Luís Vaz de CamõesOsLusíadasVersão Integral em Slide                                       By Antonio Minharro
Os Lusíadas,de Luís de Camões
Luís Vaz de Camões    Os LusíadasCANTO PRIMEIRO
1As armas e os Barões assinaladosQue da Ocidental praia LusitanaPor mares nunca de antes navegadosPassaram ainda além da T...
2E também as memórias gloriosasDaqueles Reis que foram dilatandoA Fé, o Império, e as terras viciosasDe África e de Ásia a...
3Cessem do sábio Grego e do TroianoAs navegações grandes que fizeram;Cale-se de Alexandro e de TrajanoA fama das vitórias ...
4E vós, Tágides minhas, pois criadoTendes em mim um novo engenho ardente,Se sempre em verso humilde celebradoFoi de mi vos...
5Dai-me üa fúria grande e sonorosa,E não de agreste avena ou frauta ruda,Mas de tuba canora e belicosa,Que o peito acende ...
6E vós, ó bem nascida segurançaDa Lusitana antígua liberdade,E não menos certíssima esperançaDe aumento da pequena Cristan...
7Vós, tenro e novo ramo florecenteDe üa árvore, de Cristo mais amadaQue nenhüa nascida no Ocidente,Cesárea ou Cristianíssi...
8Vós, poderoso Rei, cujo alto ImpérioO Sol, logo em nascendo, vê primeiro,Vê-o também no meio do Hemisfério,E quando desce...
9Inclinei por um pouco a majestadeQue nesse tenro gesto vos contemplo,Que já se mostra qual na inteira idade,Quando subind...
10Vos Vereis amor da pátria, não movidoDe prémio vil, mas alto e quási eterno;Que não é prémio vil ser conhecidoPor um pre...
11Ouvi, que não vereis com vãs façanhas,Fantásticas, fingidas, mentirosas,Louvar os vossos, como nas estranhasMusas, de en...
12Por estes vos darei um Nuno fero,Que fez ao Rei e ao Reino tal serviço,Um Egas e um Dom Fuas, que de HomeroA cítara pare...
13Pois se a troco de (Carlos, Rei de França,Ou de César, quereis igual memória,Vede o primeiro Afonso, cuja lançaEscura fa...
14Nem deixarão meus versos esquecidosAqueles que nos Reinos lá da AuroraFizeram, só por armas tão subidos,Vossa bandeira s...
15E, enquanto eu estes canto –e a vós não posso,Sublime Rei, que não me atrevo a tanto - ,Tomai as rédeas vós do Reino vos...
16Em vós os olhos tem o Mouro frio,Em quem vê seu exício afigurado;Só com vos ver, o bárbaro GentioMostra o pescoço ao jug...
17Em vós se vêm, da Olímpica morada,Dos dous avós as almas cá famosas;üa, na paz angélica dourada,Outra, pelas batalhas sa...
18Mas, enquanto este tempo passa lentoDe regerdes os povos, que o desejam,Dai vós favor ao novo atrevimento,Pera que estes...
19Já no largo Oceano navegavam,As inquietas ondas apartando;Os ventos brandamente respiravam,Das naus as velas côncavas in...
20Quando os Deuses no Olimpo luminoso,Onde o governo está da humana gente,Se ajuntam em consílio glorioso,Sobre as cousas ...
21Deixam dos sete Céus o regimento,Que do poder mais alto lhe foi dado,Alto poder, que só co pensamentoGoverna o Céu, a Te...
22Estava o Padre ali, sublime e dino,Que vibra os feros raios de Vulcano,Num assento de estrelas cristalino,Com gesto alto...
23Em luzentes assentos, marchetadosDe ouro e de perlas, mais abaixo estavamOs outros Deuses, todos assentadosComo a Razão ...
24- «Eternos moradores do luzente,Estelífero Pólo e claro Assento:Se do grande valor da forte genteDe Luso não perdeis o p...
25«Já lhe foi (bem o vistes) concedido,Cum poder tão singelo e ao pequeno,Tomar ao Mouro forte e guarnecidoToda a terra qu...
26«Deixo, Deuses, atrás a fama antiga,Que co a gente de Rómulo alcançaram,Quando com Viriato, na inimigaGuerra Romana, tan...
27«Agora vedes bem que, cometendoO duvidoso mar num lenho leve,Por vias nunca usadas, não temendode Áfrico e Noto a força,...
28«Prometido lhe está do Fado eterno,Cuja alta lei não pode ser quebrada,Que tenham longos tempos o governoDo mar que vê d...
29«E porque, como vistes, têm passadosNa viagem tão ásperos perigos,Tantos climas e céus exprimentados,Tanto furor de vent...
30Estas palavras Júpiter dizia,Quando os Deuses, por ordem respondendo,Na sentença um do outro diferia,Razões diversas dan...
31Ouvido tinha aos Fados que viriaüa gente fortíssima de EspanhaPelo mar alto, a qual sujeitariaDa Índia tudo quanto Dóris...
32Vê que já teve o Indo sojugadoE nunca lhe tirou Fortuna ou casoPor vencedor da Índia ser cantadoDe quantos bebem a água ...
33Sustentava contra ele Vénus bela,Afeiçoada à gente LusitanaPor quantas qualidades via nelaDa antiga, tão amada, sua Roma...
34Estas causas moviam CitereiaE mais, porque das Parcas claro entendeQue há-de ser celebrada a clara DeiaOnde a gente belí...
35Qual Austro fero ou Bóreas na espessuraDe silvestre arvoredo abastecida,Rompendo os ramos vão da mata escuraCom ímpeto e...
36Mas Marte, que da Deusa sustentavaEntre todos as partes em porfia,Ou porque o amor antigo o obrigava,Ou porque a gente f...
37Viseira do elmo de diamanteAlevantando um pouco, mui seguro,Por dar seu parecer se pôs dianteDe Júpiter, armado, forte e...
38E disse assi:- «Ó Padre, a cujo impérioTudo aquilo obedece que criaste:Se esta gente que busca outro Hemisfério.Cuja val...
39«Que, se aqui a razão se não mostrasseVencida do temor demasiado,Bem fora que aqui Baco os sustentasse,Pois que de Luso ...
40E tu, Padre de grande fortaleza,Da determinação que tens tomadaNão tornes por detrás, pois é fraquezaDesistir-se da cous...
41Como isto disse, o Padre poderoso,A cabeça inclinando, consentiuNo que disse Mavorte valerosoE néctar sobre todos esparz...
42Enquanto isto se passa na fermosaCasa etérea do Olimpo omnipotente,Cortava o mar a gente belicosaJá lá da banda do Austr...
43Tão brandamente os ventos os levavamComo quem o Céu tinha por amigo;Sereno o ar e os tempos se mostravam,Sem nuvens, sem...
44Vasco da Gama, o forte Capitão,Que a tamanhas empresas se oferece,De soberbo e de altivo coração,A quem Fortuna sempre f...
45Eis aparecem logo em companhiaUns pequenos batéis, que vêm daquelaQue mais chegada à terra parecia,Cortando o longo mar ...
46As embarcações eram na maneiraMui veloces, estreitas e compridas;Ás velas com que vêm eram de esteira,Düas folhas de pal...
47De panos de algodão vinham vestidos,De várias cores, brancos e listrados;Uns trazem derredor de si cingidos,Outros em mo...
48Cos panos e cos braços acenavamÀs gentes Lusitanas, que esperassem;Mas já as proas ligeiras se inclinavam,Pera que junto...
49Não eram ancorados, quando a genteEstranha polas cordas já subia.No gesto ledos vêm, e humanamenteO Capitão sublime os r...
50Comendo alegremente, perguntavam,Pela Arábica língua, donde vinham,Quem eram, de que terra, que buscavam,Ou que partes d...
51«Do mar temos corrido e navegadoToda a parte do Antártico e Calisto,Toda a costa Africana rodeado;Diversos céus e terras...
52"E por mandado seu, buscando andamosA terra Oriental que o Indo rega;Por ele, o mar remoto navegamos,Que só dos feios fo...
53- «Somos (um dos das Ilhas lhe tornou)Estrangeiros na terra, Lei e nação;Que os próprios são aqueles que criouA Natura, ...
54«Esta Ilha pequena, que habitamos,É em toda esta terra certa escalaDe todos os que as ondas navegamos,De Quíloa, de Momb...
55«E já que de tão longe navegais,Buscando o Indo Idaspe e terra ardente,Piloto aqui tereis, por quem sejaisGuiados pelas ...
56Isto dizendo, o Mouro se tornouA seus batéis com toda a companhia;Do Capitão e gente se apartouCom mostras de devida cor...
57A noite se passou na lassa frotaCom estranha alegria e não cuidada,Por acharem da terra tão remotaNova de tanto tempo de...
58Da Lüa os claros raios rutilavamPolas argênteas ondas Neptuninas;As Estrelas os Céus acompanhavam,Qual campo revestido d...
59Mas assim como a Aurora marchetadaOs formosos cabelos espalhouNo Céu sereno, abrindo a roxa entradaAo claro Hiperiónio, ...
60Partia, alegremente navegando,A ver as naus ligeiras Lusitanas,Com refresco da terra, em si cuidandoQue são aquelas gent...
61Recebe o Capitão alegrementeO Mouro e toda sua companhia;Dá-lhe de ricas peças um presente,Que só pera este efeito já tr...
62Está a gente marítima de LusoSubida pela enxárcia, de admirada,Notando o estrangeiro modo e usoE a linguagem tão bárbara...
63E mais lhe diz também que ver desejaOs livros de sua Lei, preceito ou fé,Pera ver se conforme à sua seja,Ou se são dos d...
64Responde o valeroso Capitão,Por um que a língua escura bem sabia:-«Dar-te-ei, Senhor ilustre, relaçãoDe mi, da Lei, das ...
65«A Lei tenho dAquele a cujo impérioObedece o visíbil e invisíbil,Aquele que criou todo o Hemisfério,Tudo o que sente e t...
66Deste Deus-Homem, alto e infinito,Os livros, que tu pedes não trazia,Que bem posso escusar trazer escritoEm papel o que ...
67Isto dizendo, manda os diligentesMinistros amostrar as armaduras:Vêm arneses e peitos reluzentes,Malhas finas e lâminas ...
68As bombas vêm de fogo, e juntamenteAs panelas sulfúreas, tão danosas;Porém aos de Vulcano não consenteQue dêm fogo às bo...
69Porém disto que o Mouro aqui notou,E de tudo o que viu com olho atento,Um ódio certo na alma lhe ficou,üa vontade má de ...
70Pilotos lhe pedia o Capitão,Por quem pudesse à Índia ser levado;Diz-lhe que o largo prémio levarãoDo trabalho que nisso ...
71Tamanho o ódio foi e a má vontadeQue aos estrangeiros súpito tomou,Sabendo ser sequaces da VerdadeQue o filho de David n...
72Partiu-se nisto, enfim, co a companhia,Das naus o falso Mouro despedido,Com enganosa e grande cortesia,Com gesto ledo a ...
73Do claro assento etóreo o grão Tebano,Que da paternal coxa foi nascido,Olhando o ajuntamento LusitanoAo Mouro ser molest...
74"Está do fado já determinado,Que tamanhas vitórias, tão famosas,Hajam os Portugueses alcançadoDas Indianas gentes belico...
75«Já quiseram os Deuses que tivesseO filho de Filipo nesta parteTanto poder que tudo sometesseDebaixo do seu jugo o fero ...
76«Não será assi, porque, antes que chegadoSeja este Capitão, astutamenteLhe será tanto engano fabricadoQue nunca veja as ...
77Isto dizendo, irado e quási insano,Sobre a terra Africana descendeu,Onde, vestindo a forma e gesto humano,Pera o Prasso ...
78E, entrando assi a falar-lhe, a tempo e horas,A sua falsidade acomodadas,Lhe diz como eram gentes roubadorasEstas que or...
79- «E sabe mais (lhe diz), como entendidoTenho destes Cristãos sanguinolentos,Que quási todo o mar têm destruídoCom roubo...
80"E também sei que tem determinadoDe vir por água a terra muito cedoO Capitão dos seus acompanhado,Que da tensão danada n...
81«E se inda não ficarem deste jeitoDestruídos ou mortos totalmente,Eu tenho imaginada no conceitoOutra manha e ardil que ...
82Tanto que estas palavras acabouO Mouro, nos tais casos sábio e velho,Os braços pelo colo lhe lançou,Agradecendo muito o ...
83E busca mais, pera o cuidado engano,Mouro que por piloto à nau lhe mande,Sagaz, astuto e sábio em todo o dano,De quem fi...
84Já o raio Apolíneo visitavaOs Montes Nabateios acendido,Quando Gama cos seus determinavaDe vir por água a terra apercebi...
85E mais também mandado tinha a terra,De antes, pelo piloto necessário,E foi-lhe respondido em som de guerra,Caso do que c...
86Mas os Mouros, que andavam pela praiaPor lhe defender a água desejada,Um de escudo embraçado e de azagaia,Outro de arco ...
87Andam pela ribeira alva, arenosa,Os belicosos Mouros acenandoCom a adarga e coa hástia perigosa,Os fortes Portugueses in...
88Qual no corro sanguino o ledo amante,Vendo a fermosa dama desejada,O touro busca e, pondo-se diante,Salta, corre, sibila...
89Eis nos batéis o fogo se levantaNa furiosa e dura artelharia;A plúmbea péla mata, o brado espanta;Ferido, o ar retumba e...
90Não se contenta a gente Portuguesa,Mas, seguindo a vitória, estrui e mata;A povoação sem muro e sem defesaEsbombardeia, ...
91Fugindo, a seta o Mouro vai tirandoSem força, de covarde e de apressado,Apedra, o pau e o canto arremessando;Dá-lhe arma...
92Uns vão nas almadias carregadas,Um corta o mar a nado, diligente;Quem se afoga nas ondas encurvadas,Quem bebe o mar e o ...
93Tornam vitoriosos pera a armada,Co despojo da guerra e rica presa,E vão a seu prazer fazer aguada,Sem achar resistência ...
94Pazes cometer manda arrependidoO Regedor daquela iníqua terra,Sem ser dos Lusitanos entendido,Que em figura de paz lhe m...
95O Capitão, que já lhe então convinhaTornar a seu caminho acostumado,Que tempo concertado e ventos tinhaPara ir buscar o ...
96Destarte despedida, a forte armadaAs ondas de Anfítrite dividia,Das filhas de Nereu acompanhada,Fiel, alegre e doce comp...
97Mas o Mouro, instruído nos enganosQue o malévolo Baco lhe ensinara,De morte ou cativeiro novos danos,Antes que à Índia c...
98E diz-lhe mais, co falso pensamentoCom que Sínon os Frígios enganou,Que perto está üa Ilha, cujo assentoPovo antigo Cris...
99O mesmo o falso Mouro determinaQue o seguro Cristão lhe manda e pede;Que a Ilha é possuída da malinaGente que segue o to...
100Pera lá se inclinava a leda frota;Mas a Deusa em Citere celebrada,Vendo como deixava a certa rotaPor ir buscar a morte ...
101Mas o malvado Mouro, não podendoTal determinação levar avante,Outra maldade inica cometendo,Ainda em seu propósito cons...
102Também nestas palavras lhe mentia,Como por regimento enfim levava,Que aqui gente de Cristo não havia,Mas a que a Mahame...
103Também nestas palavras lhe mentia,Como por regimento, enfim, levava;Que aqui gente de Cristo não havia,Mas a que a Maha...
104E sendo a ela o Capitão chegado,Estranhamente ledo, porque esperaDe poder ver o povo baptizado,Como o falso piloto lhe ...
105O recado que trazem é de amigos,Mas debaxo o veneno vem coberto,Que os pensamentos eram de inimigos,Segundo foi o engan...
106No mar tanta tormenta e tanto dano,Tantas vezes a morte apercebida!Na terra tanta guerra, tanto engano,Tanta necessidad...
CANTO SEGUNDO
Luís Vaz de Camões   Os LusíadasCANTO SEGUNDO
1Já neste tempo o lúcido Planeta,Que as horas vai do dia distinguindo,Chegava à desejada e lenta meta,A luz celeste às gen...
2Dentre eles um, que traz encomendadoO mortífero engano, assim dizia:"Capitão valeroso, que cortadoTens de Neptuno o reino...
3"E porque está em extremo desejosoDe te ver, como cousa nomeada,Te roga que, de nada receoso,Entres a barra, tu com toda ...
4"E se buscando vás mercadoriaQue produze o aurífero Levante,Canela, cravo, ardente especiaria,Ou droga salutífera e prest...
5Ao mensageiro o Capitão respondeAs palavras do Rei agradecendo:E diz que, porque o Sol no mar se esconde,Não entra para d...
6Pergunta-lhe depois, se estão na terraCristãos, como o piloto lhe dizia;O mensageiro astuto, que não erra,Lhe diz, que a ...
7E de alguns que trazia condenadosPor culpas e por feitos vergonhosos,Por que pudessem ser aventuradosEm casos desta sorte...
8E por estes ao Rei presentes manda,Por que a boa vontade, que mostrava,Tenha firme, segura, limpa e branda;A qual bem ao ...
9E depois que ao Rei apresentaram,Coo recado, os presentes que traziam,A cidade correram, e notaramMuito menos daquilo que...
10Mas aquele que sempre a mocidadeTem no rosto perpétua, e foi nascidoDe duas mães, que urdia a falsidadePor ver o navegan...
11Ali tinha em retrato afiguradaDo alto e Santo Espírito a pintura:A cândida pombinha debuxadaSobre a única Fénix, Virgem ...
12Aqui os dous companheiros conduzidosOnde com este engano Baco estava,Põem em terra os giolhos, e os sentidosNaquele Deus...
13Aqui foram de noite agasalhados,Com todo o bom e honesto tratamento,Os dous Cristãos, não vendo que enganadosOs tinha o ...
14Tornam da terra os Mouros coo recadoDo Rei, para que entrassem, e consigoOs dous que o Capitão tinha mandado,A quem se o...
15Dizem-lhe os que mandou, que emterraSacras aras e sacerdote sinto; viramQue ali se agasalharam o dormiram,Enquanto a luz...
16Com isto o nobre Gama recebiaAlegremente os Mouros que subiam;Que levemente um ânimo se fiaDe mostras, que tão certas pa...
17Na terra, cautamente aparelhavamArmas e munições que, como vissemQue no rio os navios ancoravam,Neles ousadamente se sub...
18As âncoras tenaces vão levandoCom a náutica grita costumada;Da proa as velas sós ao vento dandoInclinam para a barra aba...
19Convoca as alvas filhas de Nereu,Com toda a mais cerúlea companhia,Que, porque no salgado mar nasceu, Daságuas o poder l...
20Já na água erguendo vão, com grande pressa,Com as argênteas caudas branca escuma;Cloto e oo peito corta e atravessaCom m...
21Nos ombros de um Tritão, com gesto aceso,Vai a linda Dione furiosa;Não sente quem a leva o doce peso,De soberbo com carg...
22Põe-se a Deusa com outras em direitoDa proa capitaina, e ali fechandoO caminho da barra, estão de jeito,Que em vão assop...
23Quais para a cova as próvidas formigas,Levando o peso grande acomodado,As forças exercitam, de inimigasDo inimigo invern...
24Torna para detrás a nau forçada,Apesar dos que leva, que gritandoMareiam velas; ferve a gente irada,O leme a um bordo e ...
25A celeuma medonha se alevantaNo rudo marinheiro que trabalha;O grande estrondo a Maura gente espanta,Como se vissem hórr...
26Ei-los subitamente se lançavamA seus batéis velozes que traziam;Outros em cima o mar alevantavam,Saltando nágua, a nado ...
27Assim como em selvática alagoaAs rãs, no tempo antigo Lícia gente,Se sentem por ventura vir pessoa,Estando fora da água ...
28Assim fogem os Mouros; e o piloto,Que ao perigo grande as naus guiara,Crendo que seu engano estava noto,Também foge, sal...
29Vendo o Gama, atentado, a estranhezaDos Mouros, não cuidada, e juntamenteO piloto fugir-lhe com presteza,Entende o que o...
30"Ó caso grande, estranho e não cuidado,Ó milagre claríssimo e evidente,Ó descoberto engano inopinado,Ó pérfida, inimiga ...
31"Bem nos mostra a divina ProvidênciaDestes portos a pouca segurança;Bem claro temos visto na aparência,Que era enganada ...
32"E se te move tanto a piedadeDesta mísera gente peregrina,Que só por tua altíssima bondade,Da gente a salvas pérfida e m...
33Ouviu-lhe essas palavras piedosasA formosa Dione, e comovida,Dentre as Ninfas se vai, que saudosasFicaram desta súbita p...
34E como ia afrontada do caminho,Tão formosa no gesto se mostrava,Que as Estrelas e o Céu e o Ar vizinho,E tudo quanto a v...
35E por mais namorar o soberanoPadre, de quem foi sempre amada e eriça,Se lhe apresenta assim como ao Troiano,Na selva Ide...
36Os crespos fios douro se esparziamPelo colo, que a neve escurecia; Andando,as lácteas tetas lhe tremiam,Com quem Amor br...
37Cum delgado sendal as partes cobre,De quem vergonha é natural reparo,Porém nem tudo esconde, nem descobre,O véu, dos rox...
38E mostrando no angélico semblanteCoo riso uma tristeza misturada,Como dama que foi do incauto amanteEm brincos amorosos ...
39"Sempre eu cuidei, ó Padre poderoso,Que, para as cousas que eu do peito amasse,Te achasse brando, afábil e amoroso,Posto...
40"Este povo que é meu, por quem derramoAs lágrimas que em vão caídas vejo,Que assaz de mal lhe quero, pois que o amo,Send...
41"Mas moura enfim nas mãos das brutas gentes,Que pois eu fui..." E nisto, de mimosa,O rosto banha em lágrimas ardentes,Co...
42E destas brandas mostras comovido,Que moveram de um tigre o peito duro,Coo vulto alegre, qual do Céu subido,Torna sereno...
43E coo seu apertando o rosto amado,Que os soluços e lágrimas aumenta,Como menino da ama castigado,Que quem no afaga o cho...
44"Formosa filha minha, não temaisPerigo algum nos vossos Lusitanos,Nem que ninguém comigo possa mais,Que esses chorosos o...
45"Que se o facundo Ulisses escapouDe ser na Ogígia ilha eterno escravo,E se Antenor os seios penetrouIlíricos e a fonte d...
46"Fortalezas, cidades e altos muros,Por eles vereis, filha, edificados;Os Turcos belacíssimos e duros,Deles sempre vereis...
47"Vereis este, que agora pressurosoPor tantos medos o Indo vai buscando,Tremer dele Neptuno, de medrosoSem vento suas águ...
48"Vereis a terra, que a água lhe tolhia,Que inda há-de ser um porto mui decente,Em que vão descansar da longa viaAs naus ...
49"E vereis o mar Roxo, tão famoso,Tornar-se-lhe amarelo, de enfiado;Vereis de Ormuz o Reino poderosoDuas vezes tomado e s...
50"Vereis a inexpugnábil Dio forte,Que dous cercos terá, dos vossos sendo.Ali se mostrará seu preço e sorte,Feitos de arma...
51"Goa vereis aos Mouros ser tomada,A qual virá depois a ser senhoraDe todo o Oriente, e sublimadaCoos triunfos da gente v...
52"Vereis a fortaleza sustentar-seDe Cananor, com pouca força e gente;E vereis Calecu desbaratar-se,Cidade populosa e tão ...
53"Nunca com Marte instructo e furioso,Se viu ferver Leucate, quando AugustoNas civis Actias guerras animoso,O Capitão ven...
54Como vereis o mar fervendo acesoColos incêndios dos vossos pelejando,Levando o Idololatra, e o Mouro preso,De nações dif...
55"De modo, filha minha, que de jeitoAmostrarão esforço mais que humano,Que nunca se verá tão forte peito,Do Gangético mar...
56Como isto disse, manda o consagradoFilho de Maia à Terra, por que tenhaUm pacífico porto o sossegado,Para onde sem recei...
57Já pelo ar o Cileneu voava;Com as asas nos pés à Terra desce; Sua varafatal na mão levava,Com que os olhos cansados ador...
58Consigo a Fama leva, por que digaDo Lusitano o preço grande e raro,Que o nome ilustre a um certo amor obrigaE faz, a que...
59Dali para Mombaça logo parte,Aonde as naus estavam temerosas,Para que à gente mande que se aparteDa barra amiga e terras...
60No feio caminho a noite tinha anelado,E, as estrelas no Céu, coa luz alhea,Tinham o largo Mundo alumiado;E só coo sono a...
61Quando Mercúrio em sonhos lhe aparece,Dizendo: "Fuge, fuge, Lusitano,Da cilada que o Rei malvado tece,Por te trazer ao f...
62"Não tens aqui senão aparelhadoO hospício que o cru Diomedes dava,Fazendo ser manjar acostumadoDe cavalos a gente que ho...
63"Vai-te ao longo da costa discorrendo,E outra terra acharás de mais verdade,Lá quase junto donde o Sol ardendoIguala o d...
64Isto Mercúrio disse, e o sono levaAo Capitão, que com mui grande espantoAcorda, e vê ferida a escura trevaDe uma súbita ...
65"Dai velas, disse, dai ao largo vento,Que o Céu nos favorece e Deus o manda;Que um mensageiro vi do claro assentoQue só ...
66Neste tempo, que as âncoras levavam,Na sombra escura os Mouros escondidosMansamente as amarras lhe cortavam,Por serem, d...
67Mas já as agudas proas apartandoIam as vias húmidas de argento;Assopra-lhe galerno o vento, e brando,Com suave e seguro ...
68Tinha uma volta dado o Sol ardenteE noutro começava, quando viramAo longe deus navios, brandamenteCoos ventos navegando,...
69Não é o outro que fica tão manhoso;Mas nas mãos vai cair do Lusitano,Sem o rigor de Marte furioso,E sem a fúria horrenda...
70E como o Gama muito desejassePiloto para a Índia que buscava,Cuidou que entre estes Mouros o tomasse;Mas não lhe sucedeu...
71Louvam do Rei os Mouros a bondade,Condição liberal, sincero peito,Magnificência grande e humanidade,Com partes de grandí...
72Era no tempo alegre, quando entravaNo roubador de Europa a luz Febeia,Quando um e outro corno lhe aquentava,E Flora derr...
73Quando chegava a frota àquela parte,Onde o Reino Melinde já se via,De toldos adornada, e leda de arteQue bem mostra esti...
74Enche-se toda a praia MelindanaDa gente que vem ver a leda armada,Gente mais verdadeira, e mais humana,Que toda a doutra...
75O Rei, que já sabia da nobrezaQue tanto os Portugueses engrandece,Tomarem o seu porto tanto preza,Quanto a gente fortíss...
76São oferecimentos verdadeiros,E palavras sinceras, não dobradas,As que o Rei manda aos nobres cavaleiros,Que tanto mar e...
77Recebe o Capitão alegrementeO mensageiro ledo e seu recado;E logo manda ao Rei outro presente,Que de longe trazia aparel...
78Manda mais um, na prática elegante,Que coo Rei nobre as pazes concertasse,E que de não sair naquele instanteDe suas naus...
79"Sublime Rei, a quem do Olimpo puroFoi da suma Justiça concedidoRefrear o soberbo povo duro,Não menos dele amado, que te...
80"Não somos roubadores, que passandoPelas fracas cidades descuidadas,A ferro e a fogo as gentes vão matando,Por roubar-lh...
81"Que geração tão dura há hi de gente,Que bárbaro costume e usança feia,Que não vedem os portos tão somente,Mas inda o ho...
82"Mas tu, e quem mui certo confiamosAchar-se mais verdade, ó Rei benigno,E aquela certa ajuda em ti esperamos,Que teve o ...
83"E não cuides, ó Rei, que não saísseO nosso Capitão esclarecidoA ver-te, ou a servir-te, porque visseOu suspeitasse em t...
84"E porque é, de vassalos o exercício,Que os membros tem regidos da cabeça,Não quererás, pois tens de Rei o ofício,Que ni...
85Assim dizia; e todos juntamente,Uns com outros em prática falando,Louvavam muito o estâmago da gente,Que tantos céus e m...
86E com risonha vista e ledo aspeito,Responde ao embaixador, que tanto estima:"Toda a suspeita má tirai do peito,Nenhum fr...
87"De não sair em terra toda a gente,Por observar a usada preminência,Ainda que me pese estranhamente,Em muito tenho a mui...
88"Porém, como a luz crástina chegadaAo mundo for, em minhas almadiasEu irei visitar a forte armada,Que ver tanto desejo, ...
89Isto disse; e nas águas se escondiaO filho de Latona; e o mensageiroCoa embaixada alegre se partiaPara a frota, no seu b...
90Não faltam ali os raios de artifício,Os trêmulos cometas imitando;Fazem os bombardeiros seu ofício,O céu, a terra e as o...
91Respondem-lhe da terra juntamente,Coo raio volteando, com zunido;Anda em giros no ar a roda ardente,Estoura o pó sulfúre...
92Mas já o Céu inquieto revolvendo,As gentes incitava a seu trabalho,E já a mãe de Menon a luz trazendo,Ao sono longo punh...
93Viam-se em derredor ferver as praiasDa gente, que a ver só concorre leda;Luzem da fina púrpura as cabaias,Lustram os pan...
94Um batel grande e largo, que toldadoVinha de sedas de diversas cores,Traz o Rei de Melinde, acompanhadoDe nobres e seu R...
95Cabaia de Damasco rico e dino,Da Tíria cor, entre eles estimada,Um colar ao pescoço, de ouro fino,Onde a matéria da obra...
96Com um redondo emparo alto de seda,Numa alta e dourada hástia enxerido,Um ministro à solar quentura veda.Que não ofenda ...
97Não menos guarnecido o LusitanoNos seus batéis, da frota se partiaA receber no mar o Melindano,Com lustrosa e lograda co...
98De botões douro as mangas vêm tomadas,Onde o Sol reluzindo a vista cega;As calças soldadescas recamadasDo metal, que For...
99Nos de sua companhia se mostravaDa tinta, que dá o múrice excelente,A vária cor, que os olhos alegrava,E a maneira do tr...
100Sonorosas trombetas incitavamOs ânimos alegres, ressoando;Dos Mouros os batéis, o mar coalhavam,Os toldos pelas águas a...
101Já no batel entrou do CapitãoO Rei, que nos seus braços o levava;Ele coa cortesia, que a razão(Por ser Rei) requeria, l...
102E com grandes palavras lhe ofereceTudo o que de seus Reinos lhe cumprisse,E que, se mantimento lhe falece,Como se própr...
103E como por toda África se soa,Lhe diz, os grandes feitos que fizeram,Quando nela ganharam a coroaDo Reino, onde as Hesp...
104"Ó tu, que só tiveste piedade,Rei benigno, da gente Lusitana,Que com tanta miséria e adversidadeDos mares experimenta a...
105"Tu só, de todos quantos queima Apolo,Nos recebes em paz, cio mar profundo;Em ti dos ventos hórridos de EoloRefúgio ach...
106Isto dizendo, os barcos vão remandoPara a frota, que o Mouro ver deseja;Vão as naus uma e uma rodeando,Porque de todas ...
107Mas depois de ser tudo já notadoDo generoso Mouro, que pasmavaOuvindo o instrumento inusitado,Que tamanho terror em si ...
108Em práticas o Mouro diferentesSe deleitava, perguntando agoraPelas guerras famosas e excelentesCoo povo havidas, que a ...
109"Mas antes, valeroso Capitão,Nos conta, lhe dizia, diligente,Da terra tua o clima, e regiãoDo mundo onde morais distint...
110"E assim também nos conta dos rodeiosLongos, em que te traz o mar irado,Vendo os costumes bárbaros alheios.Que a nossa ...
111"E não menos coo tempo se pareceO desejo de ouvir-te o que contares;Que quem há, que por fama não conheceAs obras Portu...
112"Cometeram soberbos os Gigantes,Com guerra vã, o Olimpo claro e puro;Tentou Pirítoo e Teseu, de ignorantes,O Reino de P...
113"Queimou o sagrado templo de Diana,Do subtil Tesifónio fabricado,Heróstrato, por ser da gente humanaConhecido no mundo ...
Canto Terceiro
Luís Vaz de Camões   Os LusíadasCanto Terceiro
1Agora tu, Calíope, me ensinaO que contou ao Rei o ilustre Gama:Inspira imortal canto e voz divinaNeste peito mortal, que ...
2Põe tu, Ninfa, em efeito meu desejo,Como merece a gente Lusitana;Que veja e saiba o mundo que do TejoO licor de Aganipe c...
3Prontos estavam todos escutandoO que o sublime Gama contaria,Quando, depois de um pouco estar cuidando,Alevantando o rost...
4"Que outrem possa louvar esforço alheio,Cousa é que se costuma e se deseja;Mas louvar os meus próprios, arreceioQue louvo...
5"Além disso, o que a tudo enfim me obriga,É não poder mentir no que disser,Porque de feitos tais, por mais que diga,Mais ...
6"Entre a Zona que o Cancro senhoreia,Meta setentrional do Sol luzente,E aquela que por f ria se arreceiaTanto, como a do ...
7"Da parte donde o dia vem nascendo,Com Ásia se avizinha; mas o rioQue dos montes Rifeios vai correndo,Na alagoa Meotis, c...
8"Lá onde mais debaixo está do Pólo,Os montes Hiperbóreos aparecem, E aquelesonde sempre sopra Eolo,E coo nome, dos sopros...
9"Aqui dos Citas grande quantidadeVivem, que antigamente grande guerraTiveram, sobre a humana antiguidade,Coos que tinham ...
10"Agora nestas partes se nomeiaA Lápia fria, a inculta Noruega,Escandinávia Ilha, que se arreiaDas vitórias que Itália nã...
11"Entre este mar e o Tánais vive estranhaGente: Rutenos, Moseos e Livónios,Sármatas outro tempo; e na montanhaHircínia os...
12"Entre o remoto Istro e o claro Estreito,Aonde Hele deixou coo nome a vida,Estão os Traces de robusto peito,Do fero Mart...
13"Logo de Macedónia estão as gentes,A quem lava do Axio a água fria;E vós também, ó terras excelentesNos costumes, engenh...
14"Logo os Dálmatas vivem; e no seio,Onde Antenor já muros levantou,A soberba Veneza está no meioDas águas, que tão baixa ...
15"Em torno o cerca o Reino Neptunino,Coos muros naturais por outra parte;Pelo meio o divide o Apenino,Que tão ilustre fez...
16"Gália ali se verá que nomeadaCoos Cesáreos triunfos foi no mundo,Que do Séquana e Ródano é regada,E do Giruna frio e Re...
17"Eis aqui se descobre a nobre Espanha,Como cabeça ali de Europa toda,Em cujo senhorio o glória estranhaMuitas voltas tem...
18"Com Tingitânia entesta, e ali pareceQue quer fechar o mar Mediterrano,Onde o sabido Estreito se enobreceCoo extremo tra...
19"Tem o Tarragonês, que se fez claroSujeitando Parténope inquieta;O Navarro, as Astúrias, que reparoJá foram contra a gen...
20"Eis aqui, quase cume da cabeçaDe Europa toda, o Reino Lusitano,Onde a terra se acaba e o mar começa,E onde Febo repousa...
21"Esta é a ditosa pátria minha amada,A qual se o Céu me dá que eu sem perigoTorne, com esta empresa já acabada,Acabe-se e...
22"Desta o pastor nasceu, que no seu nomeSe vê que de homem forte os feitos teve;Cuja fama ninguém virá que dome,Pois a gr...
23"Um Rei, por nome Afonso, foi na Espanha,Que fez aos Sarracenos tanta guerra,Que por armas sanguinas, força e manha,A mu...
24"E com um amor intrínseco acendidosDa Fé, mais que das honras populares,Eram de várias terras conduzidos,Deixando a pátr...
25"Destes Anrique, dizem que segundoFilho de um Rei de Ungria exprimentado,Portugal houve em sorte, que no mundoEntão não ...
26"Este, depois que contra os descendentesDa escrava Agar vitórias grandes teve,Ganhando muitas terras adjacentes,Fazendo ...
27"Já tinha vindo Anrique da conquistaDa cidade Hierosólima sagrada,E do Jordão a areia tinha vista,Que viu de Deus a carn...
28"Quando chegado ao fim de sua idade,O forte e famoso Úngaro estremado,Forçado da fatal necessidade,O espírito deu a quem...
29"Mas o velho rumor, não sei se errado,Que em tanta antiguidade não há certeza,Conta que a mãe, tomando todo o estado,Do ...
30"Mas o Príncipe Afonso, que desta arteSe chamava, do avô tomando o nome,Vendo-se em suas terras não ter parte,Que a mãe,...
31"De Guimarães o campo se tingiaCoo sangue próprio da intestina guerra,Onde a mãe, que tão pouco o parecia,A seu filho ne...
32"Ó Progne crua! ó mágica Medeia!Se em vossos próprios filhos vos vingaisDa maldade dos pais, da culpa alheia,Olhai que i...
33"Mas já o Príncipe claro o vencimentoDo padrasto e da iníqua mãe levava;Já lhe obedece a terra num momento,Que primeiro ...
34"Eis se ajunta o soberbo Castelhano,Para vingar a injúria de Teresa,Contra o tão raro em gente Lusitano,A quem nenhum tr...
35"Não passa muito tempo, quando o fortePríncipe em Guimarães está cercadoDe infinito poder; que desta sorteFoi refazer-se...
36"lulas o leal vassalo, conhecendoQue seu senhor não tinha resistência,Se vai ao Castelhano, prometendoQue ele faria dar-...
37"Chegado tinha o prazo prometido,Em que o Rei Castelhano já aguardavaQue o Príncipe, a seu mando sometido,Lhe desse a ob...
38"E com seus filhos e mulher se parteA alevantar com eles a fiança,Descalços e despidos, de tal arte,Que mais move a pied...
39"Vês aqui trago as vidas inocentesDos filhos sem pecado e da consorte;Se a peitos generosos e excelentes,Dos fracos sati...
40"Qual diante do algoz o condenado,Que já na vida a morte tem bebido,Põe no cepo a garganta, e já entregadoEspera pelo go...
41" Ó grão fidelidade Portuguesa,De vassalo, que a tanto se obrigava!Que mais o Persa fez naquela empresa,Onde rosto e nar...
42Mas já o Príncipe Afonso aparelhavaO Lusitano exército ditoso,Contra o Mouro que as terras habitavaDalém do claro Tejo d...
43"Em nenhuma outra cousa confiado,Senão no sumo Deus, que o Céu regia,Que tão pouco era o povo batizado,Que para um só ce...
44"Cinco Reis Mouros são os inimigos,Dos quais o principal Ismar se chama;Todos exprimentados nos perigosDa guerra, onde s...
45"A matutina luz serena e fria,As estrelas do Pólo já apartava,Quando na Cruz o Filho de Maria,Amostrando-se a Afonso, o ...
46"Com tal milagre os ânimos da gentePortuguesa inflamados, levantavamPor seu Rei natural este excelentePríncipe, que do p...
47"Qual coos gritos e vozes incitado,Pela montanha o rábido Moloso,Contra o touro remete, que fiadoNa força está do corno ...
48"Tal do Rei novo o estâmago acendidoPor Deus e pelo povo juntamente,O Bárbaro comete apercebido,Coo animoso exército rom...
49"Bem como quando a flama, que ateadaFoi nos áridos campos (assoprandoO sibilante Bóreas) animadaCoo vento, o seco mato v...
50"Desta arte o Mouro atónito e torvado,Toma sem tento as armas mui depressa;Não foge; mas espera confiado,E o ginete belí...
51"Ali se vêem encontros temerosos,Para se desfazer uma alta serra,E os animais correndo furiososQue Neptuno amostrou feri...
52"Cabeças pelo campo vão saltandoBraços, pernas, sem dono e sem sentido;E doutros as entranhas palpitando,Pálida a cor, o...
53"Já fica vencedor o Lusitano,Recolhendo os troféus e presa rica;Desbaratado e roto o Mauro Hispano,Três dias o grão Rei ...
54"E nestes cinco escudos pinta os trintaDinheiros por que Deus fora vendido,Escrevendo a memória em vária tinta,Daquele d...
55"Passado já algum tempo que passadaEra esta grão vitória, o Rei subidoA tomar vai Leiria, que tomadaFora, mui pouco havi...
56"A estas nobres vilas sometidas,Ajunta também Mafra, em pouco espaço,E nas serras da Lua conhecidas,Sojuga a fria Sintra...
57"E tu, nobre Lisboa, que no MundoFacilmente das outras és princesa,Que edificada foste do facundo,Por cujo engano foi Da...
58"Lá do Germânico Albis, e do Rene,E da fria Bretanha conduzidos,A destruir o povo Sarraceno,Muitos com tensão santa eram...
59"Cinco vezes a Lua se escondera,E outras tantas mostrara cheio o rosto,Quando a cidade entrada se renderaAo duro cerco, ...
60"Desta arte enfim tomada se rendeuAquela que, nos tempos já passados,A grande força nunca obedeceuDos frios povos Cítico...
61"Que cidade tão forte por venturaHaverá que resista, se LisboaNão pôde resistir à força duraDa gente, cuja fama tanto vo...
62"E vós também, ó terras Transtaganas,Afamadas coo dom da flava Ceres,Obedeceis às forças mais que humanas,Entregando-lhe...
63"Eis a nobre Cidade, certo assentoDo rebelde Sertório antigamente,Onde ora as águas nítidas de argentoVem sustentar de l...
64"Já na cidade Beja vai tomarVingança de Trancoso destruídaAfonso, que não sabe sossegar,Por estender coa fama a curta vi...
65"Com estas sojugada foi Palmela,E a piscosa Cezimbra, e juntamente,Sendo ajudado mais de sua estrela,Desbarata um exérci...
66"O Rei de Badajoz era alto Mouro,Com quatro mil cavalos furiosos,Inúmeros peões, darmas e de ouroGuarnecidos, guerreiros...
67"Desta arte Afonso súbito mostradoNa gente dá, que passa bem segura,Fere, mata, derriba denodado;Foge o Rei Mouro, e só ...
68"Logo segue a vitória sem tardançaO grão Rei incansábil, ajuntandoGentes de todo o Reino, cuja usançaEra andar sempre te...
69"Mas o alto Deus, que para longe guardaO castigo daquele que o merece,Ou, para que se emende, às vezes tarda,Ou por segr...
70"Que estando na cidade, que cercara,Cercado nela foi dos Lioneses,Porque a conquista dela lhe tomara,De Lião sendo, e nã...
71"Ó famoso Pompeio, não te peneDe teus feitos ilustres a ruína, Nem ver que ajusta Némesis ordeneTer teu sogro de ti vitó...
72"Posto que a rica Arábia e que os ferozesEníocos e Colcos, cuja famaO Véu dourado estende, e os Capadoces,E Judeia, que ...
73"E posto enfim que desde o mar de AtlanteAté o Cítico Tauro monte erguido,Já vencedor te vissem, não te espantoSe o camp...
74"Tornado o Rei sublime finalmente,Do divino Juízo castigado,Depois que em Santarém soberbamenteEm vão dos Sarracenos foi...
75"Porque levasse avante seu desejo,Ao forte filho manda o lasso velhoQue às terras se passasse dAlentejo,Com gente e coo ...
76"E com esta vitória cobiçoso,Já não descansa o moço até que vejaOutro estrago como este, temeroso,No Bárbaro que tem cer...
77"Já se ajuntam do monte a quem MedusaO corpo fez perder, que teve o Céu;Já vem do promontório de AmpelusaE do Tinge, que...
78"Entrava com toda esta companhiaO Miralmomini em Portugal;Treze Reis mouros leva de valia,Entre os quais tem o ceptro im...
79"Dá-lhe combates ásperos, fazendoArdis de guerra mil o Mouro iroso;Não lhe aproveita já trabuco horrendo,Mina secreta, a...
80"Mas o velho, a quem tinham já obrigadoOs trabalhosos anos ao sossego,Estando na cidade, cujo pradoEnverdecem as águas d...
81"E coa famosa gente à guerra usadaVai socorrer o filho; e assim ajuntados,A Portuguesa fúria costumadaEm breve os Mouros...
82"Logo todo o restante se partiuDe Lusitânia, postos em fugida;O Miralmomini só não fugiu,Porque, antes de fugir, lhe fog...
Os Lusíadas - Luis Vaz de Camões
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