SlideShare uma empresa Scribd logo
CLASSE DE MEDICAMENTOS




Atendente de Farmácia, Drogarias e Consultório Médico
Prof. Cláudio Luís Venturini| Centrus Cursos
Fármacos/Principio Ativo
• Substância de estrutura química definida dotada de
  propriedade farmacológica.
• É uma substância química ativa, droga ou matéria-
  prima que tenha propriedades farmacológicas com
  finalidade     medicamentosa      utilizada   para
  diagnóstico, alívio ou tratamento, empregada para
  modificar ou explorar sistemas fisiológicos ou
  estados patológicos em benefício da pessoa na qual
  se administra.
• Classificação
  –   Quanto a origem
  –   Quanto ao modo de ação
  –   Quanto a enfermidade
  –   Quanto a estrutura química
1    Quanto a Origem

    • Natural:
      – São obtidos da natureza, a partir de sustâncias
        minerais, vegetais ou animais
      – Minerais
         • Enxofre, Iodo, Fosfatos, Cálcio, Sódio, Magnésio, Ferro,
           Selênio, sais de bismuto
      – Animais
         • Insulina, Gelatina, Heparina, óleos de fígado de
           peixe(Vitaminas A e E)
      – Vegetais
         • Constituem a maioria dos fármacos de origem natural
         • Alcaloides, Metilxantinas, Flavonóides, Óleos essenciais
1 Quanto a Origem
• Semi-sintético:
  – São resultantes de reações químicas realizadas em
    laboratório nos fármacos naturais, ou seja,
    sintetizados a partir de produtos naturais




           Papoula  Morfina (natural)  Heroína
1 Quanto a Origem
 • Sintético:
     – São produzidas, unicamente, por manipulações
       químicas em laboratórios e não dependem, para
       sua confecção, de substâncias vegetais ou animais
       como matéria-prima. São Fármacos desenvolvidos
       em laboratório
Aspirina - Primeiro fármaco sintético (Bayer) Analgésico- Inibidor da enzima COX
                                             hidrólise oxidativa




                                        salicilina             AAS
1 Quanto a Origem
• Intermediário (Biotecnológico):
  – Medicamentos biotecnológicos
     • São definidos como produtos farmacêuticos fabricados
       por métodos de biotecnologia, com produtos de
       origem biológica, geralmente envolvendo organismos
       vivos ou seus componentes ativos.
  – Produtos     de   fermentação(ex.,      vitaminas,
    antibióticos, aminoácidos) e resultantes de
    engenharia genética (ex., insulina recombinante).
2 Quanto ao modo de Ação
• Etiológicos
  – Fármacos que tratam a causa de uma doença
     • Fármacos etiológicos são medicamentos ‘verdadeiros’
  – Pertencem quase todos à classe dos agentes
    quimioterapêuticos, usados para tratar doenças
    infecciosas (agentes antibacterianos, antifúngicos e
    antivirais) e doenças provocadas por parasitas.
  – Toxicidade selectiva
     • destruição do invasor sem destruição do hospedeiro.
2 Quanto ao modo de Ação

• Substituição
  – Fármacos que compensam a deficiência de uma
    substância.
  – A deficiência pode dever-se a dietas pobres (ex.,
    deficiências vitamínicas) ou a uma disfunção
    fisiológica (ex., insulina na diabetes, estrogênios
    na menopausa)
2 Quanto ao modo de Ação

• Sintomático
  – Fármacos que aliviam os sintomas da doença.
  – São utilizados para atenuar ou neutralizar
    perturbações resultantes de um estado
    patológico.
  – Eliminam sintomas como Febre, Dor, Edema,
    insônia, etc.
  – Em regra, o tratamento sintomático não cura o
    doente – apenas torna a vida mais confortável e
    prolonga a vida.
Quanto a Natureza da
3
  Enfermidade

• A classificação fisiológica foi adoptada pela
  Organização Mundial de Saúde em 1968.
  Classifica os fármacos pelo sistema do
  organismo sobre o qual actuam (ex., drogas
  que afectam o sistema nervoso central, o
  tracto genitourinário, etc.).
Quanto a Natureza da
3
  Enfermidade
4 Quanto a estrutura Química

   • De interesse para os profissionais envolvidos
     em investigação farmacêutica.


                                   Dipirona ou metamizol




di[(2,3-diidro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil- 1H-pirazol-4-il)metilamino] metanosulfonato sódico
Classificação dos Fármacos na Prática
• O Padrão ATC (Anatomical Therapeutic Chemical
  Code) é uma das classificações mais utilizadas
  internacionalmente para classificar moléculas
  com ação terapêutica. Esta padronização é
  adotada pela OMS (Organização Mundial de
  Saúde).
• O Código ATC ​ ou Sistema de Classificação
  Anatômico Terapêutico Químico é um índice de
  fármacos e medicamentos, organizado de acordo
  com grupos terapêuticos.
• O código inclui o sistema do órgão em que atua,
  os efeitos farmacológicos, indicações terapêuticas
  e da estrutura química da droga
Classificação dos Fármacos na Prática
        Estrutura da ATC
Classificação dos Fármacos na Prática
           Estrutura da ATC
A         Trato Alimentar e Metabolismo
          1º nível: anatômico
A10       Medicamentos utilizados no Diabetes
          2º nível: subgrupo terapêutico
A10B      Redutores da glicose sangüínea
          3º nível: subgrupo farmacológico
A10BA     Biguanidinas
          4º nível: subgrupo químico
A10BA02   Metformina
          5º nível: substância química
RDC 138/03                   M.I.P.



• Art. 1º
  – Todos os medicamentos cujos grupos terapêuticos
    e indicações terapêuticas estão descritos no
    Anexo: Lista de Grupos e Indicações Terapêuticas
    Especificadas (GITE), respeitadas as restrições
    textuais e de outras normas legais e
    regulamentares pertinentes, são de venda sem
    prescrição médica (MIP), a exceção daqueles
    administrados por via parenteral que são de
    venda sob prescrição médica.
Analgésicos
• São medicamentos empregados para aliviar a dor,
  sem causar a perda da consciência.
    – Os analgésicos são divididos em 2 grupos:
         • Analgésicos narcóticos(Forte):
            – Também conhecidos como Opióides, agem a nível central. O uso
              excessivo de narcóticos pode causar dependência.
            – Utilizados para o tratamento de dores intensas
                » Sulfato de Morfina (Dimorf, Dolo Moff)
                » Cloridrato de Metadona ( Metadon)
                » Cloridrato de Tramadol (Timasen, Tramal, Tramadon, Dorless)
M.I.P.   • Analgésicos não narcóticos(Fraco):
            – São substâncias utilizadas para diminuir a dor, que agem a nível
              periférico.
            – Utilizados para o tratamento de dores suaves e moderadas
                » Dipirona (Novalgina, Magnopyrol, Anador, Maxiliv)
                » Paracetamol (Tylenol, Dôrico, Saridon, Sedilax)
                » Ácido Acetilsalicílico (AAS, Aspirina)
            – Possuem também atividade antitérmica e anti-inflamatória
Analgésicos
• Comentários:
  – Ácido acetilsalicílico acima de 1g, possui efeito
    anti-inflamatório;
  – Dipirona possui efeito antiespasmódico,
  – Cafeína potencializa o efeito analgésico e diminui a
    sonolência.
• Indicações Terapêuticas:
  – Os medicamentos com propriedades analgésicas
    são bastante eficazes no alívio da dor e do
    desconforto de diversas causas, como a
    enxaqueca, resfriados e gripe, outras dores de
    cabeça, dores nas costas, cólicas menstruais, dores
    musculares e dores associadas ao câncer.
Antitérmicos
• São medicamentos utilizados para diminuir a
  temperatura corporal, aliviando os estados
  febris, que podem ser causados por
  inflamações, desidratações e moléstias
  infecciosas.
  – Também chamado de: Antipirético, Antifebril ou
    Febrífugo
  – Entretanto, eles não vão afetar a temperatura
    normal do corpo se um pessoa que não tiver
    febre o ingerir.
  – Os medicamentos antitérmicos agem através da
    inibição da Enzima Ciclooxigenase (COX).
  – É importante lembrar que esses remédios só
    impedem que a temperatura corporal suba, mas
    não curam o distúrbio que estaria provocando
    essa elevação.
Antitérmicos
     • Permitidos:
M.I.P.   • Paracetamol, Dipirona, AAS, Ibuprofeno.
     • Indicações Terapêuticas:
     – Febre, Sintomas da gripe, Sintomas do resfriados.
     • Medidas não Medicamentosas
     – Hidratação oral
     – Roupas leves e ambientes                com   temperatura
       moderada e boa aeração.
Anti-inflamatórios
• São medicamentos utilizados para amenizar
  sintomas como febre, dores e edemas
  decorrentes de uma agressão ao organismo.
  – A inflamação é uma resposta do nosso corpo a
    uma agressão sofrida.
     • Ela faz parte do nosso sistema imune.
     • Toda vez que alguma área do nosso organismo sofre
       uma agressão, existe um recrutamento das células de
       defesa para o local.
     • São as reações químicas deste processo que levam a
       inflamação, caracterizada na clínica pelos seguintes
       sinais e sintomas: calor, rubor, dor e
       inchaço(edema).
  – Apresentam 3 efeitos básicos: Antipirético
    (abaixa a febre), Analgésico (reduz a dor) e Anti-
    inflamatório.
Anti-inflamatórios
– Existem, basicamente, duas classes de anti-
  inflamatórios:
   • ESTEROIDAIS
      – Cortisonas
          » Dexametasona, Hidrocortisona
   • NÃO-ESTEROIDAIS(AINES)
      – Cataflan, Piroxican
– Os anti-inflamatórios não esteroides (AINES) são
  uma das classes de medicamentos mais usadas no
  mundo. Existem mais de 20 farmacos diferentes,
  sendo as mais utilizadas:
   • AAS (ácido acetilsalicílico), Diclofenaco, Ibuprofeno,
     Naproxeno,    Indometacina,      Cetoprofeno,    Acido
     mefenâmico, Piroxican, Colecoxib
Anti-inflamatórios
• Os AINES agem inibindo uma enzima chamada
  ciclooxigenase (COX) que produz outra chamada
  prostaglandina. São essas as substâncias
  responsáveis pela inflamação e dor.
• Porém, existem mais de um tipo de
  prostaglandina e ciclooxigenase, apresentando
  outras funções além de mediar processo
  inflamatórios.
• Como a inibição realizada pelos anti-inflamatórios
  é não seletiva, além de abortar a inflamação,
  ocorre também uma alteração nos efeitos
  benéficos dessas substâncias.
Anti-inflamatórios
• Riscos do Uso de AINES
  – Amenta o risco de formação de gastrite e
    úlceras
  – É uma das principais causas de hemorragia
    digestiva
  – São contraindicados em pacientes com
    insuficiência renal
  – Hepatite medicamentosa
• Indicações Terapêuticas:
  – Lombalgia, Mialgia, Torcicolo, Dor articular
    (artralgia), Inflamação da garganta, Dor
    muscular, Dor na perna, Dor varicosa,
    Contusão
• Permitidos:      M.I.P.

  – Naproxeno, Ibuprofeno, Cetoprofeno
M.I.P
Antigripais – Tratamento Sintomático da Gripe               .


 • São combinações de vários medicamentos
   com      ação     analgésica,   antipirética,
   descongestionante nasal, anti-histamínica
   e       antitussígena,      que      aliviam
   temporariamente        os sintomas dos
   resfriados e gripes, enquanto o organismo
   combate a infecção.
    – Geralmente associados
       • Analgésicos,      antitérmicos,   anti-histamínicos,
         vitamina C e descongestionantes nasais.
       • EX. Coristina D, Apracur e Cheracap.
Antigripais
• Cuidado com associações que contenham
  paracetamol.
  – A dose máxima que pode ser ingerida por um
    adulto saudável é de 4g. Doses superiores à essa
    podem      causar      problemas      hepáticos
    graves(hepatite medicamentosa).
• Evite utilizar ácido acetilsalicílico ou
  associações caso exista a possibilidade de se
  estar com dengue.
  – Nesses casos, prefira medicamentos à base de
    dipirona ou paracetamol e procure atendimento
    médico;
• Nunca tome antigripais de forma preventiva;
• Descongestionantes nasais podem causar
  taquicardia e hipertensão arterial
Antigripais
• Só tratam os sintomas
  – A gripe é uma doença provocada por vírus, que causa
    uma infecção aguda do aparelho respiratório e
    caracteriza-se por congestão nasal, tosse seca,
    inflamação na garganta, dores musculares, cansaço,
    fraqueza, dor de cabeça e febre. O tratamento é
    sintomático, ou seja, se restringe a reduzir os
    sintomas.
  – Gripe e resfriado são doenças diferentes pois são
    causadas por vírus diferentes. O resfriado pode ser
    causado por uma variedade de mais de 200 tipos de
    vírus, sendo o mais comum o rinovírus. Já a gripe é
    causada pelos vírus influenza.
Antigripais
• Antigripais não são indicados para crianças,
  nem para gestantes;
• Medidas não medicamentosas
  – Ingerir muito líquido;
  – Repouso;
  – Boa alimentação
  – Evitar mudanças bruscas de temperatura;
  – Evitar multidões em ambientes fechados;
  – Procurar atendimento médico na persistência dos
    sintomas.
Antiácidos                           M.I.P
                                                  .

• São medicamentos que aumentam o pH gástrico,
  neutralizando o ácido clorídrico (HCl) liberado
  pelas células gástricas (células parietais).

     – Todos os antiácidos têm propriedades alcalinas
       e aliviam a dispepsia(Azia) através da
       neutralização química do ácido do estômago.
        • No processo digestivo, o estômago produz o ácido
          clorídrico, além de outras substâncias.
        • Devido a alguns distúrbios, há indivíduos que
          passam a produzir esse ácido em excesso,
          provocando dor e queimação (Azia).
        • No Brasil, uma pesquisa mostrou que 12% da
          população sente azia uma ou duas vezes por
          semana e 7% mais de duas ou três vezes no mesmo
          período.
Antiácidos
– Tipos de Antiácidos
   • Sistêmico
       – Bicarbonato de Sódio
   • De ação local (Não Sistêmico)
       – Praticamente não são absorvidos no intestino, sendo
         eliminados nas fezes.
            » Hidróxido de Magnésio
            » Hidróxido de Alumínio
            » Carbonato de Cálcio
            » Trissilicato de Magnésio
– Algumas preparações de antiácidos contêm uma
  associação de compostos com o objetivo de reduzir
  os efeitos adversos dos componentes individuais,
  por exemplo, magnésio e compostos de alumínio,
  de forma a reduzir o risco de diarreia e
  constipação, respectivamente.
Antiácidos             Grande poder antiácido e de paladar
                       agradável. Produz CO2 no estômago.
                       Atuação rápida, mas muitas vezes
                       associado à secreção rebote de ácido
                       gástrico que anula o seu efeito.
Bicarbonato de sódio
                       É necessária a administração regular
                       (até uma vez por hora) para manter o
                       aumento do pH do estômago.
                       O excesso de sódio pode resultar em
                       urina alcalina e alcalose sistémica

                       Bom poder antiácido. Produz CO2 no
                       estômago. Atuação rápida, mas
                       associado a um efeito rebote do ácido
Carbonato de cálcio    ainda maior do que o bicarbonato de
Carbonato de sódio     sódio. Formam-se sais insolúveis de
                       carbonato de cálcio e de estearato que
                       podem causar constipação. Pode
                       produzir cálculos renais.
Antiácidos
                        Antiácido potente. Não forma CO2 no
                        estomago e é insolúvel. Sabor
                        desagradável    e     possibilidade    de
Hidróxido de magnésio
                        absorção do íon magnésio.
                        O magnésio presente nesta preparação
                        pode causar diarreia (efeito laxante).


                        Não altera o equilíbrio ácido-básico.
                        Pode formar uma camada protetora no
                        estômago, e é particularmente útil para
                        o tratamento de úlceras.
                        Tem uma ação adstringente, mas
                        também pode ter um efeito constipante
Hidróxido de alumínio
                        quando atinge o cólon.
                        Os íons de alumínio inibem a atividade
                        de pepsina diretamente ou através do
                        aumento do pH, impedindo a sua
                        ativação.    Impede a absorção de
                        fosfatos.
Antiácidos
                           Atua mais lentamente que outros
                           antiácidos, mas com um efeito mais
                           prolongado.
                           Este composto leva à produção de uma
Trissilicato de magnésio   massa adsorvente gelatinosa de dióxido
                           de silício que prolonga o efeito do
                           antiácido.
                           O magnésio presente nesta preparação
                           pode causar diarreia (efeito laxante).
Antiácidos
• Alginatos
  – Funcionam de forma diferente do que os
    antiácidos, formando uma barreira protetora no
    estômago que impede o refluxo do ácido do
    estômago de volta o esôfago.
     • Derivado as algas marrons e é não-sistêmico.
     • Fornecem alívio mais rápido e longo que antiácidos.
• Dimeticone (antiflatulento)
  – É muitas vezes associado aos anti-ácidos para
    diminuir a sensação de enfartamento devido ao
    acumulo de gases no tubo digestivo.
  – Ele absorve os gases formados, que provocam
    dilatação e compressão gástrica.
Antiácidos
• Indicações Terapêuticas:
   – Acidez estomacal.
       • Azia, Desconforto estomacal, Dor de estômago, Dispepsia
• Como tomar
   – Tomar uma hora depois das refeições e ao deitar ou conforme a
     necessidade.
   – Normalmente apresentam-se sobe a forma de geles(Suspensão), pós ou
     comprimidos mastigáveis, pois, são mais eficazes por se dispersarem mais
     rapidamente no estômago.
• Contra-indicações
   – São contraindicados em doentes com insuficiência renal grave,
     hipercalcemia e pessoas que fazem dialise.
• Interações
   – Reduzem a absorção de tetraciclinas (antibiótico) e fosfatos.
   – A sua administração deverá ser espaçada destes medicamentos.
• Sobre dosagem
   – O abuso destes medicamentos poderá levar a hipercalcemia (excesso de
     cálcio no sangue), hipercalciúria (cálcio na urina), alcalose metabólica e
     insuficiência renal.
Antiespasmódicos                         M.I.P
                                                .


• São medicamentos utilizados para diminuir a
  frequência e a força de contração da
  musculatura lisa (movimentos involuntários),
  aliviando assim a dor.
  – Espasmos são contrações involuntárias da
    musculatura lisa (estômago, intestino, útero e
    bexiga)
• Indicações Terapêuticas:
  – Cólica, Cólica menstrual, Dismenorreias,
    Desconforto pré-menstrual, Cólica biliar, Cólica
    renal e Cólica intestinal
• Restrições:
  – Mebeverina
Antiflatulentos/Antifiséticos                      M.I.P
                                                    .


 • São medicamentos utilizados para a
   diminuição de gases formados pelo trato
   gastrointestinal.
   – Tornam os líquidos digestivos menos viscosos e
     menos propensos a formarem bolhas.
      • Ao evitar a formação de bolhas, faz com que os gases
        ocupem menos volume,         aliviando a distensão
        abdominal.
   – Os gases são formados normalmente no processo
     de digestão dos alimentos.
   – Em alguns casos, há formação exagerada de gases
     devido a problemas associados à alimentação
     errada, mal funcionamento do estômago e
     intestinos e, ainda, mastigação incorreta dos
     alimentos.
Antiflatulentos/Antifiséticos               M.I.P
                                                .


• Indicações Terapêuticas:
  – Eructação, Flatulência, Empachamento, Estufamento
Antidiarreicos                        M.I.P
                                                    .


• São medicamentos usados no tratamento da
  diarreia resultante de infecções, ingestão de
  alimentos estragados, alergias.
  – Diarreia é a eliminação das fezes numa consistência
    mais líquida.
  – A grande maioria das diarreias é auto limitante,
    não necessitando de nenhum medicamento para
    controle, ainda mais que, a maioria é de origem
    viral.
     • Não existem tratamentos curativos para a grande
       maioria das doenças de origem viral, sendo a
       maioria dos tratamentos apenas de suporte.
     • Daí, conclui-se que o mais importante, na verdade, é
       a hidratação.
Antidiarreicos                                        M.I.P
                                                                                    .

• Indicações Terapêuticas:
        • Diarréia, Desinteria
•   Tipos:
    – Antibióticos
        • eliminam microorganismos causadores das infecções do trato gastrointestinal
    – Modificadores da mobilidade intestinal
        • diminuem a mobilidade intestinal
        • Opiáceos - Codeína, elixir paregórico (tintura de ópio), difenoxilato, loperamida
    – Adsorventes
        • se ligam a outras substâncias, inativando-as (carvão ativado)
        • Caulin+pectina , Carvão ativado , Subsalicilato de bismuto (diarreia do viajante)
    – Substitutos da flora intestinal
        • Lactobacillus casei, Lactobacillus acidophilus
        • Saccharomyces boulardii, Saccharomyces cerevisiae
    – Fluídos re-hidratantes
• Restrições:
        • Loperamida infantil, Opiáceos
Recupera a     Recupera a    Diminui a motilidade intestinal
 consistência      Flora      (Diarreias de origem emocional
do Bolo Fecal    Intestinal          ou não-infecciosa)
Antieméticos                    M.I.P
                                              .


• São medicamentos que possuem como
  principal característica o alívio dos sintomas
  relacionados com o enjoo, as náuseas e os
  vômitos(Emeses).
  – Em geral, são prescritos para o tratamento dos
    efeitos colaterais de outras drogas
  – O vômito é um mecanismo normal de defesa do
    organismo.
     •   Substâncias tóxicas exógenas ingeridas
     •   Conteúdo gástrico refluido do intestino
     •   Redíduos metabólicos tóxicos endógenos
     •   EM GERAL O VÔMITO É PRECEDIDO DE NÁUSEAS
Antieméticos                              M.I.P
                                                             .

– NÁUSEAS
   • Sensação altamente subjetiva e particularmente desagradável
   • Normalmente é sentida na garganta e estômago e referida
     como enjoo que em geral é aliviada com o vômito
   • A náuseas normalmente é acompanhada de…
      –   1. Distúrbios vasomotores causando palidez
      –   2. Sudorese
      –   3. Relaxamento do esôfago e músculos abdominais
      –   4. Salivação
– Principais causas de Náuseas, enjoo e Vômitos
   • Odores desagradáveis, Distúrbios emocionais
   • Quimioterapia do câncer, Radioterapia, Analgésico opiódes,
     Nicotina, Antibióticos
   • Gravidez,     Labirintites,  Meningites,    Gastroenterites,
     Enxaquecas, Bulimia nervosa
   • Pós-operatórios – Pelo uso de anestésicos, analgésicos, pelo
     procedimento em si.
Os antieméticos agem através de uma ampla gama de mecanismos. Algumas agem nos
centros de controle medular (centro do vômito e zona de disparo quimioreceptora) enquanto
outras afetam os receptores periféricos.
Anti-eméticos                   M.I.P
                                                 .


• Indicações Terapêuticas:
  – Enjoo, Náusea, Vômito.
• Restrições:
  – Metoclopramida, Bromoprida, Mebeverina, Inibidor
    da Bomba de Proton
  – Em caso de vômito e diarreia concomitantemente
    dá-se preferência à metoclopramida, por ter efeito
    estimulante sobre o trato gastrointestinal, isto é,
    dificulta o vômito mas facilita o funcionamento
    intestinal, não prejudicando assim o esvaziamento
    gástrico.
Catárticos (Laxantes e Purgativos)                      M.I.P.


 • São medicamentos que facilitam a
   eliminação  das     fezes através de
   mecanismos variados.
      • Do grego kathartikós, «próprio para purificar», latim
        cathartĭcu-, «purgante»
    – Laxantes
      • quando causam a         eliminação de     fezes de
        consistência normal
    – Purgantes
      • quando causam a eliminação de             fezes de
        consistência diarreica,
    – Alguns dependendo da dosagem podem ser
      Laxativo ou Purgativo
Catárticos (Laxantes e Purgativos)   M.I.P.
Catárticos (Laxantes e Purgativos)                                M.I.P.


• Classificação
  – Formadores de massa e/ou coloides hidrófilos,
     • São polissacarídeos naturais, semi-sintéticos e celulose
       obtida a partir de sementes, casca de sementes (farelos),
       algas (Fibras) e também resina sintética. São indigeríveis,
       apresentando propriedades hidrófilas, promovendo
       amolecimento das fezes e aumentando seu volume.
        – com a distensão dos músculos intestinais, induzem o
          relaxamento e aumenta a motilidade intestinal, o que resulta em
          efeito laxativo.
Catárticos (Laxantes e Purgativos)                                  M.I.P.


• Classificação
  – Osmóticos ou salinos
     • São absorvidos aos poucos e de modo vagaroso,
       desempenhando atividade osmótica no lúmen intestinal,
       atraindo, assim, água para esta região.
        – Produz distensão da musculares lisas intestinais e, reflexamente,
          exacerbação do peristaltismo, gerando efeito laxante ou
          purgante dependendo da dose fornecida.
     • Glicerina, Sorbitol, Lactulose, Sais de magnésio, Sais de
       sódio
Catárticos (Laxantes e Purgativos)                       M.I.P.


• Classificação
  – Estimulantes ou irritantes.
     • Promovem a irritação da mucosa intestinal ou inibem a
       absorção de água, eletrólitos e nutrientes, ou ainda,
       estimulam os plexos nervosos intramurais, aumentando a
       motilidade intestinal
     • Acredita-se também que alguns deles são capazes de
       inibir a Na+-K+-ATPase (responsável pela absorção de
       sódio no cólon) ou aumentar a síntese de prostaglandinas
       e AMPc (contribuindo, em parte, para o aumento da
       secreção de água e eletrólitos)
     • Óleo de rícino, derivados do difenilmetano e derivados
       antraquinônicos
Catárticos (Laxantes e Purgativos)                       M.I.P.


• Classificação segundo a velocidade de ação e o
  resultado
  – Fezes Macias
     • Farelo, Psilium, Plantago, Goma Guar , Surfactantes,
       Lactulose
  – Fezes semilíquidas
     • Derivados do difenilmetano (fenolftaleina, bisacodil),
       Derivados antraquinonicos (sene, cascara sagrada, aloe,
       ruibarbo)
  – Fezes líquidas
     • Fostato de sódio, Sulfato de magnésio, Citrato de
       magnésio, Sorbitol, Manitol, Óleos surfactantes, Óleo de
       rícino
Catárticos (Laxantes e Purgativos)                                   M.I.P.


• Indicações Terapêuticas:
  – Prisão de ventre, obstipação/constipação intestinal,
    intestino preso
• Observações
  – Constipação
     • Evacuação incompleta e difícil de fezes sistematicamente
       ressecadas, qualquer que seja a frequência em um
       determinado período de tempo.
     • Medicamentos que causam constipações
        – Laxativos usados de maneira sistemática;
        – Anticolinérgicos, antiácidos, antidepressivos, os antiinflamatórios
          não esteroidais,
     • Estados psicológicos de ansiedade e depressão bem como as
       situações que se caracterizam por perturbações das funções
       cognitivas
Catárticos (Laxantes e Purgantes)              M.I.P.


    – A causa mais comum de constipação é,
      sem dúvida, o desaparecimento do reflexo
      da    evacuação.    Esse     reflexo   é
      normalmente pouco intenso e acontece
      quando as fezes, em volume de 100 gramas
      ou mais, enchem a ampola retal. Caso a
      pessoa não atenda ao estimulo, depois de
      algum tempo ele deixa de existir.
 • A mudança no estilo de vida, modificações na
   dieta, maior atividade física, ingestão de maior
   quantidade de líquidos, reeducação intestinal
   e o auxilio de preparados de "fibras" podem
   ser os componentes de terapêutica de sucesso
   para a maioria dos casos de constipação
   intestinal.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Atendente de Farmácia - Classificação dos Fármacos
Atendente de Farmácia - Classificação dos FármacosAtendente de Farmácia - Classificação dos Fármacos
Atendente de Farmácia - Classificação dos Fármacos
Luis Antonio Cezar Junior
 
Medicamentos Utilizados em Urgências e Emergências
 Medicamentos Utilizados em Urgências e Emergências Medicamentos Utilizados em Urgências e Emergências
Medicamentos Utilizados em Urgências e Emergências
jaddy xavier
 
Farmacologia farmacocinética
Farmacologia farmacocinéticaFarmacologia farmacocinética
Farmacologia farmacocinética
Leonardo Souza
 

Mais procurados (20)

Anti-hipertensivos
Anti-hipertensivosAnti-hipertensivos
Anti-hipertensivos
 
Farmacodinâmica
FarmacodinâmicaFarmacodinâmica
Farmacodinâmica
 
Farmacologia para enfermagem
Farmacologia para enfermagemFarmacologia para enfermagem
Farmacologia para enfermagem
 
Atendente de Farmácia - Classificação dos Fármacos
Atendente de Farmácia - Classificação dos FármacosAtendente de Farmácia - Classificação dos Fármacos
Atendente de Farmácia - Classificação dos Fármacos
 
Introdução à Farmacologia
Introdução à FarmacologiaIntrodução à Farmacologia
Introdução à Farmacologia
 
Formas farmacêuticas
Formas farmacêuticasFormas farmacêuticas
Formas farmacêuticas
 
5ª aula vias de administração
5ª aula   vias de administração5ª aula   vias de administração
5ª aula vias de administração
 
Aula 1 (1)
Aula 1 (1)Aula 1 (1)
Aula 1 (1)
 
Farmacologia aula-1
Farmacologia aula-1Farmacologia aula-1
Farmacologia aula-1
 
Atendente de Farmácia - interações medicamentosas
Atendente de Farmácia - interações medicamentosasAtendente de Farmácia - interações medicamentosas
Atendente de Farmácia - interações medicamentosas
 
Tabela de Tipos de Receitas Port-344/98
Tabela de Tipos de Receitas Port-344/98Tabela de Tipos de Receitas Port-344/98
Tabela de Tipos de Receitas Port-344/98
 
Aula 9 Riscos da automedicação
Aula 9 Riscos da automedicaçãoAula 9 Riscos da automedicação
Aula 9 Riscos da automedicação
 
Aula de Farmacologia sobre Fármacos Antimicrobianos.
Aula de Farmacologia sobre Fármacos Antimicrobianos.Aula de Farmacologia sobre Fármacos Antimicrobianos.
Aula de Farmacologia sobre Fármacos Antimicrobianos.
 
Medicamentos Utilizados em Urgências e Emergências
 Medicamentos Utilizados em Urgências e Emergências Medicamentos Utilizados em Urgências e Emergências
Medicamentos Utilizados em Urgências e Emergências
 
Aula 04 farmacologia - prof. clara mota
Aula 04   farmacologia - prof. clara motaAula 04   farmacologia - prof. clara mota
Aula 04 farmacologia - prof. clara mota
 
Bases da farmacologia
Bases da farmacologiaBases da farmacologia
Bases da farmacologia
 
Medicamentos
MedicamentosMedicamentos
Medicamentos
 
Farmacologia farmacocinética
Farmacologia farmacocinéticaFarmacologia farmacocinética
Farmacologia farmacocinética
 
Grupos de medicamentos
Grupos de medicamentosGrupos de medicamentos
Grupos de medicamentos
 
Aula Diabetes
Aula  DiabetesAula  Diabetes
Aula Diabetes
 

Semelhante a 7ª aula classes de medicamentos

04 atendente de farmácia (classificação de medicamentos)
04   atendente de farmácia (classificação de medicamentos)04   atendente de farmácia (classificação de medicamentos)
04 atendente de farmácia (classificação de medicamentos)
Elizeu Ferro
 
1a-160811025642.pptx brucefsedfffeddddddddd
1a-160811025642.pptx brucefsedfffeddddddddd1a-160811025642.pptx brucefsedfffeddddddddd
1a-160811025642.pptx brucefsedfffeddddddddd
BruceCosta4
 
introduoafarmacologia-221102180142-bc7d9420.pptx
introduoafarmacologia-221102180142-bc7d9420.pptxintroduoafarmacologia-221102180142-bc7d9420.pptx
introduoafarmacologia-221102180142-bc7d9420.pptx
BruceCosta5
 

Semelhante a 7ª aula classes de medicamentos (20)

7aula-classesdemedicamentos-120405011055-phpapp02.pdf
7aula-classesdemedicamentos-120405011055-phpapp02.pdf7aula-classesdemedicamentos-120405011055-phpapp02.pdf
7aula-classesdemedicamentos-120405011055-phpapp02.pdf
 
Psicofarmacologia
PsicofarmacologiaPsicofarmacologia
Psicofarmacologia
 
XZ
XZXZ
XZ
 
Farmacia
FarmaciaFarmacia
Farmacia
 
CONCEITOS BÁSICOS EM FARMÁCIA - INTRUDUÇÃO À FARMÁCIA
CONCEITOS BÁSICOS EM FARMÁCIA - INTRUDUÇÃO À FARMÁCIACONCEITOS BÁSICOS EM FARMÁCIA - INTRUDUÇÃO À FARMÁCIA
CONCEITOS BÁSICOS EM FARMÁCIA - INTRUDUÇÃO À FARMÁCIA
 
Introdução a Farmacologia.pptx
Introdução a Farmacologia.pptxIntrodução a Farmacologia.pptx
Introdução a Farmacologia.pptx
 
Classes Farmacoloìgicas-1.pdf
Classes Farmacoloìgicas-1.pdfClasses Farmacoloìgicas-1.pdf
Classes Farmacoloìgicas-1.pdf
 
04 atendente de farmácia (classificação de medicamentos)
04   atendente de farmácia (classificação de medicamentos)04   atendente de farmácia (classificação de medicamentos)
04 atendente de farmácia (classificação de medicamentos)
 
Introdução a Farmacologia.pptx
Introdução a Farmacologia.pptxIntrodução a Farmacologia.pptx
Introdução a Farmacologia.pptx
 
Farmacologia aplicada à Psicopedagogia
Farmacologia aplicada à PsicopedagogiaFarmacologia aplicada à Psicopedagogia
Farmacologia aplicada à Psicopedagogia
 
1a-160811025642.pptx brucefsedfffeddddddddd
1a-160811025642.pptx brucefsedfffeddddddddd1a-160811025642.pptx brucefsedfffeddddddddd
1a-160811025642.pptx brucefsedfffeddddddddd
 
Abuso de medicamentos
Abuso de medicamentosAbuso de medicamentos
Abuso de medicamentos
 
introduoafarmacologia-221102180142-bc7d9420.pptx
introduoafarmacologia-221102180142-bc7d9420.pptxintroduoafarmacologia-221102180142-bc7d9420.pptx
introduoafarmacologia-221102180142-bc7d9420.pptx
 
Apostila 01 - ConceitosFarmacêuticos.pdf
Apostila 01 - ConceitosFarmacêuticos.pdfApostila 01 - ConceitosFarmacêuticos.pdf
Apostila 01 - ConceitosFarmacêuticos.pdf
 
Introdução a Farmacologi.pdf
Introdução a Farmacologi.pdfIntrodução a Farmacologi.pdf
Introdução a Farmacologi.pdf
 
NOCOES DE FARMACOLOGIA 5.pptx
NOCOES DE FARMACOLOGIA 5.pptxNOCOES DE FARMACOLOGIA 5.pptx
NOCOES DE FARMACOLOGIA 5.pptx
 
aula 3 farmacia e profissão.pptx
aula 3 farmacia e profissão.pptxaula 3 farmacia e profissão.pptx
aula 3 farmacia e profissão.pptx
 
INTRODUCAO A FARMACOLOGIA ENFERMAGEM.pdf
INTRODUCAO A FARMACOLOGIA ENFERMAGEM.pdfINTRODUCAO A FARMACOLOGIA ENFERMAGEM.pdf
INTRODUCAO A FARMACOLOGIA ENFERMAGEM.pdf
 
Efeitos colaterais-de-antiinflamatoacut
Efeitos colaterais-de-antiinflamatoacutEfeitos colaterais-de-antiinflamatoacut
Efeitos colaterais-de-antiinflamatoacut
 
Analgésicos
AnalgésicosAnalgésicos
Analgésicos
 

7ª aula classes de medicamentos

  • 1. CLASSE DE MEDICAMENTOS Atendente de Farmácia, Drogarias e Consultório Médico Prof. Cláudio Luís Venturini| Centrus Cursos
  • 2. Fármacos/Principio Ativo • Substância de estrutura química definida dotada de propriedade farmacológica. • É uma substância química ativa, droga ou matéria- prima que tenha propriedades farmacológicas com finalidade medicamentosa utilizada para diagnóstico, alívio ou tratamento, empregada para modificar ou explorar sistemas fisiológicos ou estados patológicos em benefício da pessoa na qual se administra. • Classificação – Quanto a origem – Quanto ao modo de ação – Quanto a enfermidade – Quanto a estrutura química
  • 3. 1 Quanto a Origem • Natural: – São obtidos da natureza, a partir de sustâncias minerais, vegetais ou animais – Minerais • Enxofre, Iodo, Fosfatos, Cálcio, Sódio, Magnésio, Ferro, Selênio, sais de bismuto – Animais • Insulina, Gelatina, Heparina, óleos de fígado de peixe(Vitaminas A e E) – Vegetais • Constituem a maioria dos fármacos de origem natural • Alcaloides, Metilxantinas, Flavonóides, Óleos essenciais
  • 4. 1 Quanto a Origem • Semi-sintético: – São resultantes de reações químicas realizadas em laboratório nos fármacos naturais, ou seja, sintetizados a partir de produtos naturais Papoula  Morfina (natural)  Heroína
  • 5. 1 Quanto a Origem • Sintético: – São produzidas, unicamente, por manipulações químicas em laboratórios e não dependem, para sua confecção, de substâncias vegetais ou animais como matéria-prima. São Fármacos desenvolvidos em laboratório Aspirina - Primeiro fármaco sintético (Bayer) Analgésico- Inibidor da enzima COX hidrólise oxidativa salicilina AAS
  • 6. 1 Quanto a Origem • Intermediário (Biotecnológico): – Medicamentos biotecnológicos • São definidos como produtos farmacêuticos fabricados por métodos de biotecnologia, com produtos de origem biológica, geralmente envolvendo organismos vivos ou seus componentes ativos. – Produtos de fermentação(ex., vitaminas, antibióticos, aminoácidos) e resultantes de engenharia genética (ex., insulina recombinante).
  • 7. 2 Quanto ao modo de Ação • Etiológicos – Fármacos que tratam a causa de uma doença • Fármacos etiológicos são medicamentos ‘verdadeiros’ – Pertencem quase todos à classe dos agentes quimioterapêuticos, usados para tratar doenças infecciosas (agentes antibacterianos, antifúngicos e antivirais) e doenças provocadas por parasitas. – Toxicidade selectiva • destruição do invasor sem destruição do hospedeiro.
  • 8. 2 Quanto ao modo de Ação • Substituição – Fármacos que compensam a deficiência de uma substância. – A deficiência pode dever-se a dietas pobres (ex., deficiências vitamínicas) ou a uma disfunção fisiológica (ex., insulina na diabetes, estrogênios na menopausa)
  • 9. 2 Quanto ao modo de Ação • Sintomático – Fármacos que aliviam os sintomas da doença. – São utilizados para atenuar ou neutralizar perturbações resultantes de um estado patológico. – Eliminam sintomas como Febre, Dor, Edema, insônia, etc. – Em regra, o tratamento sintomático não cura o doente – apenas torna a vida mais confortável e prolonga a vida.
  • 10. Quanto a Natureza da 3 Enfermidade • A classificação fisiológica foi adoptada pela Organização Mundial de Saúde em 1968. Classifica os fármacos pelo sistema do organismo sobre o qual actuam (ex., drogas que afectam o sistema nervoso central, o tracto genitourinário, etc.).
  • 11. Quanto a Natureza da 3 Enfermidade
  • 12. 4 Quanto a estrutura Química • De interesse para os profissionais envolvidos em investigação farmacêutica. Dipirona ou metamizol di[(2,3-diidro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil- 1H-pirazol-4-il)metilamino] metanosulfonato sódico
  • 13. Classificação dos Fármacos na Prática • O Padrão ATC (Anatomical Therapeutic Chemical Code) é uma das classificações mais utilizadas internacionalmente para classificar moléculas com ação terapêutica. Esta padronização é adotada pela OMS (Organização Mundial de Saúde). • O Código ATC ​ ou Sistema de Classificação Anatômico Terapêutico Químico é um índice de fármacos e medicamentos, organizado de acordo com grupos terapêuticos. • O código inclui o sistema do órgão em que atua, os efeitos farmacológicos, indicações terapêuticas e da estrutura química da droga
  • 14. Classificação dos Fármacos na Prática Estrutura da ATC
  • 15. Classificação dos Fármacos na Prática Estrutura da ATC A Trato Alimentar e Metabolismo 1º nível: anatômico A10 Medicamentos utilizados no Diabetes 2º nível: subgrupo terapêutico A10B Redutores da glicose sangüínea 3º nível: subgrupo farmacológico A10BA Biguanidinas 4º nível: subgrupo químico A10BA02 Metformina 5º nível: substância química
  • 16. RDC 138/03 M.I.P. • Art. 1º – Todos os medicamentos cujos grupos terapêuticos e indicações terapêuticas estão descritos no Anexo: Lista de Grupos e Indicações Terapêuticas Especificadas (GITE), respeitadas as restrições textuais e de outras normas legais e regulamentares pertinentes, são de venda sem prescrição médica (MIP), a exceção daqueles administrados por via parenteral que são de venda sob prescrição médica.
  • 17. Analgésicos • São medicamentos empregados para aliviar a dor, sem causar a perda da consciência. – Os analgésicos são divididos em 2 grupos: • Analgésicos narcóticos(Forte): – Também conhecidos como Opióides, agem a nível central. O uso excessivo de narcóticos pode causar dependência. – Utilizados para o tratamento de dores intensas » Sulfato de Morfina (Dimorf, Dolo Moff) » Cloridrato de Metadona ( Metadon) » Cloridrato de Tramadol (Timasen, Tramal, Tramadon, Dorless) M.I.P. • Analgésicos não narcóticos(Fraco): – São substâncias utilizadas para diminuir a dor, que agem a nível periférico. – Utilizados para o tratamento de dores suaves e moderadas » Dipirona (Novalgina, Magnopyrol, Anador, Maxiliv) » Paracetamol (Tylenol, Dôrico, Saridon, Sedilax) » Ácido Acetilsalicílico (AAS, Aspirina) – Possuem também atividade antitérmica e anti-inflamatória
  • 18. Analgésicos • Comentários: – Ácido acetilsalicílico acima de 1g, possui efeito anti-inflamatório; – Dipirona possui efeito antiespasmódico, – Cafeína potencializa o efeito analgésico e diminui a sonolência. • Indicações Terapêuticas: – Os medicamentos com propriedades analgésicas são bastante eficazes no alívio da dor e do desconforto de diversas causas, como a enxaqueca, resfriados e gripe, outras dores de cabeça, dores nas costas, cólicas menstruais, dores musculares e dores associadas ao câncer.
  • 19. Antitérmicos • São medicamentos utilizados para diminuir a temperatura corporal, aliviando os estados febris, que podem ser causados por inflamações, desidratações e moléstias infecciosas. – Também chamado de: Antipirético, Antifebril ou Febrífugo – Entretanto, eles não vão afetar a temperatura normal do corpo se um pessoa que não tiver febre o ingerir. – Os medicamentos antitérmicos agem através da inibição da Enzima Ciclooxigenase (COX). – É importante lembrar que esses remédios só impedem que a temperatura corporal suba, mas não curam o distúrbio que estaria provocando essa elevação.
  • 20. Antitérmicos • Permitidos: M.I.P. • Paracetamol, Dipirona, AAS, Ibuprofeno. • Indicações Terapêuticas: – Febre, Sintomas da gripe, Sintomas do resfriados. • Medidas não Medicamentosas – Hidratação oral – Roupas leves e ambientes com temperatura moderada e boa aeração.
  • 21. Anti-inflamatórios • São medicamentos utilizados para amenizar sintomas como febre, dores e edemas decorrentes de uma agressão ao organismo. – A inflamação é uma resposta do nosso corpo a uma agressão sofrida. • Ela faz parte do nosso sistema imune. • Toda vez que alguma área do nosso organismo sofre uma agressão, existe um recrutamento das células de defesa para o local. • São as reações químicas deste processo que levam a inflamação, caracterizada na clínica pelos seguintes sinais e sintomas: calor, rubor, dor e inchaço(edema). – Apresentam 3 efeitos básicos: Antipirético (abaixa a febre), Analgésico (reduz a dor) e Anti- inflamatório.
  • 22. Anti-inflamatórios – Existem, basicamente, duas classes de anti- inflamatórios: • ESTEROIDAIS – Cortisonas » Dexametasona, Hidrocortisona • NÃO-ESTEROIDAIS(AINES) – Cataflan, Piroxican – Os anti-inflamatórios não esteroides (AINES) são uma das classes de medicamentos mais usadas no mundo. Existem mais de 20 farmacos diferentes, sendo as mais utilizadas: • AAS (ácido acetilsalicílico), Diclofenaco, Ibuprofeno, Naproxeno, Indometacina, Cetoprofeno, Acido mefenâmico, Piroxican, Colecoxib
  • 23. Anti-inflamatórios • Os AINES agem inibindo uma enzima chamada ciclooxigenase (COX) que produz outra chamada prostaglandina. São essas as substâncias responsáveis pela inflamação e dor. • Porém, existem mais de um tipo de prostaglandina e ciclooxigenase, apresentando outras funções além de mediar processo inflamatórios. • Como a inibição realizada pelos anti-inflamatórios é não seletiva, além de abortar a inflamação, ocorre também uma alteração nos efeitos benéficos dessas substâncias.
  • 24. Anti-inflamatórios • Riscos do Uso de AINES – Amenta o risco de formação de gastrite e úlceras – É uma das principais causas de hemorragia digestiva – São contraindicados em pacientes com insuficiência renal – Hepatite medicamentosa • Indicações Terapêuticas: – Lombalgia, Mialgia, Torcicolo, Dor articular (artralgia), Inflamação da garganta, Dor muscular, Dor na perna, Dor varicosa, Contusão • Permitidos: M.I.P. – Naproxeno, Ibuprofeno, Cetoprofeno
  • 25. M.I.P Antigripais – Tratamento Sintomático da Gripe . • São combinações de vários medicamentos com ação analgésica, antipirética, descongestionante nasal, anti-histamínica e antitussígena, que aliviam temporariamente os sintomas dos resfriados e gripes, enquanto o organismo combate a infecção. – Geralmente associados • Analgésicos, antitérmicos, anti-histamínicos, vitamina C e descongestionantes nasais. • EX. Coristina D, Apracur e Cheracap.
  • 26. Antigripais • Cuidado com associações que contenham paracetamol. – A dose máxima que pode ser ingerida por um adulto saudável é de 4g. Doses superiores à essa podem causar problemas hepáticos graves(hepatite medicamentosa). • Evite utilizar ácido acetilsalicílico ou associações caso exista a possibilidade de se estar com dengue. – Nesses casos, prefira medicamentos à base de dipirona ou paracetamol e procure atendimento médico; • Nunca tome antigripais de forma preventiva; • Descongestionantes nasais podem causar taquicardia e hipertensão arterial
  • 27. Antigripais • Só tratam os sintomas – A gripe é uma doença provocada por vírus, que causa uma infecção aguda do aparelho respiratório e caracteriza-se por congestão nasal, tosse seca, inflamação na garganta, dores musculares, cansaço, fraqueza, dor de cabeça e febre. O tratamento é sintomático, ou seja, se restringe a reduzir os sintomas. – Gripe e resfriado são doenças diferentes pois são causadas por vírus diferentes. O resfriado pode ser causado por uma variedade de mais de 200 tipos de vírus, sendo o mais comum o rinovírus. Já a gripe é causada pelos vírus influenza.
  • 28.
  • 29. Antigripais • Antigripais não são indicados para crianças, nem para gestantes; • Medidas não medicamentosas – Ingerir muito líquido; – Repouso; – Boa alimentação – Evitar mudanças bruscas de temperatura; – Evitar multidões em ambientes fechados; – Procurar atendimento médico na persistência dos sintomas.
  • 30. Antiácidos M.I.P . • São medicamentos que aumentam o pH gástrico, neutralizando o ácido clorídrico (HCl) liberado pelas células gástricas (células parietais). – Todos os antiácidos têm propriedades alcalinas e aliviam a dispepsia(Azia) através da neutralização química do ácido do estômago. • No processo digestivo, o estômago produz o ácido clorídrico, além de outras substâncias. • Devido a alguns distúrbios, há indivíduos que passam a produzir esse ácido em excesso, provocando dor e queimação (Azia). • No Brasil, uma pesquisa mostrou que 12% da população sente azia uma ou duas vezes por semana e 7% mais de duas ou três vezes no mesmo período.
  • 31. Antiácidos – Tipos de Antiácidos • Sistêmico – Bicarbonato de Sódio • De ação local (Não Sistêmico) – Praticamente não são absorvidos no intestino, sendo eliminados nas fezes. » Hidróxido de Magnésio » Hidróxido de Alumínio » Carbonato de Cálcio » Trissilicato de Magnésio – Algumas preparações de antiácidos contêm uma associação de compostos com o objetivo de reduzir os efeitos adversos dos componentes individuais, por exemplo, magnésio e compostos de alumínio, de forma a reduzir o risco de diarreia e constipação, respectivamente.
  • 32. Antiácidos Grande poder antiácido e de paladar agradável. Produz CO2 no estômago. Atuação rápida, mas muitas vezes associado à secreção rebote de ácido gástrico que anula o seu efeito. Bicarbonato de sódio É necessária a administração regular (até uma vez por hora) para manter o aumento do pH do estômago. O excesso de sódio pode resultar em urina alcalina e alcalose sistémica Bom poder antiácido. Produz CO2 no estômago. Atuação rápida, mas associado a um efeito rebote do ácido Carbonato de cálcio ainda maior do que o bicarbonato de Carbonato de sódio sódio. Formam-se sais insolúveis de carbonato de cálcio e de estearato que podem causar constipação. Pode produzir cálculos renais.
  • 33. Antiácidos Antiácido potente. Não forma CO2 no estomago e é insolúvel. Sabor desagradável e possibilidade de Hidróxido de magnésio absorção do íon magnésio. O magnésio presente nesta preparação pode causar diarreia (efeito laxante). Não altera o equilíbrio ácido-básico. Pode formar uma camada protetora no estômago, e é particularmente útil para o tratamento de úlceras. Tem uma ação adstringente, mas também pode ter um efeito constipante Hidróxido de alumínio quando atinge o cólon. Os íons de alumínio inibem a atividade de pepsina diretamente ou através do aumento do pH, impedindo a sua ativação. Impede a absorção de fosfatos.
  • 34. Antiácidos Atua mais lentamente que outros antiácidos, mas com um efeito mais prolongado. Este composto leva à produção de uma Trissilicato de magnésio massa adsorvente gelatinosa de dióxido de silício que prolonga o efeito do antiácido. O magnésio presente nesta preparação pode causar diarreia (efeito laxante).
  • 35. Antiácidos • Alginatos – Funcionam de forma diferente do que os antiácidos, formando uma barreira protetora no estômago que impede o refluxo do ácido do estômago de volta o esôfago. • Derivado as algas marrons e é não-sistêmico. • Fornecem alívio mais rápido e longo que antiácidos. • Dimeticone (antiflatulento) – É muitas vezes associado aos anti-ácidos para diminuir a sensação de enfartamento devido ao acumulo de gases no tubo digestivo. – Ele absorve os gases formados, que provocam dilatação e compressão gástrica.
  • 36. Antiácidos • Indicações Terapêuticas: – Acidez estomacal. • Azia, Desconforto estomacal, Dor de estômago, Dispepsia • Como tomar – Tomar uma hora depois das refeições e ao deitar ou conforme a necessidade. – Normalmente apresentam-se sobe a forma de geles(Suspensão), pós ou comprimidos mastigáveis, pois, são mais eficazes por se dispersarem mais rapidamente no estômago. • Contra-indicações – São contraindicados em doentes com insuficiência renal grave, hipercalcemia e pessoas que fazem dialise. • Interações – Reduzem a absorção de tetraciclinas (antibiótico) e fosfatos. – A sua administração deverá ser espaçada destes medicamentos. • Sobre dosagem – O abuso destes medicamentos poderá levar a hipercalcemia (excesso de cálcio no sangue), hipercalciúria (cálcio na urina), alcalose metabólica e insuficiência renal.
  • 37. Antiespasmódicos M.I.P . • São medicamentos utilizados para diminuir a frequência e a força de contração da musculatura lisa (movimentos involuntários), aliviando assim a dor. – Espasmos são contrações involuntárias da musculatura lisa (estômago, intestino, útero e bexiga) • Indicações Terapêuticas: – Cólica, Cólica menstrual, Dismenorreias, Desconforto pré-menstrual, Cólica biliar, Cólica renal e Cólica intestinal • Restrições: – Mebeverina
  • 38. Antiflatulentos/Antifiséticos M.I.P . • São medicamentos utilizados para a diminuição de gases formados pelo trato gastrointestinal. – Tornam os líquidos digestivos menos viscosos e menos propensos a formarem bolhas. • Ao evitar a formação de bolhas, faz com que os gases ocupem menos volume, aliviando a distensão abdominal. – Os gases são formados normalmente no processo de digestão dos alimentos. – Em alguns casos, há formação exagerada de gases devido a problemas associados à alimentação errada, mal funcionamento do estômago e intestinos e, ainda, mastigação incorreta dos alimentos.
  • 39. Antiflatulentos/Antifiséticos M.I.P . • Indicações Terapêuticas: – Eructação, Flatulência, Empachamento, Estufamento
  • 40. Antidiarreicos M.I.P . • São medicamentos usados no tratamento da diarreia resultante de infecções, ingestão de alimentos estragados, alergias. – Diarreia é a eliminação das fezes numa consistência mais líquida. – A grande maioria das diarreias é auto limitante, não necessitando de nenhum medicamento para controle, ainda mais que, a maioria é de origem viral. • Não existem tratamentos curativos para a grande maioria das doenças de origem viral, sendo a maioria dos tratamentos apenas de suporte. • Daí, conclui-se que o mais importante, na verdade, é a hidratação.
  • 41. Antidiarreicos M.I.P . • Indicações Terapêuticas: • Diarréia, Desinteria • Tipos: – Antibióticos • eliminam microorganismos causadores das infecções do trato gastrointestinal – Modificadores da mobilidade intestinal • diminuem a mobilidade intestinal • Opiáceos - Codeína, elixir paregórico (tintura de ópio), difenoxilato, loperamida – Adsorventes • se ligam a outras substâncias, inativando-as (carvão ativado) • Caulin+pectina , Carvão ativado , Subsalicilato de bismuto (diarreia do viajante) – Substitutos da flora intestinal • Lactobacillus casei, Lactobacillus acidophilus • Saccharomyces boulardii, Saccharomyces cerevisiae – Fluídos re-hidratantes • Restrições: • Loperamida infantil, Opiáceos
  • 42. Recupera a Recupera a Diminui a motilidade intestinal consistência Flora (Diarreias de origem emocional do Bolo Fecal Intestinal ou não-infecciosa)
  • 43. Antieméticos M.I.P . • São medicamentos que possuem como principal característica o alívio dos sintomas relacionados com o enjoo, as náuseas e os vômitos(Emeses). – Em geral, são prescritos para o tratamento dos efeitos colaterais de outras drogas – O vômito é um mecanismo normal de defesa do organismo. • Substâncias tóxicas exógenas ingeridas • Conteúdo gástrico refluido do intestino • Redíduos metabólicos tóxicos endógenos • EM GERAL O VÔMITO É PRECEDIDO DE NÁUSEAS
  • 44. Antieméticos M.I.P . – NÁUSEAS • Sensação altamente subjetiva e particularmente desagradável • Normalmente é sentida na garganta e estômago e referida como enjoo que em geral é aliviada com o vômito • A náuseas normalmente é acompanhada de… – 1. Distúrbios vasomotores causando palidez – 2. Sudorese – 3. Relaxamento do esôfago e músculos abdominais – 4. Salivação – Principais causas de Náuseas, enjoo e Vômitos • Odores desagradáveis, Distúrbios emocionais • Quimioterapia do câncer, Radioterapia, Analgésico opiódes, Nicotina, Antibióticos • Gravidez, Labirintites, Meningites, Gastroenterites, Enxaquecas, Bulimia nervosa • Pós-operatórios – Pelo uso de anestésicos, analgésicos, pelo procedimento em si.
  • 45. Os antieméticos agem através de uma ampla gama de mecanismos. Algumas agem nos centros de controle medular (centro do vômito e zona de disparo quimioreceptora) enquanto outras afetam os receptores periféricos.
  • 46.
  • 47.
  • 48.
  • 49. Anti-eméticos M.I.P . • Indicações Terapêuticas: – Enjoo, Náusea, Vômito. • Restrições: – Metoclopramida, Bromoprida, Mebeverina, Inibidor da Bomba de Proton – Em caso de vômito e diarreia concomitantemente dá-se preferência à metoclopramida, por ter efeito estimulante sobre o trato gastrointestinal, isto é, dificulta o vômito mas facilita o funcionamento intestinal, não prejudicando assim o esvaziamento gástrico.
  • 50. Catárticos (Laxantes e Purgativos) M.I.P. • São medicamentos que facilitam a eliminação das fezes através de mecanismos variados. • Do grego kathartikós, «próprio para purificar», latim cathartĭcu-, «purgante» – Laxantes • quando causam a eliminação de fezes de consistência normal – Purgantes • quando causam a eliminação de fezes de consistência diarreica, – Alguns dependendo da dosagem podem ser Laxativo ou Purgativo
  • 51. Catárticos (Laxantes e Purgativos) M.I.P.
  • 52. Catárticos (Laxantes e Purgativos) M.I.P. • Classificação – Formadores de massa e/ou coloides hidrófilos, • São polissacarídeos naturais, semi-sintéticos e celulose obtida a partir de sementes, casca de sementes (farelos), algas (Fibras) e também resina sintética. São indigeríveis, apresentando propriedades hidrófilas, promovendo amolecimento das fezes e aumentando seu volume. – com a distensão dos músculos intestinais, induzem o relaxamento e aumenta a motilidade intestinal, o que resulta em efeito laxativo.
  • 53. Catárticos (Laxantes e Purgativos) M.I.P. • Classificação – Osmóticos ou salinos • São absorvidos aos poucos e de modo vagaroso, desempenhando atividade osmótica no lúmen intestinal, atraindo, assim, água para esta região. – Produz distensão da musculares lisas intestinais e, reflexamente, exacerbação do peristaltismo, gerando efeito laxante ou purgante dependendo da dose fornecida. • Glicerina, Sorbitol, Lactulose, Sais de magnésio, Sais de sódio
  • 54. Catárticos (Laxantes e Purgativos) M.I.P. • Classificação – Estimulantes ou irritantes. • Promovem a irritação da mucosa intestinal ou inibem a absorção de água, eletrólitos e nutrientes, ou ainda, estimulam os plexos nervosos intramurais, aumentando a motilidade intestinal • Acredita-se também que alguns deles são capazes de inibir a Na+-K+-ATPase (responsável pela absorção de sódio no cólon) ou aumentar a síntese de prostaglandinas e AMPc (contribuindo, em parte, para o aumento da secreção de água e eletrólitos) • Óleo de rícino, derivados do difenilmetano e derivados antraquinônicos
  • 55. Catárticos (Laxantes e Purgativos) M.I.P. • Classificação segundo a velocidade de ação e o resultado – Fezes Macias • Farelo, Psilium, Plantago, Goma Guar , Surfactantes, Lactulose – Fezes semilíquidas • Derivados do difenilmetano (fenolftaleina, bisacodil), Derivados antraquinonicos (sene, cascara sagrada, aloe, ruibarbo) – Fezes líquidas • Fostato de sódio, Sulfato de magnésio, Citrato de magnésio, Sorbitol, Manitol, Óleos surfactantes, Óleo de rícino
  • 56. Catárticos (Laxantes e Purgativos) M.I.P. • Indicações Terapêuticas: – Prisão de ventre, obstipação/constipação intestinal, intestino preso • Observações – Constipação • Evacuação incompleta e difícil de fezes sistematicamente ressecadas, qualquer que seja a frequência em um determinado período de tempo. • Medicamentos que causam constipações – Laxativos usados de maneira sistemática; – Anticolinérgicos, antiácidos, antidepressivos, os antiinflamatórios não esteroidais, • Estados psicológicos de ansiedade e depressão bem como as situações que se caracterizam por perturbações das funções cognitivas
  • 57. Catárticos (Laxantes e Purgantes) M.I.P. – A causa mais comum de constipação é, sem dúvida, o desaparecimento do reflexo da evacuação. Esse reflexo é normalmente pouco intenso e acontece quando as fezes, em volume de 100 gramas ou mais, enchem a ampola retal. Caso a pessoa não atenda ao estimulo, depois de algum tempo ele deixa de existir. • A mudança no estilo de vida, modificações na dieta, maior atividade física, ingestão de maior quantidade de líquidos, reeducação intestinal e o auxilio de preparados de "fibras" podem ser os componentes de terapêutica de sucesso para a maioria dos casos de constipação intestinal.