Obrigado pela solicitação, mas não tenho acesso ao texto completo de Os Lusíadas para realizar a leitura solicitada. Poderia resumir ou descrever o conteúdo das passagens indicadas?
Toda a buscade Blimunda de que se trata nestas páginas é consequência d e a) morte de Baltasar. b) fuga de Bartolomeu. c) acidente com a passarola, com a elevação involuntária de Baltasar. d) morte de Bartolomeu.
3.
No primeiro períododo texto («Durante nove anos, Blimunda procurou Baltasar»), o valor aspectual durativo, imperfectivo, resulta, sobretudo, do a) tempo verbal de «procurou». b) modificador «Durante nove anos». c) tempo de «procurou» e do valor de «durante nove anos». d) sentido de ‘procurar’.
4.
Da linha 7até quase ao final da página, o tempo verbal preponderante (traduzindo uma marca aspectual relacionável com a persistência e duração das buscas de Blimunda) é o a) Presente do Indicativo. b) Perfeito do Indicativo. c) Mais-que-perfeito do Indicativo. d) Imperfeito do Indicativo.
5.
Em «não aesqueci eu» (l. 11), o pronome «a» tem como referente a) «guarda real». b) «grisalha». c) Blimunda. d) «uma cara que não se esquece».
6.
No mesmo trecho— «não a esqueci eu» (l. 11) —, o pronome de 1.ª pessoa corresponde a) ao narrador. b) a Blimunda. c) a Baltasar. d) à cara.
7.
Entre as linhas7 e 10 («Onde chegava, perguntava se tinham visto por ali um homem com estes e estes sinais, a mão esquerda de menos, e alto como um soldado de guarda real, barba toda e grisalha, mas se entretanto a rapou, é uma cara que não se esquece») há a) discurso indirecto livre. b) discurso directo, apenas. c) discurso indirecto, apenas. d) discurso directo, primeiro, seguido de discurso indirecto.
8.
Em «Julga vam-na doida» (l. 17), «na» é a) a contracção da preposição «em» com o pronome «a». b) a contracção da preposição «em» com o determinante artigo definido «a». c) o pronome «a» precedido de «n» (justificado pela terminação nasal do verbo). d) uma preposição.
9.
Ser Blimunda conhecidacomo «Voadora» (l. 21) seria devido a a) ter voado efectivamente. b) conhecer Bartolomeu, o Padre Voador. c) ter de referir a passarola, ao contar a história de Baltasar. d) andar de terra em terra (voando, metaforicamente).
10.
«é bicho quenunca falta se a mulher lhe abre o covil» (l. 17) alude a) ao assalto de um animal a um verdadeiro covil. b) a actividades fornicatórias. c) à homossexualidade do companheiro. d) a Baltasar.
11.
«Passou por Mafra,soube de Inês Antónia que morrera Álvaro Diogo» (ll. 18-19) significa que o a) cunhado de Baltasar morrera entretanto. b) pai de Bartolomeu morrera entretanto. c) irmão de Baltasar morrera entretanto. d) sobrinho morrera entretanto.
12.
Em «e andandoe buscando» (l. 48), o polissíndeto transmite-nos a) o sentido denotativo de enumeração. b) a ideia de hesitação. c) o valor de acumulação obsessiva. d) um matiz aspectual perfectivo.
13.
«Não comas, queo tempo é chegado» (ll. 8-9) a) faz menção do estado de fadiga extrema de Blimunda e da sua morte iminente. b) articula-se com o final, na medida em que o desfecho vai exigir o jejum de Blimunda. c) serve para mostrar a pobreza a que chegara a protagonista e o seu despojamento. d) acaba por ser contraditado no final, já que, se Blimunda não tivesse comido, o desfecho seria diferente.
14.
António José daSilva — referido na l. 21 — é a) uma personagem secundária, criada por Saramago, que já interviera em outros capítulos. b) figurante ocasional, não implicando nenhuma alusão de ordem histórica. c) alusão ao dramaturgo António José da Silva, o Judeu, personagem histórica. d) alusão ao actor António Silva, numa mistura de épocas tão ao gosto saramaguiano.
15.
No último parágrafo,percebemos que a) Baltasar não chega a arder. b) Baltasar e Blimu n da ardem em conjunto. c) Blimunda recolhe o «espírito» de Baltasar, apesar de este morrer. d) Baltasar, por prisão de ventre, não tem vontade de fazer cocó.
16.
Retomar a perguntana resposta mas não fanaticamente: Duas das funções das falas contidas... As falas neste excerto...
17.
Articular o textocitado (aspado) com o texto que o precede (por parênteses, por travessões, por dois pontos). Blimunda era persistente «tal tal tal», ... Blimunda era persistente («tal tal tal»), ...
1. progressivo apagamentoda consciência das unidades de medida do tempo; noção da passagem do tempo captada através de diferentes sinais físicos (partes do dia, espaços percorridos, variações meteorológicas, rostos de pessoas....);
23.
tempo longo, interminável;tempo repetitivo ou cíclico (e indiferenciado); tempo fragmentado em múltiplos elementos da experiência.
24.
2.1 Blimunda («Já aqui estive, já aqui passei»; «Não se lembra de mim, chamavam-me Voadora»; «Então cá vou, até um dia»; «Se o encontrar»). Narrador («e andando e buscando veio a descobrir como é pequeno este país onde nasceu»; «e dava com rostos que conhecia»); Interlocutora de Blimunda («Ah, bem me lembro, então achou o homem que procura-va»; «Não, não apareceu, nem nunca ouvi falar dele por estes arredores»).
25.
2.2 reproduzir oque as personagens dizem umas às outras; introduzir o registo oral (de efeito polifónico), imprimindo vivacidade e dramatismo à narrativa; produzir um efeito de real, materializando os encontros e conversas que Blimunda vai tendo durante a sua demanda; evidenciar a viva impressão que Blimunda deixa naqueles com quem dialoga;
26.
revelar sentimentos quea personagem deixa naqueles com quem dialoga; revelar sentimentos e emoções que a personagem desperta naqueles com quem fala, sobretudo solidariedade e compaixão; enfatizar o carácter incansável da demanda de Blimunda, que regressa a lugares por onde já passou, perseverando sempre na determinação de procurar Baltasar.
27.
3. apersistência, a determinação («Nove anos procurou Blimunda»; «Milhares de léguas andou Blimunda»; «Em dois anos, foi das praias e das arribas do oceano à fronteira, depois recomeçou a procurar por outros lugares, por outros caminhos»); a resistência, o estoicismo («Milhares de léguas andou Blimunda, quase sempre descalça. A sola dos seus pés tornou-se espessa, fendida como uma cortiça»); a coragem, afrontando sozinha a dureza dos caminhos;
28.
o sonho, aconstante esperança do reencontro («Quantas vezes imaginou Blimunda que [...] um homem se aproximaria [...] e ficariam falando até ao fim do tempo»). a atenção e a capacidade de observação («os rostos, os das mulheres para as perguntas, os dos homens para ver se neles estava a resposta»; «Já aqui estive, já aqui passei, e dava com rostos que reconhecia»; a pobreza («a pedir esmola»; «quase sempre descalça»).
29.
4. Umdos aspectos marcantes do século XVIII evocados no romance é o comportamento da Inquisição e o absurdo dos autos-de-fé. No romance há dois autos-de-fé: o primeiro, no capítulo V, em que assistimos ao desfile de condenados (padres, judeus, cristãos-novos, hereges e feiticeiros). É o caso da mãe de Blimunda, degredada para Angola por feitiçaria;
30.
no último capítulo,Baltasar é queimado no auto-de-fé em que foi supliciado António José da Silva. Blimunda chegará a tempo apenas de recolher a sua vontade. Inquisição e autos-de-fé, uma instituição e uma prática da Igreja Católica, durante séculos, tão desumana que ainda hoje nos horroriza.
31.
A partir deagora, por favor, vão entregando os tepecês logo no dia para que foram pedidos.
32.
Entrudo, Quaresma (procissãode penitência) [capítulo III] todas as classes a religião como pretexto para a prática de excessos; sensualidade/misticismo
33.
Histórias de milagrese de crimes [XIV; II; XVII] clero e povo; o frade ladrão superstição e crendice; libertinagem
Baptizados e funeraisrégios [VIII; X] rei e rainha; nobreza e clero ; (povo assistindo) luxo e ostentação; vida e morte como espectáculo
36.
Elevação a cardealdo inquisidor [VIII] clero e nobreza; (povo assistindo) luxo e ostentação
37.
Vida conventual [II;VIII] frades e freiras; nobreza desrespeito pelas normas religiosas; libertinagem
38.
Tourada [IX] todas as classes o sangue e a morte como espectáculo
39.
Procissão do Corpode Deus [XIII] todas as classes sobreposição do profano ao sagrado ; a libertinagem do rei
40.
Cortejo de casamento[XXII] casal real, infantes, nobreza, clero; (povo assistindo) o casamento na realeza, a vida das mulheres; luxo e ostentação; contraste com a miséria do povo ; estado deplorável dos caminhos
41.
42.
TPC Lê asestrofes 3-5, 42-54 e 83-84, do canto III, de Os Lusíadas . No fundo, trata-se de ler as pp. 40-46 do livro, incluindo as partes explicativas das autoras ou de outros autores transcritos. (Em aula, será testada a compreensão e/ou a leitura em voz alta.)