Cultura do Palácio - Maneirismo internacional

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Cultura do Palácio - Maneirismo internacional

  1. 1. Módulo 5 – Cultura do Palácio Renascimento e Maneirismo na Europa Carlos Jorge Canto Vie
  2. 2. Europa • Europa – Divulgação tardia; – Três zonas; • França; • Países anglo-saxões (Inglaterra, Alemanha e Países Baixos); • Península Ibérica; – Caracteriza-se pela utilização dos mesmos modelos e concepções estéticas, embora interpretados e aliados às expressões locais, onde o Gótico tardio era ainda marcadamente dominante. Prof. Carlos Vieira 2
  3. 3. FRANÇA Prof. Carlos Vieira 3
  4. 4. França • Pintura – Mantém-se o Gótico Internacional, o qual se misturou com o naturalismo flamengo; – A influência italiana fez-se notar na obra de Jean Fouquet; – No século XVI, a Escola de Fontainebleau, dominada pelo mecenato do rei Francisco I, é a protagonista do Maneirismo. • Pintores: – irmãos François e Jean Clouet com obras cheias de elegância e realismo lânguido, ao gosto italiano. Prof. Carlos Vieira 4
  5. 5. França CLOUET, François Diane de Poitiers 1571 Óleo sobre madeira 92 x 81 cm National Gallery of Art Washington Prof. Carlos Vieira 5
  6. 6. França CLOUET, François Retrato equestre de Francisco I, rei de França c. 1540 O Óleo sobre madeira 27 x 22 cm Galleria degli Uffizi, Florença Prof. Carlos Vieira 6
  7. 7. CLOUET, François O banho de Diana 1550s, Óleo sobre madeira, 133 x 192 cm Musée des Beaux-Arts, Rouen 7
  8. 8. França CLOUET, Jean Claude of Lorraine, Duque de Guise 1528-30 Óleo sobre madeira, 26 x 26 cm Galleria Palatina (Palazzo Pitti) Florença Prof. Carlos Vieira 8
  9. 9. França CLOUET, Jean Francisco I, Rei de França 1525-30 Óleo sobre madeira 96 x 74 cm Museu do Louvre, Paris Prof. Carlos Vieira 9
  10. 10. França • Arquitectura – é essencialmente palaciana; – combina a estrutura gótica com a decoração renascentista (Vale do Loire); – Exemplos: • o Palácio de Chambord (1519-37); • o Cour Carrée do Palácio Real do Louvre; • Palácio de Fontainebleau. Prof. Carlos Vieira 10
  11. 11. Domenico da Cortona ? Palácio de Chambord 1519-37 Prof. Carlos Vieira 11
  12. 12. Prof. Carlos Vieira 12
  13. 13. França Domenico da Cortona ? Pormenor da linha do telhado Palácio de Chambord 1519-37 Prof. Carlos Vieira 13
  14. 14. França Château de Chenonceau 1515-1522 Chenonceaux, França Prof. Carlos Vieira 14
  15. 15. França Prof. Carlos Vieira 15
  16. 16. França Château d‘Azay-le-Rideau Vale do Loire, FrançaProf. Carlos Vieira 16
  17. 17. França Château d‘Azay-le-Rideau Vale do Loire, França Prof. Carlos Vieira 17
  18. 18. Cour Carrée do Palácio Real do LouvreProf. Carlos Vieira 18
  19. 19. Palácio de FontainebleauProf. Carlos Vieira 19
  20. 20. Palácio de Fontainebleau Entrada principal Prof. Carlos Vieira 20
  21. 21. Prof. Carlos Vieira 21
  22. 22. Palácio de Fontainebleau Sala do Trono Prof. Carlos Vieira 22
  23. 23. França • Escultura – duas modalidades: • decoração de monumentos fúnebres; • decoração arquitectónica. – Características • maior pendor classicista; • sobriedade e clareza da expressão formal; • temáticas mitológicas. – Escultores • Jean Goujon • Germain Pilon Prof. Carlos Vieira 23
  24. 24. França • Jean Goujon (1510-68) – Trabalhou na corte de Francisco I, em Fontainebleau. – Principais obras • relevos da Fonte dos Inocentes, em Paris, • Cariátides da Tribuna da Música, na Sala dos Guardas, no Louvre. Prof. Carlos Vieira 24
  25. 25. Prof. Carlos Vieira 25
  26. 26. França GOUJON, Jean Caryatides 1550 Mármore Museu do Louvre, Paris Prof. Carlos Vieira 26
  27. 27. França GOUJON, Jean Diana e o Veado 1550-54 Mármore 211 x 258 x 135 cm Museu do Louvre Paris Prof. Carlos Vieira 27
  28. 28. França GOUJON, Jean Ninfa 1548-49 Mármore Museu do Louvre Paris Prof. Carlos Vieira 28
  29. 29. Prof. Carlos Vieira 29 GOUJON, Jean Fonte dos Inocentes, Mármore Paris
  30. 30. França • Germain Pilon (c. 1537 - 1590) – Realiza os retratos esculpidos para o Túmulo de Henrique II e Catarina de Médicis, François Clouet e Antoine Caron. Prof. Carlos Vieira 30
  31. 31. França PILON, Germain Monumento funerário de Henrique II e Catarina de Médicis 1570s Mármore Abadia de Saint-Denis França Prof. Carlos Vieira 31
  32. 32. França PILON, Germain Monumento funerário de Henrique II e Catarina de Médicis 1570s, Mármore , Abadia de Saint-Denis, FrançaProf. Carlos Vieira 32
  33. 33. França PILON, Germain Monumento a Valentine Balbiani (pormenor) 1583 Mármore, 83 x 191 cm, Museu do Louvre, Paris Prof. Carlos Vieira 33
  34. 34. França PILON, Germain Monumento a Valentine Balbiani (pormenor) 1583 Mármore, 83 x 191 cm Museu do Louvre, ParisProf. Carlos Vieira 34
  35. 35. França PILON, Germain Ressurreição Séc. XVI Museu do Louvre Prof. Carlos Vieira 35
  36. 36. PILON, Germain Monumento contendo o coração de Henrique II de França Mármore 150 cm 1560-1566 Museu do Louvre Paris Prof. Carlos Vieira 36
  37. 37. PAÍSES ANGLO-SAXÓNICOS Prof. Carlos Vieira 37
  38. 38. Pintura • Alemanha – Pintura do século XV • influenciada pelas artes flamenga e italiana. • Pintor mais importante – Albrecht Durer (1471-1528). – Pintura do século XVI • destacam-se – Lucas Cranach (1472-1553); – Hans Holbein (C.1489-1543). Prof. Carlos Vieira 38
  39. 39. Pintura • Albrecht Durer (1471- 1528). – usa da perspectiva – Utiliza o retrato físico e psicológico de personagens religiosas ou profanas DÜRER, Albrecht Auto-retrato aos 26 anos 1498 Óleo sobre madeira 52 x 41 cm Museu do Prado Madrid Prof. Carlos Vieira 39
  40. 40. Alemanha DÜRER, Albrecht Adoração dos reis magos 1504 Óleo sobre madeira 100 x 114 cm Galleria degli Uffizi Florença Prof. Carlos Vieira 40
  41. 41. Pintura DÜRER, Albrecht Cristo no Horto 1508 Gravura 115 x 71 mm Metropolitan Museum of Art Nova Iorque Prof. Carlos Vieira 41
  42. 42. Pintura DÜRER, Albrecht Jesus Cristo c. 1493 Óleo sobre madeira 30 x 19 cm Staatliche Kunsthalle Karslruhe Prof. Carlos Vieira 42
  43. 43. Pintura DÜRER, Albrecht Lamentação 1500-03 Óleo sobre madeira 151 x 121 cm Alte Pinakothek Munique Prof. Carlos Vieira 43
  44. 44. Pintura DÜRER, Albrecht Auto-retrato 1500 Óleo sobre Tília 67,1 x 48,7 cm Alte Pinakothek Munique Prof. Carlos Vieira 44
  45. 45. Pintura • Lucas Cranach (1472-1553) – As obras possuem efeitos gráficos em tons frios que devem muito à estética maneirista Lucas Cranach Auto retrato aos 77 anos 1550 Galleria degli Uffizi Florença Prof. Carlos Vieira 45
  46. 46. CRANACH, Lucas Um fauno com a sua família c. 1526 Óleo e têmpera sobre madeira 83 x 56 cm J. Paul Getty Museum Los Angeles Prof. Carlos Vieira 46
  47. 47. Pintura CRANACH, Lucas Prince da Saxónia 1517 Óleo e Têmpera sobre Tília 44 x 34 cm National Gallery of Art Washington Prof. Carlos Vieira 47
  48. 48. Pintura CRANACH, Lucas Adão e Eva c. 1538 Óleo sobre Madeira Národní Galerie Praga Prof. Carlos Vieira 48
  49. 49. Pintura CRANACH, Lucas Cardeal Albrecht of Brandenburg como S. Jerónimo no seu gabinete 1525 Óleo e Têmpera sobre Tília 117 x 78 cm Hessisches Landesmuseum Darmstadt Prof. Carlos Vieira 49
  50. 50. Pintura • Hans Holbein – pintor de retratos – Obra mais conhecida é Os Embaixadores. Prof. Carlos Vieira 50
  51. 51. Alemanha HOLBEIN, Hans Jean de Dinteville e Georges de Selve Os Embaixadores 1533 Óleo sobre carvalho 207 x 209 cm National Gallery Londres Prof. Carlos Vieira 51
  52. 52. Pintura HOLBEIN, Hans Henrique VIII depois de 1537 Óleo sobre tela 233,7 x 134,6 Walker Art Gallery Liverpool Prof. Carlos Vieira 52
  53. 53. Alemanha HOLBEIN, Hans Noli me Tangere, 1524 Óleo sobre madeira, 76,8 x 94,9 cm, Royal Collection, Hampton Court Prof. Carlos Vieira 53
  54. 54. Pintura HOLBEIN, Hans Anne of Cleves c. 1539 Pergaminho sobre tela 65 x 48 cm Museu do Louvre Paris Prof. Carlos Vieira 54
  55. 55. Pintura HOLBEIN, Hans the Younger Eduardo, Principe de Gales c. 1539 Óleo sobre madeira 57 x 44 cm National Gallery of Art Washington Prof. Carlos Vieira 55
  56. 56. Flandres • Flandres – Não existe influência da pintura italiana; – Define-se por um realismo seguro, minucioso e empírico. – Séc. XVI • cultivou a arte da paisagem e a pintura de género que enquadram cenas religiosas de pequeno formato. Prof. Carlos Vieira 56
  57. 57. Flandres • Pieter Brueghel, o Velho (c. 1528/30-1569). – Associa a temática religiosa a cenas campesinas e de paisagem. – Mistura alegoricamente o sagrado e o profano Prof. Carlos Vieira 57
  58. 58. BRUEGHEL, Pieter Adoration dos Magos c. 1600 Óleo sobre madeira Museu Correr, Veneza Prof. Carlos Vieira 58
  59. 59. BRUEGHEL, Pieter Dança no casamento de componeses 1607 Óleo sobre madeira Musées Royaux des Beaux- Arts, Brussels Prof. Carlos Vieira 59
  60. 60. BRUEGHEL, Pieter the Younger Advogado da vila 1621 Óleo sobre madeira, 74,8 x 122 cm Museum voor Schone Kunsten, Ghent Prof. Carlos Vieira 60
  61. 61. Batalha de Carnaval Óleo sobre madeira. 121,3 x 171,5 cm. Musées Royaux des Beaux-Arts, Brussels.Prof. Carlos Vieira 61
  62. 62. Prof. Carlos Vieira 62 BRUEGHEL, Pieter Parábola dos cegos, 1568 Têmpera sobre madeira 84x154 cm
  63. 63. Inglaterra • Arquitectura – Mantêm-se a verticalidade do Gótico. – Inovação • profusão de formas decorativas interpretadas segundo o gosto maneirista - grotescos, arabescos, volutas, formas abstractas e vegetalistas. • Em Inglaterra, onde esta arquitectura revelou maior sobriedade, destaca-se o Hampton Court. Prof. Carlos Vieira 63
  64. 64. Inglaterra Hampton Court Foi reconstruído por Thomas Wolsey, Arcebispo de York e Ministro-Chefe do Rei (1515-1521); Porém, Henrique VIII confiscou Hampton Court. Prof. Carlos Vieira 64
  65. 65. Prof. Carlos Vieira 65
  66. 66. Alemanha • Escultura – Mantêm-se a tradição gótica; – Alemanha: • Hans Daucher (1485-1538) • Peter Vischer (1460-1529) • Hubert Gerhard (c. 1550-1622/23) Prof. Carlos Vieira 66
  67. 67. Alemanha Alegoria sobre as virtudes e vicíos na Corte de Carlos V 1522, 27.6 x 46.7 cm Metropolitan Museum of Art, Nova IorqueProf. Carlos Vieira 67
  68. 68. Alemanha VISCHER, Peter Orfeu e Eurídice c. 1516 Bronze 16 x 11 cm Museum für Kunst und Gewerbe Hamburgo Prof. Carlos Vieira 68
  69. 69. Alemanha VISCHER, Peter Túmulo de St Sebaldo 1510s Bronze Sebaldskirche Nuremberga Prof. Carlos Vieira 69
  70. 70. GERHARD, Hubert Augustus Fountain 1589-94 Bronze Augsburg Prof. Carlos Vieira 70
  71. 71. Alemanha GERHARD, Hubert S. Miguel mata o demónio 1588 Bronze Michaelskirche Muniche Prof. Carlos Vieira 71
  72. 72. Alemanha GERHARD, Hubert Alegoria à Baviera c. 1590 Bronze Alt: 231 cm Residenzmuseum Munique Prof. Carlos Vieira 72
  73. 73. PENÍNSULA IBÉRICA Prof. Carlos Vieira 73
  74. 74. Espanha • Pintura – Foi marcada pela obra de El Greco (1541-1614); • Recebe influências da arte maneirista italiana; • Adopta as harmonias cromáticas e uma execução espontânea; • Construiu uma pintura em que sobressaem as formas rítmicas e alongadas dos corpos, em composições complexas e movimentadas, como no caso de O Enterro do Conde de Orgaz. Prof. Carlos Vieira 74
  75. 75. Espanha Prof. Carlos Vieira 75 GRECO, El O Enterro do Conde de Orgaz 1586-88 Óleo sobre Tela 480 x 360 cm Santo Tomé, Toledo
  76. 76. Espanha Prof. Carlos Vieira 76 GRECO, El Baptismo de Cristo 1568 Tempera sobre madeira 24 x 18 cm Galleria Estense, Modena
  77. 77. Espanha Prof. Carlos Vieira 77 GRECO, El Nobre com a mão sobre o peito 1583-85 Óleo sobre Tela 81 x 66 cm Museu del Prado, Madrid
  78. 78. Espanha Prof. Carlos Vieira 78 GRECO, El St Verónica segurando o véu c. 1580 Óleo sobre Tela 84 x 91 cm Museu de Santa Cruz Toledo
  79. 79. Espanha • Arquitectura – Influenciada pela expansão ultramarina; – Mantêm as tradições das artes gótica e mudéjar a Espanha criou um estilo decorativo próprio, o Plateresco. – Meados do século XVI: • a ruptura com a tradição -> à construção do palácio de Carlos V, em Granada (aplicação dos princípios da arquitectura de Bramante) • Palácio do Escorial – 1563-84 – convento, mausoléu, biblioteca, igreja – reinado de Filipe Il, com uma fachada granítica austera, devido à acção da Contra-Reforma. Prof. Carlos Vieira 79
  80. 80. Espanha Prof. Carlos Vieira 80 Pedro Machuca Palácio de Carlos V 1527 Granada
  81. 81. Espanha Prof. Carlos Vieira 81 Pedro Machuca Palácio de Carlos V 1527 Granada
  82. 82. Espanha Prof. Carlos Vieira 82 Pedro Machuca Palácio de Carlos V Claustro circular 1527 Granada
  83. 83. Espanha 83 Juan Baptista de Toledo Escorial 1563
  84. 84. Espanha Prof. Carlos Vieira 84
  85. 85. Prof. Carlos Vieira 85
  86. 86. Espanha Prof. Carlos Vieira 86
  87. 87. Espanha • Escultura – Existência de várias influências: • flamengas, góticas e italianas, aliadas às tendências locais. – Período renascentista (curta duração): • Bartolome Ordonez (c. I490-I 520) • Damian Forment (c. I480- I 541); – Período maneirista: • Alonso Berruguete (c. I486-I56I) • Juan de Juni (c. I507-I577) • Gaspar Becerra (c. I520-I570). Prof. Carlos Vieira 87
  88. 88. Prof. Carlos Vieira 88 ORDÓÑEZ, Bartolomé S. João Baptista 1519-20 Mármore Capela Real Catedral de Granada
  89. 89. Prof. Carlos Vieira 89 ORDÓÑEZ, Bartolomé Túmulo de Felipe, o belo e Joana, a louca c. 1519 Mármore Capela Real Catedral de Granada
  90. 90. Espanha Prof. Carlos Vieira 90 FORMENT, Damian Retábulo do Altar-mor 1520-34 Mármore Catedral Huesca
  91. 91. Espanha Prof. Carlos Vieira 91 BERRUGUETE, Alonso Eva 1539-43 Madeira Catedral, Toledo
  92. 92. Espanha Prof. Carlos Vieira 92 BERRUGUETE, Alonso S. Cristovão 1526-32 Madeira Policromada Museu Nacional de Escultura Religiosa Valladolid
  93. 93. Espanha Prof. Carlos Vieira 93 BERRUGUETE, Alonso S. Sebastião 1526-32 Madeira Policromada Museu Nacional de Escultura Religiosa Valladolid
  94. 94. Espanha Prof. Carlos Vieira 94 JUNI, Juan de Ecce Homo 1560-70 Madeira Policromada Museu Diocesano Valladolid
  95. 95. 95 JUNI, Juan de Deposição no Túmulo, 1544 Madeira Policromada Museu Nacional de Escultura Religiosa Valladolid
  96. 96. Espanha Prof. Carlos Vieira 96 Gaspar Becerra Retábulo do Altar-Mor Catedral de Astorga
  97. 97. Módulo 5 – Cultura do Palácio Renascimento e Maneirismo em Portugal Carlos Jorge Canto Vie
  98. 98. PORTUGAL - RENASCIMENTO Prof. Carlos Vieira 98
  99. 99. Portugal • Pintura – pintura do Renascimento = pintura manuelina – Temas • Sobretudo religiosa – Influencia • obras e pintores provenientes da Flandres, da Alemanha e da Itália. Prof. Carlos Vieira 99
  100. 100. Portugal • Influência flamenga – presente desde o Gótico; – marca a pintura: • quer através das obras importadas - feitorias portuguesas na Flandres e na Alemanha, via Antuérpia; • quer pelos pintores que daí vieram e se radicaram no nosso país. Prof. Carlos Vieira 100
  101. 101. Portugal • Origem da pintura portuguesa – obras de Nuno Gonçalves e Jorge Afonso. – Escolas: • Lisboa: – Gaspar Vaz (act 1514-1568); • Coimbra; • Viseu: – Vasco Fernandes (c. 1475-C. 1542); – Garcia Fernandes (act. 1514-1565 ). Prof. Carlos Vieira 101
  102. 102. Portugal Prof. Carlos Vieira 102 Gaspar Vaz Virgem da Anunciação c. 1530, óleo sobre madeira 53 x 61 cm Museu Soares dos Reis Porto, Portugal
  103. 103. Portugal Prof. Carlos Vieira 103 Gaspar Vaz S. Pedro c. 1530, óleo sobre madeira 215x173 cm Igreja do Mosteiro de S. João de Tarouca S. João de Tarouca, Portugal
  104. 104. Portugal Prof. Carlos Vieira 104 Vasco Fernandes Cristo em Casa de Marta c. 1535, óleo sobre madeira 198,1 x 204,8 cm Museu de Grão Vasco Viseu, Portugal.
  105. 105. Portugal Prof. Carlos Vieira 105 Vasco Fernandes Pentecostes c. 1534-1535, óleo sobre madeira 158,3 x 161,7 cm Sacristia da Igreja de Santa Cruz Coimbra, Portugal
  106. 106. Prof. Carlos Vieira 106 Vasco Fernandes S. Pedro c. 1530-1535 óleo sobre madeira 213 x 231,3 cm Museu de Grão Vasco Viseu, Portugal
  107. 107. Portugal 107 Garcia Fernandes, Aparição de Cristo a Nossa Senhora 1531, óleo sobre madeira Anjo Gabriel, 126 x 45,5 cm Aparição de Cristo, 123 x 101 cm Nossa Senhora, 126 x 45,5 cm Museu Nacional Machado de Castro , Coimbra,
  108. 108. Portugal Prof. Carlos Vieira 108 Garcia Fernandes Casamento de D. Manuel I 1531, óleo sobre madeira 178 x 135 cm Museu de S. Roque Lisboa, Portugal
  109. 109. Portugal • Arquitectura – essencialmente de âmbito religioso; – estruturas e formas relativamente simples, reflectindo o espírito da Contra-Reforma; – marcada pela continuação do Manuelino: • utilização das igrejas-salão; • preferência pelas construções horizontais; • no uso de abóbadas assentes sobre arcos abatidos e no recurso às nervuras.; • A sua decoração é feita de elementos platerescos e elementos propriamente renascentistas. Prof. Carlos Vieira 109
  110. 110. Portugal Prof. Carlos Vieira 110 João de Castilho Igreja de Nossa Senhora da Conceição c. 1535 Tomar
  111. 111. Portugal Prof. Carlos Vieira 111 João de Castilho Igreja de Nossa Senhora da Conceição c. 1535 Tomar
  112. 112. Portugal Prof. Carlos Vieira 112 João de Castilho Igreja de Nossa Senhora da Conceição Interior c. 1535 Tomar
  113. 113. Portugal • Arquitectos – 1ª metade do século XVI • Diogo Arruda (14?? - 1531); • Miguel Arruda (?); • João Castilho (1470-1553); • Dioqo Castilho (1493-1574). Prof. Carlos Vieira 113
  114. 114. Portugal • Arquitectura Civil – Palácio Real de Sintra: • conjugação de Manuelino, Mudejarismo e Renascimento. – Casa de Cordovil, em Évora; – Palácio da Bacalhoa, em Azeitão; – Casa de Ribafria, em Sintra. Prof. Carlos Vieira 114 decorados com elementos mudéjares e renascentistas
  115. 115. Portugal Prof. Carlos Vieira 115 Palácio Nacional de Sintra
  116. 116. Portugal Prof. Carlos Vieira 116 Casa de Cordovil, em Évora
  117. 117. Portugal Prof. Carlos Vieira 117 Francisco de Arruda e Diogo de Torralva Palácio da Bacalhoa, em Azeitão
  118. 118. Portugal Prof. Carlos Vieira 118 Francisco de Arruda e Diogo de Torralva Palácio da Bacalhoa, em Azeitão
  119. 119. Portugal Prof. Carlos Vieira 119 Francisco de Arruda e Diogo de Torralva Palácio da Bacalhoa, em Azeitão
  120. 120. Portugal Prof. Carlos Vieira 120 Casa de Ribafria, Sintra
  121. 121. Portugal – Solares-fortaleza • misto de arquitectura civil e militar; • espalhados pela costa africana e pelo Oriente. Prof. Carlos Vieira 121
  122. 122. PORTUGAL - MANEIRISMO Prof. Carlos Vieira 122
  123. 123. Portugal • Pintura maneirista – influência da italiana através de artistas vindos desse país. – Francisco de Holanda (1517-1584): • Esteve em Itália • Contactou com as obras de Rafael, Miguel Ângelo, Parmigianino e Rosso; • contribuiu quer pela sua pintura quer pela sua obra teórica para a prática e o desenvolvimento do gosto maneirista em Portugal. – Na fase final: • a pintura portuguesa reflecte o espírito da Contra-Reforma; • aproximou-se da do Barroco. – Temas: • Religiosa; • Histórica (retrato). Prof. Carlos Vieira 123
  124. 124. Portugal Prof. Carlos Vieira 124 Cristóvão de Morais D. Sebastião 1571, óleo sobre tela 99 x 85cm Museu Nacional de Arte Antiga Lisboa, Portugal
  125. 125. Portugal Prof. Carlos Vieira 125 Gregório Lopes Casamento de Nossa Senhora c. 1527, óleo sobre madeira 127,5 x 86,5 cm Museu Nacional de Arte Antiga Lisboa, Portugal
  126. 126. Portugal Prof. Carlos Vieira 126 Gregório Lopes Martírio de S. Sebastião 1536-38, óleo sobre madeira 119 x 244 cm Museu Nacional de Arte Antiga Lisboa, Portugal
  127. 127. Portugal 127 Gregório Lopes A Virgem, o Menino e Anjos num Jardim 1536-38, óleo sobre madeira Museu Nacional de Arte Antiga Lisboa, Portugal
  128. 128. Portugal Prof. Carlos Vieira 128 António Nogueira, 15??-1575 Descida da Cruz 1564, óleo sobre madeira 115 x 115 cm Museu Rainha D. Leonor Beja
  129. 129. Portugal Prof. Carlos Vieira 129 Gaspar Dias, act 1560/1591 Aparição do Anjo a S. Roque c.1584, óleo sobre madeira 350 x 300 cm Igreja de S. Roque Lisboa
  130. 130. Portugal Prof. Carlos Vieira 130 Cristóvão Lopes, 1516-1594 D. João III c. 1545, óleo sobre madeira 177 x 91 cm Museu Nacional de Arte Antiga Lisboa, Portugal
  131. 131. Portugal Prof. Carlos Vieira 131 Cristóvão Lopes, 1516-1594 D. D. Catarina de Áustria c. 1550, óleo sobre madeira 177,5 x 84 cm Museu Nacional de Arte Antiga. Lisboa
  132. 132. Portugal Prof. Carlos Vieira 132 Diogo Teixeira, c. 1540-1612 Incredulidade de S.Tomé 1595-1597, óleo sobre madeira 164 x 106 cm Museu de Arte Sacra do Mosteiro de Santa Mafalda Arouca
  133. 133. Portugal Prof. Carlos Vieira 133 Diogo Teixeira, c. 1540-1612 Flagelação de S. Brás c. 1585, óleo sobre madeira Museu Municipal de Óbidos Óbidos, Portugal
  134. 134. Portugal • Arquitectura – séculos XVI, XVII e XVIII; – Também conhecido por Estilo Chão: • singularidade das fachadas; • Espalha-se por África, Índia, Brasil e Macau; • arquitectura exterior sóbria, em contraponto com um interior exuberantemente decorado; Prof. Carlos Vieira 134
  135. 135. Portugal • Arquitectura Civil – Paço da Ribeira mandado edificar por Filipe II de Espanha; – Paço de Vila Viçosa. • Arquitectura Religiosa – Construções principais centros urbanos: • Porto, Coimbra, Lisboa e Évora. Prof. Carlos Vieira 135
  136. 136. Portugal • Exemplos – Estilo Romano: • Igreja de S. Vicente de Fora, Lisboa; • Igreja da Graça, Évora; – tipo de igreja jesuítica: • Igreja dos Grilos, Porto; • Igreja de S. Roque, Lisboa. – tipo flamengo, • S. Salvador de Grijó, Porto; • Serra do Pilar, Gaia. – tipo espanhol • fachada da Sé de Viseu. Prof. Carlos Vieira 136
  137. 137. Portugal Prof. Carlos Vieira 137 Paço da Ribeira em 1705.
  138. 138. Portugal Prof. Carlos Vieira 138 Paço de Vila Viçosa
  139. 139. Portugal Prof. Carlos Vieira 139 Paço de Vila Viçosa
  140. 140. Portugal Prof. Carlos Vieira 140 Igreja de S. Vicente de Fora, em Lisboa
  141. 141. Portugal Prof. Carlos Vieira 141 Fillipo Terzi Igreja de S. Vicente de Fora Lisboa
  142. 142. Portugal Prof. Carlos Vieira 142 Miguel Arruda Igreja da Graça, em Évora
  143. 143. Portugal Prof. Carlos Vieira 143 Miguel Arruda Igreja da Graça, em Évora
  144. 144. Portugal Prof. Carlos Vieira 144 Baltasar Alvares ? Igreja dos Grilos Porto
  145. 145. Portugal Prof. Carlos Vieira 145 Igreja de S. Roque Lisboa
  146. 146. Portugal Prof. Carlos Vieira 146 Igreja de S. Roque, Lisboa
  147. 147. Portugal Prof. Carlos Vieira 147 Igreja de S. Roque Lisboa
  148. 148. Portugal Prof. Carlos Vieira 148 Francisco Velasques S. Salvador de Grijó 1574 Porto
  149. 149. Portugal Prof. Carlos Vieira 149 Diogo de Castilho e João de Ruão Serra do Pilar, Gaia 1538-1670
  150. 150. Portugal Prof. Carlos Vieira 150 Diogo de Castilho e João de Ruão Serra do Pilar, Gaia 1538-1670
  151. 151. Portugal Prof. Carlos Vieira 151 fachada da Sé de Viseu
  152. 152. Prof. Carlos Vieira 152 Portugal João de Castilho, Diogo de Torralva e Fillipo Terzi Claustro Convento de Cristo 1558-1587 Tomar
  153. 153. Portugal Prof. Carlos Vieira 153 Misericórdia de Viana do Castelo
  154. 154. Portugal Prof. Carlos Vieira 154 Misericórdia de Viana do Castelo
  155. 155. Prof. Carlos Vieira 155
  156. 156. Prof. Carlos Vieira 156 Forte de S. Julião da Barra Lisboa
  157. 157. Prof. Carlos Vieira 157
  158. 158. Portugal • Escultura – Século XVI • diferente da italiana devido às diversas influências; • ligada ao Gótico tardio (formas manuelinas e plateresca); • ligada à arquitectura através de relevos decorativos executados em mármore e gesso e de estatuária colocada em nichos, mísulas ou baldaquinos. • Novas formas escultóricas: – a talha para a decoração de púlpitos, altares e retábulos; – a estatuária de madeira policromada de temática religiosa destinada à decoração do interior das igrejas ou oratórios privados; – a escultura tumular. Prof. Carlos Vieira 158
  159. 159. Portugal – 2ª década do século XVI • Influência italiana • através de artistas europeus que vieram trabalhar para Lisboa. Prof. Carlos Vieira 159
  160. 160. Portugal – Escultores • Nicolau de Chanterene (c.1470-1551) – obra é marcada pelo seu estilo fortemente clássico e italianizado; – Trabalha em Coimbra, Lisboa e Évora. • João de Ruão (?-1580) Prof. Carlos Vieira 160
  161. 161. Prof. Carlos Vieira 161 Nicolau de Chaterene Retábulo da Igreja de S. Marcos Coimbra
  162. 162. Portugal Prof. Carlos Vieira 162 Nicolau de Chaterene Retábulo da Igreja de S. Marcos Coimbra
  163. 163. Portugal Prof. Carlos Vieira 163 João de Ruão Porta Especiosa Sé de Coimbra
  164. 164. Portugal Prof. Carlos Vieira 164 João de Ruão Fonte templete do Claustro da Manga Coimbra
  165. 165. Portugal Prof. Carlos Vieira 165 João de Ruão Aparição de Cristo a Maria Madalena M.N. Machado de Castro Coimbra
  166. 166. Portugal Prof. Carlos Vieira 166 João de Ruão Aparição de Cristo à Virgem M.N. Machado de Castro Coimbra
  167. 167. Portugal Prof. Carlos Vieira 167 João de Ruão Deposição do Túmulo Séc. XVI 222 x 225 cm M.N. Machado de Castro, Coimbra

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