SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 5
Memorial do Convento José Saramago Capítulo  V Cláudia Nunes 12ºA Nº5
Capítulo V   É dia de auto-de-fé que é assemelhada à Quaresma, pois é “dia de alegria geral”; é para os ricos e para os pobres.   D. Maria Ana de Áustria não deixa os seus aposentos, devido à morte do seu irmão José, imperador da Áustria e aos enjoos da gravidez (já no seu quinto mês).   A única diferença entre a procissão do auto-de-fé e a Quaresma é que nesta há sacrifícios humanos, entre estes açoites, morte por garrote e na fogueira.
  Uma das condenadas pela Inquisição ao degredo para Angola é Sebastiana Maria de Jesus, acusada de feitiçaria, mãe de Blimunda, uma rapariga de dezanove anos que presencia o castigo e partida da sua mãe.   No meio da multidão que assistia ao espectáculo, Sebastiana repara num homem sem mão, próximo de Blimunda.   Esse homem, Baltasar Mateus, de alcunha Sete-Sóis, segue Blimunda até sua casa depois de terminado o auto-de-fé.   Em sua casa, o padre Bartolomeu Lourenço que acompanhara Blimunda, “casa” a jovem e Baltasar pelo ritual da colher.   Na manhã do dia seguinte, Blimunda promete a Baltasar que nunca o olhará por dentro.
Citações “(…) Aceitas para a tua boca a colher de que serviu a boca deste homem, fazendo seu o que era teu, agora tornando a ser teu o que foi dele, e tantas vezes que se perca o sentido do teu e do meu,… Então declaro-vos casados.” “(…) Blimunda olha só, olha com esses teus olhos que tudo são capazes de ver, e aquele homem quem será, tão alto, que está perto de Blimunda e não sabe (…)”
Fim

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Documento CAPITULO SETE - tópicos MEMORIAL DO CONVENTO
Documento CAPITULO SETE - tópicos MEMORIAL DO CONVENTODocumento CAPITULO SETE - tópicos MEMORIAL DO CONVENTO
Documento CAPITULO SETE - tópicos MEMORIAL DO CONVENTORui Oliveira
 
Memorial do convento xiv
Memorial do convento xivMemorial do convento xiv
Memorial do convento xiv12anogolega
 
Ficha verificação leitura memorial
Ficha verificação leitura memorialFicha verificação leitura memorial
Ficha verificação leitura memorialFernanda Pereira
 
Memorial do Convento - Cap. V
Memorial do Convento - Cap. VMemorial do Convento - Cap. V
Memorial do Convento - Cap. V12º A Golegã
 
Capítulo XX - MC
Capítulo XX - MCCapítulo XX - MC
Capítulo XX - MC12anogolega
 
Capítulo XVII - MC
Capítulo XVII - MCCapítulo XVII - MC
Capítulo XVII - MC12anogolega
 
Capítulo XVI - MC
Capítulo XVI - MCCapítulo XVI - MC
Capítulo XVI - MC12anogolega
 
Memorial do Convento - linguagem e estilo
Memorial do Convento - linguagem e estiloMemorial do Convento - linguagem e estilo
Memorial do Convento - linguagem e estiloFilipaFonseca
 
Memorial do convento capitulo xviii
Memorial do convento capitulo xviiiMemorial do convento capitulo xviii
Memorial do convento capitulo xviii12anogolega
 
Memorial do Convento - Cap. IV
Memorial do Convento - Cap. IVMemorial do Convento - Cap. IV
Memorial do Convento - Cap. IV12º A Golegã
 
Memorial do convento dimensão crítica da história (1)
Memorial do convento dimensão crítica da história (1)Memorial do convento dimensão crítica da história (1)
Memorial do convento dimensão crítica da história (1)José Galvão
 
Capítulo iii memorial do convento
Capítulo iii   memorial do conventoCapítulo iii   memorial do convento
Capítulo iii memorial do convento12anogolega
 
Memorial do convento - Personagens
Memorial do convento - PersonagensMemorial do convento - Personagens
Memorial do convento - PersonagensMiguelavRodrigues
 
Frei Luís de Sousa - Quadro Síntese
Frei Luís de Sousa - Quadro SínteseFrei Luís de Sousa - Quadro Síntese
Frei Luís de Sousa - Quadro SínteseJulianaOmendes
 
Memorial do convento narrador, espaço e tempo
Memorial do convento narrador, espaço e tempoMemorial do convento narrador, espaço e tempo
Memorial do convento narrador, espaço e tempoAntónio Teixeira
 

Mais procurados (20)

Documento CAPITULO SETE - tópicos MEMORIAL DO CONVENTO
Documento CAPITULO SETE - tópicos MEMORIAL DO CONVENTODocumento CAPITULO SETE - tópicos MEMORIAL DO CONVENTO
Documento CAPITULO SETE - tópicos MEMORIAL DO CONVENTO
 
Memorial do convento xiv
Memorial do convento xivMemorial do convento xiv
Memorial do convento xiv
 
Ficha verificação leitura memorial
Ficha verificação leitura memorialFicha verificação leitura memorial
Ficha verificação leitura memorial
 
Capítulo IV
Capítulo IVCapítulo IV
Capítulo IV
 
Memorial do Convento - Cap. V
Memorial do Convento - Cap. VMemorial do Convento - Cap. V
Memorial do Convento - Cap. V
 
Capítulo XX - MC
Capítulo XX - MCCapítulo XX - MC
Capítulo XX - MC
 
Capítulo XVII - MC
Capítulo XVII - MCCapítulo XVII - MC
Capítulo XVII - MC
 
Capítulo XVI - MC
Capítulo XVI - MCCapítulo XVI - MC
Capítulo XVI - MC
 
Memorial do Convento - linguagem e estilo
Memorial do Convento - linguagem e estiloMemorial do Convento - linguagem e estilo
Memorial do Convento - linguagem e estilo
 
Memorial do convento capitulo xviii
Memorial do convento capitulo xviiiMemorial do convento capitulo xviii
Memorial do convento capitulo xviii
 
Memorial do Convento - Cap. IV
Memorial do Convento - Cap. IVMemorial do Convento - Cap. IV
Memorial do Convento - Cap. IV
 
Memorial do convento
Memorial do conventoMemorial do convento
Memorial do convento
 
Memorial do convento dimensão crítica da história (1)
Memorial do convento dimensão crítica da história (1)Memorial do convento dimensão crítica da história (1)
Memorial do convento dimensão crítica da história (1)
 
Capítulo iii memorial do convento
Capítulo iii   memorial do conventoCapítulo iii   memorial do convento
Capítulo iii memorial do convento
 
Memorial do convento - Personagens
Memorial do convento - PersonagensMemorial do convento - Personagens
Memorial do convento - Personagens
 
Memorial do convento_[1]
Memorial do convento_[1]Memorial do convento_[1]
Memorial do convento_[1]
 
Memorial Do Convento
Memorial Do ConventoMemorial Do Convento
Memorial Do Convento
 
Frei Luís de Sousa - Quadro Síntese
Frei Luís de Sousa - Quadro SínteseFrei Luís de Sousa - Quadro Síntese
Frei Luís de Sousa - Quadro Síntese
 
Memorial do convento narrador, espaço e tempo
Memorial do convento narrador, espaço e tempoMemorial do convento narrador, espaço e tempo
Memorial do convento narrador, espaço e tempo
 
MENTE
MENTEMENTE
MENTE
 

Semelhante a Memorial do convento

MC construção da passarola
MC construção da passarolaMC construção da passarola
MC construção da passarolaAnaFPinto
 
6. sequências narrativas
6. sequências narrativas6. sequências narrativas
6. sequências narrativasHelena Coutinho
 
Memorial convento- José Saramago
Memorial convento- José SaramagoMemorial convento- José Saramago
Memorial convento- José Saramagobecresforte
 
Memorial- Análise por Capítulos
Memorial- Análise por CapítulosMemorial- Análise por Capítulos
Memorial- Análise por CapítulosRui Matos
 
O nome da rosa (filme) trabalho
O nome da rosa (filme)   trabalhoO nome da rosa (filme)   trabalho
O nome da rosa (filme) trabalhoSousaLeitee
 
Capítulo XV - MC
Capítulo XV - MCCapítulo XV - MC
Capítulo XV - MC12anogolega
 
Resumo - Memorial do Convento
Resumo - Memorial do ConventoResumo - Memorial do Convento
Resumo - Memorial do ConventoMariana Hiyori
 

Semelhante a Memorial do convento (10)

MC construção da passarola
MC construção da passarolaMC construção da passarola
MC construção da passarola
 
Memorial do Convento 3ª E - 2011
Memorial do Convento   3ª E - 2011Memorial do Convento   3ª E - 2011
Memorial do Convento 3ª E - 2011
 
Memorial
MemorialMemorial
Memorial
 
6. sequências narrativas
6. sequências narrativas6. sequências narrativas
6. sequências narrativas
 
Memorial convento- José Saramago
Memorial convento- José SaramagoMemorial convento- José Saramago
Memorial convento- José Saramago
 
Memorial- Análise por Capítulos
Memorial- Análise por CapítulosMemorial- Análise por Capítulos
Memorial- Análise por Capítulos
 
O nome da rosa (filme) trabalho
O nome da rosa (filme)   trabalhoO nome da rosa (filme)   trabalho
O nome da rosa (filme) trabalho
 
Capítulo XV - MC
Capítulo XV - MCCapítulo XV - MC
Capítulo XV - MC
 
Resumo - Memorial do Convento
Resumo - Memorial do ConventoResumo - Memorial do Convento
Resumo - Memorial do Convento
 
Frei Luís de Sousa
Frei Luís de Sousa  Frei Luís de Sousa
Frei Luís de Sousa
 

Mais de 12anogolega

Mais de 12anogolega (20)

Voluntariado - AP
Voluntariado - APVoluntariado - AP
Voluntariado - AP
 
Curiosidades - AP
Curiosidades - APCuriosidades - AP
Curiosidades - AP
 
Água - Biologia
Água - BiologiaÁgua - Biologia
Água - Biologia
 
Esquizofrenia - AP
Esquizofrenia - APEsquizofrenia - AP
Esquizofrenia - AP
 
Psi - Inês
Psi - InêsPsi - Inês
Psi - Inês
 
Psi3 - Inês
Psi3 - InêsPsi3 - Inês
Psi3 - Inês
 
Psi4 - Inês
Psi4 - InêsPsi4 - Inês
Psi4 - Inês
 
Psi2 - Inês
Psi2 - InêsPsi2 - Inês
Psi2 - Inês
 
Last PP - Telma
Last PP - TelmaLast PP - Telma
Last PP - Telma
 
Last PP - Leonor
Last PP - LeonorLast PP - Leonor
Last PP - Leonor
 
Last PP - Inês
Last PP - InêsLast PP - Inês
Last PP - Inês
 
Last PP - Guadalupe
Last PP - GuadalupeLast PP - Guadalupe
Last PP - Guadalupe
 
Last PP - Paulo
Last PP - PauloLast PP - Paulo
Last PP - Paulo
 
Last PP - Magy
Last PP - MagyLast PP - Magy
Last PP - Magy
 
Last PP - Constança
Last PP - ConstançaLast PP - Constança
Last PP - Constança
 
Last PP - Julha
Last PP - JulhaLast PP - Julha
Last PP - Julha
 
Last PP - Adri
Last PP - AdriLast PP - Adri
Last PP - Adri
 
Last PP - Cláudia
Last PP - CláudiaLast PP - Cláudia
Last PP - Cláudia
 
Capítulo XIX - MC
Capítulo XIX - MCCapítulo XIX - MC
Capítulo XIX - MC
 
Last FL - Telma
Last FL - TelmaLast FL - Telma
Last FL - Telma
 

Memorial do convento

  • 1. Memorial do Convento José Saramago Capítulo V Cláudia Nunes 12ºA Nº5
  • 2. Capítulo V É dia de auto-de-fé que é assemelhada à Quaresma, pois é “dia de alegria geral”; é para os ricos e para os pobres. D. Maria Ana de Áustria não deixa os seus aposentos, devido à morte do seu irmão José, imperador da Áustria e aos enjoos da gravidez (já no seu quinto mês). A única diferença entre a procissão do auto-de-fé e a Quaresma é que nesta há sacrifícios humanos, entre estes açoites, morte por garrote e na fogueira.
  • 3. Uma das condenadas pela Inquisição ao degredo para Angola é Sebastiana Maria de Jesus, acusada de feitiçaria, mãe de Blimunda, uma rapariga de dezanove anos que presencia o castigo e partida da sua mãe. No meio da multidão que assistia ao espectáculo, Sebastiana repara num homem sem mão, próximo de Blimunda. Esse homem, Baltasar Mateus, de alcunha Sete-Sóis, segue Blimunda até sua casa depois de terminado o auto-de-fé. Em sua casa, o padre Bartolomeu Lourenço que acompanhara Blimunda, “casa” a jovem e Baltasar pelo ritual da colher. Na manhã do dia seguinte, Blimunda promete a Baltasar que nunca o olhará por dentro.
  • 4. Citações “(…) Aceitas para a tua boca a colher de que serviu a boca deste homem, fazendo seu o que era teu, agora tornando a ser teu o que foi dele, e tantas vezes que se perca o sentido do teu e do meu,… Então declaro-vos casados.” “(…) Blimunda olha só, olha com esses teus olhos que tudo são capazes de ver, e aquele homem quem será, tão alto, que está perto de Blimunda e não sabe (…)”
  • 5. Fim