A identidade civilizacional da Europa Ocidental: a fragilidade do equilíbrio demográfico

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Módulo 2 – O dinamismo civilizacional da Europa Ocidental nos séculos XIII a XIV – espaços, poderes e vivências
Unidade 1 - A identidade civilizacional da Europa Ocidental
1.2.4 - A fragilidade do equilíbrio demográfico

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A identidade civilizacional da Europa Ocidental: a fragilidade do equilíbrio demográfico

  1. 1. A Estagiária: Solange Pacheco Escola Secundária de Lagoa História A 10º ano Ano letivo 2014/2015
  2. 2. Na Europa, durante a Idade Média, a morte era uma constante. Apesar da elevada taxa de natalidade, o desconhecimento de cuidados infanto-juvenis, a medicina atrasada e falta de higiene (as pessoas viviam com os animais, as roupas eram de lã pesada e raramente eram trocadas, os banhos eram pouco frequentes), contribuíam para a elevada mortalidade. A crise do século XIV deve-se as três causas: Fomes, Peste e Guerras.
  3. 3.  Apesar de tudo, as maiores razões para o aumento da mortalidade e diminuição da população, foram as fomes, pestes e guerras que assolaram a Europa no século XIV. A população europeia de então, muito religiosa, acreditava que estas crises eram de natureza divina, como castigo pelos pecados da espécie humana. Acreditou-se que se estava perante o Apocalipse e que os Quatros Cavaleiros (Fome, Peste, Guerra e Morte) iriam iniciar o dia do juízo final.
  4. 4.  Doc. 28 p. 41  Qual a “desgraça” referida no texto? A Fome  Se em 1313, ¼ de trigo custava 5 xelins, o que significa o facto de em 1315 custar 20 xelins? A subida dos preços dos cereais.
  5. 5. • Qual a consequência da escassez de pão? “A mortandade começou no mês de maio e durou até à festa da natividade da Virgem (8 de setembro).  Porque razão não se encontrou pão? Ao facto da terra estar esgotada “ A terra estava tão oprimida pela penúria (...)” e prejudicar produção de cereais “quase não foi possível encontrar pão à venda para fornecer as necessidades da sua casa”
  6. 6.  Qual a consequência das chuvas de verão nas colheitas? O não amadurecimento do “grão”, necessário para fazer o pão.  O facto da mortalidade ter diminuído no Outono e ter subido novamente no Natal, pode-se dizer que a elevada mortalidade era constante durante todo o ano? Não, a mortalidade apresentava valores irregulares ao longo do ano.
  7. 7.  O pão tinha o mesmo valor nutritivo que em épocas anteriores? Não, o pão era mais fraco porque o grão não tinha amadurecido convenientemente ao sol, logo não alimentava a população “ mesmo em grandes quantidades, ficavam com fome, logo a seguir”.  O consumo de carnes habituais era, agora, frequente? Não, por esta razão recorriam ao consumo de carne de cavalo, a cães e alguns relatos de época diziam que até se alimentavam dos seus próprios filhos.
  8. 8. O aumento da população e o grande crescimento das cidades, exigia aumento da produção agrícola; Os mercados eram abastecidos pelas zonas rurais; Os solos ficaram esgotados (a oferta não acompanhou a procura).
  9. 9. Com os solos esgotados, a produção diminuiu em quantidade e qualidade (a oferta não acompanhou a procura); As más condições climatéricas 1305, 1309 e 1315- 1316, agravaram a situação, ocorreram maus anos agrícolas: os cereais apodreciam ou não amadureciam convenientemente.
  10. 10. Aumento da população A dependência das Cidades face à produção agrícola Maior população representa necessidade de maior produção Os solos ficaram esgotados. A procura é maior que a oferta Más condições climatéricas prejudicaram a produção agrícola Os mercados não eram abastecidos Fomes População subnutrida
  11. 11. A escassez de cereais provocou aumento dos preços e as populações mais pobres não tinham acesso aos cereais; Quando a situação invertia, a produção aumentava e o preço dos cereais baixava, prejudicando os grandes senhores; A produção agrícola era irregular provocando a oscilação dos preços Economia em recessão ou em estagnaçã o
  12. 12. População subnutrida Organismos enfraquecidos e sujeitos a doenças graves A falta de higiene Medicina atrasada Permitiram a propagação de doenças Peste Negra Entre 1348 -1350, a Europa perdeu cerca de 1/3 da sua população
  13. 13.  Doc. B, p. 44; Indique o ano em que a peste negra progrediu com maior intensidade. 1348. Qual a zona que foi poupada pela peste? Varsóvia (zona a branco). Porque razão esta zona foi poupada? Devido a quarentenas eficazes. (ex: utilização de vinagre, isolar pessoas infetadas, evitar contato com roedores e erradicá-los das habitações)
  14. 14.  Doença proviniente de um parasita que contaminou os ratos;  Doença trazida para a Europa, pelos Genoveses, através de Sicília, Itália ,em 1347, seguindo-se França, Península Ibérica, Inglaterra, Alemanha e Escandinávia;  A falta de higiene e a subnutrição das populações, foram fundamentais para a rápida propagação da peste negra; O médico da Peste Negra
  15. 15.  Doença bubónica-apresentava grandes bolhas grandes bolhas de sangue e pús de cores negra e azulada nas regiões das virilhas, axilas e pescoço;  Doença pulmonar – Contaminação era feita também por ar, afetando os pulmões, o que a tornou mais mortífera e de elevado contágio – fatal em poucos dias;  Entre 1348 -1350, a Europa
  16. 16. A escassez de cereais, a quebra demográfica e consequente falta de mão de obra, fez com que os senhores aumentassem os impostos sobre os produtos e camponeses. Gerou-se descontentamento entre os camponeses, o que culminou em conflitos sociais por toda a Europa. Inúmeros conflitos políticos culminaram em violentas guerras sangrentas.
  17. 17. Destes conflitos sociais temos:  1358 – A Revolta da Jacquerie em França - revelaram a insatisfação e descontentamento contra os senhores, a pequena nobreza;  1378 – Revolta dos Ciompi em Florença – revolta dos trabalhadores assalariados do setor têxtil contra a aristocracia que dominava a cidade de Florença e cobrava grandes impostos. Chegaram a derrubar o poder dos industriais e banqueiros mas por pouco tempo;  1381- A Revolta dos Camponeses em Inglaterra – devido à tentativa de estabelecimento de um imposto (poll tax) aos camponeses de modo a financiar as campanhas militares, a fixação dos salários e a obrigatoriedade da permanência dos camponeses nas propriedades.
  18. 18.  Guerra dos Cem Anos – Conflito entre Inglaterra e França. Pretensão do rei inglês (sobrinho do rei francês) sobre o trono de França.  Guerras Fernandinas – Disputa pelo trono de Castela entre Fernando I de Portugal (bisneto do falecido rei castelhano) e os restantes sucessores.  1385- Guerra da Independência de Portugal – Morre D. Fernando I, sua filha é menor e casada com o rei castelhano, pelo que sua mãe, D. Leonor fica regente. A população é contra D. Leonor pela sua proximidade com a nobreza de Castela. D. João, Mestre de Avis, (filho ilegítimo de D. Pedro I – Inês de Castro) sobe ao trono, apoiado pela população. Gera-se conflito com Castela, culminando na batalha de Aljubarrota.
  19. 19. Estas guerras provocaram a devastação dos campos e cidades, destruição das colheitas, roubo de celeiros, confisco de gado, violações e assassínios, semeando a miséria, a doença e a morte das populações, já afetadas pelas fomes e peste.
  20. 20. Responda às questões 1 e 2 do grupo III, da página 29 do Caderno de Atividades. 1- Recorrendo ao documento e aos conhecimentos adquiridos, explique a repetição de anos de grande escassez alimentar. 2 - Identifique a outra causa da mortalidade referida no texto. Trabalho de Casa Responda à questão 3 da página 29 do Caderno de Atividades.

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