Cultura do Salão – Rococo internacional

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Cultura do Salão – Rococo internacional

  1. 1. História da Cultura e das Artes Módulo VII– A Cultura do Salão Rococó Internacional Carlos Jorge Canto Vie
  2. 2. ITÁLIA 2
  3. 3. Itália • Arquitectura – O Barroco continua a ser o estilo preferido (séculos XVII e XVIII) – Rococó • Limita-se à decoração de interior e à pintura decorativa mural a fresco, nas igrejas e palácios 3
  4. 4. Itália • Pintores – Giambattista Tiepolo (1696-1770) • Principais características: – cores claras e límpidas e o brilho do colorido é de tradição veneziana. – A exuberância e a alegria da composição aliam-se a uma imaginação rica e a um talento particular na expressão visual, típicos de uma arte palaciana. – Trabalha na Alemanha e em Espanha 4
  5. 5. 5 TIEPOLO, Giovanni Battista Adoração dos Magos 1753 Óleo sobre tela, 408 x 210 cm Alte Pinakothek, Munique
  6. 6. Itália • Pintura sobre tela – Invenção veneziana desta época é a vedute, pintura de género que descreve a panorâmica da cidade. 6 CANALETTO Tamisa e a cidade de Londres visto de Richmond house 1747 Óleo sobre tela, 105 x 117,5 cm Goodwood house, West Sussex
  7. 7. Itália • Principais pintores – o veneziano António Canale, dito Canaletto (1697-1768), • pintor minucioso da realidade e dos cenários urbanos com panorâmicas grandiosas. • Arte é requintada, subtil e minuciosa, com um rigor construtivo de grande pureza e sobriedade, destacando-se o seu tratamento da luminosidade; 7
  8. 8. 8 CANALETTO Chegada do Embaixador Francês a Veneza 1740s Óleo sobre tela, 181 x 260 cm Museu do Hermitage, St. Petersburg
  9. 9. 9 CANALETTO Campo Santa Maria Formosa c. 1735 Óleo sobre tela, 47 x 80 cm Colecção Privada
  10. 10. 10 CANALETTO Estátuas de cavalos na Praça de S. Marcos 1743 Óleo sobre tela, 108 x 129,5 cm Royal Collection, Windsor
  11. 11. Itália – Francesco Guardi (1712-93) • conhecido pelos seus caprichos líricos, paisagens imaginárias onde se mistura o real e o surreal. • Nas suas obras, a arquitectura é fantasista e a cor e luminosidade que a envolvem são delicadamente etéreas e quase impressionistas. 11
  12. 12. 12 GUARDI, Francesco Fogo em San Marcuola 1789 Óleo sobre tela, 42 x 62 cm Alte Pinakothek, Munique
  13. 13. 13 GUARDI, Francesco Piazza San Marco 1760s Óleo sobre tela, 62 x 96 cm
  14. 14. Itália • Escultura – Relevo – Principais artistas: • Giacomo Serpotta (1652-1732) – às marcas do Barroco romano juntou formas claramente rococó • Fillipo Valle (1697-1768) – conhecido pelo alto-relevo de A Anunciação, na Igreja de Santo Inácio, em Roma. 14
  15. 15. 15 SERPOTTA, Giacomo Caridade - Estuque, Altura 165 cm Oratorio de San Lorenzo, Palermo
  16. 16. 16 VALLE, Filippo della Santa Teresa de Ávila 1754 Mármore Basilica de S. Pedro
  17. 17. EUROPA CENTRAL E DO NORTE 17
  18. 18. Europa Central e do Norte • Países germânicos – seguidores da Igreja Católica – que o Rococó foi melhor aplicado, quer nos seus princípios estilísticos - peculiaridade das artes ornamentais -, quer no número de construções, devido ao poder político e religioso dos príncipes e bispos que governavam as suas cortes. 18
  19. 19. Europa Central e do Norte • Arquitectura – exteriores sóbrios e elegantes – interiores construídos ou reconstruídos nesta época – decoração ornamentação em branco e dourado, repleta de pinturas murais, num conjunto exuberante, alegre, próprio de ambientes festivos. 19
  20. 20. Europa Central e do Norte • Na Suécia e na Inglaterra – Rococó • Sobretudo na decoração de interiores e nas artes decorativas. 20
  21. 21. Europa Central e do Norte • Na Inglaterra – Pintura • Influenciada por Watteau e Fragonard. – Temas: • desenvolvimento próprio no retrato, • representação de animais e crianças, • na caricatura, • na pintura social • na paisagem. 21
  22. 22. Europa Central e do Norte • Principais artistas: – William Hogart (1697-1764) • cultivou a beleza rococó quer na forma harmoniosa das suas figuras, quer na valorização das ambiências; as suas caricaturas são também abundantes; – Thomas Gainsborough (c. 1727-88) • retratista e paisagista de delicado colorido e elegância sensível. 22
  23. 23. 23 HOGARTH, William “An Election Entertainment” 1754 Óleo sobre tela, 100 x 127 cm Museu Sir John Soane, Londres
  24. 24. 24 GAINSBOROUGH, Thomas Paisagem em Suffolk c. 1750 Óleo sobre tela, 65 x 95 cm Kunsthistorisches Museum, Vinna
  25. 25. 25 GAINSBOROUGH, Thomas Mary, Condessa de Howe 1764 Óleo sobre tela 244 x 152,4 cm Iveagh Bequest, Kenwood House, Londres
  26. 26. 26 GAINSBOROUGH, Thomas Mr and Mrs William Hallett ('The Morning Walk') 1785 Óleo sobre tela, 236 x 179 cm National Gallery, Londres
  27. 27. ESPANHA 27
  28. 28. Espanha • Influências – Churriguerismo (excesso de decoração) – obras de artistas franceses e italianos emigrados: • italianos F. Juvara que projectou o Palácio Real de Madrid, G. Sacchetti (c. 1764) que o terminou e Tiepolo que o decorou . • 28
  29. 29. Espanha • A arquitectura religiosa – Mantém as características barroca, mas sobrecarregada de ornamentação. • Pintura – as mesmas influências fizeram-se sentir em Luís Paret y Alcázar. 29
  30. 30. 30 PARET Y ALCAZÁR, Luis O jantar de Charles III c. 1788 Óleo sobre madeira, 50 x 64 cm Museu do Prado, Madrid
  31. 31. Espanha • No relevo – obra mais carismática entre o Barroco e o Rococó • Retábulo Transparente da Catedral de Toledo, de Narciso Tomé (1690-1742). 31
  32. 32. 32 TOMÉ, Narcisco Transparente 1721-32 Estuque, bronze e bronze Catedral de Toledo
  33. 33. PORTUGAL 33
  34. 34. Portugal • Sofre a influência alemã – grande difusão das gravuras – surgiu no Norte, fixando-se em Braga e em toda a zona do Minho e Douro. 34
  35. 35. Portugal • Arquitectura – André Ribeiro Soares da Silva (1720-69) • Características – ornamentação excessiva e flamejante, com conchas e vegetação fantásticas, na fachada e no interior, e de uma correlação perfeita entre Natureza/arquitectura. • Exemplo – Edifício da Câmara e na Casa do Raio, em Braga, – Capela de Santa Maria Madalena, na Falperra. 35
  36. 36. 36
  37. 37. 37
  38. 38. 38
  39. 39. 39 Capela de Santa Maria Madalena, na Falperra
  40. 40. 40
  41. 41. Portugal • Principais Construções – Santuário da Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, • As esculturas da escadaria, das fontes e dos jardins, com alusões mitológicas, dão-lhe o toque da sensualidade rocaille. 41
  42. 42. Portugal • O Palácio de Queluz – apresenta uma estrutura barroca complexa, com decoração rococó (balaustradas e estatuária) – fachada do pavilhão poente, ao gosto neoclássico: • construído entre 1747 e 1789 pela mão de Mateus Vicente de Oliveira (1706-86) e continuado por Robillion (?-1782) que também decorou os interiores e delineou os jardins. – Após o terramoto, e dada a necessidade de reconstruir com rapidez, economia e pouca mão-de-obra, surgiu um estilo mais sóbrio - o estilo pombalino. 42
  43. 43. 43
  44. 44. 44
  45. 45. 45
  46. 46. 46
  47. 47. Portugal • Escultura – segunda metade do século XVIII, – representada pelos escultores da chamada "Escola de Mafra" – Machado de Castro (1731-1822), 47
  48. 48. Portugal • Machado de Castro – o maior escultor português deste período: • autor da estátua equestre de D. José I, no Terreiro do Paço, em Lisboa. • Obra, muito vasta e variada, encontrou a sua máxima originalidade nas figurinhas de barro para os seus famosos presépios: – Em Lisboa, conhecem-se o da Sé patriarcal, o de S. Vicente, o da Estrela e o do Marquês de Belas, para além de outros elaborados para a família real. 48
  49. 49. 49 MACHADO DE CASTRO Estátua equestre de D. José I 1775 Bronze Praça do Comércio, Lisboa
  50. 50. 50
  51. 51. Portugal • Talha (1750 e 1785) – 2 tendências: • uma a norte, com formas dinâmicas e volumosas e uma decoração aparatosa e fantasista, como a que prevaleceu nas oficinas de Braga; • outra a sul, mais austera e simples, assente sobre lisas estruturas arquitectónicas que prenunciam o Neoclássico. – A talha dourada não foi empregue apenas em igrejas, mas também em mobiliário, coches e bibliotecas. 51
  52. 52. Portugal • Pintura – A pintura rococó não teve a importância da pintura barroca. – Surge sobretudo na: • pintura de retábulos, • de tectos • de retratos. 52
  53. 53. Portugal • Estilisticamente – sintomas esmorecidos do Barroco, acrescidos de alguns modelos trazidos ,do Rococó francês. – Constituiu uma arte menos galante que a francesa mas que, todavia, teve aceitação no seu tempo. – Os esquemas de composição foram copiados de gravuras que lhes serviram de ponto de partida. Neles se destaca a movimentação ágil das figuras, de gestos delicados, compondo cenas dinâmicas de um cromatismo suave e esmaecido. 53
  54. 54. Portugal • Principais pintores – Pedro Alexandrino (1730-1810): • Era o fa presto, por aceitar qualquer tipo de encomenda e a executar com rapidez. • Praticou vários géneros de pintura • Decorador de igrejas, em Lisboa, após o terramoto, e de tectos como os do Palácio de Queluz. • O seu desenho é ágil e o colorido agradável e suave. 54
  55. 55. 55 Salvador do Mundo 1778, óleo sobre tela Museu Nacional de Arte Antiga Lisboa, Portugal
  56. 56. 56 Última Ceia óleo sobre tela Museu Regional de Beja
  57. 57. Portugal • Pintura de tectos: – Pascoal Parente (italiano), em 1760 • cúpula da Igreja do Seminário de Coimbra – Giovanni Grossi (1719-81). • tecto da nave da Igreja de Santa Catarina, em Lisboa 57

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