SEMINARIO DE PESQUISA

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SEMINARIO DE PESQUISA

  1. 1. SEMINÁRIO DE PESQUISA
  2. 2. Prof. Charleston Sperandio Formação: • Administrador (Colatina/ES); • Especialista em Docência do Ensino Superior (RJ); • Mestre em Administração de Empresas (Área de Pesquisa: Estratégia e Governança – FUCAPE – Vitória/ES); • Doutorado em Economia. • Diretor Geral do HJSN; • Professor de Mestrado em São Gabriel da Palha, Colatina, Baixo Guandu, Ilhéus/BA, Cariacica, Itaguaçu, São Mateus e Professor da UNIPAC.
  3. 3. EM QUE CONSISTE UM SEMINÁRIO DE PESQUISA ? • O seminário caracteriza-se como uma técnica compatível com os objetivos dos cursos de MESTRADO: "criar condições para a pesquisa rigorosa nas várias áreas do conhecimento, desenvolvendo a fundamentação teórica, a reflexão, o levantamento rigoroso dos dados empíricos da realidade..." (Severino, 1996, p.111).
  4. 4. VISÃO GERAL DO PROCESSO DE PESQUISA • PESQUISA PRAGMÁTICA – QUANTITATIVA; • PESQUISA SEMÂNTICA – QUALITATIVA.
  5. 5. VISÃO GERAL • Mestrandos tem que ser produtores de conhecimento científico. • Dar ênfase na explicação. • Profundidade de uma análise (o que importa para uma Dissertação).
  6. 6. VISÃO GERAL • Quando me aprofundo eu saio da visão geral.
  7. 7. VISÃO GERAL – nomenclatura correta • TCC E MONOGRAFIA ( Graduação e Pós Graduação – Lato sensu); • DISSERTAÇÃO (Mestrado – produção de conhecimento – Stricto sensu) • TESE (Doutorado – algo inédito - Stricto sensu)
  8. 8. VISÃO GERAL • MBA é uma sigla inglesa para Master in Business Administration que em português significa Mestre em Administração de Negócios.
  9. 9. Visão geral • MBA é um curso de formação de executivos na área de administração, estudando matérias de finanças, contabilidade, recursos humanos, marketing entre outras.
  10. 10. Visão geral • O MBA tem um grau de mestrado no exterior, mas no Brasil não é reconhecido desta forma. • Aqui ele é enquadrado como uma especialização.
  11. 11. MESTRANDOS DEVEM LER • Anais de Congressos: • Nacionais e Int.– Periódicos A e B (Qualis/Capes) • Periódicos Científicos - (Portal CNPQ) • Nacional A e B • Internacional A, B e C • OObbjjeettiivvooss ddooss mmeessttrraannddooss.
  12. 12. Exemplos de Periódicos Nacional e Internacional • RAC; • RAE; • RAE-e; • G&P; ( gestão & planejamento) • BASE; (Revista de Adm. e Contabilidade da UNISINOS); • RAM; (Revista de Adm. Mackenzie) • EBAPE; (Revista da Escola FGV) • LILACS; • BIREME; • Scielo BR; • Site Jstor; • Ebsco. • Google Acadêmico (fujam do Google e do Wikipédia).
  13. 13. Quando um Trabalho tem Relevância Científica ? • Quando acrescenta ALGO ao conhecimento existente (isso é relevância científica).
  14. 14. MAPEAMENTO DO TERRITÓRIO INTELECTUAL • 1 – Uma pesquisa começa com a Leitura; • 2 – Temos que facilitar a leitura para o avaliador (peer review) e o leitor; • 3 - O texto científico tem que ser o mais claro possível; • 4 – Tenho que avaliar a coerência do texto; • 5 – Criar é diferente de inovar: Eu crio algo novo; Eu inovo algo já existente e modifico.
  15. 15. REVISÃO POR PARES OU PEER REVIEW • Nos meios acadêmicos, a revisão por pares, também chamada revisão paritária ou arbitragem (peer review, em inglês) é um processo utilizado na publicação de artigos.
  16. 16. REVISÃO POR PARES • Consiste em submeter o trabalho científico ao escrutínio de um ou mais especialistas do mesmo escalão que o autor, que na maioria das vezes se mantêm anônimos ao autor.
  17. 17. REVISÃO POR PARES • Os revisores anônimos frequentemente fazem comentários ou sugerem revisões no trabalho analisado, contribuindo para a qualidade do trabalho a ser publicado.
  18. 18. REVISÃO POR PARES • As publicações e prêmios que não passam pela revisão paritária tendem a ser vistos com desconfiança pelos acadêmicos e profissionais de várias áreas.
  19. 19. Exemplo de certificação
  20. 20. MAPEAMENTO DO TERRITÓRIO INTELECTUAL - CONTINUAÇÃO • Layer 1 – Periódicos; • Layer 2 – Autores; • Layer 3 – Instituições; • Layer 4 – Teorias e Métodos; • Layer 5 – Tempo.
  21. 21. COMO ESCOLHER UM TÓPICO DE PESQUISA RELEVANTE? • TTeennhhoo qquuee lleerr. • O problema ou questão de pesquisa deve : • 1 – Abordar uma questão do mundo atual; • 2 – Ao responder a questão de pesquisa, deve haver potencial para preencher a lacuna no conhecimento e/ou oferecer uma contribuição teórica; • 3 – Ao responder a questão de pesquisa, deve haver potencial para a obtenção de resultados INOVADORES;
  22. 22. ELABORAÇÃO DE ARTIGOS E DO PROJETO DE DISSERTAÇÃO - UMA ALTERNATIVA PRÁTICA • 1 – Definir a Estrutura Prévia do Trabalho; • 2 – Acessar às Bases de Dados (buscar as publicações pelo resumo).
  23. 23. • 3 – Fichar os 1ºs Artigos • - no início ler as publicações que tratam de diferentes aspectos; • - a ficha (arquivo) deve conter • a) referência do texto lido; • b) ideia central da publicação e aspectos teóricos e metodológicos, necessário para compreendê-lo sem consultar o original
  24. 24. • c) Aspectos específicos relacionados com o seu trabalho (citações diretas e indiretas). • d) destacar as referências citadas no material e que são relevantes de acordo com o problema de pesquisa.
  25. 25. O QUE É TÍTULO ? • É o menor texto do artigo.
  26. 26. Viés/Stanks • É uma tendência a apresentar ou possuir uma perspectiva parcial em detrimento de outras alternativas (possivelmente igualmente válidas). Vieses podem existir de várias formas. • Em estatística, é um termo usado para expressar o erro sistemático ou tendenciosidade.
  27. 27. Exemplo de pesquisa com viés • A polícia decide estimar a velocidade média dos condutores que utilizam certa rodovia, e discutem como esta velocidade pode ser estimada. • Um policial sugere seguir um determinado carro usando o carro da polícia e registrar a sua velocidade como sendo a mesma que a do carro da polícia. • Este método, no entanto, vai gerar um estimador viesado da verdadeira velocidade, porque é extremamente provável que o condutor do veículo diminua a velocidade ao perceber que está sendo seguido pela polícia. • Será preciso utilizar outro método.
  28. 28. VIESES COGNITIVOS • São resultados comum do pensamento humano, e, frequentemente, distorcem a confiabilidade de evidências legais.
  29. 29. TIPOS DE ESTUDOS • QUANTITATIVO – Pós Positivismo (realidade única, externa o ser e pode ser objetivamente entendida); • QUALITATIVO – Construtivismo (realidade múltipla, fragmentada e subjetiva).
  30. 30. UMA ABORDAGEM QUANTITATIVA • O nº 30 é o mínimo para se trabalhar, dependendo da variável, mas 30 é o mínimo para ser quanti. • O tamanho da amostra deve ser de 10 a 15 vezes o número das variáveis.
  31. 31. NOS MODELOS ESTATÍSTICOS • Devem realizar INFERÊNCIAS entre os aspectos MENSURADOS.
  32. 32. ALGUNS MODELOS DE FERRAMENTAS ESTATÍSTICAS • Alfa de Cronbach • Lisrel (equações estruturais – versão 9.10) • MPLUS (software – versão 7.3) • Análise Fatorial Exploratória ou Confirmatória • SPSS (análise de dados estat. - versão 22.0 ) • Matriz de Correlação • Desvio Padrão, Média, Mediana, Moda, Variância, Co-Variância etc. • Gráficos, tabelas e suas interpretações
  33. 33. O QUE É PESQUISA? • Para Demo (2000, p. 20), “Pesquisa é entendida tanto como procedimento de fabricação do conhecimento [...].”
  34. 34. IMPORTANTE • A finalidade da pesquisa é “resolver problemas e solucionar dúvidas, mediante a utilização de procedimentos científicos” (BARROS; LEHFELD, 2000, p. 14)....
  35. 35. • ... a partir de interrogações formuladas em relação a pontos que permanecem obscuros e necessitam de explicações e respostas.
  36. 36. Prodanov; Freitas, (2013). • Pesquisar significa, de forma bem simples, procurar respostas para indagações propostas. • Podemos dizer que, basicamente, pesquisar é buscar conhecimento.
  37. 37. • NÃO PODEMOS FALAR EM PESQUISA, SE NÃO FALARMOS EM ÉTICA.
  38. 38. ASPECTOS ÉTICOS DA PESQUISA CIENTÍFICA Prodanov; Freitas, (2013). • Nesse sentido, questionamos: o que significa falar de “ética na pesquisa científica”? • Ética é a ciência da conduta humana; é o princípio sistemático da conduta moralmente correta.
  39. 39. Prodanov; Freitas, (2013) • É necessário destacar alguns princípios éticos que devem ser observados na produção de trabalhos acadêmicos, como monografias, dissertações, teses, artigos, etc. • Vejamos alguns desses princípios e suas implicações:
  40. 40. Prodanov; Freitas, (2013) • a) quando se pratica pesquisa, é indispensável pensar na responsabilidade do pesquisador no processo de suas investigações e de seus produtos.
  41. 41. • Nesse sentido, a honestidade intelectual é fator indispensável aos pesquisadores.
  42. 42. Prodanov; Freitas, 2013 • b) a apropriação indevida de obras intelectuais de terceiros é ato antiético e qualificado como crime de violação do direito autoral pela lei brasileira;
  43. 43. Prodanov; Freitas, (2013) • c) o pesquisador deve mostrar-se autor do seu estudo, da sua pesquisa, com autonomia e com respeito aos direitos autorais, sendo fiel às fontes bibliográficas utilizadas no estudo;
  44. 44. Prodanov; Freitas, (2013) • d) é considerado plágio a reprodução integral de um texto, sem a autorização do autor, constituindo assim “crime de violação de direitos autorais”;
  45. 45. Prodanov; Freitas, (2013) • e) as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) orientam a escrita e informam como proceder na apresentação dos trabalhos acadêmicos e científicos.
  46. 46. TEMA DA PESQUISA • O primeiro passo para o sucesso da pesquisa é definir o assunto/tema de Interesse.
  47. 47. ASSIM, PROCURE CENTRAR-SE: • Num único assunto; • Num grupo específico; e • Num período de tempo;
  48. 48. ESCOLHA DO ORIENTADOR • A escolha do Professor Orientador tem que ser tão criteriosa quanto à escolha do tema, afinal é imprescindível que haja uma afinidade entre Orientando e Orientador.
  49. 49. • pois a jornada é longa e muitas vezes árdua e se faz necessário à boa convivência entre ambos, constituindo um fator motivacional para a pesquisa, em muitos casos.
  50. 50. OS TIPOS DE TRABALHOS CIENTÍFICOS • Ao longo de toda vida acadêmica, nos deparamos com uma diversidade de trabalhos – acadêmicos e/ou científicos.
  51. 51. DISSERTAÇÃO • Destinada aos cursos de pós-graduação stricto sensu, define-se, sobretudo, por uma reflexão acerca de um determinado tema ou problema, a qual se materializa pela exposição de ideias de maneira ordenada e fundamentada.
  52. 52. • Assim, norteados por tais aspectos, podemos afirmar que a dissertação é fruto de um trabalho de pesquisa oo mmaaiiss ccoommpplleexxoo ppoossssíívveell em relação ao tema escolhido.
  53. 53. Para obter o grau de mestre, segundo Medeiros (2003, p. 249): • [...] além da revisão de literatura, é preciso dominar o conhecimento do método de pesquisa e informar a metodologia utilizada na pesquisa [...].
  54. 54. TESE • De forma semelhante à dissertação, endereçada ao mestrado nos cursos stricto sensu, a tese define-se pelo trabalho de conclusão referente aos cursos de doutorado.
  55. 55. • Sua principal característica reside no fato de que constitui um avanço significativo na área do conhecimento em estudo, visto que para o acadêmico obter o grau de doutor é preciso que ele, na defesa de sua tese .....
  56. 56. • .... apresente originalidade, rigor na argumentação, bem como valide suas afirmações por meio de provas concretas.
  57. 57. CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA • Na escolha do tema do trabalho a ser desenvolvido, sabe-se que seu foco de estudo, seu objeto de análise, partirá, necessariamente, de um problema.
  58. 58. • Dessa forma, que, dependendo da abordagem do problema, a pesquisa pode se classificar como quantitativa ou qualitativa.
  59. 59. Pesquisa qualitativa • É traduzida por aquilo que não pode ser mensurável, pois a realidade e o sujeito são elementos indissociáveis. • Não podem ser traduzidos em números quantificáveis.
  60. 60. • os métodos usados na pesquisa qualitativa incluem observação direta, entrevistas, análise de textos ou documentos e análise de discurso ou comportamento gravado com o uso de fitas de áudio e vídeo.
  61. 61. • A revisão da Literatura trata-se de um estudo de revisão sistemática da literatura a partir de buscas nas bases de dados, tais como livros, artigos, teses, dissertações, sites etc.
  62. 62. • Na pesquisa qualitativa, os dados, em vez de serem tabulados, são retratados por meio de relatórios de forma a apresentar um resultado preciso.
  63. 63. PESQUISA QUANTITATIVA • Suponhamos que a intenção do pesquisador seja medir, quantificar, o grau de satisfação dos habitantes de uma determinada cidade no que se refere à administração do prefeito atual.
  64. 64. • Ele teria de optar pela pesquisa quantitativa, ela se traduz tudo aquilo que pode ser quantificável, ou seja, ele iria traduzir em números as opiniões e informações para obter a análise dos dados e chegar a uma conclusão.
  65. 65. • Partindo do princípio de que essa modalidade requer o uso de estatísticas, o questionário representa um dos meios mais eficazes para testar de forma precisa as hipóteses levantadas.
  66. 66. • Por meio de questões do tipo “fechadas”, apresenta-se um conjunto de alternativas de respostas.
  67. 67. EXEMPLO: ESCALA DE LIKERT A Escala Likert mede atitudes e comportamentos utilizando opções de resposta que variam e um extremo a outro.
  68. 68. Exemplos: A variável Lazer é importante para sua vida? A variável Segurança no serviço em relação ao Salário é importante para sua vida no trabalho? • • 1 2 3 4 5 • 1 – nada • 2 – mais ou menos • 3 - Razoável • 4 – Bastante • 5 - Extremamente
  69. 69. CLASSIFICAÇÃO DAS PESQUISAS • Destacamos que “o planejamento de uma pesquisa depende tanto do problema a ser estudado, quanto da natureza e nível de conhecimento do pesquisador.” (KÖCHE, 2007, p. 122).
  70. 70. Do ponto de vista de seus objetivos Prodanov; Freitas, 2013 • A pesquisa, sob o ponto de vista de seus objetivos, pode ser: • a) Pesquisa exploratória: quando a pesquisa se encontra na fase preliminar, tem como finalidade proporcionar mais informações sobre o assunto que vamos investigar. • Assume, em geral, as formas de pesquisas bibliográficas e estudos de caso.
  71. 71. Exemplos • Descobertas de novos medicamentos; • Estudo da Célula tronco; • Vacinas para doenças; • etc
  72. 72. A pesquisa exploratória possui planejamento flexível, o que permite o estudo do tema sob diversos ângulos e aspectos. • Em geral, envolve: • -levantamento bibliográfico; • -entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado; • -análise de exemplos que estimulem a compreensão. • Prodanov; Freitas, (2013)
  73. 73. Prodanov; Freitas, (2013) • b) Pesquisa descritiva: quando o pesquisador apenas registra e descreve os fatos observados sem interferir neles. (Exemplo: IBGE, comportamento do mercado etc.) • Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário.
  74. 74. Prodanov; Freitas, (2013) • c) Pesquisa explicativa: quando o pesquisador procura explicar os porquês das coisas e suas causas, por meio do registro, da análise, da classificação e da interpretação dos fenômenos observados.
  75. 75. Explicativa ... • Visa a identificar os fatores que determinam a ocorrência dos fenômenos; “aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão, o porquê das coisas.” (GIL, 2010, p. 28).
  76. 76. Exemplo • Nos estudos tecnológicos, há necessidade de utilização de métodos experimentais, para que os fenômenos sejam identificados para posteriormente serem explicados.
  77. 77. Do ponto de vista dos procedimentos técnicos Prodanov; Freitas, (2013) • a) Pesquisa bibliográfica: quando elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de: livros, revistas, publicações em periódicos e artigos científicos, jornais, boletins, monografias, dissertações, teses, internet.
  78. 78. etapas da pesquisa bibliográfica Prodanov; Freitas, (2013). • 1) escolha do tema; • 2) formulação do problema; • 3) levantamento bibliográfico preliminar; • 4) busca das fontes; • 5) leitura do material; • 6) fichamento; • 7) organização lógica do assunto; • 8) redação do texto.
  79. 79. • b) Pesquisa documental: a pesquisa documental, devido a suas características, pode ser confundida com a pesquisa bibliográfica. (PRODANOV; FREITAS, 2013). • Gil (2008) destaca como principal diferença entre esses tipos de pesquisa a natureza das fontes de ambas as pesquisas.
  80. 80. Prodanov; Freitas, (2013) • c) Pesquisa experimental: quando determinamos um objeto de estudo, selecionamos as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definimos as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto. • Ex. Estudo da dor (reações de sensibilidade dolorosa plantar, dor muscular aguda, Parkinson
  81. 81. Prodanov; Freitas, (2013) • d) Levantamento (survey): esse tipo de pesquisa ocorre quando envolve a interrogação direta das pessoas cujo comportamento desejamos conhecer através de algum tipo de questionário. • Ex. Análise da QVT.
  82. 82. Prodanov; Freitas, (2013) • e) Pesquisa de campo: pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema para o qual procuramos uma resposta, ou descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles. (Ex. Resíduos Sólidos)
  83. 83. • f) Estudo de caso: quando envolve o estudo de um ou poucos objetos de maneira que permita o seu amplo e detalhado conhecimento (YIN, 2001).
  84. 84. Prodanov; Freitas, (2013) • O estudo de caso consiste em coletar e analisar informações sobre determinado indivíduo, uma família, um grupo ou uma comunidade, a fim de estudar aspectos variados de sua vida, de acordo com o assunto da pesquisa. • Ex. Investigação Policial Social, índole, relacionamento com sociedade etc.; Investigação de um homicídio etc.
  85. 85. Prodanov; Freitas, (2013) • g) Pesquisa ex-post-facto: quando o “experimento” se realiza depois dos fatos. A pesquisa ex-post-facto analisa situações que se desenvolveram naturalmente após algum acontecimento. É muito utilizada nas ciências sociais, pois permite a investigação de determinantes econômicos e sociais do comportamento da sociedade em geral.
  86. 86. Exemplo • Presídio: • quais as relações entre reincidência criminal e inserção social do egresso prisional no mercado de trabalho?
  87. 87. • PROJETO DE PESQUISA
  88. 88. Justificativa Prodanov; Freitas, (2013) • Nessa etapa, refletimos sobre “o porquê” da realização da pesquisa, procurando identificar as razões da preferência pelo tema escolhido e sua importância em relação a outros temas. Perguntamos: o tema é relevante e, se é, por quê?
  89. 89. Prodanov; Freitas, (2013) • A justificativa deverá convencer quem for ler o projeto, com relação à importância e à relevância da pesquisa proposta.
  90. 90. Problema de Pesquisa Prodanov; Freitas, (2013) • Definir o problema da pesquisa é explicitar, em uma frase objetiva, compreensível e operacional, a dúvida com a qual nos deparamos e que planejamos resolver.
  91. 91. O pesquisador, nesse momento, deve fazer as seguintes perguntas: Prodanov; Freitas, (2013) • O problema é original? • O problema é relevante? • Ainda que seja “interessante”, é adequado para mim? • Tenho possibilidades reais para executar tal pesquisa? • Existem recursos financeiros que viabilizarão a execução do projeto? • Terei tempo suficiente para investigar tal questão?
  92. 92. INTRODUÇÃO A UM TRABALHO CIENTIFICO • Inicie com um parágrafo de contexto e ao final justifique seu tema; • Apresente brevemente os estudos anteriores; • Aponte as lacunas existentes na linha de pesquisa representada pelos estudos anteriores. • Apresente os objetivos do trabalho; • Explique para o leitor qual dessas lacunas o seu trabalho pretende abordar; • Explique para o leitor como o seu trabalho irá preencher uma dessas lacunas; • Mencione brevemente os aspectos metodológicos; • Apresente os principais resultados ou conclusões obtidas.
  93. 93. Modelos de Contexto Fragmentos do artigo de Charleston – Estudo da QVT. • Mônaco e Guimarães (2000) analisaram com o passar do tempo, que o tema QVT torna-se mais importante e menos subjetivo, e definem que é um processo de gestão organizacional que tem como foco principal a plena satisfação dos trabalhadores; e Pizzolli (2005), afirma que para ter esta satisfação, os servidores têm que ser motivados e envolvidos pela organização com os mesmos objetivos em comum. • No entanto, Schimidt e Dantas (2006) discordam que há um consenso entre os estudiosos, mas existe uma tendência pacífica entre os mesmos, acerca de produzir um conceito ideal para QVT; assim, a terminologia QVT alcança muitos sentidos, que reluzem na busca de conhecimentos, de novos estudos e de novos valores a serem redescobertos. (MINAYO et al., 2000).
  94. 94. Apresentação de Estudos anteriores Fragmentos do artigo de Charleston – Estudo da QVT • “A Fundamentação teórica da pesquisa tem uma revisão na literatura, encontrado nos autores Monaco e Guimarães (2000), (MINAYO et al., 2000), Haddad (2000), Stacciarini e Tróccoli (2001), Pizzolli (2005), Schimidt e Dantas (2006), Elias e Navarro, (2006), (ADORNO et al., 2008) e (MARQUES et al. 2009), que trazem um apanhado histórico sobre o tema Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) com ênfase nos fatores intrínsecos no trabalho das instituições organizacionais e dos profissionais da enfermagem”.
  95. 95. OBJETIVOS Prodanov; Freitas, (2013) • A definição do objeto de estudo pode ser caracterizada como um desdobramento da pergunta básica do estudo, ou seja, os itens que serão pesquisados para solucionar o problema de pesquisa.
  96. 96. Prodanov; Freitas, (2013) • Uma das características dos objetivos de pesquisa: sua definição por verbos no infinitivo, como diagnosticar, verificar, observar, analisar, examinar, identificar, distinguir, constatar, comprovar, comparar, entre outros.
  97. 97. EXEMPLO DE OBJETIVO GERAL Zamudio, (2012)
  98. 98. EXEMPLOS DE OBJETIVOS ESPECÍFICOS Zamudio, (2012)
  99. 99. OBSERVAÇÕES (do Professor) • Os Objetivos Específicos são desdobramentos do Objetivo Geral. Devem constar na Pesquisa Científica bem delineados.
  100. 100. VERBOS/AÇÕES DOS OBJETIVOS Zamudio, (2012)
  101. 101. EXEMPLOS DE OBJETIVOS GERAL E ESPECÍFICOS Zamudio, (2012) • OBJETIVO GERAL: • Avaliar a aceitabilidade de possível aplicação da pena de morte no país. • OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • Estabelecer as características da população que aceita à aplicação da pena de morte • Identificar a concordância ou discordância com a pena de morte, dependendo do grau de vitimização da população.
  102. 102. REFERENCIAL TEÓRICO Prodanov; Freitas, (2013) • Abrange livros, artigos, periódicos, jornais, monografias, CDs, sites etc., publicações utilizadas para o desenvolvimento do projeto e embasamento teórico da pesquisa. Podemos incluir, ainda, o material bibliográfico que será lido no decorrer do processo de pesquisa.
  103. 103. MODELO IMRD (INTRODUÇÃO, METODOLOGIA, RESULTADOS E DISCUSSÃO) • A introdução é um apanhado geral do conteúdo do artigo científico sem entrar em muitos detalhes.
  104. 104. • Apenas poucos parágrafos são o suficiente. • Deve descrever brevemente a importância da área de estudo e especificada a relevância da publicação do artigo.
  105. 105. • Apresenta-se uma revisão da literatura recente (publicada nos últimos 5 anos), especificando sobre o tópico abordado, ou forneça um histórico do problema.
  106. 106. • Definição do problema - Definir o problema ou tópico estudado, e • Estabelecer claramente os objetivos e as hipóteses. Os artigos são frequentemente rejeitados para publicação porque os autores apresentam apenas os objetivos, mas não as hipóteses.
  107. 107. • A Introdução deve ser finalizada com a apresentação do(s) objetivo(s) do trabalho. • Para se escrever uma introdução informativa para o artigo é necessário estar familiarizado com o problema.
  108. 108. • A Introdução deve apresentar a evolução natural de sua pesquisa. Importante/Atenção: • Ela pode ser elaborada após escrever Discussão e Conclusões.
  109. 109. METODOLOGIA • Descreve o tipo de estudo; a população alvo do estudo (especificação e caracterização com os critérios de inclusão e exclusão), trata- se da delimitação do universo pesquisado, seja seres animados ou inanimados.
  110. 110. • Consiste em explicitar o que foi pesquisado: pessoas, coisas, fenômenos, enumerando suas características comuns, como por exemplo, sexo, faixa etária, organização a que pertencem, comunidade onde vivem, etc.; ....
  111. 111. • ... a amostra utilizada(s) quando a pesquisa não abrange a totalidade do universo pesquisado, surgindo a necessidade de se investigar apenas uma parte dessa população; as variáveis estudadas, os procedimentos adotados e as técnicas utilizadas.
  112. 112. • Os procedimentos metodológicos empregados para o levantamento de dados e sua utilização no processo de análise, devem estar claros no artigo. • Esses procedimentos devem estar adequados ao problema a ser investigado e aos objetivos definidos pelo autor.
  113. 113. • As questões éticas, para estudos que envolvem dados de seres humanos, devem ser informadas, como o número do parecer emitido pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Humanos.
  114. 114. RESULTADOS • Descrição panorâmica dos dados levantados para propiciar ao leitor a percepção adequada e completa dos resultados obtidos de forma clara e precisa, sem interpretações pessoais.
  115. 115. • Quando pertinente, deve-se incluir ilustrações como quadros, tabelas e figuras e identificadas pelo tipo (gráficos, mapas, fotos, etc.).
  116. 116. • A apresentação de tabelas/quadros com os dados obtidos aparecem nesse item, no entanto, os comentários devem ser guardados para a seção Discussão.
  117. 117. • Tabelas devem ser incluídas quando se deseja apresentar um número pequeno de dados.
  118. 118. • A seção Resultados deve ser apenas longa o suficiente para apresentar as evidências do estudo.
  119. 119. DISCUSSÃO/CONCLUSÃO. • Apresente argumentos convincentes e adequados, prova matemática, exemplos, equações, análises estatísticas, padrões/tendências observadas, opiniões e ideias além da coleção de números coletados e tabelados. Devem ser feitas comparações com resultados obtidos por outros pesquisadores, caso existam.
  120. 120. • Sugira aplicações para o trabalho. Resumir, apontar e reforçar as ideias principais e as contribuições proporcionadas pelo trabalho faz parte da Discussão e Conclusão.
  121. 121. • A conclusão deve ser interpretativa e incluir argumentos explicativos. Deve ser capaz de fornecer evidências da solução de seu problema por meio dos resultados obtidos por meio do trabalho.
  122. 122. • Deve-se ainda comentar sobre os planos para um trabalho futuro com relação ao mesmo problema, ou Modificações a serem feitas e/ou limitações do método utilizado que poderá ou não ser superada.
  123. 123. ESTRATÉGIAS PARA FAZER UM BOM RESUMO • Verbo no passado; • Informações sobre o trabalho, o que pretendeu-se descobrir; • Pequena introdução, contexto, Ref. Teórico (passos) mais importantes; • Metodologia utilizada; • Conclusão e suas inferências pessoais.
  124. 124. RESUMO Prodanov; Freitas, (2013) • O resumo consiste em sintetizar todas as ideias principais do tema do texto, do artigo, do capítulo ou da obra. O resumo deve ser livre de todo comentário pessoal e não deve formular críticas ou julgamento de valor, pois é mero trabalho de síntese.
  125. 125. Prodanov; Freitas, (2013) • O resumo é parte importante do processo de estudo. Ao redigir o resumo, devemos usar frases breves, diretas e objetivas, formando parágrafos que contenham apenas uma ideia principal e observando a linguagem impessoal do discurso, isto é, verbo na terceira pessoa do singular.
  126. 126. Prodanov; Freitas, (2013) • Devemos redigir com bom estilo e, de preferência, com as próprias palavras. • No caso de transcrição literal (cópia), usamos aspas para fazer a devida referência, segundo as normas de citações textuais da ABNT.
  127. 127. De acordo com a NBR 6028, quanto à sua extensão, os resumos devem ter: Prodanov; Freitas, (2013) • de 150 a 500 palavras os de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e outros) e relatórios técnico-científicos; • - de 100 a 250 palavras os de artigos de periódicos;
  128. 128. POR FIM
  129. 129. Artigos sugeridos para serem lidos • A comunicação científica e o movimento de acesso livre ao conhecimento (http://www.scielo.br/pdf/ci/v35n2/a04v35n 2.pdf) • COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA: uma revisão de seus elementos básicos (http://www.biblionline.ufpb.br/ojs2/index.p hp/ies/article/viewFile/326/248)
  130. 130. Obrigado pela Atenção • “Aqueles que conduzem a vida e não são conduzidos por ela, merecem o meu apreço, respeito e admiração” (Samuelson) charleston.sperandio@yahoo.com.br
  131. 131. REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO • BARROS, A. J. P. de; LEHFELD, N. A. de. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas. 4. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000a • DEMO, P. Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2000. • GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010. • MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2003. • PRODANOV, C. C.; FREITAS, E. C. Metodologia do trabalho científico: Métodos e Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Acadêmico, Univ. Feevale, 2ª ed. Novo Hamburgo - Rio Grande do Sul – Brasil, 2013.
  132. 132. REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO • KÖCHE, J. C. Fundamentos de metodologia científica: teoria da ciência e iniciação à pesquisa. 24. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007. • YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

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