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ARTRITE IDIOPÁTICA
JUVENIL

Alambert,PA
CONSIDERAÇÕES GERAIS
 A artrite Idiopática Juvenil (AIJ) é a doença reumática

crônica mais comum da infância e causa frequente de
incapacidade física entre os adolescentes
 Classificações: Artrite reumatóide Juvenil (ARJ)-ACR
(Colégio Americano de Reumatologia) e Artrite Crônica
Juvenil (ACJ)-EULAR (Liga Européia Anti-Reumatismo)
 Consideraremos de início juvenil os quadros que iniciarem
aos 16 anos de idade
CONSIDERAÇÕES GERAIS

Artrite idiopática juvenil (AIJ) não é uma doença única, mas
um termo amplo que engloba todas as formas de artrite
crônica (com duração maior do que 6 semanas) de etiologia
desconhecida que começam antes dos 16 anos. Trata-se,
portanto, de um diagnóstico de exclusão
CLASSIFICAÇÃO
 Seguiremos a classificação proposta pela International League of

Associations for Rheumatology (ILAR) que divide a AIJ em sete
subtipos:
1-Sistêmico
2-Oligoarticular
3-Poliarticular fator reumatóide (FR) positivo
4-Poliarticular FR negativo
5-Artrites relacionadas às entesites
6-Artrite psoriásica
7-Artrites indiferenciadas

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O documento descreve os principais aspectos da semiologia reumatológica, incluindo a importância da anamnese detalhada e do exame físico para o diagnóstico. Detalha os principais componentes da anamnese como identificação do paciente, queixa principal, história da doença atual e antecedentes pessoais e familiares. Descreve também os principais sinais e sintomas investigados no exame físico reumatológico, como dor, edema, calor e rigidez, que auxiliam no diagnóst

ESPONDILOARTRITES
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O documento discute espondiloartrites, um grupo de desordens inflamatórias que afetam principalmente a coluna vertebral. Apresenta os conceitos, epidemiologia, manifestações clínicas e radiológicas de condições como espondiloartrite indiferenciada, espondilite anquilosante, síndrome de Reiter e artrite psoriática. Também discute a etiopatogenia, diagnóstico e tratamento destas condições musculoesqueléticas inflamatórias.

LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICOLÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO

O documento resume o Lúpus Eritematoso Sistêmico, incluindo sua definição, histórico, manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento. É uma doença autoimune crônica que acomete principalmente mulheres jovens e causa inflamação em múltiplos órgãos. Os sintomas variam de acordo com os órgãos afetados, e o diagnóstico é baseado em critérios clínicos e exames laboratoriais. O tratamento envolve medidas não farmacológicas e medicamentos

EPIDEMIOLOGIA
 Distribuição Universal
 Trata-se da doença reumática crônica mais freqüente em

crianças.
 As taxas de prevalência variam de 20 a 86/100.000 crianças por
ano.
 As taxas de incidência variam 0,83 e 22,6/100.000 crianças.
 Quanto à faixa etária, existe uma distribuição bimodal da AIJ, com
um pico de incidência entre 1 e 3 anos e outro entre 8 e 10
anos.
ETIOPATOGENIA

 A multiplicidade das características clínicas, evolutivas,

imunológicas e imunogenéticas desta doença heterogênea
sugere que as diferentes formas clínicas representem, na
realidade, entidades clínicas distintas com mecanismos
etiopatogênicos próprios.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E
DIAGNÓSTICO
 A criança com AIJ pode apresentar, além da artrite crônica,






manifestações extra-articulares variáveis, dependendo do tipo de início
da doença.
Os joelhos são as articulações mais frequentemente acometidas.
Edema articular e alterações de marcha são causas freqüentes de
encaminhamento de crianças ao reumatologista pediátrico.
A ocorrência de artrite indolor em algumas crianças pode retardar a
percepção da família e a procura pelo médico.
Passaremos ao estudo das manifestações clínicas e diagnóstico
conforme o tipo de artrite
AIJ SISTÊMICA
É caracterizada pela presença de febre alta (>39°C), diária, que persiste
por um período mínimo de 15 dias, A febre pode preceder o
aparecimento da artrite por dias, semanas, meses ou anos, constituindo
uma das possíveis causas de febre de etiologia obscura na faixa etária
pediátrica.Pode ser acompanhada de outras manifestações sistêmicas:
1-Exantema reumatóide(95% dos casos)
2-Linfadenomegalia (70%)
3-Hepatoesplenomegalia (85%)
4-Pericardite (35%)
5-Pleurite (20%)
6-Miocardite (20%).

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Sindrome de Sjogren é uma entidade autoimune com evidencia na cavidade oral. A xerostomia nestes pacientes é muito gravosa e com repercussão na qualidade de vida.

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AIJ SISTÊMICA
 A febre pode ocorrer a qualquer hora do dia, mas caracteristicamente

aparece em um ou dois picos, um matinal e o outro no final da tarde ou
começo da noite, muitas vezes acompanhada do exantema reumatóide.
AIJ SISTÊMICA
 Os pacientes com AIJ de início sistêmico frequentemente apresentam as

seguintes alterações laboratoriais:
1-HEMOGRAMA: anemia, leucocitose com neutrofilia, plaquetose,
HEMOGRAMA
2-VHS e Proteína C-reativa elevadas
3-FERRITINA elevada
FERRITINA
4-HIPOALBUMINEMIA
5-HIPERGAMAGLOBULINEMIA.
6-FAN negativo
7-LATEX negativo
AIJ OLIGOARTICULAR
 Artrite que compromete uma a quatro articulações durante os 6

primeiros meses de doença.
 Forma mais freqüente de AIJ
 Incide preferencialmente em crianças pequenas do sexo feminino

(mediana de idade de início de 5,2 anos).
 As articulações mais freqüentemente acometidas são os joelhos e os

tornozelos, geralmente de maneira assimétrica.
AIJ OLIGOARTICULAR

 Anticorpos antinucleares (AAN) são encontrados em 40% a 50% dos

casos e constituem um fator de risco para o desenvolvimento de uveíte
anterior crônica.
 Esta complicação, que ocorre em até 20% das crianças com esta forma

de AIJ, é mais freqüente durante os primeiros 5 anos de aparecimento
da artrite, mas em cerca de 10% dos casos pode preceder o início do
quadro articular

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A paciente de 32 anos apresenta sintomas de artrite reumatóide há 2 meses, com dor e inchaço nas mãos e pés. Após 5 anos sem tratamento adequado, ela desenvolveu deformidades permanentes, nódulos reumatoides e manifestações sistêmicas como úlcera crônica, anemia e dispneia.

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O documento descreve a pancreatite aguda, definindo-a como uma inflamação aguda do pâncreas que pode afetar tecidos próximos e órgãos distantes. Detalha as causas mais comuns, sintomas, exames complementares, classificação da gravidade e opções de tratamento clínico, cirúrgico e endoscópico.

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1) A artrite idiopática juvenil (AIJ) é a doença reumática crônica mais comum da infância, podendo causar incapacidade física. 2) Existem sete subtipos de AIJ classificados pela International League of Associations for Rheumatology. 3) Os sintomas e manifestações variam de acordo com o subtipo, mas geralmente incluem artrite, febre e outros sinais sistêmicos.

AIJ OLIGOARTICULAR
 O início da uveíte é insidioso e assintomático mas podemos ter

hiperemia, dor ocular, lacrimejamento, diminuição da acuidade
visual, fotofobia e cefaléia.
 O diagnóstico de uveíte pode ser feito através do exame
oftalmológico de lâmpada de fenda que mostra os primeiros
sinais de inflamação, que são a presença de proteínas e células
(flare) na câmara anterior do olho.
 Exames de lâmpada de fenda devem ser realizados a cada 3
meses nas crianças com AIJ de início oligoarticular com
FANpositivos.
UVEÍTE
MONOARTRITE DE JOELHO
AIJ POLIARTICULAR FR-POSITIVO
 Artrite em cinco ou mais articulações durante os primeiros

6 meses de doença e inclui a presença de FR da classe IgM
em pelo menos duas ocasiões separadas por um período de
3 meses.
 É muito mais freqüente em meninas (90% dos casos) e na
maioria dos casos a doença tem início entre os 12 e os 16
anos.
 Sintomas sistêmicos tais como anorexia, perda de peso,
febre baixa, adenomegalias, hepatoesplenomegalia e
serosites discretas podem estar presentes.

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monoartrites artrocentese liquido sinovial
Ascite
AsciteAscite
Ascite

A ascite possui várias etiologias. O diagnóstico é feito através de exame físico, ultrassom e paracentese, que fornece amostras de líquido para análise de cultura, citologia e gradiente de albumina sérica-ascítica. A paracentese é importante para alívio de sintomas e diagnóstico da causa.

PANCREATITE AGUDA
PANCREATITE AGUDAPANCREATITE AGUDA
PANCREATITE AGUDA

A pancreatite aguda é caracterizada por inflamação reversível do pâncreas associada à dor abdominal súbita e elevação das enzimas pancreáticas. As principais causas são doenças dos tratos biliares e alcoolismo, que respondem por aproximadamente 80% dos casos. A ativação inapropriada das enzimas pancreáticas causa lesão tecidual e inflamação no pâncreas.

pancreatite agudabiomedicinapancreatite
AIJ POLIARTICULAR FR-POSITIVO

 Outras manifestações extra-articulares podem estar presentes

como nódulos subcutâneos, vasculite sistêmica ou restritas às
polpas digitais, síndrome de Felty e síndrome de Sjögren.
 Presença de anticorpos antinucleares e HLA-DR4.
 A persistência da sinovite por meses ou anos é causa de seqüelas
irreversíveis, como subluxações, fusões ou destruições
osteoarticulares, podendo evoluir para uma incapacidade
funcional, com repercussões importantes para a qualidade de
vida.
AIJ POLIARTICULAR FR-NEGATIVO
 É definida como artrite que compromete 5 ou mais articulações

durante os primeiros 6 meses de doença, na ausência de FR.
 Acomete de 20% a 30% das crianças com AIJ, em qualquer idade,
com dois picos de incidência: entre 2 e 3 anos e por volta dos 10
anos de idade, com predominância do sexo feminino.
 As articulações frequentemente envolvidas são os joelhos,
tornozelos, punhos, carpos, tarsos e cotovelos. As interfalangeanas,
metatarsofalangeanas e metacarpofalangeanas podem também
estar comprometidas.Estas crianças podem, eventualmente,
apresentar febre baixa, adenomegalia e hepatoesplenomegalia
discretas.
ARTRITE ASSOCIADA À ENTESITE

 Acomete principalmente meninos numa proporção de 9:1


Há forte associação com presença de HLA-B27 (em 75% dos
casos) e por vezes há referência de espondiloartropatia na
história familia

 Os locais mais freqüentes de entesite (inflamação dolorosa nos

pontos onde os tendões e ligamentos se inserem nos ossos) são
a área de inserção do tendão de Aquiles no calcanhar, na fáscia
plantar, na área do tarso e periarticular no joelho.
ARTRITE ASSOCIADA À ENTESITE
 Ao contrário dos outros tipos de AIJ, a articulação do quadril pode

estar comprometida no início da apresentação da artrite associada à
entesite.
 Freqüentemente esse tipo de AIJ compromete menos de quatro

articulações e tem evolução benigna.
 50% destas crianças apresentam artrite que pode progredir e

comprometer as articulações sacroilíacas e da coluna, caracterizando
um quadro evolutivo para espondilite anquilosante.
 A uveíte, quando ocorre nestes casos, é geralmente aguda, sintomática e

autolimitada, apresentando, na maioria das vezes, boa resposta ao
tratamento

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O documento descreve a ascite, definindo-a como o acúmulo de líquido na cavidade peritoneal. Mais de 90% das causas são devidas a cirrose, carcinomatose peritoneal, insuficiência cardíaca e tuberculose peritoneal. A fisiopatogenia inclui hipertensão portal, hipoalbuminemia e retenção de sódio e água pelos rins. O exame físico busca sinais de hepatopatia crônica e aumento de volume abdominal.

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Lúpus Eritematoso Sistêmico
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O documento discute o lúpus eritematoso sistêmico (LES), uma doença autoimune crônica que causa inflamação em vários órgãos. Apresenta sintomas variados que incluem artrite, lesões cutâneas, anemia e problemas renais. O LES afeta principalmente mulheres jovens e tem causas genéticas e ambientais. O tratamento depende da gravidade dos sintomas e envolve medicamentos como corticosteróides, hidroxicloroquina e imunossupressores.

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Apendicite
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Este documento resume as principais informações sobre apendicite aguda. A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo não traumático e ocorre com maior frequência entre os 10 e 30 anos. Os sintomas clássicos incluem dor abdominal, náuseas e vômitos, mas o quadro clínico pode variar. O diagnóstico é baseado na história clínica, exame físico e exames complementares como ultrassom e tomografia computadorizada. O tratamento padrão é a apendic

apendicite
ARTRITE PSORIÁSICA
 O diagnóstico de artrite psoriásica pelos critérios da ILAR pressupõe a

presença simultânea de artrite e manifestações cutâneas típicas da
psoríase ou quando não houver psoríase:

 a presença de artrite associada a pelo menos 2 dos seguintes critérios:

1-História familiar de psoríase em parentes de primeiro grau
(pai, mãe ou irmãos)
2-Dactilite (edema que se estende além dos limites articulares
em um ou mais dedos)
3-Alterações ungueais (presença de sulcos ou depressões).
ARTRITE PSORIÁSICA

 O quadro articular consiste no comprometimento

assimétrico de grandes articulações (joelhos, tornozelos) e
também de pequenas articulações dos dedos das mãos e
dos pés. Alguns pacientes podem desenvolver uveíte e
apresentar anticorpos antinucleares circulantes, a exemplo
do que ocorre no tipo oligoarticular.
ARTRITES INDIFERENCIADAS

 Nesse grupo devem ser classificados os pacientes que não preenchem

os critérios de inclusão para nenhum dos 6 tipos anteriores ou aqueles
que preenchem critérios de inclusão para mais de um tipo de AIJ.
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
 Os antiinflamatórios não-hormonais (AINH) são utilizados pela maioria

das crianças com AIJ.
 Os corticosteróides sistêmicos têm excelente ação antiinflamatória,

mas não previnem a destruição articular nos pacientes com AIJ. As
indicações do uso de corticosteróides sistêmicos na AIJ são :a presença
de manifestações sistêmicas graves (pericardite, miocardite, vasculites),
artrite incapacitante e iridociclite não-responsiva ao uso de
corticosteróides tópicos.
 O uso de injeções intra-articulares de hexacetonido de triancinolona

está indicado na forma de início oligoarticular não-responsiva a AINH.

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TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
 O MTX é a medicação de escolha para os pacientes com AIJ de início

ou evolução poliarticular pela sua eficácia e segurança e as crianças em
geral toleram melhor esta droga do que os adultos. Pode ser utilizado
em doses que variam de 10 a 15 mg/m2/semana por via oral ou
injetável (SC ou IM).
 A introdução dos agentes biológicos representou um avanço
considerável no tratamento da AIJ em pacientes não responsivos aos
AINH e MTX. O etanercepte é o único agente biológico anti TNF
registrado para uso em crianças com AIJ e sua eficácia e segurança em
curto prazo para o tratamento da AIJ já estão bem estabelecidas, com
base em estudos controlados. A dose de etanercepte preconizada para
crianças é de 0.4 mg/kg/dose, 2 vezes por semana, por via subcutânea.
SÍNDROME DE ATIVAÇÃO MACROFÁGICA
 A síndrome da ativação macrofágica é uma complicação

grave da AIJ que acontece quase que exclusivamente no tipo
de início sistêmico. É considerada uma forma de síndrome
hemofagocítica linfo-histiocitária. Pode ser desencadeada
por infecções virais, uso de medicamentos como
antiinflamatórios não-hormonais, sais de ouro e
sulfassalazina.
 O quadro clínico se caracteriza por aparecimento súbito de
febre, linfadenomegalia generalizada, hepatoesplenomegalia e
distúrbios de coagulação. O quadro pode evoluir com
insuficiência respiratória, encefalopatia e insuficiência renal.
SÍNDROME DE ATIVAÇÃO MACROFÁGICA
VHS baixo e pancitopenia.
Prolongamento do tempo de protrombina e de
tromboplastina parcial
Aumento dos triglicérides
Elevações importantes da ferritina
O diagnóstico pode ser confirmado pelo achado de histiócitos
fagocitando hemácias ou plaquetas na medula óssea, em gânglios
linfáticos, no fígado ou no baço.
baço
SÍNDROME DE ATIVAÇÃO MACROFÁGICA

 Doses altas de corticosteróides (na forma de

pulsos), ciclosporina e, mais recentemente,
etanercepte, já foram utilizadas com sucesso no
tratamento desta síndrome.

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1) O documento discute diagnósticos frequentes em reumatologia pediátrica, com foco na importância da anamnese e exame físico. 2) As "dores de crescimento" são o diagnóstico mais comum, representando quase 2% dos casos, seguido por sinovite transitória da anca e artrite reativa. 3) É essencial uma avaliação cuidadosa dos membros, articulações acima e abaixo da área da dor reportada, para não se perder diagnósticos importantes como

consultoriopediatramanuel salgado
Artrite idiopática Juvenil e Febre Reumática
DOENÇA REUMÁTICA

FEBRE REUMÁTICA
INTRODUÇÃO
 A febre reumática (FR) é uma complicação não supurativa

de uma infecção pelo estreptococo beta-hemolitico do
grupo A de Lancefield, caracterizada por processo
inflamatório transitório de diversos órgãos.
 Continua sendo um problema de saúde pública em países
em desenvolvimento.
 No Brasil , a FR é a principal causa de cardiopatia crônica
adquirida nos indivíduos menores de 20 anos e responsável
por elevados índices de morbi-mortalidade.
ETIOPATOGENIA DA FEBRE REUMÁTICA
 Relação com infecção de orofaringe pelo EBGA,

principalmente em crianças e adolescentes.
 Fatores ambientais e socio-econômicos, alimentação
inadequada, habitação em aglomerados e ausência ou
carência de atendimento médico.
 Paralelamente, fatores genéticos de suscetibilidade à doença
estão diretamente relacionados ao desenvolvimento da FR
e de suas sequelas.

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Este documento discute vários tipos de artrite, incluindo osteoartrite, artrite reumatóide e gota. Ele explica que a artrite é uma inflamação das articulações e que os sintomas comuns incluem dor, inchaço e rigidez. O documento também discute os benefícios do exercício para pessoas com artrite e mitos sobre tratamentos falsos.

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O documento descreve o Lúpus Eritematoso Sistêmico, uma doença auto-imune crônica que acomete principalmente mulheres jovens. Apresenta os sintomas, manifestações clínicas, critérios diagnósticos, exames laboratoriais e tratamento da doença.

ETIOPATOGENIA DA FEBRE REUMÁTICA
 Hoje se sabe, por estudos populacionais, que há uma associação da

doença com os antígenos de classe II e que cada população tem seu
próprio marcador (HLA-DR) para suscetibilidade à FR.
 É interessante notar que o alelo encontrado com mais frequência,

independentemente da origem étnica, é o HLA-DR7.
A RESPOSTA IMUNE NA DOENÇA
REUMÁTICA
 A existência de processo autoimune na FR foi postulada após a

observação de que as lesões no coração estavam associadas a
anticorpos que reconheciam tecido cardíaco por mimetismo molecular,
cujos dados foram experimentalmente confirmados por Kaplan.
 Anticorpos e linfócitos T do hospedeiro dirigidos contra antígenos

estreptocócicos também reconhecem estruturas do hospedeiro,
iniciando o processo de autoimunidade.


A resposta mediada por linfócitos T parece ser especialmente
importante em pacientes que desenvolvem cardite grave.

 Os anticorpos na FR são importantes durante sua fase inicial e,

provavelmente, pelas manifestações de poliartrite e coreia de
Sydenham.
A RESPOSTA IMUNE NA DOENÇA
REUMÁTICA
 Na cardite reumática, anticorpos reativos ao tecido

cardíaco, por reação cruzada com antígenos do
estreptococo, se fixam à parede do endotélio valvar e
aumentam a expressão da molécula de adesão VCAM I, que
atrai determinadas quimiocinas e favorecem a infiltração
celular por neutrófilos, macrófagos e, principalmente,
linfócitos T, gerando inflamação local, destruição tecidual e
necrose.
DIAGNÓSTICO
 O diagnóstico da febre reumática é clínico, não existindo

sinal patognomônico ou exame específico. Os exames
laboratoriais, apesar de inespecíficos, sustentam o
diagnóstico do processo inflamatório e da infecção
estreptocócica
 Os critérios de Jones, estabelecidos em 1944, tiveram a sua
última modificação em 1992 e continuam sendo
considerados o “padrão ouro” para o diagnóstico do
primeiro surto da FR

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Este capítulo descreve a anatomia e biomecânica da coluna vertebral, incluindo seus principais componentes (vértebras, arcos, corpos e articulações), músculos associados e movimentos. O capítulo também discute a vascularização e inervação da coluna.

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febre reumática (1992)

Critérios maiores

Cardite
Artrite
Coreia de Sydenham
aguda
Eritema marginado
PCR
Nódulos subcutâneo

Critérios menores

Febre
Artralgia
Elevação dos reagentes de fase
VHS e
Aumento do intervalo PR no Eletrocardiograma

Evidência de infecção pelo estreptococo do grupo A por meio de cultura de
orofaringe, teste rápido para EBGA e elevação dos títulos de anticorpos
(ASLO); Adaptado de Dajani et al, Jones criteria 1992 Update – AHA22
.
ARTRITE
 A artrite típica da FR evolui de forma assimétrica e migratória, ou seja,

quando os sintomas melhoram em uma articulação, aparecem em outra.
O quadro articular afeta preferencialmente as grandes articulações,
particularmente dos membros inferiores.
 A duração do processo inflamatório em cada articulação raramente

ultrapassa uma semana e o quadro total cessa em menos de um mês. A
artrite é, em geral, muito dolorosa, apesar de não mostrar sinais
inflamatórios intensos ao exame físico. A resposta aos anti-inflamatórios
não hormonais é rápida e frequentemente a dor desaparece em 24
horas, enquanto os outros sinais inflamatórios cessam de dois a três
dias.
CARDITE
 A pericardite está sempre associada à lesão valvar e é diagnosticada pela

presença de atrito e/ou derrame pericárdico, abafamento de bulhas, dor ou
desconforto precordial. Grandes derrames pericárdicos e tamponamento
cardíaco são raros.
 A miocardite tem sido diagnosticada com base no abafamento da primeira
bulha, no galope protodiastólico, na cardiomegalia e na insuficiência cardíaca
congestiva
 O acometimento do endocárdio (endocardite/valvite) constitui a marca
diagnóstica da cardite, envolvendo com maior frequência as valvas mitral e
aórtica. Na fase aguda, a lesão mais frequente é a regurgitação mitral,
seguida pela regurgitação aórtica. Por outro lado, as estenoses valvares
ocorrem mais tardiamente, na fase crônica.Vale ressaltar que a regurgitação
de valva mitral tem maior tendência para regressão total ou parcial do que
a regurgitação aórtica.
COREIA DE SYDENHAM
 A coreia de Sydenham (CS) ocorre predominantemente em crianças e

adolescentes do sexo feminino, sendo rara após os 20 anos de idade.


Trata-se de uma desordem neurológica caracterizada por movimentos
rápidos involuntários incoordenados, que desaparecem durante o sono
e são acentuados em situações de estresse e esforço. Esses movimentos
podem acometer músculos da face, lábios, pálpebras e língua e são, com
frequência, generalizados. Disartria e dificuldades na escrita também
podem ocorrer. O surto da coreia dura, em média, de dois a três meses,
mas pode prolongar-se por mais de um ano. Também foram descritas
manifestações neuropsiquiátricas, como tiques e transtorno obsessivo
compulsivo

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Este estudo avaliou a frequência de marcadores inflamatórios como proteína C reativa (PCR), fator reumatóide (FR), hematócrito (HCT) e velocidade de hemossedimentação (VSG) em pacientes com e sem artrite reumatóide (AR). Os resultados mostraram que a PCR e o FR parecem ser marcadores mais confiáveis no diagnóstico de AR em pacientes entre 36-76 anos de idade, mas não entre 12-35 anos. Além disso, o HCT e VSG não parecem ter relação dire

marcadores artriteprovas artrite
Artrite
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Artrite

O documento discute artrite, artrose e gota. Artrite é uma inflamação articular, enquanto artrose é a degeneração da cartilagem. A gota é causada pela deposição de cristais de ácido úrico nos tecidos, levando a inflamação articular aguda. Fatores de risco incluem metabolismo da purina, trauma, idade e obesidade.

Fibromialgia 2013
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A fibromialgia é caracterizada por dor muscular difusa acompanhada de fadiga e distúrbios do sono, atribuída à sensibilização central. Os principais sintomas associados incluem alterações do sono, fadiga, intestino irritável e alterações do humor. O diagnóstico é baseado na história clínica e presença de pontos dolorosos, e exames auxiliam em afastar outras causas. O tratamento envolve terapias não farmacológicas e farmacológicas, com foco em melhorar

ERITEMA MARGINATUM
 Caracteriza-se por eritema com bordas nítidas, centro claro, contornos

arredondados ou irregulares, sendo de difícil detecção nas pessoas de
pele escura. As lesões são múltiplas, indolores, não pruriginosas,
podendo haver fusão, resultando em aspecto serpiginoso. As lesões se
localizam principalmente no tronco, abdome e face interna de membros
superiores e inferiores, poupando a face; são fugazes, podendo durar
minutos ou horas, e mudam frequentemente de forma. Ocorrem
geralmente no início da doença, porém podem persistir ou recorrer
durante meses
NÓDULOS SUBCUTÂNEOS
 São múltiplos, arredondados, de tamanhos variados (0,5-2 cm), firmes,

móveis, indolores e recobertos por pele normal, sem características
inflamatórias. Localizam-se sobre proeminências e tendões extensores,
sendo mais facilmente percebidos pela palpação do que pela inspeção.
Ocorrem preferencialmente em cotovelos, punhos, joelhos, tornozelos,
região occipital, tendão de Aquiles e coluna vertebral. O aparecimento é
tardio (uma a duas semanas após as outras manifestações), regride
rapidamente com o início do tratamento da cardite e raramente
persiste por mais de um mês
TRATAMENTO DA FEBRE REUMÁTICA
AGUDA
 Erradicação do estreptococo
 Tratamento da artrite:AAS 100 mg/Kg/dia, NAPROXENO (10-20 mg?

Kg/dia)
 Tratamento da cardite: Prescrever prednisona, 1-2 mg/Kg/dia, via oral
(ou o equivalente por via endovenosa, na impossibilidade de via oral),
sendo a dose máxima de 80 mg/dia.
 Tratamento da coreia:Os fármacos mais utilizados no controle dos
sintomas da coreia são: a) haloperidol 1 mg/dia em duas tomadas,
aumentando 0,5 mg a cada três dias, até atingir a dose máxima de 5 mg
ao dia; b) ácido valproico 10 mg/kg/dia, aumentando 10 mg/kg a cada
semana até dose máxima de 30 mg/Kg/dia; (I-B) e c) carbamazepina 720 mg/kg/dia.
PROFILAXIA
 Profilaxia primária:

1)Penicilina G Benzatina
Peso < 20 kg 600.000 UI IM
Peso ≥ 20 kg 1.200.000 UI IM
Dose única
II) Amoxicilina
30-50 mg/Kg/dia VO 8/8h ou 12/12h
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A fibromialgia é caracterizada por dor muscular difusa e fadiga, sendo causada por sensibilização central que amplifica a percepção de dor; sintomas associados incluem distúrbios do sono, intestino irritável e alterações de humor. O diagnóstico é clínico baseado nos critérios da ACR e o tratamento envolve terapias não farmacológicas como exercícios e cognitivo-comportamentais associadas

fibromialgia reumatologia unilus alambert
Aij 2015
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Aij 2015

1) A artrite idiopática juvenil (AIJ) é a doença reumática crônica mais comum da infância, podendo causar incapacidade física. 2) Existem vários subtipos de AIJ classificados de acordo com o número de articulações acometidas e presença de outros sintomas. 3) O diagnóstico e tratamento variam de acordo com o subtipo, mas geralmente envolvem anti-inflamatórios e imunossupressores para evitar danos às articulações.

artrite idiopática juvenil febre reumática reuma
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A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica que acomete principalmente as articulações das mãos, sendo mais comum em mulheres entre 30-55 anos. Seus sintomas incluem dor, rigidez e inchaço nas juntas, e pode levar a deformidades se não tratada. O diagnóstico é clínico com base em critérios como o número de articulações acometidas e exames para descartar outras causas. O tratamento envolve medicamentos para aliviar sintomas e impedir progressão da doen

PROFILAXIA
 Recomendações para a profilaxia secundária
1-Penicilina G Benzatina
Peso < 20 kg 600.000 UI IM
Peso ≥ 20 kg 1.200.000 UIM
21/21 dias
II-Eritromicina 250 mg VO 12/12h
III-Sulfadiazina
Peso < 30 Kg – 500 mg VO
Peso ≥ 30 Kg – 1 g VO
1x ao dia
RECOMENDAÇÕES PARA A DURAÇÃO DA
PROFILAXIA SECUNDÁRIA
CATEGORIA

DURAÇÃO

FR sem cardite prévia

Até 21 anos ou 5 anos após o último
surto, valendo o que cobrir
maior período

FR com cardite prévia; insuficiência
mitral leve residual ou resolução da
lesão valvar

Até 25 anos ou 10 anos após o último
surto, valendo o que cobrir maior
período

Lesão valvar residual moderada a
severa

Até os 40 anos ou por toda a vida

Após cirurgia valvar

Por toda a vida
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Artrite idiopática Juvenil e Febre Reumática

  • 2. CONSIDERAÇÕES GERAIS  A artrite Idiopática Juvenil (AIJ) é a doença reumática crônica mais comum da infância e causa frequente de incapacidade física entre os adolescentes  Classificações: Artrite reumatóide Juvenil (ARJ)-ACR (Colégio Americano de Reumatologia) e Artrite Crônica Juvenil (ACJ)-EULAR (Liga Européia Anti-Reumatismo)  Consideraremos de início juvenil os quadros que iniciarem aos 16 anos de idade
  • 3. CONSIDERAÇÕES GERAIS Artrite idiopática juvenil (AIJ) não é uma doença única, mas um termo amplo que engloba todas as formas de artrite crônica (com duração maior do que 6 semanas) de etiologia desconhecida que começam antes dos 16 anos. Trata-se, portanto, de um diagnóstico de exclusão
  • 4. CLASSIFICAÇÃO  Seguiremos a classificação proposta pela International League of Associations for Rheumatology (ILAR) que divide a AIJ em sete subtipos: 1-Sistêmico 2-Oligoarticular 3-Poliarticular fator reumatóide (FR) positivo 4-Poliarticular FR negativo 5-Artrites relacionadas às entesites 6-Artrite psoriásica 7-Artrites indiferenciadas
  • 5. EPIDEMIOLOGIA  Distribuição Universal  Trata-se da doença reumática crônica mais freqüente em crianças.  As taxas de prevalência variam de 20 a 86/100.000 crianças por ano.  As taxas de incidência variam 0,83 e 22,6/100.000 crianças.  Quanto à faixa etária, existe uma distribuição bimodal da AIJ, com um pico de incidência entre 1 e 3 anos e outro entre 8 e 10 anos.
  • 6. ETIOPATOGENIA  A multiplicidade das características clínicas, evolutivas, imunológicas e imunogenéticas desta doença heterogênea sugere que as diferentes formas clínicas representem, na realidade, entidades clínicas distintas com mecanismos etiopatogênicos próprios.
  • 7. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E DIAGNÓSTICO  A criança com AIJ pode apresentar, além da artrite crônica,     manifestações extra-articulares variáveis, dependendo do tipo de início da doença. Os joelhos são as articulações mais frequentemente acometidas. Edema articular e alterações de marcha são causas freqüentes de encaminhamento de crianças ao reumatologista pediátrico. A ocorrência de artrite indolor em algumas crianças pode retardar a percepção da família e a procura pelo médico. Passaremos ao estudo das manifestações clínicas e diagnóstico conforme o tipo de artrite
  • 8. AIJ SISTÊMICA É caracterizada pela presença de febre alta (>39°C), diária, que persiste por um período mínimo de 15 dias, A febre pode preceder o aparecimento da artrite por dias, semanas, meses ou anos, constituindo uma das possíveis causas de febre de etiologia obscura na faixa etária pediátrica.Pode ser acompanhada de outras manifestações sistêmicas: 1-Exantema reumatóide(95% dos casos) 2-Linfadenomegalia (70%) 3-Hepatoesplenomegalia (85%) 4-Pericardite (35%) 5-Pleurite (20%) 6-Miocardite (20%).
  • 9. AIJ SISTÊMICA  A febre pode ocorrer a qualquer hora do dia, mas caracteristicamente aparece em um ou dois picos, um matinal e o outro no final da tarde ou começo da noite, muitas vezes acompanhada do exantema reumatóide.
  • 10. AIJ SISTÊMICA  Os pacientes com AIJ de início sistêmico frequentemente apresentam as seguintes alterações laboratoriais: 1-HEMOGRAMA: anemia, leucocitose com neutrofilia, plaquetose, HEMOGRAMA 2-VHS e Proteína C-reativa elevadas 3-FERRITINA elevada FERRITINA 4-HIPOALBUMINEMIA 5-HIPERGAMAGLOBULINEMIA. 6-FAN negativo 7-LATEX negativo
  • 11. AIJ OLIGOARTICULAR  Artrite que compromete uma a quatro articulações durante os 6 primeiros meses de doença.  Forma mais freqüente de AIJ  Incide preferencialmente em crianças pequenas do sexo feminino (mediana de idade de início de 5,2 anos).  As articulações mais freqüentemente acometidas são os joelhos e os tornozelos, geralmente de maneira assimétrica.
  • 12. AIJ OLIGOARTICULAR  Anticorpos antinucleares (AAN) são encontrados em 40% a 50% dos casos e constituem um fator de risco para o desenvolvimento de uveíte anterior crônica.  Esta complicação, que ocorre em até 20% das crianças com esta forma de AIJ, é mais freqüente durante os primeiros 5 anos de aparecimento da artrite, mas em cerca de 10% dos casos pode preceder o início do quadro articular
  • 13. AIJ OLIGOARTICULAR  O início da uveíte é insidioso e assintomático mas podemos ter hiperemia, dor ocular, lacrimejamento, diminuição da acuidade visual, fotofobia e cefaléia.  O diagnóstico de uveíte pode ser feito através do exame oftalmológico de lâmpada de fenda que mostra os primeiros sinais de inflamação, que são a presença de proteínas e células (flare) na câmara anterior do olho.  Exames de lâmpada de fenda devem ser realizados a cada 3 meses nas crianças com AIJ de início oligoarticular com FANpositivos.
  • 16. AIJ POLIARTICULAR FR-POSITIVO  Artrite em cinco ou mais articulações durante os primeiros 6 meses de doença e inclui a presença de FR da classe IgM em pelo menos duas ocasiões separadas por um período de 3 meses.  É muito mais freqüente em meninas (90% dos casos) e na maioria dos casos a doença tem início entre os 12 e os 16 anos.  Sintomas sistêmicos tais como anorexia, perda de peso, febre baixa, adenomegalias, hepatoesplenomegalia e serosites discretas podem estar presentes.
  • 17. AIJ POLIARTICULAR FR-POSITIVO  Outras manifestações extra-articulares podem estar presentes como nódulos subcutâneos, vasculite sistêmica ou restritas às polpas digitais, síndrome de Felty e síndrome de Sjögren.  Presença de anticorpos antinucleares e HLA-DR4.  A persistência da sinovite por meses ou anos é causa de seqüelas irreversíveis, como subluxações, fusões ou destruições osteoarticulares, podendo evoluir para uma incapacidade funcional, com repercussões importantes para a qualidade de vida.
  • 18. AIJ POLIARTICULAR FR-NEGATIVO  É definida como artrite que compromete 5 ou mais articulações durante os primeiros 6 meses de doença, na ausência de FR.  Acomete de 20% a 30% das crianças com AIJ, em qualquer idade, com dois picos de incidência: entre 2 e 3 anos e por volta dos 10 anos de idade, com predominância do sexo feminino.  As articulações frequentemente envolvidas são os joelhos, tornozelos, punhos, carpos, tarsos e cotovelos. As interfalangeanas, metatarsofalangeanas e metacarpofalangeanas podem também estar comprometidas.Estas crianças podem, eventualmente, apresentar febre baixa, adenomegalia e hepatoesplenomegalia discretas.
  • 19. ARTRITE ASSOCIADA À ENTESITE  Acomete principalmente meninos numa proporção de 9:1  Há forte associação com presença de HLA-B27 (em 75% dos casos) e por vezes há referência de espondiloartropatia na história familia  Os locais mais freqüentes de entesite (inflamação dolorosa nos pontos onde os tendões e ligamentos se inserem nos ossos) são a área de inserção do tendão de Aquiles no calcanhar, na fáscia plantar, na área do tarso e periarticular no joelho.
  • 20. ARTRITE ASSOCIADA À ENTESITE  Ao contrário dos outros tipos de AIJ, a articulação do quadril pode estar comprometida no início da apresentação da artrite associada à entesite.  Freqüentemente esse tipo de AIJ compromete menos de quatro articulações e tem evolução benigna.  50% destas crianças apresentam artrite que pode progredir e comprometer as articulações sacroilíacas e da coluna, caracterizando um quadro evolutivo para espondilite anquilosante.  A uveíte, quando ocorre nestes casos, é geralmente aguda, sintomática e autolimitada, apresentando, na maioria das vezes, boa resposta ao tratamento
  • 21. ARTRITE PSORIÁSICA  O diagnóstico de artrite psoriásica pelos critérios da ILAR pressupõe a presença simultânea de artrite e manifestações cutâneas típicas da psoríase ou quando não houver psoríase:  a presença de artrite associada a pelo menos 2 dos seguintes critérios: 1-História familiar de psoríase em parentes de primeiro grau (pai, mãe ou irmãos) 2-Dactilite (edema que se estende além dos limites articulares em um ou mais dedos) 3-Alterações ungueais (presença de sulcos ou depressões).
  • 22. ARTRITE PSORIÁSICA  O quadro articular consiste no comprometimento assimétrico de grandes articulações (joelhos, tornozelos) e também de pequenas articulações dos dedos das mãos e dos pés. Alguns pacientes podem desenvolver uveíte e apresentar anticorpos antinucleares circulantes, a exemplo do que ocorre no tipo oligoarticular.
  • 23. ARTRITES INDIFERENCIADAS  Nesse grupo devem ser classificados os pacientes que não preenchem os critérios de inclusão para nenhum dos 6 tipos anteriores ou aqueles que preenchem critérios de inclusão para mais de um tipo de AIJ.
  • 24. TRATAMENTO MEDICAMENTOSO  Os antiinflamatórios não-hormonais (AINH) são utilizados pela maioria das crianças com AIJ.  Os corticosteróides sistêmicos têm excelente ação antiinflamatória, mas não previnem a destruição articular nos pacientes com AIJ. As indicações do uso de corticosteróides sistêmicos na AIJ são :a presença de manifestações sistêmicas graves (pericardite, miocardite, vasculites), artrite incapacitante e iridociclite não-responsiva ao uso de corticosteróides tópicos.  O uso de injeções intra-articulares de hexacetonido de triancinolona está indicado na forma de início oligoarticular não-responsiva a AINH.
  • 25. TRATAMENTO MEDICAMENTOSO  O MTX é a medicação de escolha para os pacientes com AIJ de início ou evolução poliarticular pela sua eficácia e segurança e as crianças em geral toleram melhor esta droga do que os adultos. Pode ser utilizado em doses que variam de 10 a 15 mg/m2/semana por via oral ou injetável (SC ou IM).  A introdução dos agentes biológicos representou um avanço considerável no tratamento da AIJ em pacientes não responsivos aos AINH e MTX. O etanercepte é o único agente biológico anti TNF registrado para uso em crianças com AIJ e sua eficácia e segurança em curto prazo para o tratamento da AIJ já estão bem estabelecidas, com base em estudos controlados. A dose de etanercepte preconizada para crianças é de 0.4 mg/kg/dose, 2 vezes por semana, por via subcutânea.
  • 26. SÍNDROME DE ATIVAÇÃO MACROFÁGICA  A síndrome da ativação macrofágica é uma complicação grave da AIJ que acontece quase que exclusivamente no tipo de início sistêmico. É considerada uma forma de síndrome hemofagocítica linfo-histiocitária. Pode ser desencadeada por infecções virais, uso de medicamentos como antiinflamatórios não-hormonais, sais de ouro e sulfassalazina.  O quadro clínico se caracteriza por aparecimento súbito de febre, linfadenomegalia generalizada, hepatoesplenomegalia e distúrbios de coagulação. O quadro pode evoluir com insuficiência respiratória, encefalopatia e insuficiência renal.
  • 27. SÍNDROME DE ATIVAÇÃO MACROFÁGICA VHS baixo e pancitopenia. Prolongamento do tempo de protrombina e de tromboplastina parcial Aumento dos triglicérides Elevações importantes da ferritina O diagnóstico pode ser confirmado pelo achado de histiócitos fagocitando hemácias ou plaquetas na medula óssea, em gânglios linfáticos, no fígado ou no baço. baço
  • 28. SÍNDROME DE ATIVAÇÃO MACROFÁGICA  Doses altas de corticosteróides (na forma de pulsos), ciclosporina e, mais recentemente, etanercepte, já foram utilizadas com sucesso no tratamento desta síndrome.
  • 31. INTRODUÇÃO  A febre reumática (FR) é uma complicação não supurativa de uma infecção pelo estreptococo beta-hemolitico do grupo A de Lancefield, caracterizada por processo inflamatório transitório de diversos órgãos.  Continua sendo um problema de saúde pública em países em desenvolvimento.  No Brasil , a FR é a principal causa de cardiopatia crônica adquirida nos indivíduos menores de 20 anos e responsável por elevados índices de morbi-mortalidade.
  • 32. ETIOPATOGENIA DA FEBRE REUMÁTICA  Relação com infecção de orofaringe pelo EBGA, principalmente em crianças e adolescentes.  Fatores ambientais e socio-econômicos, alimentação inadequada, habitação em aglomerados e ausência ou carência de atendimento médico.  Paralelamente, fatores genéticos de suscetibilidade à doença estão diretamente relacionados ao desenvolvimento da FR e de suas sequelas.
  • 33. ETIOPATOGENIA DA FEBRE REUMÁTICA  Hoje se sabe, por estudos populacionais, que há uma associação da doença com os antígenos de classe II e que cada população tem seu próprio marcador (HLA-DR) para suscetibilidade à FR.  É interessante notar que o alelo encontrado com mais frequência, independentemente da origem étnica, é o HLA-DR7.
  • 34. A RESPOSTA IMUNE NA DOENÇA REUMÁTICA  A existência de processo autoimune na FR foi postulada após a observação de que as lesões no coração estavam associadas a anticorpos que reconheciam tecido cardíaco por mimetismo molecular, cujos dados foram experimentalmente confirmados por Kaplan.  Anticorpos e linfócitos T do hospedeiro dirigidos contra antígenos estreptocócicos também reconhecem estruturas do hospedeiro, iniciando o processo de autoimunidade.  A resposta mediada por linfócitos T parece ser especialmente importante em pacientes que desenvolvem cardite grave.  Os anticorpos na FR são importantes durante sua fase inicial e, provavelmente, pelas manifestações de poliartrite e coreia de Sydenham.
  • 35. A RESPOSTA IMUNE NA DOENÇA REUMÁTICA  Na cardite reumática, anticorpos reativos ao tecido cardíaco, por reação cruzada com antígenos do estreptococo, se fixam à parede do endotélio valvar e aumentam a expressão da molécula de adesão VCAM I, que atrai determinadas quimiocinas e favorecem a infiltração celular por neutrófilos, macrófagos e, principalmente, linfócitos T, gerando inflamação local, destruição tecidual e necrose.
  • 36. DIAGNÓSTICO  O diagnóstico da febre reumática é clínico, não existindo sinal patognomônico ou exame específico. Os exames laboratoriais, apesar de inespecíficos, sustentam o diagnóstico do processo inflamatório e da infecção estreptocócica  Os critérios de Jones, estabelecidos em 1944, tiveram a sua última modificação em 1992 e continuam sendo considerados o “padrão ouro” para o diagnóstico do primeiro surto da FR
  • 37. Critérios de Jones modificados para o diagnóstico de febre reumática (1992) Critérios maiores Cardite Artrite Coreia de Sydenham aguda Eritema marginado PCR Nódulos subcutâneo Critérios menores Febre Artralgia Elevação dos reagentes de fase VHS e Aumento do intervalo PR no Eletrocardiograma Evidência de infecção pelo estreptococo do grupo A por meio de cultura de orofaringe, teste rápido para EBGA e elevação dos títulos de anticorpos (ASLO); Adaptado de Dajani et al, Jones criteria 1992 Update – AHA22 .
  • 38. ARTRITE  A artrite típica da FR evolui de forma assimétrica e migratória, ou seja, quando os sintomas melhoram em uma articulação, aparecem em outra. O quadro articular afeta preferencialmente as grandes articulações, particularmente dos membros inferiores.  A duração do processo inflamatório em cada articulação raramente ultrapassa uma semana e o quadro total cessa em menos de um mês. A artrite é, em geral, muito dolorosa, apesar de não mostrar sinais inflamatórios intensos ao exame físico. A resposta aos anti-inflamatórios não hormonais é rápida e frequentemente a dor desaparece em 24 horas, enquanto os outros sinais inflamatórios cessam de dois a três dias.
  • 39. CARDITE  A pericardite está sempre associada à lesão valvar e é diagnosticada pela presença de atrito e/ou derrame pericárdico, abafamento de bulhas, dor ou desconforto precordial. Grandes derrames pericárdicos e tamponamento cardíaco são raros.  A miocardite tem sido diagnosticada com base no abafamento da primeira bulha, no galope protodiastólico, na cardiomegalia e na insuficiência cardíaca congestiva  O acometimento do endocárdio (endocardite/valvite) constitui a marca diagnóstica da cardite, envolvendo com maior frequência as valvas mitral e aórtica. Na fase aguda, a lesão mais frequente é a regurgitação mitral, seguida pela regurgitação aórtica. Por outro lado, as estenoses valvares ocorrem mais tardiamente, na fase crônica.Vale ressaltar que a regurgitação de valva mitral tem maior tendência para regressão total ou parcial do que a regurgitação aórtica.
  • 40. COREIA DE SYDENHAM  A coreia de Sydenham (CS) ocorre predominantemente em crianças e adolescentes do sexo feminino, sendo rara após os 20 anos de idade.  Trata-se de uma desordem neurológica caracterizada por movimentos rápidos involuntários incoordenados, que desaparecem durante o sono e são acentuados em situações de estresse e esforço. Esses movimentos podem acometer músculos da face, lábios, pálpebras e língua e são, com frequência, generalizados. Disartria e dificuldades na escrita também podem ocorrer. O surto da coreia dura, em média, de dois a três meses, mas pode prolongar-se por mais de um ano. Também foram descritas manifestações neuropsiquiátricas, como tiques e transtorno obsessivo compulsivo
  • 41. ERITEMA MARGINATUM  Caracteriza-se por eritema com bordas nítidas, centro claro, contornos arredondados ou irregulares, sendo de difícil detecção nas pessoas de pele escura. As lesões são múltiplas, indolores, não pruriginosas, podendo haver fusão, resultando em aspecto serpiginoso. As lesões se localizam principalmente no tronco, abdome e face interna de membros superiores e inferiores, poupando a face; são fugazes, podendo durar minutos ou horas, e mudam frequentemente de forma. Ocorrem geralmente no início da doença, porém podem persistir ou recorrer durante meses
  • 42. NÓDULOS SUBCUTÂNEOS  São múltiplos, arredondados, de tamanhos variados (0,5-2 cm), firmes, móveis, indolores e recobertos por pele normal, sem características inflamatórias. Localizam-se sobre proeminências e tendões extensores, sendo mais facilmente percebidos pela palpação do que pela inspeção. Ocorrem preferencialmente em cotovelos, punhos, joelhos, tornozelos, região occipital, tendão de Aquiles e coluna vertebral. O aparecimento é tardio (uma a duas semanas após as outras manifestações), regride rapidamente com o início do tratamento da cardite e raramente persiste por mais de um mês
  • 43. TRATAMENTO DA FEBRE REUMÁTICA AGUDA  Erradicação do estreptococo  Tratamento da artrite:AAS 100 mg/Kg/dia, NAPROXENO (10-20 mg? Kg/dia)  Tratamento da cardite: Prescrever prednisona, 1-2 mg/Kg/dia, via oral (ou o equivalente por via endovenosa, na impossibilidade de via oral), sendo a dose máxima de 80 mg/dia.  Tratamento da coreia:Os fármacos mais utilizados no controle dos sintomas da coreia são: a) haloperidol 1 mg/dia em duas tomadas, aumentando 0,5 mg a cada três dias, até atingir a dose máxima de 5 mg ao dia; b) ácido valproico 10 mg/kg/dia, aumentando 10 mg/kg a cada semana até dose máxima de 30 mg/Kg/dia; (I-B) e c) carbamazepina 720 mg/kg/dia.
  • 44. PROFILAXIA  Profilaxia primária: 1)Penicilina G Benzatina Peso < 20 kg 600.000 UI IM Peso ≥ 20 kg 1.200.000 UI IM Dose única II) Amoxicilina 30-50 mg/Kg/dia VO 8/8h ou 12/12h Adulto – 500 mg 8/8h 10 dias
  • 45. PROFILAXIA  Recomendações para a profilaxia secundária 1-Penicilina G Benzatina Peso < 20 kg 600.000 UI IM Peso ≥ 20 kg 1.200.000 UIM 21/21 dias II-Eritromicina 250 mg VO 12/12h III-Sulfadiazina Peso < 30 Kg – 500 mg VO Peso ≥ 30 Kg – 1 g VO 1x ao dia
  • 46. RECOMENDAÇÕES PARA A DURAÇÃO DA PROFILAXIA SECUNDÁRIA CATEGORIA DURAÇÃO FR sem cardite prévia Até 21 anos ou 5 anos após o último surto, valendo o que cobrir maior período FR com cardite prévia; insuficiência mitral leve residual ou resolução da lesão valvar Até 25 anos ou 10 anos após o último surto, valendo o que cobrir maior período Lesão valvar residual moderada a severa Até os 40 anos ou por toda a vida Após cirurgia valvar Por toda a vida