A cristandade ocidental face ao islão parte 2

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A cristandade ocidental face ao islão parte 2

  1. 1. VídeoO ISLÃO
  2. 2. Nos inícios do séc. VII, nasceu na Arábia, uma nova religião: o Islamismo. Meca
  3. 3.  Maomé anunciou-se como profeta (enviado de Deus) em 612; Começou a pregar em Meca uma nova religião – o Islamismo; Os seguidores do Islamismo são conhecidos pelo nome de Muçulmanos;
  4. 4. Em 622, Maomé viu-se obrigado a fugir de Meca para Medina. Esteacontecimento marca o início do calendário muçulmano, é o ano da Hégira.
  5. 5. Nascimento do Islamismo: aHégira consiste na “fuga” doprofeta Maomé de Meca paraMedina. Essa fuga deve-se aofacto das ideias monoteístasdesse profeta terem geradogrande oposição na cidade deMeca. Anos mais tarde Maoméiria reconquistar a cidade deMeca e fazer dela a capital doseu Império religioso.Considera-se a contagem dotempo para o Islão a partir dadata da Hégira.
  6. 6. Corão ou Alcorão
  7. 7. Lê o documento da pág. 25
  8. 8. Convertidas todas as tribos ao Islamismo, os Árabes iniciam pouco tempo depois, emtodas as direcções , um forte movimento de expansão territorial. O Império Muçulmano ocupou territórios na Ásia, África e Europa.
  9. 9.  “Combatei todos aqueles que não acreditam em Alá e que não se privam do que Alá e o seu enviado proibiram (...). Combatei igualmente todos os que não professem a religião da verdade (...)”. Alcorão,Sourate, 9-29 Lê o documento da pág. 26
  10. 10. “A Jihad” , ou Guerra Santa, tinha começado.No séc. VIII, o seu Império estendia-se já do Próximo Oriente à Península Ibérica passando pelos territórios do Norte de África.Dominam todo oMediterrâneo Sul,quando a entrada naEuropa pelo ReinoFranco lhes é vedada porCarlos Martel que osvence na Batalha dePoitiers em 732.
  11. 11. Cristãos e muçulmanos durante a reconquista Em 711, os mouros, a partir do Norte de África, atravessaram o estreito de Gibraltar e invadiram a P. I., vencendo os Visigodos cristãos na Batalha de Guadalete.
  12. 12. As mulheres e a religião muçulmana •As mulheres só podem casar com muçulmanos •A mulher só pode pedir o divórcio em casos extremos •A mulher perde a guarda dos filhos para o homem •As mulheres são sujeitas a penas tais como: chicoteadas, apedrejamentos, morte em caso de adultério •Em caso de adultério , os homens se se arrependerem não são castigados •O Alcorão determina que as mulheres devem cobrir o rosto com um véu ( chador) e usarMulheres trajadas com vestes compridas (abaya) •O testemunho de uma mulher vale menos Burqas que o do homem
  13. 13. É absolutamente proibido às mulheres. qualquer tipo de trabalho fora de casa, incluindo professoras, médicas, enfermeiras, engenheiras, etc. É proibido às mulheres andar nas ruas sem a companhia do pai, irmão ou marido. É proibido ser tratada por médicos homens, mesmo que em risco de vida. É permitido chicotear mulheres em público se não estiverem com os calcanhares cobertos. É proibido às mulheres qualquer tipo de desporto ou mesmo entrar em clubes e locais desportivos. As mulheres são proibidas de aparecer nas varandas das suas casas. Todas as janelas devem ser pintadas de modo a que as mulheres não sejam vistas dentro de casa por quem estiver fora.
  14. 14. A mulher ocupa uma posição de inferioridade na sociedade muçulmana. Quandofalamos na mulher muçulmana, dois símbolos logo nos ocorrem: o harém e o véu.Estes sinais distintivos das mulheres muçulmanas sugerem a sua subordinação aohomem, apesar da igualdade espiritual das mulheres estar expressa no Corão: "...eos homens que se lembram constantemente de Deus, tal como as mulheres que ofazem, para todos eles Deus preparou o perdão e uma enorme recompensa" (33:35)A subordinação da mulher é demonstrada e justificada pela lei, costumes e tradiçõesda Civilização Muçulmana, dizendo mesmo que há apenas um reconhecimento dosdiferentes papéis dos dois sexos e não uma inferioridade efectiva.A mulher árabe tem uma prática de vida completamente diferente da mulherocidental, tendo de obedecer a regras muito estritas. No entanto, a forma de viver dasmulheres não é igual em todo o mundo árabe. Em alguns países árabes as mulheresvivem enjauladas e maltratadas e noutros alcançaram a sua emancipação.
  15. 15. A história de Miriam Ali e das suas duas filhas Nádia e Zana O pesadelo de Miriam Ali começou num dia de 1980, quando soube que as suas duasfilhas, ainda adolescentes, tinham sido vendidas a maridos no Iémen, pelo próprio pai. Mas, esse foi também um momento de viragem. Depois de muitos anos de submissão,Miriam teve a coragem de começar uma campanha para salvar Zana e Nádia da misériaem que ambas eram obrigadas a viver. Quando Miriam conseguiu chegar ao Iémen teve conhecimento da situação das filhasatravés de uma gravação que Zana fez e a qual se transcreve de seguida: “Aqui fala Zana. Escrevi-lhe uma carta que penso que vai publicar e agora lembrei-me de gravar esta fita. A minha mãe veio cá há um par de semanas, mas não gostoudisto, não gostou da maneira como aqui se vive. Eu e a minha irmã queríamos que amãe voltasse para Inglaterra, pois aqui não pode fazer nada. Quero sair daqui o mais depressa possível. Se pudesse ver como nós vivemos?!Estoua sofrer há seis anos e não há nada que possa fazer porque estou enfiada numa aldeia enão tenho ninguém que me ajude, mas quando a minha mãe me falou de si, que queriapublicar no seu jornal a nossa história, fiquei muito contente.Eu…Eu nunca vi nada como isto. Não sei. É terrível. Conservam-nos aquicontra a nossa vontade e eu não sei porquê!? Só quero ir para casa, para juntode minha mãe. Abdul Khada, o homem que me trouxe para aqui, disse-me queera só por umas curtas semanas, e que depois me levava para casa, masquando cá cheguei disseram-me que estava casada.
  16. 16. Quase fiquei histérica! Até tentei matar-me. Tomei uma grande dose de comprimidos,mas eles meteram-me a mão na boca e obrigaram-me a vomitá-los. Eu escrevi umacarta à minha irmã. Tentei avisá-la, mas ela nunca recebeu a carta. Ela também veio . Se visse os rapazes com quem estamos casadas, nem acreditava. É mais novo doque eu. Diz que tem a minha certidão de casamento . Tem de ser falsa. Por que foi quenão nos deixaram ter uma cerimónia de casamento, ou pelo menos nos perguntaram sequeríamos casar? Eu só tinha quinze anos e a minha irmã catorze. Tivemos de viverum inferno e hoje espero e rezo a Deus que nos venham buscar. Não quero ficar aqui, estou a enlouquecer.Vou até matar-me , se tiver de ser. Prefiromorrer a ficar aqui. Não quero ficar aqui! Sou britânica. Nasci e cresci em Inglaterra. A minha mãe tomouconta de nós até meu pai! Odeio-o! É tão mau. Nunca hei-de perdoar-lhe. Abdul Khadabate-me sempre que lhe apetece. Ele obrigava-me a escrever cartas bonitas à minhamãe a dizer que era feliz aqui. Eu tinha de obedecer! Pagaram dinheiro à polícia para não fazer nada. Quero ir para casa! Venham buscar-nos… a minha irmã ainda está a sofrer mais.Eles estão sempre a tentar ameaçar a minha mãe. Adeus. Por favor, ajude-nos! Porfavor, por favor! Suplico-lhe ! Estamos a sofrer. Temos de sair daqui!” Após oito anos de luta Zana consegui fugir, mas o seu filho , a sua irmã e a filhadesta continuam ainda prisioneiros.

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