Crises e revoluções no
século XIV

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O século XIV um século de dificuldades
Depois do crescimento económico dos séculos XI a XIII, o século XIV
foi um século de crise;

História 8, 2013-2014

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Quais os fatores que contribuíram para a crise do século XIV?
A população cresceu mais do que a produção agrícola. O
desenvolvimento tecnológico agrícola estagnou. Consequências
deste facto?
Os alimentos começaram
a escassear. O preço subiu
e os mais pobres
começaram a passar
fome.

História 8, 2013-2014

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No século XIV o clima tornou-se mais frio e chuvoso. Consequências
desse facto?

Muitas colheitas perderam-se contribuindo para a falta de cereais e
para a carestia dos produtos alimentares.

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Com a fome as pessoas estão mal alimentadas e por isso ficam
menos resistentes às doenças. Consequências?

As doenças propagam-se. Surgem as epidemias. A mais grave foi a
Peste Negra (1347-1350).
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A Peste Negra teve consequências terríveis. Calcula-se que terá
matado, em dois anos, um terço da população europeia.

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As fomes e as doenças começam a devastar o continente europeu;
Eram interpretadas pelo homem da Idade Média como um castigo
divino;
Em 1348, a Peste Negra, atingiu o Ocidente;
Veio da Ásia, trazida por marinheiros italianos (genoveses). Começa
na Itália e rapidamente se propaga a toda a Europa;
Era transmitida pelas pulgas dos ratos e fazia nascer tumefações
(bubões) negros (azulados);
Também se transmitia pelo ar, tornando o contágio fácil e rápido;
As pessoas contaminadas morriam em 2 ou 3 dias;

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Durante o século XIV desenrolaram-se várias guerras que
aumentaram a destruição e a fome.

Principais conflitos:
Guerra dos Cem Anos (1337-1453) entre a Inglaterra e a França;
Guerras Fernandinas (1369-1382) entre Portugal e Castela;
Para além de outras guerras e revoltas que assolaram a Europa.

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As consequências da crise:
Quebra demográfica, a população diminuiu;
Crise económica, muitas terras foram abandonadas e a produção
diminuiu;
Os salários subiram, existiam menos trabalhadores que exigiam
melhores salários;

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Os monarcas de diversos países tabelaram os salários para impedir
os salários de subirem.
Em Portugal Afonso V e D. Fernando tentaram fixar os salários, em
1375 é publicada a Lei das Sesmarias.
Estas leis que impedem os salários de subir, a obrigação de trabalhar
nos campos, o aumento de impostos que os monarcas e os nobres
procuraram impor aos camponeses vai provocar grande
descontentamento.

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A miséria, a fome e o desespero dos camponeses vai provocar a
revolta.
Surgem movimentos de camponeses contra os senhores feudais.
Atacaram nobres e incendiaram castelos.
A resposta da nobreza, que tem pelo seu lado a força das armas, vai
ser extremamente violenta e as revoltas vão ser “afogadas em
sangue.”

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Também em muitas cidades europeias surgem revoltas do povo
miúdo, sobretudo pequenos artesãos, contra a nobreza e a grande
burguesia.

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Portugal: a revolução de 1383
A morte do rei D. Fernando (1383, deixou como herdeira, a sua filha,
Dona Beatriz, casada com o rei de Castela;
Ficou estabelecido que a rainha, Dona Leonor Teles, seria a regente
até um filho de Dona Beatriz atingisse a maioridade;

A maior parte do povo e uma parte da nobreza consideravam que
Dona Leonor Teles representava os interesses de Castela e da
grande nobreza senhorial e por isso opunham-se a esta solução;

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Alguns nobres e burgueses conspiram e decidem matar o Conde
Andeiro, amante da rainha;
Esta conspiração foi chefiada por D. João, Mestre da Ordem de Avis
e filho ilegítimo de D. Pedro, um dos possíveis sucessores de D.
Fernando.

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Em Lisboa a arraia-miúda apoiou este golpe palaciano e
transformou-o numa revolução;
D. João foi proclamado “Regedor e Defensor do Reino”;
Seguiram-se revoltas noutras cidades portuguesas;
O problema da sucessão dividiu o país:
A grande nobreza apoiou D. Beatriz;
A pequena nobreza, o povo e a burguesia apoiaram D. João, Mestre
de Avis;

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Em 1384, Castela invadiu Portugal e cercou a cidade de Lisboa;
A peste obrigou o exército castelhano a retirar (setembro de 1384);
Portugal vence Castela na batalha de Atoleiros (abril 1384);
Destaca-se no papel de comandante D. Nuno Álvares Pereira;
Em março de 1385, reúnem-se as Cortes, em Coimbra, D. João é
aclamado rei de Portugal;
Na defesa dos direitos do Mestre de Avis destacou-se o doutor João
das Regras;

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A batalha de Aljubarrota

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Em maio de 1385, Castela invadiu novamente Portugal, em 14 de
agosto deu-se a Batalha de Aljubarrota;
Os portugueses saíram vencedores;
Estava garantida a independência. A guerra só terminou
oficialmente em 1411;
Está no poder uma nova dinastia, a dinastia de Avis;
Uma nova nobreza ocupava agora o poder, substituindo a velha
nobreza que tinha tomado o partido de Castela.

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Bibliografia:

Apresentação construída com base no livro

Diniz, Maria Emília, Tavares, Adérito, Caldeira, Arlindo M., História 8,
Raiz Editora, 2012

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D3 crises e revoluções no século xiv

  • 1.
    Crises e revoluçõesno século XIV http://divulgacaohistoria.wordpress.com/
  • 2.
    O século XIVum século de dificuldades Depois do crescimento económico dos séculos XI a XIII, o século XIV foi um século de crise; História 8, 2013-2014 2
  • 3.
    Quais os fatoresque contribuíram para a crise do século XIV? A população cresceu mais do que a produção agrícola. O desenvolvimento tecnológico agrícola estagnou. Consequências deste facto? Os alimentos começaram a escassear. O preço subiu e os mais pobres começaram a passar fome. História 8, 2013-2014 3
  • 4.
    No século XIVo clima tornou-se mais frio e chuvoso. Consequências desse facto? Muitas colheitas perderam-se contribuindo para a falta de cereais e para a carestia dos produtos alimentares. História 8, 2013-2014 4
  • 5.
    Com a fomeas pessoas estão mal alimentadas e por isso ficam menos resistentes às doenças. Consequências? As doenças propagam-se. Surgem as epidemias. A mais grave foi a Peste Negra (1347-1350). História 8, 2013-2014 5
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    A Peste Negrateve consequências terríveis. Calcula-se que terá matado, em dois anos, um terço da população europeia. História 8, 2013-2014 6
  • 7.
    As fomes eas doenças começam a devastar o continente europeu; Eram interpretadas pelo homem da Idade Média como um castigo divino; Em 1348, a Peste Negra, atingiu o Ocidente; Veio da Ásia, trazida por marinheiros italianos (genoveses). Começa na Itália e rapidamente se propaga a toda a Europa; Era transmitida pelas pulgas dos ratos e fazia nascer tumefações (bubões) negros (azulados); Também se transmitia pelo ar, tornando o contágio fácil e rápido; As pessoas contaminadas morriam em 2 ou 3 dias; História 8, 2013-2014 7
  • 8.
    Durante o séculoXIV desenrolaram-se várias guerras que aumentaram a destruição e a fome. Principais conflitos: Guerra dos Cem Anos (1337-1453) entre a Inglaterra e a França; Guerras Fernandinas (1369-1382) entre Portugal e Castela; Para além de outras guerras e revoltas que assolaram a Europa. História 8, 2013-2014 8
  • 9.
    As consequências dacrise: Quebra demográfica, a população diminuiu; Crise económica, muitas terras foram abandonadas e a produção diminuiu; Os salários subiram, existiam menos trabalhadores que exigiam melhores salários; História 8, 2013-2014 9
  • 10.
    Os monarcas dediversos países tabelaram os salários para impedir os salários de subirem. Em Portugal Afonso V e D. Fernando tentaram fixar os salários, em 1375 é publicada a Lei das Sesmarias. Estas leis que impedem os salários de subir, a obrigação de trabalhar nos campos, o aumento de impostos que os monarcas e os nobres procuraram impor aos camponeses vai provocar grande descontentamento. História 8, 2013-2014 10
  • 11.
    A miséria, afome e o desespero dos camponeses vai provocar a revolta. Surgem movimentos de camponeses contra os senhores feudais. Atacaram nobres e incendiaram castelos. A resposta da nobreza, que tem pelo seu lado a força das armas, vai ser extremamente violenta e as revoltas vão ser “afogadas em sangue.” História 8, 2013-2014 11
  • 12.
    Também em muitascidades europeias surgem revoltas do povo miúdo, sobretudo pequenos artesãos, contra a nobreza e a grande burguesia. História 8, 2013-2014 12
  • 13.
    Portugal: a revoluçãode 1383 A morte do rei D. Fernando (1383, deixou como herdeira, a sua filha, Dona Beatriz, casada com o rei de Castela; Ficou estabelecido que a rainha, Dona Leonor Teles, seria a regente até um filho de Dona Beatriz atingisse a maioridade; A maior parte do povo e uma parte da nobreza consideravam que Dona Leonor Teles representava os interesses de Castela e da grande nobreza senhorial e por isso opunham-se a esta solução; História 8, 2013-2014 13
  • 14.
    Alguns nobres eburgueses conspiram e decidem matar o Conde Andeiro, amante da rainha; Esta conspiração foi chefiada por D. João, Mestre da Ordem de Avis e filho ilegítimo de D. Pedro, um dos possíveis sucessores de D. Fernando. História 8, 2013-2014 14
  • 15.
    Em Lisboa aarraia-miúda apoiou este golpe palaciano e transformou-o numa revolução; D. João foi proclamado “Regedor e Defensor do Reino”; Seguiram-se revoltas noutras cidades portuguesas; O problema da sucessão dividiu o país: A grande nobreza apoiou D. Beatriz; A pequena nobreza, o povo e a burguesia apoiaram D. João, Mestre de Avis; História 8, 2013-2014 15
  • 16.
    Em 1384, Castelainvadiu Portugal e cercou a cidade de Lisboa; A peste obrigou o exército castelhano a retirar (setembro de 1384); Portugal vence Castela na batalha de Atoleiros (abril 1384); Destaca-se no papel de comandante D. Nuno Álvares Pereira; Em março de 1385, reúnem-se as Cortes, em Coimbra, D. João é aclamado rei de Portugal; Na defesa dos direitos do Mestre de Avis destacou-se o doutor João das Regras; História 8, 2013-2014 16
  • 17.
    A batalha deAljubarrota História 8, 2013-2014 17
  • 18.
    Em maio de1385, Castela invadiu novamente Portugal, em 14 de agosto deu-se a Batalha de Aljubarrota; Os portugueses saíram vencedores; Estava garantida a independência. A guerra só terminou oficialmente em 1411; Está no poder uma nova dinastia, a dinastia de Avis; Uma nova nobreza ocupava agora o poder, substituindo a velha nobreza que tinha tomado o partido de Castela. História 8, 2013-2014 18
  • 19.
  • 20.
    Bibliografia: Apresentação construída combase no livro Diniz, Maria Emília, Tavares, Adérito, Caldeira, Arlindo M., História 8, Raiz Editora, 2012 História 8, 2013-2014 20