História da Cultura e das
Artes
Módulo VI – A Cultura do Palco
A Arte Barroca em
Portugal
Carlos Jorge Canto Vie
Finais do séc. XVII e séc. XVIII
•Contexto político/económico e social:
– Domínio filipino
– Perda de colónias
– Guerra da...
•Tempos de esplendor:
– Reinados
D. João V (1706-50) D. José I (1750-77)
↓
absolutismo régio / ouro e diamantes do Brasil
...
ARQUITECTURA
4Prof. Carlos Vieira
• 1ª Fase
– prolongamento do Maneirismo tardio (orientações do
Concílio de Trento):
• através da influência espanhola.
– T...
Igreja do Mosteiro de Tibães, 1628-1661, Braga (início das obras –
maneirista, com o desenvolvimento posterior das obras –...
• 2ª Fase – Reinado de D. João V
– Barroco Pleno
– Barroco influenciado por
• Loduvice a Sul
• Nasoni a Norte.
O Barroco e...
Igreja de Santa Engrácia,
Lisboa,
1682-1966
João Nunes Tinoco e João Antunes
O Barroco em Portugal
8
• Planta:
– Estrutura centrada – cruz grega
– Encimada por uma cúpula
– Fachadas
– Espaço interno
– Cornija saliente
– Esc...
Prof. Carlos Vieira 10
O Barroco em Portugal
Interior: ondulante, decoração policroma de mármore
11Prof. Carlos Vieira
O Barroco em Portugal
Prof. Carlos Vieira 12
Senhora da Pedra
Óbidos
Inaugurado em 1747.
Arq. Capitão Rodrigo Franco
O Barroco em Portugal
Prof. Carlos Vieira 13
O Barroco em Portugal
Prof. Carlos Vieira 14
Planta:
Articulação de um volume cilíndrico (exterior) com um polígono
hexagonal (interior), em pla...
Final séc. XVII e a partir do Reinado de D. João V ( 1706-1750)
- revitalização das artes ( ouro do Brasil)
- artistas est...
Convento de Mafra,
Mafra,
1713-1730
João Frederico Ludovice
O Barroco em Portugal
16Prof. Carlos Vieira
1
3
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Sector
maior
Sector
menor
22
6
3
5 5 1 – Basílica
2 – Palácio
3 – Torreões
4 – Escadaria
5 – Mosteiro
6 - Claustro
O...
18Prof. Carlos Vieira
19Prof. Carlos Vieira
O Barroco em Portugal
20Prof. Carlos Vieira
O Barroco em Portugal
21Prof. Carlos Vieira
22Prof. Carlos Vieira
• Mafra
– Imponência arquitectónica
– Magnificência escultórica
– Sumptuosa decoração
– Dignidade dos materiais
– Maior cú...
Mafra concretiza o conceito de “obra de arte total”
todas as artes convergem num mesmo discurso estético, plástico e
conce...
Representa – a estabilidade política do centralismo de D. João V
apoiado no ouro do Brasil.
É uma novidade absoluta pela a...
• Barroco no Norte
– influência: Nicolau Nasoni
(conjuga a sua formação italiana com o gosto português e
a expressão do gr...
O Barroco em Portugal
27
Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos
O Barroco em Portugal
28Prof. Carlos Vieira
• Igreja do Bom Jesus do
Monte - Braga
• É o resultado de múltiplas
intervenções arquitectónicas (XVI-
XIX)
Escadatório – ...
30Prof. Carlos Vieira
ARQUITECTURA CIVIL
Prof. Carlos Vieira 31
• Arquitectura civil – Palácios e solares
– 1.º segue os princípios da arquitectura chã
(desenvolve-se durante o domínio f...
• Arquitectura civil – Palácios e solares
– No séc. XVIII – adopta o modelo barroco imitando os
palácios franceses:
• dois...
Palácio Correio-Mor
Loures
Séc XVIII
Autor Desconhecido
34Prof. Carlos Vieira
Paço dos Arcebispos
Loures
Séc XVIII
António Canevari
35Prof. Carlos Vieira
Paço dos Arcebispos
Loures
Séc XVIII
António Canevari
(Fonte Monumental)
O Barroco em Portugal
36Prof. Carlos Vieira
Paço dos Arcebispos
Loures
Séc XVIII
António Canevari
(Igreja)
O Barroco em Portugal
37Prof. Carlos Vieira
Paço dos Arcebispos
Loures
Séc XVIII
António Canevari
(Praça)
O Barroco em Portugal
38Prof. Carlos Vieira
Paço dos Arcebispos
Loures
Séc XVIII
António Canevari
O Barroco em Portugal
39
40Prof. Carlos Vieira
Solar de Mateus,
Vila Real
Nicolau Nasoni
O Barroco em Portugal
41Prof. Carlos Vieira
Palácio do Freixo
Porto
Nicolau Nasoni
O Barroco em Portugal
42Prof. Carlos Vieira
Palácio dos Marqueses de Fronteira
Lisboa ( Benfica )
Autor desconhecido
O Barroco em Portugal
43Prof. Carlos Vieira
Palácio dos Marqueses de Fronteira
Lisboa ( Benfica )
Autor desconhecido
O Barroco em Portugal
44Prof. Carlos Vieira
ESCULTURA
45Prof. Carlos Vieira
• Dois períodos:
– XVII – limiar do Barroco (marcado por crises internas)
– XVIII – Barroco pleno – D. João V
• 1.º períod...
• Século XVII
– Dois tipos:
• estatuária vulto – redondo
• baixos – relevos decorativos
predominantemente religiosos
• Séc...
• Séc. XVII
Manuel Pereira
Frei Cipriano da Cruz Sousa
Mestres barristas de Alcobaça
S. Ana
Santa Ana,
mestres barristas
O...
• Séc. XVIII
– Claude Laprade (1682-1738)
• Escultor francês (Avignon)
• Recebe influências dos irmãos Puget e de Bernini;...
• Séc. XVIII
– Claude Laprade (nova plástica):
• escorços difíceis;
• anatomias com forte rotação de
planos;
• vestes de p...
• A Talha:
– arte decorativa (não é pintura, escultura ou arquitectura, mas molda-se
e adapta-se a todas):
• expressão ess...
• Três Estilos
– Século XVI e XVII Estilo nacional
– Século XVIII Estilo Joanino
– Século XVIII Período do Rocóco
Carácter...
• Estilo Nacional - retábulos de altar
O Barroco em Portugal
53Prof. Carlos Vieira
• Estilo Joanino
– Os retábulos absorvem cada vez mais uma linguagem
arquitectónica;
– A talha portuense - torna-se um gén...
Igreja de Santa Clara, Porto
Igreja de S. Francisco, Porto
Capela de Nossa Senhora do Rosário
rococó
O Barroco em Portugal...
PINTURA
56Prof. Carlos Vieira
• Pintura
– 1ª etapa – protobarroca – Séc. XVII:
• influência do tenebrismo espanhol Zurbarán e Ribera;
– 2ª etapa – barro...
• Temática:
– Religiosa
– Retrato
– naturezas-mortas
• Tipologia
– Pintura de retábulo
– Pintura móvel – madeira e tela
– ...
Especificidade do barroco português – conjugação no
mesmo espaço arquitectónico
pintura + talha + azulejo
O Barroco em Por...
• 1ª Fase – “Protobarroco”
– Josefa de Óbidos (1630-1684)
• Influenciada por Caravaggio e La Tour.
– André Reinoso (act, 1...
• 2ª Fase - Barroca
– André Gonçalves (1685-1762)
• Composições agitadas;
• Diagonais e outras linhas dinâmicas
• Contrast...
Josefa de Óbidos
Cordeiro Pascal
c. 1660-70, óleo sobre tela
88 x 116 cm
Museu Regional Évora, Portugal.
O Barroco em Port...
Josefa de Óbidos
O Menino Jesus Salvador do Mundo
1673, óleo sobre tela
95 x 116,5 cm
Igreja Matriz
Cascais, Portugal 63
Josefa de Óbidos
Transverberação de Santa Teresa
c.1672, óleo sobre tela
108 x 140 cm
Igreja Matriz
Cascais, Portugal.
64
Josefa de Óbidos
Santa Maria Madalena
1650, óleo sobre cobre
22,8 x 18,4 cm
Museu Nacional Machado de Castro
Coimbra, Port...
Josefa de Óbidos
Natureza Morta com Doces e Barros
1676, óleo sobre tela
80 x 60 cm
Biblioteca Municipal Braamcamp Freire
...
Prof. Carlos Vieira 67
Josefa de Óbidos
Calvário
1679, óleo sobre madeira
160 x 174 cm
Santa Casa da Misericórdia
Peniche,...
Prof. Carlos Vieira 68
Josefa de Óbidos
Natividade
c. 1650-60, óleo sobre cobre
21 x 16 cm
Colecção particular
Porto, Port...
André Reinoso
S. Francisco Xavier despedindo-se de D. João III antes da viagem para a Índia.
Óleo sobre tela,
c. 1619
Igre...
André Reinoso
S. Francisco Xavier pregando na corte
japonesa do Príncipe Yamaguchi.
Óleo sobre tela,
c.1619 ,
Igreja de S....
André Reinoso
Tempestade da viagem de S. Francisco Xavier do Japão para a Índia.
Óleo sobre tela
c. 1619
Igreja de S. Roqu...
Prof. Carlos Vieira 72
André Reinoso
Milagre de S. Francisco Xavier
1619, óleo sobre tela
Igreja de S. Roque
Lisboa, Portu...
Domingos Vieira
Retrato de D. Isabel de Moura
c.1635, óleo sobre tela
38 x 29 cm
Museu Nacional de Arte Antiga
73Prof. Car...
Prof. Carlos Vieira 74
Domingos Vieira
Lopo Furtado de Mendonça
1635, óleo sobre tela
Museu Nacional de Arte Antiga
Lisboa...
André Gonçalves
Adoração dos Magos
s/ data, óleo sobre tela
Museu Nacional de Machado de Castro
Coimbra
Cromatismo claro e...
Prof. Carlos Vieira 76
André Gonçalves
Assunção de Nossa Senhora
c. 1730, óleo sobre tela
Palácio Nacional de Mafra
Mafra,...
Vieira Lusitano
D. Maria I
77Prof. Carlos Vieira
Vieira Lusitano
D. Lourenço de Lencastre
c.1750, óleo sobre tela
Museu Nacional de Arte
Antiga
78Prof. Carlos Vieira
Prof. Carlos Vieira 79
Vieira Lusitano
Santo Agostinho Calcaldo aos Pés a Heresia
1770, óleo sobre tela
Museu Nacional de ...
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Cultura do Palco - Barroco em Portugal

  1. 1. História da Cultura e das Artes Módulo VI – A Cultura do Palco A Arte Barroca em Portugal Carlos Jorge Canto Vie
  2. 2. Finais do séc. XVII e séc. XVIII •Contexto político/económico e social: – Domínio filipino – Perda de colónias – Guerra da Restauração – Crise dinástica – Controlo do Santo Ofício 2Prof. Carlos Vieira O Barroco em Portugal
  3. 3. •Tempos de esplendor: – Reinados D. João V (1706-50) D. José I (1750-77) ↓ absolutismo régio / ouro e diamantes do Brasil 3Prof. Carlos Vieira O Barroco em Portugal
  4. 4. ARQUITECTURA 4Prof. Carlos Vieira
  5. 5. • 1ª Fase – prolongamento do Maneirismo tardio (orientações do Concílio de Trento): • através da influência espanhola. – Tipologia: • Igrejas de planta rectangular; • Fachadas simples e regulares com duas torres; • Sobriedade decorativa, excepto nos altares. – Arquitectos: • João Nunes Tinoco; • João Antunes. O Barroco em Portugal 5Prof. Carlos Vieira
  6. 6. Igreja do Mosteiro de Tibães, 1628-1661, Braga (início das obras – maneirista, com o desenvolvimento posterior das obras – triunfo do barroco). Arq. Manuel Álvares/André Soares O Barroco em Portugal 6
  7. 7. • 2ª Fase – Reinado de D. João V – Barroco Pleno – Barroco influenciado por • Loduvice a Sul • Nasoni a Norte. O Barroco em Portugal 7Prof. Carlos Vieira
  8. 8. Igreja de Santa Engrácia, Lisboa, 1682-1966 João Nunes Tinoco e João Antunes O Barroco em Portugal 8
  9. 9. • Planta: – Estrutura centrada – cruz grega – Encimada por uma cúpula – Fachadas – Espaço interno – Cornija saliente – Escadaria – Nichos profundos na cúpula Ondulantes ( jogo do claro/escuro) O Barroco em Portugal 9Prof. Carlos Vieira
  10. 10. Prof. Carlos Vieira 10 O Barroco em Portugal
  11. 11. Interior: ondulante, decoração policroma de mármore 11Prof. Carlos Vieira O Barroco em Portugal
  12. 12. Prof. Carlos Vieira 12 Senhora da Pedra Óbidos Inaugurado em 1747. Arq. Capitão Rodrigo Franco O Barroco em Portugal
  13. 13. Prof. Carlos Vieira 13 O Barroco em Portugal
  14. 14. Prof. Carlos Vieira 14 Planta: Articulação de um volume cilíndrico (exterior) com um polígono hexagonal (interior), em planta centrada à qual se anexam três corpos (dois correspondentes às torres e outro que corresponde à sacristia). O Barroco em Portugal
  15. 15. Final séc. XVII e a partir do Reinado de D. João V ( 1706-1750) - revitalização das artes ( ouro do Brasil) - artistas estrangeiros convidados a trabalhar em Portugal O Barroco em Portugal 15Prof. Carlos Vieira
  16. 16. Convento de Mafra, Mafra, 1713-1730 João Frederico Ludovice O Barroco em Portugal 16Prof. Carlos Vieira
  17. 17. 1 3 4 Sector maior Sector menor 22 6 3 5 5 1 – Basílica 2 – Palácio 3 – Torreões 4 – Escadaria 5 – Mosteiro 6 - Claustro O Barroco em Portugal 17Prof. Carlos Vieira
  18. 18. 18Prof. Carlos Vieira
  19. 19. 19Prof. Carlos Vieira
  20. 20. O Barroco em Portugal 20Prof. Carlos Vieira
  21. 21. O Barroco em Portugal 21Prof. Carlos Vieira
  22. 22. 22Prof. Carlos Vieira
  23. 23. • Mafra – Imponência arquitectónica – Magnificência escultórica – Sumptuosa decoração – Dignidade dos materiais – Maior cúpula construída em Portugal – Equilíbrio torres/torreões – Portal mais decorado O Barroco em Portugal 23Prof. Carlos Vieira
  24. 24. Mafra concretiza o conceito de “obra de arte total” todas as artes convergem num mesmo discurso estético, plástico e conceptual Contribuindo para a mais extraordinária manifestação da glória e absolutismo do soberano. O Barroco em Portugal 24Prof. Carlos Vieira
  25. 25. Representa – a estabilidade política do centralismo de D. João V apoiado no ouro do Brasil. É uma novidade absoluta pela articulação central de um templo basílica envolvido pela estrutura de um palácio-bloco. O Barroco em Portugal 25Prof. Carlos Vieira
  26. 26. • Barroco no Norte – influência: Nicolau Nasoni (conjuga a sua formação italiana com o gosto português e a expressão do granito) Igreja de S. Pedro dos Clérigos Porto, 1713-1730 Nicolau Nasoni O Barroco em Portugal 26Prof. Carlos Vieira
  27. 27. O Barroco em Portugal 27
  28. 28. Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos O Barroco em Portugal 28Prof. Carlos Vieira
  29. 29. • Igreja do Bom Jesus do Monte - Braga • É o resultado de múltiplas intervenções arquitectónicas (XVI- XIX) Escadatório – barroco testemunhos rococó e neoclássicos. O Barroco em Portugal 29Prof. Carlos Vieira
  30. 30. 30Prof. Carlos Vieira
  31. 31. ARQUITECTURA CIVIL Prof. Carlos Vieira 31
  32. 32. • Arquitectura civil – Palácios e solares – 1.º segue os princípios da arquitectura chã (desenvolve-se durante o domínio filipino) : • Basicamente maneirista; • Estrutura clara e robusta; • Com superfícies lisas e pouca decoração (limitações económicas da época). O Barroco em Portugal 32Prof. Carlos Vieira
  33. 33. • Arquitectura civil – Palácios e solares – No séc. XVIII – adopta o modelo barroco imitando os palácios franceses: • dois andares; • planta em U; • pátios, escadarias; • jardins e fontes à italiana; • decoração sóbria. O Barroco em Portugal 33Prof. Carlos Vieira
  34. 34. Palácio Correio-Mor Loures Séc XVIII Autor Desconhecido 34Prof. Carlos Vieira
  35. 35. Paço dos Arcebispos Loures Séc XVIII António Canevari 35Prof. Carlos Vieira
  36. 36. Paço dos Arcebispos Loures Séc XVIII António Canevari (Fonte Monumental) O Barroco em Portugal 36Prof. Carlos Vieira
  37. 37. Paço dos Arcebispos Loures Séc XVIII António Canevari (Igreja) O Barroco em Portugal 37Prof. Carlos Vieira
  38. 38. Paço dos Arcebispos Loures Séc XVIII António Canevari (Praça) O Barroco em Portugal 38Prof. Carlos Vieira
  39. 39. Paço dos Arcebispos Loures Séc XVIII António Canevari O Barroco em Portugal 39
  40. 40. 40Prof. Carlos Vieira
  41. 41. Solar de Mateus, Vila Real Nicolau Nasoni O Barroco em Portugal 41Prof. Carlos Vieira
  42. 42. Palácio do Freixo Porto Nicolau Nasoni O Barroco em Portugal 42Prof. Carlos Vieira
  43. 43. Palácio dos Marqueses de Fronteira Lisboa ( Benfica ) Autor desconhecido O Barroco em Portugal 43Prof. Carlos Vieira
  44. 44. Palácio dos Marqueses de Fronteira Lisboa ( Benfica ) Autor desconhecido O Barroco em Portugal 44Prof. Carlos Vieira
  45. 45. ESCULTURA 45Prof. Carlos Vieira
  46. 46. • Dois períodos: – XVII – limiar do Barroco (marcado por crises internas) – XVIII – Barroco pleno – D. João V • 1.º período – influência espanhola • 2.º período – influência Italiana e francesa O Barroco em Portugal 46Prof. Carlos Vieira
  47. 47. • Século XVII – Dois tipos: • estatuária vulto – redondo • baixos – relevos decorativos predominantemente religiosos • Século XVIII – Com Mafra início de escultura em pedra de vulto – redondo de influência berniniana madeira e barro policromados O Barroco em Portugal 47Prof. Carlos Vieira
  48. 48. • Séc. XVII Manuel Pereira Frei Cipriano da Cruz Sousa Mestres barristas de Alcobaça S. Ana Santa Ana, mestres barristas O Barroco em Portugal 48Prof. Carlos Vieira
  49. 49. • Séc. XVIII – Claude Laprade (1682-1738) • Escultor francês (Avignon) • Recebe influências dos irmãos Puget e de Bernini; • Chega a Portugal em 1699. O Barroco em Portugal 49Prof. Carlos Vieira
  50. 50. • Séc. XVIII – Claude Laprade (nova plástica): • escorços difíceis; • anatomias com forte rotação de planos; • vestes de pregas amplas e volumosas. O Barroco em Portugal 50Prof. Carlos Vieira túmulo do Bispo de Miranda Capela da Nossa Senhora de França Ílhavo, Aveiro
  51. 51. • A Talha: – arte decorativa (não é pintura, escultura ou arquitectura, mas molda-se e adapta-se a todas): • expressão essencialmente escultórica; • a mais genuína e característica arte do Barroco em Portugal; • complemento decorativo dos interiores arquitectónicos; • organizou os espaços, emoldurando áreas destinadas à pintura e azulejo; • revestiu todas as superfícies. 51Prof. Carlos Vieira
  52. 52. • Três Estilos – Século XVI e XVII Estilo nacional – Século XVIII Estilo Joanino – Século XVIII Período do Rocóco Carácter plástico e escultórico Decoração de gosto italianizante Introdução do rocaille O Barroco em Portugal 52Prof. Carlos Vieira
  53. 53. • Estilo Nacional - retábulos de altar O Barroco em Portugal 53Prof. Carlos Vieira
  54. 54. • Estilo Joanino – Os retábulos absorvem cada vez mais uma linguagem arquitectónica; – A talha portuense - torna-se um género artístico autónomo; – Não depende da arquitectura, coexiste e rivaliza com ela – Expande-se para fora do altar envolvendo toda a igreja. O Barroco em Portugal 54Prof. Carlos Vieira
  55. 55. Igreja de Santa Clara, Porto Igreja de S. Francisco, Porto Capela de Nossa Senhora do Rosário rococó O Barroco em Portugal 55Prof. Carlos Vieira
  56. 56. PINTURA 56Prof. Carlos Vieira
  57. 57. • Pintura – 1ª etapa – protobarroca – Séc. XVII: • influência do tenebrismo espanhol Zurbarán e Ribera; – 2ª etapa – barroca – Séc. XVII-XVIII: • liberta-se da influência espanhola, clareia a paleta; • tratamento da luz e sombra à maneira de Caravaggio O Barroco em Portugal 57Prof. Carlos Vieira
  58. 58. • Temática: – Religiosa – Retrato – naturezas-mortas • Tipologia – Pintura de retábulo – Pintura móvel – madeira e tela – Pintura de tectos - influencia a azulejaria 58Prof. Carlos Vieira O Barroco em Portugal
  59. 59. Especificidade do barroco português – conjugação no mesmo espaço arquitectónico pintura + talha + azulejo O Barroco em Portugal 59Prof. Carlos Vieira
  60. 60. • 1ª Fase – “Protobarroco” – Josefa de Óbidos (1630-1684) • Influenciada por Caravaggio e La Tour. – André Reinoso (act, 1610-1641) • Contactou com a obra de Carraci e de Caravaggio; • Grande qualidade na composição. – Domingos Vieira, o escuro (1699-1763) • Aplicação de contrastes cromáticos • Retratos de grande realismo 60Prof. Carlos Vieira O Barroco em Portugal
  61. 61. • 2ª Fase - Barroca – André Gonçalves (1685-1762) • Composições agitadas; • Diagonais e outras linhas dinâmicas • Contraste (claro/escuro) – Vieira Lusitano (1699-1783) • Formação italiana; • Composição e cor revelam um sentimentalismo lusitano. O Barroco em Portugal 61Prof. Carlos Vieira
  62. 62. Josefa de Óbidos Cordeiro Pascal c. 1660-70, óleo sobre tela 88 x 116 cm Museu Regional Évora, Portugal. O Barroco em Portugal 62Prof. Carlos Vieira
  63. 63. Josefa de Óbidos O Menino Jesus Salvador do Mundo 1673, óleo sobre tela 95 x 116,5 cm Igreja Matriz Cascais, Portugal 63
  64. 64. Josefa de Óbidos Transverberação de Santa Teresa c.1672, óleo sobre tela 108 x 140 cm Igreja Matriz Cascais, Portugal. 64
  65. 65. Josefa de Óbidos Santa Maria Madalena 1650, óleo sobre cobre 22,8 x 18,4 cm Museu Nacional Machado de Castro Coimbra, Portugal 65Prof. Carlos Vieira
  66. 66. Josefa de Óbidos Natureza Morta com Doces e Barros 1676, óleo sobre tela 80 x 60 cm Biblioteca Municipal Braamcamp Freire Santarém, Portugal 66Prof. Carlos Vieira
  67. 67. Prof. Carlos Vieira 67 Josefa de Óbidos Calvário 1679, óleo sobre madeira 160 x 174 cm Santa Casa da Misericórdia Peniche, Portugal
  68. 68. Prof. Carlos Vieira 68 Josefa de Óbidos Natividade c. 1650-60, óleo sobre cobre 21 x 16 cm Colecção particular Porto, Portugal.
  69. 69. André Reinoso S. Francisco Xavier despedindo-se de D. João III antes da viagem para a Índia. Óleo sobre tela, c. 1619 Igreja de S. Roque. 69Prof. Carlos Vieira
  70. 70. André Reinoso S. Francisco Xavier pregando na corte japonesa do Príncipe Yamaguchi. Óleo sobre tela, c.1619 , Igreja de S. Roque. André Reinoso Pregação de S. Francisco Xavier em Goa. Óleo sobre tela, Séc. XVII Lisboa Igreja de S. Roque 70Prof. Carlos Vieira
  71. 71. André Reinoso Tempestade da viagem de S. Francisco Xavier do Japão para a Índia. Óleo sobre tela c. 1619 Igreja de S. Roque 71Prof. Carlos Vieira
  72. 72. Prof. Carlos Vieira 72 André Reinoso Milagre de S. Francisco Xavier 1619, óleo sobre tela Igreja de S. Roque Lisboa, Portugal
  73. 73. Domingos Vieira Retrato de D. Isabel de Moura c.1635, óleo sobre tela 38 x 29 cm Museu Nacional de Arte Antiga 73Prof. Carlos Vieira
  74. 74. Prof. Carlos Vieira 74 Domingos Vieira Lopo Furtado de Mendonça 1635, óleo sobre tela Museu Nacional de Arte Antiga Lisboa, Portugal
  75. 75. André Gonçalves Adoração dos Magos s/ data, óleo sobre tela Museu Nacional de Machado de Castro Coimbra Cromatismo claro e contrastado Composição movimentada Organizadas em diagonais Formas ondulantes das figuras Panejamentos insuflados 75Prof. Carlos Vieira
  76. 76. Prof. Carlos Vieira 76 André Gonçalves Assunção de Nossa Senhora c. 1730, óleo sobre tela Palácio Nacional de Mafra Mafra, Portugal
  77. 77. Vieira Lusitano D. Maria I 77Prof. Carlos Vieira
  78. 78. Vieira Lusitano D. Lourenço de Lencastre c.1750, óleo sobre tela Museu Nacional de Arte Antiga 78Prof. Carlos Vieira
  79. 79. Prof. Carlos Vieira 79 Vieira Lusitano Santo Agostinho Calcaldo aos Pés a Heresia 1770, óleo sobre tela Museu Nacional de Arte Antiga Lisboa Portugal

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