SlideShare uma empresa Scribd logo

2.1 estratificação social e poder político

cattonia
cattonia
1 de 37
ESTRATIFICAÇÃO
SOCIAL
E PODER
POLÍTICO
NO ANTIGO
REGIME
NÍVEIS DE DESEMPENHO
• Compreender os fundamentos da organização
política e social do Antigo regime.
• Explicitar a estratificação social do Antigo Regime.
• Explicar a variedade de situações profissionais e
condições económicas em casa estrato social.
• Compreender a importância da Burguesia durante
este período.
• Identificar os princípios políticos do Absolutismo.
• Caracterizar o sistema absolutista.
• Enumerar as alterações na estrutura da sociedade
portuguesa no séc. XVIII.
AS REPÚBLICAS EUROPEIAS NO ANTIGO
REGIME
Texto do pacto federal de
1291 “Carta da Aliança”
Independência formal em
1648
Confederação Suíça
A república foi fundada
pela união de Utrecht
(1579) e sobreviveu até a
sua transformação em
república Batava na
sequência da ocupação
francesa de 1795.
Províncias
Unidas
No fim do séc. XVIII, foi
invadida por Napoleão. Os
territórios antes dominados
pela república foram
divididos em partes que se
tornaram províncias do
Império Austríaco.
A República
de Veneza
em 1796
A EUROPA DOS PARLAMENTOS NO
ANTIGO REGIME
A república foi fundada
pela união de Utrecht
(1579) e sobreviveu até a
sua transformação em
república Batava na
sequência da ocupação
francesa de 1795.
Províncias
Unidas
Guilherme III de
Inglaterra, foi rei de
Inglaterra e rei da
Escócia entre 1689 e a
sua morte. Guilherme
foi também Príncipe de
Orange e estatuder dos
Países Baixos.
ANTIGO REGIME
• Expressão usada, a partir dos finais do século XVIII, para nomear o regime que
existia antes das Revoluções Liberais.
• Atribuída ao regime político/económico/social que caracterizou os Estados
Europeus entre os séculos XV a XVII e os finais do século XVIII.
• Politicamente, caracteriza-se pela monarquia absoluta.
• Economicamente, é a época do Capitalismo comercial, com um sistema baseado
numa agricultura arcaica.
• Socialmente, é o período da sociedade estratificada em três Ordens ou Estados.
Na sociedade do Antigo Regime, o mais visível é a divisão em estados ou
ordens: clero, nobreza, braço popular. É uma divisão jurídica, por um
lado, e é, por outro, uma divisão de valores comportamentos. As pessoas
estão distribuídas por categorias, que se distinguem pelo nome, pela
forma de tratamento, pelo traje e pelas penas a que estão sujeitas.
Vitorino Magalhães Godinho, A Estrutura da Antiga Sociedade Portuguesa.

Recomendados

A sociedade de ordens 11º ano
A sociedade de ordens 11º anoA sociedade de ordens 11º ano
A sociedade de ordens 11º anoCarla Teixeira
 
História 11ºano ( matéria do 1º período)
 História 11ºano ( matéria do 1º período) História 11ºano ( matéria do 1º período)
História 11ºano ( matéria do 1º período)Andreia Pacheco
 
A sociedade no Antigo Regime
A sociedade no Antigo RegimeA sociedade no Antigo Regime
A sociedade no Antigo RegimeSusana Simões
 
A Europa dos Parlamentos: sociedade e poder político
A Europa dos Parlamentos: sociedade e poder políticoA Europa dos Parlamentos: sociedade e poder político
A Europa dos Parlamentos: sociedade e poder políticoSusana Simões
 
Mercantilismo
MercantilismoMercantilismo
Mercantilismocattonia
 

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Resumos de História 11º ano
Resumos de História 11º anoResumos de História 11º ano
Resumos de História 11º anoAntonino Miguel
 
Mercantilismo português
Mercantilismo portuguêsMercantilismo português
Mercantilismo portuguêscattonia
 
D. João V, o Absolutismo e o Absolutismo Joanino
D. João V, o Absolutismo e o Absolutismo JoaninoD. João V, o Absolutismo e o Absolutismo Joanino
D. João V, o Absolutismo e o Absolutismo JoaninoBarbaraSilveira9
 
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentosVítor Santos
 
A revolução americana
A revolução americanaA revolução americana
A revolução americanacattonia
 
Hegemonia inglesa
Hegemonia inglesaHegemonia inglesa
Hegemonia inglesacattonia
 
O país rural e senhorial
O país rural e senhorialO país rural e senhorial
O país rural e senhorialSusana Simões
 
O espaço português 1
O espaço português 1O espaço português 1
O espaço português 1Vítor Santos
 
O Antigo Regime
O Antigo RegimeO Antigo Regime
O Antigo Regimecattonia
 
Portugal na Europa do Antigo Regime
Portugal na Europa do Antigo RegimePortugal na Europa do Antigo Regime
Portugal na Europa do Antigo RegimeCarlos Pinheiro
 
Sociedade do Antigo Regime
Sociedade do Antigo RegimeSociedade do Antigo Regime
Sociedade do Antigo RegimeSusana Simões
 
5 04 a implantação do liberalismo em portugal
5 04 a implantação do liberalismo em portugal5 04 a implantação do liberalismo em portugal
5 04 a implantação do liberalismo em portugalVítor Santos
 
País rural e senhorial módulo II- 10º ANO
País rural e senhorial  módulo II- 10º ANOPaís rural e senhorial  módulo II- 10º ANO
País rural e senhorial módulo II- 10º ANOCarina Vale
 
A sociedade de antigo regime em Portugal
A sociedade de antigo regime em PortugalA sociedade de antigo regime em Portugal
A sociedade de antigo regime em PortugalJoana Filipa Rodrigues
 
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentosVítor Santos
 

Mais procurados (20)

Resumos de História 11º ano
Resumos de História 11º anoResumos de História 11º ano
Resumos de História 11º ano
 
Mercantilismo português
Mercantilismo portuguêsMercantilismo português
Mercantilismo português
 
D. João V, o Absolutismo e o Absolutismo Joanino
D. João V, o Absolutismo e o Absolutismo JoaninoD. João V, o Absolutismo e o Absolutismo Joanino
D. João V, o Absolutismo e o Absolutismo Joanino
 
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
 
A revolução americana
A revolução americanaA revolução americana
A revolução americana
 
Hegemonia inglesa
Hegemonia inglesaHegemonia inglesa
Hegemonia inglesa
 
O país rural e senhorial
O país rural e senhorialO país rural e senhorial
O país rural e senhorial
 
O espaço português 1
O espaço português 1O espaço português 1
O espaço português 1
 
Rev americana 11º d
Rev americana  11º dRev americana  11º d
Rev americana 11º d
 
O Antigo Regime
O Antigo RegimeO Antigo Regime
O Antigo Regime
 
Portugal na Europa do Antigo Regime
Portugal na Europa do Antigo RegimePortugal na Europa do Antigo Regime
Portugal na Europa do Antigo Regime
 
Aula 5
Aula 5Aula 5
Aula 5
 
Sociedade do Antigo Regime
Sociedade do Antigo RegimeSociedade do Antigo Regime
Sociedade do Antigo Regime
 
5 04 a implantação do liberalismo em portugal
5 04 a implantação do liberalismo em portugal5 04 a implantação do liberalismo em portugal
5 04 a implantação do liberalismo em portugal
 
País rural e senhorial módulo II- 10º ANO
País rural e senhorial  módulo II- 10º ANOPaís rural e senhorial  módulo II- 10º ANO
País rural e senhorial módulo II- 10º ANO
 
Parlamentarismo inglês
Parlamentarismo inglêsParlamentarismo inglês
Parlamentarismo inglês
 
História A - módulo 3, 4 e 6
História A - módulo 3, 4 e 6História A - módulo 3, 4 e 6
História A - módulo 3, 4 e 6
 
O Antigo Regime
O Antigo RegimeO Antigo Regime
O Antigo Regime
 
A sociedade de antigo regime em Portugal
A sociedade de antigo regime em PortugalA sociedade de antigo regime em Portugal
A sociedade de antigo regime em Portugal
 
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
4 02 a europa dos estados absolutos e a europa dos parlamentos
 

Destaque

Destaque (10)

Luís XIV e o Absolutismo
Luís XIV e o AbsolutismoLuís XIV e o Absolutismo
Luís XIV e o Absolutismo
 
A Estratificação Social
A Estratificação SocialA Estratificação Social
A Estratificação Social
 
Sociologia e Indivíduo
Sociologia e IndivíduoSociologia e Indivíduo
Sociologia e Indivíduo
 
Estratificação social
Estratificação socialEstratificação social
Estratificação social
 
Resumo de Mobilidade social e Estratificação
Resumo de Mobilidade social e EstratificaçãoResumo de Mobilidade social e Estratificação
Resumo de Mobilidade social e Estratificação
 
Estratificação social
Estratificação socialEstratificação social
Estratificação social
 
Estrutura e Estratificação Social
Estrutura e Estratificação Social Estrutura e Estratificação Social
Estrutura e Estratificação Social
 
Mobilidade social
Mobilidade socialMobilidade social
Mobilidade social
 
Estratificação social
Estratificação socialEstratificação social
Estratificação social
 
Aula 6e 7
Aula 6e 7Aula 6e 7
Aula 6e 7
 

Semelhante a 2.1 estratificação social e poder político

Hist A11 Europa Politica Social Xvi Ie Xviii Denise S Almeida[1]
Hist A11 Europa Politica Social Xvi Ie Xviii Denise S Almeida[1]Hist A11 Europa Politica Social Xvi Ie Xviii Denise S Almeida[1]
Hist A11 Europa Politica Social Xvi Ie Xviii Denise S Almeida[1]josepedrosilva
 
04 historia a_revisoes_modulo_4
04 historia a_revisoes_modulo_404 historia a_revisoes_modulo_4
04 historia a_revisoes_modulo_4Vítor Santos
 
00 04 revisoes_modulo_4
00 04 revisoes_modulo_400 04 revisoes_modulo_4
00 04 revisoes_modulo_4Vítor Santos
 
4-Sociedade-Absolut. e mercant. numa soc. de ordens (4).ppt
4-Sociedade-Absolut. e mercant. numa soc. de ordens (4).ppt4-Sociedade-Absolut. e mercant. numa soc. de ordens (4).ppt
4-Sociedade-Absolut. e mercant. numa soc. de ordens (4).pptAnabela Costa
 
A Europa dos Estados Absolutos e a Europa dos Parlamentos.ppt
A Europa dos Estados Absolutos e a Europa dos Parlamentos.pptA Europa dos Estados Absolutos e a Europa dos Parlamentos.ppt
A Europa dos Estados Absolutos e a Europa dos Parlamentos.pptssuser05d3dd
 
Módulo 2 – Do Antigo Regime à afirmação do Liberalismo.ppt
Módulo 2 – Do Antigo Regime à afirmação do Liberalismo.pptMódulo 2 – Do Antigo Regime à afirmação do Liberalismo.ppt
Módulo 2 – Do Antigo Regime à afirmação do Liberalismo.pptNunoFilipeFelixFaust
 
00 2 preparação_exame_nacional_2017
00 2 preparação_exame_nacional_201700 2 preparação_exame_nacional_2017
00 2 preparação_exame_nacional_2017Vítor Santos
 
Europa dos Estados Absolutos e Europa dos Parlamentos- Resumos
Europa dos Estados Absolutos e Europa dos Parlamentos- ResumosEuropa dos Estados Absolutos e Europa dos Parlamentos- Resumos
Europa dos Estados Absolutos e Europa dos Parlamentos- ResumosNome Sobrenome
 
04 história a_revisões_módulo_4
04 história a_revisões_módulo_404 história a_revisões_módulo_4
04 história a_revisões_módulo_4Vítor Santos
 
Sociedade Antigo Regime
Sociedade Antigo RegimeSociedade Antigo Regime
Sociedade Antigo RegimeIsabel Ribeiro
 
Direito comparado - Japão
Direito comparado - JapãoDireito comparado - Japão
Direito comparado - JapãoAgatha Brandão
 
Roma antiga- Monarquia, República e Império
Roma antiga- Monarquia, República e Império Roma antiga- Monarquia, República e Império
Roma antiga- Monarquia, República e Império RmuloSilvrio
 
F2.antigo regime
F2.antigo regimeF2.antigo regime
F2.antigo regimeCaio Cesar
 

Semelhante a 2.1 estratificação social e poder político (20)

Hist A11 Europa Politica Social Xvi Ie Xviii Denise S Almeida[1]
Hist A11 Europa Politica Social Xvi Ie Xviii Denise S Almeida[1]Hist A11 Europa Politica Social Xvi Ie Xviii Denise S Almeida[1]
Hist A11 Europa Politica Social Xvi Ie Xviii Denise S Almeida[1]
 
04 historia a_revisoes_modulo_4
04 historia a_revisoes_modulo_404 historia a_revisoes_modulo_4
04 historia a_revisoes_modulo_4
 
00 04 revisoes_modulo_4
00 04 revisoes_modulo_400 04 revisoes_modulo_4
00 04 revisoes_modulo_4
 
Apresentação Sociedade de Ordens
Apresentação Sociedade de Ordens Apresentação Sociedade de Ordens
Apresentação Sociedade de Ordens
 
4-Sociedade-Absolut. e mercant. numa soc. de ordens (4).ppt
4-Sociedade-Absolut. e mercant. numa soc. de ordens (4).ppt4-Sociedade-Absolut. e mercant. numa soc. de ordens (4).ppt
4-Sociedade-Absolut. e mercant. numa soc. de ordens (4).ppt
 
A Europa dos Estados Absolutos e a Europa dos Parlamentos.ppt
A Europa dos Estados Absolutos e a Europa dos Parlamentos.pptA Europa dos Estados Absolutos e a Europa dos Parlamentos.ppt
A Europa dos Estados Absolutos e a Europa dos Parlamentos.ppt
 
Módulo 2 – Do Antigo Regime à afirmação do Liberalismo.ppt
Módulo 2 – Do Antigo Regime à afirmação do Liberalismo.pptMódulo 2 – Do Antigo Regime à afirmação do Liberalismo.ppt
Módulo 2 – Do Antigo Regime à afirmação do Liberalismo.ppt
 
Apresentação O Absolutismo 1415
Apresentação O Absolutismo 1415Apresentação O Absolutismo 1415
Apresentação O Absolutismo 1415
 
Apresentação A Sociedade de Ordens 1415
Apresentação A Sociedade de Ordens 1415Apresentação A Sociedade de Ordens 1415
Apresentação A Sociedade de Ordens 1415
 
00 2 preparação_exame_nacional_2017
00 2 preparação_exame_nacional_201700 2 preparação_exame_nacional_2017
00 2 preparação_exame_nacional_2017
 
Europa dos Estados Absolutos e Europa dos Parlamentos- Resumos
Europa dos Estados Absolutos e Europa dos Parlamentos- ResumosEuropa dos Estados Absolutos e Europa dos Parlamentos- Resumos
Europa dos Estados Absolutos e Europa dos Parlamentos- Resumos
 
História
HistóriaHistória
História
 
Roma antiga
Roma antigaRoma antiga
Roma antiga
 
Aula 2 E 3
Aula 2 E 3Aula 2 E 3
Aula 2 E 3
 
04 história a_revisões_módulo_4
04 história a_revisões_módulo_404 história a_revisões_módulo_4
04 história a_revisões_módulo_4
 
Sociedade Antigo Regime
Sociedade Antigo RegimeSociedade Antigo Regime
Sociedade Antigo Regime
 
Direito comparado - Japão
Direito comparado - JapãoDireito comparado - Japão
Direito comparado - Japão
 
Roma antiga- Monarquia, República e Império
Roma antiga- Monarquia, República e Império Roma antiga- Monarquia, República e Império
Roma antiga- Monarquia, República e Império
 
F2.antigo regime
F2.antigo regimeF2.antigo regime
F2.antigo regime
 
Pré barra mundo feudal
Pré barra mundo feudalPré barra mundo feudal
Pré barra mundo feudal
 

Mais de cattonia

Deseq regionais.pptx
Deseq regionais.pptxDeseq regionais.pptx
Deseq regionais.pptxcattonia
 
arte portuguesa.ppsx
arte portuguesa.ppsxarte portuguesa.ppsx
arte portuguesa.ppsxcattonia
 
A reinvenção das formas.ppsx
A reinvenção das formas.ppsxA reinvenção das formas.ppsx
A reinvenção das formas.ppsxcattonia
 
A produção cultural renascentista.pptx
A produção cultural renascentista.pptxA produção cultural renascentista.pptx
A produção cultural renascentista.pptxcattonia
 
Era digital
Era digitalEra digital
Era digitalcattonia
 
A revolução francesa
A revolução francesaA revolução francesa
A revolução francesacattonia
 
O alargamento do conhec do mundo
O alargamento do conhec do mundoO alargamento do conhec do mundo
O alargamento do conhec do mundocattonia
 
2. o espaço português
2. o espaço português2. o espaço português
2. o espaço portuguêscattonia
 
Mercantilismo português
Mercantilismo portuguêsMercantilismo português
Mercantilismo portuguêscattonia
 
O quadro económico e demográfico xii xiv
O quadro económico e demográfico xii xivO quadro económico e demográfico xii xiv
O quadro económico e demográfico xii xivcattonia
 
3. hesitações do crescimento
3. hesitações do crescimento3. hesitações do crescimento
3. hesitações do crescimentocattonia
 
1. a identidade civilizacional da europa
1. a identidade civilizacional da europa1. a identidade civilizacional da europa
1. a identidade civilizacional da europacattonia
 
Globalização
GlobalizaçãoGlobalização
Globalizaçãocattonia
 
1. uma europa a dois ritmos
1. uma europa a dois ritmos1. uma europa a dois ritmos
1. uma europa a dois ritmoscattonia
 
Constr do social ii
Constr do social iiConstr do social ii
Constr do social iicattonia
 
A constr do social
A constr do socialA constr do social
A constr do socialcattonia
 
Apos a guerra fria
Apos a guerra friaApos a guerra fria
Apos a guerra friacattonia
 

Mais de cattonia (20)

Deseq regionais.pptx
Deseq regionais.pptxDeseq regionais.pptx
Deseq regionais.pptx
 
arte portuguesa.ppsx
arte portuguesa.ppsxarte portuguesa.ppsx
arte portuguesa.ppsx
 
A reinvenção das formas.ppsx
A reinvenção das formas.ppsxA reinvenção das formas.ppsx
A reinvenção das formas.ppsx
 
A produção cultural renascentista.pptx
A produção cultural renascentista.pptxA produção cultural renascentista.pptx
A produção cultural renascentista.pptx
 
Era digital
Era digitalEra digital
Era digital
 
Família
FamíliaFamília
Família
 
A revolução francesa
A revolução francesaA revolução francesa
A revolução francesa
 
O alargamento do conhec do mundo
O alargamento do conhec do mundoO alargamento do conhec do mundo
O alargamento do conhec do mundo
 
2. o espaço português
2. o espaço português2. o espaço português
2. o espaço português
 
Mercantilismo português
Mercantilismo portuguêsMercantilismo português
Mercantilismo português
 
O quadro económico e demográfico xii xiv
O quadro económico e demográfico xii xivO quadro económico e demográfico xii xiv
O quadro económico e demográfico xii xiv
 
3. hesitações do crescimento
3. hesitações do crescimento3. hesitações do crescimento
3. hesitações do crescimento
 
1. a identidade civilizacional da europa
1. a identidade civilizacional da europa1. a identidade civilizacional da europa
1. a identidade civilizacional da europa
 
Globalização
GlobalizaçãoGlobalização
Globalização
 
Trabalho
TrabalhoTrabalho
Trabalho
 
1. uma europa a dois ritmos
1. uma europa a dois ritmos1. uma europa a dois ritmos
1. uma europa a dois ritmos
 
Roma
RomaRoma
Roma
 
Constr do social ii
Constr do social iiConstr do social ii
Constr do social ii
 
A constr do social
A constr do socialA constr do social
A constr do social
 
Apos a guerra fria
Apos a guerra friaApos a guerra fria
Apos a guerra fria
 

Último

1) Cite os componentes que devem fazer parte de uma sessão de treinamento.
1) Cite os componentes que devem fazer parte de uma sessão de treinamento.1) Cite os componentes que devem fazer parte de uma sessão de treinamento.
1) Cite os componentes que devem fazer parte de uma sessão de treinamento.azulassessoriaacadem3
 
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...azulassessoriaacadem3
 
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...azulassessoriaacadem3
 
c) A fosforilação oxidativa é a etapa da respiração celular que mais produz A...
c) A fosforilação oxidativa é a etapa da respiração celular que mais produz A...c) A fosforilação oxidativa é a etapa da respiração celular que mais produz A...
c) A fosforilação oxidativa é a etapa da respiração celular que mais produz A...azulassessoriaacadem3
 
1. Solicitar ao entrevistado uma breve apresentação da organização, mencionan...
1. Solicitar ao entrevistado uma breve apresentação da organização, mencionan...1. Solicitar ao entrevistado uma breve apresentação da organização, mencionan...
1. Solicitar ao entrevistado uma breve apresentação da organização, mencionan...azulassessoriaacadem3
 
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;azulassessoriaacadem3
 
1) Cálculo completo e o resultado da densidade corporal da Carolina. Utilize ...
1) Cálculo completo e o resultado da densidade corporal da Carolina. Utilize ...1) Cálculo completo e o resultado da densidade corporal da Carolina. Utilize ...
1) Cálculo completo e o resultado da densidade corporal da Carolina. Utilize ...azulassessoriaacadem3
 
Acróstico - Maria da Penha Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006
Acróstico - Maria da Penha    Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006Acróstico - Maria da Penha    Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006
Acróstico - Maria da Penha Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006Mary Alvarenga
 
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...azulassessoriaacadem3
 
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...azulassessoriaacadem3
 
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
004820000101011 (15).pdffdfdfddddddddddddddddddddddddddddddddddddRenandantas16
 
A hermenêutica jurídica envolve diversos métodos e técnicas interpretativas, ...
A hermenêutica jurídica envolve diversos métodos e técnicas interpretativas, ...A hermenêutica jurídica envolve diversos métodos e técnicas interpretativas, ...
A hermenêutica jurídica envolve diversos métodos e técnicas interpretativas, ...excellenceeducaciona
 
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...azulassessoriaacadem3
 
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...azulassessoriaacadem3
 
A partir desse panorama, suponha, então, que você foi contratado(a) pela Natu...
A partir desse panorama, suponha, então, que você foi contratado(a) pela Natu...A partir desse panorama, suponha, então, que você foi contratado(a) pela Natu...
A partir desse panorama, suponha, então, que você foi contratado(a) pela Natu...azulassessoriaacadem3
 
CRUZADINA E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docx
CRUZADINA  E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docxCRUZADINA  E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docx
CRUZADINA E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docxJean Carlos Nunes Paixão
 
Sendo assim, desenvolva um breve texto que possa evidenciar a importância da ...
Sendo assim, desenvolva um breve texto que possa evidenciar a importância da ...Sendo assim, desenvolva um breve texto que possa evidenciar a importância da ...
Sendo assim, desenvolva um breve texto que possa evidenciar a importância da ...excellenceeducaciona
 
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...azulassessoriaacadem3
 

Último (20)

1) Cite os componentes que devem fazer parte de uma sessão de treinamento.
1) Cite os componentes que devem fazer parte de uma sessão de treinamento.1) Cite os componentes que devem fazer parte de uma sessão de treinamento.
1) Cite os componentes que devem fazer parte de uma sessão de treinamento.
 
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
 
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
 
c) A fosforilação oxidativa é a etapa da respiração celular que mais produz A...
c) A fosforilação oxidativa é a etapa da respiração celular que mais produz A...c) A fosforilação oxidativa é a etapa da respiração celular que mais produz A...
c) A fosforilação oxidativa é a etapa da respiração celular que mais produz A...
 
1. Solicitar ao entrevistado uma breve apresentação da organização, mencionan...
1. Solicitar ao entrevistado uma breve apresentação da organização, mencionan...1. Solicitar ao entrevistado uma breve apresentação da organização, mencionan...
1. Solicitar ao entrevistado uma breve apresentação da organização, mencionan...
 
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;
1 – O nome de cada uma das tendências pedagógicas, em ordem cronológica;
 
1) Cálculo completo e o resultado da densidade corporal da Carolina. Utilize ...
1) Cálculo completo e o resultado da densidade corporal da Carolina. Utilize ...1) Cálculo completo e o resultado da densidade corporal da Carolina. Utilize ...
1) Cálculo completo e o resultado da densidade corporal da Carolina. Utilize ...
 
Acróstico - Maria da Penha Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006
Acróstico - Maria da Penha    Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006Acróstico - Maria da Penha    Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006
Acróstico - Maria da Penha Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006
 
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
 
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...
 
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
 
A hermenêutica jurídica envolve diversos métodos e técnicas interpretativas, ...
A hermenêutica jurídica envolve diversos métodos e técnicas interpretativas, ...A hermenêutica jurídica envolve diversos métodos e técnicas interpretativas, ...
A hermenêutica jurídica envolve diversos métodos e técnicas interpretativas, ...
 
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
 
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
 
A partir desse panorama, suponha, então, que você foi contratado(a) pela Natu...
A partir desse panorama, suponha, então, que você foi contratado(a) pela Natu...A partir desse panorama, suponha, então, que você foi contratado(a) pela Natu...
A partir desse panorama, suponha, então, que você foi contratado(a) pela Natu...
 
Atividade sobre o anacronismo na HIstoria
Atividade sobre o anacronismo na HIstoriaAtividade sobre o anacronismo na HIstoria
Atividade sobre o anacronismo na HIstoria
 
CRUZADINA E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docx
CRUZADINA  E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docxCRUZADINA  E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docx
CRUZADINA E CAÇA-PALAVRAS SOBRE PATRIMONIO HISTÓRICO.docx
 
Sendo assim, desenvolva um breve texto que possa evidenciar a importância da ...
Sendo assim, desenvolva um breve texto que possa evidenciar a importância da ...Sendo assim, desenvolva um breve texto que possa evidenciar a importância da ...
Sendo assim, desenvolva um breve texto que possa evidenciar a importância da ...
 
GABARITO CRUZADINHA PATRIM E FONTES.docx
GABARITO CRUZADINHA PATRIM E FONTES.docxGABARITO CRUZADINHA PATRIM E FONTES.docx
GABARITO CRUZADINHA PATRIM E FONTES.docx
 
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
 

2.1 estratificação social e poder político

  • 2. NÍVEIS DE DESEMPENHO • Compreender os fundamentos da organização política e social do Antigo regime. • Explicitar a estratificação social do Antigo Regime. • Explicar a variedade de situações profissionais e condições económicas em casa estrato social. • Compreender a importância da Burguesia durante este período. • Identificar os princípios políticos do Absolutismo. • Caracterizar o sistema absolutista. • Enumerar as alterações na estrutura da sociedade portuguesa no séc. XVIII.
  • 3. AS REPÚBLICAS EUROPEIAS NO ANTIGO REGIME Texto do pacto federal de 1291 “Carta da Aliança” Independência formal em 1648 Confederação Suíça A república foi fundada pela união de Utrecht (1579) e sobreviveu até a sua transformação em república Batava na sequência da ocupação francesa de 1795. Províncias Unidas No fim do séc. XVIII, foi invadida por Napoleão. Os territórios antes dominados pela república foram divididos em partes que se tornaram províncias do Império Austríaco. A República de Veneza em 1796
  • 4. A EUROPA DOS PARLAMENTOS NO ANTIGO REGIME A república foi fundada pela união de Utrecht (1579) e sobreviveu até a sua transformação em república Batava na sequência da ocupação francesa de 1795. Províncias Unidas Guilherme III de Inglaterra, foi rei de Inglaterra e rei da Escócia entre 1689 e a sua morte. Guilherme foi também Príncipe de Orange e estatuder dos Países Baixos.
  • 5. ANTIGO REGIME • Expressão usada, a partir dos finais do século XVIII, para nomear o regime que existia antes das Revoluções Liberais. • Atribuída ao regime político/económico/social que caracterizou os Estados Europeus entre os séculos XV a XVII e os finais do século XVIII. • Politicamente, caracteriza-se pela monarquia absoluta. • Economicamente, é a época do Capitalismo comercial, com um sistema baseado numa agricultura arcaica. • Socialmente, é o período da sociedade estratificada em três Ordens ou Estados.
  • 6. Na sociedade do Antigo Regime, o mais visível é a divisão em estados ou ordens: clero, nobreza, braço popular. É uma divisão jurídica, por um lado, e é, por outro, uma divisão de valores comportamentos. As pessoas estão distribuídas por categorias, que se distinguem pelo nome, pela forma de tratamento, pelo traje e pelas penas a que estão sujeitas. Vitorino Magalhães Godinho, A Estrutura da Antiga Sociedade Portuguesa.
  • 7. ESTRUTURA SOCIAL • Sociedade organizada em três grupos, ordens ou estratos sociais. • Distinção social baseada no nascimento e na natureza jurídica. • Estratificação social originada nas conceções ideológicas e representações mentais medievais, impostas por leis consuetudinárias. • Condição social rígida. • Mobilidade social muito rara.
  • 9. A SOCIEDADE DE ORDENS • Impõe um conjunto de valores e comportamentos: • A posição social dependia do nascimento e estrato a que se pertencia; • Os privilégios e direitos de cada ordem estavam descritos em leis civis; • As penas a atribuir em tribunais dependiam da ordem a que se pertencia; • Os relacionamentos entre ordens eram legislados, assim como os códigos de conduta pública. • As formas de tratamento e honras eram regulamentadas e observadas por todos.
  • 10. PLURALIDADE DE ESTADOS • Cada estrato social possuía direitos e deveres. • O Clero e a Nobreza eram as ordens sociais privilegiadas. • O Clero era o primeiro estado, composto por diferentes hierarquias, que nos permitiam falar em Alto Clero e Baixo Clero. • A Nobreza apresentava também situações internas muito distintas. • O povo era o último estrato. O facto de compreender também membros da Burguesia explica a sua designação de Terceiro Estado.
  • 12. CLERO • Grupo social que, na hierarquia da Sociedade de Ordens, surge em primeiro lugar em: • Prestígio, Privilégios, Dignidades, Honras. • Este grupo era composto por todos os que tinham recebido a TONSURA, antigo corte de cabelo feito aos eclesiásticos. • Como estado religioso, o Clero estava directamente dependente do Papa de Roma, representante de Cristo na Terra.
  • 13. • Possuía Leis próprias (Foro) e Tribunais Privativos – de acordo com o Direito Canónico - o que os distinguia na aplicação do Direito Comum. • Recebia uma contribuição de todos os fiéis e que consistia, de início, num décimo dos rendimentos, ou seja, na décima parte dos frutos colhidos pelos fiéis. Era a dízima. • Recebia também, em nome de Deus, numerosas outras dádivas e doações. • devido a ser privilegiada, a igreja manteve o direito de imunidade e asilo em todas as suas propriedades. • Estava isenta do Serviço militar. • Eram considerados um “Estado dentro do Estado”.
  • 14. HIERARQUIA ECLESIÁSTICA ESTRATOS ALTO CLERO BAIXO CLERO REGULAR SECULAR REGULAR SECULAR Categorias • Abades e Priores dos Mosteiros e Conventos. • Mestres das Ordens Militares. • Cardeais • Primazes ou Patriarcas • Arcebispos • Bispos • Frades • Monges • Padres • Curas • Presbíteros
  • 15. NOBREZA • A nobreza ocupava o segundo lugar (1.5% a 2% da população). • Grupo fechado, definido pelo nascimento, poder fundiário, função militar e desempenho dos mais altos cargos políticos e administrativos. • A nobreza apresentava, contudo, situações internas muito diversificadas: • Nobreza de Sangue (de “casta”), • Nobreza Rural (proprietária de latifúndios), • Nobreza Cortesã (conselheiros do Rei), • Nobreza de Espada (ofício das armas), • Nobreza Togada ou de Toga (de origem burguesa).
  • 16. NOBREZA • Usufruíam do mesmo estatuto legal que lhes conferia um conjunto alargado de privilégios. • Estavam isentos do pagamento de impostos, com exceção para os impostos devidos em tempo de guerra. • Possuíam direito a um Foro privado (nas leis e nas sanções). • Cobravam os Direitos Senhoriais aos camponeses, possuíam um Tribunal Senhorial para os seus dependentes. • Possuíam o direito exclusivo de caça e obtinham subsídios e favores régios que lhes viabilizavam a manutenção dos seus padrões económicos.
  • 17. TERCEIRO ESTADO • Grupo que na hierarquia social dos Estados Europeus de Antigo Regime, ocupava o último lugar, composto pelos não Nobres e não Eclesiásticos. • Era a ordem Tributária (que pagava impostos). • Era inferior na consideração pública, na roupa, nas formas de tratamento, nos cargos a que podia ter acesso (somente nas administrações municipais) e nas sanções que se lhe aplicavam. • Desempenhava profissões braçais, como agricultor, pedreiro – que eram consideradas vis e indignas – e com uma situação instável, dominado e explorado, sofrendo com a instabilidade das conjunturas económico-sociais. • Muito heterogéneo na sua composição.
  • 18. DIVERSIDADE DO TERCEIRO ESTADO No campo (camponeses) Na cidade (burgueses) Noutros locais Categoriasetipossociais Agricultores: Em terra própria – proprietários Em terra de outrem – rendeiros, foreiros, prazeiros, … Sem uma terra - jornaleiros Alta Burguesia: • Mercantil – mercadores e financeiros e empresários • Letrada – profissionais liberais -- funcionalismo Pescadores Mineiros Burguesia rural: • Artesãos, pequenos comerciantes • Lojistas Média/Pequena Burguesia: • Artesãos – mestres e oficiais • Pequenos Comerciantes e Lojistas Marinheiros • Serviçais e assalariados não qualificados • Mendigos e Vagabundos • Serviçais e assalariados não qualificados • Mendigos, Vagabundos e Marginais. Assalariados não qualificados
  • 19. • Todos os comportamentos estavam rigidamente estipulados para cada uma das ordens sociais. • O estatuto jurídico, o vestuário, a alimentação, as profissões, as amizades, os gastos, os divertimentos, as formas de tratamento deviam refletir a pertença a cada uma das ordens. PLURALIDADE DE VALORES • A diferenciação social exprimia os principais valores defendidos na sociedade de ordens: a defesa dos privilégios pelas ordens sociais mais elevadas, a primazia do nascimento como critério de distinção e a fraquíssima mobilidade social.
  • 20. • Ao longo do Antigo Regime a mobilidade social era muito reduzida. • Lentamente, o Terceiro Estado conseguiu ascender socialmente. As vias de mobilidade ascendente da burguesia eram, de uma forma geral: • O estado; • O casamento; • O dinheiro; • A recompensa real. VIAS DE MOBILIDADE SOCIAL
  • 21. • Regime político em que o rei detinha autonomia total e absoluta sobre os seus súbditos, concentrando na sua pessoa todos os poderes do estado. • Regime que existiu na quase totalidade dos estados europeus desde o século XVI até finais do século XVII. • Os reis absolutos eram a primeira e mais poderosa figura dos seus estados e exerciam o poder de forma pessoal, sem delegações. • O poder real era absoluto – não reconheciam outro poder acima do seu - e único – não partilhavam o poder com ninguém. • O poder absoluto era-lhes reconhecido como um direito, recebido diretamente quando ungidos e sacralizados como a imagem de deus na terra. MONARQUIA ABSOLUTA
  • 22. • Segundo Bossuet, o poder do rei tinha quatro características: • Sagrado, porque deriva de Deus que o conferiu aos reis para que estes o exerçam em seu nome; • Paternal, pois o rei devia satisfazer as necessidades do seu povo, proteger os fracos e governar brandamente, cultivando a imagem de “pai do povo”; • Absoluto, o que significa independente. O rei concentrava em si os três poderes do Estado – legislativo, executivo e judicial; • Sujeito à razão, isto é, à sabedoria do rei. O rei, • Escolhido por Deus, possui certas qualidades: bondade, firmeza, força de caráter, prudência – são elas que asseguram o bom governo do seu reino. FUNDAMENTOS DO PODER REAL
  • 23. • Na monarquia absoluta, o rei utilizava a vida em corte para mais facilmente controlar a Nobreza e o Clero. • O grupo que rodeava o rei (sociedade de corte) estava constantemente sujeito à vigilância deste. • Em França, o centro da vida de corte desenrolava-se no Palácio de Versalhes, onde habitavam o rei e a alta nobreza. O Palácio era, simultaneamente, lugar da governação de ostentação do poder e de controlo das ordens privilegiadas. O PAPEL DA CORTE
  • 24. • Tal como Luís XIV é o paradigma do rei absoluto, Versalhes é o paradigma da corte real. • O luxo da corte arruinara a nobreza que rivalizava no traje, nas cabeleiras, na ostentação. • Nobres, conselheiros, “privados do rei”, funcionários que vivam na corte e para a corte, seguem as normas impostas por uma hierarquia rígida e uma etiqueta minuciosa. • Esta sociedade da corte servia de modelo a todos os que pretendiam ser importantes, pois representava o máximo do poder e da influência. A ENCENAÇÃO DO PODER
  • 25. • Todos os atos quotidianos do rei eram ritualizados, “encenados” de modo a endeusar a sua pessoa e a submeter as ordens sociais. • Cada gesto tinha um significado social ou político, pelo que, através da etiqueta, o rei controlava a sociedade. • Um sorriso, um olhar reprovador assumiam um significado político, funcionando como recompensa ou punição de determinada pessoa. A ENCENAÇÃO DO PODER
  • 26. A ENCENAÇÃO ESTÉTICA DO PODER Versalhes
  • 28. • Nos séculos XVII e XVIII, os reis portugueses procederam a uma centralização do poder que se caracterizou pelas seguintes etapas: • D. João I a D. João II (séc. XV – o rei assume-se como o pai dos súbditos); • D. Manuel I a D. João V (séc. XVI ao séc. XVII – estabelecimento do poder pessoal dos reis); • D. José I e atuação do ministro Marquês de Pombal – a autoridade régia controla todos os aspetos da vida pública; • 1820 – o absolutismo régio é extinto com a revolução liberal. CENTRALIZAÇÃO DO PODER
  • 29. • A figura mais marcante do absolutismo português, o rei D. João V, teve um papel muito interventivo na governação, remodelando as secretarias criadas por D. João IV e rodeando-se de colaboradores de confiança. • A reforma da burocracia do Estado não se traduziu por uma maior eficiência para os súbditos: • por um lado, faltava estabelecer uma ligação entre a administração central e a administração local; • por outro lado, a dependência, para todas as decisões, da aprovação do rei, tornava qualquer pedido um processo extremamente lento. • Na prática a burocracia central afastava o povo do seu rei. CENTRALIZAÇÃO DO PODER
  • 30. • Após o período de renovação social verificou-se um reforço da posição socioeconómica das ordens privilegiadas (séc. XVI e XVII). • Nobreza: ocupava os mais altos cargos administrativos e militares do reino e funções no império o que lhe proporcionava honras e mercês: • Afirmação dos fidalgos-mercadores (nobres com negócios lucrativos); • Concentração das terras nas mãos dos nobres (vínculos, comendas e morgadios). • Clero: aumenta o seu património fundiário. A PREPONDERÂNCIA DOS PRIVILEGIADOS
  • 31. • Característica da sociedade portuguesa foi também a fragilidade da burguesia enquanto grupo social autónomo. Fatores que ajudam a explicar esse fenómeno social são: • O monopólio régio ultramarino que impossibilitou as iniciativas privadas; • A ocupação pela nobreza do comércio colonial, que seria da burguesia; • A dependência em relação à nobreza, que ocupava ainda os cargos políticos, administrativos e militares. A DEBILIDADE DA BURGUESIA
  • 32. • No séc. XVII, a viragem do comércio colonial para o Atlântico favoreceu a ascensão de alguma burguesia. Como consequências para o reino destaca-se a: • Permanência de uma mentalidade e valores tradicionais; • Reforço do senhoralismo; • Bloqueamento da economia interna; • Estagnação das atividades produtivas do reino.
  • 33. • A “encenação do poder” estava, também, presente na monarquia portuguesa, em particular no reinado de D. João V. Tal como Luís XIV, D. João V realçava a figura régia através da ostentação permitida pelo ouro e diamantes do Brasil, da autoridade e da etiqueta, de que se salientaram os seguintes aspetos: • Subordinação das ordens sociais (manifestada na recusa em reunir Cortes); • Apoio às artes e às letras (criando a Biblioteca da Universidade de Coimbra e a Real Academia de História); ABSOLUTISMO JOANINO
  • 34. • Envio de embaixadas ao estrangeiro (destacando-se, a de 1706, ao Papa); • Distribuição de moedas de ouro pela população; • Política de grandes construções (Convento de Mafra); • Política externa: o rei procurou a neutralidade face aos conflitos europeus, salvaguardando os interesses do nosso império e do nosso comércio.
  • 35. • A prosperidade económica e a paz foram determinantes para o desenvolvimento das letras, das ciências e das artes. • As ideias de progresso e de Razão, introduzidas em Portugal pelos diplomatas portugueses – os estrangeirados – facilitaram uma vida cultural bastante rica: • em peças literárias barrocas, • na produção de comédias, farsas e tragédias, a familiarização com a música e com a arte, • em óperas e concertos. • D. João V também se preocupou com o ensino da música, com o movimento científico mas, apesar dos grandes progressos culturais verificados no período joanino, o grande salto que iria significar a introdução da cultura iluminista produziria os seus melhores resultados. A POLÍTICA CULTURAL JOANINA
  • 36. • O barroco foi a expressão artística adequada à imagem de grandeza e de magnificência de D. João V. • Com os seus efeitos de riqueza e movimento, era uma arte de corte e de luxo, tendente a fascinar e a provocar a admiração dos seus súbditos. • Grandiosas obras régias de arquitetura, como igrejas, conventos, palácios, solares foram construídos nesta época. O BARROCO JOANINO
  • 37. • Foi nos interiores que o barroco joanino se revelou mais original: nos trabalhos de talha dourada e azulejos e de outras artes decorativas, como a ourivesaria, o mobiliário… • A decoração barroca distingue-se pela riqueza e abundância dos materiais empregues, pela magnificência das peças e por algum exagero ornamental.