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Narração da viagem para a ÍNdia
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            Estância 19
Narração da viagem para a ÍNdia

19

      Já no largo Oceano navegavam,

       As inquietas ondas apartando;

      Os ventos brandamente respiravam,

      Das naus as velas côncavas inchando;

      Da branca escuma os mares se mostravam

      Cobertos, onde as proas vão cortando

      As marítimas águas consagradas,

      Que do gado de Próteu são cortadas,
     C. I
Análise da estância 19

1. Identifica o narrador da estância 19 e classifica-o quanto à presença.

O narrador é Luís de Camões e quanto à presença é heterodiegético.

2. O narrador inicia a sua narração quando a ação já está a decorrer.
2.1. Como se designa este processo de narração? Justifica.

R.: Este processo de narração chama-se narração in media res (característica do
género épico), porque o narrador começa a relatar os factos da viagem à Índia
quando os navegadores já vão a meio do percurso.

2.2. Situa geograficamente a armada de Vasco da Gama no momento em que tem
início o consílio dos deuses.

R.: A armada de Vasco da Gama encontrava-se já no Oceano Índico, no canal de
Moçambique, entre a costa sudeste africana e a ilha de Madagáscar «Já no largo
Oceano navegavam».
2.3. Assinala no mapa a posição das naus sugerida na estância 19.
3. Refere as condições climatéricas em que decorria a viagem. Justifica com
expressões textuais.

R.: A viagem decorria com calma e serenidade. «As inquietas ondas»; « Os ventos
brandamente respiravam».

4. Faz o levantamento dos vocábulos que pertencem ao campo lexical de
navegação.

R.: «Oceano»; «navegavam»; «ondas»; «ventos»; «naus»; «velas»; «escuma»;
«mares»; «proas»; «marítimas»; «águas».

5. Atenta nos versos: «Já no largo Oceano navegavam/ Quando os Deuses no
Olimpo luminoso,».
5.1. Identifica os planos narrativos presentes na estância 19 e no episódio do
«Consílio dos Deuses no Olimpo». Justifica.

R.: Na estância 19, estamos perante o plano da viagem, porque relata a viagem
marítima dos portugueses para a Índia, quando os navegadores estão em pleno
oceano Índico, ; no episódio do Consílio dos Deuses, estamos perante o plano
mitológico, pois narra a intervenção dos deuses reunidos em consílio.
5.2. Quadro/síntese


Planos narrativos      Personagens          Espaço               Ação
     (Est. 19)         Os Portugueses    O oceano Índico     Os Portugueses
 Plano da viagem      (Vasco da Gama e     (no canal de     navegam rumo à
                       os seu homens)    Moçambique)             Índia
    (Episódio)          Os deuses          O «Olimpo          Mercúrio, por
 Plano mitológico                          luminoso»        ordem de Júpiter,
  (Maravilhoso)                                            convoca os deuses
                                                           para uma reunião,
                                                           a fim de discutirem
                                                            se devem ou não
                                                                ajudar os
                                                              Portugueses a
                                                           chegar à Índia («as
                                                            cousas futuras do
                                                                Oriente»)
ANÁLISE DO EPISÓDIO «CONSÍLIO DOS DEUSES NO
OLIMPO»
CONSÍLIO DOS DEUSES

   PLANO DA VIAGEM                                         PLANO MITOLÓGICO
“Já no largo Oceano navegavam”                         “Quando os Deuses no Olimpo luminoso”


                     Júpiter convoca o consílio para que os Deuses
                     se pronunciem sobre o futuro dos Portugueses
                     que pretendem chegar à Índia por mar.

                  Júpiter reconhece o valor do povo português e
                  pretende premiá-lo, ajudando os portugueses a
                  encontrar um porto seguro onde possam repousar.

                           Gera-se uma discussão


       Vénus e Marte defendem                     Baco opõe-se ao empreendimento
       e apoiam os Portugueses.                   dos Portugueses.



                         Júpiter decide a favor
                         dos Portugueses.
2. Os vários momentos do episódio:

                                               Localização das
                      Momentos                   estâncias
Convocatória                                        20

Chegada ao Olimpo                                   21

Descrição de Júpiter, do Olimpo e dos deuses       22-23
Discurso de Júpiter                                24-29

Razões de                                          30-32
Baco
Motivos de Vénus                                   33-34

Tumulto na Assembleia                                35

Descrição e discurso de Marte                      36-40

Decisão final de Júpiter                             41
«CONSÍLIO DOS DEUSES NO OLIMPO» = REUNIÃO , ASSEMBLEIA
        PERGUNTAS                     RESPOSTAS                    CITAÇÕES

                                                           «Convocados ,da parte do
Quem convoca e preside o      Júpiter, o pai dos deuses.   Tonante,»
Consílio?
                                                           Tonante = Júpiter, pai dos
                                                           deuses

                               Os deuses do Olimpo.         «Quando os Deuses no
Quem se convoca?                                            Olimpo»


                              Através de Mercúrio, o       «Pelo neto gentil do velho
Como tomam conhecimento?      mensageiro dos deuses        Atlante» = Mercúrio


                              Decidir se deixavam ou não    «Se ajuntam em consílio
                              os Portugueses chegarem à     glorioso, / Sobre as cousas
Qual o objetivo da reunião?
                              Índia                         futuras do Oriente»
Caracteriza a divindade que presidiu ao Consílio, atendendo:


                          Caracterização de Júpiter

      ao seu carácter divino.           ao seu estatuto de chefe supremo dos
                                             deuses – detentor do poder.
                                        ««Alto poder»;
                  «Do rosto respirava
                  um ar divino ,/ Que
                                        «Que do poder mais alto lhe foi dado»;
                  divino tornara um
                  corpo humano»
                                        «Gesto alto, severo e soberano»;

                                        «voz grave e horrenda» (autoritário);

                                        «Com hũa coroa e ceptro rutilante»
                                        (símbolos do poder)
Como se distribuem os deuses? Justifica com expressões do texto.

Os deuses distribuem-se, no         «Os      outros    Deuses,     todos
Consílio, hierarquicamente, de      assentados/ Como manda a Razão e a
acordo com a sua importância e      Ordem concertavam/ (Precedem os
influência no Olimpo, ou seja, os   antigos, mais honrados,/ Mais abaixo
mais importantes perto de Júpiter   os menores se assentavam)».
e os menos importantes sentavam-
se mais numa posição inferior.
Regras de elaboração de uma convocatória
        Antes de iniciares a redacção da convocatória, pergunta e responde:
Que reunião?                                   Quem é convocado?
Onde tem lugar?                                Para quando a realização da reunião?
Quem convoca?                                  Para quando a realização da reunião?
Que ordem de trabalhos?                        Data da convocatória?
 Exemplo:

                                      Convocatória

                               Associação de Estudantes
                           da Escola EB 2,3 Dr. Pedro Barbosa
Nos termos do artigo 11º, ponto 1, dos Estatutos da Associação, convocam-se todos os alunos
para uma assembleia geral, a realizar no dia 5 de Novembro, pelas 17 horas, no Polivalente da
Escola, com a seguinte ordem de trabalhos:
7.Apresentação das contas do ano letivo 2010/2011.
8.Plano de Actividades e Orçamento da Associação para o ano lectivo 2011/2012.

                                       Viana do Castelo, 20 de Outubro de 2011
                                          O Presidente da Assembleia Geral
                                                      A n t ó n io P e r e ir a
Completa a convocatória do Consílio dos Deuses.


                                   Convocatória


                                                      Júpite
Convocam-se, por soberana decisão do alto e sublime __________, pai e chefe
                                                      r
                        Terra          Mar              deuses
supremo dos Céus , da _________ e do ______, todos os __________, para um

 consílio                            Olimpo                     20
_________ glorioso , a realizar no __________ luminoso, no dia _____ de
 Fevereiro                 10            30
__________ de 1498, pelas _____ horas e ____ minutos, com a seguinte ordem de

trabalhos:

Ponto           Decidir o futuro dos Portugueses no Oriente.
                                          único                             :

_________________________________________________________

                                     Olimpo, 17 de Fevereiro, de 1498
                                               Júpiter
                                         O Presidente dos Deuses

                                             ________________
Atenta no discurso de Júpiter (est.24 - 29).
Indica a sua posição e aponta as razões da sua decisão relativamente aos Portugueses.
                                        Discurso de Júpiter
        Posição                                        Razões da decisão

                             a) O desígnio dos Fados (destino): os Portugueses tornar-se-ão mais
                             famosos do que os povos da Antiguidade (est. 24, vv. 6-8)
Júpiter decidiu ajudar
os Portugueses a             b) O valor guerreiro dos Portugueses «cum poder tão singelo e tão
encontrarem um porto         pequeno» na luta contra:
seguro na costa               - o «Mouro forte e guarnecido» (est. 25, v. 2);
africana, para               - «O Castelhano tão temido» (est.26, v. 5);
poderem descansar e          -os Romanos (senhores de um grande império) (est. 26).
para se reabastecerem
                             c) A coragem e a ousadia deste povo que:
antes de continuarem         -Atravessa o «duvidoso mar num lenho leve» (est.27, v.2);
viagem (est. 29, VV. 5-8).   - não teme a força dos ventos (est. 27, vv. 3-4);
                             - «a mais se atreve» (est. 27, v.4);
                             - falta concretizar-se o que está prometido: o governo dos mares do
                             Oriente.
                             d) A sua persistência apesar:
                             -do tempo já decorrido (est. 27, vv. 5-6);
                             - do cansaço (est.28,v.6)
                             - das dificuldades da viagem: «duro Inverno»; «ásperos perigos»;
                             «climas e céus experimentados»; «furor de ventos inimigos» (est. 28-29)
O debate dos deuses (est. 30- 40)
Tendo em conta as intervenções dos oradores no Consílio, completa o quadro:

                                Baco                         Vénus                    Marte
Posição face à decisão        Discorda                      Concorda                 Concorda
de Júpiter
Argumentos e razões      Baco, motivado pelo       Vénus levada pela          Marte apoia os
dessa posição            despeito e pela inveja,   simpatia que sente pelos   Portugueses visto que
assumida                 opõe-se à chegada dos     Portugueses apoia-os e     apoia Vénus «porque o
                         Portugueses à Índia:      argumenta que:             amor antigo o
                          porque:                  - este povo se assemelha   obrigava»;
                         - tem receio de ser       ao povo romano: pelas      - admira o mérito dos
                         esquecido, de perder o    qualidades guerreiras e    Portugueses «esta
                         poder e a fama que        pela língua semelhante à   gente(…) cuja valia e
                         alcançara no Oriente ,    latina;                    obras sempre amaste»;
                         caso os Lusos lá          - sabe que os Lusos        - a denúncia da inveja
                         cheguem. (est. 30-32).    torná-la-ão célebre onde   de Baco que alimenta a
                         (Baco é o primeiro a      quer que cheguem. (est.    sua posição;
                         intervir porque é o       33-34)                     - o apelo a Júpiter para
                         deus mais prejudicado).                              que, fazendo justiça à
                                                                              sua firmeza de carácter,
                                                                              mantenha a decisão
                                                                              tomada de ajudar os
                                                                              navegadores.
Caracteriza o deus Marte.
                               Caracterização de Marte


                   Marte, o deus da guerra, estava aborrecido «(Merencório no
                   gesto)»; usava um «forte escudo» e «A viseira do elmo de
                   diamante»; ergueu-se diante de Júpiter «medonho e irado»; «mui
                   seguro»; «armado forte e duro»; bateu com o «conto do bastão» no
                   solo.
                   Marte, no seu discurso, revela poder de decisão, firmeza e a
                   segurança de um chefe militar.



Identifica o plano simbólico dos deuses.

                              Plano simbólico dos deuses
           Baco                          Vénus                          Marte
Baco simboliza as forças do   Vénus simboliza a               Simbolicamente, Marte(ou
Oriente que resistem a essa   civilização ocidental e o seu   o recurso à conquista) fará
expansão e ao domínio que     desejo de expansão para         pender a balança para o
daí pode advir.               Oriente.                        lado dos Portugueses.
Função actancial das personagens
          Adjuvante                              Oponente

Quando o sujeito apoia e ajuda       Quando o sujeito não apoia nem
o herói da acção a conseguir         ajuda o herói da narrativa a
alcançar os seu objectivos.          conseguir os seus objectivos.
Função actancial dos deuses
Preenche a grelha, tendo em conta a posição assumida pelos deuses no Consílio (C. I, 23 a 41).
    Deuses            Posição                                             Motivos
               Adjuvante   Oponente

                                         Os Fados tinham já determinado que os Portugueses ultrapassassem a glória
                                        dos Assírios, Persas, Gregos e Romanos.
    Júpiter
                  X                       Destaca o valor guerreiro dos Lusos que venceram os povos da antiguidade.
                                        ____________________________________________________________ ____

                                           Evidencia a coragem e ousadia dos Portugueses.
                                        ____________________________________________________________ ____

                                           Realça a persistência dos nautas, apear das dificuldades da viagem.
                                         ____________________________________________________________ ____


                                         Tinha dominado toda a Índia, sendo a sua memória celebrada; temia, por
    Baco                        X               isso, que o seu nome caísse no esquecimento.

                                         Gostava da gente lusitana, pelas qualidades que via neste povo, semelhantes
                                        às do povo romano, que ela tanto amava.
     Vénus        X                       Sabia que os Portugueses a tornariam célebre onde quer que chegassem.
                                        _____________________________________________________________ ____


                                         Marte favorece os Portugueses visto que apoia Vénus, que amara no passado.

                                           Admira o mérito dos Portugueses .
                                         ____________________________________________________________ ____
    Marte         X                         Denunciou a inveja de Baco.
                                         ________________________________________________________________
                                         Apela a Júpiter para manter a decisão de ajudar os
                                        Portugueses.___
Os deuses referidos neste episódio de Os Lusíadas pertencem à mitologia clássica.

1. Identifica o processo de formação da palavra mitologia.

R.: Mitologia – palavra composta por aglutinação a partir dos radicais gregos: mito
[fábula] + logia [discurso, tratado, ciência].

 1.1. Completa as frases com a palavra mais adequada:
Desmistificam; mitologia; mitólogo; mitos; mítico.


                      desmistifica
1) Muitas biografias _____________ personagens famosas.
                      m
                         mítico
2) Camões é um escritor _______.

     mitologia
3) A _________ é a história fabulosa de heróis e deuses da Antiguidade.

                            mitos               mitólogo
4) Durante anos estudou os ______. É um grande _________.
Identifica as figuras de estilo presentes nas citações.

                           Citações:                                 Figuras de estilo

«Pelo neto gentil do velho Atlante» (est.20) = Mercúrio .       Perífrase

«A Aurora nasce e o claro Sol se esconde» (est. 21) = Oriente   Perífrase

«O Céu tremeu, e Apolo, de torvado,/ Um pouco a luz perdeu»
(est. 37).                                                      Hipérbole
Regras de redação de uma ata

1. Estrutura:
                        Data e hora exactas;
                        Local;
    Fórmula de abertura Natureza da reunião;
                        Pessoas convocadas (assinalam-se também os ausentes);
                        Ordem de trabalhos.
   Relato dos acontecimentos de acordo com a ordem pela qual foram abordados;
   Fórmula de encerramento;
   Assinaturas de quem presidiu e de quem secretariou a reunião.

2. Linguagem/ técnicas de escrita:

 A linguagem deve ser clara e objectiva de modo a reproduzir fielmente o que foi dito e
  decidido.
 Todos os números devem ser escritos por extenso.
 A acta não pode ser apagada ou rasurada. Em caso de engano, escreve-se a palavra «digo»
  seguida da forma correcta.
 Todos os espaços em branco devem ser trancados.
 Não deve ter considerações pessoais do secretário, dado que é um documento que regista o que
  se passou para a posteridade.
 No caso de te esqueceres de alguma informação , escreves antes das assinaturas a expressão
  «em tempo» e acrescentas a informação.
MODELO DE ATA (1)


                                                  Acta número _________
F   a
ó   b        Aos _____________ dias do mês de _____________ de (ano)_____________________           realizou-se,
r   e
m   r      pelas (horas)_______ no (local)___________ um Consílio dos Deuses com as seguinte Ordem de
u   t
l   u    Trabalhos:_______________________________________________________________________________
a   r
    a    Ponto único:_____________________________________________________________________________.
d
         ___ A reunião foi presidida por ______________ tendo estado presentes todos os deuses convocados.
e
          A abrir a sessão, Júpiter (registo do desenrolar do Consílio intervenções, deliberações, etc.) ___________
         __________________________________________________________________________________________
         __________________________________________________________________________________________
         __________________________________________________________________________________________
         __________________________________________________________________________________________
    E    ________________________________________________________________________________
    n
    c
    e
            Nada mais havendo a tratar, deu-se por encerrada a sessão de que se lavrou a presente ata, que, depois
    r
    r    de lida e aprovada, vai ser assinada nos termos da lei. ____________________________________
    a
    m     O Presidente:____________________________________________________________________________
    e
    n     O Secretário: ______________________________________________
    t
    o
        (1) Este modelo de ata tem referências específicas ao Consílio dos Deuses, para facilitar a
        actividade proposta.
Imagina que tiveste o privilégio de assistir à reunião dos deuses e foste designado secretário.
Lavra a ata do Consílio, seguindo este esquema:


                  Ata do Consílio dos Deuses
…………………………………………………….Ata número um ………………………………………………………..

Aos _____ dias do mês de _______________ do ano de mil quatrocentos e noventa e oito,
reuniram-se, pelas __________ horas e _______________ minutos, no _____________, todos os
deuses, sob a presidência de ______________, pai dos deuses e deus dos____________ e dos
_________________,com a seguinte ordem de trabalhos: ……………………………………………………………….
Ponto único: _____________________________________________________________________.
O Presidente do Consílio deu inicio à sessão, lembrando aos membros presentes _______________
________________________________________________________________________________ .
Em seguida, traçou, de forma elogiosa, o percurso ________________________________________
______________________________________ e decidiu _________________________________ .
Baco ___________________________________________________________________________ .
Por seu turno, Vénus _____________________________________ . Uma posição secundada por
________________________________________________________________________________ .
Ouvidos        todos        os       argumentos,        _____________,        tendo       aspergido
________________________________________________________________________________ .
E, nada mais havendo a tratar, foi encerrada a sessão, da qual se lavrou a presente acta que, depois
de lida e aprovada, vai ser assinada nos termos da lei do Fado eterno……………………………………………….

O presidente: _____________________________________________________________________
O Secretário: ______________________________________________________________________
Ficha autocorretiva da redação da ata

Na ata escrevi:                                  Sim   Não
A data e a hora exatas
O local
A natureza da reunião
As pessoas convocadas (presentes e ausentes)
A ordem de trabalhos
Os aspetos fundamentais das intervenções
As votações (no caso de as haver)
As decisões tomadas
A fórmula de encerramento
Ficha autocorretiva da redação da ata
Não me esqueci ainda de:                                             Sim   Não
Relatar os assuntos pela ordem em que foram tratados na reunião.
Usar o mínimo de palavras para relatar as ideias essenciais.
Utilizar um vocabulário objetivo e claro.
Usar as palavras ou expressões adequadas para articular parágrafos
e frases.
Escrever os algarismos por extenso.
Trancar os espaços em branco.
Utilizar a palavra «digo» para corrigir um engano.


Ao passar a limpo o texto, tive em conta:                            Sim   Não
A pontuação
A ortografia
A apresentação.

NB: No caso de te esqueceres de alguma informação, escreves antes das
assinaturas a expressão «em tempo» e acrescentas a informação.
ATA DO CONSÍLIO DOS DEUSES

____________________________ Ata                 número um __ _________________________________
Aos vinte dias do mês de Fevereiro de mil quatrocentos e noventa e oito, reuniram-se, pelas dez horas e
trinta minutos, no Olimpo, todos os deuses, sob a presidência de Júpiter, pai dos deuses e deus dos raios e
dos trovões , com a seguinte ordem de trabalhos: ______________________________________________
Ponto único: Decidir o futuro dos Portugueses no Oriente . _______________________________________
O Presidente do Consílio deu início à sessão, lembrando aos membros presentes o destino glorioso dos
Portugueses. ____________________________________________________________________________
Em seguida, traçou, de forma elogiosa, o percurso do povo luso, que no passado lutou contra os Mouros e
os Castelhanos, na senda das proezas de Viriato e de Sertório; no presente referenciou os perigos da
aventura marítima dos navegadores portugueses, que, no futuro, dominarão o Oriente segundo os Fados,
e decidiu apoiar a já desgastada frota de Vasco da Gama, na costa africana.
________________________________________________________________________________________
Baco, movido pela inveja, opõe-se à chegada dos Portugueses à Índia, pois receia ser esquecido no
Oriente              se             os              Portugueses               tiverem             sucesso.
__________________________________________________________
Por seu turno, Vénus está a favor da conquista da Índia pelos Portugueses, movida pela simpatia que
nutre por este povo e o desejo de ser celebrada no Oriente, salientando as suas semelhanças com os
Romanos, no valor guerreiro e na língua. Uma posição secundada por Marte, que é movido pela sua
paixão por Vénus, mas também pelo mérito dos Lusos. O deus da guerra denuncia a inveja de Baco e
apela a Júpiter para que mantenha a sua decisão de ajudar os Portugueses.
______________________________________
Ouvidos todos os argumentos, Júpiter decidiu que os Portugueses conquistariam os mares do Oriente e
chegariam à Índia, tendo aspergido o néctar dos deuses, estes partiram para os seus domínios.
_________
E, nada mais havendo a tratar, foi encerrada a sessão, da qual se lavrou a presente ata que, depois de lida
e aprovada, vai ser assinada nos termos da lei do Fado eterno. ____________________________________
O                                           Presidente:                                            Júpiter
________________________________________________________________________
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Análise do episódio "Consílio dos deuses"

  • 1. Narração da viagem para a ÍNdia Picture 7 Estância 19
  • 2. Narração da viagem para a ÍNdia 19 Já no largo Oceano navegavam, As inquietas ondas apartando; Os ventos brandamente respiravam, Das naus as velas côncavas inchando; Da branca escuma os mares se mostravam Cobertos, onde as proas vão cortando As marítimas águas consagradas, Que do gado de Próteu são cortadas, C. I
  • 3. Análise da estância 19 1. Identifica o narrador da estância 19 e classifica-o quanto à presença. O narrador é Luís de Camões e quanto à presença é heterodiegético. 2. O narrador inicia a sua narração quando a ação já está a decorrer. 2.1. Como se designa este processo de narração? Justifica. R.: Este processo de narração chama-se narração in media res (característica do género épico), porque o narrador começa a relatar os factos da viagem à Índia quando os navegadores já vão a meio do percurso. 2.2. Situa geograficamente a armada de Vasco da Gama no momento em que tem início o consílio dos deuses. R.: A armada de Vasco da Gama encontrava-se já no Oceano Índico, no canal de Moçambique, entre a costa sudeste africana e a ilha de Madagáscar «Já no largo Oceano navegavam».
  • 4. 2.3. Assinala no mapa a posição das naus sugerida na estância 19.
  • 5. 3. Refere as condições climatéricas em que decorria a viagem. Justifica com expressões textuais. R.: A viagem decorria com calma e serenidade. «As inquietas ondas»; « Os ventos brandamente respiravam». 4. Faz o levantamento dos vocábulos que pertencem ao campo lexical de navegação. R.: «Oceano»; «navegavam»; «ondas»; «ventos»; «naus»; «velas»; «escuma»; «mares»; «proas»; «marítimas»; «águas». 5. Atenta nos versos: «Já no largo Oceano navegavam/ Quando os Deuses no Olimpo luminoso,». 5.1. Identifica os planos narrativos presentes na estância 19 e no episódio do «Consílio dos Deuses no Olimpo». Justifica. R.: Na estância 19, estamos perante o plano da viagem, porque relata a viagem marítima dos portugueses para a Índia, quando os navegadores estão em pleno oceano Índico, ; no episódio do Consílio dos Deuses, estamos perante o plano mitológico, pois narra a intervenção dos deuses reunidos em consílio.
  • 6. 5.2. Quadro/síntese Planos narrativos Personagens Espaço Ação (Est. 19) Os Portugueses O oceano Índico Os Portugueses Plano da viagem (Vasco da Gama e (no canal de navegam rumo à os seu homens) Moçambique) Índia (Episódio) Os deuses O «Olimpo Mercúrio, por Plano mitológico luminoso» ordem de Júpiter, (Maravilhoso) convoca os deuses para uma reunião, a fim de discutirem se devem ou não ajudar os Portugueses a chegar à Índia («as cousas futuras do Oriente»)
  • 7. ANÁLISE DO EPISÓDIO «CONSÍLIO DOS DEUSES NO OLIMPO»
  • 8. CONSÍLIO DOS DEUSES PLANO DA VIAGEM PLANO MITOLÓGICO “Já no largo Oceano navegavam” “Quando os Deuses no Olimpo luminoso” Júpiter convoca o consílio para que os Deuses se pronunciem sobre o futuro dos Portugueses que pretendem chegar à Índia por mar. Júpiter reconhece o valor do povo português e pretende premiá-lo, ajudando os portugueses a encontrar um porto seguro onde possam repousar. Gera-se uma discussão Vénus e Marte defendem Baco opõe-se ao empreendimento e apoiam os Portugueses. dos Portugueses. Júpiter decide a favor dos Portugueses.
  • 9. 2. Os vários momentos do episódio: Localização das Momentos estâncias Convocatória 20 Chegada ao Olimpo 21 Descrição de Júpiter, do Olimpo e dos deuses 22-23 Discurso de Júpiter 24-29 Razões de 30-32 Baco Motivos de Vénus 33-34 Tumulto na Assembleia 35 Descrição e discurso de Marte 36-40 Decisão final de Júpiter 41
  • 10. «CONSÍLIO DOS DEUSES NO OLIMPO» = REUNIÃO , ASSEMBLEIA PERGUNTAS RESPOSTAS CITAÇÕES «Convocados ,da parte do Quem convoca e preside o Júpiter, o pai dos deuses. Tonante,» Consílio? Tonante = Júpiter, pai dos deuses Os deuses do Olimpo. «Quando os Deuses no Quem se convoca? Olimpo» Através de Mercúrio, o «Pelo neto gentil do velho Como tomam conhecimento? mensageiro dos deuses Atlante» = Mercúrio Decidir se deixavam ou não «Se ajuntam em consílio os Portugueses chegarem à glorioso, / Sobre as cousas Qual o objetivo da reunião? Índia futuras do Oriente»
  • 11. Caracteriza a divindade que presidiu ao Consílio, atendendo: Caracterização de Júpiter ao seu carácter divino. ao seu estatuto de chefe supremo dos deuses – detentor do poder. ««Alto poder»; «Do rosto respirava um ar divino ,/ Que «Que do poder mais alto lhe foi dado»; divino tornara um corpo humano» «Gesto alto, severo e soberano»; «voz grave e horrenda» (autoritário); «Com hũa coroa e ceptro rutilante» (símbolos do poder)
  • 12. Como se distribuem os deuses? Justifica com expressões do texto. Os deuses distribuem-se, no «Os outros Deuses, todos Consílio, hierarquicamente, de assentados/ Como manda a Razão e a acordo com a sua importância e Ordem concertavam/ (Precedem os influência no Olimpo, ou seja, os antigos, mais honrados,/ Mais abaixo mais importantes perto de Júpiter os menores se assentavam)». e os menos importantes sentavam- se mais numa posição inferior.
  • 13. Regras de elaboração de uma convocatória Antes de iniciares a redacção da convocatória, pergunta e responde: Que reunião? Quem é convocado? Onde tem lugar? Para quando a realização da reunião? Quem convoca? Para quando a realização da reunião? Que ordem de trabalhos? Data da convocatória? Exemplo: Convocatória Associação de Estudantes da Escola EB 2,3 Dr. Pedro Barbosa Nos termos do artigo 11º, ponto 1, dos Estatutos da Associação, convocam-se todos os alunos para uma assembleia geral, a realizar no dia 5 de Novembro, pelas 17 horas, no Polivalente da Escola, com a seguinte ordem de trabalhos: 7.Apresentação das contas do ano letivo 2010/2011. 8.Plano de Actividades e Orçamento da Associação para o ano lectivo 2011/2012. Viana do Castelo, 20 de Outubro de 2011 O Presidente da Assembleia Geral A n t ó n io P e r e ir a
  • 14. Completa a convocatória do Consílio dos Deuses. Convocatória Júpite Convocam-se, por soberana decisão do alto e sublime __________, pai e chefe r Terra Mar deuses supremo dos Céus , da _________ e do ______, todos os __________, para um consílio Olimpo 20 _________ glorioso , a realizar no __________ luminoso, no dia _____ de Fevereiro 10 30 __________ de 1498, pelas _____ horas e ____ minutos, com a seguinte ordem de trabalhos: Ponto Decidir o futuro dos Portugueses no Oriente. único : _________________________________________________________ Olimpo, 17 de Fevereiro, de 1498 Júpiter O Presidente dos Deuses ________________
  • 15. Atenta no discurso de Júpiter (est.24 - 29). Indica a sua posição e aponta as razões da sua decisão relativamente aos Portugueses. Discurso de Júpiter Posição Razões da decisão a) O desígnio dos Fados (destino): os Portugueses tornar-se-ão mais famosos do que os povos da Antiguidade (est. 24, vv. 6-8) Júpiter decidiu ajudar os Portugueses a b) O valor guerreiro dos Portugueses «cum poder tão singelo e tão encontrarem um porto pequeno» na luta contra: seguro na costa - o «Mouro forte e guarnecido» (est. 25, v. 2); africana, para - «O Castelhano tão temido» (est.26, v. 5); poderem descansar e -os Romanos (senhores de um grande império) (est. 26). para se reabastecerem c) A coragem e a ousadia deste povo que: antes de continuarem -Atravessa o «duvidoso mar num lenho leve» (est.27, v.2); viagem (est. 29, VV. 5-8). - não teme a força dos ventos (est. 27, vv. 3-4); - «a mais se atreve» (est. 27, v.4); - falta concretizar-se o que está prometido: o governo dos mares do Oriente. d) A sua persistência apesar: -do tempo já decorrido (est. 27, vv. 5-6); - do cansaço (est.28,v.6) - das dificuldades da viagem: «duro Inverno»; «ásperos perigos»; «climas e céus experimentados»; «furor de ventos inimigos» (est. 28-29)
  • 16. O debate dos deuses (est. 30- 40) Tendo em conta as intervenções dos oradores no Consílio, completa o quadro: Baco Vénus Marte Posição face à decisão Discorda Concorda Concorda de Júpiter Argumentos e razões Baco, motivado pelo Vénus levada pela Marte apoia os dessa posição despeito e pela inveja, simpatia que sente pelos Portugueses visto que assumida opõe-se à chegada dos Portugueses apoia-os e apoia Vénus «porque o Portugueses à Índia: argumenta que: amor antigo o porque: - este povo se assemelha obrigava»; - tem receio de ser ao povo romano: pelas - admira o mérito dos esquecido, de perder o qualidades guerreiras e Portugueses «esta poder e a fama que pela língua semelhante à gente(…) cuja valia e alcançara no Oriente , latina; obras sempre amaste»; caso os Lusos lá - sabe que os Lusos - a denúncia da inveja cheguem. (est. 30-32). torná-la-ão célebre onde de Baco que alimenta a (Baco é o primeiro a quer que cheguem. (est. sua posição; intervir porque é o 33-34) - o apelo a Júpiter para deus mais prejudicado). que, fazendo justiça à sua firmeza de carácter, mantenha a decisão tomada de ajudar os navegadores.
  • 17. Caracteriza o deus Marte. Caracterização de Marte Marte, o deus da guerra, estava aborrecido «(Merencório no gesto)»; usava um «forte escudo» e «A viseira do elmo de diamante»; ergueu-se diante de Júpiter «medonho e irado»; «mui seguro»; «armado forte e duro»; bateu com o «conto do bastão» no solo. Marte, no seu discurso, revela poder de decisão, firmeza e a segurança de um chefe militar. Identifica o plano simbólico dos deuses. Plano simbólico dos deuses Baco Vénus Marte Baco simboliza as forças do Vénus simboliza a Simbolicamente, Marte(ou Oriente que resistem a essa civilização ocidental e o seu o recurso à conquista) fará expansão e ao domínio que desejo de expansão para pender a balança para o daí pode advir. Oriente. lado dos Portugueses.
  • 18. Função actancial das personagens Adjuvante Oponente Quando o sujeito apoia e ajuda Quando o sujeito não apoia nem o herói da acção a conseguir ajuda o herói da narrativa a alcançar os seu objectivos. conseguir os seus objectivos.
  • 19. Função actancial dos deuses Preenche a grelha, tendo em conta a posição assumida pelos deuses no Consílio (C. I, 23 a 41). Deuses Posição Motivos Adjuvante Oponente  Os Fados tinham já determinado que os Portugueses ultrapassassem a glória dos Assírios, Persas, Gregos e Romanos. Júpiter X Destaca o valor guerreiro dos Lusos que venceram os povos da antiguidade. ____________________________________________________________ ____ Evidencia a coragem e ousadia dos Portugueses. ____________________________________________________________ ____ Realça a persistência dos nautas, apear das dificuldades da viagem.  ____________________________________________________________ ____  Tinha dominado toda a Índia, sendo a sua memória celebrada; temia, por Baco X isso, que o seu nome caísse no esquecimento.  Gostava da gente lusitana, pelas qualidades que via neste povo, semelhantes às do povo romano, que ela tanto amava. Vénus X Sabia que os Portugueses a tornariam célebre onde quer que chegassem. _____________________________________________________________ ____ Marte favorece os Portugueses visto que apoia Vénus, que amara no passado. Admira o mérito dos Portugueses .  ____________________________________________________________ ____ Marte X Denunciou a inveja de Baco.  ________________________________________________________________  Apela a Júpiter para manter a decisão de ajudar os Portugueses.___
  • 20. Os deuses referidos neste episódio de Os Lusíadas pertencem à mitologia clássica. 1. Identifica o processo de formação da palavra mitologia. R.: Mitologia – palavra composta por aglutinação a partir dos radicais gregos: mito [fábula] + logia [discurso, tratado, ciência]. 1.1. Completa as frases com a palavra mais adequada: Desmistificam; mitologia; mitólogo; mitos; mítico. desmistifica 1) Muitas biografias _____________ personagens famosas. m mítico 2) Camões é um escritor _______. mitologia 3) A _________ é a história fabulosa de heróis e deuses da Antiguidade. mitos mitólogo 4) Durante anos estudou os ______. É um grande _________.
  • 21. Identifica as figuras de estilo presentes nas citações. Citações: Figuras de estilo «Pelo neto gentil do velho Atlante» (est.20) = Mercúrio . Perífrase «A Aurora nasce e o claro Sol se esconde» (est. 21) = Oriente Perífrase «O Céu tremeu, e Apolo, de torvado,/ Um pouco a luz perdeu» (est. 37). Hipérbole
  • 22. Regras de redação de uma ata 1. Estrutura: Data e hora exactas; Local;  Fórmula de abertura Natureza da reunião; Pessoas convocadas (assinalam-se também os ausentes); Ordem de trabalhos.  Relato dos acontecimentos de acordo com a ordem pela qual foram abordados;  Fórmula de encerramento;  Assinaturas de quem presidiu e de quem secretariou a reunião. 2. Linguagem/ técnicas de escrita:  A linguagem deve ser clara e objectiva de modo a reproduzir fielmente o que foi dito e decidido.  Todos os números devem ser escritos por extenso.  A acta não pode ser apagada ou rasurada. Em caso de engano, escreve-se a palavra «digo» seguida da forma correcta.  Todos os espaços em branco devem ser trancados.  Não deve ter considerações pessoais do secretário, dado que é um documento que regista o que se passou para a posteridade.  No caso de te esqueceres de alguma informação , escreves antes das assinaturas a expressão «em tempo» e acrescentas a informação.
  • 23. MODELO DE ATA (1) Acta número _________ F a ó b Aos _____________ dias do mês de _____________ de (ano)_____________________ realizou-se, r e m r pelas (horas)_______ no (local)___________ um Consílio dos Deuses com as seguinte Ordem de u t l u Trabalhos:_______________________________________________________________________________ a r a Ponto único:_____________________________________________________________________________. d ___ A reunião foi presidida por ______________ tendo estado presentes todos os deuses convocados. e A abrir a sessão, Júpiter (registo do desenrolar do Consílio intervenções, deliberações, etc.) ___________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ E ________________________________________________________________________________ n c e Nada mais havendo a tratar, deu-se por encerrada a sessão de que se lavrou a presente ata, que, depois r r de lida e aprovada, vai ser assinada nos termos da lei. ____________________________________ a m O Presidente:____________________________________________________________________________ e n O Secretário: ______________________________________________ t o (1) Este modelo de ata tem referências específicas ao Consílio dos Deuses, para facilitar a actividade proposta.
  • 24. Imagina que tiveste o privilégio de assistir à reunião dos deuses e foste designado secretário. Lavra a ata do Consílio, seguindo este esquema: Ata do Consílio dos Deuses …………………………………………………….Ata número um ……………………………………………………….. Aos _____ dias do mês de _______________ do ano de mil quatrocentos e noventa e oito, reuniram-se, pelas __________ horas e _______________ minutos, no _____________, todos os deuses, sob a presidência de ______________, pai dos deuses e deus dos____________ e dos _________________,com a seguinte ordem de trabalhos: ………………………………………………………………. Ponto único: _____________________________________________________________________. O Presidente do Consílio deu inicio à sessão, lembrando aos membros presentes _______________ ________________________________________________________________________________ . Em seguida, traçou, de forma elogiosa, o percurso ________________________________________ ______________________________________ e decidiu _________________________________ . Baco ___________________________________________________________________________ . Por seu turno, Vénus _____________________________________ . Uma posição secundada por ________________________________________________________________________________ . Ouvidos todos os argumentos, _____________, tendo aspergido ________________________________________________________________________________ . E, nada mais havendo a tratar, foi encerrada a sessão, da qual se lavrou a presente acta que, depois de lida e aprovada, vai ser assinada nos termos da lei do Fado eterno………………………………………………. O presidente: _____________________________________________________________________ O Secretário: ______________________________________________________________________
  • 25. Ficha autocorretiva da redação da ata Na ata escrevi: Sim Não A data e a hora exatas O local A natureza da reunião As pessoas convocadas (presentes e ausentes) A ordem de trabalhos Os aspetos fundamentais das intervenções As votações (no caso de as haver) As decisões tomadas A fórmula de encerramento
  • 26. Ficha autocorretiva da redação da ata Não me esqueci ainda de: Sim Não Relatar os assuntos pela ordem em que foram tratados na reunião. Usar o mínimo de palavras para relatar as ideias essenciais. Utilizar um vocabulário objetivo e claro. Usar as palavras ou expressões adequadas para articular parágrafos e frases. Escrever os algarismos por extenso. Trancar os espaços em branco. Utilizar a palavra «digo» para corrigir um engano. Ao passar a limpo o texto, tive em conta: Sim Não A pontuação A ortografia A apresentação. NB: No caso de te esqueceres de alguma informação, escreves antes das assinaturas a expressão «em tempo» e acrescentas a informação.
  • 27. ATA DO CONSÍLIO DOS DEUSES ____________________________ Ata número um __ _________________________________ Aos vinte dias do mês de Fevereiro de mil quatrocentos e noventa e oito, reuniram-se, pelas dez horas e trinta minutos, no Olimpo, todos os deuses, sob a presidência de Júpiter, pai dos deuses e deus dos raios e dos trovões , com a seguinte ordem de trabalhos: ______________________________________________ Ponto único: Decidir o futuro dos Portugueses no Oriente . _______________________________________ O Presidente do Consílio deu início à sessão, lembrando aos membros presentes o destino glorioso dos Portugueses. ____________________________________________________________________________ Em seguida, traçou, de forma elogiosa, o percurso do povo luso, que no passado lutou contra os Mouros e os Castelhanos, na senda das proezas de Viriato e de Sertório; no presente referenciou os perigos da aventura marítima dos navegadores portugueses, que, no futuro, dominarão o Oriente segundo os Fados, e decidiu apoiar a já desgastada frota de Vasco da Gama, na costa africana. ________________________________________________________________________________________ Baco, movido pela inveja, opõe-se à chegada dos Portugueses à Índia, pois receia ser esquecido no Oriente se os Portugueses tiverem sucesso. __________________________________________________________ Por seu turno, Vénus está a favor da conquista da Índia pelos Portugueses, movida pela simpatia que nutre por este povo e o desejo de ser celebrada no Oriente, salientando as suas semelhanças com os Romanos, no valor guerreiro e na língua. Uma posição secundada por Marte, que é movido pela sua paixão por Vénus, mas também pelo mérito dos Lusos. O deus da guerra denuncia a inveja de Baco e apela a Júpiter para que mantenha a sua decisão de ajudar os Portugueses. ______________________________________ Ouvidos todos os argumentos, Júpiter decidiu que os Portugueses conquistariam os mares do Oriente e chegariam à Índia, tendo aspergido o néctar dos deuses, estes partiram para os seus domínios. _________ E, nada mais havendo a tratar, foi encerrada a sessão, da qual se lavrou a presente ata que, depois de lida e aprovada, vai ser assinada nos termos da lei do Fado eterno. ____________________________________ O Presidente: Júpiter ________________________________________________________________________

Notas do Editor

  1. Comparar o funcionamento do Consílio(assembleia consultiva onde os intervenientes emitem pareceres, mas a decisão cabe ao presidente) com o da Assembleia da República (órgão deliberativo).