduzir. Por isso são chamados de HEMETÓFAGOS.
Podem parasitar vários hospedeiros, como cães, pássaros, gatos e humanos.
Geralmente atacam no início da primavera até o fim do verão.
São COSMOPOLITAS, ou seja, podem ser encontrados em todos os cantos, desde áreas urbanas
à parques e se proliferam rapidamente em um ambiente.
A maioria dos carrapatos não transmite doenças. Há, porém, uma variedade de doenças
transmitidas por carrapatos e seus sintomas variam de acordo com o microbio (patogênese),
assim como o tratamento.
Apenas duas famílias de carrapatos, Ixodidae (carrapatos duros) e Argasidae (carrapatos moles),
são conhecidas por transmitir doenças aos seres humanos. Carrapatos duros possuem escudos
ou placa dura em suas costas, enquanto carrapatos moles não.
Apesar das pessoas não poderem pegar essas doenças diretamente dos cães, carrapatos
infectados podem morder os humanos e transmitir diretamente para o homem.
Se o seu cão está exposto, você e sua família também estão.
Ixodides
Ixodidae Ixodinae Ixodes
Amblyomma
Amblyomminae haemaphysalis
Anocentor
Rhipicephalinae rhipicephalus
Argasidae Boophilus
Argas
Ornithodorus
Otobius
Sarcoptiformes
Sarcoptidae Sarcoptes
Notoedres
Knemidocoptes
Psoroptidae Psoroptes
Chorioptes
Otodectes
Trombidiformes
Demodecidae
Demodex
Mesostigmata
Dermanyssidae
Dermanyssus
Carrapatos duros
Carrapatos moles
Ácaros causadores de sarnas
Baseado em Brusca & BruscaF GsO
Patas
Patas
Patas
Patas Escudo
dorsal
Quelíceras
Palpo
Hipostômio
IDIOSOMA
As larvas investigam no nível do chão.
As ninfas sobem um pouco mais alto na vegetação para
encontrar hospedeiros um pouco maiores.
Os adultos sobem mais alto que os outros na tentativa de
encontrar animais grandes para serem usados como
hospedeiros.
Os carrapatos duros, por outro lado, encontram comida
através de um comportamento conhecido como investigação.
Um carrapato investigador se posiciona em uma parte da
grama, uma folha ou outra vegetação. Ele estica suas patas
tenazes e espera até que os hospedeiros passem.
Os carrapatos moles geralmente vivem nos ninhos e nas
tocas dos animais. As fêmeas depositam seus ovos no ninho
de seu hospedeiro. As larvas, as ninfas e os adultos andam
pelo ninho em busca de hospedeiros. Eles costumam se
alimentar à noite e não passam muito tempo presos ao
hospedeiro.
Os carrapatos moles são uma
exceção. Muitas espécies de
carrapatos moles se
alimentam de um pouco de
sangue várias vezes e
depositam ovos diversas vezes.
Frequentemente, o macho
morre depois de se acasalar e
a fêmea morre depois de
depositar algo em torno de 2
mil a 18 mil ovos.
Aponomma komodoense
Quase invisíveis em
Dragões de comôdo
1 - A larva ou ninfa consome o sangue de um hospedeiro infectado. Durante o processo, ela
leva organismos infectados, como bactérias, para dentro de seu corpo. Os organismos ficam
no aparelho bucal e nas glândulas salivares do carrapato.
2 - Quando o carrapato encontra seu próximo hospedeiro, ele introduz seu aparelho bucal na
pele do hospedeiro e começa a sugar o sangue dele. A saliva do carrapato vai para dentro da
ferida para evitar que o sangue coagule. A saliva leva substâncias infectadas para dentro da
ferida. Se for espremido enquanto estiver preso na pele ou durante uma tentativa de removê-
lo, o carrapato pode regurgitar o sangue infectado dentro da ferida.
3 - O hospedeiro infectado se torna um novo reservatório de doença para outros carrapatos.
As doenças que os carrapatos transmitem
variam de um lugar para o outro. Isso
acontece porque animais distintos e as
doenças específicas de cada espécie se
desenvolvem em diferentes partes do mundo.
Mas isso não impede que as doenças
transmitidas por carrapatos se espalhem para
fora de uma área geográfica em particular.
Um bom exemplo é a febre maculosa de
Rocky Mountain , a primeira doença que
possui um carrapato como vetor a ser
positivamente identificada.
Assim que se alimenta de um animal
infectado, ele se torna um vetor de
doenças em potencial.
Os carrapatos podem transmitir mais doenças
do que qualquer outro artrópode do mundo.
Muitas espécies de carrapatos se alimentam
de no mínimo 3 hospedeiros antes de
morrerem.
Os carrapatos duros também têm de manter
seus aparelhos bucais incrustados na pele de
seus hospedeiros por horas ou até dias para
que terminem de se alimentar.
A erupção cutânea olho-de-boi é um sintoma
típico da doença de Lyme, que os carrapatos
podem transmitir para pessoas e animais
Muitas doenças riquétsias são febres
maculosas que causam erupções na pele,
náusea, vômitos, dor de cabeça e fadiga. Na
maioria dos casos, essas doenças melhoram
com antibióticos, mas algumas podem ser
fatais sem tratamento médico imediato.
A febre maculosa começou na área de
Rocky Mountain, nos EUA.
Como a febre maculosa de Rocky Mountain,
muitas das outras doenças que os carrapatos
podem transmitir para as pessoas são
doenças riquétsias.
Uma grande variedade de doenças riquétsias
transmitidas por carrapatos existem em
diferentes partes do mundo.
O carrapato-de-boi (Boophilus microplus), responsável tristeza bovina ou babesiose.
O carrapato-de-cavalo (Amblyomma cajennense), tifo exantemático ou riquettsiose.
O carrapato-de-galinha (Argas miniatus), a bouba, doença infecciosa causada pelo Treponemo
pertenue alterações semelhantes às da sífilis.
No dia 11 de maio de 2009, uma senhora procedente da Cidade do Recife observou lesões circulares, hiperêmicas em suas
pernas e pés (Figura 1), em uma observação mais aprofundada a mesma verificou a presença de um ectoparasito no centro
da lesão. O mesmo foi removido por torção em sentido anti-horário e dois espécimes foram postos em álcool 70%.
Em seguida os ectoparasitos foram conduzidos ao Laboratório de Doenças Parasitárias dos Animais Domésticos da
Universidade Federal Rural de Pernambuco para identificação. Os espécimes foram analisados, clarificados e montados em
lâminas de microscopia. Em seguida, foram observados em microscópio óptico e identificados com o auxílio de chave
dicotômica. De acordo com a análise morfológica o carrapato foi identificado como sendo pertencente ao gênero
Amblyomma. A ocorrência de carrapatos em humanos tem sido descritos no Brasil. Tendo sido identificado parasitismo por
R. sanguineus, R. (B.) microplus, além de espécies pertencentes ao gênero Amblyomma.
Estes carrapatos possuem baixa especificidade parasitária, principalmente nos estágios de larva e ninfa, o que faz com que
parasitem diferentes classes de animais incluindo humanos. A ocorrência do parasitismo em humanos por Amblyomma sp
requer grande atenção, tendo em vista a capacidade que estes carrapatos possuem de transmitir agentes patogênicos ao
homem. Dentre estes agentes patogênicos destacam-se algumas bactérias como Ehrlichia sp, Coxiella burnetti, Borrelia sp,
além da Rickettsia rickettsii, sendo este último agente o responsável pela febre maculosa.
A transmissão de Rickettsia rickettsii na maior parte das áreas endêmicas encontra-se relacionada à ocorrência de
parasitismo em humanos por carrapatos, notadamente pertencentes ao gênero Amblyomma. Além das bactérias já
citadas, protozoários como Trypanossoma sp já foram descritos parasitando estes ixodídeos. Neste contexto, o achado
constitui um potencial problema de Saúde Pública em virtude dos agentes transmitidos aos humanos por estes carrapatos
já descritos na literatura.
Este fato ressalta ainda mais a importância de estudos referentes ao parasitismo destes ectoparasitos em humanos. Alerta-
se desta forma, que medidas preventivas se fazem necessário, notadamente quando se realiza atividades em áreas de
mata, potencialmente infestadas por formas imaturas de Amblyomma sp, pois sabe-se que carrapatos por possuírem baixa
especificidade parasitária podem acometer diferentes mamíferos facilitando sua manutenção e dispersão nestas áreas.
Se alimenta da queratina.
Depois do acasalamento, a fêmea põe em
média 6 ovos que eclodem após duas
semanas.
Doença altamente infecciosa causada pelo parasita Sarcoptes scabie, transmissível pelo contato
íntimo entre pessoas ou mesmo através das roupas.
As lesões mais comuns ocorrem entre os dedos das mãos e é, especialmente, a mão que serve
de veículo para levar a escabiose a outros pontos do corpo, principalmente coxas, nádegas,
axilas, cotovelo.
No homem, a infecção é comum nos genitais e, na mulher, nos seios. Pacientes
imunodeprimidos estão mais expostos ao risco de infecção pelo parasita da sarna.
SARNA (ESCABIOSE)
Período de incubação
O período de incubação é de cerca de 24 dias ou de 24 horas no caso de reinfestação pelo
parasita.
Sintomas
* Prurido ou coceira, sintoma que se acentua à noite;
• Presença de pápulas, pequenas lesões eritematosas que podem formar uma crosta
provocada pelo ato de coçar o local.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito visualmente pela análise das lesões causadas e por sua localização e pode
ser confirmado pela identificação do parasita no microscópio.
Tratamento
Escabicidas, exceto acima da linha do nariz e das orelhas, por dois ou três dias.
Repetida depois de 7 a 10 dias . Já existem remédios por via oral.
Toda a família e/ou parceiros devem ser tratados simultaneamente para evitar a reinfestação.
Recomendações
• Saiba que a escabiose é comum em ambientes de aglomeração populacional, como exército,
presídios, etc. e, principalmente, em locais de má higiene;
• Troque de roupas diariamente porque o ácaro sobrevive horas, às vezes dias, fora do corpo;
• Lave as roupas de uso pessoal, de cama e de banho diariamente;
• Procure certificar-se de que todas as pessoas com que convive proximamente estão
recebendo tratamento simultâneo.
http://www2.ufersa.edu.br/portal/view/uploads/setores/98/ENTOMOLOGIA/CARRAPATOS_AHI
D.pdf
http://saudeemcasa.zip.net/arch2009-08-01_2009-08-31.html
http://web2.cesjf.br/sites/cesjf/revistas/cesrevista/edicoes/2006/febre_maculosa_brasileira.pdf
http://www.insecta.ufv.br/Entomologia/ent/disciplina/ban%20160/Importancia%20medica/INS
ETOS%20E%20%E7CAROS%20DE%20IMPO~de.htm
http://www.alunosonline.com.br/biologia/doencas-causadas-bacterias-2.html
http://www.euqueroumfilhote.com.br/forum/topic.asp?TOPIC_ID=298
https://www.cooxupe.com.br/folha/novembro05/pag15.htm
http://www.cve.saude.sp.gov.br/agencia/bepa17_fm.htm
http://www.coccidia.icb.usp.br/disciplinas/BMP222/aulas/Acaros_importancia_e_classificacao_
2011.pdf

Parasitologia - ACAROS

  • 2.
    Carrapatos são pequenosARACNÍDEOS PARASITAS que necessitam de sangue para sobreviver e reproduzir. Por isso são chamados de HEMETÓFAGOS. Podem parasitar vários hospedeiros, como cães, pássaros, gatos e humanos. Geralmente atacam no início da primavera até o fim do verão. São COSMOPOLITAS, ou seja, podem ser encontrados em todos os cantos, desde áreas urbanas à parques e se proliferam rapidamente em um ambiente. A maioria dos carrapatos não transmite doenças. Há, porém, uma variedade de doenças transmitidas por carrapatos e seus sintomas variam de acordo com o microbio (patogênese), assim como o tratamento. Apenas duas famílias de carrapatos, Ixodidae (carrapatos duros) e Argasidae (carrapatos moles), são conhecidas por transmitir doenças aos seres humanos. Carrapatos duros possuem escudos ou placa dura em suas costas, enquanto carrapatos moles não. Apesar das pessoas não poderem pegar essas doenças diretamente dos cães, carrapatos infectados podem morder os humanos e transmitir diretamente para o homem. Se o seu cão está exposto, você e sua família também estão.
  • 3.
    Ixodides Ixodidae Ixodinae Ixodes Amblyomma Amblyomminaehaemaphysalis Anocentor Rhipicephalinae rhipicephalus Argasidae Boophilus Argas Ornithodorus Otobius Sarcoptiformes Sarcoptidae Sarcoptes Notoedres Knemidocoptes Psoroptidae Psoroptes Chorioptes Otodectes Trombidiformes Demodecidae Demodex Mesostigmata Dermanyssidae Dermanyssus Carrapatos duros Carrapatos moles Ácaros causadores de sarnas Baseado em Brusca & BruscaF GsO
  • 4.
  • 6.
    As larvas investigamno nível do chão. As ninfas sobem um pouco mais alto na vegetação para encontrar hospedeiros um pouco maiores. Os adultos sobem mais alto que os outros na tentativa de encontrar animais grandes para serem usados como hospedeiros. Os carrapatos duros, por outro lado, encontram comida através de um comportamento conhecido como investigação. Um carrapato investigador se posiciona em uma parte da grama, uma folha ou outra vegetação. Ele estica suas patas tenazes e espera até que os hospedeiros passem. Os carrapatos moles geralmente vivem nos ninhos e nas tocas dos animais. As fêmeas depositam seus ovos no ninho de seu hospedeiro. As larvas, as ninfas e os adultos andam pelo ninho em busca de hospedeiros. Eles costumam se alimentar à noite e não passam muito tempo presos ao hospedeiro. Os carrapatos moles são uma exceção. Muitas espécies de carrapatos moles se alimentam de um pouco de sangue várias vezes e depositam ovos diversas vezes. Frequentemente, o macho morre depois de se acasalar e a fêmea morre depois de depositar algo em torno de 2 mil a 18 mil ovos. Aponomma komodoense Quase invisíveis em Dragões de comôdo
  • 7.
    1 - Alarva ou ninfa consome o sangue de um hospedeiro infectado. Durante o processo, ela leva organismos infectados, como bactérias, para dentro de seu corpo. Os organismos ficam no aparelho bucal e nas glândulas salivares do carrapato. 2 - Quando o carrapato encontra seu próximo hospedeiro, ele introduz seu aparelho bucal na pele do hospedeiro e começa a sugar o sangue dele. A saliva do carrapato vai para dentro da ferida para evitar que o sangue coagule. A saliva leva substâncias infectadas para dentro da ferida. Se for espremido enquanto estiver preso na pele ou durante uma tentativa de removê- lo, o carrapato pode regurgitar o sangue infectado dentro da ferida. 3 - O hospedeiro infectado se torna um novo reservatório de doença para outros carrapatos.
  • 8.
    As doenças queos carrapatos transmitem variam de um lugar para o outro. Isso acontece porque animais distintos e as doenças específicas de cada espécie se desenvolvem em diferentes partes do mundo. Mas isso não impede que as doenças transmitidas por carrapatos se espalhem para fora de uma área geográfica em particular. Um bom exemplo é a febre maculosa de Rocky Mountain , a primeira doença que possui um carrapato como vetor a ser positivamente identificada. Assim que se alimenta de um animal infectado, ele se torna um vetor de doenças em potencial. Os carrapatos podem transmitir mais doenças do que qualquer outro artrópode do mundo. Muitas espécies de carrapatos se alimentam de no mínimo 3 hospedeiros antes de morrerem. Os carrapatos duros também têm de manter seus aparelhos bucais incrustados na pele de seus hospedeiros por horas ou até dias para que terminem de se alimentar. A erupção cutânea olho-de-boi é um sintoma típico da doença de Lyme, que os carrapatos podem transmitir para pessoas e animais
  • 9.
    Muitas doenças riquétsiassão febres maculosas que causam erupções na pele, náusea, vômitos, dor de cabeça e fadiga. Na maioria dos casos, essas doenças melhoram com antibióticos, mas algumas podem ser fatais sem tratamento médico imediato. A febre maculosa começou na área de Rocky Mountain, nos EUA. Como a febre maculosa de Rocky Mountain, muitas das outras doenças que os carrapatos podem transmitir para as pessoas são doenças riquétsias. Uma grande variedade de doenças riquétsias transmitidas por carrapatos existem em diferentes partes do mundo.
  • 10.
    O carrapato-de-boi (Boophilusmicroplus), responsável tristeza bovina ou babesiose. O carrapato-de-cavalo (Amblyomma cajennense), tifo exantemático ou riquettsiose. O carrapato-de-galinha (Argas miniatus), a bouba, doença infecciosa causada pelo Treponemo pertenue alterações semelhantes às da sífilis.
  • 11.
    No dia 11de maio de 2009, uma senhora procedente da Cidade do Recife observou lesões circulares, hiperêmicas em suas pernas e pés (Figura 1), em uma observação mais aprofundada a mesma verificou a presença de um ectoparasito no centro da lesão. O mesmo foi removido por torção em sentido anti-horário e dois espécimes foram postos em álcool 70%. Em seguida os ectoparasitos foram conduzidos ao Laboratório de Doenças Parasitárias dos Animais Domésticos da Universidade Federal Rural de Pernambuco para identificação. Os espécimes foram analisados, clarificados e montados em lâminas de microscopia. Em seguida, foram observados em microscópio óptico e identificados com o auxílio de chave dicotômica. De acordo com a análise morfológica o carrapato foi identificado como sendo pertencente ao gênero Amblyomma. A ocorrência de carrapatos em humanos tem sido descritos no Brasil. Tendo sido identificado parasitismo por R. sanguineus, R. (B.) microplus, além de espécies pertencentes ao gênero Amblyomma. Estes carrapatos possuem baixa especificidade parasitária, principalmente nos estágios de larva e ninfa, o que faz com que parasitem diferentes classes de animais incluindo humanos. A ocorrência do parasitismo em humanos por Amblyomma sp requer grande atenção, tendo em vista a capacidade que estes carrapatos possuem de transmitir agentes patogênicos ao homem. Dentre estes agentes patogênicos destacam-se algumas bactérias como Ehrlichia sp, Coxiella burnetti, Borrelia sp, além da Rickettsia rickettsii, sendo este último agente o responsável pela febre maculosa. A transmissão de Rickettsia rickettsii na maior parte das áreas endêmicas encontra-se relacionada à ocorrência de parasitismo em humanos por carrapatos, notadamente pertencentes ao gênero Amblyomma. Além das bactérias já citadas, protozoários como Trypanossoma sp já foram descritos parasitando estes ixodídeos. Neste contexto, o achado constitui um potencial problema de Saúde Pública em virtude dos agentes transmitidos aos humanos por estes carrapatos já descritos na literatura. Este fato ressalta ainda mais a importância de estudos referentes ao parasitismo destes ectoparasitos em humanos. Alerta- se desta forma, que medidas preventivas se fazem necessário, notadamente quando se realiza atividades em áreas de mata, potencialmente infestadas por formas imaturas de Amblyomma sp, pois sabe-se que carrapatos por possuírem baixa especificidade parasitária podem acometer diferentes mamíferos facilitando sua manutenção e dispersão nestas áreas.
  • 13.
    Se alimenta daqueratina. Depois do acasalamento, a fêmea põe em média 6 ovos que eclodem após duas semanas.
  • 14.
    Doença altamente infecciosacausada pelo parasita Sarcoptes scabie, transmissível pelo contato íntimo entre pessoas ou mesmo através das roupas. As lesões mais comuns ocorrem entre os dedos das mãos e é, especialmente, a mão que serve de veículo para levar a escabiose a outros pontos do corpo, principalmente coxas, nádegas, axilas, cotovelo. No homem, a infecção é comum nos genitais e, na mulher, nos seios. Pacientes imunodeprimidos estão mais expostos ao risco de infecção pelo parasita da sarna. SARNA (ESCABIOSE)
  • 15.
    Período de incubação Operíodo de incubação é de cerca de 24 dias ou de 24 horas no caso de reinfestação pelo parasita. Sintomas * Prurido ou coceira, sintoma que se acentua à noite; • Presença de pápulas, pequenas lesões eritematosas que podem formar uma crosta provocada pelo ato de coçar o local. Diagnóstico O diagnóstico é feito visualmente pela análise das lesões causadas e por sua localização e pode ser confirmado pela identificação do parasita no microscópio.
  • 16.
    Tratamento Escabicidas, exceto acimada linha do nariz e das orelhas, por dois ou três dias. Repetida depois de 7 a 10 dias . Já existem remédios por via oral. Toda a família e/ou parceiros devem ser tratados simultaneamente para evitar a reinfestação. Recomendações • Saiba que a escabiose é comum em ambientes de aglomeração populacional, como exército, presídios, etc. e, principalmente, em locais de má higiene; • Troque de roupas diariamente porque o ácaro sobrevive horas, às vezes dias, fora do corpo; • Lave as roupas de uso pessoal, de cama e de banho diariamente; • Procure certificar-se de que todas as pessoas com que convive proximamente estão recebendo tratamento simultâneo.
  • 17.