SlideShare uma empresa Scribd logo

10ºano camões parte C

Lurdes Augusto
Lurdes Augusto
Lurdes AugustoMinistério da Educação

análise

10ºano camões parte C

1 de 37
Baixar para ler offline
Luís Vaz de Camões
Os Lusíadas - Parte C
Professora: Lurdes Augusto
10ºANO
Episódio da ilha dos amores - plano da viagem e plano mitológico – canto IX
episódio simbólico
• A Ilha dos Amores simboliza a glorificação pelos feitos heroicos, a
imortalidade do nome, para sempre gravado na História.
• Ainda antes de os nautas encontrarem a ilha, Cupido organiza uma
expedição contra todos os que não amam, abrindo espaço para a crítica
de Camões aos mais favorecidos, clero, nobreza, rei.
• Os marinheiros adivinham e avistam por entre os ramos das árvores as
cores dos tecidos das vestes das ninfas, as quais, deliberadamente, se
vão deixando alcançar. Outras são surpreendidas no banho e correm nuas
por entre o mato, enquanto alguns jovens entram vestidos na água. Elas
não fogem e deixam-se cair aos pés de seus perseguidores.
Ação narrativa: encontro entre o plano mitológico e o plano da viagem
Canto IX– considerações do poeta; ilha dos amores;
Estâncias 52 e 53; 66-70 ; 88-95
53
Mas firme a fez e imóvel, como viu
Que era dos Nautas vista e demandada;
Qual ficou Delos, tanto que pariu
Latona Febo e a Deusa à caça usada.
Para lá logo a proa o mar abriu,
Onde a costa fazia uma enseada
Curva e quieta, cuja branca areia,
Pintou de ruivas conchas Citereia.
52
De longe a Ilha viram fresca e bela,
Que Vênus pelas ondas lha levava
(Bem como o vento leva branca vela)
Para onde a forte armada se enxergava;
Que, por que não passassem, sem que nela
Tomassem porto, como desejava,
Para onde as naus navegam a movia
A Acidália, que tudo enfim podia.
Os navegadores avistaram
a ilha, que tinha sido
estrategicamente colocada
no caminho dos
portugueses.
Comparação
Apesar de ser uma ilha divina
ela é firme e imóvel e o
narrador apresenta outro caso
em que também foi
apresentada uma ilha.
Continua a descrição da ilha
Canto IX– considerações do poeta; ilha dos amores;
estâncias 52 e 53; 66-70 ; 88-95
66
Mas os fortes mancebos, que na praia
Punham os pés, de terra cobiçosos,
Que não há nenhum deles que não saia
De acharem caça agreste desejosos,
Não cuidam que, sem laço ou redes, caia
Caça naqueles montes deleitosos,
Tão suave, doméstica e benigna,
Qual ferida lha tinha já Ericina.
Alguns, que em espingardas e nas bestas,
Para ferir os cervos se fiavam,
Pelos sombrios matos e florestas
Determinadamente se lançavam:
Outros, nas sombras, que de as altas sestas
Defendem a verdura, passeavam
Ao longo da água que, suave e queda,
Por alvas pedras corre à praia leda.
Todos os navegadores
desembarcam e não
estão à espera de
encontrar as ninfas. Já
Vénus as tinha dotado
de paixões secretas.
Uns navegadores entram
determinados na floresta,
pensando que iriam caçar.
Outros navegadores
passeiam e observam a
natureza.
omnisciente
68
Começam de enxergar subitamente
Por entre verdes ramos várias cores,
Cores de quem a vista julga e sente
Que não eram das rosas ou das flores,
Mas da lã fina e seda diferente,
Que mais incita a força dos amores,
De que se vestem as humanas rosas,
Fazendo-se por arte mais formosas.
69
Dá Veloso espantado um grande grito:
"Senhores, caça estranha, disse, é esta!
Se ainda dura o Gentio antigo rito,
A Deusas é sagrada esta floresta.
Mais descobrimos do que humano espírito
Desejou nunca; e bem se manifesta
Que são grandes as coisas e excelentes,
Que o mundo encobre aos homens imprudentes.
Descrição das musas
Sensações visuais
que estimulam os
sentidos e os amores.
Veloso percebe que
está na presença de
algo diferente e divino.
Considera que estão a
descobrir mais do que
desejaram
Conclui que há
grandes coisas que o
Homem ainda não
descobriu
Hipérbato

Recomendados

Canto IX - estâncias 88-95, Reflexões do Poeta
Canto IX - estâncias 88-95, Reflexões do PoetaCanto IX - estâncias 88-95, Reflexões do Poeta
Canto IX - estâncias 88-95, Reflexões do PoetaCatarina Sousa
 
Tétis e a ilha dos amores
Tétis e a ilha dos amoresTétis e a ilha dos amores
Tétis e a ilha dos amoresBruno Neves
 
Cap iv repreensões geral
Cap iv repreensões geralCap iv repreensões geral
Cap iv repreensões geralHelena Coutinho
 
Capítulo III Sermão de Santo António aos Peixes Padre António Vieira
Capítulo III Sermão de Santo António aos Peixes Padre António VieiraCapítulo III Sermão de Santo António aos Peixes Padre António Vieira
Capítulo III Sermão de Santo António aos Peixes Padre António VieiraAlexandra Madail
 
Sermão aos peixes resumo-esquema por capítulos
Sermão aos peixes   resumo-esquema por capítulosSermão aos peixes   resumo-esquema por capítulos
Sermão aos peixes resumo-esquema por capítulosClaudiaSacres
 
Os lusíadas - Canto I Estâncias 105 e 106
Os lusíadas - Canto I Estâncias 105 e 106Os lusíadas - Canto I Estâncias 105 e 106
Os lusíadas - Canto I Estâncias 105 e 106nanasimao
 

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Um mover de olhos brando e piadoso
Um mover de olhos brando e piadosoUm mover de olhos brando e piadoso
Um mover de olhos brando e piadosoHelena Coutinho
 
Análise do canto ix
Análise do canto ixAnálise do canto ix
Análise do canto ixKaryn XP
 
A representação na amada na lírica de Camões
A representação na amada na lírica de CamõesA representação na amada na lírica de Camões
A representação na amada na lírica de CamõesCristina Martins
 
Capítulo V Sermão Santo António aos Peixes Padre António Vieira
Capítulo V Sermão Santo António aos Peixes Padre António VieiraCapítulo V Sermão Santo António aos Peixes Padre António Vieira
Capítulo V Sermão Santo António aos Peixes Padre António VieiraAlexandra Madail
 
Estrutura do Sermão de Santo António aos Peixes
Estrutura do Sermão de Santo António aos PeixesEstrutura do Sermão de Santo António aos Peixes
Estrutura do Sermão de Santo António aos PeixesAntónio Fernandes
 
Sermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesSermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesAnaGomes40
 
Uma análise da obra amor de perdição de
Uma análise da obra amor de perdição deUma análise da obra amor de perdição de
Uma análise da obra amor de perdição deFernanda Pantoja
 
Sermão de Santo António aos peixes - Rémora
Sermão de Santo António aos peixes - Rémora Sermão de Santo António aos peixes - Rémora
Sermão de Santo António aos peixes - Rémora kikaveiga1
 
Resumos de Português: Camões lírico
Resumos de Português: Camões líricoResumos de Português: Camões lírico
Resumos de Português: Camões líricoRaffaella Ergün
 
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Erros  meus, má fortuna, amor ardenteErros  meus, má fortuna, amor ardente
Erros meus, má fortuna, amor ardenteHelena Coutinho
 
Análise de Os Lusíadas
Análise de Os Lusíadas Análise de Os Lusíadas
Análise de Os Lusíadas Lurdes Augusto
 
Sermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesSermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesvermar2010
 
Lírica de Luís de Camões
Lírica de Luís de Camões Lírica de Luís de Camões
Lírica de Luís de Camões Lurdes Augusto
 

Mais procurados (20)

Um mover de olhos brando e piadoso
Um mover de olhos brando e piadosoUm mover de olhos brando e piadoso
Um mover de olhos brando e piadoso
 
Cap vi
Cap viCap vi
Cap vi
 
Análise do canto ix
Análise do canto ixAnálise do canto ix
Análise do canto ix
 
Lusiadas 10º ano
Lusiadas 10º anoLusiadas 10º ano
Lusiadas 10º ano
 
Canto viii 96_99
Canto viii 96_99Canto viii 96_99
Canto viii 96_99
 
A representação na amada na lírica de Camões
A representação na amada na lírica de CamõesA representação na amada na lírica de Camões
A representação na amada na lírica de Camões
 
Capítulo V Sermão Santo António aos Peixes Padre António Vieira
Capítulo V Sermão Santo António aos Peixes Padre António VieiraCapítulo V Sermão Santo António aos Peixes Padre António Vieira
Capítulo V Sermão Santo António aos Peixes Padre António Vieira
 
Estrutura do Sermão de Santo António aos Peixes
Estrutura do Sermão de Santo António aos PeixesEstrutura do Sermão de Santo António aos Peixes
Estrutura do Sermão de Santo António aos Peixes
 
Sermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesSermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixes
 
Uma análise da obra amor de perdição de
Uma análise da obra amor de perdição deUma análise da obra amor de perdição de
Uma análise da obra amor de perdição de
 
Sermão de Santo António aos peixes - Rémora
Sermão de Santo António aos peixes - Rémora Sermão de Santo António aos peixes - Rémora
Sermão de Santo António aos peixes - Rémora
 
Resumos de Português: Camões lírico
Resumos de Português: Camões líricoResumos de Português: Camões lírico
Resumos de Português: Camões lírico
 
Ilha dos Amores
Ilha dos AmoresIlha dos Amores
Ilha dos Amores
 
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Erros  meus, má fortuna, amor ardenteErros  meus, má fortuna, amor ardente
Erros meus, má fortuna, amor ardente
 
Frei Luís de Sousa
Frei Luís de Sousa  Frei Luís de Sousa
Frei Luís de Sousa
 
Análise de Os Lusíadas
Análise de Os Lusíadas Análise de Os Lusíadas
Análise de Os Lusíadas
 
Sermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesSermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixes
 
Amor de perdição
Amor de perdiçãoAmor de perdição
Amor de perdição
 
Actos Ilocutórios
Actos IlocutóriosActos Ilocutórios
Actos Ilocutórios
 
Lírica de Luís de Camões
Lírica de Luís de Camões Lírica de Luís de Camões
Lírica de Luís de Camões
 

Destaque

10ºano Luís de Camões parte B
10ºano Luís de Camões parte B10ºano Luís de Camões parte B
10ºano Luís de Camões parte BLurdes Augusto
 
10ºano Luís de Camões - parte A
10ºano Luís de Camões - parte A10ºano Luís de Camões - parte A
10ºano Luís de Camões - parte ALurdes Augusto
 
Do Ultrarromantismo ao Realismo
Do Ultrarromantismo ao RealismoDo Ultrarromantismo ao Realismo
Do Ultrarromantismo ao RealismoLurdes Augusto
 
Os Maias de Eça de Queirós - personagens
Os Maias de Eça de Queirós - personagensOs Maias de Eça de Queirós - personagens
Os Maias de Eça de Queirós - personagensLurdes Augusto
 
Grupos frásicos e Funções Sintáticas
Grupos frásicos e Funções SintáticasGrupos frásicos e Funções Sintáticas
Grupos frásicos e Funções SintáticasLurdes Augusto
 
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo Branco
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo BrancoAmor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo Branco
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo BrancoLurdes Augusto
 
Lógica Aristotélica
Lógica AristotélicaLógica Aristotélica
Lógica AristotélicaJorge Barbosa
 
Literatura trovadoresca
Literatura trovadoresca Literatura trovadoresca
Literatura trovadoresca Lurdes Augusto
 
Romantismo, Frei Luís de Sousa
Romantismo, Frei Luís de SousaRomantismo, Frei Luís de Sousa
Romantismo, Frei Luís de SousaLurdes Augusto
 
Resumo da gramática - classe de palavras
Resumo da gramática - classe de palavrasResumo da gramática - classe de palavras
Resumo da gramática - classe de palavrasLurdes Augusto
 

Destaque (11)

10ºano Luís de Camões parte B
10ºano Luís de Camões parte B10ºano Luís de Camões parte B
10ºano Luís de Camões parte B
 
10ºano Luís de Camões - parte A
10ºano Luís de Camões - parte A10ºano Luís de Camões - parte A
10ºano Luís de Camões - parte A
 
Do Ultrarromantismo ao Realismo
Do Ultrarromantismo ao RealismoDo Ultrarromantismo ao Realismo
Do Ultrarromantismo ao Realismo
 
Cesário Verde
Cesário Verde Cesário Verde
Cesário Verde
 
Os Maias de Eça de Queirós - personagens
Os Maias de Eça de Queirós - personagensOs Maias de Eça de Queirós - personagens
Os Maias de Eça de Queirós - personagens
 
Grupos frásicos e Funções Sintáticas
Grupos frásicos e Funções SintáticasGrupos frásicos e Funções Sintáticas
Grupos frásicos e Funções Sintáticas
 
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo Branco
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo BrancoAmor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo Branco
Amor de Perdição (exceto cap. VI, VII, VIII) de Camilo Castelo Branco
 
Lógica Aristotélica
Lógica AristotélicaLógica Aristotélica
Lógica Aristotélica
 
Literatura trovadoresca
Literatura trovadoresca Literatura trovadoresca
Literatura trovadoresca
 
Romantismo, Frei Luís de Sousa
Romantismo, Frei Luís de SousaRomantismo, Frei Luís de Sousa
Romantismo, Frei Luís de Sousa
 
Resumo da gramática - classe de palavras
Resumo da gramática - classe de palavrasResumo da gramática - classe de palavras
Resumo da gramática - classe de palavras
 

Semelhante a 10ºano camões parte C

Semelhante a 10ºano camões parte C (20)

104
104104
104
 
Os Lusíadas
Os LusíadasOs Lusíadas
Os Lusíadas
 
Os Lusíadas - Luis Vaz de Camões
Os Lusíadas - Luis Vaz de CamõesOs Lusíadas - Luis Vaz de Camões
Os Lusíadas - Luis Vaz de Camões
 
Os lusiadas
Os lusiadasOs lusiadas
Os lusiadas
 
Os lusiadas
Os lusiadasOs lusiadas
Os lusiadas
 
Os lusíadas, Luís de Camões
Os lusíadas, Luís de CamõesOs lusíadas, Luís de Camões
Os lusíadas, Luís de Camões
 
Os lusiadas
Os lusiadasOs lusiadas
Os lusiadas
 
Lusiadas
LusiadasLusiadas
Lusiadas
 
Os Lusíadas O Velho do Restelo - IV Canto
Os Lusíadas   O Velho do Restelo -  IV CantoOs Lusíadas   O Velho do Restelo -  IV Canto
Os Lusíadas O Velho do Restelo - IV Canto
 
Os lusíadas adamastor - resumo (por estrofe) e análise global[1]
Os lusíadas   adamastor - resumo (por estrofe) e análise global[1]Os lusíadas   adamastor - resumo (por estrofe) e análise global[1]
Os lusíadas adamastor - resumo (por estrofe) e análise global[1]
 
oslusadas-ovelhodorestelo-ivcanto-110526182923-phpapp02.pdf
oslusadas-ovelhodorestelo-ivcanto-110526182923-phpapp02.pdfoslusadas-ovelhodorestelo-ivcanto-110526182923-phpapp02.pdf
oslusadas-ovelhodorestelo-ivcanto-110526182923-phpapp02.pdf
 
Intertextualidade lusiadas mensagem
Intertextualidade lusiadas mensagemIntertextualidade lusiadas mensagem
Intertextualidade lusiadas mensagem
 
luis de camões - os lusíadas
 luis de camões - os lusíadas luis de camões - os lusíadas
luis de camões - os lusíadas
 
25
2525
25
 
Luiz de Camôes - Os Lusiadas
Luiz de Camôes - Os LusiadasLuiz de Camôes - Os Lusiadas
Luiz de Camôes - Os Lusiadas
 
Os Lusiadas
Os LusiadasOs Lusiadas
Os Lusiadas
 
Os Lusiadas
Os LusiadasOs Lusiadas
Os Lusiadas
 
Os Lusiadas
Os LusiadasOs Lusiadas
Os Lusiadas
 
Os Lusiadas
Os LusiadasOs Lusiadas
Os Lusiadas
 
E-book A ilha dos amores (Cantos IX e X de Os Lusíadas)
E-book A ilha dos amores (Cantos IX e X de Os Lusíadas)E-book A ilha dos amores (Cantos IX e X de Os Lusíadas)
E-book A ilha dos amores (Cantos IX e X de Os Lusíadas)
 

Mais de Lurdes Augusto

A Aia - Trabalhos de grupo (alunos)
A Aia - Trabalhos de grupo (alunos)A Aia - Trabalhos de grupo (alunos)
A Aia - Trabalhos de grupo (alunos)Lurdes Augusto
 
Tempos verbais simples e compostos
Tempos verbais simples e compostosTempos verbais simples e compostos
Tempos verbais simples e compostosLurdes Augusto
 
Funcionamento da língua - coordenação, subordinação
Funcionamento da língua - coordenação, subordinaçãoFuncionamento da língua - coordenação, subordinação
Funcionamento da língua - coordenação, subordinaçãoLurdes Augusto
 
Texto dramático - características
Texto dramático - característicasTexto dramático - características
Texto dramático - característicasLurdes Augusto
 
Falar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett
Falar Verdade a Mentir, de Almeida GarrettFalar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett
Falar Verdade a Mentir, de Almeida GarrettLurdes Augusto
 
Texto dramático - exercício de aplicação
Texto dramático - exercício de aplicaçãoTexto dramático - exercício de aplicação
Texto dramático - exercício de aplicaçãoLurdes Augusto
 
Falar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett
Falar Verdade a Mentir, de Almeida GarrettFalar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett
Falar Verdade a Mentir, de Almeida GarrettLurdes Augusto
 
Texto dramático, Falar verdade a Mentir
Texto dramático, Falar verdade a MentirTexto dramático, Falar verdade a Mentir
Texto dramático, Falar verdade a MentirLurdes Augusto
 
José Jorge Letria - biografia
José Jorge Letria - biografiaJosé Jorge Letria - biografia
José Jorge Letria - biografiaLurdes Augusto
 
História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar - 1ªparte
História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar - 1ªparteHistória de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar - 1ªparte
História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar - 1ªparteLurdes Augusto
 
História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, de Luis Sepúlveda
História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, de Luis SepúlvedaHistória de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, de Luis Sepúlveda
História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, de Luis SepúlvedaLurdes Augusto
 
Funcionamento da Língua
Funcionamento da Língua Funcionamento da Língua
Funcionamento da Língua Lurdes Augusto
 
Cavaleiro da Dinamarca
Cavaleiro da DinamarcaCavaleiro da Dinamarca
Cavaleiro da DinamarcaLurdes Augusto
 
Ficha de trabalho + resolução
Ficha de trabalho + resoluçãoFicha de trabalho + resolução
Ficha de trabalho + resoluçãoLurdes Augusto
 

Mais de Lurdes Augusto (19)

Modernismo
ModernismoModernismo
Modernismo
 
A Aia - Trabalhos de grupo (alunos)
A Aia - Trabalhos de grupo (alunos)A Aia - Trabalhos de grupo (alunos)
A Aia - Trabalhos de grupo (alunos)
 
Tempos verbais simples e compostos
Tempos verbais simples e compostosTempos verbais simples e compostos
Tempos verbais simples e compostos
 
Funcionamento da língua - coordenação, subordinação
Funcionamento da língua - coordenação, subordinaçãoFuncionamento da língua - coordenação, subordinação
Funcionamento da língua - coordenação, subordinação
 
Texto dramático - características
Texto dramático - característicasTexto dramático - características
Texto dramático - características
 
Falar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett
Falar Verdade a Mentir, de Almeida GarrettFalar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett
Falar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett
 
Texto dramático - exercício de aplicação
Texto dramático - exercício de aplicaçãoTexto dramático - exercício de aplicação
Texto dramático - exercício de aplicação
 
Falar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett
Falar Verdade a Mentir, de Almeida GarrettFalar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett
Falar Verdade a Mentir, de Almeida Garrett
 
Texto dramático, Falar verdade a Mentir
Texto dramático, Falar verdade a MentirTexto dramático, Falar verdade a Mentir
Texto dramático, Falar verdade a Mentir
 
José Jorge Letria - biografia
José Jorge Letria - biografiaJosé Jorge Letria - biografia
José Jorge Letria - biografia
 
História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar - 1ªparte
História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar - 1ªparteHistória de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar - 1ªparte
História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar - 1ªparte
 
História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, de Luis Sepúlveda
História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, de Luis SepúlvedaHistória de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, de Luis Sepúlveda
História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, de Luis Sepúlveda
 
Os Grandes Temas
Os Grandes TemasOs Grandes Temas
Os Grandes Temas
 
A Lua de Joana
A Lua de JoanaA Lua de Joana
A Lua de Joana
 
Escrita Criativa
Escrita Criativa Escrita Criativa
Escrita Criativa
 
Funcionamento da Língua
Funcionamento da Língua Funcionamento da Língua
Funcionamento da Língua
 
Modelos de Texto
Modelos de Texto Modelos de Texto
Modelos de Texto
 
Cavaleiro da Dinamarca
Cavaleiro da DinamarcaCavaleiro da Dinamarca
Cavaleiro da Dinamarca
 
Ficha de trabalho + resolução
Ficha de trabalho + resoluçãoFicha de trabalho + resolução
Ficha de trabalho + resolução
 

Último

Emagreça em Casa, Treinos Simples e Eficazes Mesmo Não Tendo Equipamentos. Cu...
Emagreça em Casa, Treinos Simples e Eficazes Mesmo Não Tendo Equipamentos. Cu...Emagreça em Casa, Treinos Simples e Eficazes Mesmo Não Tendo Equipamentos. Cu...
Emagreça em Casa, Treinos Simples e Eficazes Mesmo Não Tendo Equipamentos. Cu...manoelaarmani
 
PLANEJAMENTO ANUAL LINGUA ESPANHOLA 2024 3 ANOS PRONTO.docx
PLANEJAMENTO ANUAL LINGUA ESPANHOLA 2024 3 ANOS PRONTO.docxPLANEJAMENTO ANUAL LINGUA ESPANHOLA 2024 3 ANOS PRONTO.docx
PLANEJAMENTO ANUAL LINGUA ESPANHOLA 2024 3 ANOS PRONTO.docxfran50171
 
Introdução à teoria do cinema - Robert Stam.pdf
Introdução à teoria do cinema - Robert Stam.pdfIntrodução à teoria do cinema - Robert Stam.pdf
Introdução à teoria do cinema - Robert Stam.pdfssuser2af87a
 
COSMOLOGIA DA ENERGIA ESTRELAS - VOLUME 6. EDIÇÃO 2^^.pdf
COSMOLOGIA DA ENERGIA ESTRELAS - VOLUME 6. EDIÇÃO 2^^.pdfCOSMOLOGIA DA ENERGIA ESTRELAS - VOLUME 6. EDIÇÃO 2^^.pdf
COSMOLOGIA DA ENERGIA ESTRELAS - VOLUME 6. EDIÇÃO 2^^.pdfalexandrerodriguespk
 
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...azulassessoriaacadem3
 
O Guia Definitivo para Investir em Bitcoin: Domine o Mercado Hoje!
O Guia Definitivo para Investir em Bitcoin: Domine o Mercado Hoje!O Guia Definitivo para Investir em Bitcoin: Domine o Mercado Hoje!
O Guia Definitivo para Investir em Bitcoin: Domine o Mercado Hoje!Psyc company
 
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 6º ANO.pdf
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 6º ANO.pdfPLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 6º ANO.pdf
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 6º ANO.pdfkeiciany
 
CIÊNCIAS CONTÁBEIS - BACHARELADO/PROJETO DE EXTENSÃO I - CIÊNCIAS CONTÁBEIS
CIÊNCIAS CONTÁBEIS - BACHARELADO/PROJETO DE EXTENSÃO I - CIÊNCIAS CONTÁBEISCIÊNCIAS CONTÁBEIS - BACHARELADO/PROJETO DE EXTENSÃO I - CIÊNCIAS CONTÁBEIS
CIÊNCIAS CONTÁBEIS - BACHARELADO/PROJETO DE EXTENSÃO I - CIÊNCIAS CONTÁBEISColaborar Educacional
 
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 8º ANO.pdf
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 8º ANO.pdfPLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 8º ANO.pdf
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 8º ANO.pdfkeiciany
 
Slides Lição 8, CPAD, A Disciplina na Igreja, 1Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV.pptx
Slides Lição 8, CPAD, A Disciplina na Igreja, 1Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV.pptxSlides Lição 8, CPAD, A Disciplina na Igreja, 1Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV.pptx
Slides Lição 8, CPAD, A Disciplina na Igreja, 1Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
A realização das atividades extensionistas do CST em Gestão Financeira, vincu...
A realização das atividades extensionistas do CST em Gestão Financeira, vincu...A realização das atividades extensionistas do CST em Gestão Financeira, vincu...
A realização das atividades extensionistas do CST em Gestão Financeira, vincu...Colaborar Educacional
 
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIACOMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIAHisrelBlog
 
MAPA - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024
MAPA - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024MAPA - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024
MAPA - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024excellenceeducaciona
 
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...pj989014
 
CURRICULO ed integral.pdf
CURRICULO ed integral.pdfCURRICULO ed integral.pdf
CURRICULO ed integral.pdfdaniele690933
 
LUSSOCARS TRABAJO PARA LA CLASE QUE TENGO
LUSSOCARS TRABAJO PARA LA CLASE QUE TENGOLUSSOCARS TRABAJO PARA LA CLASE QUE TENGO
LUSSOCARS TRABAJO PARA LA CLASE QUE TENGOxogilo3990
 
3° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf
3° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf3° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf
3° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdfkelvindasilvadiasw
 
LINKS 25 DE ABRIL TRABALHO DAC HISTORIA.pdf
LINKS 25 DE ABRIL TRABALHO DAC HISTORIA.pdfLINKS 25 DE ABRIL TRABALHO DAC HISTORIA.pdf
LINKS 25 DE ABRIL TRABALHO DAC HISTORIA.pdfAnaRitaFreitas7
 
Desafie-se Como Estabelecer Metas de Fitness Realistas e Alcançáveis em Casa ...
Desafie-se Como Estabelecer Metas de Fitness Realistas e Alcançáveis em Casa ...Desafie-se Como Estabelecer Metas de Fitness Realistas e Alcançáveis em Casa ...
Desafie-se Como Estabelecer Metas de Fitness Realistas e Alcançáveis em Casa ...manoelaarmani
 

Último (20)

Emagreça em Casa, Treinos Simples e Eficazes Mesmo Não Tendo Equipamentos. Cu...
Emagreça em Casa, Treinos Simples e Eficazes Mesmo Não Tendo Equipamentos. Cu...Emagreça em Casa, Treinos Simples e Eficazes Mesmo Não Tendo Equipamentos. Cu...
Emagreça em Casa, Treinos Simples e Eficazes Mesmo Não Tendo Equipamentos. Cu...
 
PLANEJAMENTO ANUAL LINGUA ESPANHOLA 2024 3 ANOS PRONTO.docx
PLANEJAMENTO ANUAL LINGUA ESPANHOLA 2024 3 ANOS PRONTO.docxPLANEJAMENTO ANUAL LINGUA ESPANHOLA 2024 3 ANOS PRONTO.docx
PLANEJAMENTO ANUAL LINGUA ESPANHOLA 2024 3 ANOS PRONTO.docx
 
Introdução à teoria do cinema - Robert Stam.pdf
Introdução à teoria do cinema - Robert Stam.pdfIntrodução à teoria do cinema - Robert Stam.pdf
Introdução à teoria do cinema - Robert Stam.pdf
 
COSMOLOGIA DA ENERGIA ESTRELAS - VOLUME 6. EDIÇÃO 2^^.pdf
COSMOLOGIA DA ENERGIA ESTRELAS - VOLUME 6. EDIÇÃO 2^^.pdfCOSMOLOGIA DA ENERGIA ESTRELAS - VOLUME 6. EDIÇÃO 2^^.pdf
COSMOLOGIA DA ENERGIA ESTRELAS - VOLUME 6. EDIÇÃO 2^^.pdf
 
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...
 
O Guia Definitivo para Investir em Bitcoin: Domine o Mercado Hoje!
O Guia Definitivo para Investir em Bitcoin: Domine o Mercado Hoje!O Guia Definitivo para Investir em Bitcoin: Domine o Mercado Hoje!
O Guia Definitivo para Investir em Bitcoin: Domine o Mercado Hoje!
 
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 6º ANO.pdf
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 6º ANO.pdfPLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 6º ANO.pdf
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 6º ANO.pdf
 
CIÊNCIAS CONTÁBEIS - BACHARELADO/PROJETO DE EXTENSÃO I - CIÊNCIAS CONTÁBEIS
CIÊNCIAS CONTÁBEIS - BACHARELADO/PROJETO DE EXTENSÃO I - CIÊNCIAS CONTÁBEISCIÊNCIAS CONTÁBEIS - BACHARELADO/PROJETO DE EXTENSÃO I - CIÊNCIAS CONTÁBEIS
CIÊNCIAS CONTÁBEIS - BACHARELADO/PROJETO DE EXTENSÃO I - CIÊNCIAS CONTÁBEIS
 
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 8º ANO.pdf
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 8º ANO.pdfPLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 8º ANO.pdf
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 8º ANO.pdf
 
Slides Lição 8, CPAD, A Disciplina na Igreja, 1Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV.pptx
Slides Lição 8, CPAD, A Disciplina na Igreja, 1Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV.pptxSlides Lição 8, CPAD, A Disciplina na Igreja, 1Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV.pptx
Slides Lição 8, CPAD, A Disciplina na Igreja, 1Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV.pptx
 
A realização das atividades extensionistas do CST em Gestão Financeira, vincu...
A realização das atividades extensionistas do CST em Gestão Financeira, vincu...A realização das atividades extensionistas do CST em Gestão Financeira, vincu...
A realização das atividades extensionistas do CST em Gestão Financeira, vincu...
 
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIACOMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA
 
MAPA - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024
MAPA - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024MAPA - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024
MAPA - TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO - 51/2024
 
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...
 
CURRICULO ed integral.pdf
CURRICULO ed integral.pdfCURRICULO ed integral.pdf
CURRICULO ed integral.pdf
 
LUSSOCARS TRABAJO PARA LA CLASE QUE TENGO
LUSSOCARS TRABAJO PARA LA CLASE QUE TENGOLUSSOCARS TRABAJO PARA LA CLASE QUE TENGO
LUSSOCARS TRABAJO PARA LA CLASE QUE TENGO
 
3° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf
3° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf3° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf
3° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf
 
LINKS 25 DE ABRIL TRABALHO DAC HISTORIA.pdf
LINKS 25 DE ABRIL TRABALHO DAC HISTORIA.pdfLINKS 25 DE ABRIL TRABALHO DAC HISTORIA.pdf
LINKS 25 DE ABRIL TRABALHO DAC HISTORIA.pdf
 
Slides Lição 8, Betel, Família, uma Obra em permanente construção, 1Tr24.pptx
Slides Lição 8, Betel, Família, uma Obra em permanente construção, 1Tr24.pptxSlides Lição 8, Betel, Família, uma Obra em permanente construção, 1Tr24.pptx
Slides Lição 8, Betel, Família, uma Obra em permanente construção, 1Tr24.pptx
 
Desafie-se Como Estabelecer Metas de Fitness Realistas e Alcançáveis em Casa ...
Desafie-se Como Estabelecer Metas de Fitness Realistas e Alcançáveis em Casa ...Desafie-se Como Estabelecer Metas de Fitness Realistas e Alcançáveis em Casa ...
Desafie-se Como Estabelecer Metas de Fitness Realistas e Alcançáveis em Casa ...
 

10ºano camões parte C

  • 1. Luís Vaz de Camões Os Lusíadas - Parte C Professora: Lurdes Augusto 10ºANO
  • 2. Episódio da ilha dos amores - plano da viagem e plano mitológico – canto IX episódio simbólico
  • 3. • A Ilha dos Amores simboliza a glorificação pelos feitos heroicos, a imortalidade do nome, para sempre gravado na História. • Ainda antes de os nautas encontrarem a ilha, Cupido organiza uma expedição contra todos os que não amam, abrindo espaço para a crítica de Camões aos mais favorecidos, clero, nobreza, rei. • Os marinheiros adivinham e avistam por entre os ramos das árvores as cores dos tecidos das vestes das ninfas, as quais, deliberadamente, se vão deixando alcançar. Outras são surpreendidas no banho e correm nuas por entre o mato, enquanto alguns jovens entram vestidos na água. Elas não fogem e deixam-se cair aos pés de seus perseguidores. Ação narrativa: encontro entre o plano mitológico e o plano da viagem
  • 4. Canto IX– considerações do poeta; ilha dos amores; Estâncias 52 e 53; 66-70 ; 88-95 53 Mas firme a fez e imóvel, como viu Que era dos Nautas vista e demandada; Qual ficou Delos, tanto que pariu Latona Febo e a Deusa à caça usada. Para lá logo a proa o mar abriu, Onde a costa fazia uma enseada Curva e quieta, cuja branca areia, Pintou de ruivas conchas Citereia. 52 De longe a Ilha viram fresca e bela, Que Vênus pelas ondas lha levava (Bem como o vento leva branca vela) Para onde a forte armada se enxergava; Que, por que não passassem, sem que nela Tomassem porto, como desejava, Para onde as naus navegam a movia A Acidália, que tudo enfim podia. Os navegadores avistaram a ilha, que tinha sido estrategicamente colocada no caminho dos portugueses. Comparação Apesar de ser uma ilha divina ela é firme e imóvel e o narrador apresenta outro caso em que também foi apresentada uma ilha. Continua a descrição da ilha
  • 5. Canto IX– considerações do poeta; ilha dos amores; estâncias 52 e 53; 66-70 ; 88-95 66 Mas os fortes mancebos, que na praia Punham os pés, de terra cobiçosos, Que não há nenhum deles que não saia De acharem caça agreste desejosos, Não cuidam que, sem laço ou redes, caia Caça naqueles montes deleitosos, Tão suave, doméstica e benigna, Qual ferida lha tinha já Ericina. Alguns, que em espingardas e nas bestas, Para ferir os cervos se fiavam, Pelos sombrios matos e florestas Determinadamente se lançavam: Outros, nas sombras, que de as altas sestas Defendem a verdura, passeavam Ao longo da água que, suave e queda, Por alvas pedras corre à praia leda. Todos os navegadores desembarcam e não estão à espera de encontrar as ninfas. Já Vénus as tinha dotado de paixões secretas. Uns navegadores entram determinados na floresta, pensando que iriam caçar. Outros navegadores passeiam e observam a natureza. omnisciente
  • 6. 68 Começam de enxergar subitamente Por entre verdes ramos várias cores, Cores de quem a vista julga e sente Que não eram das rosas ou das flores, Mas da lã fina e seda diferente, Que mais incita a força dos amores, De que se vestem as humanas rosas, Fazendo-se por arte mais formosas. 69 Dá Veloso espantado um grande grito: "Senhores, caça estranha, disse, é esta! Se ainda dura o Gentio antigo rito, A Deusas é sagrada esta floresta. Mais descobrimos do que humano espírito Desejou nunca; e bem se manifesta Que são grandes as coisas e excelentes, Que o mundo encobre aos homens imprudentes. Descrição das musas Sensações visuais que estimulam os sentidos e os amores. Veloso percebe que está na presença de algo diferente e divino. Considera que estão a descobrir mais do que desejaram Conclui que há grandes coisas que o Homem ainda não descobriu Hipérbato
  • 7. 70 "Sigamos estas Deusas, e vejamos Se fantásticas são, se verdadeiras.“ Isto dito, velozes mais que gamos, Se lançam a correr pelas ribeiras. Fugindo as Ninfas vão por entre os ramos, Mas, mais industriosas que ligeiras, Pouco e pouco sorrindo e gritos dando, Se deixam ir dos galgos alcançando. Veloso sugere que persigam as deusas. Os navegadores iniciam a perseguição. As ninfas fingem fugir mas deixam- se apanhar. comparação metáfora
  • 8. Canto IX– considerações do poeta; ilha dos amores; estâncias 52 e 53; 66-70 ; 88-95 88 Assim a formosa e a forte companhia O dia quase todo estão passando, Numa alma, doce, incógnita alegria, Os trabalhos tão longos compensando. Porque dos feitos grandes, da ousadia Forte e famosa, o mundo está guardando O prémio lá no fim, bem merecido, Com fama grande e nome alto e subido. 89 Que as Ninfas do Oceano tão formosas, Tethys, e a ilha angélica pintada, Outra coisa não é que as deleitosas Honras que a vida fazem sublimada. Aquelas proeminências gloriosas, Os triunfos, a fronte coroada De palma e louro, a glória e maravilha: Estes são os deleites desta ilha. O amor físico é aqui apresentado como o conforto e a recompensa do trabalho desenvolvido. Os feitos dos portugueses serão imortais. Esta ilha é simbolicamente a recompensa: - Honras merecidas. - Glória - Triunfo Simbologia da ilha
  • 9. 90 Que as imortalidades que fingia A antiguidade, que os ilustres ama, Lá no estelante Olimpo, a quem subia Sobre as asas ínclitas da Fama, Por obras valorosas que fazia, Pelo trabalho imenso que se chama Caminho da virtude alto e fragoso, Mas no fim doce, alegre e deleitoso, 91 Não eram senão prémios que reparte Por feitos imortais e soberanos O mundo com os varões, que esforço e arte Divinos os fizeram, sendo humanos. Que Júpiter, Mercúrio, Febo e Marte, Eneias e Quirino, e os dois Tebanos, Ceres, Palas e Juno, com Diana, Todos foram de fraca carne humana. Na antiguidade a imortalidade era conseguida através da virtude, que se consegue com trabalho, mas que no final é recompensado. Os deuses não passam de humanos que praticaram feitos de grande valor, daí terem recebido o prémio da imortalidade. São dados exemplos de deuses que também se manifestaram humanos.
  • 10. 92 Mas a Fama, trombeta de obras tais, Lhe deu no mundo nomes tão estranhos De Deuses, Semideuses imortais, Indígetes, Heróicos e de Magnos. Por isso, ó vós que as famas estimais, Se quiserdes no mundo ser tamanhos, Despertai já do sono do ócio ignavo, Que o ânimo, de livre, faz escravo. 93 E ponde na cobiça um freio duro, E na ambição também, que indignamente Tomais mil vezes, e no torpe e escuro Vício da tirania infame e urgente; Porque essas honras vãs, esse ouro puro Verdadeiro valor não dão à gente: Melhor é, merecê-los sem os ter, Que possuí-los sem os merecer. Apóstrofe A fama deu a estes homens feitos deuses nomes estranhos. Dirige-se a todos os que desejam a fama e diz que têm: - de despertar do ócio, da estagnação - têm de controlar a cobiça, - A ambição e a tirania Porque a honra tem de ser merecida. exortação imperativo imperativo
  • 11. 94 Ou dai na paz as leis iguais, constantes, Que aos grandes não deem o dos pequenos; Ou vos vesti nas armas rutilantes, Contra a lei dos inimigos Sarracenos: Fareis os Reinos grandes e possantes, E todos tereis mais, o nenhum menos; Possuireis riquezas merecidas, Com as honras, que ilustram tanto as vidas. 95 E fareis claro o Rei, que tanto amais, Agora com os conselhos bem cuidados, Agora com as espadas, que imortais Vos farão, como os vossos já passados; Impossibilidades não façais, Que quem quis sempre pôde; e numerados Sereis entre os Heróis esclarecidos, E nesta Ilha de Vênus recebidos. imperativo Dirige-se ainda a todos os que desejam a fama e diz que têm: - Praticar a igualdade e a justiça - Defender a fé combatendo os mouros Deste modo os reinos serão grandiosos, com igualdade Merecerão ser recebidos na ilha de Vénus, ou seja: - merecerão recompensa que é a glória e a imortalidade - Terão um estatuto divino - Serão verdadeiros heróis imperativo Futuro Conse- quência de um perfil mítico e heróico
  • 12. Entre a ilha dos amores e a chegada a Portugal • O poeta fez uma exortação àqueles que desejam imortalizar o seu nome; • As ninfas oferecem um banquete aos navegadores (canto X) • São apresentadas premonições em relação aos portugueses • Por fim, e numa perspetiva de privilégio e acesso ao conhecimento superior, Vénus encaminha Vasco da Gama para o seu palácio, onde lhe mostra a Máquina do Mundo – miniatura do universo - símbolo do conhecimento total. • Os nautas despedem-se e regressam a Portugal.
  • 14. Canto X– Máquina do mundo 75-91; 145 - 156 75 Despois que a corporal necessidade Se satisfez do mantimento nobre, E na harmonia e doce suavidade Viram os altos feitos que descobre, Tétis, de graça ornada e gravidade, Pera que com mais alta glória dobre As festas deste alegre e claro dia, Pera o felice Gama assi dizia: 76 «Faz-te mercê, barão, a Sapiência Suprema de, cos olhos corporais, Veres o que não pode a vã ciência Dos errados e míseros mortais. Segue-me firme e forte, com prudência, Por este monte espesso, tu cos mais.» Assi lhe diz e o guia por um mato Árduo, difícil, duro a humano trato. Depois da satisfação do corpo através do amor E depois da satisfação de saber que o futuro será harmonioso. Tétis dirige-se a Gama. - Sirena é uma ninfa que anteriormente apresentou as premonições para o futuro dos nautas. Diz-lhe que terá acesso ao saber divino omnisciente, Um saber que não está ao acesso do ser humano. O acesso ao cume é metafórico, é o acesso ao conhecimento superior que é difícil, duro, árduo para os humanos
  • 15. 77 Não andam muito que no erguido cume Se acharam, onde um campo se esmaltava De esmeraldas, rubis, tais que presume A vista que divino chão pisava. Aqui um globo veem no ar, que o lume Claríssimo por ele penetrava, De modo que o seu centro está evidente, Como a sua superfícia, claramente. 78 Qual a matéria seja não se enxerga, Mas enxerga-se bem que está composto De vários orbes, que a Divina verga Compôs, e um centro a todos só tem posto. Volvendo, ora se abaxe, agora se erga, Nunca s’ergue ou se abaxa, e um mesmo rosto Por toda a parte tem; e em toda a parte Começa e acaba, enfim, por divina arte, Descrição do local: - belo, rico, divino Descrição do globo que ali está: - suspenso, transparente - Com vários círculos - O círculo é semelhante à virtude divina: sem princípio e sem fim.
  • 16. 79 Uniforme, perfeito, em si sustido, Qual, enfim, o Arquetipo que o criou. Vendo o Gama este globo, comovido De espanto e de desejo ali ficou. Diz-lhe a Deusa: - «O transunto, reduzido Em pequeno volume, aqui te dou Do Mundo aos olhos teus, pera que vejas Por onde vás e irás e o que desejas. O globo é afinal o modelo do mundo criado por Deus. Gama sente-se comovido e privilegiado por ter acesso a tal visão. Tétis informa que Gama terá acesso a um conhecimento privilegiado, pois poderá ver os percursos do futuro. Modelo de Ptolomeu - Tétis explica o modelo do universo seguindo o sistema de Ptolomeu, geocêntrico ( a terra ocupa o centro do universo). Só depois de Copérnico e Galileu (1564-1642) se passou ao sistema heliocêntrico ( Sol centro do sistema solar).
  • 17. 80 «Vês aqui a grande máquina do Mundo, Etérea e elemental, que fabricada Assi foi do Saber, alto e profundo, Que é sem princípio e meta limitada. Quem cerca em derredor este rotundo Globo e sua superfícia tão limada, É Deus: mas o que é Deus, ninguém o entende, Que a tanto o engenho humano não se estende. Esta visão é de grande saber, saber esse que não tem fim. Deus é o autor Modelo de Pedro Nunes (1502 -1578)
  • 18. 81 «Este orbe que, primeiro, vai cercando Os outros mais pequenos que em si tem, Que está com luz tão clara radiando Que a vista cega e a mente vil também, Empíreo se nomeia, onde logrando Puras almas estão daquele Bem Tamanho, que ele só se entende e alcança, De quem não há no mundo semelhança. 82 «Aqui, só verdadeiros, gloriosos Divos estão, porque eu, Saturno e Jano, Júpiter, Juno, fomos fabulosos, Fingidos de mortal e cego engano. Só pera fazer versos deleitosos Servimos; e, se mais o trato humano Nos pode dar, é só que o nome nosso Nestas estrelas pôs o engenho vosso. O primeiro círculo representa o paraíso cristão – é repleto de luz e cega o que há de mau. Aí estão as almas puras que só poucas pessoas alcançam. No paraíso estão os que merecem a glória. Os deuses que foram humanos também aí estão presentes. Desmistificação dos deuses. É Tétis que afirma que os deuses são fábulas de invenção humana, que são inspiração de versos deleitosos. Em simultâneo os humanos tornam-se divinos.Momento de transição/de síntese entre o paganismo e a cultura cristã - Renascimento
  • 19. 83 «E também, porque a santa Providência, Que em Júpiter aqui se representa, Por espíritos mil que têm prudência Governa o Mundo todo que sustenta (Ensina-lo a profética ciência, Em muitos dos exemplos que apresenta); Os que são bons, guiando, favorecem, Os maus, em quanto podem, nos empecem; 84 «Quer logo aqui a pintura que varia Agora deleitando, ora ensinando, Dar-lhe nomes que a antiga Poesia A seus Deuses já dera, fabulando; Que os Anjos de celeste companhia Deuses o sacro verso está chamando, Nem nega que esse nome preminente Também aos maus se dá, mas falsamente. Providência, que governa o mundo = Júpiter A providência já mostrou em muitos exemplos a sua ação: Favorecendo os bons e travando os maus. Ensina-no-lo A poesia dá nomes artificiosos, falsos aos deuses. Até na sagrada escritura os anjos são chamados de deuses, mesmo aos maus (anjo mau = diabo) Perífrase: Bíblia
  • 20. 85 «Enfim que o Sumo Deus, que por segundas Causas obra no Mundo, tudo manda. E tornando a contar-te das profundas Obras da Mão Divina veneranda, Debaxo deste círculo onde as mundas Almas divinas gozam, que não anda, Outro corre, tão leve e tão ligeiro Que não se enxerga: é o Móbile primeiro. 86 «Com este rapto e grande movimento Vão todos os que dentro tem no seio; Por obra deste, o Sol, andando a tento, O dia e noite faz, com curso alheio. Debaxo deste leve, anda outro lento, Tão lento e sojugado a duro freio, Que enquanto Febo, de luz nunca escasso, Duzentos cursos faz, dá ele um passo. Reforço da superioridade do Deus cristão. Tétis continua a apresentação da máquina e passa a apresentar o móbile primeiro, o primeiro círculo rotativo: - Assegura a movimentação do sol e a sucessão do dia e noite; Outro movimento giratório bem mais lento.
  • 21. 87 «Olha estoutro debaxo, que esmaltado De corpos lisos anda e radiantes, Que também nele tem curso ordenado E nos seus axes correm cintilantes. Bem vês como se veste e faz ornado Co largo Cinto d, ouro, que estelantes Animais doze traz afigurados, Apousentos de Febo limitados. 88 «Olha por outras partes a pintura Que as Estrelas fulgentes vão fazendo: Olha a Carreta, atenta a Cinosura, Andrómeda e seu pai, e o Drago horrendo; Vê de Cassiopeia a fermosura E do Orionte o gesto turbulento; Olha o Cisne morrendo que suspira, A Lebre e os Cães, a Nau e a doce Lira. referência a outro círculo: o do zodíaco que se apresenta brilhante e com os doze animais. . Tétis chama a atenção para as constelações de estrelas também ali representadas. Imperativo Anáfora
  • 22. 89 «Debaxo deste grande Firmamento, Vês o céu de Saturno, Deus antigo; Júpiter logo faz o movimento, E Marte abaxo, bélico inimigo; O claro Olho do céu, no quarto assento, E Vénus, que os amores traz consigo; Mercúrio, de eloquência soberana; Com três rostos, debaxo vai Diana. 90 «Em todos estes orbes, diferente Curso verás, nuns grave e noutros leve; Ora fogem do Centro longamente, Ora da Terra estão caminho breve, Bem como quis o Padre omnipotente, Que o fogo fez e o ar, o vento e neve, Os quais verás que jazem mais a dentro E tem co Mar a Terra por seu centro. Perífrase: sol A terra: Centro do universo Apresenta o universo, segundo o modelo de Ptolomeu A envolver o Firmamento: Em volta da terra: - A lua (Diana) - Mercúrio, - Vénus - O sol (Febo) - Marte; - Júpiter - Saturno. A terra no centro - Com os quatro elementos (fogo, ar/ vento, água, Terra)
  • 23. 91 «Neste centro, pousada dos humanos, Que não somente, ousados, se contentam De sofrerem da terra firme os danos, Mas inda o mar instábil exprimentam, Verás as várias partes, que os insanos Mares dividem, onde se apousentam Várias nações que mandam vários Reis, Vários costumes seus e várias leis. Descrição da Terra: - Habitada pelo homem que sofre na terra e enfrenta o mar; - Divisão em nações; - Existência de muitos líderes - Existência de culturas variadas; - Existência de sistemas políticos e legais muito diferentes.
  • 24. • A Ilha dos Amores simboliza a glorificação pelos feitos heroicos, a imortalidade do nome, para sempre gravado na História. • Ainda antes de os nautas encontrarem a ilha, Cupido organiza uma expedição contra todos os que não amam, abrindo espaço para a crítica de Camões aos mais favorecidos, clero, nobreza, rei. • Os marinheiros adivinham e avistam por entre os ramos das árvores as cores dos tecidos das vestes das ninfas, as quais, deliberadamente, se vão deixando alcançar. Outras são surpreendidas no banho e correm nuas por entre o mato, enquanto alguns jovens entram vestidos na água. Elas não fogem e deixam-se cair aos pés de seus perseguidores. Ação narrativa: encontro entre o plano mitológico e o plano da viagem
  • 25. • Exalta as realizações dos navegadores lusitanos. O prémio do herói e do povo que ele representa é o alcance do paraíso, seja terrestre, seja transcendente. • A ilha é a recompensa dada aos homens de Vasco da Gama pelo seu valor, numa perspetiva mais global a compensação ao homem pelo se desempenho; • A Ilha dos Amores é a síntese espaciotemporal e histórica da trajetória portuguesa. Sendo uma ilha, compreende os elementos terra, mar e céu. • Também na ilha há a ocorrência dos três planos temporais: o presente, o passado e o futuro. Estes espaços e estes planos temporais correspondem: TERRA - espaço de realização do passado português; O MAR - lugar do presente; ILHA prediz-se o futuro de a grandeza e a fama. A simbologia da ilha e dimensão moral:
  • 26. • A ilha dos amores tem como base o Amor; • Embora tenha associado o amor à sensualidade, Camões encara o episódio de forma metafórica; • Aqui se consumam as profecias e receios de Baco: os portugueses tornam-se deuses e os deuses revelam-se como humanos; • Recompensa ao puro amor – o amor desinteressado e altruísta, o amor à pátria e ao dever; - o amor que está na base, na capacidade que o Homem tem de suportar as adversidades e as dificuldades e de se sacrificar pelos outros; - tal amor conduz o Homem à imortalidade. • Tendo tido acesso à divindade acedem a atributos divinos: - senhores do Tempo ( profecias) - senhores do espaço (contemplação do globo terrestre) • Aqui os deuses revelam-se aos homens e assumem a sua dimensão apenas estética, promovendo desta forma a glorificação do Deus cristão.
  • 27. Episódio da chegada a Portugal e epílogo
  • 28. 142 «Até ’ aqui, Portugueses, concedido Vos é saberdes os futuros feitos Que, pelo mar que já deixais sabido, Virão fazer barões de fortes peitos. Agora, pois que tendes aprendido Trabalhos que vos façam ser aceitos As eternas esposas e fermosas, Que coroas vos tecem gloriosas, Tétis dirige-se a Gama e refere que até aqui lhe apresentou as premonições para o futuro Agora com este conhecimento serão reconhecidos. Dá depois instruções para que embarquem e regressem à pátria. Hipérbato – “vos é concedido” Coesão /progressão temporal Os nautas partem da ilha reabastecidos de mantimentos e com uma ligação especial e eterna às Ninfas. 143 «Podeis-vos embarcar, que tendes vento E mar tranquilo, pera a pátria amada.» Assi lhe disse; e logo movimento Fazem da Ilha alegre e namorada. Levam refresco e nobre mantimento; Levam a companhia desejada Das Ninfas, que hão-de ter eternamente, Por mais tempo que o Sol o mundo aquente.
  • 29. 144 Assi foram cortando o mar sereno, Com vento sempre manso e nunca irado, Até que houveram vista do terreno Em que naceram, sempre desejado. Entraram pela foz do Tejo ameno, E à sua pátria e Rei temido e amado O prémio e glória dão por que mandou, E com títulos novos se ilustrou. O narrador apresenta um sumário narrativo onde narra o regresso à pátria. Regresso feito com um mar sempre calmo e manso. Os nautas chegam a Portugal e entregam os seus feitos ao Rei D. Manuel que assim acrescenta glória e títulos ao seu reinado. pleonasmo perífrase Dupla adjetivação
  • 30. Canto X – 145 - 156
  • 31. 145 Nô mais, Musa, nô mais, que a Lira tenho Destemperada e a voz enrouquecida, E não do canto, mas de ver que venho Cantar a gente surda e endurecida. O favor com que mais se acende o engenho Não no dá a pátria, não, que está metida No gosto da cobiça e na rudeza Düa austera, apagada e vil tristeza. 146 E não sei por que influxo de Destino Não tem um ledo orgulho e geral gosto, Que os ânimos levanta de contino A ter pera trabalhos ledo o rosto. Por isso vós, ó Rei, que por divino Conselho estais no régio sólio posto, Olhai que sois (e vede as outras gentes) Senhor só de vassalos excelentes. Mas… Camões invoca a sua musa inspiradora e queixa-se que está cansado de todo este processo, Mas esclarece que não está cansado de exercer a sua atividade de escritor, mas está cansado de não ser reconhecido! (crítica) Camões critica o país, acusa- o de estar dominado pela cobiça, rudeza e pela tristeza Dupla adjetivação Tripla adjetivação Crítica continua: Os portugueses não se orgulham nem têm gosto que os anime e leve adiante. Interpela o rei, dizendo que ele lidera um povo de vassalos/súbditos excelentes Apóstrofe ao Rei D. Sebastião. Interpelação
  • 32. 154 Mas eu que falo, humilde, baxo e rudo, De vós não conhecido nem sonhado? Da boca dos pequenos sei, contudo, Que o louvor sai às vezes acabado. Nem me falta na vida honesto estudo, Com longa experiência misturado, Nem engenho, que aqui vereis presente, Cousas que juntas se acham raramente Tripla adjetivação Continua dirigindo-se o rei, dizendo que ele lidera um povo de vassalos/súbditos excelentes… Mas ele apresenta-se como alguém humilde Centra o discurso em si e apresenta-se como alguém que apresenta um perfil pouco comum, pois estudou muito e experimentou muito também. “Saber de experiência feito” Eu próprio/ Camões
  • 33. 155 Pera servir-vos, braço às armas feito, Pera cantar-vos, mente às Musas dada; Só me falece ser a vós aceito, De quem virtude deve ser prezada. Se me isto o Céu concede, e o vosso peito Dina empresa tomar de ser cantada, Como a pres[s]aga mente vaticina Olhando a vossa inclinação divina, Ou fazendo que, mais que a de Medusa, A vista vossa tema o monte Atlante, Ou rompendo nos campos de Ampelusa Os muros de Marrocos e Trudante, A minha já estimada e leda Musa Fico que em todo o mundo de vós cante, De sorte que Alexandro em vós se veja, Sem à dita de Aquiles ter enveja. Camões coloca-se à disposição do Rei, como verdadeiro vassalo, pronto para o servir pelas armas (“braço”) quer pelo louvor poético (“mente”). Mostra-se disponível para continuar a cantar os feitos / as novas empresas do rei (África). Camões tem a sua Musa/inspiração disponível para continuar a cantar os feitos portugueses que continuarão a ser dignos de um canto épico superior aos grandiosos heróis clássicos da História (“Alexandre”) e da ficção (“Aquiles” herói da Eneida) Paralelismo frásico
  • 34. D. Sebastião Louco, sim louco, porque quis grandeza Qual a Sorte a não dá. Não coube em mim minha certeza; Por isso onde o areal está Ficou meu corpo que houve, não o que há. Minha loucura, outros que a tomem Com o que nela ia. Sem a loucura que é o homem Mais que a besta sadia, Cadáver adiado que procria? Fernando Pessoa, Mensagem
  • 36. Contra a cobiça e as desigualdades Elogio da experiência Contra a degeneração da nobreza e ainda contra a adulação Contra a má prática religiosa Crítica ao desprezo pelas artes e pelas letras O Poder do amor Crítica à vã Glória, ao desejo de Fama e à cobiça.Linha moral
  • 37. Bibliografia: . Os Lusíadas, org. Amélia Pinto Pais, Areal editores. . Luís de Camões, o épico, Hernâni Cidade. . Os Lusíadas, fichas de leitura orientada, Maria Antonieta Pires. . Os Lusíadas, apresentado por António Sérgio, editora Sá da Costa. . Análise de Os Lusíadas, Avelino Soares Cabral, Sebenta. Professora Lurdes Augusto