FÁRMACOS
ANTIMICROBIANOS
Dr Fernando Costa
Farm. Bioquímico
Farmacologia Clínica / Hospitalar
Conceitos
• Quimioterápicos: (Ehrlich, início do século XX): compostos
sintéticos capazes de destruir agentes infecciosos.
• Antibiótico: substâncias produzidas por microorganismos
que matam ou inibem o crescimento de outros
microrganismos.
• Bacteriostáticos: são agentes que detêm o crescimento de
determinadas bactérias dificultando sua
deixando ao sistema imunitário a tarefa
proliferação e
de eliminar as
bactérias que já estão presentes no organismo.
• Bactericidas: compostos que promovem a morte da
bactéria.
Classes
 Antibacterianos
 Antifúngicos
 Antivirais
 Antiparasitários
Bactérias Gram Positivas
Características:
Relativamente simples;
•Constituída de uma
camada espessa de
peptidoglicanos
• A camada de polímeros
fortemente polares
favorece a entrada de
compostos com carga
positiva;
O que é o Ácido Lipoteitóico
O ácido lipoteicóico é o principal constituinte da
parede celular de bactérias gram-positivas. Esses
organismos possuem uma membrana interna e,
externamente a ela, uma espessa camada de
peptidoglicano.
O que é ácido teicoico?
O ácido teicoico é um polímero complexo encontrado
na parede celular de muitas bactérias gram-positivas.
Ele desempenha um papel importante na manutenção
da estrutura e integridade da parede celular, bem
como na interação da bactéria com seu ambiente.
Qual é a função do ácido teicoico na parede celular
das bactérias?
A função do ácido teicoico na parede celular das
bactérias é conferir rigidez e estabilidade, facilitar a
adesão a superfícies e proteger contra a ação de
enzimas líticas.
O que é peptídeoglicano
O peptidoglicano, por vezes denominado mureína, é
um heteropolissacarídeo ligado a péptidos presente na
parede celular de procariontes. É formado por dois
tipos de açúcares e alguns aminoácidos.
Bactérias Gram Negativas
Características:
• Mais complexas;
• Possuem apenas 2 camadas de
peptidoglicanos (fina);
• Possuem espaço
periplasmático que contém
enzimas e outros componentes;
• Possuem membrana externa
formada por uma bicamada
lipídica;
• Possuem canais
transmembrana repletos de
água denominados porinas, que
facilitam a entrada de
antimicrobianos hidrofílicos;
• Possuem polissacarídeos
complexos (lipopolissacarídeos,
endotoxinas) que desencadeiam
reação inflamatória, in vivo –
virulência.
Locais de ação dos antibacterianos
Antibacterianos
Classificação:
1- De acordo com a origem:
•Sintéticos: os quais são obtidos através de síntese química.
•Antibióticos: obtidos a partir de fontes naturais
2- De acordo com a estrutura química:
• INIBIDORES DE SÍNTESE DE PAREDE CELULAR: Beta-lactâmicos: Penicilinas
e Cefalosporinas, Polipeptídeos: Vancomicina;
• INIBIDORES DE SÍNTESE PROTEICA (30S): Tetraciclinas, Aminoglicosídeos
(50S e tRNA): Anfenicois, Macrolídeos, Polipeptídicos;
• INIBIDORES DE SÍNTESE DE ÁC. NUCLEICOS (ENZIMAS): Quinolonas (ácido
Nalidíxico): Ciprofoxacina, Rifampicina
• ANTIMETABÓLITOS: Sulfonamidas.
• INIBIDORES DE PERMEABILIDADE
DA MEMBRANA: Polimixinas;
Inibidores de síntese de
parede bacteriana
BETA-LACTÂMICOS
Antibacterianos Beta-lactâmicos
N
S
H
N
H H
O
COOH
O
R
S
O
O
H H
H
N
O
R
O
1
2
3
4
COOH
6
N 5
7
PENICILINAS
CEFALOSPORINAS
Cefalexina
Possuem em comum no seu núcleo estrutural o
anel ß-lactâmico, o qual confere atividade
bactericida.
Mecanismo de ação: Interferem com a síntese do
peptideoglicano (responsável pela integridade da
parede bacteriana).
Para que isto ocorra:
1. devem penetrar na bactéria através das porinas
presentes na membrana externa da parede celular
bacteriana;
2. não devem ser destruídos pelas ß-lactamases
produzidas pelas bactérias.
Amoxacilina Ampicilina
BETA-LACTÂMICOS
Indicações Clínicas - Penicilinas
• meningite bacteriana (benzilpenicilina
 benzetacil®),
• infecções ósseas (flucloxacilina),
• infecções cutâneas e de tecidos moles
(benzilpenicilina),
• faringite (fenoximetilpenicilina por via
oral  Pen-V-oral®),
BETA-LACTÂMICOS
Indicações Clínicas - Penicilinas
• infecções das vias urinárias (amoxicilina
amoxil®),
• sífilis (penicilina procaina  despacilina®),
• infecções por Pseudomonas aeruginosa
(piperacilina i.v.  tazocin®)
BETA-LACTÂMICOS
ESPECTRO DEATI
V
IDADEEST
R
EITO
L
L L
MEMBRANA
EXTERNA
ENZIMAS
PAREDE
CELULAR
MEMBRANA
CELULAR
INTERIOR DA CÉLULA
N
S
H
N
H H
O
O
R
2
CO -
- - - - - - - -
N
S
H
N
H H
O
O
R
CO2-
BETA-LACTÂMICOS
Estabilidade das Penicilinas
HN
S
H
N
H H
COOH
O
R
HO2C
N
S
H
N
H H
O
COOH
O
R
-LACTAMASES
FÁRMACO ATIVO
METABÓLITO INATIVO
N
S
H
N
H H
O
CO O H
O
R
GRUPO
VOLUMOSO
ENZIMA
BETA-LACTÂMICOS
BETA-LACTÂMICOS
NH2
N
S
H
N
H H
COOH
O
O
ampicilina
O
N
S
H
N
H H
O
COOH
O
fenoximetilpenicilina (Penicilina V)
NH2
HO
N
S
H
N
H H
COOH
O
O
amoxicilina
 Maior ação em gram+
 Via oral
 Amplo espectro
 Via oral, IM e IV
Amplo espectro-melhor
ação em gram –
 Menor efeito colateral-diarreia
 Via oral
 Não são resistentes a beta-lactamase
 São bactericidas
 São eliminadas de forma inalterada
 Administradas em intervalos de 8 horas
Penicilinas Sensíveis às Beta-
lactamases
Penicilinas Resistentes às Beta-
lactamases
N
S
H
N
H H
O
COOH
O
MeO
OMe
N
S
H
N
H H
O
COOH
O
OMe
NAFCILINA METICILINA
 Ácido sensíveis
 Maior ação em bactérias gram +
BETA-LACTÂMICOS
oxacilina R =R’ =H
cloxacilina R =Cl, R’ =H
dicloxacilina R =R’ =Cl
N
O
N
S
H
N
H H
R'
O
R
CH3 O
COOH
flucloxacilina R =Cl, R’ =F
Penicilinas Resistentes a Ácido e às
Betalactamases
 OXACILINAE DICLOXACILINA - Alimento interfere na absorção
 Ligação as proteínas plasmáticas
BETA-LACTÂMICOS
S
H
N
H2 N
O
O
O
+
NH(C2 H5 )2
+
N
H 2
+
N
H2
benzatina
procaína
O N
O
benzilpenicilina O
S
H
N
O
O N
O
benzilpenicilina O 2
Penicilinas Latentes
PENICILINA É RÁPIDAMENTE ELIMINADA
PROLONGAR AAÇÃO
PREPARAÇÕES DE DEPÓSITOS
As penicilinas latentes, são de ação
seja, são formas
prolongada,
latenciadas
ou
de penicilina, que
permanecem no organismo inativas, até
que sofram metabolização lenta, e vão
sendo liberadas aos poucos.
 Pivampicilina
 Bacampicilina
BETA-LACTÂMICOS
Penicilinas Latentes
HOOC
O
S N
O
PROBENECIDA
COMPETE COM A PENICILINA
RETARDANDOA ELIMINAÇÃO DO
ÚLTIMO – AUMENTA O TEMPO DE
AÇÃO DO FÁRMACO
N
O
O
H
H
COOH
OH
FÁRMACO SUICIDA
ÁCIDO CLAVULÂNICO
O ácido clavulânico é tido como um
fármaco suicida, pois é
administrado em conjunto com a
penicilina para ser atacado pela
penicilinase (betalactamase),
protegendo a penicilina.
BETA-LACTÂMICOS
Cefalosporinas
FUNGO (1948)
Cephalosporium
acraemonium
•ATÓXICA, BAIX
O R
I
S
CO DE REAÇÕESAL
ÉRGICAS
• RELATIVAMENTE ESTÁVEL À HIDRÓLISEÁCIDA
• MAIS ESTÁVEL À PENICILIN
ALASE
• BOA PROPORÇÃO DEATIVIDADE EM GRAM POSITIVAS ENEGATIVAS
BETA-LACTÂMICOS
Indicações Clínicas - Cefalosporinas
• Septicemia (cefuroxima i.v.  zinacef®
cefotaxima i.v  claforan®)
• Infecções de vias aéreas superiores
(cefalexina v.o.  keflex®)
• Pneumonia
• Meningite (ceftriaxona i.v.  rocefin®)
• Infecção do trato biliar
• Infecção da vias urinárias (durante a
gravidez)
• Sinusite (cefadroxil v.o.  cefamox®)
BETA-LACTÂMICOS
CEFALOSPORINAS DE PRIMEIRA GERAÇÃO
Efetiva contra algumas espécies de Staphylococcus e Streptococcus. Também
eficazes contra Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e Proteus mirabilis.
Mais ativas sobre bactérias Gram+ do que as de 2ªgeração.
.
BETA-LACTÂMICOS
Mais eficazes contra bactérias Gram-negativas, mais resistentes à beta-lactamase
BETA-LACTÂMICOS CEFALOSPORINAS DE SEGUNDA GERAÇÃO
Muito eficazes contra Gram-negativas e Gram-positivas e em infecções
hospitalares atividade contra N. Gonorreae, anaerobios e pseudomonas.
CEFALOSPORINAS DE TERCEIRA GERAÇÃO
BETA-LACTÂMICOS
Mesma atividade contra Gram-negativas. Mais resistentes à degradação por beta
lactamase,atividade contra aerobios gram negativo
CEFALOSPORINAS DE QUINTA GERAÇÃO
Apresenta uma atividade singular contra o Staphylococcus aureus resistente à
meticilina e um espectro de atividade contra gram-negativos comparável ao de
agentes de terceira geração.
CEFTOBIPROLE
CEFTAROLINA
BETA-LACTÂMICOS CEFALOSPORINAS DE QUARTA GERAÇÃO
Monobactâmicos
Carbapenenos
Imipenem
Meropenem
Aztreonam
 pacientes com grave alergia à penicilina que apresentam
afecções causadas por microrganismos Gram-negativos
resistentes. Uso limitado devido à ocorrência de flebite no
local de administração IV e meia-vida curta exige doses a
intervalos frequentes
 possuem amplo espectro e proporcionam uma cobertura contra a
maioria dos microrganismos Gram-positivos, Gram-negativos e anaeróbicEorstapenem
 em níveis plasmáticos elevados podem causar
c
p
o
d
v
e
u
m
l
s
c
õ
a
e
u
s
s
.ar reações de hipersensibilidade e flebite no local de
administração IV.
BETA-LACTÂMICOS Não clássicos
Efeitos Adversos
REAÇÕES HIPERSENSIBILIDADE
(ERUPÇÕES CUTÂNEAS A CHOQUE
ANAFILÁTICO)
NEUROTOXICIDADE
(CONVULSÕES)
ALTAS DOSES
BAIXAS DOSES
• Alteração da flora bacteriana intestinal como diarreia (quando v.o.)
• 10% dos alérgicos a penicilínicos também são a cefalosporínicos
(reação alérgica cruzada)
*Seguro na gravidez (categoria B do FDA) – Penicilinas e cefalosporinas
BETA-LACTÂMICOS
Polipeptídeos
 São compostos de estrutura complexa;
 Possuem atividade antimicrobiana específica, em
geral agem na síntese de parede celular.
 Apresentam um múltiplo mecanismo de ação,
inibindo a síntese do peptideoglicano, além de
alterar a permeabilidade da membrana
citoplasmática e interferir na síntese de RNA
citoplasmático. Desta forma, inibem a síntese da
parede celular bacteriana.
Principais membros deste grupo:
 Bacitracina, Polimixina B, Colistina, Vancomicina,
Ciclosserina, Gramicidina.
MECANISMOS MÚLTIPLOS
Polipeptídeos
MECANISMOS MÚLTIPLOS
Polipeptídeos
MECANISMOS MÚLTIPLOS
Polipeptídeos- Polimixinas
INIBIDORES DE
PERMEABILIDADE
DA MEMBRANA
 As polimixinas interagem com a molécula de
polissacarídeo da membrana externa das bactérias
gram-negativas, retirando cálcio e magnésio,
necessários para a estabilidade da molécula de
polissacarídeo.
 Esse processo resulta em aumento de
permeabilidade da membrana com rápida perda de
conteúdo celular e morte da bactéria.
Polipeptídeos- Polimixinas
INIBIDORES DE
PERMEABILIDADE
DA MEMBRANA
 As polimixinas são ativas contra uma grande variedade de
bacilos gram-negativos, incluindo muitas espécies de
enterobactérias (como E. coli e Klebsiella spp.) e bacilos não-
fermentadores.
 Tratamento de infecções graves por bacilos gram-negativos
multirressitentes, no tratamento de pneumonias associadas à
assistência à saúde, infecções da corrente sanguínea
relacionadas a cateteres, nas infecções do sítio cirúgico e
nas infecções do trato urinário.
 Entretanto, o pouco conhecimento sobre suas propriedades
farmacológicas e eficácia clínica limitam sua utilização.
INIBIDORES DE SÍNTESE PROTEICA Aminoglicosídeos
 Mecanismo de ação:
 Ligam-se à fração 30S
dos ribossomos
inibindo a síntese
proteica ou produzindo
proteínas defeituosas
INIBIDORES DE SÍNTESE PROTEICA Aminoglicosídeos
INIBIDORES DE SÍNTESE PROTEICA Aminoglicosídeos
INIBIDORES DE SÍNTESE PROTEICA Antifenicois
INIBIDORES DE SÍNTESE PROTEICA Antifenicol
INIBIDORES DE SÍNTESE PROTEICA Tetraciclinas
INIBIDORES DE SÍNTESE PROTEICA Tetraciclina
INIBIDORES DE SÍNTESE PROTEICA Tetraciclinas
 Podem formar quelatos,
formando complexos insolúveis
com sais de Fe, Ca, Mg e Al;
 Para boa absorção não devem
ser adm. Com leite e derivados,
antiácidos;
 São úteis em infecções mistas de vias respiratórias e acne.
 Efeitos Colaterais: Diarreia, deficiência de complexo B,
deformações ósseas e dentárias;
 Não é indicado para gestantes e lactantes
INIBIDORES DE SÍNTESE PROTEICA Macrolídeos
INIBIDORES DE SÍNTESE PROTEICA Macrolídeo
ANTIMETABÓLITOS Sulfonamidas
• MECANISMO DE AÇÃO= ANTIMETABÓLITO:
Substância que antagoniza um metabólito essencial.
• Inibem o metabolismo do ácido fólico, por
mecanismo competitivo.
• São bacteriostáticos.
• O grupo das sulfonamidas compreende seis drogas
principais: sulfanilamida, sulfisoxazol, sulfacetamida,
ácido para-aminobenzóico, sulfadiazina e
sulfametoxazol, sendo as duas últimas de maior
importância clínica.
ANTIMETABÓLITOS Sulfonamidas- Associações racionais
• O sulfametoxazol é comumente empregado em
associação com o trimetoprim, associação mais
conhecida como cotrimoxazol.
• O efeito das duas drogas é sinérgico, pois atuam em
passos diferentes da síntese do ácido tetra-
hidrofólico (folínico), necessária para a síntese dos
ácidos nucleicos.
• Cotrimoxazol é indicado para infecções urinárias,
otites, sinusites, prostatites, uretrites.
• *Não indicados para gestantes, pois atravessam
a barreira placentária.
Ampliar o espectro de ação
ANTIMETABÓLITOS Sulfonamidas- Associações irracionais
• Associação com anestésicos locais (Ex: procaína)
causa antagonismo do efeito da sulfonamida,
causando perda da ação.
Antagonismo do efeito da Sulfonamida
INIBIDORES DE SÍNTESE
DE ÁCIDOS NUCLEICOS Quinolonas
 MECANISMO DE AÇÃO: Inibem a enzima DNA Girase,
impedindo o enovelamento e espiralamento do DNA
bacteriano.
• Principal representante: Ciprofloxacina: Aumento do espectro
para bacilos gram-negativos e boa atividade contra alguns
cocos gram-positivos, porém, pouca ou nenhuma ação sobre
Streptococcus spp., Enterococus spp. e anaeróbios.
• Este foi um dos principais motivos para o desenvolvimento
das novas quinolonas: levofloxacina, gatifloxacina,
moxifloxacina e gemifloxacina.
INIBIDORES DE SÍNTESE
DE ÁCIDOS NUCLEICOS Quinolonas
 Recentemente, foram descritas alterações nos níveis de
glicemia com o uso dessas quinolonas mais associadas com
a gatifloxacina, sobretudo em pacientes idosos e diabéticos,
motivo pelo qual essa quinolona foi retirada de mercado.
 Principais indicações:
 Trato genito-urinário; Trato gastrintestinal; Trato respiratório;
Osteomielites; Partes moles; Ação contra micobactérias;
Trato genito-urinário
QUINOLONAS DE PRIMEIRA GERAÇÃO
CH3 N N
C2H5
ácido nalidíxicoÁcido Nalidíxico
Nauril
Wintomylon
N
C2H5
COOH
ácido oxolínico Urilin
N
O
COOH
N
C2H5
rosoxacino Eradacil
N
O
COOH
HN
N N N
C2H5
O
O
Não apresentam ação em gram-positivas
Ácido nalidíxico: primeiro derivado quinolônico
São fototóxicas (exposição à luz ultravioleta)
O
COOH
O
Infecções urinárias
INIBIDORES DE SÍNTESE
DE ÁCIDOS NUCLEICOS
O ácido nalidíxico
é indicado para o
tratamento de
infecções baixas
do trato urinário.
O
COOH
N
C2H5
F
N
HN
norfloxacinoFLOXACIN
e outros
O
COOH
N N N
C2H5
HN
enoxacino
N
O
COOH
F
N
HN
ciprofloxacino Ciflox
Quinoflox
e outros
COOH
F
N
C2H5
N
N
CH3
pefloxacino Peflacin
N
O
COOH
F
N
N
CH3
O
CH3
ofloxacino Floxstat
Ofloxan
Oflox
Fluorquinolonas
F
QUINOLONAS DE SEGUNDA GERAÇÃO
Agem em gram-positiva e gram-negativa
O
INIBIDORES DE SÍNTESE
DE ÁCIDOS NUCLEICOS
• Infecções vias urinárias (nor e ofloxacina)
• Infecções respiratórias por P. aeruginosa
• Otite externa por P. aeruginosa
• Osteomielite bacilar crônica por gram –
• Gonorreia (nor e ofloxacina)
• Prostatite bacteriana (norfloxacina)
• Cervicite (ofloxacina)
Indicações Clínicas -
Fluorquinolonas
INIBIDORES DE SÍNTESE
DE ÁCIDOS NUCLEICOS
QUINOLONAS DE TERCEIRA GERAÇÃO
Melhor farmacocinética e atividade intrínseca e
menor fototoxicidade
moxifloxacino
levofloxacino
INIBIDORES DE SÍNTESE
DE ÁCIDOS NUCLEICOS
EFEITOS ADVERSOS NAS QUINOLONAS
 REAÇÕES GASTROINTESTINAIS
 Náusea, vômito, diarréia e dor abdominal
 DISTÚRBIOS DAPELE
 Confusão, alucinação, ansiedade, agitação, pesadelos ,depressão
 Crises convulsivas  afinidade pelo GABA
ação como antagonista

piperazina, 3-aminopirrolidina
 FOTOTOXICIDADE
 DANO NO DESENVOLVIMENTO DAS CARTILAGENS
INIBIDORES DE SÍNTESE
DE ÁCIDOS NUCLEICOS
 Rifampicina: utilizada em associações no
tratamento da tuberculose;
 Mecanismo de ação: Inibe a RNA Polimerase
dependente de DNA nas bactérias.
 É um agente bactericida,
 Efetivo contra bactérias gram-negativas e gram-
positivas.
 Coloração alaranjada na urina;
 Acelera a biotransformação de anticoncepcionais
(dimiui a eficácia de derivados de estrógenos e
progesterona).

Os antimicrobianos são substâncias têm a capacidade de inibir o crescimento e/ou destruir microorganismos. Podem ser produzidos por bactérias ou por fungos ou podem ser total ou parcialmente sintéticos.

  • 1.
    FÁRMACOS ANTIMICROBIANOS Dr Fernando Costa Farm.Bioquímico Farmacologia Clínica / Hospitalar
  • 2.
    Conceitos • Quimioterápicos: (Ehrlich,início do século XX): compostos sintéticos capazes de destruir agentes infecciosos. • Antibiótico: substâncias produzidas por microorganismos que matam ou inibem o crescimento de outros microrganismos. • Bacteriostáticos: são agentes que detêm o crescimento de determinadas bactérias dificultando sua deixando ao sistema imunitário a tarefa proliferação e de eliminar as bactérias que já estão presentes no organismo. • Bactericidas: compostos que promovem a morte da bactéria.
  • 3.
    Classes  Antibacterianos  Antifúngicos Antivirais  Antiparasitários
  • 4.
    Bactérias Gram Positivas Características: Relativamentesimples; •Constituída de uma camada espessa de peptidoglicanos • A camada de polímeros fortemente polares favorece a entrada de compostos com carga positiva;
  • 5.
    O que éo Ácido Lipoteitóico O ácido lipoteicóico é o principal constituinte da parede celular de bactérias gram-positivas. Esses organismos possuem uma membrana interna e, externamente a ela, uma espessa camada de peptidoglicano.
  • 6.
    O que éácido teicoico? O ácido teicoico é um polímero complexo encontrado na parede celular de muitas bactérias gram-positivas. Ele desempenha um papel importante na manutenção da estrutura e integridade da parede celular, bem como na interação da bactéria com seu ambiente.
  • 7.
    Qual é afunção do ácido teicoico na parede celular das bactérias? A função do ácido teicoico na parede celular das bactérias é conferir rigidez e estabilidade, facilitar a adesão a superfícies e proteger contra a ação de enzimas líticas.
  • 8.
    O que épeptídeoglicano O peptidoglicano, por vezes denominado mureína, é um heteropolissacarídeo ligado a péptidos presente na parede celular de procariontes. É formado por dois tipos de açúcares e alguns aminoácidos.
  • 9.
    Bactérias Gram Negativas Características: •Mais complexas; • Possuem apenas 2 camadas de peptidoglicanos (fina); • Possuem espaço periplasmático que contém enzimas e outros componentes; • Possuem membrana externa formada por uma bicamada lipídica; • Possuem canais transmembrana repletos de água denominados porinas, que facilitam a entrada de antimicrobianos hidrofílicos; • Possuem polissacarídeos complexos (lipopolissacarídeos, endotoxinas) que desencadeiam reação inflamatória, in vivo – virulência.
  • 11.
    Locais de açãodos antibacterianos
  • 12.
    Antibacterianos Classificação: 1- De acordocom a origem: •Sintéticos: os quais são obtidos através de síntese química. •Antibióticos: obtidos a partir de fontes naturais
  • 13.
    2- De acordocom a estrutura química: • INIBIDORES DE SÍNTESE DE PAREDE CELULAR: Beta-lactâmicos: Penicilinas e Cefalosporinas, Polipeptídeos: Vancomicina; • INIBIDORES DE SÍNTESE PROTEICA (30S): Tetraciclinas, Aminoglicosídeos (50S e tRNA): Anfenicois, Macrolídeos, Polipeptídicos; • INIBIDORES DE SÍNTESE DE ÁC. NUCLEICOS (ENZIMAS): Quinolonas (ácido Nalidíxico): Ciprofoxacina, Rifampicina • ANTIMETABÓLITOS: Sulfonamidas. • INIBIDORES DE PERMEABILIDADE DA MEMBRANA: Polimixinas;
  • 14.
    Inibidores de síntesede parede bacteriana BETA-LACTÂMICOS
  • 15.
    Antibacterianos Beta-lactâmicos N S H N H H O COOH O R S O O HH H N O R O 1 2 3 4 COOH 6 N 5 7 PENICILINAS CEFALOSPORINAS Cefalexina Possuem em comum no seu núcleo estrutural o anel ß-lactâmico, o qual confere atividade bactericida. Mecanismo de ação: Interferem com a síntese do peptideoglicano (responsável pela integridade da parede bacteriana). Para que isto ocorra: 1. devem penetrar na bactéria através das porinas presentes na membrana externa da parede celular bacteriana; 2. não devem ser destruídos pelas ß-lactamases produzidas pelas bactérias. Amoxacilina Ampicilina BETA-LACTÂMICOS
  • 16.
    Indicações Clínicas -Penicilinas • meningite bacteriana (benzilpenicilina  benzetacil®), • infecções ósseas (flucloxacilina), • infecções cutâneas e de tecidos moles (benzilpenicilina), • faringite (fenoximetilpenicilina por via oral  Pen-V-oral®), BETA-LACTÂMICOS
  • 17.
    Indicações Clínicas -Penicilinas • infecções das vias urinárias (amoxicilina amoxil®), • sífilis (penicilina procaina  despacilina®), • infecções por Pseudomonas aeruginosa (piperacilina i.v.  tazocin®) BETA-LACTÂMICOS
  • 18.
    ESPECTRO DEATI V IDADEEST R EITO L L L MEMBRANA EXTERNA ENZIMAS PAREDE CELULAR MEMBRANA CELULAR INTERIORDA CÉLULA N S H N H H O O R 2 CO - - - - - - - - - N S H N H H O O R CO2- BETA-LACTÂMICOS
  • 19.
    Estabilidade das Penicilinas HN S H N HH COOH O R HO2C N S H N H H O COOH O R -LACTAMASES FÁRMACO ATIVO METABÓLITO INATIVO N S H N H H O CO O H O R GRUPO VOLUMOSO ENZIMA BETA-LACTÂMICOS
  • 20.
    BETA-LACTÂMICOS NH2 N S H N H H COOH O O ampicilina O N S H N H H O COOH O fenoximetilpenicilina(Penicilina V) NH2 HO N S H N H H COOH O O amoxicilina  Maior ação em gram+  Via oral  Amplo espectro  Via oral, IM e IV Amplo espectro-melhor ação em gram –  Menor efeito colateral-diarreia  Via oral  Não são resistentes a beta-lactamase  São bactericidas  São eliminadas de forma inalterada  Administradas em intervalos de 8 horas Penicilinas Sensíveis às Beta- lactamases
  • 21.
    Penicilinas Resistentes àsBeta- lactamases N S H N H H O COOH O MeO OMe N S H N H H O COOH O OMe NAFCILINA METICILINA  Ácido sensíveis  Maior ação em bactérias gram + BETA-LACTÂMICOS
  • 22.
    oxacilina R =R’=H cloxacilina R =Cl, R’ =H dicloxacilina R =R’ =Cl N O N S H N H H R' O R CH3 O COOH flucloxacilina R =Cl, R’ =F Penicilinas Resistentes a Ácido e às Betalactamases  OXACILINAE DICLOXACILINA - Alimento interfere na absorção  Ligação as proteínas plasmáticas BETA-LACTÂMICOS
  • 23.
    S H N H2 N O O O + NH(C2 H5)2 + N H 2 + N H2 benzatina procaína O N O benzilpenicilina O S H N O O N O benzilpenicilina O 2 Penicilinas Latentes PENICILINA É RÁPIDAMENTE ELIMINADA PROLONGAR AAÇÃO PREPARAÇÕES DE DEPÓSITOS As penicilinas latentes, são de ação seja, são formas prolongada, latenciadas ou de penicilina, que permanecem no organismo inativas, até que sofram metabolização lenta, e vão sendo liberadas aos poucos.  Pivampicilina  Bacampicilina BETA-LACTÂMICOS
  • 24.
    Penicilinas Latentes HOOC O S N O PROBENECIDA COMPETECOM A PENICILINA RETARDANDOA ELIMINAÇÃO DO ÚLTIMO – AUMENTA O TEMPO DE AÇÃO DO FÁRMACO N O O H H COOH OH FÁRMACO SUICIDA ÁCIDO CLAVULÂNICO O ácido clavulânico é tido como um fármaco suicida, pois é administrado em conjunto com a penicilina para ser atacado pela penicilinase (betalactamase), protegendo a penicilina. BETA-LACTÂMICOS
  • 25.
    Cefalosporinas FUNGO (1948) Cephalosporium acraemonium •ATÓXICA, BAIX OR I S CO DE REAÇÕESAL ÉRGICAS • RELATIVAMENTE ESTÁVEL À HIDRÓLISEÁCIDA • MAIS ESTÁVEL À PENICILIN ALASE • BOA PROPORÇÃO DEATIVIDADE EM GRAM POSITIVAS ENEGATIVAS BETA-LACTÂMICOS
  • 26.
    Indicações Clínicas -Cefalosporinas • Septicemia (cefuroxima i.v.  zinacef® cefotaxima i.v  claforan®) • Infecções de vias aéreas superiores (cefalexina v.o.  keflex®) • Pneumonia • Meningite (ceftriaxona i.v.  rocefin®) • Infecção do trato biliar • Infecção da vias urinárias (durante a gravidez) • Sinusite (cefadroxil v.o.  cefamox®) BETA-LACTÂMICOS
  • 28.
    CEFALOSPORINAS DE PRIMEIRAGERAÇÃO Efetiva contra algumas espécies de Staphylococcus e Streptococcus. Também eficazes contra Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e Proteus mirabilis. Mais ativas sobre bactérias Gram+ do que as de 2ªgeração. . BETA-LACTÂMICOS
  • 29.
    Mais eficazes contrabactérias Gram-negativas, mais resistentes à beta-lactamase BETA-LACTÂMICOS CEFALOSPORINAS DE SEGUNDA GERAÇÃO
  • 30.
    Muito eficazes contraGram-negativas e Gram-positivas e em infecções hospitalares atividade contra N. Gonorreae, anaerobios e pseudomonas. CEFALOSPORINAS DE TERCEIRA GERAÇÃO BETA-LACTÂMICOS
  • 31.
    Mesma atividade contraGram-negativas. Mais resistentes à degradação por beta lactamase,atividade contra aerobios gram negativo CEFALOSPORINAS DE QUINTA GERAÇÃO Apresenta uma atividade singular contra o Staphylococcus aureus resistente à meticilina e um espectro de atividade contra gram-negativos comparável ao de agentes de terceira geração. CEFTOBIPROLE CEFTAROLINA BETA-LACTÂMICOS CEFALOSPORINAS DE QUARTA GERAÇÃO
  • 32.
    Monobactâmicos Carbapenenos Imipenem Meropenem Aztreonam  pacientes comgrave alergia à penicilina que apresentam afecções causadas por microrganismos Gram-negativos resistentes. Uso limitado devido à ocorrência de flebite no local de administração IV e meia-vida curta exige doses a intervalos frequentes  possuem amplo espectro e proporcionam uma cobertura contra a maioria dos microrganismos Gram-positivos, Gram-negativos e anaeróbicEorstapenem  em níveis plasmáticos elevados podem causar c p o d v e u m l s c õ a e u s s .ar reações de hipersensibilidade e flebite no local de administração IV. BETA-LACTÂMICOS Não clássicos
  • 33.
    Efeitos Adversos REAÇÕES HIPERSENSIBILIDADE (ERUPÇÕESCUTÂNEAS A CHOQUE ANAFILÁTICO) NEUROTOXICIDADE (CONVULSÕES) ALTAS DOSES BAIXAS DOSES • Alteração da flora bacteriana intestinal como diarreia (quando v.o.) • 10% dos alérgicos a penicilínicos também são a cefalosporínicos (reação alérgica cruzada) *Seguro na gravidez (categoria B do FDA) – Penicilinas e cefalosporinas BETA-LACTÂMICOS
  • 34.
    Polipeptídeos  São compostosde estrutura complexa;  Possuem atividade antimicrobiana específica, em geral agem na síntese de parede celular.  Apresentam um múltiplo mecanismo de ação, inibindo a síntese do peptideoglicano, além de alterar a permeabilidade da membrana citoplasmática e interferir na síntese de RNA citoplasmático. Desta forma, inibem a síntese da parede celular bacteriana. Principais membros deste grupo:  Bacitracina, Polimixina B, Colistina, Vancomicina, Ciclosserina, Gramicidina. MECANISMOS MÚLTIPLOS
  • 35.
  • 36.
  • 37.
    Polipeptídeos- Polimixinas INIBIDORES DE PERMEABILIDADE DAMEMBRANA  As polimixinas interagem com a molécula de polissacarídeo da membrana externa das bactérias gram-negativas, retirando cálcio e magnésio, necessários para a estabilidade da molécula de polissacarídeo.  Esse processo resulta em aumento de permeabilidade da membrana com rápida perda de conteúdo celular e morte da bactéria.
  • 38.
    Polipeptídeos- Polimixinas INIBIDORES DE PERMEABILIDADE DAMEMBRANA  As polimixinas são ativas contra uma grande variedade de bacilos gram-negativos, incluindo muitas espécies de enterobactérias (como E. coli e Klebsiella spp.) e bacilos não- fermentadores.  Tratamento de infecções graves por bacilos gram-negativos multirressitentes, no tratamento de pneumonias associadas à assistência à saúde, infecções da corrente sanguínea relacionadas a cateteres, nas infecções do sítio cirúgico e nas infecções do trato urinário.  Entretanto, o pouco conhecimento sobre suas propriedades farmacológicas e eficácia clínica limitam sua utilização.
  • 39.
    INIBIDORES DE SÍNTESEPROTEICA Aminoglicosídeos  Mecanismo de ação:  Ligam-se à fração 30S dos ribossomos inibindo a síntese proteica ou produzindo proteínas defeituosas
  • 40.
    INIBIDORES DE SÍNTESEPROTEICA Aminoglicosídeos
  • 41.
    INIBIDORES DE SÍNTESEPROTEICA Aminoglicosídeos
  • 42.
    INIBIDORES DE SÍNTESEPROTEICA Antifenicois
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    INIBIDORES DE SÍNTESEPROTEICA Antifenicol
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    INIBIDORES DE SÍNTESEPROTEICA Tetraciclinas
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    INIBIDORES DE SÍNTESEPROTEICA Tetraciclina
  • 46.
    INIBIDORES DE SÍNTESEPROTEICA Tetraciclinas  Podem formar quelatos, formando complexos insolúveis com sais de Fe, Ca, Mg e Al;  Para boa absorção não devem ser adm. Com leite e derivados, antiácidos;  São úteis em infecções mistas de vias respiratórias e acne.  Efeitos Colaterais: Diarreia, deficiência de complexo B, deformações ósseas e dentárias;  Não é indicado para gestantes e lactantes
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    INIBIDORES DE SÍNTESEPROTEICA Macrolídeos
  • 48.
    INIBIDORES DE SÍNTESEPROTEICA Macrolídeo
  • 49.
    ANTIMETABÓLITOS Sulfonamidas • MECANISMODE AÇÃO= ANTIMETABÓLITO: Substância que antagoniza um metabólito essencial. • Inibem o metabolismo do ácido fólico, por mecanismo competitivo. • São bacteriostáticos. • O grupo das sulfonamidas compreende seis drogas principais: sulfanilamida, sulfisoxazol, sulfacetamida, ácido para-aminobenzóico, sulfadiazina e sulfametoxazol, sendo as duas últimas de maior importância clínica.
  • 50.
    ANTIMETABÓLITOS Sulfonamidas- Associaçõesracionais • O sulfametoxazol é comumente empregado em associação com o trimetoprim, associação mais conhecida como cotrimoxazol. • O efeito das duas drogas é sinérgico, pois atuam em passos diferentes da síntese do ácido tetra- hidrofólico (folínico), necessária para a síntese dos ácidos nucleicos. • Cotrimoxazol é indicado para infecções urinárias, otites, sinusites, prostatites, uretrites. • *Não indicados para gestantes, pois atravessam a barreira placentária. Ampliar o espectro de ação
  • 51.
    ANTIMETABÓLITOS Sulfonamidas- Associaçõesirracionais • Associação com anestésicos locais (Ex: procaína) causa antagonismo do efeito da sulfonamida, causando perda da ação. Antagonismo do efeito da Sulfonamida
  • 52.
    INIBIDORES DE SÍNTESE DEÁCIDOS NUCLEICOS Quinolonas  MECANISMO DE AÇÃO: Inibem a enzima DNA Girase, impedindo o enovelamento e espiralamento do DNA bacteriano. • Principal representante: Ciprofloxacina: Aumento do espectro para bacilos gram-negativos e boa atividade contra alguns cocos gram-positivos, porém, pouca ou nenhuma ação sobre Streptococcus spp., Enterococus spp. e anaeróbios. • Este foi um dos principais motivos para o desenvolvimento das novas quinolonas: levofloxacina, gatifloxacina, moxifloxacina e gemifloxacina.
  • 53.
    INIBIDORES DE SÍNTESE DEÁCIDOS NUCLEICOS Quinolonas  Recentemente, foram descritas alterações nos níveis de glicemia com o uso dessas quinolonas mais associadas com a gatifloxacina, sobretudo em pacientes idosos e diabéticos, motivo pelo qual essa quinolona foi retirada de mercado.  Principais indicações:  Trato genito-urinário; Trato gastrintestinal; Trato respiratório; Osteomielites; Partes moles; Ação contra micobactérias; Trato genito-urinário
  • 54.
    QUINOLONAS DE PRIMEIRAGERAÇÃO CH3 N N C2H5 ácido nalidíxicoÁcido Nalidíxico Nauril Wintomylon N C2H5 COOH ácido oxolínico Urilin N O COOH N C2H5 rosoxacino Eradacil N O COOH HN N N N C2H5 O O Não apresentam ação em gram-positivas Ácido nalidíxico: primeiro derivado quinolônico São fototóxicas (exposição à luz ultravioleta) O COOH O Infecções urinárias INIBIDORES DE SÍNTESE DE ÁCIDOS NUCLEICOS O ácido nalidíxico é indicado para o tratamento de infecções baixas do trato urinário.
  • 55.
    O COOH N C2H5 F N HN norfloxacinoFLOXACIN e outros O COOH N NN C2H5 HN enoxacino N O COOH F N HN ciprofloxacino Ciflox Quinoflox e outros COOH F N C2H5 N N CH3 pefloxacino Peflacin N O COOH F N N CH3 O CH3 ofloxacino Floxstat Ofloxan Oflox Fluorquinolonas F QUINOLONAS DE SEGUNDA GERAÇÃO Agem em gram-positiva e gram-negativa O INIBIDORES DE SÍNTESE DE ÁCIDOS NUCLEICOS
  • 56.
    • Infecções viasurinárias (nor e ofloxacina) • Infecções respiratórias por P. aeruginosa • Otite externa por P. aeruginosa • Osteomielite bacilar crônica por gram – • Gonorreia (nor e ofloxacina) • Prostatite bacteriana (norfloxacina) • Cervicite (ofloxacina) Indicações Clínicas - Fluorquinolonas INIBIDORES DE SÍNTESE DE ÁCIDOS NUCLEICOS
  • 57.
    QUINOLONAS DE TERCEIRAGERAÇÃO Melhor farmacocinética e atividade intrínseca e menor fototoxicidade moxifloxacino levofloxacino INIBIDORES DE SÍNTESE DE ÁCIDOS NUCLEICOS
  • 58.
    EFEITOS ADVERSOS NASQUINOLONAS  REAÇÕES GASTROINTESTINAIS  Náusea, vômito, diarréia e dor abdominal  DISTÚRBIOS DAPELE  Confusão, alucinação, ansiedade, agitação, pesadelos ,depressão  Crises convulsivas  afinidade pelo GABA ação como antagonista  piperazina, 3-aminopirrolidina  FOTOTOXICIDADE  DANO NO DESENVOLVIMENTO DAS CARTILAGENS
  • 59.
    INIBIDORES DE SÍNTESE DEÁCIDOS NUCLEICOS  Rifampicina: utilizada em associações no tratamento da tuberculose;  Mecanismo de ação: Inibe a RNA Polimerase dependente de DNA nas bactérias.  É um agente bactericida,  Efetivo contra bactérias gram-negativas e gram- positivas.  Coloração alaranjada na urina;  Acelera a biotransformação de anticoncepcionais (dimiui a eficácia de derivados de estrógenos e progesterona).