ANTIBIÓTICOS LEONARDO CALDAS VIEIRA
ANTI    CONTRA BIOS    VIDA Fármacos usados contra infecções bacterianas
ANTIBIÓTICOS PRINCÍPIOS Sensibilidade do microrganismo; Exposição prévia do hospedeiro ao antibiótico; Idade; Função hepática e renal; Sítio da infecção; Interações medicamentosas; Gravidez; Comprometimento imune.
QUIMIOTER Á PICOS Compostos qu ímicos sintéticos capazes de destruir agentes infecciosos Antibióticos Antiparasitas Antivirais  Antif úngicos  Antineoplásicos Antimicrobianos
ANTIBIÓTICOS LEONARDO CALDAS VIEIRA QUIMIOTERÁPICOS
QUIMIOTER Á PICOS ESCOLHA Espectro, monoterapia  vs  terapia combinada; Gravidade e seriedade da infecção; Condição geral do paciente; Aspectos de segurança e circunstâncias especiais; Conveniência, conforto e custo.
QUIMIOTER Á PICOS PROPRIEDADES REQUERIDAS Parasitotropia m áxima Tóxico para os parasitas Organotropia mínima Preserva as células do organismo
QUIMIOTER Á PICOS Bactericida Mata as bact ér ias Bacteriost ático Impede o crescimento populacional bacteriano As  bact ér ias podem desenvolver resist ência se forem administradas fórmulas ou doses inadequadas de antibióticos
ESPECTRO Estreito Poucas espécies são sensíveis ao agente. Estendido Espectro intermediário. Amplo Vasta variedade de microorganismos, patogênicos e não patogênicos.
MICRORGANISMOS INFECÇÕES X INFESTAÇÕES C ÉLULAS Procariotas Sem núcleo (bactérias) Eucariotas Com núcleo (helmintos) Vírus Não são células. Não possuem mecanismos bioquímicos próprios Células cancerosas Células que “escaparam” dos processos reguladores
QUIMIOTER Á PICOS Síntese ou Ação do Folato Beta Lactâmicos Síntese de Proteínas Topoisomerase II Diversos
SÍNTESE OU AÇÃO DO FOLATO SULFONAMIDAS Anos 1930 Demonstração por Dr. Domagk Várias sulfonamidas Vários grupos importantes de drogas por modificação estrutural Diuréticos, tuberculostáticos, anti-hanseníase e hipoglicemiantes orais
SÍNTESE OU AÇÃO DO FOLATO Exemplos: Sulfodiazina Sulfadimitidina Sulfametopirazina Sulfasalazina Sulfametoxazol
SÍNTESE OU AÇÃO DO FOLATO Análogo ao Ác. P-aminobenzóico (PABA) Síntese do Ác. Fólico Competição com o PABA Inibição de síntese de DNA e RNA Bacteriostático Em pus não há atividade    timidina e purina usados como ác. fólico
SÍNTESE OU AÇÃO DO FOLATO PABA    diidroteroato sintetase    folato folato    diidrofosfato redutase    tetraidrofolato síntese timidilato, etc    DNA
SÍNTESE OU AÇÃO DO FOLATO FARMACOCINÉTICA Absorção rápida em TGI Concentração máxima em 4 – 6 horas Metabolismo hepático Excreção na urina  Não usado topicamente por risco de reações
SÍNTESE OU AÇÃO DO FOLATO EFEITOS INDESEJÁVEIS Náuseas, vômitos e cefaléia Cianose devido a metemoglobinemia Efeitos graves como hepatite, hipersensibilidade, depressão da medula óssea e cristalúria
SÍNTESE OU AÇÃO DO FOLATO Cotrimoxazol (Sulfametoxazol + Trimetropin) (Bactrin): Pneumocistose (primeira escolha) Otite Média Crônica Pac Paracoccidiodomicose Itu Febre Tifóide Shiguelose Sulfadoxina Paracoccidiodomicose Malária (profilaxia) Pneumocistose (profilaxia) Sulfadiazina Toxoplasmose Nocardiose
SÍNTESE OU AÇÃO DO FOLATO ESPECIALIDADES Medicamentos Genéricos Trimetropina Cotrimoxazol    Trimetropina + Sulfametoxazol  ( Bactrin, Espectrin, Infectrin, Septra) Sulfadozina:  Fanasulf
SÍNTESE OU AÇÃO DO FOLATO USOS Contra certos tipos de malária e toxoplasmose Queimaduras infectadas Algumas DSTS
BETA-LACTÂMICOS Descoberta acidental em 1928 por Alexander Fleming Fungo do gênero  Penicillium  - PENICILINA Substância extraída e analisada em 1940 Efeitos demonstrados em 1941 em Oxford em um policial
BETA-LACTÂMICOS Interfere na síntese do peptideoglicano da parede celular bacteriana Ligam-se aos sítios receptores na bactéria Inibem enzimas de formação dos peptideoglicanos Inativa um inibidor de enzimas autolíticas nas bactérias, levando-as à lise     bactericida
QUÍMICA
FARMACOCINÉTICA Administração oral tem diferentes graus de absorção no TGI    de muito boa À precária IM ou IV Ampla distribuição    articulação, pleura, pericárdio, bile, saliva, leite E placenta Insolúveis em lipídios    não passa barreira hematoencefálica
FARMACOCINÉTICA Metabolismo hepático Eliminação rápida por via renal Meia vida plasmática relativamente curta
BETA-LACTÂMICOS PENICILINA G CRISTALINA Meningites bacterianas não adquiridas em ambiente  hospitalar Endocardites (associar aminoglicosídeos) Abcessos pulmonares Leptospirose PENICILINA G PROCAÍNA PAC (Pneumonias adquiridas na comunidade) Infecções de pele (impetigo, erisipela, celulite) Gonorréia (primeira escolha) Profilaxia de endocardite infecciosa PENICILINA G BENZATINA Sífilis Profilaxia de febre reumática PENICILINA V Infecções leves de boca e pele
BETA-LACTÂMICOS AMPICILINA Meningites bacterianas não adquiridas em ambiente  hospitalar Shigueloses PAC AMOXICILINA Sinusite bacteriana Otite média aguda PAC Salmonelose OXACILINA Endocardites (associar aminoglicosídeos) Abcessos de pele e pulmonar Pneumonia estafilocóccica CARBOXIPENICILINA E UREIDOPENICILINA Abcessos abdominais (associar ác. clavulânico)
BETA-LACTÂMICOS QUASE INESISTÊNCIA DE EFEITOS TÓXICOS DIRETOS Principal efeito é a hipersensibilidade às penicilinas Erupções cutânes e febre Choque anafilático agudo    pode ser fatal Vasculite, nefrite e distúrbios hematológicos
BETA-LACTÂMICOS Trabalhos com um fungo  Cephalosporium  chegaram a 3 tipos de antibióticos. CEFALOSPORINA N, C, P, sendo relacionadas à penicilina As cefamicinas são produzidas por  Streptomyces. Estão estreitamente relacionadas às cefalosporinas
BETA-LACTÂMICOS Muitas cefalosporina e cefamicinas para uso clínico Cefalexina, Cefalotina, Cefazolina, Cefodoxima, Cefuroxima, Ceftriaxona, Cefotaxima, Ceftazidima entre muitas outras Classificação de acordo com ordem cronológica 1 ª - similares ou inferiores às Penicilinas G e V; 2ª - cocos gram-negativos e bacilos;  3ª - bacilos gram-negativos e  Pseudomonas ; 4ª - mais efetivos que a 3ª .
MECANISMO DE AÇÃO Idêntico ao das penicilinas Interferência na síntese de peptideoglicanos das paredes externas das bactérias
FARMACOCINÉTICA Algumas podem ser administradas por via oral Maioria por via parenteral (IM/IV) Ampla distribuição pelo corpo  Metabolismo hepático Excreção pelos rins principalmente ou pela bile em certas drogas
USOS CLÍNICOS Septicemia, algumas pneumonias, algumas meningites, infecção do trato biliar, infecções urinárias  (principalmente durante a gravidez)  e sinusites
EFEITOS INDESEJÁVEIS Hipersensibilidade semelhante às penicilinas Nefrotoxicidade já foi relatada e intolerância ao álcool Diarréia em cefalosporinas orais
SÍNTESE DE PROTEÍNAS BACTERIANAS
TETRACICLINAS São antibióticos de espectro muito amplo e bacteriostáticos Tetraciclina, Oxitetraciclina, Doxiciclina e Minociclina
TETRACICLINAS Maioria das vezes administração oral – cada 6h; IV/IM; Absorção intestinal irregular – melhor quando em jejum; Leite, alimentos com ferro e antiácidos – pior absorção; Infecções oportunistas.
TETRACICLINAS Brucelose, Cólera, Peste e Doença de Lyme; Úteis em infecções mistas de vias respiratórias, infecções do trato urinario e na acne; Drogas de  2ª  escolha contra muitas infecções.
TETRACICLINAS Distúrbios gastrintestinais diretos ou por modificação da flora Depositam-se nos dentes, causando manchas, hipoplasia  Deformidades ósseas Hepatotoxicidade em grávidas Altas doses prolongadas podem causar redução de síntese prot ê ica do hospedeiro e distúrbios de medula óssea
AMINOGLICOSÍDIOS Estrutura química muito complexa; Têm semelhanças muito grandes de atividade, farmacocinética e toxicidade; Gentamicina, Estreptomicina, Amicacina, Neomicina e outros.
AMINOGLICOSÍDIOS Inibem síntese de proteína bacteriana; Penetração depende de transporte através de oxigênio – baixa efetividade em anaeróbios; São bactericidas;
AMINOGLICOSÍDIOS Staphylococcus Streptococcus Infecções generalizadas em bebês Algumas infecções urinárias e por queimaduras
AMINOGLICOSÍDIOS GRAVES efeitos tóxicos relacionados às doses OTOTOXICIDADE – Lesão progressiva e destrutiva das células na cóclea e órgão vestibular. Resultado irreversível. Vertigens, ataxia e distúrbios auditivos NEFROTOXICIDADE – Lesão no túbulos renais. Reversível. Maior risco em pacientes com doenças renais Menor toxicidade em tratamentos inferiores a 10 dias;
MACROLÍDIOS Durante mais de 40 anos somente eritromicina foi usada. Hoje há vários macrolídios; Eritromicina, Claritromicina e Azitromicina.
MACROLÍDIOS BACTERICIDAS ou BACTERIOSTÁTICOS. Inibem síntese de proteína por atuar sobre a translocação.
MACROLÍDIOS Espectro muito semelhante ao da penicilina; Alternativa eficaz ao paciente sensível à penicilina. Pouco eficaz contra gram-positivos; Pode haver resistência por plasmídios.
MACROLÍDIOS Distúrbios do TGI são comuns, não graves e mais com eritromicina; Hipersensibilidade; Infecções oportunistas TGI e vaginais.
MACROLÍDIOS ERITROMICINA 250mg a cada 6 horas em adultos Pode ser aumentada até 4g Administração por 10 – 14 dias CLARITROMICINA 500mg a 1g dia  doses a cada 12 horas Pode chegar a 4g dependendo da gravidade da infecção AZITROMICINA 1 hora antes ou 3 horas depois das refeições 1,5g divididos entre 2 a 5 dias
LINCOSAMIDAS CLINDAMICINA LINCOMICINA Semelhante aos macrolídios
LINCOSAMIDAS Infecções de ossos e articulações Topicamente em conjuntivites TGI, geniturinárias e pneumonias
LINCOSAMIDAS Clindamicina – osteomielite e microorganismos anaer óbios – ótima difusão óssea; 600 – 900mg  6 – 8 horas Tempo depende da infecção, entre 7 – 10 dias
AGENTES QUE AFETAM  TOPOISOMERASE – II/IV
FLUOROQUINOLONAS PRIMEIRA GERA ÇÃO ÁC. NALIDÍXICO, CINOXACINA, ÁC. OXOLÍNICO 1970-80 SEGUNDA  GERA ÇÃO NORFLOXACINA, CIPROFLOXACINA,OFLOXACINA 1986-92 TERCEIRA  GERA ÇÃO LEVOFLOXACINA, GATIFLOXACINA 1997 QUARTA  GERA ÇÃO TROVAFLOXACINA, MOXIFLOXACINA
FLUOROQUINOLONAS Atua sobre a DNA-girase (TOPOISOMERASE-II/IV) Inibe ação da ensima sobre o DNA; Não permite espiralamento para transcrição e duplicação; Superespiralamento negativo.
FLUOROQUINOLONAS Infecção urinária complicada; Infecções respiratórias graves (inferior); Otite externa; Prostatite; Infecções ósseas e articulares no adulto; Gonorréia. Devem ser evitados em infecções estreptocócicas.
FLUOROQUINOLONAS Antiácidos com alumínio e magnésio, antagonistas h 2  e inibidores da bomba de pr ótons  interferem na absorção
FLUOROQUINOLONAS Efeitos indesejáveis raros; Leves e desaparecem com interrupção do fármaco; Distúrbios TGI; Erupções cutâneas. Uso concomitante teofilina e AINES e patologias SNC    pode causar cefaléia e tontura e raramente convulsão.
FLUOROQUINOLONAS Ofloxacino – causa insônia; Ciprofloxacino – fotossensibilidade. Não devem ser usados em crianças, adolescentes, gestantes e lactantes pois alteram o crescimento das cartilagens e dos ossos.
Profilaxia
Profilaxia
FUNGOS Terapia antifúngica dirigida para destruir parede celular fúngica. Célula humana não possui parede celular  parasitotropia favorável Apesar dessa seletividade, a maior parte dos antifúgicos é muito tóxica para as células humanas
CLASSIFICAÇÃO SISTÊMICOS ANFOTERICINA FLUCITOCINA IMIDAZÓLICOS TRIAZÓLICOS CLOTRIMAZOL, MICONAZOL, CETOCONAZOL, OXICONAZOL, ETC IMIDAZÓLICOS DIAZÓLICOS  TERCONAZOL, ITRACONAZOL, FLUCONAZOL TÓPICOS IMIDAZÓLICOS TRIAZÓLICOS CLOTRIMAZOL, MICONAZOL, CETOCONAZOL, OXICONAZOL, ETC IMIDAZÓLICOS DIAZÓLICOS  TERCONAZOL, ITRACONAZOL, FLUCONAZOL POLIÊNICOS ALILAMINAS
ANTIBIÓTICOS ANTIFÚNGICOS São antibióticos que têm efeitos contra os fungos Anfotericina Nistatina Griseofulvina
ANFOTERICINA Antibiótico macrolídio de estrutura complexa Não tem nenhuma ação contra bactérias Liga-se ao ergosterol    principal esterol da membrana dos fungos
ANFOTERICINA Liga-se à membrana celular  Causa interferência na permeabilidade das células Células perdem k+ e morrem
ANFOTERICINA Via intravenosa lenta para uso sistêmico Pouco absorvida por via oral Essa via só é usada se a infecção for no tgi Liga-se às proteínas plasmáticas e é encontrada em grande concentração nos exudatos inflamatórios
ANFOTERICINA Excretada lentamente na urina    pode demorar até 02 meses A toxicidade renal é comum    mais de 80% dos pacientes Hipocalemia, anemia, problema hepático, trombocitopenia e anafilaxia
ANFOTERICINA Início do tratamento causa calfrios, febre, dores de cabeça e vômitos Pode causar tromboflebite, neurotoxicidade nas injeções e erupções cutâneas no uso tópico
NISTATINA Antibiótico macrolídio semelhante à anfotericina Não é absorvido pelas mucosas e deve ter seu uso apenas em pele e no TGI
GRISEOFULVINA Fungistático Dermatomicoses e onicomicoses Precisa de tratamento muito prolongado
GRISEOFULVINA Via oral Induz P450    interações medicamentosas Poucos efeitos colaterais    dispepsia e cefaléia principalmente
ANTIFÚNGICOS SINTÉTICOS Imidazólicos Cetoconazol - Nizoral Fluconazol  Itraconazol - Itranax Clotrimazol - Canesten Miconazol - Daktarin
CETOCONAZOL Compromete síntese de ergosterol Candidíases e blastomicose Via oral Deve estar em meio acido para dissolução Não usar com alimentos e antiácidos Pode causar tonturas, cefaléia, necrose hepática, ginecomastia e arritmias
FLUCONAZOL Inibe P450 do fungo. Lesa membrana por inibição da síntese do ergosterol Histoplasmose, blastomicose, candidíases e criptococose VO / IV Meia vida longa Pode causar tonturas, cefaléia e diarréias
ITRACONAZOL Farmacodinâmica igual ao fluconazol Usado para as mesmas infecções que o fluconazol, mas também infecções cutâneas VO Deve estar em meio acido para absorção Pode causar tonturas, cefaléia, necrose hepática, ginecomastia e arritmias, como o cetoconazol
CLOTRIMAZOL E MICONAZOL Farmacodinâmica desconhecida Candidíases, infecções cutâneas e o miconazol para infecções severas Clotrimazol  -  VO Miconazol  -  tópico, vaginal e IV Miconazol pode causar cefaléias, prurido febre e náuseas

Antibióticos e Quimioterápicos

  • 1.
  • 2.
    ANTI  CONTRA BIOS  VIDA Fármacos usados contra infecções bacterianas
  • 3.
    ANTIBIÓTICOS PRINCÍPIOS Sensibilidadedo microrganismo; Exposição prévia do hospedeiro ao antibiótico; Idade; Função hepática e renal; Sítio da infecção; Interações medicamentosas; Gravidez; Comprometimento imune.
  • 4.
    QUIMIOTER Á PICOSCompostos qu ímicos sintéticos capazes de destruir agentes infecciosos Antibióticos Antiparasitas Antivirais Antif úngicos Antineoplásicos Antimicrobianos
  • 5.
    ANTIBIÓTICOS LEONARDO CALDASVIEIRA QUIMIOTERÁPICOS
  • 6.
    QUIMIOTER Á PICOSESCOLHA Espectro, monoterapia vs terapia combinada; Gravidade e seriedade da infecção; Condição geral do paciente; Aspectos de segurança e circunstâncias especiais; Conveniência, conforto e custo.
  • 7.
    QUIMIOTER Á PICOSPROPRIEDADES REQUERIDAS Parasitotropia m áxima Tóxico para os parasitas Organotropia mínima Preserva as células do organismo
  • 8.
    QUIMIOTER Á PICOSBactericida Mata as bact ér ias Bacteriost ático Impede o crescimento populacional bacteriano As bact ér ias podem desenvolver resist ência se forem administradas fórmulas ou doses inadequadas de antibióticos
  • 9.
    ESPECTRO Estreito Poucasespécies são sensíveis ao agente. Estendido Espectro intermediário. Amplo Vasta variedade de microorganismos, patogênicos e não patogênicos.
  • 10.
    MICRORGANISMOS INFECÇÕES XINFESTAÇÕES C ÉLULAS Procariotas Sem núcleo (bactérias) Eucariotas Com núcleo (helmintos) Vírus Não são células. Não possuem mecanismos bioquímicos próprios Células cancerosas Células que “escaparam” dos processos reguladores
  • 11.
    QUIMIOTER Á PICOSSíntese ou Ação do Folato Beta Lactâmicos Síntese de Proteínas Topoisomerase II Diversos
  • 12.
    SÍNTESE OU AÇÃODO FOLATO SULFONAMIDAS Anos 1930 Demonstração por Dr. Domagk Várias sulfonamidas Vários grupos importantes de drogas por modificação estrutural Diuréticos, tuberculostáticos, anti-hanseníase e hipoglicemiantes orais
  • 13.
    SÍNTESE OU AÇÃODO FOLATO Exemplos: Sulfodiazina Sulfadimitidina Sulfametopirazina Sulfasalazina Sulfametoxazol
  • 14.
    SÍNTESE OU AÇÃODO FOLATO Análogo ao Ác. P-aminobenzóico (PABA) Síntese do Ác. Fólico Competição com o PABA Inibição de síntese de DNA e RNA Bacteriostático Em pus não há atividade  timidina e purina usados como ác. fólico
  • 15.
    SÍNTESE OU AÇÃODO FOLATO PABA  diidroteroato sintetase  folato folato  diidrofosfato redutase  tetraidrofolato síntese timidilato, etc  DNA
  • 16.
    SÍNTESE OU AÇÃODO FOLATO FARMACOCINÉTICA Absorção rápida em TGI Concentração máxima em 4 – 6 horas Metabolismo hepático Excreção na urina Não usado topicamente por risco de reações
  • 17.
    SÍNTESE OU AÇÃODO FOLATO EFEITOS INDESEJÁVEIS Náuseas, vômitos e cefaléia Cianose devido a metemoglobinemia Efeitos graves como hepatite, hipersensibilidade, depressão da medula óssea e cristalúria
  • 18.
    SÍNTESE OU AÇÃODO FOLATO Cotrimoxazol (Sulfametoxazol + Trimetropin) (Bactrin): Pneumocistose (primeira escolha) Otite Média Crônica Pac Paracoccidiodomicose Itu Febre Tifóide Shiguelose Sulfadoxina Paracoccidiodomicose Malária (profilaxia) Pneumocistose (profilaxia) Sulfadiazina Toxoplasmose Nocardiose
  • 19.
    SÍNTESE OU AÇÃODO FOLATO ESPECIALIDADES Medicamentos Genéricos Trimetropina Cotrimoxazol  Trimetropina + Sulfametoxazol ( Bactrin, Espectrin, Infectrin, Septra) Sulfadozina: Fanasulf
  • 20.
    SÍNTESE OU AÇÃODO FOLATO USOS Contra certos tipos de malária e toxoplasmose Queimaduras infectadas Algumas DSTS
  • 21.
    BETA-LACTÂMICOS Descoberta acidentalem 1928 por Alexander Fleming Fungo do gênero Penicillium - PENICILINA Substância extraída e analisada em 1940 Efeitos demonstrados em 1941 em Oxford em um policial
  • 22.
    BETA-LACTÂMICOS Interfere nasíntese do peptideoglicano da parede celular bacteriana Ligam-se aos sítios receptores na bactéria Inibem enzimas de formação dos peptideoglicanos Inativa um inibidor de enzimas autolíticas nas bactérias, levando-as à lise  bactericida
  • 23.
  • 24.
    FARMACOCINÉTICA Administração oraltem diferentes graus de absorção no TGI  de muito boa À precária IM ou IV Ampla distribuição  articulação, pleura, pericárdio, bile, saliva, leite E placenta Insolúveis em lipídios  não passa barreira hematoencefálica
  • 25.
    FARMACOCINÉTICA Metabolismo hepáticoEliminação rápida por via renal Meia vida plasmática relativamente curta
  • 26.
    BETA-LACTÂMICOS PENICILINA GCRISTALINA Meningites bacterianas não adquiridas em ambiente hospitalar Endocardites (associar aminoglicosídeos) Abcessos pulmonares Leptospirose PENICILINA G PROCAÍNA PAC (Pneumonias adquiridas na comunidade) Infecções de pele (impetigo, erisipela, celulite) Gonorréia (primeira escolha) Profilaxia de endocardite infecciosa PENICILINA G BENZATINA Sífilis Profilaxia de febre reumática PENICILINA V Infecções leves de boca e pele
  • 27.
    BETA-LACTÂMICOS AMPICILINA Meningitesbacterianas não adquiridas em ambiente hospitalar Shigueloses PAC AMOXICILINA Sinusite bacteriana Otite média aguda PAC Salmonelose OXACILINA Endocardites (associar aminoglicosídeos) Abcessos de pele e pulmonar Pneumonia estafilocóccica CARBOXIPENICILINA E UREIDOPENICILINA Abcessos abdominais (associar ác. clavulânico)
  • 28.
    BETA-LACTÂMICOS QUASE INESISTÊNCIADE EFEITOS TÓXICOS DIRETOS Principal efeito é a hipersensibilidade às penicilinas Erupções cutânes e febre Choque anafilático agudo  pode ser fatal Vasculite, nefrite e distúrbios hematológicos
  • 29.
    BETA-LACTÂMICOS Trabalhos comum fungo Cephalosporium chegaram a 3 tipos de antibióticos. CEFALOSPORINA N, C, P, sendo relacionadas à penicilina As cefamicinas são produzidas por Streptomyces. Estão estreitamente relacionadas às cefalosporinas
  • 30.
    BETA-LACTÂMICOS Muitas cefalosporinae cefamicinas para uso clínico Cefalexina, Cefalotina, Cefazolina, Cefodoxima, Cefuroxima, Ceftriaxona, Cefotaxima, Ceftazidima entre muitas outras Classificação de acordo com ordem cronológica 1 ª - similares ou inferiores às Penicilinas G e V; 2ª - cocos gram-negativos e bacilos; 3ª - bacilos gram-negativos e Pseudomonas ; 4ª - mais efetivos que a 3ª .
  • 31.
    MECANISMO DE AÇÃOIdêntico ao das penicilinas Interferência na síntese de peptideoglicanos das paredes externas das bactérias
  • 32.
    FARMACOCINÉTICA Algumas podemser administradas por via oral Maioria por via parenteral (IM/IV) Ampla distribuição pelo corpo Metabolismo hepático Excreção pelos rins principalmente ou pela bile em certas drogas
  • 33.
    USOS CLÍNICOS Septicemia,algumas pneumonias, algumas meningites, infecção do trato biliar, infecções urinárias (principalmente durante a gravidez) e sinusites
  • 34.
    EFEITOS INDESEJÁVEIS Hipersensibilidadesemelhante às penicilinas Nefrotoxicidade já foi relatada e intolerância ao álcool Diarréia em cefalosporinas orais
  • 35.
  • 36.
    TETRACICLINAS São antibióticosde espectro muito amplo e bacteriostáticos Tetraciclina, Oxitetraciclina, Doxiciclina e Minociclina
  • 37.
    TETRACICLINAS Maioria dasvezes administração oral – cada 6h; IV/IM; Absorção intestinal irregular – melhor quando em jejum; Leite, alimentos com ferro e antiácidos – pior absorção; Infecções oportunistas.
  • 38.
    TETRACICLINAS Brucelose, Cólera,Peste e Doença de Lyme; Úteis em infecções mistas de vias respiratórias, infecções do trato urinario e na acne; Drogas de 2ª escolha contra muitas infecções.
  • 39.
    TETRACICLINAS Distúrbios gastrintestinaisdiretos ou por modificação da flora Depositam-se nos dentes, causando manchas, hipoplasia Deformidades ósseas Hepatotoxicidade em grávidas Altas doses prolongadas podem causar redução de síntese prot ê ica do hospedeiro e distúrbios de medula óssea
  • 40.
    AMINOGLICOSÍDIOS Estrutura químicamuito complexa; Têm semelhanças muito grandes de atividade, farmacocinética e toxicidade; Gentamicina, Estreptomicina, Amicacina, Neomicina e outros.
  • 41.
    AMINOGLICOSÍDIOS Inibem síntesede proteína bacteriana; Penetração depende de transporte através de oxigênio – baixa efetividade em anaeróbios; São bactericidas;
  • 42.
    AMINOGLICOSÍDIOS Staphylococcus StreptococcusInfecções generalizadas em bebês Algumas infecções urinárias e por queimaduras
  • 43.
    AMINOGLICOSÍDIOS GRAVES efeitostóxicos relacionados às doses OTOTOXICIDADE – Lesão progressiva e destrutiva das células na cóclea e órgão vestibular. Resultado irreversível. Vertigens, ataxia e distúrbios auditivos NEFROTOXICIDADE – Lesão no túbulos renais. Reversível. Maior risco em pacientes com doenças renais Menor toxicidade em tratamentos inferiores a 10 dias;
  • 44.
    MACROLÍDIOS Durante maisde 40 anos somente eritromicina foi usada. Hoje há vários macrolídios; Eritromicina, Claritromicina e Azitromicina.
  • 45.
    MACROLÍDIOS BACTERICIDAS ouBACTERIOSTÁTICOS. Inibem síntese de proteína por atuar sobre a translocação.
  • 46.
    MACROLÍDIOS Espectro muitosemelhante ao da penicilina; Alternativa eficaz ao paciente sensível à penicilina. Pouco eficaz contra gram-positivos; Pode haver resistência por plasmídios.
  • 47.
    MACROLÍDIOS Distúrbios doTGI são comuns, não graves e mais com eritromicina; Hipersensibilidade; Infecções oportunistas TGI e vaginais.
  • 48.
    MACROLÍDIOS ERITROMICINA 250mga cada 6 horas em adultos Pode ser aumentada até 4g Administração por 10 – 14 dias CLARITROMICINA 500mg a 1g dia doses a cada 12 horas Pode chegar a 4g dependendo da gravidade da infecção AZITROMICINA 1 hora antes ou 3 horas depois das refeições 1,5g divididos entre 2 a 5 dias
  • 49.
    LINCOSAMIDAS CLINDAMICINA LINCOMICINASemelhante aos macrolídios
  • 50.
    LINCOSAMIDAS Infecções deossos e articulações Topicamente em conjuntivites TGI, geniturinárias e pneumonias
  • 51.
    LINCOSAMIDAS Clindamicina –osteomielite e microorganismos anaer óbios – ótima difusão óssea; 600 – 900mg 6 – 8 horas Tempo depende da infecção, entre 7 – 10 dias
  • 52.
    AGENTES QUE AFETAM TOPOISOMERASE – II/IV
  • 53.
    FLUOROQUINOLONAS PRIMEIRA GERAÇÃO ÁC. NALIDÍXICO, CINOXACINA, ÁC. OXOLÍNICO 1970-80 SEGUNDA GERA ÇÃO NORFLOXACINA, CIPROFLOXACINA,OFLOXACINA 1986-92 TERCEIRA GERA ÇÃO LEVOFLOXACINA, GATIFLOXACINA 1997 QUARTA GERA ÇÃO TROVAFLOXACINA, MOXIFLOXACINA
  • 54.
    FLUOROQUINOLONAS Atua sobrea DNA-girase (TOPOISOMERASE-II/IV) Inibe ação da ensima sobre o DNA; Não permite espiralamento para transcrição e duplicação; Superespiralamento negativo.
  • 55.
    FLUOROQUINOLONAS Infecção urináriacomplicada; Infecções respiratórias graves (inferior); Otite externa; Prostatite; Infecções ósseas e articulares no adulto; Gonorréia. Devem ser evitados em infecções estreptocócicas.
  • 56.
    FLUOROQUINOLONAS Antiácidos comalumínio e magnésio, antagonistas h 2 e inibidores da bomba de pr ótons interferem na absorção
  • 57.
    FLUOROQUINOLONAS Efeitos indesejáveisraros; Leves e desaparecem com interrupção do fármaco; Distúrbios TGI; Erupções cutâneas. Uso concomitante teofilina e AINES e patologias SNC  pode causar cefaléia e tontura e raramente convulsão.
  • 58.
    FLUOROQUINOLONAS Ofloxacino –causa insônia; Ciprofloxacino – fotossensibilidade. Não devem ser usados em crianças, adolescentes, gestantes e lactantes pois alteram o crescimento das cartilagens e dos ossos.
  • 59.
  • 60.
  • 61.
    FUNGOS Terapia antifúngicadirigida para destruir parede celular fúngica. Célula humana não possui parede celular parasitotropia favorável Apesar dessa seletividade, a maior parte dos antifúgicos é muito tóxica para as células humanas
  • 62.
    CLASSIFICAÇÃO SISTÊMICOS ANFOTERICINAFLUCITOCINA IMIDAZÓLICOS TRIAZÓLICOS CLOTRIMAZOL, MICONAZOL, CETOCONAZOL, OXICONAZOL, ETC IMIDAZÓLICOS DIAZÓLICOS TERCONAZOL, ITRACONAZOL, FLUCONAZOL TÓPICOS IMIDAZÓLICOS TRIAZÓLICOS CLOTRIMAZOL, MICONAZOL, CETOCONAZOL, OXICONAZOL, ETC IMIDAZÓLICOS DIAZÓLICOS TERCONAZOL, ITRACONAZOL, FLUCONAZOL POLIÊNICOS ALILAMINAS
  • 63.
    ANTIBIÓTICOS ANTIFÚNGICOS Sãoantibióticos que têm efeitos contra os fungos Anfotericina Nistatina Griseofulvina
  • 64.
    ANFOTERICINA Antibiótico macrolídiode estrutura complexa Não tem nenhuma ação contra bactérias Liga-se ao ergosterol  principal esterol da membrana dos fungos
  • 65.
    ANFOTERICINA Liga-se àmembrana celular Causa interferência na permeabilidade das células Células perdem k+ e morrem
  • 66.
    ANFOTERICINA Via intravenosalenta para uso sistêmico Pouco absorvida por via oral Essa via só é usada se a infecção for no tgi Liga-se às proteínas plasmáticas e é encontrada em grande concentração nos exudatos inflamatórios
  • 67.
    ANFOTERICINA Excretada lentamentena urina  pode demorar até 02 meses A toxicidade renal é comum  mais de 80% dos pacientes Hipocalemia, anemia, problema hepático, trombocitopenia e anafilaxia
  • 68.
    ANFOTERICINA Início dotratamento causa calfrios, febre, dores de cabeça e vômitos Pode causar tromboflebite, neurotoxicidade nas injeções e erupções cutâneas no uso tópico
  • 69.
    NISTATINA Antibiótico macrolídiosemelhante à anfotericina Não é absorvido pelas mucosas e deve ter seu uso apenas em pele e no TGI
  • 70.
    GRISEOFULVINA Fungistático Dermatomicosese onicomicoses Precisa de tratamento muito prolongado
  • 71.
    GRISEOFULVINA Via oralInduz P450  interações medicamentosas Poucos efeitos colaterais  dispepsia e cefaléia principalmente
  • 72.
    ANTIFÚNGICOS SINTÉTICOS ImidazólicosCetoconazol - Nizoral Fluconazol Itraconazol - Itranax Clotrimazol - Canesten Miconazol - Daktarin
  • 73.
    CETOCONAZOL Compromete síntesede ergosterol Candidíases e blastomicose Via oral Deve estar em meio acido para dissolução Não usar com alimentos e antiácidos Pode causar tonturas, cefaléia, necrose hepática, ginecomastia e arritmias
  • 74.
    FLUCONAZOL Inibe P450do fungo. Lesa membrana por inibição da síntese do ergosterol Histoplasmose, blastomicose, candidíases e criptococose VO / IV Meia vida longa Pode causar tonturas, cefaléia e diarréias
  • 75.
    ITRACONAZOL Farmacodinâmica igualao fluconazol Usado para as mesmas infecções que o fluconazol, mas também infecções cutâneas VO Deve estar em meio acido para absorção Pode causar tonturas, cefaléia, necrose hepática, ginecomastia e arritmias, como o cetoconazol
  • 76.
    CLOTRIMAZOL E MICONAZOLFarmacodinâmica desconhecida Candidíases, infecções cutâneas e o miconazol para infecções severas Clotrimazol - VO Miconazol - tópico, vaginal e IV Miconazol pode causar cefaléias, prurido febre e náuseas