Centro de Saúde de Condeixa

Olho Vermelho no Adulto
Quando referenciar?
F. Mira, C. Paiva
Serviço de Oftalmologia do C.H.C.
Director:Roque Loureiro
Olho Vermelho no Adulto

• Sinal cardinal de inflamação ocular;
• Múltiplas etiologias;
• Maioria são benignas;
• Fundamental saber quando referenciar;
Olho Vermelho no Adulto
• Hiperémia:
- Inflamação aguda/crónica;
- Dilatação dos vasos conjuntiva, esclera ou episclera;

- Resposta inespecífica a várias agressões:
- tóxicos;
- alérgica;
- infecção;
- mecânica;
Olho Vermelho no Adulto
• Quemose:
-

Edema da conjuntiva:
Associado a várias etiologias: infecciosa,
inflamatória(episclerite, esclerite;)

• Secreções:
- Muco/Purulenta: Geralmente etiologia bacteriana, situações
inflamatórias intensas;
- Serosa: típica de quadros virusais; aglutinação das
pestanas ao acordar;
- Aquosa: etiologia viral ou alérgica;
Olho Vermelho no Adulto
•Papilas:
- podem-se formar na conjuntiva papebral ou junto ao limbo;
- Etiologia: -Conjuntivite alérgica;
-Blefarite crónica;
-Portadores de lentes de contacto;

• Folículos:
- múltiplas e discretas, os vasos passam
por cima;
- Etiologia: -Conjuntivite viral;
-Conjuntivite Clamídia;
-Hipersensibilidade a medicação tópica;
Olho Vermelho no Adulto

• Alteração da PIO:
• Detectado por pressão digital no globo ocular
• PIO aumentada – Iridociclite, glaucoma agudo
• PIO diminuída – Traumatismos oculares , irites
Olho Vermelho no Adulto
• História clínica minuciosa:
-Início

-Lateralidade

-Dor

-Trauma

-Alterações visuais

-Lentes contacto

-Secreções

-Co-morbilidades

-Episódios anteriores

-Outros sintomas
Olho Vermelho no Adulto
• Exame oftalmológico completo:
- Eversão palpebral;
- Acuidade visual;

- Movimentos;
- Reactividade pupilar;

- Lâmpada de fenda;
Olho Vermelho no Adulto
Disrupção do epitélio corneano
•

Detectado pela coloração do olho com fluoresceína

•

Observação com luz de cobalto azul

•

A disrupção aparece corada a verde

•

Significa uma discontinuidade do epitélio corneano

•

Causas – inflamação da córnea , traumatismo
Olho vermelho no Adulto
Anomalias pupilares
•

Alteração das dimensões da pupila podem estar associados a patologia grave

•

Irritação do constrictor da pupila associado a iridociclite – Miose

•

Espasmo reflexo do esfíncter da pupila associado a um glaucoma agudo – Midríase
média e pupila ovalada
Olho Vermelho no Adulto
Fotofobia
• “Medo da luz”
• Indicador de
• Lesão com envolvimento corneano
• Iridociclite
• Halos coloridos –
• Associado a edema corneano
• Sinal de alarme – despiste de glaucoma agudo
Olho Vermelho no Adulto
Dor severa
• Sintoma alarmante
• Conjuntivite pode estar associada a irritação discreta ocular
• Dor severa é indicador de
•
•
•
•

queratite
úlcera da córnea
iridociclite
glaucoma agudo
Olho Vermelho no Adulto
Etiologia:
-

Conjuntivite
Queratite
Episclerite
Esclerite
Uveíte
Hemorragia subconjuntival
Glaucoma agudo de ângulo
fechado
- Corpo estranho

-

Queratoconjuntivite sicca
Blefarite
Dacriocistite
Canaliculite
Pinguécula
Pterigión
Ectrópion
Celulite orbitária
Traumatismo
Olho Vermelho no Adulto
Conjuntivite:

• Bacteriana: aguda/hiperaguda/crónica
- etiologia: S. aureus, S. pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella;
- unilateral, edema da pálpebra, secreções mucopurulentas,
eventualmente queratite com ulceração;
- 2º olho envolvido em 1-2 dias;
- vias de infecção: fomites, contacto, endógena;
- diagnóstico: clínico;
Olho Vermelho no Adulto
• Tratamento:
Antibióticos tópicos:
- colírio de gentamicina ou tobramicina
-colírio de cloranfenicol ou ácido fusídico
-colírio de ciprofloxacina ou ofloxacina 0,3%
-colírio de azitromicina (1gt 2id 3dias)

Não tapar o olho
Cuidados de higiene para evitar contágio;
Cuidado com as conjuntivites graves por
Neisseria Gonorreia e Clamydia
Trachomatis
Enviar
Oftalmologista

6 id durante 5 a 7 dias e
pomada à noite
Olho Vermelho no Adulto
• Vírica: aguda/subaguda
- Etiologia: Adenovírus;
- Uma das causas mais frequente de vinda ao SU;
- Diagnóstico clínico;
- Início agudo/subagudo unilateral com envolvimento do outro olho em
10 dias;
- Secreções aquosas, hiperémia conjuntival associada a quemose e
folículos;
- Adenopatia pré-auricular;
- Maioria resolve espontâneamente ao fim 2 semanas;
Olho Vermelho no Adulto
Febre faringo conjuntival
• Mais comum (crianças)
• Serótipos 3,4 e 7;

•Secreções serosas abundantes
• Desconforto ocular e fotofobia
• Bilateral em 60 % casos
• Conjuntiva – quemose e folículos
Olho Vermelho
Queratoconjuntivite epidémica:
- Adenovírus serótipo 8,19 e 37;
- Período de incubação-5 dias;
- Pode haver envolvimento da córnea;
- Transmissão em consultórios ou urgências;

• Tratamento:
•Prevenção dos contágios, regras de higíene;
• Fase aguda: compressas frias, lágrima artificial, corticóide tópico (se
opacidades subepiteliais ou sintomatologia incapacitante)
• Resolução

espontânea em 2 semanas
Olho Vermelho
Conjuntivite vírica- HSV
• Clínica
• Geralmente unilateral
• Pode associar-se a faringite ou rinite
• Vesículas na pálpebra
• Secreção conjuntival serosa
• Queratite epitelial dendrítica
• Tratamento

• Aciclovir pomada 4 id
• Atropina tópico 2 id
• Aciclovir oral se dermatoblefarite grave com conjuntivite
Olho Vermelho no Adulto
Conjuntivite alérgica: aguda/crónica
• Aguda: alergenos circulantes hiperémia, prurido, secreção mucosa e
edema conjuntiva; presença de papilas;
• Crónica: similar à aguda, associado a edema pálido;
Tratamento: anti-histamínicos tópicos/orais, estabilizadores mastócitos,
associações, AINE´s tópicos, vasoconstritores, corticóide tópico;
Olho Vermelho no Adulto
• Hemorragia subconjuntival
• Assintomático;
• Hemorragia-sectorial;
• Etiologia: Manobra de Valsalva, associado a traumatismo, HTA ou
idiopático;
• História: discrasias sanguíneas, medicação, excluir traumatismo;
Olho Vermelho no Adulto
•Corpo estranho
-

-

História clínica minuciosa(rebarbar/cavar);
Eversão palpebral, verificar se porta de
entrada;
Observação na lâmpada de fenda;
Excluir penetração ocular;
Tratamento:
Extracção do corpo estranho
AB´s tópicos
Olho Vermelho no Adulto
- Problemas associados às lentes contacto:
• Queratite punctiforme;
• Reacção tóxica aos conservantes;
• Depósitos nas lentes;
• Síndrome da lente apertada;
• Neovascularização corneana;
• Conjuntivite papilar gigante;
Olho Vermelho no Adulto
• Síndrome do Olho Seco( Queratoconjuntivite sicca)
• Produção lacrimal ou evaporação
queratopatia não infecciosa
• Etiologia: -idiopática;
-associada a doenças tecido conjuntivo;
• Normal/ bilateral com sensação de queimadura e olho seco, prurido,
fotofobia, lacrimejo(reflexo),diplopia;
• Diagnóstico

Menisco lacrimal <1mm
BUT (Break Up Time)< 10s
Teste Schirmer

• Tratamento: causal quando identificada;
suporte: lágrimas/lubrificantes, oclusão punctal, ciclosporina;
Olho Vermelho no Adulto
• Episclerite
Doenças Tec . Conjuntivo
Atopia
Rosácea

• Situação frequentemente benigna mas em 1/3 casos
• Acomete sobretudo adultos jovens;
• Assintomático mas pode apresentar-se com desconforto ou irritação;
• Autolimitada mas recorrência é comum;

•Tratamento:
Casos severos- lágrimas artificiais, AINE´s orais ou corticóides tópicos
Olho Vermelho no Adulto
• Esclerite
• Classificação: anterior/posterior, difusa/nodular, necrotizante/não
necrotizante;
• Doença rara, doentes idosos, mais frequente no sexo feminino;
• Associada em 50% casos a doenças sistémicas [ dças autoimunes ou
infecciosas];
• Unilateral, dor ocular forte com irradiação frontal e AV , episódios
recorrentes;
• Esclerite posterior: difícil diagnóstico, pior prognóstico;
• Tratamento: corticóides tópicos/sistémicos/perioculares,citotóxicos…
Olho Vermelho no Adulto
• Glaucoma agudo de ângulo fechado
• Emergência ocular;
• Apresentação: quadro de instalação rápida com perda unilateral da AV
associado a dor, hiperémia ciliar, náuseas e vómitos;
• Lâmpada de fenda: PIO, edema da córnea, pupila em midríase média fixa
- gonioscopia: ângulo fechado em toda a circunferência;
• Tratamento:
- Médico: tópico: corticóide, timolol,brimonidina;
sistémico: acetazolamida , manitol, analgesia;
- Laser-iridectomia;
- Cirurgia- trabeculectomia;
Olho Vermelho no Adulto
• Uveíte
Uveíte anterior/iridiciclite:
•Dor, fotofobia e AV
•Hiperémia ciliar, precipitados queráticos, miose e Tyndall(proteínas na CA)

Uveíte posterior/coroidite:
•Hiperémia, AV , miodesópsias, metamorfópsias;
Achados sistémicos frequentes:
cefaleias, úlceras orais/genitais,adenopatias,diarreia,nódulos,artralgias,febre.
•Tratamento: Corticóides tópicos/sistémicos/implantes
Imunossupressores
Terapêutica biológica
Ciclopégicos
Cirurgia
Olho Vermelho no Adulto
• Sinais de alarme
• Diminuição da AV
• Hiperémia ciliar
• Tamanho anómalo da pupila
• Úlcera da córnea
• Aumento da PIO
Olho Vermelho no Adulto
Conclusão:
• Etiologias diversificadas;
• Parte podem ser tratadas em ambiente de cuidados primários;
• Alterações recentes de visão
referenciar;
• Situações traumáticas
referenciar;
• Episódios frequentes
referenciar;
• Anisocória
referenciar;
• Não prescrever corticóides e anestésicos;
Olho Vermelho no Adulto
Bibliografia
Albert and Jakobiec, Principles and Practice of Ophthalmology 2nd edition,
W.B. Saunders Company,2000;
American Academy of Ophthalmology, Fundamentals and Principles of
Ophthalmology, 2007-2008;
Gerhard K.Lang Ophthalmology, A Pocket Textebook Atlas, 2nd edition,
Thieme,2006;
Jack J. Kanski, Clinical Ophthalmology, a Systematic Approach, Elsevier
Limited, 2007;
Myron Yanoff , Jay S. Duker , James J. Augsburger Ophthalmology 2nd
edition, Mosby; 2003;
Red eye

Red eye

  • 1.
    Centro de Saúdede Condeixa Olho Vermelho no Adulto Quando referenciar? F. Mira, C. Paiva Serviço de Oftalmologia do C.H.C. Director:Roque Loureiro
  • 2.
    Olho Vermelho noAdulto • Sinal cardinal de inflamação ocular; • Múltiplas etiologias; • Maioria são benignas; • Fundamental saber quando referenciar;
  • 3.
    Olho Vermelho noAdulto • Hiperémia: - Inflamação aguda/crónica; - Dilatação dos vasos conjuntiva, esclera ou episclera; - Resposta inespecífica a várias agressões: - tóxicos; - alérgica; - infecção; - mecânica;
  • 4.
    Olho Vermelho noAdulto • Quemose: - Edema da conjuntiva: Associado a várias etiologias: infecciosa, inflamatória(episclerite, esclerite;) • Secreções: - Muco/Purulenta: Geralmente etiologia bacteriana, situações inflamatórias intensas; - Serosa: típica de quadros virusais; aglutinação das pestanas ao acordar; - Aquosa: etiologia viral ou alérgica;
  • 5.
    Olho Vermelho noAdulto •Papilas: - podem-se formar na conjuntiva papebral ou junto ao limbo; - Etiologia: -Conjuntivite alérgica; -Blefarite crónica; -Portadores de lentes de contacto; • Folículos: - múltiplas e discretas, os vasos passam por cima; - Etiologia: -Conjuntivite viral; -Conjuntivite Clamídia; -Hipersensibilidade a medicação tópica;
  • 6.
    Olho Vermelho noAdulto • Alteração da PIO: • Detectado por pressão digital no globo ocular • PIO aumentada – Iridociclite, glaucoma agudo • PIO diminuída – Traumatismos oculares , irites
  • 7.
    Olho Vermelho noAdulto • História clínica minuciosa: -Início -Lateralidade -Dor -Trauma -Alterações visuais -Lentes contacto -Secreções -Co-morbilidades -Episódios anteriores -Outros sintomas
  • 8.
    Olho Vermelho noAdulto • Exame oftalmológico completo: - Eversão palpebral; - Acuidade visual; - Movimentos; - Reactividade pupilar; - Lâmpada de fenda;
  • 9.
    Olho Vermelho noAdulto Disrupção do epitélio corneano • Detectado pela coloração do olho com fluoresceína • Observação com luz de cobalto azul • A disrupção aparece corada a verde • Significa uma discontinuidade do epitélio corneano • Causas – inflamação da córnea , traumatismo
  • 10.
    Olho vermelho noAdulto Anomalias pupilares • Alteração das dimensões da pupila podem estar associados a patologia grave • Irritação do constrictor da pupila associado a iridociclite – Miose • Espasmo reflexo do esfíncter da pupila associado a um glaucoma agudo – Midríase média e pupila ovalada
  • 11.
    Olho Vermelho noAdulto Fotofobia • “Medo da luz” • Indicador de • Lesão com envolvimento corneano • Iridociclite • Halos coloridos – • Associado a edema corneano • Sinal de alarme – despiste de glaucoma agudo
  • 12.
    Olho Vermelho noAdulto Dor severa • Sintoma alarmante • Conjuntivite pode estar associada a irritação discreta ocular • Dor severa é indicador de • • • • queratite úlcera da córnea iridociclite glaucoma agudo
  • 13.
    Olho Vermelho noAdulto Etiologia: - Conjuntivite Queratite Episclerite Esclerite Uveíte Hemorragia subconjuntival Glaucoma agudo de ângulo fechado - Corpo estranho - Queratoconjuntivite sicca Blefarite Dacriocistite Canaliculite Pinguécula Pterigión Ectrópion Celulite orbitária Traumatismo
  • 14.
    Olho Vermelho noAdulto Conjuntivite: • Bacteriana: aguda/hiperaguda/crónica - etiologia: S. aureus, S. pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella; - unilateral, edema da pálpebra, secreções mucopurulentas, eventualmente queratite com ulceração; - 2º olho envolvido em 1-2 dias; - vias de infecção: fomites, contacto, endógena; - diagnóstico: clínico;
  • 15.
    Olho Vermelho noAdulto • Tratamento: Antibióticos tópicos: - colírio de gentamicina ou tobramicina -colírio de cloranfenicol ou ácido fusídico -colírio de ciprofloxacina ou ofloxacina 0,3% -colírio de azitromicina (1gt 2id 3dias) Não tapar o olho Cuidados de higiene para evitar contágio; Cuidado com as conjuntivites graves por Neisseria Gonorreia e Clamydia Trachomatis Enviar Oftalmologista 6 id durante 5 a 7 dias e pomada à noite
  • 16.
    Olho Vermelho noAdulto • Vírica: aguda/subaguda - Etiologia: Adenovírus; - Uma das causas mais frequente de vinda ao SU; - Diagnóstico clínico; - Início agudo/subagudo unilateral com envolvimento do outro olho em 10 dias; - Secreções aquosas, hiperémia conjuntival associada a quemose e folículos; - Adenopatia pré-auricular; - Maioria resolve espontâneamente ao fim 2 semanas;
  • 17.
    Olho Vermelho noAdulto Febre faringo conjuntival • Mais comum (crianças) • Serótipos 3,4 e 7; •Secreções serosas abundantes • Desconforto ocular e fotofobia • Bilateral em 60 % casos • Conjuntiva – quemose e folículos
  • 18.
    Olho Vermelho Queratoconjuntivite epidémica: -Adenovírus serótipo 8,19 e 37; - Período de incubação-5 dias; - Pode haver envolvimento da córnea; - Transmissão em consultórios ou urgências; • Tratamento: •Prevenção dos contágios, regras de higíene; • Fase aguda: compressas frias, lágrima artificial, corticóide tópico (se opacidades subepiteliais ou sintomatologia incapacitante) • Resolução espontânea em 2 semanas
  • 19.
    Olho Vermelho Conjuntivite vírica-HSV • Clínica • Geralmente unilateral • Pode associar-se a faringite ou rinite • Vesículas na pálpebra • Secreção conjuntival serosa • Queratite epitelial dendrítica • Tratamento • Aciclovir pomada 4 id • Atropina tópico 2 id • Aciclovir oral se dermatoblefarite grave com conjuntivite
  • 20.
    Olho Vermelho noAdulto Conjuntivite alérgica: aguda/crónica • Aguda: alergenos circulantes hiperémia, prurido, secreção mucosa e edema conjuntiva; presença de papilas; • Crónica: similar à aguda, associado a edema pálido; Tratamento: anti-histamínicos tópicos/orais, estabilizadores mastócitos, associações, AINE´s tópicos, vasoconstritores, corticóide tópico;
  • 21.
    Olho Vermelho noAdulto • Hemorragia subconjuntival • Assintomático; • Hemorragia-sectorial; • Etiologia: Manobra de Valsalva, associado a traumatismo, HTA ou idiopático; • História: discrasias sanguíneas, medicação, excluir traumatismo;
  • 22.
    Olho Vermelho noAdulto •Corpo estranho - - História clínica minuciosa(rebarbar/cavar); Eversão palpebral, verificar se porta de entrada; Observação na lâmpada de fenda; Excluir penetração ocular; Tratamento: Extracção do corpo estranho AB´s tópicos
  • 23.
    Olho Vermelho noAdulto - Problemas associados às lentes contacto: • Queratite punctiforme; • Reacção tóxica aos conservantes; • Depósitos nas lentes; • Síndrome da lente apertada; • Neovascularização corneana; • Conjuntivite papilar gigante;
  • 24.
    Olho Vermelho noAdulto • Síndrome do Olho Seco( Queratoconjuntivite sicca) • Produção lacrimal ou evaporação queratopatia não infecciosa • Etiologia: -idiopática; -associada a doenças tecido conjuntivo; • Normal/ bilateral com sensação de queimadura e olho seco, prurido, fotofobia, lacrimejo(reflexo),diplopia; • Diagnóstico Menisco lacrimal <1mm BUT (Break Up Time)< 10s Teste Schirmer • Tratamento: causal quando identificada; suporte: lágrimas/lubrificantes, oclusão punctal, ciclosporina;
  • 25.
    Olho Vermelho noAdulto • Episclerite Doenças Tec . Conjuntivo Atopia Rosácea • Situação frequentemente benigna mas em 1/3 casos • Acomete sobretudo adultos jovens; • Assintomático mas pode apresentar-se com desconforto ou irritação; • Autolimitada mas recorrência é comum; •Tratamento: Casos severos- lágrimas artificiais, AINE´s orais ou corticóides tópicos
  • 26.
    Olho Vermelho noAdulto • Esclerite • Classificação: anterior/posterior, difusa/nodular, necrotizante/não necrotizante; • Doença rara, doentes idosos, mais frequente no sexo feminino; • Associada em 50% casos a doenças sistémicas [ dças autoimunes ou infecciosas]; • Unilateral, dor ocular forte com irradiação frontal e AV , episódios recorrentes; • Esclerite posterior: difícil diagnóstico, pior prognóstico; • Tratamento: corticóides tópicos/sistémicos/perioculares,citotóxicos…
  • 27.
    Olho Vermelho noAdulto • Glaucoma agudo de ângulo fechado • Emergência ocular; • Apresentação: quadro de instalação rápida com perda unilateral da AV associado a dor, hiperémia ciliar, náuseas e vómitos; • Lâmpada de fenda: PIO, edema da córnea, pupila em midríase média fixa - gonioscopia: ângulo fechado em toda a circunferência; • Tratamento: - Médico: tópico: corticóide, timolol,brimonidina; sistémico: acetazolamida , manitol, analgesia; - Laser-iridectomia; - Cirurgia- trabeculectomia;
  • 28.
    Olho Vermelho noAdulto • Uveíte Uveíte anterior/iridiciclite: •Dor, fotofobia e AV •Hiperémia ciliar, precipitados queráticos, miose e Tyndall(proteínas na CA) Uveíte posterior/coroidite: •Hiperémia, AV , miodesópsias, metamorfópsias; Achados sistémicos frequentes: cefaleias, úlceras orais/genitais,adenopatias,diarreia,nódulos,artralgias,febre. •Tratamento: Corticóides tópicos/sistémicos/implantes Imunossupressores Terapêutica biológica Ciclopégicos Cirurgia
  • 29.
    Olho Vermelho noAdulto • Sinais de alarme • Diminuição da AV • Hiperémia ciliar • Tamanho anómalo da pupila • Úlcera da córnea • Aumento da PIO
  • 30.
    Olho Vermelho noAdulto Conclusão: • Etiologias diversificadas; • Parte podem ser tratadas em ambiente de cuidados primários; • Alterações recentes de visão referenciar; • Situações traumáticas referenciar; • Episódios frequentes referenciar; • Anisocória referenciar; • Não prescrever corticóides e anestésicos;
  • 31.
    Olho Vermelho noAdulto Bibliografia Albert and Jakobiec, Principles and Practice of Ophthalmology 2nd edition, W.B. Saunders Company,2000; American Academy of Ophthalmology, Fundamentals and Principles of Ophthalmology, 2007-2008; Gerhard K.Lang Ophthalmology, A Pocket Textebook Atlas, 2nd edition, Thieme,2006; Jack J. Kanski, Clinical Ophthalmology, a Systematic Approach, Elsevier Limited, 2007; Myron Yanoff , Jay S. Duker , James J. Augsburger Ophthalmology 2nd edition, Mosby; 2003;