“Brincar com crianças não é 
perder tempo, é ganhá-lo. Se 
é triste ver meninos sem 
escola, mais triste ainda é 
vê-los sentados, enfileirados 
em salas sem ar, com 
exercícios estéreis, sem valor 
para a formação do homem”. 
(Carlos Drummond de 
Andrade
A Ludicidade é de extrema importância 
para o desenvolvimento mental da criança. 
Através das atividades lúdicas a criança é 
livre para criar o seu mundo simbólico e é 
estimulada à fantasia e a imaginação.
Nossa investida inicial antes de 
chegarmos à discussão sobre as 
brincadeiras no processo de alfabetização 
foi a de buscar o significado da palavra 
Lúdico. Esta palavra se origina do latim 
ludus e tem o significado original 
associado à brincadeira, ao jogo, ao 
divertimento. Acontece que seu 
significado foi ampliado e passou a ser 
reconhecido como elemento essencial do 
desenvolvimento humano. (Ano 01, página 14)
O lúdico faz parte do cotidiano de 
qualquer criança desde a mais tenra idade, no 
entanto, a discussão sobre o relacionamento 
entre o lúdico e a sala de aula deve-se à 
influência de diferentes abordagens teóricas. 
Com base nos estudos sobre Zona de 
Desenvolvimento Proximal de Vygotsky 
(1994), é possível afirmar que o professor 
pode ser um mediador da atividade lúdica. 
Em determinadas situações, mesmo sendo 
escolares, ele não precisa ser o centro do 
ensino, mas também não precisa ser passivo, 
mas sim, um mediador. (Ano 01, página 14)
Ele pode atuar na seleção de propostas de 
atividades, na organização dos grupos de 
crianças, na mediação durante a situação ou 
mesmo pode ser um problematizador, 
provocando as crianças a tomarem decisões, 
a opinarem, a defenderem suas posições. (Ano 
01, página 15)
Muitas aprendizagens podem ser realizadas, 
tanto em atividades coordenadas pelo professor, 
como a de conversa sobre um texto lido ou 
produção em grupo de um texto, quanto em 
situações de participação em jogos, em que as 
crianças podem brincar sozinhas ou com 
mediação do professor, que não precisa estar 
presente durante toda a partida do jogo. 
Todas essas situações podem ser lúdicas, 
dependendo de como foram planejadas. Isto é, 
uma atividade lúdica pode ser um jogo, uma 
brincadeira ou qualquer outra que dê prazer, 
sensação de plenitude. ( Ano 01 página 16)
No componente curricular Língua 
Portuguesa, muitas atividades podem ser 
desenvolvidas de maneira a privilegiar o 
lúdico no processo de aprendizagem. Jogos 
de palavras, presentes na tradição oral, 
leitura de textos rimados, trava-línguas, 
além de livros de literatura infantil são 
exemplos de importantes instrumentos que 
despertam a ludicidade no aprendizado da 
língua materna.( Ano 02 página 09)
Para os alunos em processo de 
apropriação do Sistema de Escrita, os jogos 
ou atividades de análise fonológica são 
importantes instrumentos para o aprendizado 
da língua, pois levam os aprendizes a pensar 
nas palavras em sua dimensão não só 
semântica, mas também sonoro-escrita. 
Refletir sobre a relação entre a escrita e a 
pauta sonora ajuda os estudantes a 
estabelecer e sistematizar as relações entre 
letras ou grupos de letras e os fonemas com 
mais eficiência, princípio fundamental para a 
alfabetização. ( Ano 02 página 10)
O ensino da Literatura se opõe ao ensino do 
componente curricular História? É possível aprender 
os conteúdos do componente curricular Língua 
Portuguesa enquanto se lê um conto ou uma poesia? 
Ciências, Matemática, Artes estão presentes no 
acervo de livros que compõem a biblioteca da escola? 
Livro de literatura é brinquedo? 
Defendemos que a educação literária (COLOMER, 
2007), ou seja, a familiarização com diferentes textos 
e obras que compõem o acervo literário não significa 
roubar tempo das aulas de História, de Geografia, de 
Ciências ou de Matemática. Pelo contrário, pode ser 
um caminho para preservar o espaço e o tempo da 
brincadeira na sala de aula e simultaneamente 
apresentar os conteúdos curriculares. ( Ano 03 pág. 16)
As possibilidades do aprender brincando 
são diversas e independem das áreas de 
conhecimento. Por meio de brincadeiras é 
possível pensar o sentido do que é ser 
criança e conhecer como estão 
historicamente situadas, possibilitando que 
as crianças pensem sobre as mudanças e 
permanências em relação aos modos de 
brincar. Ao investigar as brincadeiras, os 
estudantes podem identificar na própria vida 
cotidiana registros do passado. Esta 
perspectiva traduz um novo olhar para o que 
é ensinar História. ( Ano 02 pág. 19)
Na área de História, para os anos iniciais, é 
fundamental darmos ênfase ao trabalho com o 
tempo. A brincadeira de contar histórias por 
meio da literatura infantil pode ser uma aliada na 
construção das noções de tempo pela criança. 
Hilary Cooper (2006) sugere que, até mesmo nos 
contos de fadas, podemos explorar hábitos 
culturais associados a tempos antigos vinculados 
à expressão “era uma vez...” Cooper afirma a 
importância das crianças, nos anos iniciais, 
relacionarem suas vivências com histórias sobre 
outras crianças e outros grupos familiares. 
( Ano 02, pág. 23)
Por isso, recursos como poesias, 
brincadeiras, vestimentas, histórias em 
quadrinhos, fotografias, músicas, filmes... 
Também são importantes no planejamento de 
atividades e podem ser abordados como 
fontes de interrogação e interpretação na 
construção do conhecimento histórico. 
(Ano 02 pág. 24)
Uma reflexão sobre as brincadeiras e 
Matemática indica que, além dos aspectos 
interpessoais, ao considerar o grupo e as relações 
que se estabelecem em seu interior, elas envolvem 
duas linguagens: a oral e a corporal, que em 
combinação podem favorecer aos estudantes o 
desenvolvimento da consciência corporal e de um 
tipo especial de pensamento, característicos do 
pensamento geométrico, que permite 
compreender, descrever e representar, de forma 
organizada, o mundo em que vive. Além disso, 
pode favorecer a sintonia entre movimentos e 
tempos, por exemplo, ao pular corda. 
( Ano 02 pág. 27)
As brincadeiras também ajudam a repensar 
os modos de organização das aulas de 
Matemática: a aula pode ser fora da sala? É 
possível haver relações afetivas nestas aulas de 
Matemática: o riso, a alegria, o querer, a 
vontade? 
Ao pensarmos no campo da geometria, por 
exemplo, orientações curriculares nacionais 
indicam que nos anos iniciais do ensino 
fundamental, o trabalho com a geometria deve 
estar centrado na exploração do espaço que 
envolve o estudante. As situações em que ele 
seja levado a situar-se no espaço que o cerca 
devem ser particularmente exploradas em 
atividades que favoreçam a organização do 
esquema corporal e a orientação espacial. (Ano 02 
pág. 28)
As atividades de leitura e escrita, quando 
avaliadas, ganham novas finalidades, não mais a 
mera classificação dos alunos. De acordo com 
Albuquerque, Morais e Leal (2007) é fundamental o 
registro do processo de aprendizagem, porém, mais 
importante é a sua utilização para reorganizar e 
diversificar as ações que integram a rotina escolar. 
( Ano 03 pág. 29) 
Muitas atividades lúdicas, como jogos e 
brincadeiras, incluem atividades relacionadas a 
diversas áreas de conhecimento, que podem ser 
aproveitadas como ponto de partida para o ensino e 
consequentemente como suporte para a avaliação. ( 
Ano 03 pág. 30)

A importância do brincar

  • 2.
    “Brincar com criançasnão é perder tempo, é ganhá-lo. Se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados, enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem”. (Carlos Drummond de Andrade
  • 3.
    A Ludicidade éde extrema importância para o desenvolvimento mental da criança. Através das atividades lúdicas a criança é livre para criar o seu mundo simbólico e é estimulada à fantasia e a imaginação.
  • 4.
    Nossa investida inicialantes de chegarmos à discussão sobre as brincadeiras no processo de alfabetização foi a de buscar o significado da palavra Lúdico. Esta palavra se origina do latim ludus e tem o significado original associado à brincadeira, ao jogo, ao divertimento. Acontece que seu significado foi ampliado e passou a ser reconhecido como elemento essencial do desenvolvimento humano. (Ano 01, página 14)
  • 5.
    O lúdico fazparte do cotidiano de qualquer criança desde a mais tenra idade, no entanto, a discussão sobre o relacionamento entre o lúdico e a sala de aula deve-se à influência de diferentes abordagens teóricas. Com base nos estudos sobre Zona de Desenvolvimento Proximal de Vygotsky (1994), é possível afirmar que o professor pode ser um mediador da atividade lúdica. Em determinadas situações, mesmo sendo escolares, ele não precisa ser o centro do ensino, mas também não precisa ser passivo, mas sim, um mediador. (Ano 01, página 14)
  • 6.
    Ele pode atuarna seleção de propostas de atividades, na organização dos grupos de crianças, na mediação durante a situação ou mesmo pode ser um problematizador, provocando as crianças a tomarem decisões, a opinarem, a defenderem suas posições. (Ano 01, página 15)
  • 7.
    Muitas aprendizagens podemser realizadas, tanto em atividades coordenadas pelo professor, como a de conversa sobre um texto lido ou produção em grupo de um texto, quanto em situações de participação em jogos, em que as crianças podem brincar sozinhas ou com mediação do professor, que não precisa estar presente durante toda a partida do jogo. Todas essas situações podem ser lúdicas, dependendo de como foram planejadas. Isto é, uma atividade lúdica pode ser um jogo, uma brincadeira ou qualquer outra que dê prazer, sensação de plenitude. ( Ano 01 página 16)
  • 9.
    No componente curricularLíngua Portuguesa, muitas atividades podem ser desenvolvidas de maneira a privilegiar o lúdico no processo de aprendizagem. Jogos de palavras, presentes na tradição oral, leitura de textos rimados, trava-línguas, além de livros de literatura infantil são exemplos de importantes instrumentos que despertam a ludicidade no aprendizado da língua materna.( Ano 02 página 09)
  • 10.
    Para os alunosem processo de apropriação do Sistema de Escrita, os jogos ou atividades de análise fonológica são importantes instrumentos para o aprendizado da língua, pois levam os aprendizes a pensar nas palavras em sua dimensão não só semântica, mas também sonoro-escrita. Refletir sobre a relação entre a escrita e a pauta sonora ajuda os estudantes a estabelecer e sistematizar as relações entre letras ou grupos de letras e os fonemas com mais eficiência, princípio fundamental para a alfabetização. ( Ano 02 página 10)
  • 11.
    O ensino daLiteratura se opõe ao ensino do componente curricular História? É possível aprender os conteúdos do componente curricular Língua Portuguesa enquanto se lê um conto ou uma poesia? Ciências, Matemática, Artes estão presentes no acervo de livros que compõem a biblioteca da escola? Livro de literatura é brinquedo? Defendemos que a educação literária (COLOMER, 2007), ou seja, a familiarização com diferentes textos e obras que compõem o acervo literário não significa roubar tempo das aulas de História, de Geografia, de Ciências ou de Matemática. Pelo contrário, pode ser um caminho para preservar o espaço e o tempo da brincadeira na sala de aula e simultaneamente apresentar os conteúdos curriculares. ( Ano 03 pág. 16)
  • 12.
    As possibilidades doaprender brincando são diversas e independem das áreas de conhecimento. Por meio de brincadeiras é possível pensar o sentido do que é ser criança e conhecer como estão historicamente situadas, possibilitando que as crianças pensem sobre as mudanças e permanências em relação aos modos de brincar. Ao investigar as brincadeiras, os estudantes podem identificar na própria vida cotidiana registros do passado. Esta perspectiva traduz um novo olhar para o que é ensinar História. ( Ano 02 pág. 19)
  • 13.
    Na área deHistória, para os anos iniciais, é fundamental darmos ênfase ao trabalho com o tempo. A brincadeira de contar histórias por meio da literatura infantil pode ser uma aliada na construção das noções de tempo pela criança. Hilary Cooper (2006) sugere que, até mesmo nos contos de fadas, podemos explorar hábitos culturais associados a tempos antigos vinculados à expressão “era uma vez...” Cooper afirma a importância das crianças, nos anos iniciais, relacionarem suas vivências com histórias sobre outras crianças e outros grupos familiares. ( Ano 02, pág. 23)
  • 14.
    Por isso, recursoscomo poesias, brincadeiras, vestimentas, histórias em quadrinhos, fotografias, músicas, filmes... Também são importantes no planejamento de atividades e podem ser abordados como fontes de interrogação e interpretação na construção do conhecimento histórico. (Ano 02 pág. 24)
  • 15.
    Uma reflexão sobreas brincadeiras e Matemática indica que, além dos aspectos interpessoais, ao considerar o grupo e as relações que se estabelecem em seu interior, elas envolvem duas linguagens: a oral e a corporal, que em combinação podem favorecer aos estudantes o desenvolvimento da consciência corporal e de um tipo especial de pensamento, característicos do pensamento geométrico, que permite compreender, descrever e representar, de forma organizada, o mundo em que vive. Além disso, pode favorecer a sintonia entre movimentos e tempos, por exemplo, ao pular corda. ( Ano 02 pág. 27)
  • 16.
    As brincadeiras tambémajudam a repensar os modos de organização das aulas de Matemática: a aula pode ser fora da sala? É possível haver relações afetivas nestas aulas de Matemática: o riso, a alegria, o querer, a vontade? Ao pensarmos no campo da geometria, por exemplo, orientações curriculares nacionais indicam que nos anos iniciais do ensino fundamental, o trabalho com a geometria deve estar centrado na exploração do espaço que envolve o estudante. As situações em que ele seja levado a situar-se no espaço que o cerca devem ser particularmente exploradas em atividades que favoreçam a organização do esquema corporal e a orientação espacial. (Ano 02 pág. 28)
  • 17.
    As atividades deleitura e escrita, quando avaliadas, ganham novas finalidades, não mais a mera classificação dos alunos. De acordo com Albuquerque, Morais e Leal (2007) é fundamental o registro do processo de aprendizagem, porém, mais importante é a sua utilização para reorganizar e diversificar as ações que integram a rotina escolar. ( Ano 03 pág. 29) Muitas atividades lúdicas, como jogos e brincadeiras, incluem atividades relacionadas a diversas áreas de conhecimento, que podem ser aproveitadas como ponto de partida para o ensino e consequentemente como suporte para a avaliação. ( Ano 03 pág. 30)