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Inovar   para manter-se   competitivo


                VIII
            CONFERÊNCIA
               ANPEI
              19.05.08




                            Moysés Simantob 2008
Moysés Simantob
  Professor do Departamento de Operações na FGV-EAESP, da
disciplina de Inovação nas Organizações
 Co-fundador e coordenador executivo do Fórum de Inovação da
FGV-EAESP
 Atuou no grupo Telecom Italia Mobile - TIM e saiu para fundar a
ValueNet – Incubadora de empresas para internet
  Autor do Guia Valor Econômico de Inovação nas Empresas,
com Roberta Lippi, em 2003
  Co-autor e organizador da série de livros Organizações
Inovadoras, 2003 e 2007
  Colabora com várias organizações como palestrante e assessor
especializado em inovação estratégica           Moysés Simantob 2007
WWW.INOVFORUM.ORG.BR   3
Anpei  palestra 05_08
Anpei  palestra 05_08
Inovação é uma polissemia

        uma palavra com
    diferentes interpretações
        – que precisa ser
     contextualizada em um
     campo de ação para se
    compreender o seu real
           significado
Campos de Ação da Inovação
  As inovações são classificadas de acordo com o seu campo
  de ação: social, tecnológico, organizacional, comercial e
  nestes campos ela pode apresentar as seguintes tipologias:

       Produto/Serviço               Processo

                         Rompedora

      Gestão/Marca/Design      Conceito de Negócio


  A Inovação Rompedora é subjacente a esse modelo e
  pode estar presente em todos os campos
                                           Fonte: Fórum de Inovação
Tipologias de Inovação
 Inovação de produtos e serviços:
desenvolvimento e comercialização de produtos ou serviços
novos, fundamentados em novas tecnologias e vinculados à
satisfação de necessidades dos clientes
 Inovação de processos:
desenvolvimento de novos meios de fabricação de produtos ou de
novas formas de relacionamento para a prestação de serviços
 Inovação em gestão:
desenvolvimento de novas estruturas de poder e liderança, novo
modelo de gestão, enfoque em marca e percepção de valor
 Inovação de conceito de negócios:
desenvolvimento de novos negócios que forneçam uma vantagem
competitiva sustentável
                                            Fonte: Fórum de Inovação
Conceitos
A inovação tecnológica é uma condição necessária
para o processo de desenvolvimento econômico e
social de qualquer país . Nos dias atuais, tornou-se
ainda mais presente, face aos novos desafios
colocados pela rapidez em que se processa o
avanço do conhecimento e pela acirrada
competitividade de uma economia em crescente
interdependência. Esta nova realidade afeta,
principalmente, países em desenvolvimento, entre
eles, o Brasil e seus parceiros latino-americanos.
Conceitos
• Introdução de um novo bem, cujos consumidores ainda não
  estejam familiarizados
• Introdução de um novo método de produção e que tenha sido
  gerado a partir de uma nova descoberta científica ou um novo
  método de tratar comercialmente uma commodity
• Abertura de um novo mercado em que uma área específica da
  indústria não tenha penetrado, independente do mercado
  existir antes ou não
• A conquista de uma nova fonte de suprimento de matéria-
  prima ou bens parcialmente manufaturados
• O aparecimento de uma nova estrutura de organização em um
  setor, como por exemplo a criação de uma posição de
  monopólio ou a quebra de um monopólio existente

                                          Schumpeter (1934)
Ciclos Econômicos




Época Negócios,Julho2007
Conceitos

          “Inovar é um processo de      “O Valor da Inovação está cada vez
alavancar a criatividade para gerar     mais ligada a redução de tempo de
   valor de novas maneiras através     retorno dos investidores e, portanto,
      de novos produtos,serviços e    no impacto que essa redução gera nas
                         negócios ”      ações das companhias de capital
                                       aberto. Nas empresas de uma forma
                                        em geral a inovação funciona como
                                      estratégia de apropriação de nichos de
                                          mercado, através da criação de
                                          patentes e de diferenciação de
                                                    produtos .”


                                               Innovation Premium


   12
3M
  Conceito “novas idéias + ações que produzem resultados”

 Objetivo principal : Solucionar problemas insolúveis de forma inovadora
Tipologia
Tipo A é radical ao extremo e dá origem ao nascimento de uma indústria
inteiramente nova ao extrapolar as necessidades do consumidor

Tipo B ainda é radical porque muda a base da competição na indústria
existente

Tipo C é estritamente alinhado com as necessidades do consumidor, sendo,
na verdade, uma extensão de linha de um produto existente.

               THE 3M WAY TO INNOVATION: Balancing People and Profit De Ernest Gundling
               New York : Kodanska América, 2000. 247p.
  13
Conceitos
De acordo com Porter (1990), uma empresa que é singular em
algo se diferencia da concorrência, o que normalmente resulta
            em desempenho superior (p. 111-112).




 Para Slywotzky e Morrison (1998), a única maneira de uma
empresa permanecer na zona do lucro seria por intermédio da
                inovação constante (p. 38).
                                PORTER, Michael E. Vantagem Competitiva: Criando e
                               sustentando um desempenho superior. Rio de Janeiro :
                                              Campus, 1990, 511 p.

                               SLYWOTZKY, Adrian J., MORRISON, David J. A estratégia
                                focada no lucro: Profit zone: desvendando os segredos
                               da lucratividade. Rio de Janeiro : Campus, 1998, 347 p.

 14
Conceitos
   Kim e Mauborgne (2001, p. 85), em seus estudos a
respeito das empresas inovadoras de valor, concluem que
 um fator de sucesso é o conceito de reconhecimento
pela empresa do mérito intelectual e emocional
           de seus colaboradores.


Freiberg e Freiberg (1998), ao analisarem o caso clássico
     de Inovação da Southwest Airlines, atribuem ao
     excelente relacionamento da empresa com seus
funcionários o fato de ela ser a única empresa de aviação
   dos Estados Unidos a registrar lucros todos os anos,
                       desde 1973.
                             KIM, W. C. e MAUBORGNE, R. Esqueça a Concorrência.
                            HSM Management, São Paulo, n. 24, p. 78-86, jan./fev.
                                                  2001.

                             FREIBERG, K. e FREIBERG, J. Nuts!: Southwest Airlines’
                            crazy recipes for business and personal success. New York
                                             : Broadway, 1998, 362 p.
Conceitos


  “Inovação é uma
 solução necessária
quando a tecnologia
da empresa está em
fase de estabilização
  ou obsolescência”

             Betz, 1987; Ribault et al.,
                                 1995
Conceitos
      “Inovação pressupõe uma certa dose de incerteza”


       “Inovação baseia-se no conhecimento científico”


     “Inovação é favorecida pela organização formalizada”



“Inovação e estrutura de mercado são
   mutuamente interativas” Dosi, G.
                                   Dosi, G.; Freeman, C. e Fabiani, S. The process of
                                 economic development: introducing some stylized facts
                                   and theories on technologies, firms and institutions.
                                    Industrial and Corporate Change, Vol. 3(1), 1994.

                                Dosi, G. The nature of the innovative process. In Dosi et
17                                al., Technological change and economic theory. Pinter
                                                 Publishers, London, 1988.
Conceitos
          “Aquisição de tecnologia é uma atividade inovativa”


     “Inovação é criar novos produtos e/ou tecnologias a partir de
                    uma área de P&D ou Marketing”


       “Inovar é usar tecnologias existentes de novas maneiras”


                               Manual Oslo

     O Manual Oslo (OECD, 1992), baseando-se parcialmente nas definições
         de Schumpeter, 1934, considera inovação tecnológica como a
        implementação de novos produtos ou processos, bem como de
        mudanças tecnológicas significativas de produtos ou processos.

18
Conceitos


      “Inovação é um processo de
     aprendizagem organizacional ”
                                    Bell e Pavitt
                  Bell, M. e Pavitt, K. The development of technological
                  capabilities, in Haque, I. (ed.), Trade, technology and
                      international competitiveness, The World Bank,
                                      Washington, 1995.
                   Bell, M. e Pavitt, K. Technological accumulation and
                   industrial growth: contrasts between developed and
                  developing countries, mimeo, SPRU, Sussex University,
                                            1993.
                  Bell, M.; Ross-Larson, B. e Westphal, L. Assessing the
                 performance of infant industries. Journal of Development
                    Economics, Vol. 16, Sept.-Oct. 1984, pag. 101-127.
19
Conceitos


           “Inovação é o uso
            comercialmente
     bem sucedido de uma invenção”


                          Frank R. Bacon
                  Frank R. Bacon & Thomas Butler – Planned Innovation
                               New York. Free Press 1998



20
Conceitos

     “Inovação é atribuir novas
      capacidades aos recursos
       existentes na empresa,
          gerando riqueza”
         Drucker, Peter F.
                    Innovation & Entrepreneurship. New York. Harper
                                     Business. 1993



21
Conceitos

     “Inovação é o resultado de um
           esforço de time”


     “Inovação é resultado de muitas
         experimentações e alta
           tolerância ao risco”
                                       IDEO
                  The Art of Innovation. Thomas Kelley. Doubleday. 2001
22
Conceitos
  “Inovação é um processo estratégico de
reinvenção contínua do próprio negócio e da
  criação de novos conceitos de negócios”


      “Inovação é produto de uma visão
                estratégica”


“Inovação é sistematizável em um processo
                gerenciável” the Revolution. HBSP, 2000.
                         Leading



                     Hamel, G. em Liderando a Revolução
Conceitos


  “Inovação é adotar novas
tecnologias que aumentam a
     competitividade da
        companhia”
                        Prahalad, C.K.

                     Competing for the Future. Boston: HBSP, 1994



24
Inovação X Invenção
"...Inventores isolados ou individuais existem e
   não são poucos, como atestam centenas de
   associações de inventores, e eles continuarão a
   existir ad eternum, pois inventar é algo
   essencialmente humano. Já a inovação é um
   processo interpessoal. Transformar idéias em
   produtos, serviços e processos requer a
   organização de diferentes atividades a serem
   executadas por diferentes pessoas, jamais
   poderá ser o resultado de um trabalho solitário.
   Por isso se diz que pessoas inventam e
   organizações inovam."
      BARBIERI, Jose Carlos & ALVARES, Antonio Carlos Teixeira - Inovação nas Organizações
     Empresariais, in Organizações Inovadoras- Estudos e casos brasileiros - organizador Jose
                      Carlos Barbieri Rio de Janeiro, Editora FGV 2003 : 45
GRANDES IDÉIAS LANÇADAS POR EMPRESAS
NACIONAIS NOS ÚLTIMOS ANOS


  1º - Aeronaves da família 170/190, da Embraer
  2º - Sistema bicombustível da Volkswagen
  3º - Soja para baixas latitudes, da Embrapa
  4º   -   Água-de-coco em caixinha da One
  5º   -   Ecosport, lançado pela Ford
  6º   -   Chapas de aço pré-pintadas, da CSN
  7º   -   Exploração em águas profundas, da Petrobras
  8º - Sabão em pó Ala, da Unilever
  9º - Software anti-spam da Safestmail
  10º - Abertura de latas ploc-off, da Brasilata
                                         Fonte : Revista Exame
Processo de Inovação Tecnológica

Introdução de uma descoberta ou invenção na
economia. É o casamento de uma oportunidade
tecnológica com uma necessidade de mercado.
Pode resultar em:

• Um novo produto ou serviço;
• Um novo método de produção;
• Uma nova fonte de matérias-primas ou de bens
  semi-manufaturados;
• Re-organização de um setor produtivo.
Inovação Tecnológica:

É uma atividade complexa, que se inicia com a
concepção de uma nova idéia, passa pela solução de
um problema e vai até a utilização de um novo item
de valor econômico ou social (Myers & Marquis, 1969).


Ou seja, refere-se ao lançamento, no mercado, de
novos produtos ou processos ou a introdução de
mudanças significativas em produtos ou processos
já existentes.
Pesquisa e Desenvolvimento
       Experimental (P&D&E):

É uma das principais atividades que podem levar
à geração de inovações. Pode atuar como uma
fonte de idéias ou como uma forma de resolver
problemas.

Componentes:

 Pesquisa Básica
 Pesquisa Aplicada
 Desenvolvimento Experimental
Pesquisa Básica:

Trabalho teórico ou experimental, geralmente
realizado nas universidades e institutos de
pesquisa, empreendido primordialmente para
compreender fenômenos e fatos da natureza,
sem ter em vista qualquer aplicação específica.

Exemplo:

O estudo da estrutura molecular de uma
determinada substância visando compreender
como se explicam certos comportamentos desse
material, sem uma preocupação de utilização
prática mais imediata do conhecimento.
                                          Fonte : Eva Stal
Pesquisa Aplicada:
Investigação original concebida pelo interesse em
adquirir novos conhecimentos com finalidades
práticas.
No setor empresarial, a distinção entre pesquisa
básica e aplicada será freqüentemente
caracterizada pela execução de um projeto para
explorar os resultados promissores de um
programa de pesquisa básica.

Exemplo:

A partir do conhecimento sobre pilhas galvânicas,
estudar a possibilidade de se criar um novo tipo de
bateria para sistemas elétricos de emergência que seja
mais compacta e com maior capacidade de carga.
                                              Fonte: Eva Stal
Desenvolvimento Experimental:

A partir de conhecimentos técnico-científicos
                            técnico-
e/ou empíricos já dominados pela empresa ou
obtidos externamente, buscar, através de
esforços sistemáticos, a comprovação da
viabilidade técnica/funcional de novo(s)
produto(s), processo(s), sistema(s) e serviço(s),
ou ainda o substancial aperfeiçoamento dos já
existentes. Envolve a formulação conceitual, o
“design”, os testes alternativos, a confecção de
protótipos e a operação de plantas-piloto.
                             plantas-

Exemplo:

Estudos visando a lançar um novo monitor de vídeo
com melhor definição comparativamente aos
monitores já comercializados pela empresa.
                                  empresa.   Fonte :Eva Stal
Características da Atividade
            Inovadora
• Específica da empresa;
• Cumulativa ao longo do tempo;
• Diferenciada;
• Exige, cada vez mais, a colaboração
  entre grupos diferentes de
  especialistas;
• Cercada de grande incerteza em relação
  aos seus resultados comerciais.
Serviços Tecnológicos:
São atividades que
suportam a execução dos
trabalhos de P&D, tais
como:                                    Exemplos:
• Prospecção, monitoramento
  e avaliação tecnológica;     • Registros de marcas;
• Estudos de viabilidade       • Registros de patentes;
  técnico-econômica;           • Manutenção de
• Ensaios, testes e análises     equipamentos de P&D;
  técnicas;                    • Informações tecnológicas;
• Capacitação de recursos      • Lote Experimental;
  humanos;
                               • Comercialização pioneira;
• Documentação e normas
                               • Outras.
  técnicas;
inovação não é
     ciência
       ou
   tecnologia
inovação é
 sociedade
     &
 economia
CIÊNCIA       TECNOLOGIA         INOVAÇÃO       SOCIAL
                                                 (riqueza)
      GOVERNOS VIAM / VÊEM COMO UM PIPELINE
                   ( MODELO LINEAR )
  SOCIEDADE                            A COMUNIDADE
(ESTADO) INVESTE                     CIENTÍFICA CRIA
  EM PESQUISA                       UM RESERVATÓRIO
                                   DE CONHECIMENTO
  AS EMPRESAS VÃO BUSCAR ESSE
CONHECIMENTO PARA TRANSFORMAR
           EM PRODUTOS
           HOJE, HÁ QUE SE VER TECNOLOGIA
                PELO ÂNGULO DA DEMANDA
            (Embrapa, IPT, Unicamp,Fapesp...)
Sistema Nacional de Inovação
                                     ENSINO
                                   universidades
                                 escolas técnicas
                                educação continuada
 PESQUISA
- universidades                                             GOVERNO
- inst. pesquisa
                                                      formulação e gestão
- centros P&D
                                                        da política de C&T
  de empresas


       ENTIDADES NÃO
                                                      SETOR PRODUTIVO
     GOVERNAMENTAIS
    - associações de classe
                                                    -empresas de engenharia
            - ONGs                                    - empresas industriais
    - instituições de fomento
                                                          e de serviços
TECHNOLOGY
               For personal use only!




                  Many Players and Complex Processes Contribute
                  to the Innovativeness of a Nation
                                                    Society
CO R PO RATE




                                                    Implementation     Successful
                                        Invention
                      Public                        in the company   market placement   Customer,
                     research
                                             Industrial Innovation
                                                   Process                               market




                                            Political conditions
                                                                                             © Siemens AG, CT,
                                                                                               ANPEI - Brasil 2003
TECHNOLOGY
               For personal use only!




                   Strategic Planning of Technologies & Innovations
                                                         Strategic                                  Scenarios for the             Factors of
                                                         Visioning
                                                                                                  Business Segments               Influence

                                                                                                     Automation and                Individual
CO R PO RATE




                                                                                                           Control
                                                                          "Retropolation" out
                                                                                                    Information and                   Society
                                                                               of Scenarios         Communications
                                    "Extrapolation“ via
                                                                                    New
                                          Roadmaps                                                                                    Politics
                                                                                    Markets               Lighting
                      Today‘s
                                           Products                           New Customer
                      Business                                                 Requirements                                         Economy
                                          Technologies                                                    Medical
                                                                                   New
                                    Customer Requirements                        Technologies
                                                                                                           Power                 Environment
                                                                                    New
                                                                                   Businesses
                                                                                                     Transportation               Technology

                                                                                                                                  Customers
                                  Today         Short-term                 Medium-term                        Long-term

                                                                                                           Horizon of time       Competition
                                                                     (varies significantly in the different business segments)

                                   The combination of extrapolation and retropolation
                                              generates the “Pictures of the Future“
                                                                                                                                 © Siemens AG, CT,
                                                                                                                                   ANPEI - Brasil 2003
Sistema Nacional de Inovação
•   Conceito desenvolvido por Freeman (Inglaterra) e
    Nelson (EUA), em 1988, simultaneamente.
•   Definem Sistema    Nacional de Inovação
    como sendo
•   “uma construção institucional,
    produto de uma ação planejada e
    consciente ou de um somatório de
    decisões não planejadas e
    desarticuladas, que impulsiona o
    progresso tecnológico em economias
    capitalistas complexas”.
Sistema Nacional de Inovação


“Um Sistema Nacional de Inovação (SNI) é
uma rede de instituições, tanto públicas
quanto privadas, cujas atividades e
interações iniciam, importam, modificam e
difundem novas tecnologias.”
(Pavitt e Patel, 1994).
Tipos de SNI’s

Os países (desenvolvidos, em desenvolvimento)
diferem em termos de instituições que fomentam as
atividades de inovação. Estas diferenças têm em
vários fatores, tais como:

• Tamanho do país;
• Agenda das políticas, em particular a industrial;
• Recursos naturais

 Que, combinados com fatores econômicos,
 culturais, sociais políticos produzem diferentes
 SNI’s (Japão – visão de longo prazo)
Sistema Nacional de Inovação
Sistemas maduros - capacidade de manter o país próximo à
(ou na) fronteira tecnológica internacional (Estados Unidos,
Alemanha, Japão, França, Inglaterra, Itália)
Sistemas intermediários - voltados basicamente à difusão
da inovação, com forte capacidade doméstica de absorver os
avanços técnicos gerados nos sistemas maduros (Suécia,
Dinamarca, Holanda, Suíça; Coréia do Sul, Taiwan)
Sistemas incompletos - infra-estrutura tecnológica mínima.
Possuem sistemas de C&T mas não os transformaram em
efetivos sistemas de inovação (Brasil, Argentina, México, Índia,
China)
                                               (Patel e Pavitt, 1994)
Definição de Arranjos Produtivos
             Locais

Arranjos Produtivos Locais são aglomerações de
empresas, localizadas em um mesmo território,
que apresentam especialização produtiva e
mantêm algum vínculo de articulação, interação,
cooperação e aprendizagem entre si e com os
outros atores locais, tais como: governo,
associações empresariais, instituições de crédito,
ensino e pesquisa.
Variáveis Determinantes
Aglomeração de um número significativo de
empresas, que atuem em torno de uma atividade
produtiva principal, levando-se em conta a
dinâmica do território :
Adensamento empresarial e postos de trabalho
Faturamento e capacidade de atrair funding
Oportunidades de mercado
Potencial de crescimento
Recursos naturais e infra-estrutura existente
Vantagens competitivas para exportar
comunidade

 INOVA
em rede
O diálogo entre SNI’s e APLs
SNI’s – Progresso Tecnológico com Geração de
Riqueza
Contudo, desenvolvimento não é sinônimo de
crescimento econômico
APL’s são uma resposta ao crescimento
econômico com redução de desigualdade. A
inclusão social pelo empreendedorismo. A
competitividade vista como atributo do ambiente
local e de um sistema mais amplo (abordagem
sistêmica, teoria evolucionária...)
Os pressupostos consideram:
–   Capital humano local
–   Capital social que gera riqueza territorial
–   Governança com protagonistas fortes (Gerdau)
–   Uso sustentável do capital natural (ponto de mutação)
Inovar porquê e pra quê?
 ...Inovar para...
                        Perpetuar
                        Crescer
                        Sobreviver

        Para criar monopólios temporários, que a
      concorrência se encarregará de decretar o fim deles.
    Quanto mais próximo do monopólio, melhor. Trata-se de
                    uma Estratégia Única:
    Fazer e vender o que a concorrência ainda não sabe
                fazer (sempre por pouco tempo)
O padrão comum para todos os êxitos abaixo
tem como essência, a inovação rompedora
                           O que é comum a essas
                           inovações? Quais os“padrões”?
                           ...começam com desempenho
                           “suficientemente bom” em
                           mercados tradicionais
                           ...acrescem simplicidade e
                           conveniência no uso
                           ...atraem os
                           consumidores“super-servidos”
                           ou então “não consumidores”
                           ...adotam modelos de negócios
                           “baixo custo” e “começam
                           pequeno”
                           ...se aproveitam das fraquezas
                           e miopias dos concorrentes
                           dominantes
                                Prof. Luiz C. Moraes Rego - FGV
As organizações evoluem em competitividade
acumulando competências sucessivas



                                         INOVAÇÃO
                         FLEXIBILIDADE
                    AGILIDADE
            QUALIDADE
        CUSTO




         FATORES DE COMPETITIVIDADE
                                                        51
                                            Fonte: POI-CEHP,1993
Quando inovar?
  Quando o efeito da comoditização corroer as margens de
  lucro
  Quando fazer o que sempre foi feito, não mais trouxer
  resultado
  Quando a imagem de marca estiver associada ao passado
  Quando os clientes não escolherem a sua empresa entre as
  suas preferidas
  Quando a tática de curto prazo sucumbir à estratégia e a
  visão de futuro

  Quando não há mais como viver, sem fazer
               esse esforço
A percepção de empresas globais:
                           11 regiões
  Pesquisa IBM             geográficas


                        765 CEOs
  Pesquisa Monitor

                          5 tendências
 “Mastering the
Innovation Challenge”               1.000
                                   empresas

                                         Moysés Simantob 2007
Pesquisa IBM - Global CEO Study 2006
-A inovação do modelo de negócio é o novo diferenciador estratégico
As pressões competitivas têm impulsionado a inovação do modelo de negócio
além do projetado nas listas de prioridades dos CEOs. Entretanto, sua
importância não diminui a necessidade de focar em produtos, serviços e
mercados, assim como na inovação operacional.

- A colaboração externa é indispensável
Os CEOs reforçaram a importância da inovação colaborativa. Os parceiros de
negócios e os clientes foram citados como as principais fontes de idéias
inovadoras, apesar dos CEOs admitirem que suas próprias organizações não
são suficientemente colaborativas.

- A inovação deve partir dos líderes das organizações
CEOs reconhecem que são os principais responsáveis por fomentar a
inovação dentro de suas empresas. Porém, para orquestrá-la, os CEOs
necessitam criar um ambiente cada vez mais propício à atuação.
                                                             Moysés Simantob 2007
Pesquisa IBM - Global CEO Study 2006
Algumas recomendações para ajudá-los a refinar sua agenda de inovação:

·Pense amplamente, aja pessoalmente e gerencie o mix de inovação - crie e
administre um amplo mix de inovação que enfatize a mudança em seu
modelo de negócio.
·Transforme o modelo de negócio em algo radicalmente diferente - encontre
novas formas de mudar substancialmente o modo como se agrega valor em
sua indústria, ou em outras.
·Impulsione a inovação através da integração entre negócio e tecnologia –
use a tecnologia como um catalisador da inovação, combinando-a com
conhecimento de negócio e de mercado.
·Desafie os limites da colaboração – colabore em escala massiva, desafiando
os limites geográficos, para abrir um mundo de possibilidades.
·Imponha uma visão externa sempre – estimule a organização a trabalhar
cada vez mais com parceiros externos, tornando isso uma prática sistemática
e, assim, parte da cultura organizacional.
                                                               Moysés Simantob 2007
[ Tendências ]


Pesquisa Monitor: As 5
tendências mais
importantes das
empresas no Brasil



                                Moysés Simantob 2007
Aumento da Competição:                             [ T-1 ]



           inovar ou estagnar
  As mudanças dos cenários competitivos, as tecnologias
  emergentes e as mega trends requerem mecanismos anti-
      inércia (de interpretação de sinais e de atitude na
               atualização do radar de negócios)




                                                Moysés Simantob 2007
A nova realidade de mercado                         [ T-1 ]
  A empresas podem e devem interferir e mudar aspectos de
competição de seu setor
  Fatores macroeconômicos e cenário político desfavoráveis não
devem bloquear as iniciativas de inovação
  Tomada de risco com responsabilidade deve ser
institucionalizada para aumentar as expectativas de novas
receitas para shareholders
  ‘Experimentar’ atender demandas locais de consumidores “low
end”, metas de players globais, pode minimizar os riscos do
repertório de inovação
   Qualificações para a adoção de novas tecnologias, necessitam
ser mais consistentes e flexíveis
                                                     Investigação Monitor
[ T-2 ]
Brasil entre China, India e SE da Asia:




           líder ou seguidor?
                                  Moysés Simantob 2007
Brasil na encruzilhada entre China, índia e
SE Asiático : líder ou seguidor ?     [ T-2 ]
  Da Imitação a Inovação
  LINSU KIM
           De país pobre e subdesenvolvido
   até o início da década de 1960, a Coréia
       do Sul passou a ser um dos mais
      avançados e prósperos do mundo.
   O aprendizado tecnológico e o progresso
       técnico endógeno são os fatores
     fundamentais dessa transformação.
                        LINSU KIM
   India, SE Asia - Asian firms that previously used a fast follower strategy,
   similar to Brazil, are increasingly choosing the path of innovation leadership
                                                                       Moysés Simantob 2007
Inovar é importante      [ T-3 ]


para 90%
inovação é
uma
prioridade
estratégica

                      Moysés Simantob 2007
Quem busca incorporar
a capacidade de Inovar?                             [ T-3 ]
Empresas que:
  São líderes ou almejam a liderança
  Atuam em mercados instáveis, em mudança
acelerada e com muitas indefinições
  Buscam estabelecer padrões de indústria ou interferir
decisivamente na configuração da indústria
  Buscam desenvolver sistematicamente novas oportunidades de
negócio, alavancando as competências existentes, não se
limitando a ‘ortodoxias’ e ‘regras de mercado’
  Querem implantar um processo de inovação que gere um fluxo
permanente de idéias , experiências e negócios, diminuindo os
‘vales’ entre receitas advindas de ‘sucessos’
                                                       Fonte:Hamel
Foco no incrementalismo            [ T-4 ]


                          curto prazo
  redução de
    custos


                          eficiência


                                Moysés Simantob 2007
Plataforma Kaizen / TQM:           [ T-5 ]


 melhoria em               melhoria no
 tecnologias               modelo de
 de processo                 gestão




                                Moysés Simantob 2007
OS 14 PRINCÍPIOS DE GESTÃO
DO MODELO TOYOTA
1. FILOSOFIA DE LONGO PRAZO, MESMO QUE EM DETRIMENTO                       [ T-5 ]
    DE METAS FINANCEIRAS DE CURTO PRAZO
2. ANTECIPAR PROBLEMAS E RESOLVÊ-LOS O QUANTO ANTES
3. USAR SISTEMAS ‘ PUXADOS ’ PARA EVITAR A SUPERPRODUÇÃO
4. NIVELAR A CARGA DE TRABALHO (HEIJUNKA)
5. PARAR E RESOLVER PROBLEMAS, NA PRIMEIRA TENTATIVA
6. MELHORIA CONTÍNUA E CAPACITAÇÃO
7. CONTROLE VISUAL
8. TECNOLOGIA CONFIÁVEL QUE ATENDA AOS PROCESSOS
9. DESENVOLVER LÍDERES QUE ENTENDEM A FILOSOFIA E A ENSINEM
    AOS OUTROS
10. DESENVOLVER EQUIPES EXCEPCIONAIS
11. RESPEITAR E DESAFIAR SUA REDE DE PARCEIROS E FORNECEDORES
12. VER POR SI MESMO PARA COMPREENDER A SITUAÇÃO
13. TOMAR DECISÕES LENTAMENTE POR CONSENSO E IMPLEMENTÁ-LAS
    COM RAPIDEZ
14. TORNA-SE UMA ORGANIZAÇÃO DE APRENDIZAGEM INCANSÁVEL PELA
    REFLEXÃO INCANSÁVEL          Prof. Jeffrey k. Liker, Universidade de Michigan
[ i_hub_ Modelo de gestão]                              [ i_hub ]




   A CHAVE PARA O MODELO TOYOTA E O QUE
   A FAZ SOBRESSAIR-SE NÃO É NENHUM DOS
   ELEMENTOS INDIVIDUAIS...

  O IMPORTANTE É TER TODOS OS
  ELEMENTOS REUNIDOS COMO UM
  SISTEMA. ELES DEVEM SER POSTOS EM
  PRÁTICA TODOS OS DIAS DE UMA
  MANEIRA MUITO SISTEMÁTICA - NÃO
  ISOLADAMANTE.
                TAIICHI OHNO – um dos criadores do modelo Toyota

                                           Moysés Simantob 2007
Mastering the Innovation Challenge

    “Para a maioria das
  empresas entre todas as
   funções consideradas
     “core functions” a
         inovação é
  indiscutivelmente a que
     agrega maior valor       “Mastering the Innovation Challenge”
  competitivo - entretanto    offers ideas, experience, and lessons
     é freqüentemente        not only for senior executives but also
                             for anyone who wants to know how to
   controlada com pouca        leverage competitive advantage for
         disciplina”.                   maximum results.

                                         Mastering the Innovation Challenge, 2007
A percepção das empresas nacionais:




                  33 CEOs       Moysés Simantob 2007
“ ...a inovação não é apenas um ato de vontade. É um processo formal de
  competência gerencial e de diferenciação no mercado”.
        Constantino de Oliveira Júnior, Presidente da Gol Linhas Aéreas

“ ... É preciso desmistificar o tema da ‘inovação’, trazendo-o para o dia-a-dia
das empresas, sem perder a sintonia com o ambiente competitivo global.”
             Cássio Casseb Lima, ex-Presidente do Banco do Brasil

“ ... No dia em que os agentes promotores do desenvolvimento social e
econômico perceberem que a inovação é fator decisivo para a competitividade,
o Brasil terá uma maior e mais consistente inserção no cenário global. ”
               Pedro Passos , co-fundador da Natura Cosméticos


                                                                   Moysés Simantob 2007
Casos de sucesso em Inovação Rompedora

Modelo de negócio modular;                                  Lançou a linha Reciclato
  depois de se tornar maior    Lançou a familia de chips
                                “low end” Celeron para     tendo antes construindo a
provedor de jatos de 70-150                                 cadeia de suprimento de
  lugares aposta nos jatos      enfrentar a AMD; hoje a
                                 linha Celeron líder de    matéria prima em parceria
 comerciais de 6 a 8 lugares                                 com a Associação dos
                                        vendas
                                                              Catadores de Papel

    Mobile Brasil
                                Especializou-se na         Fugir da tendência seguida
  Liderou a introdução da    produção low-cost (mini-             pelos principais
tecnologia GSM no Brasil e    usinas) de produtos de         fornecedores – handsets
 inovou no relacionamento aço. Repetiu com sucesso                 carregados de
fabricantes - grande varejo   esse modelo em outros         funcionalidades - apostou
   facilitando o acesso do           mercados              na simplicidade e elegância
 celular pelas classes C e D                                    com o modelo Razr
                                 Inovou de forma rompedora em
                                 vários mercados. Recentemente
                                    para ter acesso rápido aos
                                  mercados residencial das PME
                               empresas comprou e integrou com
                                        sucesso a Linksys
                                                                Prof. Luiz C. Moraes Rego - FGV
Benchmarks em Inovação:
  Resumo dos aspectos mais admirados
2004 - EMPRESA VOTAÇÃO*
1 Natura            [16,4%]
2 Nestlé            [10,7%]
3 Petrobrás         [6,7%]
4 Votorantim        [4,1%]
5 Vale do Rio Doce  [4,0%]
6 Embraer           [3,2%]
6 Gerdau            [3,2%]
7 Microsoft         [2,9%]
7 Pão de Açúcar     [2,9%]
8 TAM               [2,1%]
8 Itaú              [2,1%]
9 AmBev             [1,9%]
10 Coca-Cola        [1,5%]
*percentual das menções sobre o total das respostas

                                                      Revista Carta Capital e Pesquisa Monitor Group
As pequenas Empresas Inovam?


                                                         Empresas
              Faixas de Pessoal Ocupado      total                    Taxa de
                                                        Inovadoras
                                                                     inovação


Comercio de 20 a 99 Pessoas Ocupadas            9.871            236     2,39%
Serviço   de 20 a 99 Pessoas Ocupadas          18.065            729     4,04%
Indústria de 05 a 99 Pessoas Ocupadas          45.910          1.526     3,32%
                   Total                       73.846          2.491     3,37%
Fonte: Fundação Seade. Pesquisa da Atividade Econômica Paulista - Paep 2001.
Como as Pequenas Empresas
Inovam?

            1%

           2%

      9%



                             Principalmente a Empresa

                             A Empresa em Conjunto com Outras Empresas
18%                          ou Instituições
                             Principalmente Outras Empresas ou Instituições

                             A Empresa em Conjunto com a Matriz


                             Principalmente a Matriz Estrangeira da Empresa
                 70%




                       Fonte: Fundação Seade. Pesquisa da Atividade Econômica Paulista - Paep 2001.
• SITUAÇÃO
  Necessidade de introduzir equipamento médico
  (Eletrocardiografia Dinâmica) no mercado exterior.

• DESAFIO
  Adequar o produto para atender
  às exigências do mercado europeu;
  Desenvolver novo design.

• SOLUÇÃO
  Readequação de seu design exterior,
  agregando novas funções e simplificando
  seu manuseio.
• INSTITUIÇÃO PARCEIRA
  IPT   (ER Sorocaba)
• SITUAÇÃO
  Grupo de famílias, produtores de junco.


• DESAFIO
  Adequar o design dos produtos originados no junco
  para alcançar um mercado mais sofisticado e diferenciado.


• SOLUÇÃO
  Agregou-se valor aos produtos já
  existentes, criando marca especial.
  Criou novos produtos com novos
  acabamentos e soluções técnicas.
  Alcançou novos clientes fora da
  região do Vale do Ribeira.
• INSTITUIÇÃO PARCEIRA
  CSPD (ER Vale do Ribeiras)
• SITUAÇÃO
  Desenvolver “Futebol de Robôs” com
  design inovador e com baixo custo.

• DESAFIO
  Utilizar técnicas de design inovadoras,
  estudar sua identidade visual,
  componentes e modelagem.

• SOLUÇÃO
  Após a intervenção da consultoria
  tecnológica, o equipamento adequou-se
  à requisitos de montagem, produção,
  ergonomia e segurança. Foi adaptado ao
  público jovem e usuários de jogos
  eletrônicos.

• INSTITUIÇÃO PARCEIRA
  PARQTEC   (ER São Carlos)
• SITUAÇÃO
 A Sacia Alimentos é uma pequena empresa do
 segmento de comida congelada. Embora a
 qualidade dos produtos seja inquestionável, os
 proprietários encontravam dificuldade em colocar
 seus produtos nas melhores lojas do ramo.
 A alegação por parte dos lojistas é que os produtos têm um giro
 lento.
• DESAFIO
 Criar embalagens que sejam capazes de influenciar na decisão de
 compra do cliente com um mínimo de investimento possível.
• SOLUÇÃO
 Foi desenvolvida uma linha de embalagens divididas em pratos
 light, normais e família. As novas embalagens, mais atraentes,
 permitiram que os produtos SACIA disputassem os espaços nos
 freezers com grandes marcas.
• INSTITUIÇÃO PARCEIRA
 Centro São Paulo Design.
• SITUAÇÃO
 Empresa Camelback da Incubadora de Santos
 queria automatizar sua linha de produção para
 máquinas de vulcanização.
• DESAFIO
 Obter informações sobre equipamentos e
 fornecedores para automação d alinha de
 produção.
• SOLUÇÃO
 O parceiro tecnológico identificou todos os equipamentos
 necessários para a automação da linha de produção das
 máquinas de vulcanização e forneceu uma lista de equipamentos
 necessários com cotação de preços e dicas de instalação e
 manutenção.
• INSTITUIÇÃO PARCEIRA
 SENAI
• SITUAÇÃO
 A empresa SAMTRONIC desenvolvia bombas
 de infusão, utilizada para infundir líquidos
 terapêuticos de maneira controlada nos
 pacientes nas UTI de hospitais.
• DESAFIO
 A empresa já exportava o equipamento mais
 tinha dificuldade em atingir mercados mais
 competitivos, devido a falta de conformidade
 com normas internacionais.
• SOLUÇÃO
 Após consultoria para adequação do produto às normas da
 Comunidade Européia, houve um aumento de 400% na
 produção, 60% no quadro de funcionários, 30% no volume de
 exportações, atendendo países da Europa, América Latina e Ásia.
• INSTITUIÇÃO PARCEIRA
 IPT
• SITUAÇÃO
 Empresa de componentes óticos produzia
 lupas p/ estética onde os funcionários da
 linha trabalhavam isolados por uma
 barreira física.
• DESAFIO
 Racionalizar o processo produtivo da
 empresa.
• SOLUÇÃO
 O entendimento do processo produtivo da empresa possibilitou o
 re-arranjo e distribuição das tarefas entre os 3 funcionários,
 levando a um aumento da produção de 2 peças horas para 7
 peças horas.
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  • 1. Inovar para manter-se competitivo VIII CONFERÊNCIA ANPEI 19.05.08 Moysés Simantob 2008
  • 2. Moysés Simantob Professor do Departamento de Operações na FGV-EAESP, da disciplina de Inovação nas Organizações Co-fundador e coordenador executivo do Fórum de Inovação da FGV-EAESP Atuou no grupo Telecom Italia Mobile - TIM e saiu para fundar a ValueNet – Incubadora de empresas para internet Autor do Guia Valor Econômico de Inovação nas Empresas, com Roberta Lippi, em 2003 Co-autor e organizador da série de livros Organizações Inovadoras, 2003 e 2007 Colabora com várias organizações como palestrante e assessor especializado em inovação estratégica Moysés Simantob 2007
  • 6. Inovação é uma polissemia uma palavra com diferentes interpretações – que precisa ser contextualizada em um campo de ação para se compreender o seu real significado
  • 7. Campos de Ação da Inovação As inovações são classificadas de acordo com o seu campo de ação: social, tecnológico, organizacional, comercial e nestes campos ela pode apresentar as seguintes tipologias: Produto/Serviço Processo Rompedora Gestão/Marca/Design Conceito de Negócio A Inovação Rompedora é subjacente a esse modelo e pode estar presente em todos os campos Fonte: Fórum de Inovação
  • 8. Tipologias de Inovação Inovação de produtos e serviços: desenvolvimento e comercialização de produtos ou serviços novos, fundamentados em novas tecnologias e vinculados à satisfação de necessidades dos clientes Inovação de processos: desenvolvimento de novos meios de fabricação de produtos ou de novas formas de relacionamento para a prestação de serviços Inovação em gestão: desenvolvimento de novas estruturas de poder e liderança, novo modelo de gestão, enfoque em marca e percepção de valor Inovação de conceito de negócios: desenvolvimento de novos negócios que forneçam uma vantagem competitiva sustentável Fonte: Fórum de Inovação
  • 9. Conceitos A inovação tecnológica é uma condição necessária para o processo de desenvolvimento econômico e social de qualquer país . Nos dias atuais, tornou-se ainda mais presente, face aos novos desafios colocados pela rapidez em que se processa o avanço do conhecimento e pela acirrada competitividade de uma economia em crescente interdependência. Esta nova realidade afeta, principalmente, países em desenvolvimento, entre eles, o Brasil e seus parceiros latino-americanos.
  • 10. Conceitos • Introdução de um novo bem, cujos consumidores ainda não estejam familiarizados • Introdução de um novo método de produção e que tenha sido gerado a partir de uma nova descoberta científica ou um novo método de tratar comercialmente uma commodity • Abertura de um novo mercado em que uma área específica da indústria não tenha penetrado, independente do mercado existir antes ou não • A conquista de uma nova fonte de suprimento de matéria- prima ou bens parcialmente manufaturados • O aparecimento de uma nova estrutura de organização em um setor, como por exemplo a criação de uma posição de monopólio ou a quebra de um monopólio existente Schumpeter (1934)
  • 12. Conceitos “Inovar é um processo de “O Valor da Inovação está cada vez alavancar a criatividade para gerar mais ligada a redução de tempo de valor de novas maneiras através retorno dos investidores e, portanto, de novos produtos,serviços e no impacto que essa redução gera nas negócios ” ações das companhias de capital aberto. Nas empresas de uma forma em geral a inovação funciona como estratégia de apropriação de nichos de mercado, através da criação de patentes e de diferenciação de produtos .” Innovation Premium 12
  • 13. 3M Conceito “novas idéias + ações que produzem resultados” Objetivo principal : Solucionar problemas insolúveis de forma inovadora Tipologia Tipo A é radical ao extremo e dá origem ao nascimento de uma indústria inteiramente nova ao extrapolar as necessidades do consumidor Tipo B ainda é radical porque muda a base da competição na indústria existente Tipo C é estritamente alinhado com as necessidades do consumidor, sendo, na verdade, uma extensão de linha de um produto existente. THE 3M WAY TO INNOVATION: Balancing People and Profit De Ernest Gundling New York : Kodanska América, 2000. 247p. 13
  • 14. Conceitos De acordo com Porter (1990), uma empresa que é singular em algo se diferencia da concorrência, o que normalmente resulta em desempenho superior (p. 111-112). Para Slywotzky e Morrison (1998), a única maneira de uma empresa permanecer na zona do lucro seria por intermédio da inovação constante (p. 38). PORTER, Michael E. Vantagem Competitiva: Criando e sustentando um desempenho superior. Rio de Janeiro : Campus, 1990, 511 p. SLYWOTZKY, Adrian J., MORRISON, David J. A estratégia focada no lucro: Profit zone: desvendando os segredos da lucratividade. Rio de Janeiro : Campus, 1998, 347 p. 14
  • 15. Conceitos Kim e Mauborgne (2001, p. 85), em seus estudos a respeito das empresas inovadoras de valor, concluem que um fator de sucesso é o conceito de reconhecimento pela empresa do mérito intelectual e emocional de seus colaboradores. Freiberg e Freiberg (1998), ao analisarem o caso clássico de Inovação da Southwest Airlines, atribuem ao excelente relacionamento da empresa com seus funcionários o fato de ela ser a única empresa de aviação dos Estados Unidos a registrar lucros todos os anos, desde 1973. KIM, W. C. e MAUBORGNE, R. Esqueça a Concorrência. HSM Management, São Paulo, n. 24, p. 78-86, jan./fev. 2001. FREIBERG, K. e FREIBERG, J. Nuts!: Southwest Airlines’ crazy recipes for business and personal success. New York : Broadway, 1998, 362 p.
  • 16. Conceitos “Inovação é uma solução necessária quando a tecnologia da empresa está em fase de estabilização ou obsolescência” Betz, 1987; Ribault et al., 1995
  • 17. Conceitos “Inovação pressupõe uma certa dose de incerteza” “Inovação baseia-se no conhecimento científico” “Inovação é favorecida pela organização formalizada” “Inovação e estrutura de mercado são mutuamente interativas” Dosi, G. Dosi, G.; Freeman, C. e Fabiani, S. The process of economic development: introducing some stylized facts and theories on technologies, firms and institutions. Industrial and Corporate Change, Vol. 3(1), 1994. Dosi, G. The nature of the innovative process. In Dosi et 17 al., Technological change and economic theory. Pinter Publishers, London, 1988.
  • 18. Conceitos “Aquisição de tecnologia é uma atividade inovativa” “Inovação é criar novos produtos e/ou tecnologias a partir de uma área de P&D ou Marketing” “Inovar é usar tecnologias existentes de novas maneiras” Manual Oslo O Manual Oslo (OECD, 1992), baseando-se parcialmente nas definições de Schumpeter, 1934, considera inovação tecnológica como a implementação de novos produtos ou processos, bem como de mudanças tecnológicas significativas de produtos ou processos. 18
  • 19. Conceitos “Inovação é um processo de aprendizagem organizacional ” Bell e Pavitt Bell, M. e Pavitt, K. The development of technological capabilities, in Haque, I. (ed.), Trade, technology and international competitiveness, The World Bank, Washington, 1995. Bell, M. e Pavitt, K. Technological accumulation and industrial growth: contrasts between developed and developing countries, mimeo, SPRU, Sussex University, 1993. Bell, M.; Ross-Larson, B. e Westphal, L. Assessing the performance of infant industries. Journal of Development Economics, Vol. 16, Sept.-Oct. 1984, pag. 101-127. 19
  • 20. Conceitos “Inovação é o uso comercialmente bem sucedido de uma invenção” Frank R. Bacon Frank R. Bacon & Thomas Butler – Planned Innovation New York. Free Press 1998 20
  • 21. Conceitos “Inovação é atribuir novas capacidades aos recursos existentes na empresa, gerando riqueza” Drucker, Peter F. Innovation & Entrepreneurship. New York. Harper Business. 1993 21
  • 22. Conceitos “Inovação é o resultado de um esforço de time” “Inovação é resultado de muitas experimentações e alta tolerância ao risco” IDEO The Art of Innovation. Thomas Kelley. Doubleday. 2001 22
  • 23. Conceitos “Inovação é um processo estratégico de reinvenção contínua do próprio negócio e da criação de novos conceitos de negócios” “Inovação é produto de uma visão estratégica” “Inovação é sistematizável em um processo gerenciável” the Revolution. HBSP, 2000. Leading Hamel, G. em Liderando a Revolução
  • 24. Conceitos “Inovação é adotar novas tecnologias que aumentam a competitividade da companhia” Prahalad, C.K. Competing for the Future. Boston: HBSP, 1994 24
  • 25. Inovação X Invenção "...Inventores isolados ou individuais existem e não são poucos, como atestam centenas de associações de inventores, e eles continuarão a existir ad eternum, pois inventar é algo essencialmente humano. Já a inovação é um processo interpessoal. Transformar idéias em produtos, serviços e processos requer a organização de diferentes atividades a serem executadas por diferentes pessoas, jamais poderá ser o resultado de um trabalho solitário. Por isso se diz que pessoas inventam e organizações inovam." BARBIERI, Jose Carlos & ALVARES, Antonio Carlos Teixeira - Inovação nas Organizações Empresariais, in Organizações Inovadoras- Estudos e casos brasileiros - organizador Jose Carlos Barbieri Rio de Janeiro, Editora FGV 2003 : 45
  • 26. GRANDES IDÉIAS LANÇADAS POR EMPRESAS NACIONAIS NOS ÚLTIMOS ANOS 1º - Aeronaves da família 170/190, da Embraer 2º - Sistema bicombustível da Volkswagen 3º - Soja para baixas latitudes, da Embrapa 4º - Água-de-coco em caixinha da One 5º - Ecosport, lançado pela Ford 6º - Chapas de aço pré-pintadas, da CSN 7º - Exploração em águas profundas, da Petrobras 8º - Sabão em pó Ala, da Unilever 9º - Software anti-spam da Safestmail 10º - Abertura de latas ploc-off, da Brasilata Fonte : Revista Exame
  • 27. Processo de Inovação Tecnológica Introdução de uma descoberta ou invenção na economia. É o casamento de uma oportunidade tecnológica com uma necessidade de mercado. Pode resultar em: • Um novo produto ou serviço; • Um novo método de produção; • Uma nova fonte de matérias-primas ou de bens semi-manufaturados; • Re-organização de um setor produtivo.
  • 28. Inovação Tecnológica: É uma atividade complexa, que se inicia com a concepção de uma nova idéia, passa pela solução de um problema e vai até a utilização de um novo item de valor econômico ou social (Myers & Marquis, 1969). Ou seja, refere-se ao lançamento, no mercado, de novos produtos ou processos ou a introdução de mudanças significativas em produtos ou processos já existentes.
  • 29. Pesquisa e Desenvolvimento Experimental (P&D&E): É uma das principais atividades que podem levar à geração de inovações. Pode atuar como uma fonte de idéias ou como uma forma de resolver problemas. Componentes: Pesquisa Básica Pesquisa Aplicada Desenvolvimento Experimental
  • 30. Pesquisa Básica: Trabalho teórico ou experimental, geralmente realizado nas universidades e institutos de pesquisa, empreendido primordialmente para compreender fenômenos e fatos da natureza, sem ter em vista qualquer aplicação específica. Exemplo: O estudo da estrutura molecular de uma determinada substância visando compreender como se explicam certos comportamentos desse material, sem uma preocupação de utilização prática mais imediata do conhecimento. Fonte : Eva Stal
  • 31. Pesquisa Aplicada: Investigação original concebida pelo interesse em adquirir novos conhecimentos com finalidades práticas. No setor empresarial, a distinção entre pesquisa básica e aplicada será freqüentemente caracterizada pela execução de um projeto para explorar os resultados promissores de um programa de pesquisa básica. Exemplo: A partir do conhecimento sobre pilhas galvânicas, estudar a possibilidade de se criar um novo tipo de bateria para sistemas elétricos de emergência que seja mais compacta e com maior capacidade de carga. Fonte: Eva Stal
  • 32. Desenvolvimento Experimental: A partir de conhecimentos técnico-científicos técnico- e/ou empíricos já dominados pela empresa ou obtidos externamente, buscar, através de esforços sistemáticos, a comprovação da viabilidade técnica/funcional de novo(s) produto(s), processo(s), sistema(s) e serviço(s), ou ainda o substancial aperfeiçoamento dos já existentes. Envolve a formulação conceitual, o “design”, os testes alternativos, a confecção de protótipos e a operação de plantas-piloto. plantas- Exemplo: Estudos visando a lançar um novo monitor de vídeo com melhor definição comparativamente aos monitores já comercializados pela empresa. empresa. Fonte :Eva Stal
  • 33. Características da Atividade Inovadora • Específica da empresa; • Cumulativa ao longo do tempo; • Diferenciada; • Exige, cada vez mais, a colaboração entre grupos diferentes de especialistas; • Cercada de grande incerteza em relação aos seus resultados comerciais.
  • 34. Serviços Tecnológicos: São atividades que suportam a execução dos trabalhos de P&D, tais como: Exemplos: • Prospecção, monitoramento e avaliação tecnológica; • Registros de marcas; • Estudos de viabilidade • Registros de patentes; técnico-econômica; • Manutenção de • Ensaios, testes e análises equipamentos de P&D; técnicas; • Informações tecnológicas; • Capacitação de recursos • Lote Experimental; humanos; • Comercialização pioneira; • Documentação e normas • Outras. técnicas;
  • 35. inovação não é ciência ou tecnologia
  • 37. CIÊNCIA TECNOLOGIA INOVAÇÃO SOCIAL (riqueza) GOVERNOS VIAM / VÊEM COMO UM PIPELINE ( MODELO LINEAR ) SOCIEDADE A COMUNIDADE (ESTADO) INVESTE CIENTÍFICA CRIA EM PESQUISA UM RESERVATÓRIO DE CONHECIMENTO AS EMPRESAS VÃO BUSCAR ESSE CONHECIMENTO PARA TRANSFORMAR EM PRODUTOS HOJE, HÁ QUE SE VER TECNOLOGIA PELO ÂNGULO DA DEMANDA (Embrapa, IPT, Unicamp,Fapesp...)
  • 38. Sistema Nacional de Inovação ENSINO universidades escolas técnicas educação continuada PESQUISA - universidades GOVERNO - inst. pesquisa formulação e gestão - centros P&D da política de C&T de empresas ENTIDADES NÃO SETOR PRODUTIVO GOVERNAMENTAIS - associações de classe -empresas de engenharia - ONGs - empresas industriais - instituições de fomento e de serviços
  • 39. TECHNOLOGY For personal use only! Many Players and Complex Processes Contribute to the Innovativeness of a Nation Society CO R PO RATE Implementation Successful Invention Public in the company market placement Customer, research Industrial Innovation Process market Political conditions © Siemens AG, CT, ANPEI - Brasil 2003
  • 40. TECHNOLOGY For personal use only! Strategic Planning of Technologies & Innovations Strategic Scenarios for the Factors of Visioning Business Segments Influence Automation and Individual CO R PO RATE Control "Retropolation" out Information and Society of Scenarios Communications "Extrapolation“ via  New Roadmaps Politics Markets Lighting Today‘s Products  New Customer Business Requirements Economy Technologies Medical  New Customer Requirements Technologies Power Environment  New Businesses Transportation Technology Customers Today Short-term Medium-term Long-term Horizon of time Competition (varies significantly in the different business segments) The combination of extrapolation and retropolation generates the “Pictures of the Future“ © Siemens AG, CT, ANPEI - Brasil 2003
  • 41. Sistema Nacional de Inovação • Conceito desenvolvido por Freeman (Inglaterra) e Nelson (EUA), em 1988, simultaneamente. • Definem Sistema Nacional de Inovação como sendo • “uma construção institucional, produto de uma ação planejada e consciente ou de um somatório de decisões não planejadas e desarticuladas, que impulsiona o progresso tecnológico em economias capitalistas complexas”.
  • 42. Sistema Nacional de Inovação “Um Sistema Nacional de Inovação (SNI) é uma rede de instituições, tanto públicas quanto privadas, cujas atividades e interações iniciam, importam, modificam e difundem novas tecnologias.” (Pavitt e Patel, 1994).
  • 43. Tipos de SNI’s Os países (desenvolvidos, em desenvolvimento) diferem em termos de instituições que fomentam as atividades de inovação. Estas diferenças têm em vários fatores, tais como: • Tamanho do país; • Agenda das políticas, em particular a industrial; • Recursos naturais Que, combinados com fatores econômicos, culturais, sociais políticos produzem diferentes SNI’s (Japão – visão de longo prazo)
  • 44. Sistema Nacional de Inovação Sistemas maduros - capacidade de manter o país próximo à (ou na) fronteira tecnológica internacional (Estados Unidos, Alemanha, Japão, França, Inglaterra, Itália) Sistemas intermediários - voltados basicamente à difusão da inovação, com forte capacidade doméstica de absorver os avanços técnicos gerados nos sistemas maduros (Suécia, Dinamarca, Holanda, Suíça; Coréia do Sul, Taiwan) Sistemas incompletos - infra-estrutura tecnológica mínima. Possuem sistemas de C&T mas não os transformaram em efetivos sistemas de inovação (Brasil, Argentina, México, Índia, China) (Patel e Pavitt, 1994)
  • 45. Definição de Arranjos Produtivos Locais Arranjos Produtivos Locais são aglomerações de empresas, localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm algum vínculo de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com os outros atores locais, tais como: governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa.
  • 46. Variáveis Determinantes Aglomeração de um número significativo de empresas, que atuem em torno de uma atividade produtiva principal, levando-se em conta a dinâmica do território : Adensamento empresarial e postos de trabalho Faturamento e capacidade de atrair funding Oportunidades de mercado Potencial de crescimento Recursos naturais e infra-estrutura existente Vantagens competitivas para exportar
  • 48. O diálogo entre SNI’s e APLs SNI’s – Progresso Tecnológico com Geração de Riqueza Contudo, desenvolvimento não é sinônimo de crescimento econômico APL’s são uma resposta ao crescimento econômico com redução de desigualdade. A inclusão social pelo empreendedorismo. A competitividade vista como atributo do ambiente local e de um sistema mais amplo (abordagem sistêmica, teoria evolucionária...) Os pressupostos consideram: – Capital humano local – Capital social que gera riqueza territorial – Governança com protagonistas fortes (Gerdau) – Uso sustentável do capital natural (ponto de mutação)
  • 49. Inovar porquê e pra quê? ...Inovar para... Perpetuar Crescer Sobreviver Para criar monopólios temporários, que a concorrência se encarregará de decretar o fim deles. Quanto mais próximo do monopólio, melhor. Trata-se de uma Estratégia Única: Fazer e vender o que a concorrência ainda não sabe fazer (sempre por pouco tempo)
  • 50. O padrão comum para todos os êxitos abaixo tem como essência, a inovação rompedora O que é comum a essas inovações? Quais os“padrões”? ...começam com desempenho “suficientemente bom” em mercados tradicionais ...acrescem simplicidade e conveniência no uso ...atraem os consumidores“super-servidos” ou então “não consumidores” ...adotam modelos de negócios “baixo custo” e “começam pequeno” ...se aproveitam das fraquezas e miopias dos concorrentes dominantes Prof. Luiz C. Moraes Rego - FGV
  • 51. As organizações evoluem em competitividade acumulando competências sucessivas INOVAÇÃO FLEXIBILIDADE AGILIDADE QUALIDADE CUSTO FATORES DE COMPETITIVIDADE 51 Fonte: POI-CEHP,1993
  • 52. Quando inovar? Quando o efeito da comoditização corroer as margens de lucro Quando fazer o que sempre foi feito, não mais trouxer resultado Quando a imagem de marca estiver associada ao passado Quando os clientes não escolherem a sua empresa entre as suas preferidas Quando a tática de curto prazo sucumbir à estratégia e a visão de futuro Quando não há mais como viver, sem fazer esse esforço
  • 53. A percepção de empresas globais: 11 regiões Pesquisa IBM geográficas 765 CEOs Pesquisa Monitor 5 tendências “Mastering the Innovation Challenge” 1.000 empresas Moysés Simantob 2007
  • 54. Pesquisa IBM - Global CEO Study 2006 -A inovação do modelo de negócio é o novo diferenciador estratégico As pressões competitivas têm impulsionado a inovação do modelo de negócio além do projetado nas listas de prioridades dos CEOs. Entretanto, sua importância não diminui a necessidade de focar em produtos, serviços e mercados, assim como na inovação operacional. - A colaboração externa é indispensável Os CEOs reforçaram a importância da inovação colaborativa. Os parceiros de negócios e os clientes foram citados como as principais fontes de idéias inovadoras, apesar dos CEOs admitirem que suas próprias organizações não são suficientemente colaborativas. - A inovação deve partir dos líderes das organizações CEOs reconhecem que são os principais responsáveis por fomentar a inovação dentro de suas empresas. Porém, para orquestrá-la, os CEOs necessitam criar um ambiente cada vez mais propício à atuação. Moysés Simantob 2007
  • 55. Pesquisa IBM - Global CEO Study 2006 Algumas recomendações para ajudá-los a refinar sua agenda de inovação: ·Pense amplamente, aja pessoalmente e gerencie o mix de inovação - crie e administre um amplo mix de inovação que enfatize a mudança em seu modelo de negócio. ·Transforme o modelo de negócio em algo radicalmente diferente - encontre novas formas de mudar substancialmente o modo como se agrega valor em sua indústria, ou em outras. ·Impulsione a inovação através da integração entre negócio e tecnologia – use a tecnologia como um catalisador da inovação, combinando-a com conhecimento de negócio e de mercado. ·Desafie os limites da colaboração – colabore em escala massiva, desafiando os limites geográficos, para abrir um mundo de possibilidades. ·Imponha uma visão externa sempre – estimule a organização a trabalhar cada vez mais com parceiros externos, tornando isso uma prática sistemática e, assim, parte da cultura organizacional. Moysés Simantob 2007
  • 56. [ Tendências ] Pesquisa Monitor: As 5 tendências mais importantes das empresas no Brasil Moysés Simantob 2007
  • 57. Aumento da Competição: [ T-1 ] inovar ou estagnar As mudanças dos cenários competitivos, as tecnologias emergentes e as mega trends requerem mecanismos anti- inércia (de interpretação de sinais e de atitude na atualização do radar de negócios) Moysés Simantob 2007
  • 58. A nova realidade de mercado [ T-1 ] A empresas podem e devem interferir e mudar aspectos de competição de seu setor Fatores macroeconômicos e cenário político desfavoráveis não devem bloquear as iniciativas de inovação Tomada de risco com responsabilidade deve ser institucionalizada para aumentar as expectativas de novas receitas para shareholders ‘Experimentar’ atender demandas locais de consumidores “low end”, metas de players globais, pode minimizar os riscos do repertório de inovação Qualificações para a adoção de novas tecnologias, necessitam ser mais consistentes e flexíveis Investigação Monitor
  • 59. [ T-2 ] Brasil entre China, India e SE da Asia: líder ou seguidor? Moysés Simantob 2007
  • 60. Brasil na encruzilhada entre China, índia e SE Asiático : líder ou seguidor ? [ T-2 ] Da Imitação a Inovação LINSU KIM De país pobre e subdesenvolvido até o início da década de 1960, a Coréia do Sul passou a ser um dos mais avançados e prósperos do mundo. O aprendizado tecnológico e o progresso técnico endógeno são os fatores fundamentais dessa transformação. LINSU KIM India, SE Asia - Asian firms that previously used a fast follower strategy, similar to Brazil, are increasingly choosing the path of innovation leadership Moysés Simantob 2007
  • 61. Inovar é importante [ T-3 ] para 90% inovação é uma prioridade estratégica Moysés Simantob 2007
  • 62. Quem busca incorporar a capacidade de Inovar? [ T-3 ] Empresas que: São líderes ou almejam a liderança Atuam em mercados instáveis, em mudança acelerada e com muitas indefinições Buscam estabelecer padrões de indústria ou interferir decisivamente na configuração da indústria Buscam desenvolver sistematicamente novas oportunidades de negócio, alavancando as competências existentes, não se limitando a ‘ortodoxias’ e ‘regras de mercado’ Querem implantar um processo de inovação que gere um fluxo permanente de idéias , experiências e negócios, diminuindo os ‘vales’ entre receitas advindas de ‘sucessos’ Fonte:Hamel
  • 63. Foco no incrementalismo [ T-4 ] curto prazo redução de custos eficiência Moysés Simantob 2007
  • 64. Plataforma Kaizen / TQM: [ T-5 ] melhoria em melhoria no tecnologias modelo de de processo gestão Moysés Simantob 2007
  • 65. OS 14 PRINCÍPIOS DE GESTÃO DO MODELO TOYOTA 1. FILOSOFIA DE LONGO PRAZO, MESMO QUE EM DETRIMENTO [ T-5 ] DE METAS FINANCEIRAS DE CURTO PRAZO 2. ANTECIPAR PROBLEMAS E RESOLVÊ-LOS O QUANTO ANTES 3. USAR SISTEMAS ‘ PUXADOS ’ PARA EVITAR A SUPERPRODUÇÃO 4. NIVELAR A CARGA DE TRABALHO (HEIJUNKA) 5. PARAR E RESOLVER PROBLEMAS, NA PRIMEIRA TENTATIVA 6. MELHORIA CONTÍNUA E CAPACITAÇÃO 7. CONTROLE VISUAL 8. TECNOLOGIA CONFIÁVEL QUE ATENDA AOS PROCESSOS 9. DESENVOLVER LÍDERES QUE ENTENDEM A FILOSOFIA E A ENSINEM AOS OUTROS 10. DESENVOLVER EQUIPES EXCEPCIONAIS 11. RESPEITAR E DESAFIAR SUA REDE DE PARCEIROS E FORNECEDORES 12. VER POR SI MESMO PARA COMPREENDER A SITUAÇÃO 13. TOMAR DECISÕES LENTAMENTE POR CONSENSO E IMPLEMENTÁ-LAS COM RAPIDEZ 14. TORNA-SE UMA ORGANIZAÇÃO DE APRENDIZAGEM INCANSÁVEL PELA REFLEXÃO INCANSÁVEL Prof. Jeffrey k. Liker, Universidade de Michigan
  • 66. [ i_hub_ Modelo de gestão] [ i_hub ] A CHAVE PARA O MODELO TOYOTA E O QUE A FAZ SOBRESSAIR-SE NÃO É NENHUM DOS ELEMENTOS INDIVIDUAIS... O IMPORTANTE É TER TODOS OS ELEMENTOS REUNIDOS COMO UM SISTEMA. ELES DEVEM SER POSTOS EM PRÁTICA TODOS OS DIAS DE UMA MANEIRA MUITO SISTEMÁTICA - NÃO ISOLADAMANTE. TAIICHI OHNO – um dos criadores do modelo Toyota Moysés Simantob 2007
  • 67. Mastering the Innovation Challenge “Para a maioria das empresas entre todas as funções consideradas “core functions” a inovação é indiscutivelmente a que agrega maior valor “Mastering the Innovation Challenge” competitivo - entretanto offers ideas, experience, and lessons é freqüentemente not only for senior executives but also for anyone who wants to know how to controlada com pouca leverage competitive advantage for disciplina”. maximum results. Mastering the Innovation Challenge, 2007
  • 68. A percepção das empresas nacionais: 33 CEOs Moysés Simantob 2007
  • 69. “ ...a inovação não é apenas um ato de vontade. É um processo formal de competência gerencial e de diferenciação no mercado”. Constantino de Oliveira Júnior, Presidente da Gol Linhas Aéreas “ ... É preciso desmistificar o tema da ‘inovação’, trazendo-o para o dia-a-dia das empresas, sem perder a sintonia com o ambiente competitivo global.” Cássio Casseb Lima, ex-Presidente do Banco do Brasil “ ... No dia em que os agentes promotores do desenvolvimento social e econômico perceberem que a inovação é fator decisivo para a competitividade, o Brasil terá uma maior e mais consistente inserção no cenário global. ” Pedro Passos , co-fundador da Natura Cosméticos Moysés Simantob 2007
  • 70. Casos de sucesso em Inovação Rompedora Modelo de negócio modular; Lançou a linha Reciclato depois de se tornar maior Lançou a familia de chips “low end” Celeron para tendo antes construindo a provedor de jatos de 70-150 cadeia de suprimento de lugares aposta nos jatos enfrentar a AMD; hoje a linha Celeron líder de matéria prima em parceria comerciais de 6 a 8 lugares com a Associação dos vendas Catadores de Papel Mobile Brasil Especializou-se na Fugir da tendência seguida Liderou a introdução da produção low-cost (mini- pelos principais tecnologia GSM no Brasil e usinas) de produtos de fornecedores – handsets inovou no relacionamento aço. Repetiu com sucesso carregados de fabricantes - grande varejo esse modelo em outros funcionalidades - apostou facilitando o acesso do mercados na simplicidade e elegância celular pelas classes C e D com o modelo Razr Inovou de forma rompedora em vários mercados. Recentemente para ter acesso rápido aos mercados residencial das PME empresas comprou e integrou com sucesso a Linksys Prof. Luiz C. Moraes Rego - FGV
  • 71. Benchmarks em Inovação: Resumo dos aspectos mais admirados 2004 - EMPRESA VOTAÇÃO* 1 Natura [16,4%] 2 Nestlé [10,7%] 3 Petrobrás [6,7%] 4 Votorantim [4,1%] 5 Vale do Rio Doce [4,0%] 6 Embraer [3,2%] 6 Gerdau [3,2%] 7 Microsoft [2,9%] 7 Pão de Açúcar [2,9%] 8 TAM [2,1%] 8 Itaú [2,1%] 9 AmBev [1,9%] 10 Coca-Cola [1,5%] *percentual das menções sobre o total das respostas Revista Carta Capital e Pesquisa Monitor Group
  • 72. As pequenas Empresas Inovam? Empresas Faixas de Pessoal Ocupado total Taxa de Inovadoras inovação Comercio de 20 a 99 Pessoas Ocupadas 9.871 236 2,39% Serviço de 20 a 99 Pessoas Ocupadas 18.065 729 4,04% Indústria de 05 a 99 Pessoas Ocupadas 45.910 1.526 3,32% Total 73.846 2.491 3,37% Fonte: Fundação Seade. Pesquisa da Atividade Econômica Paulista - Paep 2001.
  • 73. Como as Pequenas Empresas Inovam? 1% 2% 9% Principalmente a Empresa A Empresa em Conjunto com Outras Empresas 18% ou Instituições Principalmente Outras Empresas ou Instituições A Empresa em Conjunto com a Matriz Principalmente a Matriz Estrangeira da Empresa 70% Fonte: Fundação Seade. Pesquisa da Atividade Econômica Paulista - Paep 2001.
  • 74. • SITUAÇÃO Necessidade de introduzir equipamento médico (Eletrocardiografia Dinâmica) no mercado exterior. • DESAFIO Adequar o produto para atender às exigências do mercado europeu; Desenvolver novo design. • SOLUÇÃO Readequação de seu design exterior, agregando novas funções e simplificando seu manuseio. • INSTITUIÇÃO PARCEIRA IPT (ER Sorocaba)
  • 75. • SITUAÇÃO Grupo de famílias, produtores de junco. • DESAFIO Adequar o design dos produtos originados no junco para alcançar um mercado mais sofisticado e diferenciado. • SOLUÇÃO Agregou-se valor aos produtos já existentes, criando marca especial. Criou novos produtos com novos acabamentos e soluções técnicas. Alcançou novos clientes fora da região do Vale do Ribeira. • INSTITUIÇÃO PARCEIRA CSPD (ER Vale do Ribeiras)
  • 76. • SITUAÇÃO Desenvolver “Futebol de Robôs” com design inovador e com baixo custo. • DESAFIO Utilizar técnicas de design inovadoras, estudar sua identidade visual, componentes e modelagem. • SOLUÇÃO Após a intervenção da consultoria tecnológica, o equipamento adequou-se à requisitos de montagem, produção, ergonomia e segurança. Foi adaptado ao público jovem e usuários de jogos eletrônicos. • INSTITUIÇÃO PARCEIRA PARQTEC (ER São Carlos)
  • 77. • SITUAÇÃO A Sacia Alimentos é uma pequena empresa do segmento de comida congelada. Embora a qualidade dos produtos seja inquestionável, os proprietários encontravam dificuldade em colocar seus produtos nas melhores lojas do ramo. A alegação por parte dos lojistas é que os produtos têm um giro lento. • DESAFIO Criar embalagens que sejam capazes de influenciar na decisão de compra do cliente com um mínimo de investimento possível. • SOLUÇÃO Foi desenvolvida uma linha de embalagens divididas em pratos light, normais e família. As novas embalagens, mais atraentes, permitiram que os produtos SACIA disputassem os espaços nos freezers com grandes marcas. • INSTITUIÇÃO PARCEIRA Centro São Paulo Design.
  • 78. • SITUAÇÃO Empresa Camelback da Incubadora de Santos queria automatizar sua linha de produção para máquinas de vulcanização. • DESAFIO Obter informações sobre equipamentos e fornecedores para automação d alinha de produção. • SOLUÇÃO O parceiro tecnológico identificou todos os equipamentos necessários para a automação da linha de produção das máquinas de vulcanização e forneceu uma lista de equipamentos necessários com cotação de preços e dicas de instalação e manutenção. • INSTITUIÇÃO PARCEIRA SENAI
  • 79. • SITUAÇÃO A empresa SAMTRONIC desenvolvia bombas de infusão, utilizada para infundir líquidos terapêuticos de maneira controlada nos pacientes nas UTI de hospitais. • DESAFIO A empresa já exportava o equipamento mais tinha dificuldade em atingir mercados mais competitivos, devido a falta de conformidade com normas internacionais. • SOLUÇÃO Após consultoria para adequação do produto às normas da Comunidade Européia, houve um aumento de 400% na produção, 60% no quadro de funcionários, 30% no volume de exportações, atendendo países da Europa, América Latina e Ásia. • INSTITUIÇÃO PARCEIRA IPT
  • 80. • SITUAÇÃO Empresa de componentes óticos produzia lupas p/ estética onde os funcionários da linha trabalhavam isolados por uma barreira física. • DESAFIO Racionalizar o processo produtivo da empresa. • SOLUÇÃO O entendimento do processo produtivo da empresa possibilitou o re-arranjo e distribuição das tarefas entre os 3 funcionários, levando a um aumento da produção de 2 peças horas para 7 peças horas. • INSTITUIÇÃO PARCEIRA ANPEI